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  • Preços de serviços sobem mais que a inflação média

    Os serviços de cabeleireiros, manicures, pedreiros e costureiras estão mais caros. Com a expansão da renda e do emprego aumentou a procura por serviços domésticos, médicos e pessoais.

    Os serviços de cabeleireiros, manicures, pedreiros e costureiras estão mais caros. Com a expansão da renda e do emprego aumentou a procura por serviços domésticos, médicos e pessoais. Resultado: os preços de prestadores de serviços sobem mais do que a inflação.

    De janeiro a outubro deste ano, os preços de 62 serviços considerados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) registraram alta de 4%, em média, em São Paulo, enquanto que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) foi de 3,05% no mesmo período.


    Desde 2005, os preços dos serviços vêm subindo mais do que a inflação. “Quando a economia brasileira começou a ficar mais robusta com a melhora dos indicadores de vendas, renda e crédito aumentaram a procura e os preços dos serviços. Essa é uma tendência que deve ser mantida, já que indicadores econômicos continuam positivos”, diz Márcio Nakane, coordenador do IPC da Fipe.


    Nos últimos 12 meses terminados em outubro, a Fipe constatou que os preços de serviços de reparos de eletrodomésticos subiram 5,62%; de cabeleireiros, 8,30%; de costureiras, 8,92% e, de lavanderias, 5,60%. O IPC no período foi de 4,56%.


    “Não é um aumento extraordinário. O que explica a elevação de preços de serviços é uma evolução mais favorável da demanda, que está em expansão no país, e que possibilitou recuperação de preços que estavam defasados”, afirma Heron do Carmo, professor da FEA-USP.


    O brasileiro está mais seguro em relação ao emprego e à renda e tem mais facilidade para obter crédito, como mostram vários indicadores. “Se compra com mais prazo e paga uma prestação menor, sobra mais dinheiro para gastar com cabeleireiro, manicure, lavanderia e pedreiro, que têm mais espaço para aumentar preços”, diz.


    Francisco Ferreira, presidente da Associação dos Profissionais dos Institutos de Beleza de São Paulo e Interior, diz que a demanda por serviços de beleza subiu 30% de abril até agora e que os preços estão mais altos. “Os salões de cabeleireiros são termômetro da economia, e dá para afirmar que a economia vai bem”, diz Ferreira.


    A associação montou no início deste ano uma agência de emprego para qualificar profissionais. “Não temos ninguém lá, pois quem passou na agência [cerca de 200 pessoas] já está empregado. Atualmente faltam manicures nos salões”, afirma.


    Os preços dos serviços dos cabeleireiros subiram, segundo informa Ferreira, mas ainda estão defasados em cerca de 40% em relação aos custos dos salões. “Cada produto novo que é lançado vem com preço mais alto, e o dono do salão acaba tirando do lucro dele para não reajustar preços dos serviços.”


    Para as lavanderias, apesar dos reajustes entre 5% e 6% verificados nos últimos 12 meses, os preços estão abaixo do que deveriam estar. “O aumento da oferta é superior ao da demanda. Em março do ano passado, os preços subiram entre 6% e 7% após dois anos sem reajustes. A lavagem de um termo custa hoje cerca de R$ 21, mas deveria custar R$ 24. Estamos sofrendo com custos de aluguel, energia, salários e insumos químicos. As embalagens plásticas que utilizamos acabaram de subir 8,5%”, diz Rui Torres, que tem duas lojas franqueadas da rede Lavasecco.


    Os custos dos serviços de sapatarias e oficinas de costura também estão mais altos, segundo Kátia Tung, que tem franquias da rede Golden Services (Sapataria do Futuro). “Os preços dos produtos derivados de petróleo estão mais caros, assim como os salários. Se essa tendência se mantiver, seremos obrigados a aumentar os preços dos serviços par manter o equilíbrio da loja”, afirma.




     

  • Expansão acirra disputa no varejo on-line

    Neste Natal, Extra, Ponto Frio, Americanas, Submarino, entre outros, usarão a internet como arma na disputa contra Casas Bahia, Carrefour e Wal-Mart -que não possuem lojas virtuais.

    Segundo o e-bit, um instituto de pesquisa de mercado, as lojas virtuais disputam um mercado de R$ 1 bilhão, montante 45% maior que o do mesmo período do ano passado.


    Para ter uma idéia, a previsão de venda de todo o setor para 2007 é de R$ 6,4 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em 2006.


