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  • Sorteios de impressoras e monitores de LCD

    Ao longo dos três dias de evento, a parceria CNC/Equifax sorteou 10 impressoras para as federações e sindicatos participantes do Sicomercio e 5 monitores de LCD entre as 18 federações que já estão comercializando os produtos do convênio.

    Ao longo dos três dias de evento, a parceria CNC/Equifax sorteou 10 impressoras para as federações e sindicatos participantes do Sicomercio e 5 monitores de LCD entre as 18 federações que já estão comercializando os produtos do convênio. Conheça abaixo os contemplados.


    Impressoras


    Sindicato do Comércio Varejista de Itaperuna

    Presidente: Edmilson Alvarenga


    Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços Funerários do Estado do Paraná

    Presidente: Gelcio Miguel Schibelbein


    Sindicato do Comércio de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte

    Presidente: Airton Gomes Salim


    Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado de Roraima

    Presidente: Alcides Modesto da Mota


    Sindicato do Comércio Atacadista de Carnes Frescas e Congeladas de Fortaleza

    Presidente: Paulo Henrique C. Silva (foto)


    Sindicato dos Representantes de Lajeado – RS

    Presidente: Valdir Appelt


    Sindicato dos Representantes Comerciais de Blumenau – SC

    Presidente: Sérgio Pöpper


    Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Piauí

    Presidente: Francisco Valdeci de Souza Cavalcante


    Sindicato do Comércio de Peças e Acessórios de Veículos do Estado do Acre

    Presidente: Valdemir Alves do Nascimento


    Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação de São Luís – MA

    Presidente: José William Câmara Ribeiro

  • Monitores de LCD

    Fecomercio/AP, que gentilmente sorteou entre os sindicatos filiados à federação

    Fecomercio/GO

    Fecomercio/PR

    Fecomercio/PE

    Fecomercio/MA


    Na foto, Ibrahim Coelho (Fecomercio-GO), Maria do Carmo Silva (Fecomercio-PE), Rui Lemes(Fecomercio-PR).

    Fecomercio/AP, que gentilmente sorteou entre os sindicatos filiados à federação

    Fecomercio/GO

    Fecomercio/PR

    Fecomercio/PE

    Fecomercio/MA


    Na foto, Ibrahim Coelho (Fecomercio-GO), Maria do Carmo Silva (Fecomercio-PE), Rui Lemes(Fecomercio-PR).

  • Tesouro segura emissões e dívida do governo diminui

    A dívida do governo federal somou R$ 1,307 trilhão em outubro, 0,67% menor que no mês anterior. O elevado volume de vencimentos da dívida foi o responsável pela redução de R$ 8,8 bilhões do endividamento total no mês passado. O Tesouro Nacional resgatou R$ 61 bilhões e emitiu R$ 45 bilhões. A queda só não foi maior porque o governo somou R$ 7,3 bilhões de juros à dívida principal.


    A dívida interna ficou em R$ 1,199 trilhão, apenas 0,15% menor que no mês anterior. A maior queda foi registrada na dívida externa, de 6,06%, para R$ 108 bilhões.

    A dívida do governo federal somou R$ 1,307 trilhão em outubro, 0,67% menor que no mês anterior. O elevado volume de vencimentos da dívida foi o responsável pela redução de R$ 8,8 bilhões do endividamento total no mês passado. O Tesouro Nacional resgatou R$ 61 bilhões e emitiu R$ 45 bilhões. A queda só não foi maior porque o governo somou R$ 7,3 bilhões de juros à dívida principal.


    A dívida interna ficou em R$ 1,199 trilhão, apenas 0,15% menor que no mês anterior. A maior queda foi registrada na dívida externa, de 6,06%, para R$ 108 bilhões. Desde 19 de junho o governo não vende títulos públicos no exterior. Faz parte da estratégia de não pagar juros altos demais durante uma crise financeira internacional.


