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  • Faturamento real cai 2,9% em setembro, mostra Sebrae-SP

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Queda é atribuída ao fato de setembro ter tido um dia útil a menos do que o mesmo mês de 2006. O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPE) paulistas caiu 2,9% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2006, segundo os Indicadores Sebrae-SP, pesquisa realizada com a colaboração da Fundação Seade e divulgada ontem. Em valores absolutos essa queda representa perda de R$ 627 milhões.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Queda é atribuída ao fato de setembro ter tido um dia útil a menos do que o mesmo mês de 2006. O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPE) paulistas caiu 2,9% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2006, segundo os Indicadores Sebrae-SP, pesquisa realizada com a colaboração da Fundação Seade e divulgada ontem. Em valores absolutos essa queda representa perda de R$ 627 milhões.


    Foi a primeira vez que o faturamento real mensal sofreu retração na comparação com o ano anterior e esse comportamento foi atribuído pelo Sebrae ao fato de setembro ter tido um dia útil a menos do que o mesmo mês de 2006. A alta do comércio (8,4%) não foi suficiente para reverter as quedas nos setores de serviços (–15,9%) e indústria (–10,9%).


    Na avaliação de Pedro João Gonçalves, economista do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, “a recuperação das MPE em 2007 não será prejudicada por esse resultado de setembro”, porque “o desempenho já acumulado no ano permite vislumbrar um fechamento positivo das vendas neste ano”.


    O nível de pessoal ocupado nos pequenos negócios apresentou ligeira alta (0,6%) na comparação de 12 meses, representando 36 mil novos postos de trabalho. Na comparação entre setembro e agosto deste ano, foram abertos 153 mil novos postos, totalizando 5,8 milhões de pessoas ocupadas nos empreendimentos de pequeno porte da capital, Região Metropolitana de São Paulo, Grande ABC e interior.


    O faturamento médio das MPE em agosto de 2007 foi de R$ 15.979,69 por empresa, e na média 4,37 pessoas mantiveram-se ocupadas em cada uma das 1,3 milhão de MPE paulistas formais. Em setembro, uniu-se ao efeito calendário (quatro dias úteis a menos que agosto) o fim da repercussão do Dia dos Pais no comércio. Resultado: menos R$ 1,3 bilhão nas caixas das MPE (queda de 5,8% do faturamento).


    Expectativa


    Mesmo com a queda de faturamento em setembro, os donos dos pequenos negócios continuam otimistas. Em outubro deste ano, 43% dos entrevistados acreditavam que o faturamento de seus empreendimentos vai subir nos próximos meses. É o maior índice desde o início da pesquisa “Expectativas das MPE”, em maio de 2005. E para 46% o faturamento ficará estável nos próximos seis meses.


    A pesquisa mede ainda a expectativa dos pequenos empresários com relação ao nível de atividade econômica. Em outubro deste ano, 37% acreditavam na melhoria da economia nos próximos seis meses e 47% apostaram na estabilidade.


     


     

  • Cartões de Crédito: setor deve fechar este ano com 21% a mais em faturamento

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças  Página: A-3 


    O crescimento do mercado brasileiro de cartões de crédito deve superar as estimativas para este ano, registrando uma expansão de 21% sobre 2006, o que levará o faturamento acumulado a R$ 182,7 bilhões. A estimativa anterior, feita pela área de cartões do banco Itaú, era de um avanço em faturamento de 20% em 2007. O crescimento dos cartões junto à baixa renda, o embandeiramento dos private labels (cartões de loja) e a substituição de outros meios de pagamento, como o cheque, explicam o crescimento do setor.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças  Página: A-3 


    O crescimento do mercado brasileiro de cartões de crédito deve superar as estimativas para este ano, registrando uma expansão de 21% sobre 2006, o que levará o faturamento acumulado a R$ 182,7 bilhões. A estimativa anterior, feita pela área de cartões do banco Itaú, era de um avanço em faturamento de 20% em 2007. O crescimento dos cartões junto à baixa renda, o embandeiramento dos private labels (cartões de loja) e a substituição de outros meios de pagamento, como o cheque, explicam o crescimento do setor.