    “O Natal aumenta em 220% as vendas do último trimestre”, afirma Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador do Provar

    Neste Natal, Extra, Ponto Frio, Americanas, Submarino, entre outros, usarão a internet como arma na disputa contra Casas Bahia, Carrefour e Wal-Mart -que não possuem lojas virtuais.

    Segundo o e-bit, um instituto de pesquisa de mercado, as lojas virtuais disputam um mercado de R$ 1 bilhão, montante 45% maior que o do mesmo período do ano passado.


    Para ter uma idéia, a previsão de venda de todo o setor para 2007 é de R$ 6,4 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em 2006.


    “O Natal aumenta em 220% as vendas do último trimestre”, afirma Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador do Provar (Programa de Administração do Varejo), ligado à USP.


    Estima-se que esse montante represente 2% do faturamento do varejo, incluindo as empresas que não têm lojas virtuais. É pouco, mas o que interessa é o valor de cada compra. “Em média, ele é de R$ 300”, afirma Pedro Guasti, diretor do e-bit. “É bastante alto.”


    Segundo ele, os consumidores darão preferência às lojas virtuais na hora de comprar principalmente equipamentos eletrônicos e de informática. Isso porque na internet eles encontrarão produtos inexistentes nas lojas do mundo real.


    Além disso, as lojas virtuais já estão concedendo crédito parcelado sem juros, descontos especiais para alguns produtos, promoções e até brindes.


    O Extra terá 13 mil produtos à venda no site, contra os atuais 8.000 até o final do ano. “Outro diferencial será a venda em até 12 vezes sem juros”, afirma Caio Mattar, diretor de investimentos do grupo Pão de Açúcar, ao qual pertence o Extra.


    Até o estreante Vendapontocom, do grupo Palmarium, entrou nessa disputa. O site, que antes só atendia empresas, agora colocou à disposição 60 mil itens para consumidores finais. “Queremos ser uma alternativa”, afirma o diretor-geral Daniel Pellegrini.


    Antecedentes


    Vários motivos explicam essa explosão das vendas. Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), os brasileiros deverão comprar 11 milhões de computadores até o final deste ano, graças à redução de impostos concedida ao setor de informática pelo governo e ao aumento do crédito pelos varejistas. Resultado: 18% dos brasileiros estão conectados à internet. Em 2006, eles eram 15%.


    Outro fator decisivo foi o crescimento da renda média da população. Uma pesquisa feita pelo Provar, em parceria com a Canal Varejo, indica que um aumento de R$ 1 na renda aquece em 0,65% as vendas.


    Além disso, os preços dos produtos na internet tiveram uma queda de quase 7% neste mês.

    “Isso devido principalmente à queda do dólar, que jogou o preço dos produtos, especialmente o de eletrônicos, para baixo”, diz Felisoni.


    Segundo ele, a maior oferta de crédito também pesa. A cada 1% de aumento do prazo de pagamento (em dias), as vendas crescem 0,49%.


    Não é à toa que as redes tradicionais estão avaliando suas metas. Amanhã, a rede Magazine Luiza irá inaugurar um grande centro de distribuição em Louveira (interior paulista), para atender as novas lojas em São Paulo, após a compra dos pontos da Kolumbus.


    A Folha apurou que está sendo traçado um novo plano para utilizar o centro de distribuição no abastecimento de uma loja virtual, que será reforçada para o próximo ano. O projeto do Magazine Luiza será acompanhado por uma consultoria americana. Analistas do mercado eletrônico afirmam que São Paulo responde por 35% das vendas realizadas pela internet.

    Também para o próximo ano, Wal-Mart, Carrefour e Casas Bahia deverão entrar nesse jogo. O Wal-Mart é o que está em estágio mais avançado. A rede já teria fechado contrato com uma grande empresa de tecnologia que dará suporte a suas vendas pela internet.

  • Sesc-DF inaugura o Centro de Atividades Sesc Ceilândia

    O maior empreendimento do Sesc no Distrito Federal e um dos maiores do Brasil foi inaugurado ontem: a capital do país passa a contar com os serviços do Centro de Atividades Sesc Ceilândia. A cerimônia de abertura do espaço foi conduzida pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Conselho Nacional do Sesc, Antonio Oliveira Santos e pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-DF, senador Adelmir Santana.

    O maior empreendimento do Sesc no Distrito Federal e um dos maiores do Brasil foi inaugurado ontem: a capital do país passa a contar com os serviços do Centro de Atividades Sesc Ceilândia. A cerimônia de abertura do espaço foi conduzida pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Conselho Nacional do Sesc, Antonio Oliveira Santos e pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-DF, senador Adelmir Santana.


