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  • Após disparada, IGP-M desacelera

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    Depois de quatro meses consecutivos de alta, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) perdeu fôlego este mês em razão do menor ritmo de alta dos preços no atacado. Em outubro, o indicador ficou em 1,05%, com recuo de 0,24 ponto porcentual em relação a setembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).


    Neste ano até outubro, o índice acumula alta de 5,16% e de 6,29% em 12 meses.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    Depois de quatro meses consecutivos de alta, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) perdeu fôlego este mês em razão do menor ritmo de alta dos preços no atacado. Em outubro, o indicador ficou em 1,05%, com recuo de 0,24 ponto porcentual em relação a setembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).


    Neste ano até outubro, o índice acumula alta de 5,16% e de 6,29% em 12 meses. A estimativa é de que o IGP-M encerre 2007 com variação de 5,5% a 6%, disse o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, que espera para novembro um índice inferior ao 0,75% registrado em 2006 e, para dezembro, algo em torno de 0,30%. Mesmo com a desaceleração neste mês e com as projeções melhores para o último bimestre, o IGP-M encerrará 2007 cerca de dois pontos porcentuais acima do resultado obtidos em 2006 (3,83%) e o dobro inicialmente previsto (4%) pelo economista.


    ‘O IPA (Índice de Preços por Atacado) levou o IGP-M de outubro para baixo’, observa Quadros. O IPA, que responde por 60% do indicador, aumentou 1,42% este mês, 0,41 ponto a menos que em setembro. Foram exatamente os preços dos alimentos no atacado que provocaram a disparada da inflação nos últimos meses. Agora eles estão fazendo o caminho de volta.


    Quadros observa que a freada da inflação no atacado veio das cotações das matérias-primas brutas, que subiram 3,89% este mês, 1,96 ponto porcentual abaixo do registrado em setembro. Esses produtos contribuíram com 0,44 ponto porcentual para a desaceleração do IGP-M.


    Os produtos agropecuários no atacado também subiram menos este mês, 4,57%, ante uma alta 5,57% em setembro. O preço do leite pasteurizado, por exemplo, caiu 6,91% em outubro, o arroz teve recuo de 2,47% e o açúcar caiu 6,89%. ‘O IPA como um todo está em desaceleração. Essa desaceleração teria sido maior se não tivesse ocorrido a elevação dos preços dos produtos in natura, como hortaliças e frutas’, disse Quadros.


    De toda forma, os outros dois componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, e o Índice Nacional da Construção Civil, que pesa 10%, avançaram neste mês em relação a setembro.


    O IPC subiu 0,28% em outubro, com elevação de 0,07 ponto porcentual ante setembro. Dos sete grupos de preços pesquisados, houve elevação em quatro deles. O destaque ficou para os alimentos, que ficaram 0,64% mais caros no período, ante alta 0,11% em setembro. Quadros destaca a elevação dos alimentos in natura.


    O grupo vestuário quase que dobrou no período, de 0,76% em setembro para 1,45%, por causa da nova coleção. O consumidor gastou mais com saúde e cuidados pessoais, cujos preços ficaram 0,24 ponto mais altos, ante elevação de 0,16% no mês passado. A variação média dos preços dos transportes, que tinham recuado 0,37% em setembro, encerraram este mês com uma queda bem menor, de 0,17%. Quadros lembra que a elevação do preço do petróleo nas últimas semanas pode levar a um reajuste dos combustível no ano que vem.




     

  • Varejo de SP cresce 3,2% em setembro, pelo 18º mês seguido

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-8


    O faturamento do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo teve alta de 3,2% em setembro, no 18º mês consecutivo de crescimento, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). 


    Segundo a federação, esse crescimento foi puxado pelo segmento de material de construção. As lojas registraram vendas com crescimento de 19,7%.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-8


    O faturamento do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo teve alta de 3,2% em setembro, no 18º mês consecutivo de crescimento, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). 


    Segundo a federação, esse crescimento foi puxado pelo segmento de material de construção. As lojas registraram vendas com crescimento de 19,7%. Na ponta oposta, o pior desempenho foi verificado entre as lojas de autopeças e acessórios, que tiveram queda de 18% no faturamento. 


    No acumulado deste ano, a pesquisa da Fecomercio destaca crescimento de 4% nas vendas acumuladas em dez meses. A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista é feita mensalmente, com 1.800 estabelecimentos comerciais na região metropolitana de São Paulo. 


    A Fecomercio destaca que a expansão da oferta de crédito e a estabilidade econômica estão entre os fatores que contribuíram para o aquecimento do comércio. Mas ressalta também que a interrupção da queda da Selic pode trazer incertezas quanto ao futuro da economia. 




     

  • Produção e emprego atingem nível mais alto em 3 anos

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: A-3


    A produção e o emprego atingiram seu nível mais elevado nos últimos três anos, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), referente ao terceiro trimestre de 2007. Numa escala de 0 a 100, a produção atingiu 58,2 pontos, um crescimento de 4,3 pontos em comparação com igual período de 2006. O emprego atingiu 53,8 pontos, uma elevação de 3 pontos na mesma comparação.


