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  • Emprego na indústria de SP tem 9ª alta seguida

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: A-4 


    O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo cresceu 0,75% em setembro, após expansão de 0,23% em agosto, a partir de dados sem ajuste sazonal. Essa foi a nona alta mensal seguida, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com a geração de 17 mil novos postos de trabalho no mês passado.


    Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, o aumento no emprego no mês passado foi de 0,56%.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: A-4 


    O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo cresceu 0,75% em setembro, após expansão de 0,23% em agosto, a partir de dados sem ajuste sazonal. Essa foi a nona alta mensal seguida, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), com a geração de 17 mil novos postos de trabalho no mês passado.


    Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, o aumento no emprego no mês passado foi de 0,56%. Com o resultado de setembro, a indústria paulista acumula nos nove primeiros meses do ano expansão de 8,41%, o equivalente à geração de 175 mil vagas. Nos últimos 12 meses, a alta é de 4,26%, o que corresponde a 93 mil vagas.


    Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa, 18 tiveram desempenho positivo em relação ao mês passado. Setembro foi um mês favorável para o ramo de máquinas para escritório e equipamentos de informática (6,03%), seguido pelo setor dos equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (2,20%).


     

  • CNC e Câmara dos Deputados realizam Seminário Internacional de Educação

    O Seminário Internacional sobre Educação Infantil – terceira etapa do ciclo de debates Educação no Século XXI: Modelos de Sucesso – será realizado na próxima segunda-feira, dia 15 de outubro, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O Seminário Internacional sobre Educação Infantil – terceira etapa do ciclo de debates Educação no Século XXI: Modelos de Sucesso – será realizado na próxima segunda-feira, dia 15 de outubro, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília.


    Organizado em parceria pela Confederação Nacional do Comércio/Sesc/Senac e pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o evento tem como objetivo analisar políticas internacionais de educação infantil e colher subsídios para formular políticas viáveis de atendimento ao ensino de crianças com idades entre zero e três anos – focando a redução das desigualdades sociais pela via da Educação.


    Participarão do seminário especialistas nacionais e internacionais, que abordarão temas como Alfabetização, Desenvolvimento Lingüístico e Cognitivo e Distúrbios de Aprendizagem.

  • Sesc de Roraima promove seminário sobre nutrição materno-infantil

    O Sesc de Roraima realizou hoje, dia 10 de outubro, no auditório da Fecomércio de Roraima, em Boa Vista, o I Seminário de Nutrição Materno-Infantil, que teve como objetivos discutir a importância da alimentação saudável e contribuir na diminuição da fome e na subnutrição das crianças.

    O Sesc de Roraima realizou hoje, dia 10 de outubro, no auditório da Fecomércio de Roraima, em Boa Vista, o I Seminário de Nutrição Materno-Infantil, que teve como objetivos discutir a importância da alimentação saudável e contribuir na diminuição da fome e na subnutrição das crianças.


    O evento é uma promoção do programa Mesa Brasil Sesc de Roraima, e faz parte das comemorações pelo Dia Mundial da Alimentação, comemorado na próxima terça-feira, dia 16 de outubro.


    Para a coordenadora do Mesa Brasil Sesc Roraima, nutricionista Thays Lira de Moraes, o seminário será um fórum importante de discussões sobre o problema da desnutrição que afeta todo o país, em especial o Estado de Roraima.

  • CAS encaminha ao Ministério da Saúde denúncia de falta de medicamentos

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu, nesta quarta-feira (10), encaminhar ao Ministério da Saúde a denúncia do Movimento pela Vida Brasil Mostra sua Cara a respeito da falta de atendimento a pacientes com doenças graves crônicas que necessitam de medicamentos que não constam das portarias do Ministério da Saúde.

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu, nesta quarta-feira (10), encaminhar ao Ministério da Saúde a denúncia do Movimento pela Vida Brasil Mostra sua Cara a respeito da falta de atendimento a pacientes com doenças graves crônicas que necessitam de medicamentos que não constam das portarias do Ministério da Saúde. A matéria ainda será examinada pelo Plenário.


    O movimento encaminhou a denúncia à Presidência do Senado em março deste ano para se posicionar contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu, em grau de recurso, tutela antecipada concedida para que o estado de Alagoas fornecesse medicamentos necessários ao tratamento de transplantados renais e pacientes renais crônicos em hemodiálise. Tal decisão tem sido utilizada como jurisprudência em outros estados brasileiros.