    A estrutura do Sesc Ceilândia engloba uma unidade de ensino com 15 salas de aula, que oferecerão Educação Infantil e Ensino Fundamental; laboratório de informática; biblioteca com capacidade para um acervo de 10 mil exemplares; clínicas médicas e odontológicas; salão de festas; teatro com capacidade para 450 pessoas; sala de cinema com 100 lugares; academia de ginástica; parque aquático; dois toboáguas; 12 churrasqueiras; campos de futebol e quadras poliesportivas. Ao todo, foram 26 meses de obras.


    O evento contou com as presenças do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do vice-governador, Paulo Octávio; do secretário do Ministério da Cultura, Roberto Nascimento, representando o ministro Gilberto Gil; do vice-presidente Financeiro da CNC, Gil Siuffo; do presidente do Sesc Nacional, Maron Emile Abi-Abib; do diretor regional do Sesc/DF, José Roberto Sfair Macedo; do ex-governador José Ornellas; dos presidentes das Federações do comércio de Goiás, José Evaristo dos Santos; do Pará, Carlos Marx Tonini; e de Santa Catarina, Antônio Edmundo Pacheco, além de outras autoridades, convidados e colaboradores.


    Mesa Brasil, cinema e teatro


    “O Centro de Atividades Sesc Ceilândia marca uma conquista importante para o Sesc do Distrito Federal. Estamos entregando para a nossa clientela o que há de melhor e mais moderno em termos de estrutura e equipamentos”, ressaltou Adelmir Santana.


    O presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio Oliveira Santos, lembrou a importância do Sesc no atendimento de 42 milhões de comerciários em todo o país, e citou o programa Mesa Brasil da instituição, que distribui alimentos gratuitamente para famílias carentes e atende diariamente a cerca de 600 mil pessoas em todo Brasil: “O Sesc/DF colabora violentamente para o Mesa Brasil”, afirmou.


    O governador José Roberto Arruda destacou que “Ceilândia precisava de um empreendimento como esse. Ainda bem que temos instituições sérias como o Sesc, que podem proporcionar esse benefício a esta comunidade. Agora temos o primeiro cinema da cidade e ainda um teatro maravilhoso”, disse.


    Atendimentos em dezembro


    O Sesc Ceilândia começa suas atividades no dia 3 de dezembro, quando os comerciários poderão fazer suas carteiras de associados. A partir do dia 17, a unidade estará disponível para atendimentos nas áreas de saúde, esporte e lazer (parque aquático, churrasqueiras e campos de futebol). Em janeiro de 2008 começa o período de matrículas para o EduSesc, com vagas para Educação Infantil (crianças de 03 a 06 anos) e séries iniciais do Ensino Fundamental (crianças de 7 e 8 anos), nos turnos matutino e vespertino. As atividades culturais, como espetáculos de teatro, cinema e shows, começam em março.

  • Exportações terão em 2008 o menor crescimento em 5 anos

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-5


    O Brasil deverá exportar o equivalente a US$ 172 bilhões no ano que vem, apenas 10% acima dos US$ 157 bilhões projetados para este ano. A estimativa foi divulgada ontem pelo Secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Será o menor crescimento das vendas externas brasileiras desde 2003.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-5


    O Brasil deverá exportar o equivalente a US$ 172 bilhões no ano que vem, apenas 10% acima dos US$ 157 bilhões projetados para este ano. A estimativa foi divulgada ontem pelo Secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Será o menor crescimento das vendas externas brasileiras desde 2003. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já inclui “alguma piora” da economia americana.


    “Ainda que tenha uma redução das importações americanas, isso vai afetar todos os países, inclusive o Brasil. Mas o Brasil está reduzindo sua vulnerabilidade a isso”, comentou o secretário-executivo do ministério, Ivan Ramalho. Segundo ele, 20% das vendas externas brasileiras vão para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do Brasil, enquanto os 80% restantes estão “distribuídos por mais de uma centena de países”.


    Ramalho também explicou que o Brasil quer reduzir os superávits comerciais que tem com os parceiros sul-americanos. Ele argumenta que o País vem aumentando as importações num ritmo mais intenso, em torno de 30% ao ano, e que nas compras de produtos de países asiáticos o aumento é ainda maior. Chega a 50% de crescimento, no caso da China. O presidente da AEB, Benedito Moreira, criticou a decisão, dizendo que o País parece estar “pedindo desculpas” aos parceiros, por estar ganhando no comércio exterior.