    No futuro próximo, porém, os sinais preocupam a CNI.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: A-3


    A produção e o emprego atingiram seu nível mais elevado nos últimos três anos, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), referente ao terceiro trimestre de 2007. Numa escala de 0 a 100, a produção atingiu 58,2 pontos, um crescimento de 4,3 pontos em comparação com igual período de 2006. O emprego atingiu 53,8 pontos, uma elevação de 3 pontos na mesma comparação.


    No futuro próximo, porém, os sinais preocupam a CNI. A pesquisa mostra que os industriais contam com o mercado interno para continuar crescendo e estão pessimistas quanto às exportações. ‘É um sinal de alerta para a balança comercial’, disse o gerente executivo da Unidade de Política Econômica, Flávio Castelo Branco. ‘O foco passou a ser o mercado interno’, disse o economista Paulo Mol, também da CNI.


    O problema é que há dúvidas quanto à capacidade de o mercado interno manter o ritmo acelerado de crescimento, puxado neste ano principalmente pelo consumo via crediário. ‘O ano de 2008 vai começar embalado, mas a questão é se o ritmo persistirá’, observou Mol. ‘Vai depender da leitura que o Banco Central fará do aquecimento da demanda.’ Segundo o economista, a resposta da autoridade monetária foi interromper a redução da queda da taxa de juros, ainda que o responsável pelo aumento das taxas de consumo tenha sido a ‘política fiscal expansionista’ do governo. Ele avalia que a interrupção dos cortes nos juros, iniciada este mês, pode retrair o consumo em 2008.


    Um dos mais prejudicados pelo câmbio, o setor têxtil é um exemplo do que a pesquisa da CNI captou. As exportações estão estagnadas na casa dos US$ 2,2 bilhões ao ano desde 2005. Ainda assim, o setor deverá crescer 3% este ano.


    Essa expansão ocorreu graças ao mercado interno, segundo o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel. Ele concordou com a avaliação da CNI de que as exportações deixaram de ser prioridade para várias empresas. ‘O problema é que a reconquista do mercado externo é mais difícil do que a conquista.’ Ou seja, quando as condições macroeconômicas voltarem a favorecer as exportações, muitos encontrarão a porta fechada.


    Apesar do câmbio desfavorável, o setor têxtil não tem planos de deixar de exportar. As empresas apostam no design, na qualidade e na tecnologia para ganhar nichos no mercado externo. O diretor da Abit tampouco acredita que a balança comercial apresentará problemas já no ano que vem. ‘Os mais pessimistas acham que teremos superávit comercial de US$ 20 bilhões em 2008.’


    Os alertas sobre o futuro são, porém, ofuscados pelos resultados de 2007. Ao analisar o terceiro trimestre, a CNI constatou que a produção e o emprego estão em alta. Melhor ainda, o crescimento deixou de estar concentrado nas grandes empresas e passou a englobar as pequenas e médias. Outro dado positivo: apesar de aumentar a produção, as indústrias de grande porte não elevaram muito o índice de utilização da capacidade instalada, que chegou a 81%, ante 80% no terceiro trimestre de 2006. ‘O dado sugere investimentos’, disse Paulo Mol.


    A indústria tem motivos para otimismo também por causa do nível de estoques. A pesquisa mostra que eles se encontram em nível ligeiramente abaixo do considerado ideal pelos industriais, o que indica que as vendas seguem bem. ‘Não significa ausência de problemas’, disse Flávio Castelo Branco. ‘Setores como vestuário, mobiliário e madeira, os que concorrem com estrangeiros e principalmente os exportadores mostram desempenho diferente.’


     


     

  • Opção pelo Crescimento

    Coletânea de artigos, entrevistas e pronunciamentos do Presidente da CNC, que traduzem uma análise crítica e construtiva de alguns problemas de maior interesse nacional.

    Ano: 2007

    Coletânea de artigos, entrevistas e pronunciamentos do Presidente da CNC, que traduzem uma análise crítica e construtiva de alguns problemas de maior interesse nacional.

    Ano: 2007

  • Presidente Lula discursa em inauguração do SENAI em Salvador

    Meu caro companheiro Jaques Wagner, governador da Bahia,

    Meus companheiros ministros presentes a este evento,

    Ex-ministro Waldir Pires,

    Meu caro Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa da Bahia,

    Desembargador Benito Figueiredo, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia,

    Senadores João Durval e César Borges,

    Deputados estaduais,

    Companheiros deputados federais e deputadas.