    O senador Flávio Arns (PT-PR) explicou que a lista de medicamentos emitida pelo Ministério da Saúde não é atualizada há cerca de cinco anos, portanto não inclui algumas doenças graves, bem como determina dosagens inferiores à necessidade dos pacientes. Segundo o senador, em decorrência da decisão do STF, as pessoas estão obtendo os remédios de que precisam por meio de medidas liminares na Justiça, o que, afirmou, causa muito transtorno aos doentes.


    – O direito à saúde é fundamental. A universalidade e a integralidade está previsto para todos – disse o senador.


    Arns informou que o Movimento pela Vida Brasil Mostra sua Cara é composto por associações de pessoas portadoras de doenças crônicas de vários estados brasileiros, que precisam de medicamentos de alto custo.


    Agência Senado, 10 de abril de 2007.

  • Entidades defendem direito de não-inclusão em listas de telemarketing

    A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizou audiência pública nesta quarta-feira (10) para discutir dois projetos que tramitam em conjunto e tratam da regulamentação das atividades de telemarketing (PLS 243/04 e 123/07). A necessidade de regulamentar o setor foi defendida pela unanimidade dos representantes de entidades públicas e privadas de defesa do consumidor.

    A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizou audiência pública nesta quarta-feira (10) para discutir dois projetos que tramitam em conjunto e tratam da regulamentação das atividades de telemarketing (PLS 243/04 e 123/07). A necessidade de regulamentar o setor foi defendida pela unanimidade dos representantes de entidades públicas e privadas de defesa do consumidor. Eles também apoiaram a possível criação de uma lista de usuários que não desejem ser contatados por serviços de telemarketing ativo (quando o usuário recebe a ligação).


    A coordenadora de assuntos jurídicos do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Maria Beatriz Corrêa Salles, defendeu reiteradamente a criação da lista de exclusão. A representante do Ministério da Justiça também acha que a atuação do serviço de telemarketing deve ser restrita ao horário comercial.


    – O consumidor terá o ônus de comunicar que não quer receber ligações de telemarketing para entrar na lista, mas as empresas terão que se esforçar para tornar o serviço mais atraente e útil, de forma que as pessoas não queiram ficar na lista. A importância desse cadastro é enorme para o consumidor e para o serviço de telemarketing – afirmou.


    Já o presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Telesserviços, Topázio Silveira Neto, apesar de concordar com a necessidade de haver regras, defendeu a auto-regulamentação do setor. Segundo Topázio Neto, o telemarketing ativo emprega cerca de 200 mil pessoas no Brasil e a criação de uma lista de usuários que não desejam ser contatados, na sua avaliação,pode trazer riscos à atividade.


    – Nossa posição é favorável à regulamentação que proteja o consumidor, mas somos contrários à lista restritiva. Criar uma legislação que restrinja esse mercado é perigoso, pode causar demissões no setor – acredita Topázio Neto.


    A audiência foi requerida pelo relator da matéria, senador Renato Casagrande (PSB-ES), que destacou a importância do debate para ajudar a equilibrar visões distintas e para auxiliar na elaboração de um substitutivo que deverá apresentar aos dois projetos – o PLS 243/04 é de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e o 123/07 foi apresentado pelo senador Expedito Júnior (PR-RO).


    – O cadastro (de exclusão) é polêmico. Caberá ao Congresso decidir se haverá ou não o cadastro ou se pensaremos em algo para substituí-lo – disse Casagrande.


    O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas José Valente, destacou que a função da Anatel é regulamentar o setor de telecomunicações e que não é atribuição da agência construir e gerenciar o cadastro de usuários que não desejem ser alvo de telemarketing ativo, conforme prevê um dos projetos.


    O gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Marcos Diegues, afirmou que o instituto apóia os dois projetos, mas defendeu a adoção da definição de telemarketing prevista no PLS 243/04, porque não restringe a atividade às ligações feitas para a casa do consumidor e inclui as realizadas para o trabalho.


    O senador Marcelo Crivella (PR-RJ) sugeriu a adoção de um número especial para empresas de telemarketing que permita aos usuários identificar esse tipo de chamada e poder optar por não atender. O senador também se preocupa com a dificuldade de coibir práticas abusivas de empresas informais.


    O senador Expedito Júnior, autor de um dos projeto, destacou que o setor é um dos que mais emprega no país e que oferece muitas oportunidades a jovens inexperientes. Disse considerar necessária a criação de um cadastro de exclusão de usuários, mas acredita que essa responsabilidade “deveria ser das empresas, portanto, sem custo para consumidor”. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) destacou que as chamadas para os números 0800, ou seja, feitas pelo consumidor, respondem por 80% dos empregos no setor e que apenas 20% dos postos de trabalho seriam afetados por eventuais restrições ao telemarketing ativo


    Agência Senado, 10 de outubro de 2007.