    “A indústria cresce acima de dois dígitos desde o plano real e só nos últimos quatro anos a expansão acumulada foi de 106%, o que mostra o fabuloso momento do setor”, comemora Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do banco Itaú. Em número de cartões, o setor cresceu 58% na alta renda e 135% na chamada baixa renda, considerando as famílias com rendimento mensal de até R$ 1.499. A substituição do cheque como meio de pagamento foi lembrada por Chacon. “Este será o primeiro ano em que o número de transações feitas pelos cartões de créditos superará o de cheques compensados”, diz.


    Em novembro, o faturamento da indústria deve chegar a R$ 16,3 bilhões, cifra 20% maior do que a apresentada no mesmo período do ano passado. O número de plásticos em circulação deverá aumentar 17% em relação a novembro de 2006, chegando a 91 milhões de cartões. Os dados são da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Itaucard


     


     

  • Otimismo justificado (Jornal do Commercio, 07/11/2007)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    O PIB brasileiro deverá chegar, ao final do ano, a um nível de crescimento entre 4% e 5%, mais próximo de 5%, como resultado da boa performance de praticamente todos os ramos das atividades econômicas. O setor agropecuário recuperou-se dos anos ruins de 2005 e 2006, e deverá exibir uma expansão de 5% na safra 2007/2008.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    O PIB brasileiro deverá chegar, ao final do ano, a um nível de crescimento entre 4% e 5%, mais próximo de 5%, como resultado da boa performance de praticamente todos os ramos das atividades econômicas. O setor agropecuário recuperou-se dos anos ruins de 2005 e 2006, e deverá exibir uma expansão de 5% na safra 2007/2008. O comércio está crescendo à taxa chinesa anual de 9%, puxando a indústria de bens de consumo duráveis, especialmente os eletrônicos e a indústria automobilística, cujas vendas registraram uma espantosa velocidade de 27%, de janeiro a setembro. As exportações estão perdendo um pouco de fôlego, mas ainda assim, crescem 15%, enquanto as importações disparam na expansão de cerca de 30%, tanto de bens de consumo, como de equipamentos e matérias primas.


    As taxas de desemprego continuam altas, mas em declínio, recuando ao nível de 9%. De outro lado, estão aumentando as contratações, principalmente com carteira assinada. O aumento generalizado do salário mínimo e o crescimento econômico melhoraram o nível de renda do trabalhador, transformando o mercado interno em fator de expansão mais importante que o mercado externo.


    Um dos fatores decisivos na escalada da recuperação é a expansão do crédito em cerca de 25%, nos últimos 12 meses, com destaque para os empréstimos às pessoas físicas, inclusive consignados (+30%) e das liberações recordes do BNDES, da CEF e do Banco do Brasil.


    A inflação, situada em cerca de 4% (IPCA), perdeu força, definitivamente, independentemente da atuação do Banco Central, sem dúvida, porém, beneficiada pela artificial taxa de câmbio, que resulta, em boa medida, do ingresso de capitais favorecidos por uma desnecessária isenção tributária. Verificou-se, em certo momento, uma pressão inflacionária dos preços agrícolas, do leite e derivados, visivelmente de efeitos sazonais, já superados.


    Nos setores empresariais, assim como entre os consumidores, existe um clima de forte otimismo em relação a 2008, a julgar pelos resultados esperados dos investimentos na infra-estrutura dos transportes e da geração de energia. Ao que tudo indica, o próximo ano deverá repetir a boa performance econômica de 2007.    