    De acordo com as projeções do Ministério do Desenvolvimento, a participação do País no comércio mundial passará dos atuais 1,15% para 1,25% até 2010, o que representaria exportações de US$ 208,8 bilhões ao fim do período.


    O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirma que a meta do governo para 2008 é factível. Mas alerta que a evolução das vendas externas brasileiras dependerá da conjuntura internacional. O maior risco é uma desaceleração mais forte da economia americana prejudicar a demanda por produtos brasileiros.


    A AEB projeta crescimento de 6% nas exportações para 2008, para US$ 168 bilhões. E aponta quatro produtos como os responsáveis pelo crescimento: minério de ferro, complexo de soja, petróleo e aviões da Embraer.

  • IPC de 0,05% eleva projeção para mês

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-17   


    O índice de Preços ao Consumidor (IPC) que mede a inflação na cidade de São Paulo apresentou variação de 0,05% na segunda quadrissemana de novembro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O indicador subiu ligeiramente em relação à primeira medição do mês (0,02%) e veio dentro das previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de -0,04% a 0,08%.


    O coordenador do IPC, Márcio Nakane, elevou ontem a previsão para a inflação de novembro na cidade de São Paulo.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-17   


    O índice de Preços ao Consumidor (IPC) que mede a inflação na cidade de São Paulo apresentou variação de 0,05% na segunda quadrissemana de novembro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O indicador subiu ligeiramente em relação à primeira medição do mês (0,02%) e veio dentro das previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de -0,04% a 0,08%.


    O coordenador do IPC, Márcio Nakane, elevou ontem a previsão para a inflação de novembro na cidade de São Paulo. Segundo ele, o indicador da Fipe chegará ao fim do mês com alta de 0,34%, mais do que o dobro da estimativa anterior do instituto, de 0,13%. Se confirmado, o resultado também representaria uma aceleração significativa ante o IPC da segunda quadrissemana do mês. “Apesar da estimativa maior, ainda é um número tranqüilo para a inflação”, disse o coordenador. Para o ano, Nakane manteve a previsão em 3,6%.


    Segundo ele, a modificação na projeção do mês foi motivada basicamente pela expectativa de alta mais forte nos preços dos grupos Alimentação e Transportes. Para o primeiro segmento, ele elevou a previsão de 0,5% para 1,4%. Para o segundo, de 0,14% para 0,4%.


    Na segunda quadrissemana do mês, o grupo Alimentação interrompeu uma seqüência de dez desacelerações de alta consecutivas, passando de uma elevação de 0,2%, na primeira medição do mês, para 0,62%, por causa das variações nos subgrupos Semi-elaborados (de -0,45% para 0,87%) e Produtos In Natura (de 2,09% para 2,42%). De acordo com Nakane, um item (o feijão), que subiu 19,72% no período, e um segmento (de carne bovina), que avançou 3,63%, devem continuar, ao lado dos alimentos in natura, puxando o grupo para cima, enquanto o leite longa vida, que caiu 10,81%, deverá aliviar menos a inflação.


    Quanto aos Transportes, a Fipe apurou que o grupo passou de alta de 0,07% para 0,13% entre a primeira e a segunda pesquisas de preço de novembro, por causa do início da alta do preço do álcool na capital paulista. Para Nakane, essa movimentação no preço do combustível, que subiu 1,8% na segunda quadrissemana, deve continuar ao longo do mês.


    Outro grupo que mereceu a atenção do coordenador foi o de Habitação. Entre o primeiro e o segundo levantamentos de novembro, o grupo ampliou a queda, de 0,21% para 0,39%, por causa do item energia elétrica, que caiu 5,73% com a menor incidência de PIS-Cofins na tarifa. Para Nakane, esse impacto deverá perder força na seqüência do mês e fazer com que o grupo Habitação fique estável (variação zero) no fim de novembro.


    “Há dois processos bem distintos. Porém, o que tem puxado o IPC para baixo não são fatores permanentes”, destacou o coordenador.



  • Supremo arquiva ação da CNC contra a contribuição sindical

    Gazeta Mercantil  Editoria: Direito Corporativo  Página: A-12 


    O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou ontem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) da Confederação Nacional do Comércio (CNC) que questionava a isenção da contribuição sindical para empresas optantes do Simples. O polêmico tema foi motivo de debate, também ontem, na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).