  • Substitutivo do senador Casagrande vai unir projetos que regulamentam setor de telemarketing

    Os dois projetos discutidos em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quarta-feira (10) tramitam em conjunto. O PLS 123/07 foi apresentado pelo senador Expedito Júnior (PR-RO). O outro, PLS 243/04, é de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). O relator da matéria, senador Renato Casagrande (PSB-ES), irá elaborar um substitutivo unindo partes das duas proposições.

    Os dois projetos discutidos em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quarta-feira (10) tramitam em conjunto. O PLS 123/07 foi apresentado pelo senador Expedito Júnior (PR-RO). O outro, PLS 243/04, é de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). O relator da matéria, senador Renato Casagrande (PSB-ES), irá elaborar um substitutivo unindo partes das duas proposições.

    O PLS 123/07 regulamenta “as chamadas telefônicas não-solicitadas para oferta de bens, serviços ou solicitar donativos”. De acordo com essa proposta, no início da chamada deve haver identificação completa da entidade ofertante e declaração precisa do objetivo da chamada. De acordo com o projeto, ainda, as empresas de telemarketing não podem impedir que o usuário veja o número de acesso e, após a identificação, deve ser perguntado à pessoa que recebe a ligação se ela tem interesse na chamada. Se não tiver, a ligação deve ser encerrada imediatamente. No caso de ligações gravadas, o usuário pode encerrar a comunicação a qualquer momento e a linha tem de ser liberada.

    O projeto determina ainda que as ligações de telemarketing só podem acontecer em dias úteis, entre 8h e 21h, e quando um usuário pedir para não ser incluído na lista de chamadas, essa determinação valerá por quatro anos. Na justificação do projeto, Expedito Júnior lembra que o telemarketing emprega 700 mil trabalhadores no Brasil, mas reconhece que há casos de desrespeito ao consumidor e, por isso, é preciso haver regulamentação no setor.

    O PLS 243/04, por sua vez, “proíbe abusos e fraudes nos serviços de telemarketing e implementa o Cadastro Nacional de Chamadas”. O cadastro – uma lista de quem não deseja ser alvo do telemarketing ativo – foi um dos temas que mais causou polêmica durante a audiência pública desta quarta-feira.

    O projeto de Roseana Sarney define o que é telemarketing e veda “a divulgação de informações falsas, imprecisas ou enganosas, fraudulentas ou ambíguas” por esse meio. Determina que as “ofertas têm que ser claras, precisas, com informações sobre preços, taxas, prazos”. As ligações, de acordo com esse projeto, só podem ser feitas entre 8h30 e 18h30, em dias úteis. O texto estabelece ainda que o vendedor precisa dizer o número telefônico e o número para reclamações da empresa e não pode bloquear identificação do número que chama, nem gravar a chamada sem autorização. O projeto de Roseana determina também que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será a responsável por implementar o Cadastro Nacional de Chamadas, para quem não quiser receber chamadas oferecendo bens e serviços.

    A senadora justificou a proposta lembrando que o Congresso dos Estados Unidos já implementou lei no sentido de coibir abusos e fraudes no telemarketing – um mercado que no Brasil movimenta em torno de US$ 20 bilhões, segundo a parlamentar. Mas, por ter verificado que há práticas abusivas no setor, a senadora preparou o projeto de lei.

    “Não desejo proibir nem dificultar o exercício da atividade de telemarketing. Anseio, ao contrário, criar um ambiente seguro e harmônico para seu desenvolvimento e garantir o direito constitucional da intimidade e da vida privada”, afirma na justificação da matéria.

    Agência Senado, 10 de outubro de 2007.

  • Câmara aprova a prorrogação da CPMF até 2011

    A Câmara aprovou na madrugada desta quarta-feira, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição que prorroga a CPMF e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2011. O texto não sofreu mudanças em relação ao aprovado no primeiro turno e precisará ser votado pelo Senado também em dois turnos.


    A PEC aprovada por 333 votos a 113 e 2 abstenções é a 50/07, do Poder Executivo, na forma do substitutivo da comissão especial.

    A Câmara aprovou na madrugada desta quarta-feira, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição que prorroga a CPMF e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2011. O texto não sofreu mudanças em relação ao aprovado no primeiro turno e precisará ser votado pelo Senado também em dois turnos.