    Meu caro companheiro Jaques Wagner, governador da Bahia,

    Meus companheiros ministros presentes a este evento,

    Ex-ministro Waldir Pires,

    Meu caro Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa da Bahia,

    Desembargador Benito Figueiredo, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia,

    Senadores João Durval e César Borges,

    Deputados estaduais,

    Companheiros deputados federais e deputadas. Eu não sei se estão todos aqui mas, companheira Alice Portugal, Antônia Magalhães, Colbert Martins, Daniel Almeida, João Bacelar, João Leão, José Carlos Araújo, José Rocha, Joseph Bandeira, Jusmari Oliveira, Lídice da Mata, Luiz Bassuma, Mario Negromonte, Nelson Pellegrino, Sérgio Carneiro, Uldurico Pinto, Zezéu Ribeiro. Não tem nenhuma votação importante lá no Congresso Nacional não?

    Meus companheiros prefeitos,

    Vereadores aqui presentes,

    Meu querido companheiro João Henrique, prefeito de Salvador,

    Meu caro amigo e companheiro Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional da Indústria,

    Meu caro general Paulo Komatsu, diretor de Obras de Cooperação do Exército,

    Meu caro Jorge Lins Freire, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia,

    Meu caro José Manuel de Aguiar Martins, diretor-geral do Senai Nacional,

    Meu caro Gustavo Leal Sales Filho, diretor do Senai da Bahia,

    Meu companheiro Pagot, do Dnit,

    Meus amigos, minhas amigas,

    Queridos alunos e alunos do Senai/Cimatec Bahia


    Primeiro, Armando, você já sabe disso, creio que o presidente da Federação das Indústrias da Bahia, creio que os responsáveis pelo Sesi e pelo Senai também, sabem a importância que eu dou à formação profissional. Não há nada mais sagrado para uma mãe ou um pai do que ver o seu filho se formar. Eu digo sempre que a um pai e a uma mãe o que menos interessa deixar para o filho é um conjunto de bens materiais. Todos nós já somos felizes quando podemos deixar para os nossos filhos uma formação profissional, se possível um diploma de doutor na universidade. Mas, muitas vezes, um curso profissional garante muito mais a um adolescente a oportunidade concreta de um posto de trabalho do que um curso universitário, dependendo no que o jovem se formou.

    E vocês viram a cara da menina que me deu aqui a placa. A cara dessa menina, o sorriso dela, a expectativa de vida que ela construiu em torno da possibilidade que ela está tendo de se formar aqui é algo que não tem preço, é algo que possivelmente ela será eternamente agradecida, como eu sou, no dia em que a minha mãe me pegou pelo braço, em 1960, e me levou numa caminhada de oito quilômetros para me inscrever no Senai. E eu digo em todo santo lugar que foi exatamente a oportunidade que eu tive de estudar no Senai que me abriu a cidadania para uma profissão, por conta disso, para um emprego melhor, por conta disso para outros passos até chegar à Presidência da República. Obviamente que o Senai não prepara para isso, o Senai apenas abriu a possibilidade de que eu tivesse acesso a outros lugares que me permitiram chegar aqui.

    Mas eu fico gratificado porque eu vivi, Armando, a grande crise do desemprego de 1965. Vocês são todos jovens e não lembram, mas em 1965 houve uma crise profunda de desemprego neste País. Eu fiquei um ano e dois meses desempregado, Armando. Eu era recém-formado do Senai e quando a gente é recém-formado, não tem a credibilidade que tem depois de sete, oito, nove ou 10 anos de profissão.

    Eu me lembro quanta gente desempregada e lembro a diferença em procurar emprego com uma carteira com profissão e uma carteira sem profissão. Todo mundo aqui, quem não procurou emprego ainda, vai saber o seguinte: quando a gente tem uma profissão e a gente chega numa empresa, mesmo que não tenha vaga, ela vai anotar o nome da gente, vai fazer uma ficha, porque na hora em que começar a crescer, certamente ela vai atrás de um profissional competente. Mas se você não tem profissão, é simplesmente um “não” que você recebe na cara.

    Passados tantos anos, desde que eu me formei no Senai, foi em 1963, já faz, portanto 43 anos que eu me formei no Senai, eu fico mais feliz ainda de perceber que a inovação tecnológica chegou na nossa cabeça, na cabeça do presidente da República, na cabeça do presidente da Confederação Nacional da Indústria, na cabeça dos nossos ministros, nas cabeças dos empresários, para compreender que o Senai do século XXI tem que ser realmente um Senai capaz de atender à revolução tecnológica que está acontecendo no mundo e preparar os nossos jovens para as indústrias cada vez mais modernas e mais atualizadas.

    Eu saio daqui com a sensação de que não há dinheiro que pague a esperança estampada na cara desses meninos e dessas meninas que eu tive a oportunidade de visitar. Portanto, meu caro Armando, todo o sistema Senai e o sistema Sesi, estejam certos de que contarão com o governo naquilo que estiver ao nosso alcance, para que a gente possa fazer mais escolas, formar melhores profissionais, porque é isso que vai fazer o Brasil se transformar numa grande nação no século XXI. Esse é o caminho e se nós perdemos, durante muito tempo, a chance de fazer o que estamos fazendo agora, nós agora temos que correr muito mais, eu diria muitas vezes, atrás do prejuízo, para que a gente possa atender a um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil, combinado com um novo ciclo de crescimento, que todos nós iremos trabalhar para que seja duradouro, eu diria, que dure duas, três décadas, para que a gente possa recuperar as duas décadas e meia perdidas que nós tivemos de 1980 até outro dia.