     No evento, o jurista Ives Gandra da Silva Martins, defendeu que a desoneração das empresas de pequeno porte da contribuição é inconstitucional.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Direito Corporativo  Página: A-12 


    O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou ontem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) da Confederação Nacional do Comércio (CNC) que questionava a isenção da contribuição sindical para empresas optantes do Simples. O polêmico tema foi motivo de debate, também ontem, na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).


     No evento, o jurista Ives Gandra da Silva Martins, defendeu que a desoneração das empresas de pequeno porte da contribuição é inconstitucional.


    Na Adin, a CNC sustentava que, com a desoneração, configurava-se a intervenção do Poder Público na organização sindical e a ofensa aos princípios da autonomia e liberdades sindicais. O STF julgou a ação prejudicada. A decisão unânime foi tomada após o ministro Carlos Ayres Britto chamar atenção para o fato de que a lei contestada na ação – Lei 9.317/96, que criou o antigo Simples – não está mais em vigor. Essa lei foi revogada pela Lei Complementar 123/06, que instituiu o Supersimples.


    Para Ives Gandra, a Constituição Federal impõe tratamento privilegiado para as micro e pequenas empresas apenas quanto a obrigações tributárias e previdenciárias, administrativas e creditícias, mas não com relação às contribuições de interesse das categorias. Para ele, a desoneração da contribuição sindical enfraquece o movimento sindical e a democracia. “Uma democracia se faz com independência dos poderes. Se um interfere no poder do outro a democracia é instável”, disse.


    Em estudo apresentado pelo jurista no debate junto ao Conselho Superior de Direito da Fecomércio, do qual é presidente, Ives Gandra afirma que “legislação infraconstitucional não poderia desonerar as empresas de pequeno porte, à luz de políticas públicas objetivando favorecê-las, do recolhimento da contribuição sindical, conduta sequer permitida pela Lei Suprema”.


    Já o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, autor da lei que instituiu o antigo Simples, é favorável à desoneração para micros e pequenos empreendedores. “Tanto no Simples Nacional quanto no Supersimples essas empresas são isentas da contribuição sindical por causa do tratamento diferenciado”, afirmou.


    Posicionamento da Receita


    O consultor contábil e tributário, Júlio Durante, do Sebrae em São Paulo (Sebrae-SP), afirma que a Lei Complementar 123/06 não diz expressamente que as empresas de pequeno porte estão isentas, mas apenas de “outras contribuições instituídas pela União”. Durante explica que a interpretação dessa frase é de que há desoneração da contribuição sindical porque a Receita interpreta nesse sentido também desde a edição da Instrução Normativa 9/99. “Mas a polêmica continua porque há ações de sindicatos contra essa instrução normativa ainda em tramitação”, explica o consultor.


    Durante afirma que o valor da contribuição equivale a um porcentual sobre o capital social da empresa. “O peso não é grande, mas para micros e pequenas empresas qualquer economia que pode ser feita no caixa influi na sua competitividade”, diz.


    Já o assessor jurídico da Fecomercio-SP, Romeu Bueno de Camargo, afirma que o peso da contribuição sindical para micros e pequenas empresas não deve passar dos R$ 300 por ano.


    “Entendemos que a isenção é inconstitucional porque a lei não menciona a desoneração expressamente e isenção não pode ser dada por instrução normativa. O assessor jurídico disse ainda que não sabe se a CNC, entidade da qual faz parte a Fecomercio-SP, entrará na Justiça com outra ação questionando a constitucionalidade da isenção da contribuição sindical, dessa vez com base na Lei Complementar 123.


     

  • Déficit da Previdência cai pela primeira vez desde 95

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


    Pela primeira vez desde 1995, o déficit da Previdência Social acumulado no ano apresentou queda na comparação com igual período do ano anterior. Entre janeiro e outubro, as contas previdenciárias registraram saldo negativo (despesa maior do que a receita) de R$ 38,985 bilhões, o que significa redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2006.


    “Essa queda é sinal do momento excepcionalmente favorável da Previdência.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


    Pela primeira vez desde 1995, o déficit da Previdência Social acumulado no ano apresentou queda na comparação com igual período do ano anterior. Entre janeiro e outubro, as contas previdenciárias registraram saldo negativo (despesa maior do que a receita) de R$ 38,985 bilhões, o que significa redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2006.


    “Essa queda é sinal do momento excepcionalmente favorável da Previdência. A arrecadação cresceu fortemente, e o gasto com benefícios está praticamente estável”, avalia o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, acrescentando que a redução já pode ser encarada como uma nova tendência das contas do regime geral de aposentadorias.