    A PEC aprovada por 333 votos a 113 e 2 abstenções é a 50/07, do Poder Executivo, na forma do substitutivo da comissão especial. De autoria do deputado Antonio Palocci (PT-SP), a proposta mantém a CPMF com alíquota de 0,38% e a desvinculação de receitas no percentual de 20% sobre todos os tributos e contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico.


    A novidade do substitutivo é a permissão para a lei reduzir ou restabelecer a alíquota da contribuição, preservando-se, porém, os 0,2% destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS).


    Nove horas de debates

    Os deputados debateram e votaram a matéria em três sessões nesta terça-feira e na madrugada de quarta-feira. No total, foram nove horas de debates, com três votações nominais de requerimentos e sete votações de mérito com quorum constitucional.


    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, elogiou todos os deputados e os líderes partidários pelo esforço realizado para votar a PEC nos dois turnos em cerca de três semanas. “A Câmara se empenhou fundo em uma jornada de trabalho de rara intensidade. O balanço é positivo porque a Casa trabalhou e produziu um resultado. Cumprimento a todos por um trabalho que é nosso”, afirmou.


    Tramitação

    Apesar de o tema tramitar na Casa desde julho do ano passado, quando o deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) apresentou a PEC 558/06, somente em maio de 2007 o debate ganhou mais fôlego. Nesse mês, começou a tramitar conjuntamente a PEC 50/07, do Poder Executivo.


    A principal diferença entre as duas é que Mendes Ribeiro sugeria excluir da DRU a arrecadação da CPMF. Tanto no texto aprovado na comissão especial quanto na redação acolhida pelo Plenário, essa idéia não foi incorporada.


    Audiências

    Em quatro audiências públicas, a comissão especial ouviu os ministros da Fazenda, Guido Mantega; da Saúde, José Gomes Temporão; da Previdência Social, Luís Marinho; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.


    Foram ouvidos ainda o secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid; os economistas e ex-secretários da Receita Everardo Maciel e Ozíris Lopes Filho; o secretário de saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; e mais seis economistas.


    Perante a comissão especial, os deputados apresentaram 29 emendas e no Plenário 75 emendas aglutinativas. Estas últimas foram reduzidas a quatro passíveis de votação, e foram rejeitadas no voto.


    Agência Câmara, 10 de outubro de 2007.

  • Cartão deve ter recorde de receita no mês do Natal

    Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-3


    O mês do Natal responderá por R$ 20,7 bilhões do total de R$ 181,5 bilhões estimados para o faturamento da indústria de cartões de crédito em 2007. Será uma marca histórica para faturamentos mensais e deverá ser atingida com compras de valor médio de R$ 84, bem acima da média anual de R$ 76 até agora.

    Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-3


    O mês do Natal responderá por R$ 20,7 bilhões do total de R$ 181,5 bilhões estimados para o faturamento da indústria de cartões de crédito em 2007. Será uma marca histórica para faturamentos mensais e deverá ser atingida com compras de valor médio de R$ 84, bem acima da média anual de R$ 76 até agora. Segundo Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, do total de operações previstas para dezembro, 54% devem ser parceladas sem juros. 


    Conforme dados do setor divulgados ontem pelo Departamento de Marketing do Itaú Cartões, o uso cada vez mais freqüente de cartões de crédito em operações triviais e de menor valor, em substituição a outros meios de pagamento, continua sendo o fator determinante para que esse setor cresça a taxas de 20% ao mês. 


    Em outubro essa variação deve se repetir, e levar o faturamento da indústria de cartões a R$ 144,5 bilhões entre janeiro e outubro. Para 2008, a previsão é de que o setor atinja outros 20% de crescimento. Além de condições econômicas mais favoráveis para o consumo, a substituição de cheques e dinheiro por cartões é a principal variável para essa expansão. 


    O uso de plásticos neste mês deve gerar 211 milhões de transações, quase o mesmo número de operações registrado em dezembro de 2006 (213 milhões), período mais aquecido para o setor. São 90 milhões de cartões de crédito em circulação, total que deve ser elevado para 91 milhões até o final de dezembro. 


    Segundo Chacon, no acumulado deste ano o parcelamento sem juros já supera as operações pagas à vista. Apesar de se financiarem mais, os usuários de cartões não têm demonstrado dificuldades para honrar compromissos. De acordo com Chacon, o uso do crédito rotativo, que já correspondeu a mais da metade das operações de pagamento, está atualmente com uma fatia inferior a 40% do número de transações. 


