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  • Juro real vai continuar em queda, diz Meirelles

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-6 


    A taxa de juros real (taxa Selic menos inflação) continuará em queda no País, garantiu ontem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ele citou a perspectiva de recuo como um dos principais ‘dividendos da estabilidade’.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-6 


    A taxa de juros real (taxa Selic menos inflação) continuará em queda no País, garantiu ontem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ele citou a perspectiva de recuo como um dos principais ‘dividendos da estabilidade’. No entanto, reclamou que os empresários não têm apresentado projetos para o Brasil.


    Em palestra em seminário no Rio, Meirelles afirmou que a convergência entre a expectativa de inflação para 12 meses e a taxa efetivamente medida levará à continuidade da queda da taxa de juros real. Esse foi um dos exemplos citados por ele para alegar que o País está mais preparado para as turbulências internacionais.


    ‘O risco não passou. Existe ainda certa preocupação, especialmente de recessão nos Estados Unidos. Mas os riscos estão diminuindo. Agora são menores.’ Nesse cenário, segundo ele, o Brasil ‘é um País que tem maior resistência a turbulências nos mercados internacionais’.


    Meirelles confirmou que o Banco Central espera uma expansão de 4,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2007. Segundo ele, o crescimento da economia brasileira está sendo impulsionado pela demanda doméstica, em conseqüência do aumento da renda, do emprego e do crédito.


    Ele também citou, como dividendos da estabilidade, o desempenho das exportações, o saldo em conta corrente e o investimento estrangeiro direto. ‘Sempre se discutia muito os custos da estabilidade, e agora os seus benefícios ficam cada vez mais claros.’


    Benefícios que, segundo ele, não estão sendo aproveitados pelos empresários. Para Meirelles, o grande desafio do Brasil, hoje, não é mais a carência de recursos, como foi nas últimas décadas, mas sim a falta de projetos na iniciativa privada. Ele contou que foi procurado por um fundo de pensão estrangeiro que disse estar interessado em investimentos de longo prazo no País, mas não tinha encontrado projetos.


    Na opinião do presidente do BC, as empresas brasileiras ainda não estão totalmente preparadas para esse novo cenário de crescimento. ‘Só agora estamos nos organizando como País, como empresas, inclusive as pequenas e médias, para desenhar projetos viáveis que possam gerar um crescimento maior e mais sustentável.’


    Elogios


    Economistas que participaram do seminário, promovido pela Câmara Americana de Comércio, elogiaram o atual momento da economia brasileira. O chefe do departamento de economia do Bradesco, Octavio de Barros, mostrou confiança na obtenção do status de ‘investment grade’ (grau de investimento) no curto prazo. Fabio Giambiagi, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), citou como ‘elementos favoráveis’, na atual conjuntura, a ‘estabilidade política invejável’, as perspectivas concretas de investment grade; a previsão de um boom imobiliário e a consolidação da estabilidade de preços.


     


     


     

  • No ano, superávit já é 11% menor

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Ministro diz que dólar baixo não afeta as exportações, que devem bater recorde em 2007. A balança comercial brasileira acumulou saldo positivo de US$ 483 milhões na primeira semana de outubro. O resultado ficou abaixo do obtido na semana anterior, quando somou US$ 1,4 bilhão. O montante apurado totalizou US$ 3,34 bilhões em exportações (média diária de US$ 668,6 milhões) e US$ 2,86 em importações (média de US$ 572 milhões por dia).

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Ministro diz que dólar baixo não afeta as exportações, que devem bater recorde em 2007. A balança comercial brasileira acumulou saldo positivo de US$ 483 milhões na primeira semana de outubro. O resultado ficou abaixo do obtido na semana anterior, quando somou US$ 1,4 bilhão. O montante apurado totalizou US$ 3,34 bilhões em exportações (média diária de US$ 668,6 milhões) e US$ 2,86 em importações (média de US$ 572 milhões por dia). Em 2007, a balança acumula um superávit de US$ 31,43 bilhões, o que representa uma queda de 11,1% em relação a igual período do ano passado (US$ 35,34 bilhões).