    As turbulências político-partidárias ocorridas durante o ano, e nem mesmo a crise imobiliária iniciada nos Estados Unidos foram capazes de alterar o rumo dos acontecimentos no Brasil. E ao que tudo indica, a economia brasileira, a partir dos resultados obtidos em 2007, poderá estar ingressando em um círculo virtuoso, em que a estabilidade monetária, o fortalecimento do balanço de pagamentos, o aumento do nível de emprego e da renda, irão propiciar a realização de novos investimentos, nacionais e estrangeiros, e um maior equilíbrio fiscal, capaz de assegurar um desenvolvimento sustentável, por um longo período de tempo.



    É sobre esta base que está construído o clima de otimismo dos produtores e dos consumidores brasileiros.


    Publicado no Jornal do Commercio de 07/11/2007, Caderno Opinião, pág. A-17.

  • VIII Sicomércio termina no Rio

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-7


    Em busca da gestão de excelência, o VIII Sicomércio chegou a sua última tarde, ontem, no Rio, com palestra do presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. O empresário falou sobre o processo de internacionalização do grupo, gestão pública e o papel das empresas. Para ele, a atitude empresarial deve ser somada a empreendedorismo e inovação.


    Gerdau aproveitou para falar de uma aspiração estratégica do setor para 2015, a organização integrada.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-7


    Em busca da gestão de excelência, o VIII Sicomércio chegou a sua última tarde, ontem, no Rio, com palestra do presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. O empresário falou sobre o processo de internacionalização do grupo, gestão pública e o papel das empresas. Para ele, a atitude empresarial deve ser somada a empreendedorismo e inovação.


    Gerdau aproveitou para falar de uma aspiração estratégica do setor para 2015, a organização integrada. De acordo com ele, crescimento e rentabilidade estão diretamente ligados a liderança de mercado, diversificação geográfica e atuação em todos os segmentos fatores críticos para o sucesso. “A gente tem que definir estratégias e depois a gente constrói os números”, disse.


    Entre as estratégias, estão os setores de marketing e recursos humanos. Ao mencionar este último, Gerdau ressaltou sua importância ao propiciar melhores resultados para os negócios, promover novos comportamentos e atitudes e gerar desempenhos superiores de líderes e equipes. “É necessário construir relações com clientes que satisfaçam às duas partes”, comentou.


    Segundo o empresário, é preciso criar um ciclo virtuoso, que envolve geração de empregos, crescimento econômico, investimentos e poupança. Ele ainda falou que o comércio é um importante formador de mão-de-obra especializada.


    Gerdau encerrou sua fala com palavras do criador do conceito Learning Organization, o holandês Arie de Geus. “A habilidade para aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável”, lembrou o empresário, que espera que a frase se torne um lema para o futuro.


    Mudanças


    O administrador e escritor Max Gehringer deu uma aula bem humorada sobre o mundo corporativo. Entre brincadeiras e histórias, ele defendeu mudanças no planejamento estratégico. Segundo Gehringer, as mudanças estão cada vez mais caras, mas são inevitáveis, e a pressão do mercado competitivo obriga a todos a acertar. “É fácil entender uma mudança depois que ela ocorre. Importante é percebê-las enquanto ainda estão acontecendo”, disse.


    O administrador, que já passou por grandes empresas como a Pepsico e a Elma Chips, comentou a forte (e positiva) presença de mulheres no mercado de trabalho e o crescimento da ambição nas empresas. “A população está cada vez mais bem preparada. Precisamos a cada dia ser melhores que nós mesmos”, disse.


    Ao final, Gehringer defendeu uma organização perfeita, formada por sonhadores (os executivos) e por “prezados colaboradores (os funcionários) que fazem o sonho se tornar realidade. Ele concluiu dizendo que só faz sucesso quem tem talento e criatividade, palavras que assumem papéis mais relevantes atualmente.


    Encerramento


    O encerramento do evento ficou por conta do diretor da Amana-Key, centro de excelência em gestão, Oscar Motomura, e do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio Oliveira Santos. Motomura, que falou sobre viabilizar o impossível, acredita que é preciso colocar uma vírgula e continuar a frase. “Impossível, com os conhecimentos do passado”, disse.