    Dito isso, eu queria dizer aos companheiros que nesses últimos 15 dias eu tenho tido motivo para acreditar ainda mais no nosso País. Primeiro, porque o meu ministro de Ciência e Tecnologia, junto do Conselho Nacional que discute Ciência e Tecnologia, me apresentou a proposta para o Brasil até 2010. Até 2010 serão investidos 41 bilhões de reais na área de Ciência e Tecnologia para que a gente dê um salto de qualidade de forma extraordinária e na construção de uma parceria com as empresas brasileiras, o que até então era difícil, porque houve um tempo em que os nossos cientistas não gostavam dessa combinação: ciência/empresas. Houve um tempo em que o nosso pessoal se contentava em produzir as suas teses acadêmicas para ficar na gaveta para estudo e não transformar aquilo num produto que pudesse gerar riqueza e conseqüentemente mais investimento. Graças a Deus há uma evolução e todos estão compreendendo que esse é o caminho que o Brasil tem que trilhar e, se não trilhar, nós jogaremos outra vez mais uma oportunidade de o Brasil se desenvolver.

    A outra informação importante, ainda no campo da educação, é que nós estamos fazendo votações em todos os conselhos universitários e estamos discutindo a elevação do número de alunos por professores de 12, que é hoje no Brasil, para 18 alunos por professor. Se nós concretizarmos isso, nós estaremos, nos próximos quatro anos, colocando 1 milhão e 28 mil de alunos a mais nas universidades públicas federais brasileiras, fazendo com que a gente possa combinar essa formação universitária com a nossa formação técnica profissional e recuperar o tempo perdido de décadas em que também não se investiu corretamente na educação.

    Meu caro Geraldo, eu queria dizer meu caro, já que você veio de Itabuna para Salvador, dizer o seguinte: quando nós em 2010 estivermos fazendo a última prestação de contas para este País, nós vamos estar entregando ao País, 10 universidades federais novas, vamos estar entregando ao País 214 escolas técnicas profissionais espalhadas por todo o território nacional e estaremos entregando ao País 48 novas extensões universitárias, levando as universidades para o interior do nosso País. Isso tudo somado aos números que a CNI mostrou aqui, somado ao Programa ProJovem, somado a todos os programas que nós estamos lançando para atendermos em 2010 até 4,5 milhões. Somados aos programas que muitas empresas estão fazendo porque sabem que elas também precisam formar a sua própria mão-de-obra, eu acho que nós poderemos, em pouco tempo, recuperar o atraso a que fomos submetidos.

    O Armando sabe que cada vez que eu vejo um gráfico, viu governador, cada vez que eu vejo um gráfico que diz que a capacidade instalada está se esgotando, eu começo a ficar preocupado, porque na hora em que a capacidade instalada está atingindo o seu nível mais superior, significa que urgentemente nós precisamos convencer as empresas brasileiras a fazerem mais investimentos, porque a etapa de uma empresa fazer um novo investimento é o seguinte: primeiro a economia começa a crescer, o empresário começa a vender um pouco mais. Nesse momento, o empresário ainda não tem coragem de construir um galpão a mais, porque ele não sabe se vai ser duradouro. Então, o primeiro passo dele é contratar umas horas-extras, duas horas a mais por dia ou quem sabe trabalhar um sábado até meio-dia. Aí, se aquilo vai se consolidando, a economia continua crescendo e o empresário está vendo a sua demanda crescer cada vez mais, o que ele vai fazer? Ele vai abrir um terceiro turno. Se isso se consolida, aí sim vem uma nova planta, um novo projeto, novas máquinas.

    Eu fui sexta-feira, junto com o Sérgio Rezende, à Petrobras, no Centro de Pesquisa da Petrobras, e está acontecendo uma coisa que está me deixando preocupado. É que os fornecedores da Petrobras estão demorando 470 dias para entregar as encomendas que antes entregavam em 270 dias. Por quê? Porque as empresas de petróleo estão crescendo muito no mundo, a demanda é muito grande, não há capacidade instalada para atender a demanda nem da Petrobrás e nem de outras empresas do mundo. E nós, Armando, vamos ter que construir muito discurso, o BNDES estará à disposição para a gente construir linhas de financiamento, porque agora chegou a hora dessas empresas voltarem a crescer.

    Eu vou dar um exemplo para vocês: nós temos algumas regiões do País em que está faltando cimento. Está faltando cimento, que é uma matéria-prima que desde 1980, até outro dia nós tínhamos várias empresas que tinham desativado fornos inteiros porque há 26 anos a indústria da construção civil não crescia neste País. Pois bem, agora está faltando cimento, agora está faltando vergalhão, agora já está faltando engenheiros em algumas regiões, já está faltando pedreiro, já está faltando gente para colocar azulejo. Ora, a gente poderia dizer que é uma falta boa, não é? É melhor do que quando está faltando vagas para essas pessoas trabalharem, mas é ruim porque se a gente não tomar a atitude seguinte, que é a de criar política de incentivo para que essas empresa possam voltar a produzir… até 2010 serão instaladas neste País mais 12 fábricas de produção de cimento, porque há muitos anos não se construía nenhuma.