    A projeção do Tesouro é de que a dívida volte a crescer nos dois últimos meses do ano. Por isso, a meta prevista no Programa Anual de Financiamento ((PAF), de R$ 1,37 trilhão, deve ser atingida. O governo programa emitir mais títulos do que resgatar entre novembro e dezembro. Os resgates de títulos nos dois últimos meses do ano devem ficar em R$ 33,4 bilhões. O Tesouro não revela o quanto pretende emitir.


    O coordenador-adjunto de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Fernando Garrido, avaliou que a crise financeira internacional já não afeta tanto o mercado de títulos públicos do Brasil, como ocorreu no auge da turbulência, em agosto.


    Segundo o Garrido, o governo não teve problemas para vender títulos públicos no mercado financeiro no mês passado. Foi apenas uma opção do Tesouro de não emitir em outubro o mesmo volume dos vencimentos. “A emissão de R$ 45 bilhões já é um valor considerável”, afirmou.


     


    Estratégia arriscada. O economista-sênior da Unibanco Asset Management, José Luciano Costa, pondera que os juros cobrados pelo mercado financeiro por títulos públicos ainda estão mais altos que aqueles pagos pelo Tesouro antes da crise financeira global começar.


    Por isso, avalia o economista, o governo opta por não rolar toda a dívida, ou seja, não emitir papéis no mesmo valor dos vencimentos. “Enquanto o Tesouro tiver reserva de caixa, pode evitar fazer rolagens e esperar os juros cobrados pelo mercado ficarem mais baixos. Faz parte da estratégia de gerenciamento de custos.”


    O gerente de Política Monetária do Itaú, Joel Bodanski, lembra que essa estratégia é arriscada no longo prazo. “Um país com déficit nominal de 2% precisa emitir títulos mesmo quando não há vencimentos no mês. É importante manter as emissões líquidas e não os resgates líquidos, como em outubro”.


    Os títulos prefixados respondem por 35,2% da dívida interna. Os títulos remunerados pela taxa básica de juros (Selic) são 38,6%, e os indexados à variação dos índices de preços são 26% do total. Esta composição já considera a troca de títulos remunerados pelo câmbio pelos indexados à Selic, em poder do Banco Central.


     

  • Arrecadação cresce com lucros, diz governo



    Para justificar o forte aumento na arrecadação do governo com a cobrança de tributos neste ano, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) creditou o resultado ao desempenho do setor produtivo.



    Para justificar o forte aumento na arrecadação do governo com a cobrança de tributos neste ano, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) creditou o resultado ao desempenho do setor produtivo. Segundo ele, “as empresas no Brasil estão bamburrando de ganhar dinheiro” e, portanto, “o Estado também tem sua parcela”.


    Bamburrar é uma expressão usada no garimpo para um golpe de sorte, como a descoberta de uma pedra de muito valor que traz fortuna imediata.


    Ao atrelar a alta arrecadação ao desempenho das empresas, o ministro deixa em segundo plano a contribuição das pessoas físicas para engordar os cofres públicos. De janeiro a outubro, a arrecadação total do governo federal cresceu 10,2%. Enquanto os tributos e impostos pagos pelas empresas tiveram uma elevação que variou de 7% (Cofins) a 1% (Imposto de Importação). No período, o Imposto de Renda pago pelas pessoas físicas cresceu 41,5%.

    “As pessoas estão ganhando mais, e as empresas estão bamburrando de ganhar dinheiro. Há poucos anos, tínhamos notícias que o sistema financeiro ganhava muito. Hoje, o sistema financeiro está ganhando e as empresas do setor não financeiro estão ganhando muito”, disse ele.


    Segundo o ministro, isso é demonstrado em conversas com empresários. “Quando a gente fala com empresários num ambiente mais restrito, mais particularmente, eles admitem que nunca tiveram um momento tão bom como hoje”.


