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  • CNC|Sicomercio

    Apresenta a CNC, sua dinâmica e sua importância para o desenvolvimento econômico e social do Brasil bem como informações sobre o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio – Sicomercio, incluindo legislação pertinente ao sindicalismo e

    Apresenta a CNC, sua dinâmica e sua importância para o desenvolvimento econômico e social do Brasil bem como informações sobre o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio – Sicomercio, incluindo legislação pertinente ao sindicalismo e

  • Procurando Rumo

    Reúne artigos do Presidente da CNC abordando temas como economia internacional, carga tributária, comércio e política que contribuem para o debate dos grandes problemas de interesse nacional.

    Ano: 2002

    Reúne artigos do Presidente da CNC abordando temas como economia internacional, carga tributária, comércio e política que contribuem para o debate dos grandes problemas de interesse nacional.

    Ano: 2002

  • Fundo sai após reservas de US$ 190 bi

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia Página: B-9


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve esperar que as reservas internacionais cheguem a US$ 190 bilhões para lançar o Fundo Soberano Internacional, que vai apoiar investimentos de empresas brasileiras no exterior. É que, nesse nível, as reservas serão suficientes para pagar toda a dívida externa, pública e privada. Com isso, eliminaria a desconfiança que a criação do fundo provocaria sobre a capacidade de o Brasil honrar seus compromissos numa eventual crise de liquidez internacional.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia Página: B-9


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve esperar que as reservas internacionais cheguem a US$ 190 bilhões para lançar o Fundo Soberano Internacional, que vai apoiar investimentos de empresas brasileiras no exterior. É que, nesse nível, as reservas serão suficientes para pagar toda a dívida externa, pública e privada. Com isso, eliminaria a desconfiança que a criação do fundo provocaria sobre a capacidade de o Brasil honrar seus compromissos numa eventual crise de liquidez internacional.


    Apesar das críticas de economistas de peso de que o fundo pode aumentar a dívida brasileira e retardar a concessão do grau de investimento ao Brasil, Mantega está convencido de que o novo instrumento – e a continuação da estratégia do Banco Central de aumentar as reservas – ajudará a conter uma queda mais brusca do dólar em relação ao real. E, sobretudo, suavizar uma volatilidade maior da taxa de câmbio que possa comprometer o parque industrial brasileiro.


    O governo deve utilizar inicialmente recursos que já tem em caixa para comprar no mercado interno os dólares para o fundo soberano. O caixa foi reforçado porque, desde 2003, o Tesouro Nacional tem vendido uma quantidade de títulos maior do que o volume de papéis que vencem no período.


    Essa emissão além do necessário para rolar a dívida reforçou o “colchão de liquidez” – uma reserva do Tesouro para honrar o pagamento de títulos na eventualidade de suspender leilões de venda de novos papéis. O colchão é hoje superior a R$ 100 bilhões, nível considerado seguro. O Tesouro também poderá fazer novas emissões líquidas de títulos (emissões maiores do que os resgates) para obter recursos para comprar os dólares.


    Mantega já manifestou a intenção de que o Fundo tenha entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões. As diretrizes para a compra de dólares deverão ser definidas entre o Tesouro e o BC.


    Com atuação do Tesouro no mercado, o BC terá menor necessidade de comprar dólares para conter a desvalorização da moeda americana. Por isso, a equipe econômica avalia que, do ponto de vista do endividamento público, o impacto das compras do Tesouro será neutro em relação ao que já existe, com as aquisições do BC.


    Para comprar os dólares no mercado interno, o BC acumula um passivo. Ele paga os dólares com a emissão de reais. Esses reais aumentam a base monetária e o BC precisa enxugar esse excesso de moeda com a venda de títulos do Tesouro que estão na sua carteira. Nessas operações, o BC assume um passivo atrelado aos juros pagos pelo Tesouro nos títulos.