    Este País só será construído se nós tivermos algumas coisas em mente. Primeiro, é preciso consolidar definitivamente a democracia no nosso País; segundo, é preciso que a gente continue baixando as taxas de juros; terceiro, é preciso que a gente tenha cada vez mais linhas de crédito para financiamento e que esse crédito esteja disponibilizado em menos tempo, porque muitas vezes a burocracia demora muito para que esse crédito saia, às vezes em um ano, às vezes em um ano e meio, às vezes em 4 meses, depende do tipo de empresa. Mas este País não pode esperar porque, por vacilação, nós já tivemos momentos extraordinários em que íamos crescer e de repente nós não crescemos, veio a crise e o País voltou atrás. Nós agora estamos seguros de que não tem como voltar atrás.

    Vocês estão lembrados de que até outro dia qualquer discursinho do presidente do Banco Central americano criava uma crise aqui. Agora, nem a crise deles abala mais a gente. Por quê? Porque a economia está sólida, e a economia estando sólida permite que a gente possa discutir os novos passos. Por exemplo, como recuperar a indústria cacaueira na Bahia, como fazer uma combinação para recuperar um setor extraordinário de uma região extraordinária deste estado que há muito tempo vem sobrevivendo às custas de muito antibiótico? Nós estamos construindo um programa para recuperar, numa combinação do setor cacaueiro, o setor seringueiro e o setor de palmeira africana – o nosso famoso dendê, para a gente pode inaugurar, em Candeias a fábrica de biodiesel que a Petrobras tem que construir aqui e tem que construir em outros estados do Nordeste. Essa política de desenvolvimento do Nordeste tem como objetivo recuperar o atraso a que o Nordeste foi submetido. Vamos ser francos, vocês que são baianos, Wagner – agora é que estou me lembrando que você é um baiano do Rio de Janeiro -, mas vamos ser francos, o último grande momento de investimento na Bahia foi na década de 70, com o Pólo Pretroquímico de Camaçari, o último grande momento.

    Outros estados do Nordeste passaram décadas sem que houvesse um pensamento de recuperar esta região e tornar o Brasil mais justo. O momento é esse. Por isso é que é preciso investir muito na educação aqui. Se vocês pegarem os indicadores da formação de doutores, Zezéu, você vai perceber que para cada 100 que a gente monta no Sudeste, monta-se um no Nordeste, monta-se um no Norte do País.

    Então, com esse desnivelamento de oportunidades, a gente não vai a lugar nenhum. Aqui não tem nada contra nenhuma região, pelo contrário, nós somos a favor de um Brasil mais equânime, mais justo, onde todos tenham oportunidade de ver este País crescer de forma uniforme.

    O que nós vamos fazer para a Bahia, nos próximos três anos, não é apenas porque o Wagner é meu amigo, é porque a Bahia necessita de uma ferrovia, é porque as ferrovias precisam ser recuperadas, senão o nosso discurso de desenvolvimento não tem credibilidade. Você anuncia o crescimento mas não anuncia a ferrovia, não anuncia a rodovia, então não vai para a frente.

    Eu queria dizer para vocês, meus companheiros, que o futuro deste País está nas nossas mãos, se a gente não tiver atitude mesquinha, se a gente não for pequeno e se a gente pensar, independentemente do partido a que as pessoas pertençam. Acho que tem hora para a gente ser do partido, quando a gente está disputando eleição, mas tem uma hora em que a gente tem que votar não é apenas porque o meu partido quer que vote, é votar porque aquilo é de interesse do País, quem perde ou quem ganha com aquilo. Se a gente pensar grande e se a gente não permitir que a pequenez política tome conta da nossa cabeça em momentos em que a gente acha que pode prejudicar A ou B, este País tem, neste começo do século XXI, a chance que ele teve quando Getúlio pensou em industrializar este País, tem a chance que teve o Juscelino quando pensou no Plano de Metas, tem a chance que teve no Plano Cruzado, tem a chance que teve no Plano Real. E que não tiveram seqüência por quê? Porque muitas vezes a pequenez política, o pensamento nas próximas eleições atrapalharam a continuidade de um programa duradouro para este País.

    Da minha parte, eu quero dizer ao governador da Bahia: Wagner, a Bahia não tem política de relação de favor com o governo federal, a Bahia tem direitos. E por ter direitos, eu acho que tanto os deputados, os senadores, quanto o governador precisam, diuturnamente, estar cobrando o governo federal, porque você sabe que a gente também fica à mercê das pressões lá. Se você não for muito lá, Pernambuco vai; se você não for muito lá, São Paulo vai; se você não for muito lá, Minas Gerais vai. Então, é preciso estar sempre na trilha, fazendo pressão, porque às vezes a gente sai de lá às 10h da noite com governador pedindo uma coisa, se chega um outro às 10h30 e pede, depende do pedido e do projeto.