    A arrecadação acima do previsto, afirmou ainda, foi um dos motivos que permitiram ao ministério anunciar a liberação de R$ 5 bilhões do Orçamento deste ano que estavam bloqueados. A demanda dos ministérios por recursos é o dobro disso. Caberá aos ministérios do Planejamento e da Fazenda fazerem a distribuição, disse.


    Apesar do dinheiro extra em caixa, o governo não tem conseguido investir nas suas prioridades. O PAC, um conjunto de obras para estimular o crescimento da economia, continua com baixa execução. Nos cálculos de Bernardo, que se reuniu com o presidente Lula nesta semana para tratar do tema, só R$ 5 bilhões, de um total de cerca de R$ 15 bilhões previstos para 2007, foram gastos.


     


     

  • MP sobre abertura do comércio aos domingos agrada a lojistas

    A medida provisória aprovada anteontem na Câmara dos Deputados, que permite a abertura do comércio aos domingos sem negociação com sindicatos, agradou os lojistas. Para Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, os trabalhadores também ganham.

    A medida provisória aprovada anteontem na Câmara dos Deputados, que permite a abertura do comércio aos domingos sem negociação com sindicatos, agradou os lojistas. Para Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, os trabalhadores também ganham. “Quem tem comissão vai ficar feliz, pois é o segundo dia com mais movimento, atrás do sábado.”


    O assessor jurídico da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Fernando Marçal, explica que a cidade de São Paulo já tem uma legislação sobre o tema, mas a nova medida deverá ajudar os municípios nos quais muitas vezes era difícil estabelecer atividades comerciais aos domingos. “Antes o Brasil todo, se quisesse abrir no domingo, tinha que sentar e negociar com empregados, e alguns lugares nem sindicato têm. Em outros, existia uma resistência muito grande por parte dos trabalhadores para que isso fosse aceito.”


    Com a nova legislação, os trabalhadores terão uma folga remunerada no domingo, a cada dois trabalhados.


    Para Emerson Kapaz, consultor estratégico do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), que reúne grandes empresas do setor, a mudança vai gerar mais empregos. Com os impasses que poderiam ser causados pela necessidade de uma convenção coletiva, ele frisa que muitas lojas não iam conseguir nem abrir aos domingos, o que poderia causar demissões. “Uma das nossas redes associadas teria que fazer 280 negociações diferentes.”




     

  • 2ª prévia do IGP-M registra alta de 0,48%

    Com os alimentos mais baratos, tanto no atacado quanto no varejo, a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu menos em novembro, com alta de 0,48%, quase metade da registrada em igual prévia de outubro (0,86%). Graças ao resultado mais baixo, o índice fechado deve encerrar o mês bem abaixo do de outubro (1,05%).


    Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M acumula elevações de 5,66% no ano e de 6% em 12 meses até a segunda prévia de novembro, que vai do dia 21 de outubro a 10 de novembro.

    Com os alimentos mais baratos, tanto no atacado quanto no varejo, a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu menos em novembro, com alta de 0,48%, quase metade da registrada em igual prévia de outubro (0,86%). Graças ao resultado mais baixo, o índice fechado deve encerrar o mês bem abaixo do de outubro (1,05%).


    Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M acumula elevações de 5,66% no ano e de 6% em 12 meses até a segunda prévia de novembro, que vai do dia 21 de outubro a 10 de novembro. “O IGP-M de 2007, assim como os outros IGPs, devem encerrar o ano entre 5,5% e 6%”, reiterou o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.




     

  • Número de cheques sem fundos cai 6,7%

    O volume de cheques devolvidos no País, por falta de fundos, a cada 1 mil compensados, caiu 6,7% nos primeiros dez meses do ano, ante o igual período do ano passado, segundo pesquisa da Serasa. De acordo com o levantamento, foram devolvidos 19,6 cheques a cada mil compensados de janeiro a outubro deste ano, contra 21 cheques nos primeiros dez meses de 2006.


    A Serasa informou que foram compensados 1,43 bilhão de cheques até outubro no País, enquanto 30,13 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos.