    “Exportações firmes”


    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, rechaçou ontem, em São Paulo, a possibilidade de o câmbio valorizado afetar o desempenho das exportações nacionais no próximo ano. “As exportações estão firmes. Não se prevê nenhuma dificuldade adicional. Em 2008, elas devem repetir o mesmo desempenho de crescimento deste ano”, disse ele, que espera vendas externas de US$ 150 bilhões ao final deste ano, acima, portanto, do ano passado, quando fecharam em US$ 137,8 bilhões.


    Já para o saldo a estimativa é menor, em torno de US$ 40 bilhões – no ano passado foram US$ 46 bilhões. Analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimam que a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 42 bilhões.


    O ministro afirmou também não acreditar nas projeções que apontam o dólar nos próximos meses abaixo de US$ 1,80.


    “Estou ouvindo isso há mais ou menos um ano. Vou esperar para ver o que acontece realmente na vida real. Os analistas têm errado muito”, argumentou o ministro depois de participar do almoço de abertura do Ciclo de Conferências 2007-2008, na Câmara de Comércio Brasil-Líbano.


    Para ele, a manutenção do dólar em torno de US$ 1,80 favorecerá a indústria ao impulsionar as importações de máquinas e equipamentos. “Estamos importando para as indústrias se modernizarem, aumentarem a produtividade, a eficiência e a qualidade. Estamos preparando as indústrias para um salto de qualidade e de produção.”


    Países árabes


    Durante o evento, Miguel defendeu também uma maior aproximação comercial entre o Brasil e os países árabes, em especial o Líbano, que responde por 3% das exportações para a região e 0,3% das vendas totais. Segundo ele, cerca de 60% de tudo que é embarcado para os países árabes tem como destino a Arábia Saudita (20%), o Egito (19%) e os Emirados Árabes Unidos (18%). Em dez anos as exportações para a região passaram de US$ 1,7 bilhão para US$ 6,7 bilhões.


     

  • Preços de alimentos in natura aceleram a alta do IPC-S

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    Com a elevação mais intensa dos preços dos alimentos in natura, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) teve alta de 0,34% na primeira semana de outubro, ante 0,23% na última semana de setembro.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    Com a elevação mais intensa dos preços dos alimentos in natura, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) teve alta de 0,34% na primeira semana de outubro, ante 0,23% na última semana de setembro. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou ontem o índice, os alimentos in natura devem continuar pressionando o indicador, que tende a manter a alta na próxima apuração.


    O economista da FGV André Braz informou que, entre a última semana de setembro e a primeira de outubro, houve intensificação da inflação de frutas (de 4,72% para 8,57%) e queda mais fraca nos preços das hortaliças e legumes (de -3,24% para -1,55%).


    Segundo Braz, caso fossem retirados os alimentos in natura do cálculo do indicador, o IPC-S teria subido 0,20% na quadrissemana encerrada em 7 de outubro. “Se repetíssemos a taxa de 0,19% para o aumento de preços do grupo Alimentação (que subiu 0,58%), o IPC-S teria subido 0,24%. Essa classe de despesa (Alimentação) respondeu por quase 100% da aceleração do IPC-S”, disse.


    Entre as frutas, o destaque ficou por conta dos preços do mamão papaya, que aumentaram 33,1%, ante 19,01% na verificação anterior. O economista disse que houve um verdadeiro “choque de oferta” no setor de frutas na passagem do IPC-S de até 30 de setembro para o de até 7 de outubro. “Dos 27 subitens pesquisados (em frutas) 20 estão em aceleração”, disse Braz. Já no setor de hortaliças e legumes, a pressão não é tão generalizada: de 21 itens pesquisados no segmento, 10% estão com aceleração de preços no período.


    O IPC-S poderia ter subido mais, não fosse o comportamento benéfico dos laticínios, que continuam em queda (de -1,33% para -2,80%), favorecidos pela variação negativa dos preços de leite tipo longa vida (de -7,80% para -10,81%).