    Pois bem, como nós temos disposição, e o PAC é a demonstração do jeito republicano de governar, ou seja, todos os governadores, independentemente do partido político, todos os prefeitos, independentemente do partido político, todos estão aquinhoados com uma fatia do dinheiro do PAC, porque nós pensamos, definitivamente, que esse é o momento do Brasil.

    Então, meus parabéns, Wagner, a tua última visita a Brasília valeu. Se chorar um pouquinho as coisas acontecem.

    Mas eu queria terminar parabenizando a CNI e esta escola aqui. Olhem, eu saio daqui acreditando que nós só não damos certo se formos muito incompetentes.

    Eu queria que a nossa menina ficasse de pé e viesse aqui para a gente ver a cara dela. Dá uma olhada nesse sorriso aqui. Se a gente imaginar o que nós colocamos de esperança e expectativa nessa “cachola” aqui, e se a gente imaginar a alegria com que ela está aqui, Armando, nós não temos o direito de não dar certo. Nós temos a obrigação moral e política de fazer do Brasil o grande país do século XXI.

    Parabéns, Armando. Parabéns, Jaques Wagner, e parabéns a todos vocês.


    Presidência da República, 29 de outubro de 2007.


     

  • TV digital revoluciona transmissões e mantém serviço analógico até 2016

    O início oficial das transmissões da TV digital no Brasil está marcado para o dia 2 de dezembro, mas a expansão será gradativa. Nesta data, a região metropolitana do estado de São Paulo começará a operar o sinal digital, comercialmente. Até dezembro de 2009, todas as capitais do país terão canais digitais e, até dezembro de 2013, a tecnologia chegará a todos os municípios. O cronograma foi estabelecido pelo decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006. A partir de julho de 2013, o Ministério das Comunicações somente outorgará a exploração do serviço em tecnologia digital.

    O início oficial das transmissões da TV digital no Brasil está marcado para o dia 2 de dezembro, mas a expansão será gradativa. Nesta data, a região metropolitana do estado de São Paulo começará a operar o sinal digital, comercialmente. Até dezembro de 2009, todas as capitais do país terão canais digitais e, até dezembro de 2013, a tecnologia chegará a todos os municípios. O cronograma foi estabelecido pelo decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006. A partir de julho de 2013, o Ministério das Comunicações somente outorgará a exploração do serviço em tecnologia digital. O sistema analógico será desativado em junho de 2016.


    Até lá, é possível continuar com o televisor atual, já que a transmissão analógica ocorrerá simultaneamente à digital. Portanto, as famílias brasileiras têm nove anos para trocar seus aparelhos, período em que eles funcionarão sem problemas, mesmo sem o conversor digital. E se o aparelho não for muito antigo (tiver entrada de áudio e vídeo), ele será capaz adaptar um conversor (set top box) para receber o sinal digital.


    Os conversores poderão ser comprados no comércio em geral e o governo trabalha para que o preço seja o mais baixo possível, principalmente porque ele continuará recebendo o sinal analógico.


    Resolução


    A nova tecnologia viabilizará a televisão de alta definição (HDTV), onde a resolução poderá ser de até 1.920 X 1.080 pixels (na tecnologia atual a resolução equivale a 400 X 400 pixels). Isto significa uma imagem igual à de cinema. Inicialmente, as emissoras poderão oferecer, dentre os inúmeros recursos interativos, informações complementares ao telespectador, como, por exemplo, a sinopse de um filme, mais dados sobre um determinado entrevistado, ouvir a trilha sonora de uma novela ou, até mesmo, escolher o idioma para assistir a determinado programa. Cada emissora está preparando o seu pacote.

    Ainda não é possível responder se a interatividade será gratuita, mas certamente haverá serviços sem ônus, mesmo porque a nova tecnologia tende a oferecer inúmeras opções e a se desenvolver continuamente. Por isso, os recursos os disponíveis serão renovados a todo instante. A concorrência, assim como acontece com a telefonia celular, garantirá muitas possibilidades para cada emissora, inclusive para aqueles serviços prestados gratuitamente.


    Dentre os serviços públicos que a tecnologia da TV digital pode proporcionar, o governo pretende oferecer, por meio da interatividade, programas de Educação a distância, Telemedicina e inclusão digital, além de outros mais simples que já são prestados na internet, como o envio da declaração do imposto de renda, por exemplo. No futuro, será inevitável que a ampliação dos serviços da TV Digital caminhe em direção à conexão da internet, telefonia, conferência e compra direta online no momento da propaganda.


    Presidência da República, 30 de outubro de 2007.


     

  • Campanha promove exportações de máquinas

    A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), ligada ao Ministério de Indústria e do Comércio, e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) irão investir R$ 17,2 milhões em dois anos na promoção internacional de bens de capital brasileiros. A 16ª edição Projeto Setorial Integrado (PSI) Máquinas e Equipamentos é o maior dos projetos já assinados até hoje, tanto em valores como em tempo de vigência.