    Para comprar os dólares do fundo, o Tesouro usará reais obtidos com a emissão líquida de títulos para comprar dólares. “Fiscalmente dá no mesmo”, disse uma fonte do Ministério da Fazenda. Inicialmente, a idéia de Mantega era de formar o fundo com os dólares das reservas. Mas o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, resistiu à proposta, observando que causaria ruídos no mercado. “Meirelles quis deixar claro que reserva é reserva”, ressaltou outra fonte.


    Segundo essa fonte, o ministro da Fazenda quer continuar com a política de intervenção no câmbio porque avalia que deixar o dólar cair bruscamente teria impacto nocivo para economia brasileira – não só para os exportadores, que perdem competitividade, mas também para empresas em geral. “É isso ou deixar o câmbio cair para R$ 1,50”, ressalta a fonte, lembrando que, desde que assumiu o cargo, Mantega tem deixado clara sua quase obsessão em conter a taxa de câmbio.


    Além de uma desvalorização maior da moeda americana, o governo também teme uma alta brusca com a expectativa de reversão, a médio prazo, dos superávits da balança comercial e de transações correntes do balanço de pagamentos – cenário que está sendo considerado no Ministério da Fazenda. Nesse caso, empresas com dívidas em dólar seriam prejudicadas. O problema ocorre, por exemplo, quando o investidor se financia em dólares a R$ 1,80, em seguida a cotação cai para R$ 1,50 e depois dispara para R$ 2,00.

     


    Para analistas, idéia põe em risco o equilíbrio fiscal


    A decisão do governo de criar um Fundo Soberano Internacional reacendeu a polêmica em torno do aumento do endividamento público provocado pelo aumento das reservas internacionais. Para muitos economistas, as reservas brasileiras já teriam atingindo um nível considerado seguro para o Brasil enfrentar uma crise externa, e reforçá-la ainda mais só traria prejuízo para a dívida pública.


    A formação do Fundo e a continuação dessa política de acúmulo de reservas, para os críticos, só agravaria a situação fiscal e retardaria a concessão do grau de investimento pelas agências de classificação risco.


    Para o gerente de política monetária do Banco Itaú, Joel Bogdanski, esse não é o momento de o Brasil criar um Fundo Soberano porque o País ainda não tem superávits estruturais em conta corrente. Para ele, essa política é inadequada porque, de um lado, aumenta a dívida e, de outro, impede o BC de cortar os juros. “Essa política lança dúvidas sobre até que ponto o governo está comprometido com a responsabilidade fiscal.”


    Especialista em contas públicas, o consultor Amir Khair destaca que o problema do País não é externo ou cambial, mas o aumento da dívida interna. Para ele, essa política tem impacto fiscal que poderá atrasar a concessão do grau de investimento. Segundo ele, o melhor seria deixar o câmbio flutuar livremente. “O Mantega está perdendo uma grande oportunidade de forçar o BC a reduzir os juros mais rapidamente”, disse.


    Para o ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas, o Fundo deveria ser formado com os dólares que já estão nas reservas, que, na sua avaliação, já estão em nível suficientemente confortável. Segundo ele, é com os dólares das reservas depositados em bancos no exterior que o governo poderia comprar papéis lançados no exterior pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), numa operação particular chamada de “private placement”.


    Na sua avaliação, o BNDES ganharia com essa operação, pois poderia obter uma taxa mais barata nesse momento de maior dificuldade no mercado internacional e o BC teria uma rentabilidade melhor para os dólares das reservas. Ex-diretor da Petrobrás, Freitas disse que operação muito parecida já foi feita com as reservas, em 1991, quando a estatal ficou sem financiamento no exterior para pagar o petróleo.


    Um artigo do ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore, publicado no jornal Valor Econômico, trouxe um alerta contundente para o risco fiscal dessa estratégia e reforçou os argumentos dos críticos. No artigo, Pastore diz que a proposta tem objetivos obscuros e observa que fundos desse tipo requerem uma economia com excesso de poupança (interna e externa) e superávits persistentes nas contas correntes.