    O volume de cheques devolvidos no País, por falta de fundos, a cada 1 mil compensados, caiu 6,7% nos primeiros dez meses do ano, ante o igual período do ano passado, segundo pesquisa da Serasa. De acordo com o levantamento, foram devolvidos 19,6 cheques a cada mil compensados de janeiro a outubro deste ano, contra 21 cheques nos primeiros dez meses de 2006.


    A Serasa informou que foram compensados 1,43 bilhão de cheques até outubro no País, enquanto 30,13 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos. No ano passado, estes números eram de 1,29 bilhão compensados e de 25,25 milhões devolvidos.


    Na comparação entre outubro deste ano com outubro de 2006, os cheques devolvidos a cada mil compensados caíram 3,3%. No décimo mês deste ano, foram devolvidos 17,8 cheques por mil compensados, contra 18,4 no mesmo mês do ano passado.


    De acordo com o indicador, em outubro de 2007, houve 133,87 milhões de cheques compensados, e 2,39 milhões devolvidos por falta de fundos. Em outubro de 2006, os cheques compensados somaram 145,01 milhões e os devolvidos foram 2,67 milhões.


    Segundo os técnicos da Serasa, o aumento da renda, a melhora do emprego formal – com carteira assinada -, a redução das taxas de juros e os prazos mais longos de financiamento têm contribuído para o recuo da inadimplência com chequesJá na variação mensal (outubro sobre setembro de 2007) os cheques sem fundos a cada mil compensados tiveram uma ligeira alta de 0,6%.

  • Comércio deve ter o melhor Natal em 10 anos

    O desempenho do comércio varejista neste Natal será o melhor dos últimos dez anos, segundo previsões do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). As 28 grandes redes varejistas que integram a entidade devem encerrar 2007 com crescimento real de 12% nas vendas na comparação com 2006. Juntas essas companhias vão faturar quase R$ 100 bilhões ao longo deste ano.

    O desempenho do comércio varejista neste Natal será o melhor dos últimos dez anos, segundo previsões do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). As 28 grandes redes varejistas que integram a entidade devem encerrar 2007 com crescimento real de 12% nas vendas na comparação com 2006. Juntas essas companhias vão faturar quase R$ 100 bilhões ao longo deste ano. Essas empresas ampliaram em 7,4% o número de pontos-de-venda de 2006 para 2007, passando de 8,7 mil para 9,4 mil lojas.


    A área de vendas também cresceu: era de 7 milhões de metros quadrados em 2006 e atingiu neste ano 7,7 milhões metros quadrados, com alta de 10,8%. O emprego direto no setor nesse período subiu 12,3%, totalizando 383 mil postos de trabalho.


    “Este será um ano recorde para o varejo”, afirma o consultor do IDV, Emerson Kapaz. Quando se considera o varejo como um todo, não apenas as 28 grandes redes, a projeção é de um crescimento real de 9,3% nas vendas, observa. Crédito farto, calote em queda, recuperação da renda e do emprego são fatores apontados pelo consultor para que o setor atinja esse desempenho.


    Ele destaca que os segmentos de eletrodomésticos, móveis e artigos de informática estão com desempenho acima da média do comércio varejista e sustentam neste ano crescimento significativo nas vendas contrariando as projeções que apontavam um certo esgotamento.


    As Casas Bahia, por exemplo, a maior rede de eletrodomésticos e móveis do País, abre amanhã a Super Casas Bahia no Parque de Exposições do Anhembi em São Paulo. Na quinta edição da megaloja, que vai funcionar até 31 de dezembro, o número de expositores supera os 150 que participaram da loja no ano passado. Neste ano, aumentou o número de empresas ligadas ao setor da construção civil para venda de imóveis e do segmento de crédito.