    Verão


    O setor varejista começa a reajustar preços para cima, de olho na proximidade do verão. A FGV já começa a detectar aumentos de preços no varejo em produtos relacionados a essa estação. De acordo com o economista da fundação, houve acelerações de preços em aparelhos de ar condicionado (de 0,71% para 1,28%); ventilador (de 2,35% para 2,41%), e refrigerador (de 0,42% para 0,58%).


    Braz explicou que, antes do verão, os comerciantes começam a elevar os preços de produtos mais procurados nessa estação para evitar reajustes na época em que o calor efetivamente começa. Isso faz com que os aumentos de preços tornem-se menos perceptíveis ao consumidor – que só vai procurar os itens quando o calor do verão realmente começar. “A demanda (por produtos relacionados ao verão) vai subir, e os varejistas estão se preparando para isso”, disse.


     

  • Comércio: vendas em alta

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-16


    Com a proximidade do Dia das Crianças, as vendas do comércio já começam a apresentar crescimento. No último fim de semana, a atividade econômica do comércio aumentou 5,2% em relação ao período de 6 a 8 de outubro do ano passado (fim de semana que antecedeu a comemoração em 2006), segundo o Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio.

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-16


    Com a proximidade do Dia das Crianças, as vendas do comércio já começam a apresentar crescimento. No último fim de semana, a atividade econômica do comércio aumentou 5,2% em relação ao período de 6 a 8 de outubro do ano passado (fim de semana que antecedeu a comemoração em 2006), segundo o Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio. Foi o segundo maior crescimento para uma data comemorativa em todo o país, só perdendo para a Páscoa.


    “Os resultados apresentados superaram ao dos anos anteriores, assim como superaram ao de outras datas comemorativas que ocorreram neste mesmo ano, como o dia das Mães. Isso significa que o público consumidor se encontra, atualmente, em melhores condições financeiras, estimulando assim, a atividade econômica em todo Brasil”, esclareceu o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida.


    Na semana que antecede o Dia das Crianças, período compreendido entre 1 a 7 de outubro, as vendas do comércio no país aumentaram 4,2% em comparação à igual período de 2006. De 2 a 8 de outubro de 2006, houve aumento de 2,2% nas vendas nacionais do varejo em relação a igual período de 2005. Em 2006, no fim de semana que antecedeu a data comemorativa, foi registrado um crescimento de 4,5%, comparado a igual período de 2005.


    Motivos


    Os técnicos da empresa acreditam que a elevação das vendas e faturamento em 2007 vem registrando resultado mais satisfatório do que em 2006, devido ao aumento da massa salarial e do emprego formal, com carteira assinada, além das facilidades de crédito e promoções no varejo. Os lojistas vêm realizando promoções para permitir que as entradas dos financiamentos coincidam com as próximas parcelas do 13º salário.


    “Acreditamos que as vendas continuarão a aumentar com o decorrer desta semana, já que muitos deixam para fazer as compras na última hora. Mesmo prejudicadas pelo feriado prolongado, as vendas realizadas neste período, são grande termômetro do varejo para o Natal”, analisou Carlos Henrique.


    O Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio baseia-se em amostras das consultas realizadas no Banco de Dados da Serasa. A empresa brasileira divulga pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios. A Serasa atende 4 milhões de consultas por dia, de todos os segmentos da economia, em todo o Brasil.


    Em todo Brasil, 49% dos empresários entrevistados pela Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial, esperam para o Dia das Crianças faturamento maior do que o registrado no ano passado, e 52% acreditam na evolução das vendas físicas no comércio.

  • Lula sai em defesa da CPMF e de carga tributária maior

    Folha de São Paulo Editoria: Brasil  Página: B-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Florianópolis, que os brasileiros estão ganhando mais e que por isso “é justo” que paguem mais impostos. Ele defendeu a incorporação da CPMF no rol de tributos do país por ser, segundo ele, “um imposto justo”.