    Mesmo sem dar números específicos do setor, Chacon lembra ainda que a inadimplência nessa indústria está em trajetória declinante. “Na época do Plano Real o consumidor havia perdido o controle do uso de crédito, mas hoje ele está mais consciente da necessidade de adaptação do pagamento mensal ao consumo”, avalia Chacon. 


    Vale destacar que nesse cenário de inadimplência declinante no mundo dos plásticos boa parte dos usuários é formada por população de baixa renda, que ganha menos de R$ 1.500,00 por mês. Esse perfil de consumidores detém atualmente 67% dos cartões em circulação e será responsável em outubro por quase metade do faturamento previsto de R$ 16 bilhões. 


    O aumento da renda e da oferta de emprego, bem como o alongamento dos prazos de financiamento, vêm permitindo maior participação dessa classe de consumo nas compras com cartão. “Em outubro, o faturamento dos cartões com essa faixa de renda cresceu 24%, enquanto na parcela de alta renda o crescimento foi de 18%”, diz Chacon. 


     


     


     


     


     

  • Governo revoga medida para aprovar CPMF

    Valor Econômico Editoria: Política  Página: A-10


    O governo revogou ontem medida provisória editada para favorecer os trabalhadores rurais autônomos e abriu caminho para a aprovação, pelo plenário da Câmara, da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação dos Recursos da União (DRU). 


    Na noite de ontem, os deputados analisavam, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a CPMF e a DRU até dezembro de 2011.

    Valor Econômico Editoria: Política  Página: A-10


    O governo revogou ontem medida provisória editada para favorecer os trabalhadores rurais autônomos e abriu caminho para a aprovação, pelo plenário da Câmara, da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação dos Recursos da União (DRU). 


    Na noite de ontem, os deputados analisavam, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a CPMF e a DRU até dezembro de 2011. A medida é a maior prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo semestre. 


    O imposto renderá ao governo R$ 38 bilhões em 2008 e o Palácio do Planalto se rendeu a diversas exigências dos partidos da base aliada para conseguir prorrogá-lo na Câmara. Até o fechamento desta edição, os deputados ainda debatiam a PEC. A expectativa era de aprovação do texto por volta das 3h de hoje. “Vamos varar a madrugada. Hoje, o céu é o limite. Só saímos daqui com a CPMF aprovada”, disse o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO). 


    Para conseguir votar a CPMF, o governo precisou, como havia feito no primeiro turno, revogar medida provisória que trancava a pauta. O texto da MP prorrogava, até julho de 2008, o prazo para o trabalhador rural autônomo, enquadrado como segurado contribuinte individual, requerer sua aposentadoria por idade no valor do salário mínimo. A Lei 8213, de 1991, garantia o benefício por 15 anos a partir de julho de 1991. 


    Em reunião com os líderes da base aliada, o governo prometeu incluir o conteúdo da MP em projeto de lei sobre o tema que tramita na Câmara e conta com urgências constitucional requerida pelo Planalto. 


    “Acho que conseguimos votar o projeto em duas ou três semanas. Não haverá prejuízo aos trabalhadores”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS). No Planalto, o ministro da Articulação Política, Walfrido dos Mares Guia, se reuniu com a Contag e com o ministro da Previdência, Luiz Marinho, para garantir a prioridade ao projeto. Houve o compromisso de que seja analisado até dezembro, prazo final para o texto ser aprovado. 


    Foi a quarta medida provisória retirada pelo governo durante a tramitação da CPMF e da DRU. No primeiro turno de votação, três MPs foram revogadas. “Vamos ao Supremo Tribunal Federal contra as revogações. O governo manda a MP dizendo que é urgente e relevante. Quando tem de votar a CPMF, revoga algo que era urgente e relevante. É um incoerência total”, disse o líder do DEM, deputado Onix Lorenzoni (RS). 


    Antes de revogar a MP dos trabalhadores rurais, o governo aprovou a medida provisória de criação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Os líderes do governo na Câmara foram obrigados a retirar três bolsas incluídas no texto da MP para conseguir aprová-la. A própria base aliada resistia ao texto original. 


    A mudança irritou o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS). Ao saber do desconforto do petista, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), justificou. “O ministro não está aqui. Não ouviu o que eu ouvi”, disse o petebista, em referência às reclamações de deputados e líderes da base sobre o projeto. 