    A rede, que recebeu 1,9 milhão de pessoas na Super Casas Bahia de 2006, acredita que vai atingir a marca de 2 milhões de visitantes. Quem visitar a megaloja vai conhecer a maior TV de plasma do mundo, de 103 polegadas. Fabricada pela Panasonic, a megatelevisão vai custar R$ 269 mil e pode ser financiada em dez vezes sem juros.


    Pela primeira vez, além dos anúncios de TV, a megaloja terá uma emissora de rádio em funcionamento, que poderá ser sintonizada pela internet. Com isso, o ouvinte será informado das promoções. Além disso, por meio de uma câmera instalada na loja será possível acompanhar o fluxo de pessoas no evento.


    De acordo com a companhia, que mantém sob sigilo as novidades da megaloja, a expectativa é de ampliar em 10% as vendas do Natal deste ano em relação ao desempenho em 2006.

  • Trabalhadores e empresários vêem riscos na proposta de reforma da CLT

    O projeto de nova consolidação das leis trabalhistas divide representantes de trabalhadores e empresários e advogados especializados. Apesar de o autor, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), garantir que não serão criados direitos, mas apenas reunidas normas que estão espalhadas em mais de 240 leis, o temor é o de que esse processo esconda alguma mudança no conteúdo das regras.  


    As centrais sindicais levaram, na semana passada, suas preocupações ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

    O projeto de nova consolidação das leis trabalhistas divide representantes de trabalhadores e empresários e advogados especializados. Apesar de o autor, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), garantir que não serão criados direitos, mas apenas reunidas normas que estão espalhadas em mais de 240 leis, o temor é o de que esse processo esconda alguma mudança no conteúdo das regras.  


    As centrais sindicais levaram, na semana passada, suas preocupações ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, informa que ainda será realizado um encontro com Vaccarezza. Ele reconhece que a atual Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, tem várias normas ultrapassadas, mas alerta que uma atualização não pode significar risco aos trabalhadores. “Sem uma mudança da estrutura sindical não queremos reforma trabalhista. Não tem sentido substituir a CLT por algo pior”, justifica.  


    No lado das empresas, o projeto também não empolga. O presidente do Conselho Temático Permanente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dagoberto Lima Godoy, lamenta que o escopo da proposta de Vaccarezza é limitado e não aborda os altos custos financeiros dos empresários. Ele diz que esse problema poderia ser amenizado com a desoneração da folha de pagamentos.  


    Na opinião do dirigente da CNI, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu, em 1998, os direitos fundamentais e eles são intocáveis. Mas acredita que as relações poderiam avançar muito se o restante pudesse ser negociado. “Este governo não tem vontade política de fazer as reformas trabalhista e sindical”, lamenta.  


    O professor de direito do trabalho da Universidade de São Paulo (USP), Estevão Mallet, não vê grandes vantagens nessa consolidação de normas que estão esparsas porque os prejuízos serão maiores que os benefícios. “Lei nova traz dúvida sobre a revogação de normas e aplicação de dispositivos. É como mudar de casa. Por mais organizada que seja a mudança, sempre há confusão”, adverte.  


    Em meio a tantas críticas, o autor do projeto apela para que as pessoas não confundam essa necessária reorganização normativa com uma reforma trabalhista. “Vamos trazer para a CLT normas que estão em mais de 240 leis e adequar o texto à Constituição de 1988. Reforma trabalhista é outra coisa”, pondera.  


    Como exemplo da “limpeza” que deverá ser feita, Vaccarezza cita duas normas ultrapassadas sobre o local de trabalho que serão revogadas. São as que exigem pé direito de três metros e banquinhos para que as mulheres descansem.  


    A proposta de Consolidação das Leis Materiais Trabalhistas (CLMT) – vai evitar as normas processuais – reunirá, por exemplo, tudo o que há sobre participação nos lucros, trabalho aos domingos, 13º salário, férias com acréscimo de um terço, empregados domésticos, deficientes físicos, carga horária de 44 horas semanais e banco de horas. “O projeto apenas organiza a legislação e facilita a vida dos trabalhadores. Atualmente, é muito complicado saber quais são os direitos e isso acaba obrigando as pessoas a procurarem advogados e sindicatos”, justifica Vaccarezza.  