    Em 1995, a Previdência enfrentou pela primeira vez na história déficit em suas contas. De lá para cá, os saldos negativos crescem a cada ano. “Desde então, a tendência é a de crescimento.


    Nunca caiu”, relata o secretário.


    Apesar da queda verificada no mês passado, ele é cauteloso em rever suas projeções para o déficit final deste ano, que está estimado em R$ 44,4 bilhões. No ano passado, o saldo negativo ficou em R$ 42 bilhões.


    Na avaliação do governo, a melhoria do mercado de trabalho formal e a maior eficiência na gestão são os dois principais fatores para a nova tendência verificada.


    A arrecadação líquida da Previdência, de janeiro a outubro, cresceu 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as despesas previdenciárias aumentaram em menor proporção: 6,6%.


    Números positivos


    Os dados isolados do mês de outubro também mostram queda do déficit. O saldo negativo ficou em R$ 2,7 bilhões, o que representa queda de 15,5% na comparação com outubro de 2006. Quando a análise é feita com base nos números de setembro, a redução é de 70%.


    Nesse caso, explica Schwarzer, a diferença é grande porque em setembro houve pagamento antecipado de metade do 13º salário dos aposentados, elevando as despesas da Previdência.


    Para o secretário, os números de outubro são muito positivos em relação às expectativas que o ministério tinha. Isso porque a arrecadação voltou a bater recorde, sendo o maior valor arrecadado na história -exceto os meses de dezembro, quando há recolhimento da contribuição também sobre o 13º dos trabalhadores.




     


     

  • Ano eleitoral teve recorde de empregos

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    No ano da reeleição do presidente Lula, o Brasil bateu recorde na geração de empregos formais e criou 1,917 milhão de postos de trabalho. A expansão inédita do mercado, combinada à política de aumento real do salário mínimo, turbinou a massa salarial dos trabalhadores com carteira assinada, que apresentou crescimento de 11,97% em 2006 na comparação com o ano anterior.


    O avanço do emprego formal, no entanto, ficou restrito a postos com salários mais baixos.

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    No ano da reeleição do presidente Lula, o Brasil bateu recorde na geração de empregos formais e criou 1,917 milhão de postos de trabalho. A expansão inédita do mercado, combinada à política de aumento real do salário mínimo, turbinou a massa salarial dos trabalhadores com carteira assinada, que apresentou crescimento de 11,97% em 2006 na comparação com o ano anterior.


    O avanço do emprego formal, no entanto, ficou restrito a postos com salários mais baixos. Para trabalhadores com renda até dois salários mínimos, foram criados 2,3 milhões de vagas. Nas faixas de renda superior, o mercado encolheu e foram fechados 553 mil postos.


    Os dados fazem parte da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), uma espécie de censo do mercado de trabalho formal divulgado anualmente pelo Ministério do Trabalho desde 1985.


    Entram na contagem todos os empregados celetistas, funcionários públicos, além de empregados avulsos, temporários e contratados por prazo determinado.


    Formalidade


    A Rais de 2006 traz informações declaradas por 6,717 milhões de estabelecimentos do país. O censo mostra que o estoque de empregos formais chegou a 35,2 milhões no ano passado.


    Segundo o Ministério do Trabalho, isso significa que a mão-de-obra formal já representa 40% da população ocupada. Em 2005, o emprego formal correspondia a 38% do total de trabalhadores em atividade.


    “Isso mostra que muitas empresas estão formalizando empregos. A formalidade está crescendo para cima da informalidade”, afirmou o ministro Carlos Lupi (Trabalho).


    Essa avaliação reforça a tese de que o avanço do emprego formal resulta, em grande parte, da formalização de vagas já existentes.


    Para Anselmo Santos, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp, vários estudos recentes mostram que a fiscalização do ministério tem tido importante efeito sobre o aumento da formalização. “Isso contribui de forma significativa para o aumento do emprego formal”, disse ele.


    O saldo de empregos verificado em 2006 ficou 5,77% acima do resultado do ano anterior, sendo a melhor marca da série histórica da Rais. O número também supera outro levantamento oficial sobre o mercado de trabalho formal, mas, nesse caso, por reunir dados mais abrangentes. No Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do ano passado, foi apontada a criação de 1,228 milhão de empregos formais.