    De acordo com ele, a semente plantada no encontro vai germinar daqui a alguns anos e deve gerar frutos se o setor encontrar condições adequadas. “A quantidade de desafios é imensa, mas devemos estar serenos e de prontidão para poder reagir rapidamente”, completou.


    Santos espera que os 42 milhões de profissionais que compõem a comunidade do comércio utilizem os fóruns regionais que acontecerão nos próximos anos para consolidar soluções e idéias para tornar o setor mais eficiente para o país.


    Entidades assinam termo de adesão


    O presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos, assinou ontem juntamente com os presidentes de 31 federações e 469 sindicatos filiados à entidade, termo de adesão ao Sistema de Excelência de Gestão Sindical (SEGS), que a Confederação colocou ontem à disposição dos participantes do VIII Sicomércio. “Estamos iniciando agora uma nova fase no sindicalismo patronal. Estou certo que caminhamos para a conquista de avanços que servirão de exemplo para o nosso País”, afirmou Oliveira Santos.


    Capacitação


    Segundo informou o assessor de Planejamento da CNC, José Paulo da Rosa, até 10 de março do ano que vem o termo de adesão ao SEGS estará aberto às entidades ligadas à Confederação. Após esse período começa a capacitação gerencial gratuita aos interessados no Sistema e, em seguida, será realizada a auto-avaliação dos participantes do processo.


    Entre maio e outubro do ano que vem, Rosa explicou que a CNC colocará à disposição das suas entidades filiadas as consultorias especializadas que contribuirão para a melhoria no processo de excelência em gestão do Sistema CNC. Tudo isso servirá de apoio às diretrizes e metas do Planejamento Estratégico 2007-2020.”Ou o Sistema adota estratégias firmes de desdobramento do Plano Estratégico e caminha rumo à excelência ou enfrentará problemas no futuro”, alertou o assessor.


    O presidente do Sindicato do Comércio de Petrolina (Pernambuco), Joaquim de Castro, que falou em nome dos sindicatos filiados à CNC, ressaltou que o Sistema realizou um diagnóstico interno, durante o VI Sicomércio, em 2002, e de lá para cá tem caminhado em busca da modernização.







    A Confederação Nacional do Comércio (CNC) promoverá dez fóruns regionais, no ano que vem, a fim de discutir medidas de implementação do Plano Estratégico 2007-2020, pelo qual a entidade pretende incentivar a adoção de práticas de excelência de gestão nos sindicatos, federações e outros elos do Sistema CNC. A confirmação de realização dos eventos foi anunciada ontem, último dia de atividades do VIII Congresso do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (VIII Sicomércio), cuja programação foi aberta na segunda-feira, no Hotel Sofitel, reunindo cerca de mil participantes.



    Segundo informou o assessor de Planejamento da CNC, José Paulo da Rosa, diferentemente de empresas que contratam consultorias para traçar estratégias de melhorias no processo de gestão, os integrantes do Sistema CNC terão como diferencial a construção e implementação conjunta de um Plano Estratégico. Para que esse conjunto de diretrizes e metas tenha êxito, o especialista apresentou aos congressistas participantes do VIII Sicomércio a necessidade de seguirem os seguintes passos: “Mobilizar para mudança, induzir, comunicar e motivar as estratégias, além de tornar o processo contínuo.”



    De acordo com Rosa, os eventos que a CNC pretende realizar no ano que vem terão como foco a mobilização de todos os elos do Sistema CNC, formado por 34 federações estaduais e nacionais filiadas, 878 sindicatos das empresas do comércio de bens, serviços e turismo, além de dois departamentos nacionais, 54 departamentos regionais e 851 unidades operacionais (vinculados ao Sesc e Senac).