    O advogado e professor da USP, Otávio Pinto e Silva, argumenta que o debate sobre uma nova consolidação das leis trabalhistas não é tão simples como parece. Cita que a organização sindical tem um capítulo na CLT com muitas normas que não foram expressamente revogadas. Há as que definem detalhes do processo eleitoral nos sindicatos, mas, por outro lado, a Constituição garante a liberdade sindical.  


    Outro exemplo de polêmica que vai surgir na tramitação do projeto de Vaccarezza, segundo Pinto e Silva, é sobre o banco de horas anual. Ele questiona se esse tipo de ajuste tem de ser negociado coletiva ou individualmente. Para o professor, as novas formas de trabalho sem subordinação típica também merecem ser regulamentadas. “O profissional que trabalha por meio da internet é empregado, autônomo ou pode ser pessoa jurídica?”, pergunta. São os casos que Pinto e Silva chama de “parassubordinados”.  


    Ao contrário do que muitos afirmam, Mallet diz que a lei trabalhista brasileira é boa quando trata dos contratos. O grande problema, na sua visão, é o da organização sindical. Ele lamenta a ausência de liberdade que a Constituição garantiu em 1988. Também critica a anacrônica unicidade sindical que garante a sobrevivência de sindicatos fracos, verdadeiros “cartórios” que não representam trabalhadores. Sem essa qualidade, não há como avançar nas negociações trabalhistas.  


    No início de dezembro, encerram-se os trinta dias para sugestões ao projeto de Vaccarezza. O deputado prevê que, em fevereiro, o texto será levado ao grupo de trabalho de 21 deputados . Entre eles, estão, Ciro Gomes (PSB-CE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Miro Teixeira (PDT-RJ), Antonio Palocci (PT-SP), Sandro Mabel (PR-GO), o relator Arnaldo Jardim (PPS-SP), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Rita Camata (PMDB-ES), Flávio Dino (PCdoB-MA) e Paulo Maluf (PP-SP).  


    A previsão é a de votar a matéria em abril na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, até junho, no plenário.  


    O Ministério do Trabalho também tem um grupo encarregado de estudar atualizações da CLT. Segundo o governo, o objetivo é preparar um anteprojeto de lei até o início de 2008. O secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, coordena esses estudos, mas recusou-se a comentar o assunto alegando que as atividades ainda estão sendo iniciadas.  


    As polêmicas que inviabilizaram as reformas sindical e trabalhista, no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, continuam muito aquecidas e os lobbies de trabalhadores e empresários já estão retomando suas ações no Congresso.  


    A CNI defende uma reforma trabalhista que possa adaptar a CLT ao mundo real para garantir competitividade nos mercados doméstico e internacional. “Precisamos parar de exportar empregos”, alerta Godoy. Para Juruna, é inaceitável que não seja prevista na legislação, em pleno século 21, a presença de delegados sindicais nos locais de trabalho. As posições de empresários e trabalhadores ainda estão muito distantes. Godoy defende que a segurança do trabalhador tem de ser garantida no mercado, não na empresa. Isso significa reforçar a seguridade social e as políticas públicas de empregabilidade, reciclagem e qualificação das pessoas.  


     


     

  • Inclusão do ICMS na base da Cofins entrará em pauta no pleno do STF

    O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende levar a julgamento nos próximos dias a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins. Na segunda-feira da semana passada, o ministro pediu a inclusão do processo na pauta do pleno da corte, o que costuma ser feito com rapidez pela presidência do tribunal.