     


     


     

  • Indústria deve crescer 6% no ano, diz Mantega

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia Página: B-3


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou ontem que a produção industrial neste ano deverá aumentar cerca de 6% e disse que o crescimento maior da indústria não resultará em inflação mais alta. Segundo ele, uma arrancada forte na produção industrial no fim deste ano já era esperada. Por isso, disse não ver com surpresa os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), que, na sua avaliação, são muito positivos.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia Página: B-3


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou ontem que a produção industrial neste ano deverá aumentar cerca de 6% e disse que o crescimento maior da indústria não resultará em inflação mais alta. Segundo ele, uma arrancada forte na produção industrial no fim deste ano já era esperada. Por isso, disse não ver com surpresa os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), que, na sua avaliação, são muito positivos.


    Os resultados superaram as previsões dos analistas e tiveram efeito no mercado de juros futuros. Os analistas passaram a apostar que o Copom vai manter a taxa Selic por um período maior de tempo. O ministro da Fazenda, no entanto, continua otimista quanto à inflação. “Temos de perder a mania de achar que um crescimento maior resulta necessariamente em inflação mais alta.”


    Mantega avaliou que os preços industriais não estão contribuindo para elevar a inflação porque têm crescido em média 3% neste ano, abaixo da meta inflacionária. “Quem mais está contribuindo para alguma elevação de preços são os produtos agrícolas”, disse, observando que a alta desses produtos decorre de uma “safrinha malsucedida”, por falta de chuvas. “Feijão e outras leguminosas, que dependem de chuva, foram prejudicados.”


    Ele reforçou, no entanto, a avaliação de que “a inflação não preocupa”. E a expansão do uso da capacidade instalada da indústria também não traz risco de inflação. “A capacidade instalada tem se mantido elevada ao longo do ano, e isso não tem levado a uma inflação mais alta.”


    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que os dados da produção industrial, embora contenham um efeito sazonal de preparação das empresas para atendimento das vendas de fim de ano, mostram um crescimento bastante “robusto” da economia.


    Na avaliação de Coutinho, esse crescimento afasta preocupações de que possa haver desabastecimento ou desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos, o que poderia resultar em um aumento da inflação. “Não temos de ter preocupação porque a evolução dos preços no atacado é tranqüila”, disse Coutinho. Ele avaliou que é possível o País conciliar um crescimento forte na economia com queda de juros. “Desde que haja uma clara ampliação de oferta, é perfeitamente possível a retomada do processo declinante de juros, mas não quero opinar sobre qual deveria ser a intensidade nem o timing para isso.”


    Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, observou que a expansão da indústria está lastreada na alta do consumo interno. Ele argumentou que a partir do fim do ano e início de 2008 deverá haver redução normal no ritmo da indústria. “É um momento em que muitas empresas até dão férias coletivas, fazem reestruturação em suas fábricas, aproveitando a baixa natural do ritmo da economia.”


     

  • Senado aprova projeto que dá celeridade aos processos judiciais

    O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), substitutivo da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ao PLC 36/07.

    O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), substitutivo da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ao PLC 36/07. O texto altera dispositivos do Código de Processo Penal, dando celeridade aos processos judiciais e reduzindo a tramitação na Justiça, com a criação, por exemplo, da figura da absolvição sumária.


    Ainda durante a defesa preliminar, explicou Ideli, o juiz pode determinar se a acusação e a defesa têm consistência para a continuidade do processo, ou se a defesa preliminar é substancial para absolver sumariamente.


    – Este procedimento com certeza irá eliminar dos tribunais milhares e milhares de processo sem sustentação consistente – explicou


    Uma das principais mudanças é a determinação de que a instrução e o julgamento do processo sejam feitos em uma só audiência, a ser realizada no máximo em 60 dias. Assim, os depoimentos do réu, da vítima e das testemunhas de acusação e defesa, que seriam realizados um a cada vez, serão tomados no mesmo dia, reduzindo consideravelmente o tempo do processo.