    “Já temos um mapa estratégico do Sistema CNC, elaborado no ano passado, agora o grande desafio será adaptar esse modelo à realidade e às necessidades de cada entidade filiada”, observou Rosa. O assessor enfatizou que uma das maiores dificuldades de implementação do Plano Estratégico 2007-2020 é enfrentar a heterogeneidade dos segmentos filiados à Confederação Nacional do Comércio. Ao mesmo tempo, opinou o especialista, essa diversidade pode tornar a experiência ainda mais rica e inovadora.



    “Nesses três dias de atividades do VIII Sicomércio percebemos um grande interesse dos participantes e muita disposição de enfrentamento desse desafio em busca da excelência na gestão desse segmento que é de extrema relevância à economia do País, já que reúne representantes de 5,5 milhões de empresas, geradoras de 40 milhões de empregos formais”, acrescentou Rosa.


    Pesquisa


    O assessor informou em sua palestra que uma pesquisa realizada junto a 34 federações e 816 sindicatos ligados ao Sistema CNC, no ano passado, objetivando traçar um perfil sindical, demostrou que o processo de excelência em gestão tem muito espaço para crescer. No levantamento foi constatado que somente 11% dos sindicatos e 9% das federações já implementaram programas de qualidade. “Na indústria, isso é uma obrigação, enquanto no comércio ainda não virou uma realidade”, analisou Rosa.



    A pesquisa também indicou que 21% dos sindicatos e 24% das federações são auto-sustentáveis. Isso significa que ainda são poucas as entidades com mecanismos próprios de funcionamento, excluindo-se dessa conta a contribuição sindical. Enquanto isso 79% dos sindicatos têm executivos em seus quadros, dos quais 58% possuem curso superior completo, o que na visão de Rosa pode ser um diferencial positivo na hora de deslanchar programas futuros de melhoria no processo de gestão.



    Quando indagados sobre o uso de banda larga, 79% dos sindicatos e 94% das federações responderam ter acesso a esse tipo de serviço de internet de alta velocidade, mas somente 45% dos sindicatos informaram possuir site próprio, espaço potencial de intercâmbio e difusão de informação que está deixando de ser aproveitado, segundo o assessor de Planejamento da CNC.



    Para Rosa, esses números que refletem o grande potencial de crescimento do nível de gestão do movimento sindical patronal do comércio de bens, serviços e turismo, estão em consonância com a média geral de 51% alcançada após o processo de auto-avaliação realizado na terça-feira pelos participantes do VIII Sicomércio. “O diagnóstico poderia trazer uma média de 100% para todos os itens analisados, mas os participantes avaliaram de forma correta.”


     

     



  • Grupo de trabalho discutirá imposto sindical

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-8


    As centrais sindicais e o Ministério do Trabalho criaram ontem um grupo de trabalho para, em 90 dias, enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei de alteração do sistema atual de financiamento de sindicatos, confederações e federações.

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-8


    As centrais sindicais e o Ministério do Trabalho criaram ontem um grupo de trabalho para, em 90 dias, enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei de alteração do sistema atual de financiamento de sindicatos, confederações e federações. O movimento faz parte da pressão dos sindicalistas sobre os senadores para ser alterado o projeto de lei que regulamenta a centrais sindicais e pode extinguir a contribuição sindical (ou mudar sua forma de recolhimento). 


    Depois de lançarem a 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, a ser realizada no dia 5 de dezembro, ontem, em Brasília, as centrais estiveram com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT-RJ). Debateram a questão do imposto sindical. Projeto de lei aprovado pela Câmara recebeu uma emenda que pretendia tornar facultativo o pagamento da contribuição dos trabalhadores. Imediatamente, os dirigentes sindicais se manifestaram contra a alteração, inclusive os que sempre criticaram esse imposto. Confederações e federações, dizem, dependem exclusivamente desta fonte de renda. 


    No encontro com Lupi, ficou acertada a criação do grupo de trabalho para elaborar um projeto de consenso sobre o imposto sindical. “O grupo terá 90 dias para enviar um texto ao Congresso. Nossa luta não é contra o fim do imposto sindical. O que queremos é que a contribuição termine aos poucos, com uma contrapartida”, disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical. 