    Animado com o resultado da Rais de 2006, Lupi estima que o emprego formal neste ano alcance novo recorde: 2,2 milhões de postos. “O mais importante é que o crescimento do emprego é consistente e ocorre em todas as regiões”, declarou. Até a divulgação dos dados do ano passado, 2004 era considerado pelo governo o ano de ouro do emprego formal.


    O censo informa que em 2006 os trabalhadores formais obtiveram uma renda de R$ 43,5 bilhões, o que representa um aumento de 11,97% na comparação com o montante apurado em 2005, já descontada a inflação.


    A explicação para esse crescimento é a própria expansão do emprego somada ao aumento real dos salários médios, que foi de 5,86%.


    Em 2005, o brasileiro contratado formalmente ganhava em média R$ 1.167,81. No ano passado, esse valor passou para R$ 1.236,19. “Isso é um efeito do aumento real do salário mínimo, que tem uma força muito grande em toda a economia”, afirmou Lupi.


    Santos, da Unicamp, diz que o aumento da massa salarial apontado pela Rais não é surpresa.


    “A estrutura de salários no Brasil é de baixos rendimentos, com peso grande do salário mínimo, que tem passado por um processo de recuperação do poder de compra”, afirma.




     

  • Desemprego é o menor para outubro desde 2002

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    Beneficiada por um cenário de juros mais baixos, economia aquecida e empresários confiantes com relação ao futuro, a taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do país baixou para 8,7% em outubro -menor do que os 9% de setembro.


    Trata-se de menor marca para um mês de outubro desde 2002, primeiro ano da nova série da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro de 2006, a taxa de desemprego foi de 9,8%.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    Beneficiada por um cenário de juros mais baixos, economia aquecida e empresários confiantes com relação ao futuro, a taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do país baixou para 8,7% em outubro -menor do que os 9% de setembro.


    Trata-se de menor marca para um mês de outubro desde 2002, primeiro ano da nova série da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro de 2006, a taxa de desemprego foi de 9,8%. Ela ficou em 9,6% na média de janeiro a outubro, também a mais baixa para o período desde o começo da nova pesquisa.


    Já o rendimento não mostra mais o mesmo vigor do começo do ano. Cresceu 1,2% ante outubro de 2006 -em setembro, a alta havia sido maior: 2,5%. De janeiro a outubro, a renda média subiu 3,4%, também num ritmo menos intenso do que em igual período de 2006: 3,9%.


    Em relação a setembro, se expandiu em 0,5% -estimada em R$ 1.123,60.


    Para Cimar Azeredo Pereira, gerente da pesquisa de emprego do IBGE, o cenário de crescimento econômico, inflação estabilizada e juros mais baixos levam ao aumento da confiança dos empresários, que estão mais dispostos a contratar neste ano, especialmente a partir deste semestre.


    O resultado, diz, é o aumento da ocupação e a conseqüente redução do desemprego. Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas aumentou 3,1% em relação a outubro de 2006. Foram incorporadas 584 mil pessoas ao mercado de trabalho. Já ante setembro, a ocupação cresceu somente 0,2% -ou 51 mil vagas.


    Diante do quadro positivo, Pereira diz que a tendência é de taxas de desemprego ainda menores neste mês e em dezembro, período sazonalmente mais favorável para o mercado de trabalho.


    O economista Lauro Ramos, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), afirma que o atual cenário positivo para o emprego deve permanecer em 2008, quando as taxas se manterão em declínio. “Embora não seja ainda pujante, o crescimento da economia parece sustentado, bem alicerçado. Isso traz mais confiança aos agentes econômicos.”


    Segundo ele, outro efeito benéfico é inflação estável. “Em linhas gerais, o resultado [de outubro] foi muito bom. Salvo ocorra o imponderável, como a piora do cenário externo, o mercado de trabalho deve começar 2008 aquecido.”


    O economista Fábio Romão, da LCA, também avalia como bom o desempenho de outubro. Ele previa uma taxa de desemprego mais alta -9%.


    Romão afirma que juros menores, economia em expansão e inflação contida estão por trás do bom momento vivido pelo mercado de trabalho. Ele ressalta a forte queda de mais de um ponto percentual na taxa de desemprego de outubro de 2006 para outubro deste ano.


    Massa salarial


    Pelos cálculos do Ipea, a massa salarial subiu 4,5% em outubro. O resultado, diz Ramos, reforça a perspectiva de continuidade do crescimento do PIB, impulsionado pelo maior consumo interno na esteira do aumento da renda das famílias.