    “Quando vocês conversarem com alguém que faça críticas à carga tributária, perguntem que imposto aumentou. Eu poderia perguntar aqui para vocês: Que imposto aumentou para o jornalista brasileiro, para quem vive de salário? Nenhum.

    Folha de São Paulo Editoria: Brasil  Página: B-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Florianópolis, que os brasileiros estão ganhando mais e que por isso “é justo” que paguem mais impostos. Ele defendeu a incorporação da CPMF no rol de tributos do país por ser, segundo ele, “um imposto justo”.


    “Quando vocês conversarem com alguém que faça críticas à carga tributária, perguntem que imposto aumentou. Eu poderia perguntar aqui para vocês: Que imposto aumentou para o jornalista brasileiro, para quem vive de salário? Nenhum. A verdade é que as pessoas estão pagando mais porque estão ganhando mais. É só ver o lucro dos bancos, ver o lucro das mil maiores empresas brasileiras, que vocês vão perceber que as pessoas estão ganhando mais e, portanto, têm que pagar mais.”


    Lula pregou carga tributária mais pesada após participar de evento de compromisso do Banco do Brasil em incorporar o Besc (Banco Estadual de Santa Catarina), que ainda depende de aprovação no Senado.


    Sobre pagar mais impostos, ele apenas fez a ressalva de que, da parte dos governos, é preciso arrecadar mais: “Tanto prefeitos, quanto governadores, quanto presidente da República, é preciso arrecadar o máximo possível, com a menor taxa de imposto possível”.


    A defesa de Lula da carga tributária casa com suas declarações e intenção de aumentar os gastos de custeio e de pessoal.


    Na segunda, Lula disse, no Rio, defendendo o aumento da máquina administrativa: “As pessoas passam para a sociedade uma idéia de que é possível fazer choque de gestão diminuindo o número de pessoas que trabalham, quando, na verdade, o choque de gestão será feito quando a gente contratar mais gente, mais qualificada, mais bem-remunerada, porque aí teremos também serviços de excelência prestados para a sociedade brasileira”.


    Ele rebateu os críticos de que a CPMF aumenta a carga tributária citando a nova Lei Geral das microempresas e outras medidas de desoneração. “Vocês se esquecem que nós acabamos de aprovar a Lei Geral da micro, pequena e média empresa, que vai criar um novo rito de impostos no setor. Isso vai representar desoneração de mais de R$ 5 bilhões na produção”, afirmou Lula.


    “O Brasil não pode ter medo de arrecadar mais. Porque o mal do Brasil é que durante muito tempo arrecadou menos. Então [CPMF], é justo para a política social justa que o Brasil precisa”, disse Lula.


    Ao afirmar que seu governo já faz revisão de impostos, o presidente reclamou que “as pessoas esquecem com muita facilidade das coisas” e apontou R$ 32 bilhões de desoneração feita em 2006. “Desoneramos, já, uma CPMF”, disse Lula, para relacionar também os números oficiais da redução da arrecadação com a entrada em vigor da Lei Geral das Micro Empresas.


    Seis impostos foram elevados na gestão Lula


    Pelo menos seis impostos e contribuições federais tiveram sua carga elevada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo os dois que incidem diretamente sobre os salários -o Imposto de Renda das pessoas físicas e a contribuição previdenciária.


    Os demais tributos elevados são do tipo indireto, ou seja, acabam embutidos nos preços dos bens e serviços. Tais tributos também afetam, nas palavras de Lula, “quem vive de salário” -e são mais onerosos para os pobres do que para os ricos.


    Nem sempre os aumentos de tributos são explicitados na forma de alíquotas mais altas. Uma instrução normativa da Receita Federal, por exemplo, pode estabelecer nova interpretação da lei e ampliar o alcance do imposto. Parte da escalada da arrecadação nos últimos anos se deve a medidas que passaram quase despercebidas.