    Como o Valor adiantou há duas semanas, o texto das centrais para este projeto prevê o pagamento facultativo do imposto sindical. A assembléia de cada categoria decidiria se o imposto sindical seria pago e quanto seria desembolsado pelos trabalhadores. “Ficou a imagem de que lutamos para manter o imposto. Não é isso. Só não concordamos com a forma de extinção do tributo”, argumenta Juruna. 


    Com a criação do grupo de trabalho com o governo federal, as centrais pretendem mandar um recado aos senadores de que a idéia de mudar a forma de contribuição sindical não é apenas retórica. “Vamos elaborar o projeto e enviá-lo ao Congresso rapidamente”, diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força. “Estamos mostrando aos senadores que vamos fazer a reforma sindical passo-a-passo. Um projeto por vez. No texto da regulamentação das centrais, não queremos tratar do imposto”, afirmou. 


    O texto de regulamentação das centrais foi aprovado pela Câmara e está no Senado. O projeto passará pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS), Assuntos Econômicos (CAE) e Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votado em plenário. Há um entendimento de que os relatores na CAE e na CCJ – Francisco Dornelles (PP-RJ) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) – seguirão o posicionamento de Paulo Paim (PT-RS), relator na CAS. O petista tem realizado diversas reuniões com interessados no tema e ainda não fechou o relatório final. 


    O senador, aliás, mudou de entendimento sobre a proposta que veio da Câmara. Quando recebeu o texto, Paim confirmara que a emenda feita pela Câmara de fato acabaria com o imposto sindical. Alguns juristas alertaram o Congresso de que a alteração havia sido mal feita e que a emenda, na verdade, só mudou a forma de recolhimento do tributo. 


    “Vamos ter de avaliar essa questão da forma de contribuição. Se restauramos o que estava antes ou se jogamos a forma de recolhimento para a assembléia”, disse Paim. Nas conversas entre os sindicalistas e os senadores, tem sido firmada a tendência de manter o acordo que as centrais haviam feito com o governo, em maio. Na ocasião, ficou acertado que o texto sobre a regulamentação das centrais não trataria do imposto sindical. O tema seria foco de outro projeto de lei, a ser enviado ao Congresso posteriormente. 


    Ontem, no lançamento da marcha dos trabalhadores, os sindicalistas pediram a regulamentação dos serviços terceirizados, a redução da jornada semanal de 48 horas para 40 horas e maior investimentos em políticas públicas, sobretudo na saúde. 




     


     

  • IPCA de outubro sobe para 0,3%

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O aumento nos preços das frutas e de outros produtos alimentícios elevou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 0,3% em outubro, ante 0,18% em setembro. O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro (média de 0,20%).

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O aumento nos preços das frutas e de outros produtos alimentícios elevou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 0,3% em outubro, ante 0,18% em setembro. O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro (média de 0,20%). No ano, o índice acumula alta de 3,3% – já superior a todo o ano passado, quando chegou a 3,14% – e em 12 meses, de 4,12%.


    A coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, disse que a inflação de outubro foi “mais espalhada do que nos meses anteriores, quando estava mais concentrada no leite”. Ela sublinhou que houve pressão dos alimentos perecíveis sobre o índice, mas também de vários não-alimentícios como vestuário (0,72%), remédios (0,36%), gasolina (0,36%) e cimento (6,46%). No entanto, apesar de mais espalhada, a inflação não é generalizada.


    Apenas quatro itens pesquisados (feijão, batata inglesa, carnes e frutas) responderam pela metade (0,15 ponto percentual) da taxa. A alta só não foi maior, segundo Eulina, porque o leite, vilão da inflação entre maio e agosto, teve grande contribuição para contê-la em outubro, com recuo de 12,84%.