    O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende levar a julgamento nos próximos dias a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins. Na segunda-feira da semana passada, o ministro pediu a inclusão do processo na pauta do pleno da corte, o que costuma ser feito com rapidez pela presidência do tribunal. Advogados dos contribuintes esperavam que o ministro deixasse o caso de lado ou mesmo extinguisse o processo, uma vez que o tema já começou a ser julgado no pleno em agosto de 2006, em um recurso extraordinário. No recurso em trâmite, suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes, já há maioria de seis votos a favor das empresas e apenas um favorável à Fazenda.


    O problema é que se o julgamento for retomado na ADC, impetrada pela Advocacia-Geral da União (AGU), o placar pode ser revertido em favor do governo, pois a composição do Supremo mudou. Um dos ministros que votaram em favor dos contribuintes, Sepúlveda Pertence, aposentou-se neste ano, e em seu lugar entrou Direito – e caso ele vote a favor da Fazenda na ADC, o governo volta a ter chances de conquistar maioria do tribunal, escapando de um prejuízo estimado em até R$ 60 bilhões.


    Na segunda-feira, Direito deu outra decisão contrária aos interesses dos contribuintes e rejeitou um pedido de “amicus curiae” feito pelo escritório Machado, Meyer, responsável pelo “leading case” sobre o assunto em tramitação no pleno do Supremo. Uma vez admitido na ação, o escritório pretendia apresentar razões para o ministro não apreciar a ADC ou adiar seu voto, sob o argumento de que o julgamento do tema já foi iniciado. Caso tivesse sido admitido na ação, a banca poderia pedir que o ministro declarasse a ADC prejudicada pela existência do outro recurso ou que encaminhasse a ação para o relator do “leading case”, ministro Marco Aurélio de Mello.


    Direito não dá declarações sobre o assunto, mas o ministro Gilmar Mendes defende abertamente que a ADC deveria substituir o recurso extraordinário com julgamento já iniciado, ainda que a composição do Supremo tenha mudado. A justificativa jurídica é que a ADC tem efeito “erga omnes” e vinculante – ou seja, sua decisão atingiria imediatamente todos os processos sobre o assunto que tramitam na Justiça, propriedades indicadas em um caso desta dimensão. Mas Gilmar Mendes entende que a decisão sobre o que fazer deve ser tomada por todos os ministros da casa.


    Para advogados tributaristas, a União tenta apenas manipular o atual quórum do Supremo sobre a validade da inclusão do ICMS na base de cálculo da Cofins com a ADC. Uma das críticas é que a uma ação declaratória não tem viabilidade jurídica, pois não há lei a ser declarada constitucional. Isto porque em nenhum lugar está escrito que o ICMS faz parte da base de cálculo da Cofins – o que há é um pedido de interpretação de lei, e isto seria inviável via ADC. O Código Tributário Nacional (CTN) diz que estão fora da base de cálculo da Cofins o IPI e o ICMS da exportação. A Fazenda quer uma “declaração interpretativa” para que isso implique que outros tributos não mencionados, como o ICMS interno, componham a base da Cofins.


    Já na Fazenda, a aposta é a de que uma retomada do caso abriria margem para uma discussão mais cuidadosa da questão, pois entende-se que em agosto de 2006 os ministros não estariam atentos às implicações jurídicas e monetárias do caso. Entre procuradores da Fazenda é comum a observação de que o julgamento quase foi encerrado em pouco mais de meia hora, duração incomum para um tema inédito e bilionário.


    Outra questão é que o caso do ICMS na base de cálculo da Cofins tem um efeito multiplicador em várias outras disputas – já que se trata da estrutura do sistema tributário brasileiro. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) costuma lembrar que o princípio é aplicado também ao ICMS, que incide sobre sua própria base de cálculo, e uma decisão contra a União penalizaria ainda mais os Estados. Marco Aurélio já prepara uma disputa semelhante para levar ao pleno: a exclusão da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da base do Imposto de Renda. Advogados também já apostam na exclusão do Imposto Sobre Serviços (ISS) da base de cálculo da Cofins, com algumas decisões favoráveis na Justiça Federal.