    O objetivo é elevar as exportações de máquinas de US$ 123,5 milhões, em 2006, para US$ 142 milhões até junho de 2010.

    A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), ligada ao Ministério de Indústria e do Comércio, e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) irão investir R$ 17,2 milhões em dois anos na promoção internacional de bens de capital brasileiros. A 16ª edição Projeto Setorial Integrado (PSI) Máquinas e Equipamentos é o maior dos projetos já assinados até hoje, tanto em valores como em tempo de vigência.


    O objetivo é elevar as exportações de máquinas de US$ 123,5 milhões, em 2006, para US$ 142 milhões até junho de 2010. Outra meta é incluir, no mínimo, 42 novas empresas na lista de exportadoras participantes do Projeto. Atualmente, são 74.


    A tarefa será mostrar que o Brasil é uma opção de fornecimento confiável, com produtos de qualidade, por meio de reuniões entre importadores estrangeiros com fabricantes brasileiros. Serão investidos recursos também no aluguel e montagem de estande em 21 feiras no exterior.


    Além organizar missões empresariais internacionais, o acordo prevê a realização de oito Projetos Comprador, que consistem em trazer estrangeiros para conhecer fabricantes brasileiros. Serão convidados também jornalistas estrangeiros especializados no setor.


    Em paralelo às vendas, o fortalecimento da imagem do setor dá continuidade à campanha de marketing internacional da Abimaq, batizada de “We Know How” (Nós sabemos fazer).


    O programa não pretende se limitar a mercados conhecidos, mas exportar para regiões pouco tradicionais, como Ásia e África. Já estão programadas, por exemplo, no primeiro semestre de 2008, a participação de empresas de bens de capital no Projeto Vendedor, na China, e na Feira Nampo Show, na África do Sul.


    Presidência da República, 30 de outubro de 2007.




     

  • Debatedores querem integrar educação e prática ambiental

    Os participantes do Seminário de Boas Práticas Ambientais no Legislativo defenderam, na tarde desta segunda-feira, que as práticas ambientalmente sustentáveis sejam adotadas de forma integrada e permanente, acompanhadas de projetos de educação que sustentem novos hábitos de consumo e de comportamento.


    No caso da gestão de resíduos sólidos, o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Recicladoras de Papel (Abirp), Manoel Padreca, destacou que “não basta a separação do lixo, mas um conjunto de atividades – da coleta ao tratamento adequado”.


    Ele citou ainda a reci

    Os participantes do Seminário de Boas Práticas Ambientais no Legislativo defenderam, na tarde desta segunda-feira, que as práticas ambientalmente sustentáveis sejam adotadas de forma integrada e permanente, acompanhadas de projetos de educação que sustentem novos hábitos de consumo e de comportamento.


    No caso da gestão de resíduos sólidos, o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Recicladoras de Papel (Abirp), Manoel Padreca, destacou que “não basta a separação do lixo, mas um conjunto de atividades – da coleta ao tratamento adequado”.


    Ele citou ainda a reciclagem de papel como “medida emblemática” para evitar o desmatamento e reduzir o volume de lixo. “A cada resma de papel reutilizada, haverá menos árvores a serem cortadas para a produção de celulose e menos resíduos nos aterros”, explicou.


    O seminário – promovido conjuntamente pela Câmara (EcoCâmara), Senado Federal (Senado Verde) e Tribunal de Contas da União (TCU Ambiental) – tem o objetivo de discutir a adoção de programas de gestão ambiental nas instituições do Poder Legislativo. Os debates continuam nesta terça-feira, a partir das 9 horas, no auditório Nereu Ramos.


    Formação de consciência

    Genebaldo Freire Dias, professor de Educação Ambiental da Universidade Católica de Brasília, destacou o papel da educação na formação de hábitos ambientalmente sustentáveis. “Todas as práticas favoráveis ao meio ambiente exigem formação de consciência, o que só é possível pela educação ambiental”, frisou.


    O consultor legislativo da área ambiental do Senado Ivan Dutra Faria chamou atenção para a necessidade de democratizar a linguagem ambiental. Segundo ele, os técnicos, as instituições e até mesmo a mídia usam termos científicos sem a preocupação de traduzi-los de forma adequada à população. “O termo impacto ambiental é um exemplo de como a linguagem não é acessível. Ele aparece em todos os documentos, relatórios e noticiários, mas nem sempre as pessoas entendem de fato o que são impactos ambientais”, argumentou.


    Transportes

    O diretor-executivo da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Bruno Batista, falou sobre o programa “Despoluir” da CNT, que envolve indústrias, caminhoneiros, taxistas e trabalhadores do setor com o objetivo de reduzir a emissão de poluentes. Uma das metas do programa é aferir um milhão de veículos nos primeiros cinco anos, para evitar os fatores de risco que propiciam a emissão de gases, como motores desregulados.