    Hoje, esclareceu Ideli, após o recebimento pelo juiz da denúncia feita pelo Ministério Público, realiza-se primeiro o interrogatório do acusado, que tem três dias para apresentar sua defesa prévia. Feita a audiência, marca-se audiência para ouvir as testemunhas de acusação, e só depois disso, ouve-se as de defesa. Outros prazos para realização de diligências, se forem necessárias, são abertos e só depois disso, abre-se prazo para a as alegações finais por escrito, da acusação e da defesa. Concluído todo o processo, o juiz dá a sentença.


    – Com o projeto, tudo aquilo que seria feito em três audiências, em várias etapas, passa a ser feito numa única. O acusado é inquirido, as testemunhas de acusação e de defesa são ouvidas, a defesa e acusação fazem as alegações e juiz dá a sentença numa única audiência – resumiu.


    A proposição foi analisada pelo grupo de trabalho criado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para analisar as matérias relacionadas à chamada “reforma processual penal”, e receberam sugestões de vários segmentos da sociedade, inclusive da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Elas foram enviadas à Câmara dos Deputados ainda em 2001, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


    – As alterações vão produzir modificações profundas no processo judicial brasileiro, trarão agilidade na operação processual, que tem por objetivo central que a justiça não tarde, porque quando ela tarda, já falhou – declarou a senadora.


    Outras duas proposições aprovadas na mesma sessão plenária modificam o Código de Processo Penal: os PLC 20/07 e 37/07. A matéria agora volta para a Câmara dos Deputados, por ter sofrido modificações.


    – Tudo isso fará com que o procedimento seja mais rápido e benéfico. Estamos contribuindo para melhorar o Direito no nosso país – analisou Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante do grupo de trabalho.


    Agência Senado, 5 de dezembro de 2007.


     

  • Frente Parlamentar da Saúde apresenta sugestão para garantir CPMF

    O presidente do Senado, Tião Viana, recebeu na manhã desta quinta-feira (6) o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi (PMDB-RS), e outros representantes da entidade, que lhe apresentaram uma idéia por eles reputada como capaz de garantir os votos de que o governo precisa para aprovar a proposta de emenda à Constituição que prorroga a CPMF.


    Ao deixar o gabinete da presidência, Perondi explicou que a idéia é de Adib Jatene e consiste em destinar quase 100% dos recursos oriundos da CPMF, excetuada a cifra destinada ao Fundo de Pobreza, para os serviços públicos de sa

    O presidente do Senado, Tião Viana, recebeu na manhã desta quinta-feira (6) o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi (PMDB-RS), e outros representantes da entidade, que lhe apresentaram uma idéia por eles reputada como capaz de garantir os votos de que o governo precisa para aprovar a proposta de emenda à Constituição que prorroga a CPMF.


    Ao deixar o gabinete da presidência, Perondi explicou que a idéia é de Adib Jatene e consiste em destinar quase 100% dos recursos oriundos da CPMF, excetuada a cifra destinada ao Fundo de Pobreza, para os serviços públicos de saúde. Com isso, disse o parlamentar, muitos senadores refratários hoje à prorrogação dessa contribuição concordariam em aprová-la.


    – Essa proposta de Adib Jatene é a melhor e não impediria o Legislativo de promulgar a PEC da CPMF até o dia 31 de dezembro, como é necessário para que o governo não perca a arrecadação do próximo ano. A alteração por nós defendida viria só na regulamentação da emenda, em 2008.


    De acordo com Perondi, a regulamentação destinando quase o total da CPMF à saúde poderia ser aprovada no bojo do projeto de lei complementar que aguarda votação no Senado para regulamentar a Emenda 29. Essa é a norma que define os percentuais mínimos de investimento do governo em saúde. Na entrevista aos jornalistas, o deputado estendeu-se em defender a eficácia dessa idéia.


    – Se eu fosse o presidente da República, eu iria neste caminho. Não dá para perder os quarenta bilhões de reais de receita da CPMF. E essa idéia será capaz de atrair alguns senadores para aprovar a matéria.