    Apesar do avanço, Romão ressalva que o rendimento crescia até abril num ritmo mais forte.


    Desacelerou, afirma, em razão do repique inflacionário provocado pela alta dos alimentos e pelo reajuste menor do salário mínimo.


     

  • Cresce o otimismo do consumidor

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-16


    O assessor econômico da entidade, Altamiro Carvalho, destaca que o indicador está sendo puxado pela índice das expectativas atuais, uma vez que o indicador de expectativas futuras continua baixo.


    Segundo ele, esse movimento ocorre porque o cenário presente é tão favorável, com fartura de crédito, juros menores, recuperação de renda e inflação controlada, que até provoca certa desconfiança no consumidor quanto à sustentabilidade desse quadro no futuro.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-16


    O assessor econômico da entidade, Altamiro Carvalho, destaca que o indicador está sendo puxado pela índice das expectativas atuais, uma vez que o indicador de expectativas futuras continua baixo.


    Segundo ele, esse movimento ocorre porque o cenário presente é tão favorável, com fartura de crédito, juros menores, recuperação de renda e inflação controlada, que até provoca certa desconfiança no consumidor quanto à sustentabilidade desse quadro no futuro. “Esse comportamento é normal”, diz Carvalho.


    O diretor das Casas Bahia, Michael Klein, que apresentou ontem a quinta edição da Super Casas Bahia, a megaloja que começa a funcionar hoje no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo, também está otimista. “Este Natal será recorde”, prevê. A meta inicial é vender na megaloja deste ano R$ 80 milhões. “Mas podemos atingir R$ 100 milhões”, calcula. Na superloja do ano passado, o faturamento foi de R$ 94 milhões, mas com cinco dias úteis a mais que este ano.


    Uma das ferramentas para ampliar as vendas da companhia neste ano será o crédito consignado, aquele com desconto da parcela em folha de pagamento e com risco praticamente nulo de inadimplência. A partir de 1º de dezembro, as 552 lojas da rede, inclusive a Super Casas Bahia, começam a financiar móveis e eletrodomésticos por meio da linha de crédito consignado do banco BMC, que é do Bradesco.


    “É uma modalidade adicional de crédito, com prazos mais longos”, afirma Klein. Segundo ele, a adesão ao crédito consignado, que inicialmente será destinado a aposentados e pensionistas da Previdência Social, não tem relação com o aumento da inadimplência. Ele observa que o índice de atraso do crediário da rede varia entre 10% e 11% das vendas a prazo e permanece estável.


    Ele destaca que o crédito consignado vai permitir alongar os prazos de pagamento para 36 e 48 meses, com juros menores, o que reduz o valor da prestação e amplia o número de consumidores. Hoje o carnê da empresa permite o parcelamento em, no máximo, 20 vezes e os cartões de crédito próprio e de outras bandeiras em dez vezes. Além do consignado, a rede vai aceitar o pagamento por meio do Crédito Direto ao Consumidor da bandeira Visa Electron pré-aprovado.


    A investida no cartão de crédito – tanto próprio, que atinge 3,8 milhões de plásticos, como de terceiros – mudou o perfil da rede varejista, que era tida como a rainha do carnê. Os cartões de crédito já representam neste ano 50% das vendas da rede e o crediário responde por 40%. Em 2006, a fatia do cartão era de 40%.


    Também a clientela está sofrendo transformações: as classes A e B respondem hoje por 25% do público da companhia, cuja origem é popular. Na Super Casas Bahia, a fatia dos consumidores mais ricos é ainda maior e chegou no ano passado a 57% das 1,9 milhão de pessoas que circularam pela megaloja. Klein não esconde o interesse pelas camadas mais endinheiradas. “Queremos ter produtos para essa camada da população e melhorar a qualidade.”


    Na Super Casas Bahia que vai até 31 de dezembro, por exemplo, os extremos das classes sociais estão contemplados. A loja terá a maior TV de plasma do mundo, da Panasonic, de 103 polegadas, que custa R$ 269 mil. No mesmo local, a Living, que é o braço para construir imóveis populares da Cyrela, vai ofertar apartamentos de R$ 55 mil, com parcela mínima mensal de R$ 198. Ou seja, com os recursos para a compra desse eletroeletrônico é possível levar quase cinco apartamentos.


    Apostando nesse público amplo, a companhia ampliou de 150 para 209 o número de fornecedores e incrementou os shows e o lazer. A intenção é que o cliente fique mais tempo na megaloja e gaste mais.