    O economista-chefe do Banco WestLB do Brasil, Roberto Padovani, disse que os dados de outubro mostraram que a inflação está em aceleração, mas sem provocar grandes mudanças nas expectativas para o cenário macroeconômico futuro. “O IPCA sinalizou que a inflação está em trajetória de alta, mas ainda controlada, já que o resultado acumulado no ano deve permanecer bem abaixo da meta”, disse Padovani, em referência ao objetivo perseguido pelo Banco Central, que é uma meta de 4,5% em 2007.


    “O número não permite uma observação com grandes leituras e não muda o cenário abalizado, inclusive, por uma taxa de câmbio que atenua eventuais pressões na inflação”, avaliou o economista. Ele adiantou, entretanto, que deverá revisar a estimativa para o indicador acumulado do ano, de 3,7% para um número mais próximo de 3,8%.


    O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, também disse que o resultado acima do esperado divulgado ontem pelo IBGE levou a uma pequena revisão na projeção do banco para o IPCA deste ano. “Eu já estava trabalhando com uma projeção entre 4% e 4,1% para IPCA acumulado no final do ano. Depois do número de hoje (ontem), é mais provável que a inflação fique mais para 4,1%”, disse.


     


     


     

  • IGP-DI sobe 0,75% em outubro frente a 1,17% no mês anterior

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,75% em outubro, abaixo da taxa apurada em setembro, quando o índice registrou elevação de 1,17%, de acordo com dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o IGP-DI acumula alta de 5,22%, enquanto em 12 meses o índice avançou 6,10%.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,75% em outubro, abaixo da taxa apurada em setembro, quando o índice registrou elevação de 1,17%, de acordo com dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o IGP-DI acumula alta de 5,22%, enquanto em 12 meses o índice avançou 6,10%.


    A inflação medida por este indicador no mês passado ficou em linha com a projeção (mediana) dos profissionais do mercado financeiro consultados na última sondagem realizada pelo Banco Central (BC) para elaboração do seu Relatório de Mercado.


     

  • Só 18,3% dos desempregados têm qualificação, diz Ipea

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-12


    Um estudo sobre o mercado de trabalho brasileiro este ano divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou o que as empresas privadas vivem na prática há algum tempo: falta mão-de-obra qualificada e experiente para vários setores da economia.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-12


    Um estudo sobre o mercado de trabalho brasileiro este ano divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmou o que as empresas privadas vivem na prática há algum tempo: falta mão-de-obra qualificada e experiente para vários setores da economia. O levantamento, feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), projeta que até o fim do ano o Brasil terá 7,5 milhões de trabalhadores sem qualificação ou experiência profissional procurando emprego com carteira assinada num universo de 9,1 milhões de pessoas em busca de vaga no mercado formal.


    Assim, apenas 1,67 milhão de pessoas, ou 18,3% do total, têm a qualificação adequada e experiência profissional para conquistar um espaço. O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, disse que as análises são preliminares mas confirmam um paradoxo. “Sobram vagas em alguns setores enquanto há muita gente desempregada”, afirmou. “Estamos diante de um fenômeno novo, que é a ausência de trabalhador qualificado para algumas atividades econômicas, o que não acontecia há mais de duas décadas.”


    Para Pochmann, é preciso mudar a estrutura de formação e treinamento dos trabalhadores, além de ajustar o sistema de intermediação de mão-de-obra, os chamados postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine).


    Ele condenou a atitude de empresas que importam mão-de-obra de outros países para suprir a carência de qualificação. “Importar pessoal enquanto há tantos desempregados é uma temeridade, o que se deve é investir em políticas públicas que valorizem o ensino técnico, profissional e priorizem o treinamento para encaixar o contingente de pessoas disponíveis”, defendeu.


    Mapa Geopolítico


    O Sudeste e o Nordeste do País são as regiões onde mais sobram trabalhadores qualificados.


    No Norte, Sul e Centro-Oeste o Ipea estima que falta mão-de-obra qualificada e experiente.