    – Acontece, deputado que, a maior parte dos e-mails que chegam aos computadores dos senadores é contrária à CPMF – argumentou um jornalista.


    Resposta de Darcísio Perondi:


    – O capital tem muito dinheiro para intoxicar os computadores do Senado com e-mails contra a CPMF. Mas os pacientes do SUS [Sistema Único de Saúde], que dependem desses recursos, não têm computador e não sabem o que é Internet. A Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], realmente, está cheia de computadores.


    Agência Senado, 6 de dezembro de 2007.

  • Congresso aprova PPA para quadriênio 2008 a 2011

    O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (6) o Plano Plurianual (PPA) apresentado pelo governo federal para o quadriênio 2008 a 2011 (PLN 31/07). O PPA prevê um orçamento de R$ 3,5 trilhões para financiar as metas e diretrizes do governo para os próximos quatro anos e foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Vignatti (PT-SC).

    O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (6) o Plano Plurianual (PPA) apresentado pelo governo federal para o quadriênio 2008 a 2011 (PLN 31/07). O PPA prevê um orçamento de R$ 3,5 trilhões para financiar as metas e diretrizes do governo para os próximos quatro anos e foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Vignatti (PT-SC). O substitutivode Vignatti elevou a estimativa de receitas apresentadas pelo governo para o período 2008-2011 em R$ 42 bilhões.


    O relator destinou metade desses recursos para emendas de bancada e a outra metade foi dividida, em partes iguais, entre emendas de comissões e emendas individuais. Do total, R$ 9,481 bilhões deverão ser usados já em 2008. Agora a matéria volta para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para que seja elaborada a redação final da proposta e, em um prazo de três dias, segue para sanção do presidente.


    De acordo com o deputado Vignatti, o texto aprovado dá destaque para os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A matéria foi aprovada no Congresso nesta quinta-feira graças a acordo entre os líderes, destacou o relator. Vignatti acatou os destaques para votação em separado apresentados durante as votações. Com isso, todos os destaques foram aprovados.


    Vignatti destacou que o relatório já havia sido aprovado por unanimidade na CMO no último dia 29. Segundo enfatizou o relator, o cerne do PPA é formado pelas aplicações em programas do PAC. Os recursos seguem principalmente, portanto, para educação, obras estruturais, programas de habitação e saneamento além de definir as políticas de salário mínimo e de correção da tabela do imposto de renda para os próximos quatro anos.


    – Os recursos prevêem um aumento nos investimentos em educação de até 1% do Produto Interno Bruto (PIB) – destacou o deputado.


    De acordo com o relator, os recursos para educação seguirão especialmente para o Fundo da Educação Básica; para o Plano de Desenvolvimento na Educação, que pretende elevar salários do setor e prover Internet para as escolas, além de outras iniciativas; para a expansão do ensino tecnológico e também do universitário, além de financiar 400 mil bolsas de estudo para estudantes de graduação.


    Durante sua tramitação, o texto recebeu na CMO 4.209 emendas. Dos 503 pedidos de destaque para votação em separado apresentados pelos membros da comissão, foram acatados sete de modo integral e 211 de forma parcial. Os 285 restantes foram rejeitados. Em seu relatório, Vignatti criou três programas que não estavam previstos no projeto do governo: dois na área de infra-estrutura urbana e um para aquisição de alimentos produzidos na agricultura familiar.


    Agência Senado, 6 de desembro de 2007.




     

  • Líderes fazem acordo e transferem votação da CPMF para terça (11/12)

    Acordo firmado entre os líderes partidários do Senado marcou para a próxima terça-feira (11) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 89/07) que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), apelou aos senadores para que a votação não ocorresse hoje, como estava inicialmente previsto. O motivo, segundo Jucá, seria o fato de não estarem em Plenário todos os 81 senadores – no momento havia em torno de 70.