    É o caso da elevação do teto para os benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que, com a reforma da Previdência do primeiro mandato, passou de de R$ 1.869 para R$ 2.400 em janeiro de 2004. Não se tratou apenas de uma vantagem aos aposentados do futuro: aos assalariados do presente, as contribuições previdenciárias passaram a incidir sobre valores mais altos. A mesma reforma criou a contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos, combatida pelo PT nos tempos de oposição.


    Já a maior tributação pelo IR das pessoas físicas se tornou notória desde o governo Fernando Henrique -quando o arrocho foi maior. Basta que o governo mantenha intocada a tabela de cálculo do imposto, ou aplique um índice de correção inferior à inflação, e uma parcela maior da renda do contribuinte vai para os cofres do Tesouro.


    O IR é progressivo, ou seja, quanto maior a renda, maior a alíquota do imposto. Com a tabela congelada, o que se manteve até 2004, qualquer aumento de salário ou de lucro, mesmo inferior à variação dos preços, significará uma carga tributária mais alta. As centrais sindicais impuseram correções da tabela a partir de 2005, mas não foi o suficiente para compensar a inflação acumulada.


    Juntos, IR e contribuição previdenciária tiveram sua arrecadação elevada de 10,28%, em 2002, para 11,21% do PIB (Produto Interno Bruto), quase a metade da carga federal e um terço da carga total, de 34,23% em 2006, recorde histórico. Obviamente, os ganhos não decorreram apenas dos aumentos promovidos por Lula. Mas também é enganosa a retórica oficial que atribui todos os resultados ao crescimento da renda e do emprego com carteira assinada.


    O aumento mais explícito de um tributo no período foi o da Cofins, uma das contribuições destinadas a financiar a área social. Atendendo a uma determinação legal herdada dos anos FHC, o governo alterou a sistemática de cobrança da Cofins e adotou uma alíquota que, em vez de manter a receita como prometido, elevou-a.


    Na única alteração palpável produzida pela fracassada reforma tributária de 2003, PIS e Cofins também passaram a incidir sobre produtos importados. A opção por elevar contribuições sociais, o que também incluiu a CSLL, não é por acaso: a receita delas não precisa ser compartilhada com Estados e municípios, ao contrário do que ocorre com os impostos.


     




     


     

  • A raiz da morosidade

    Jornal do Commercio  Editoria: Direito & Justiça  Página: B-6


    Identificar as razões que levam o Judiciário a ser moroso é o principal caminho a ser seguido na busca de soluções efetivas, avaliam membros desse poder. Nesse sentido, eles destacam uma série de fatores que tem contribuído para a demora processual.

    Jornal do Commercio  Editoria: Direito & Justiça  Página: B-6


    Identificar as razões que levam o Judiciário a ser moroso é o principal caminho a ser seguido na busca de soluções efetivas, avaliam membros desse poder. Nesse sentido, eles destacam uma série de fatores que tem contribuído para a demora processual. A maior acessibilidade às instâncias judiciais, proporcionada pela própria Constituição e legislações ordinárias e complementares editadas ao longo do tempo, é apontada como uma das raízes do problema justamente por ter sido proporcionada num momento em que a cortes não estavam estruturalmente preparadas para comportar a demanda. Assim como a política adotada pelas diversas esferas governamentais de litigar até o último grau de jurisdição, mesmo quando a matéria questionada é pacifica. No entanto, é unanimidade entre advogados e magistrados que a demora da Justiça tem origem na excessiva formalidade dos códigos processuais. Por esse motivo, eles exigem do Poder Legislativo maior empenho na análise dos projetos de leis que visam à diminuição da quantidade de recursos e à simplificação de procedimentos. Essa medida por si só, entretanto, não é suficiente, explicam. Na avaliação deles, também cabe ao Judiciário uma parte da responsabilidade de desenvolver iniciativas que tragam mais celeridade. O Jornal do Commercio ouviu cinco especialistas sobre esse tema. Entre as propostas apresentadas por eles estão a desburocratização das rotinas administrativas e a adoção de instrumentos alternativos para se resolver conflitos. Os depoimentos foram colhidos na solenidade em comemoração aos 180 anos do jornal, realizada na segunda-feira passada, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.