    Além de prometer incluir o conteúdo da MP dos trabalhadores rurais em projeto de lei, o governo precisou também negociar com os líderes a aprovação do projeto de lei de regulamentação das centrais. Para garantir o apoio do PDT e de deputados de outras legendas, os líderes se comprometeram a incluir na pauta o texto das centrais assim que a CPMF for aprovada. “Foi um compromisso dos líderes”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. 


    Nas últimas semanas, o Planalto elevou amplamente o volume de liberação de emendas dos deputados ao Orçamento e fez nomeações pedidas pelos partidos. 


    Além disso, vários cargos exigidos pelos partidos da base foram concedidos. O PMDB, por exemplo, levou a presidência de Furnas e uma diretoria da Petrobras. O PP pediu e parece ter garantido a secretaria nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades. O PR reivindicou diversas delegacias dos Dnits nos Estados. 


    O mais calmo dos partidos era o PTB, que tem o líder do governo e o ministro da Articulação Política. “A promessa é de que o partido será contemplado depois”, explica um influente integrante da bancada. Ao ser questionado sobre os intensos pedidos da base aliada, José Múcio usou o bom humor: “É igual pronto socorro de hospital. Quando você acha que acabou, aparece mais”. Depois de aprovada pela Câmara, a PEC da CPMF e da DRU seguem para o Senado. 

     


     

  • Cesta básica é a mais cara desde 94

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    O preço médio da cesta básica teve um aumento de 1,68% em setembro e saltou de R$ 234,21 no último dia de agosto para R$ 238,14 no final do mês passado.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    O preço médio da cesta básica teve um aumento de 1,68% em setembro e saltou de R$ 234,21 no último dia de agosto para R$ 238,14 no final do mês passado. Composta por 31 produtos de primeira necessidade, a cesta é calculada com base na tomada de preços que o Procon de São Paulo, em parceria com o Departamento Intersindical de estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese), realiza diariamente na capital.


     Veja a íntegra da pesquisa


    O valor da cesta básica em setembro foi o maior, em termos nominais, á registrado em São Paulo desde o início do Plano Real, em julho de 1994.


    No ano, a cesta acumula uma alta de 10,61% e nos últimos 12 meses, de 17,06%. Isso significa dizer que em setembro, só como base de comparação, o trabalhador que hipoteticamente ganhou um salário mínimo de R$ 380,00, deixou 62,66% de seu rendimento bruto no supermercado para levar uma cesta básica para casa. Nesse caso, o consumidor ficou com apenas R$ 141,86 para gastar com outras despesas.


    Do salário mínimo bruto, são deduzidos 7,65%, correspondentes à contribuição para o INSS, que em valor chega a R$ 29,07. Descontado esse valor, o mínimo líquido do trabalhador fica em R$ 350,93. Considerando este valor e o pago pela cesta básica, o que sobra para as demais despesas são R$ 112,79.


    Dos 31 produtos que compõem a cesta básica do Procon-Dieese, 18 tiveram seus preços aumentados em setembro, 11 foram reduzidos e 2 fecharam estáveis no período. A abertura da cesta por grupos mostra que a maior alta foi a de 1,70%, registrada pelo grupo Alimentação. Os maiores reajustes foram verificados na salsicha avulsa (10,44%), cebola (7,08%) e leite em pó integral (4,72%).


    O grupo composto pelos produtos de limpeza registrou alta de 1,65%. A maior ocorreu no preço do sabão em barra (5,56%).


    O grupo de Higiene Pessoal subiu 1,55%, puxado pelo aumento de 4,79% no preço do papel higiênico.


    Custo de Vida


    O Dieese também divulgou ontem o Índice do Custo de Vida (ICV) de setembro, que apontou um aumento de 0,30% para os moradores da capital paulista. Se comparado com agosto, quando os preços subiram 0,40%, tornou-se ligeiramente mais acessível morar na cidade de São Paulo.


    A inflação foi maior em setembro para as famílias com menor poder aquisitivo, segundo a abertura por estrato de renda do ICV-Dieese. Enquanto o índice geral subiu 0,30% no mês passado, para as famílias com renda mensal de R$ 377,49, o custo de vida fechou em 0,49%. Para as famílias do estrato intermediário, com renda de R$ 934,17, a inflação fechou em 0,35%.


    O menor índice, de 0,24%, foi registrado para as famílias com renda média mensal de R$ 2.792,90.


    A explicação para a maior taxa de inflação para os mais pobres, segundo a coordenadora do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto, está no aumento dos preços dos grãos como arroz (5,90%) e do feijão (6,16%). É que a alimentação acaba consumindo um porcentual maior da renda das famílias mais pobres.