    Acordo firmado entre os líderes partidários do Senado marcou para a próxima terça-feira (11) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 89/07) que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), apelou aos senadores para que a votação não ocorresse hoje, como estava inicialmente previsto. O motivo, segundo Jucá, seria o fato de não estarem em Plenário todos os 81 senadores – no momento havia em torno de 70. A oposição protestou, mas concordou com a mudança, desde que a votação não passe de terça-feira. O senador José Agripino (DEM-RN), líder de seu partido, reconheceu que se a oposição insistisse em votar hoje, os senadores governistas provavelmente entrariam em obstrução. Ele disse também que o governo só não quer votar hoje porque sabe não ter, ainda, os 49 votos necessários para prorrogar a CPMF.


    Diante do acordo, o presidente do Senado, Tião Viana, transferiu para terça-feira toda a pauta da ordem do dia prevista para hoje.


    Agência Senado, 6 de dezembro de 2007.


     


     

  • CCJ aprova parecer e CPMF deve ser votada na 3ª feira

    Jornal do Commercio Editoria: País Página: A-10 


    O governo corre contra o tempo. Sabe que tem somente mais cinco dias para conseguir no Senado os votos suficientes a favor da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Pressionado pela oposição e pelo calendário estreito, o Palácio do Planalto estipulou a próxima terça-feira como limite para votar em primeiro turno o imposto do cheque. Com isso, tentará concluir a segunda votação entre 18 e 26 de dezembro.

    Jornal do Commercio Editoria: País Página: A-10 


    O governo corre contra o tempo. Sabe que tem somente mais cinco dias para conseguir no Senado os votos suficientes a favor da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Pressionado pela oposição e pelo calendário estreito, o Palácio do Planalto estipulou a próxima terça-feira como limite para votar em primeiro turno o imposto do cheque. Com isso, tentará concluir a segunda votação entre 18 e 26 de dezembro.


    Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou parecer do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), rejeitando as 19 sugestões apresentadas à proposta que prorroga a CPMF. Não interessa ao governo qualquer mudança no texto. Isso acabaria devolvendo a emenda do imposto para a Câmara, atrasando a sua tramitação.


    A base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impôs sua maioria na comissão e aprovou o relatório de Jucá. A maioria das mudanças foi apresentada por senadores da oposição e tratava de redução da alíquota do tributo, hoje em 0,38%.


    Com o resultado na CCJ, a CPMF ficou pronta para ir a plenário. Ciente de que o governo ainda não tem os 49 votos necessários para aprová-la, a oposição avisou que poderia votar ontem mesmo ou hoje a prorrogação do tributo. Jucá, porém, argumentou que haveria um risco de não haver quorum em plenário e informou que o governo prefere deixar para terça.


    Por ter a maioria entre os 81 senadores, cabe ao Palácio do Planalto colocar ou não quorum e decidir quando votar. Se é fácil obter maioria para votar, o mesmo não se diz quando é preciso conquistar três quintos dos votos para aprovar uma emenda constitucional. Por isso, iniciar a votação da CPMF não é o melhor caminho nesta semana, segundo governistas. E a falta de quorum foi o discurso encontrado ontem para adiar a sessão. “Não é hora de arriscar uma solução que poderia dar problema”, disse Jucá.


    Votação apertada


    Governo e oposição trabalham com um placar apertado na próxima terça-feira. A base aliada do palácio tem no papel, por exemplo, 53 senadores. Mas três são considerados carta fora do baralho na votação do imposto: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Mão Santa (PMDB-PI), e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). O Planalto começa a jogar a toalha também em torno de Expedito Júnior (PR-RO).


    Em compensação, garantiu o voto de Pedro Simon (PMDB-RS), que atendeu a um pedido da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Se não quiser depender dos sonhados votos no PSDB, o Palácio do Planalto tem hoje, cravados, 49 votos.


    É aí que mora o problema. Três aparecem na lista dos indecisos: Romeu Tuma (PTB-SP), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), e César Borges (PR-BA). Os três reafirmaram ontem voto pelo fim do imposto do cheque. O governo, porém, vai intensificar as negociações com eles até terça-feira. Acredita que pode mudar a opinião deles.