    Pochmann destacou que isso reflete a mudança no fluxo migratório dos trabalhadores já que muitas empresas estão deslocando do eixo Rio-São Paulo suas unidades de produção.


    Os setores econômicos mais prejudicados com a falta de mão-de-obra qualificada e experiente, segundo o Ipea, são a indústria e o comércio. Três segmentos da indústria de transformação têm, juntos, mais de 70 mil vagas à espera de profissionais – química e petroquímica, produtos de transporte e produtos mecânicos.


    Por outro lado, o estudo apontou que a construção civil e a agropecuária são os ramos que mais têm sobra de mão-de-obra qualificada com experiência. Isso quer dizer que os trabalhadores qualificados e com experiência desses setores são os que mais sofrem com o desemprego. Juntos, esses dois ramos têm mais de 152 mil desempregados com qualificação.




     


     

  • Pedidos de falência caem 34,2% no ano

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    Os pedidos de falência caíram 34,2% no acumulado de janeiro a outubro deste ano, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com levantamento da Serasa. Este ano foram requeridas 2.356 falências, ante 3.582 de janeiro a outubro de 2006. As falências decretadas também diminuíram: totalizaram 1.289, contra 1.690 no ano passado, uma queda de 23,7%.


    Já as recuperações judiciais aumentaram.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    Os pedidos de falência caíram 34,2% no acumulado de janeiro a outubro deste ano, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com levantamento da Serasa. Este ano foram requeridas 2.356 falências, ante 3.582 de janeiro a outubro de 2006. As falências decretadas também diminuíram: totalizaram 1.289, contra 1.690 no ano passado, uma queda de 23,7%.


    Já as recuperações judiciais aumentaram. De janeiro a outubro deste ano houve 233 pedidos de recuperação judicial, contra 208 em igual período de 2006, alta de 12%. As recuperações judiciais deferidas cresceram 28,4%, sendo que nos dez meses deste ano foram deferidas 172 recuperações, frente a 134 em 2006.


    De janeiro e outubro deste ano foram concedidas 11 recuperações judiciais, frente às cinco registradas nos dez primeiros meses de 2006, representando aumento de 120%. Nos dez meses de 2007 foram registrados seis pedidos de recuperação extrajudicial e homologados outras dois. De janeiro a outubro do ano passado, houve dois requerimentos de recuperação extrajudicial e nenhuma homologação.


    De acordo com a Serasa, os pedidos de falência também caíram na variação anual. Quando comparado outubro de 2007 com outubro de 2006, houve queda de 43% nos requerimentos de falência, sendo que no mês passado foram requeridas 215 falências, ante 377 em igual mês de 2006. As falências decretadas também caíram 5% em outubro deste ano, em relação a outubro de 2006: foram decretadas 114 falências, ante 120.


    Em outubro deste ano foram registrados 25 pedidos de recuperação judicial, contra os 18 em outubro de 2006, alta de 38,9%. Não houve pedido de recuperação extrajudicial no mês passado, enquanto em outubro de 2006 houve apenas um requerimento.


     

  • Presidente da Confederação Nacional do Comércio encerra VIII Sicomercio

    As palestras do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do Grupo Gerdau, sobre Excelência na Gestão Empresarial, e do consultor Max Gehringer, que tratou de Empresas do Futuro, marcaram o encerramento do VIII Congresso do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (VIII Sicomercio).


    As conferências precederam a despedida do evento, realizada há pouco pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos.

    As palestras do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do Grupo Gerdau, sobre Excelência na Gestão Empresarial, e do consultor Max Gehringer, que tratou de Empresas do Futuro, marcaram o encerramento do VIII Congresso do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (VIII Sicomercio).


    As conferências precederam a despedida do evento, realizada há pouco pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos. “Nós, legítimos representantes do comércio, devemos voltar para casa com a preocupação em ajudar a construir um projeto melhor para este país”, afirmou o líder empresarial.