    Bernardo Cabral


    Ex-ministro da Justiça


    Quando estava no Senado fui relator da proposta de emenda constitucional que permitiu a reforma do Judiciário. A essa altura, eu já apontava que a lentidão não seria resolvida enquanto não fossem modificados os procedimentos processuais. Não é possível continuar a haver essa quantidade de recursos que inibem a celeridade dos julgamentos. Nesse particular, não se pode culpar o Judiciário, já que não lhe dão ferramentas necessárias para agilização”


     


     

  • Planalto amplia barreiras antidumping



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O governo vai aumentar, a partir do fim da próxima semana, a tributação sobre a importação de sete produtos que, segundo o Planalto, estão entrando no país com preços artificialmente baixos e prejudicando empresas nacionais. A medida tomada pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) confirma a mudança, antecipada pela Folha ontem, na política de defesa comercial do país.


    A China é o principal alvo da defesa comercial brasileira.



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O governo vai aumentar, a partir do fim da próxima semana, a tributação sobre a importação de sete produtos que, segundo o Planalto, estão entrando no país com preços artificialmente baixos e prejudicando empresas nacionais. A medida tomada pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) confirma a mudança, antecipada pela Folha ontem, na política de defesa comercial do país.


    A China é o principal alvo da defesa comercial brasileira. Das sete medidas que a Camex autorizou, quatro se referem a produtos de origem chinesa. A explicação, segundo o diretor do Departamento de Proteção Comercial, Fernando Furlan, é o crescimento agressivo da China no comércio mundial.


    Do total de medidas de proteção comercial, duas são de caráter provisório e valem por seis meses. O tecido índigo blue importado da Alemanha terá um acréscimo de US$ 382,59 por tonelada importada. As resinas de policarbonato, matéria-prima para a fabricação de faróis e lanternas automotivas, vindas dos Estados Unidos e da União Européia terão de pagar uma alíquota que variará de US$ 362,46 a tonelada a US$ 2.081,82 a tonelada.


    Se somadas às outras quatro medidas de proteção provisória concedidas em 2007, a decisão de ontem mostra que o uso do chamado “direito antidumping provisório” neste ano já superou o número dessas medidas concedidas pelo governo desde o início do Plano Real. Desde 1994, só houve aumentos provisórios na tributação de produtos importados em condições desleais de concorrência quatro vezes.


    Entre as medidas anunciadas ontem, há também a revisão na tributação de dois produtos que já eram sobretaxados pelo país -pneus de bicicleta e papelão usado em embalagens como caixas de sabão em pó e biscoitos- e a aplicação de direitos antidumping definitivos, que duram até cinco anos, a chapas pré-sensibilizadas de alumínio usadas na impressão offset, armações de óculos e pedivela (peça da bicicleta onde se encaixa o pedal). Essa última já era protegida por uma medida provisória.


    Rapidez


    “Há uma determinação explícita do ministro Miguel Jorge [Desenvolvimento] para que, havendo elementos que indiquem dano à indústria nacional, sejamos o mais rápidos possível na resposta”, explicou a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola.


    Para conceder um direito antidumping provisório, o governo leva pouco mais de dois meses. Já no caso do direito definitivo, a análise leva de oito meses a um ano.


    O dumping se caracteriza quando uma empresa exporta para o Brasil produtos a preço abaixo do que pratica em seu mercado de origem. Produtores brasileiros também podem apontar a existência de dumping quando o preço do produto importado for mais baixo do que o custo da matéria-prima ou da produção no Brasil.


    Os aumentos na tributação anunciados pela Camex não devem ter impacto sobre as importações totais do país, segundo análise do próprio governo. Lytha Spíndola explicou que esse tipo de medida é “fundamental” para a empresa que está sendo prejudicada pela concorrência desleal, já que os preços artificialmente baixos podem levar à “falência”, mas “na balança comercial não têm expressão maior”.