    O setor de transportes, o segundo maior poluidor no Brasil, é responsável por 9% das emissões de gases de efeito estufa (GEE), concentrados sobretudo nos meios rodoviários. O primeiro lugar é ocupado pelas queimadas e desmatamentos, com 75% das emissões.


    Agência Senado, 29 de outubro de 2007.

  • Dornelles anuncia voto a favor de CPMF, mas defende mudanças na proposta

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) anunciou, em discurso no Plenário nesta segunda-feira (29), que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC 89/07) para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas anunciou ser “imprescindível” que haja modificações na forma como a contribuição é cobrada.


    Para continuar vigorando, Dornelles defende a redução da alíquota já em 2008 para 0,35%, para gradativamente acabar após 2011. Ele também defendeu a eliminação da “regressividade” da CPMF, que a faz incidir sobre os cidadãos de menor renda.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) anunciou, em discurso no Plenário nesta segunda-feira (29), que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC 89/07) para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas anunciou ser “imprescindível” que haja modificações na forma como a contribuição é cobrada.


    Para continuar vigorando, Dornelles defende a redução da alíquota já em 2008 para 0,35%, para gradativamente acabar após 2011. Ele também defendeu a eliminação da “regressividade” da CPMF, que a faz incidir sobre os cidadãos de menor renda. O senador sugeriu ainda que ela não seja cobrada de pessoas com somente tem uma conta bancária e renda inferior a R$ 1,2 ou R$ 1,6 mil.


    – Queremos acabar com essa incidência retrógrada e atrasada, que vem fazendo parte permanente, com nome de provisória, do sistema tributário do país – disse.


    O Orçamento da União tem receita de R$ 600 bilhões, e a CPMF representa entre 6% e 8% da arrecadação, por isso, a eliminação da contribuição traria problemas à administração financeira, com cortes em investimentos e nos programas sociais, explicou o senador, justificando seu voto. Mas ele ressaltou a necessidade de redução de outros impostos como o PIS-Pasep e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), para investimento no saneamento, e a contribuição patronal, custo adicional para a geração de empregos.


    Agência Senado, 29 de outubro de 2007.


     


     

  • Região que cresce mais tem inflação maior, diz BC

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-4




    Boletim regional do Banco Central, divulgado ontem, apontou sinais de aceleração mais forte da inflação em regiões em que o aquecimento da economia é maior. Apesar disso, o documento do BC informa que a alta de preços está “contida” no país.


    Segundo o boletim, esse avanço da inflação foi identificado sobretudo em Minas Gerais, Estado que tem apresentado crescimento econômico acima da média nacional, puxado pelo desempenho dos setores automobilístico e de mineração.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-4




    Boletim regional do Banco Central, divulgado ontem, apontou sinais de aceleração mais forte da inflação em regiões em que o aquecimento da economia é maior. Apesar disso, o documento do BC informa que a alta de preços está “contida” no país.


    Segundo o boletim, esse avanço da inflação foi identificado sobretudo em Minas Gerais, Estado que tem apresentado crescimento econômico acima da média nacional, puxado pelo desempenho dos setores automobilístico e de mineração. A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro a agosto em Belo Horizonte foi de 4,07% -no país, o índice para o ano é projetado em 3,9%.


    Na maioria das capitais do Nordeste, contudo, os preços tiveram aumentos menores do que a média nacional entre janeiro e agosto. Em Fortaleza (CE), a inflação foi de 2,48%.


    A melhora do desempenho econômico da região é liderada, de acordo com o boletim, pelo varejo, enquanto a indústria segue em ritmo inferior ao nacional. As vendas, impulsionadas pelo acesso ao crédito, melhoria da renda e programas sociais, aumentaram 11% em 12 meses, enquanto no país esse crescimento foi de 8,7%.


    Na atividade industrial, os resultados do Nordeste foram inferiores aos do resto do país, com crescimento de 2,8% de agosto de 2006 a julho de 2007. A média nacional foi de 5,1% de janeiro a julho deste ano.


    Minas Gerais


    Ao contrário do Nordeste, a indústria mineira cresceu 8,4% de janeiro a julho deste ano. Para Mário Mesquita, diretor de Política Econômica do BC, a estabilização da economia contribuiu para o desempenho. “Em um ambiente de estabilidade monetária, o crédito ficou mais acessível, e os investimentos, mais seguros.”


    Outro aspecto que contribuiu para o crescimento da economia mineira foram as exportações, diz o relatório. Somente em três itens (automobilístico, metalurgia básica e mineração) o valor exportado nos últimos 12 meses foi de US$ 9,3 bilhões, 21,6% mais do que no período anterior.


    Analistas reduzem a 3,86% previsão para Inflação no ano  


    A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano foi reduzida para 3,86%, contra a estimativa de 3,91% divulgada na semana passada. Para 2008, a previsão foi mantida em 4,10%. Os dados constam no boletim semanal Focus, divulgado pelo BC. Os analistas reduziram a R$ 1,80 a previsão do dólar para o final do ano -a estimativa anterior era de R$ 1,82.