  • Sindilojas-Rio comemora 75 anos

    Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14 


    Fundado dois anos após a criação do então Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 6 de dezembro de 1932, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio) comemorou ontem, no auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Centro, seus 75 anos.

    Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14 


    Fundado dois anos após a criação do então Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 6 de dezembro de 1932, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio) comemorou ontem, no auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Centro, seus 75 anos. No evento, o presidente do Sindilojas, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, destacou o papel das entidades do setor, como a CNC e a Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), pela parceria no desenvolvimento de ações voltadas ao bom desempenho do comércio.


    “Nossa filosofia é firmar o máximo de parcerias, para aumentar o leque de serviços e reduzir o custo operacional para os lojistas”, frisou Aldo Moura Gonçalves, destacando a contribuição da CNC para a integração do sistema sindical do comércio de bens, serviços e turismo do País.


    Aldo Moura também homenageou com a medalha do Jubileu de Diamante do Sindilojas o presidente da CNC, Antonio José Domingues de Oliveira Santos. O presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, representado na solenidade por Daniel Gonçalvez, vice-presidente da entidade, também foi agraciado. Aldo Moura ressaltou ainda a importância de administrações passadas, citando os nomes de Mozart Amaral e Sylvio de Siqueira Cunha como lideranças que fizeram a história do comércio do Rio.


    O presidente da CNC, Antonio José Domingues de Oliveira Santos, frisou a importância dos trabalhadores do comércio e a relevância do lojista para as cidades. Segundo ele, os serviços que prestam pode tornar uma cidade “mais feia ou mais bonita”.


    “São as lojas, as vitrines e os serviços prestados que desenham a cara da cidade. Isso faz com que o lojista seja extremamente importante na vida de uma cidade”, observou.


    Serviços


    De todos os serviços prestados aos 9.248 associados, a maior procura, segundo o presidente do Sindilojas-Rio, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, é o de assessoria jurídica (cível, trabalhista e tributária). O atendimento, de segunda a sexta, é feito por equipe de 22 advogados, sem custos de honorários para os associados, que ainda têm à disposição despachantes e serviço de medicina ocupacional, entre outros.


    O Sindilojas também atua em defesa dos lojistas nas três esferas dos órgãos governamentais e junto ao Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro. O mais novo serviço criado pelo Sindilojas-Rio é o Cheque-Garantia, que impulsionou o comércio porque oferece segurança na cobertura dos cheques dos clientes.


    Outro serviço do Sindilojas-Rio destacado no evento por seu presidente, Aldo Moura, é o que dá suporte a 9.248 empresas, com homologação e rescisão de contratos de trabalho, e a Comissão de Conciliação Prévia (CCP), em parceria com o Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro.


    Segundo o presidente do Sindilojas, a entidade foi uma das primeiras a constituir uma cooperativa de crédito, também em parceria com outras entidades, como a Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega (Saara), a Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca (Sarca) e com o Clube dos Diretores lojistas (CDL-Rio). A agência bancária da cooperativa foi inaugurada recentemente.


    Também estiveram presentes à solenidade pelos 75 anos do Sindilojas-Rio o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Olavo Monteiro de Carvalho; o ex-ministro da Fazenda e consultor da CNC Ernane Galvêas; o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, Jair Francisco Gomes; o presidente do Jornal do Commercio e da Rádio Tupi, Mauricio Dinepi; o presidente do Sindilojas de Vitória (ES), Jadir Primo; o presidente do CDL de São Gonçalo, Mário dos Santos; os vice-presidentes do Sindilojas-Rio Júlio Martin Piña Rodrigues, Roberto Cury (de Relações Institucionais), Roberto Mazluch (de Administração), Roberto de Araújo Motta (de Finanças), Moisés Archer Cohen (de Patrimônio), Joedir Teixeira (de Marketing), e Ênio Bittencourt (de Produtos e Serviços).