    Isso também tem feito com que o perfil das empresas que recorrem à proteção do governo para fugir da concorrência desleal venha mudando. De acordo com Furlan, as medidas antidumping eram normalmente requeridas por indústrias, e agora empresas que fabricam produtos acabados para consumo final têm apresentado mais pedidos.




     


     

  • Dia das Crianças movimenta consumidor de Alagoas, revela Fecomércio-AL

    Divulgada hoje pela Federação do Comércio de Alagoas, a sondagem realizada pela entidade junto aos consumidores da Região Metropolitana de Maceió revela que 86,32% deles pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças, a um gasto médio de aproximadamente R$ 154,64.


    Os produtos para compra mais citados em relação à data são brinquedos (55,73%), vestuário (21,19%), bicicletas (10,89%), calçados (9,14%), vídeo games (4,64%) e celulares (4,50%). Promoções, preço e variedade de produtos são os principais motivos que podem levar os consumidores a uma loja.

    Divulgada hoje pela Federação do Comércio de Alagoas, a sondagem realizada pela entidade junto aos consumidores da Região Metropolitana de Maceió revela que 86,32% deles pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças, a um gasto médio de aproximadamente R$ 154,64.


    Os produtos para compra mais citados em relação à data são brinquedos (55,73%), vestuário (21,19%), bicicletas (10,89%), calçados (9,14%), vídeo games (4,64%) e celulares (4,50%). Promoções, preço e variedade de produtos são os principais motivos que podem levar os consumidores a uma loja. As modalidades de pagamento preferidas são o cartão de crédito (66,33%), pagamento à vista (39,02%), carnês e boletos bancários (4,05%) e cheques pré-datados (1,59%).


    O centro de Maceió foi apontado como local preferido para as compras (53,90%), seguido dos shoppings centers (37,72%), supermercados/hipermercados (26,30%), lojas de departamento (13,58%), camelôs (8,67%), galerias comerciais (3,03%) e internet (1,45%). A coleta de dados da pesquisa foi realizada de 25 a 27 de setembro, em 39 dos 50 bairros existentes na cidade e nas áreas de grande fluxo, como shoppings centers, supermercados/hipermercados e lojas de departamento.

  • Fecomércio-MT: missões empresariais a Miami e à Bolívia

    Setembro foi um mês marcado pela troca de experiências em negócios para a Federação do Comércio do Mato Grosso.

    Setembro foi um mês marcado pela troca de experiências em negócios para a Federação do Comércio do Mato Grosso. A entidade, presidida pelo empresário Pedro Nadaf, promoveu duas missões empresariais no mês: para Miami, um dos maiores centros de comércio varejista do mundo, e  para a Bolívia, durante a ExpoCruz, maior evento multisetorial da América Latina, realizado na capital econômica do país, Santa Cruz de La Sierra.


    Miami


    Em sua 5ª edição, a missão técnica a Miami aconteceu de 15 a 23 de setembro, e foi composta por um grupo de 35 empresários de vários segmentos do varejo de Cuiabá e de cidades do interior do estado. A iniciativa faz parte do projeto Varejo que Dá Certo, promovida pela Fecomércio-MT com apoio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), além das parcerias com outras entidades.


    “Há 10 anos, criamos esta missão, que veio ocupando gradativamente um espaço dentro do mercado. No ano passado, consolidou-se como uma grande oportunidade de conhecer o que há de mais moderno no varejo, as formas de comercialização, as formas de exposição dos produtos para poder encantar o cliente e ocupar espaços dentro do mercado”, avalia Nadaf, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT.


    Bolívia


    De 25 a 30 de setembro, a Federação de Mato Grosso e o Sebrae promoveram a missão a Expocruz, na Bolívia, com o apoio de outras entidades governamentais e empresariais. “São gratificantes as oportunidades de ver outros mercados, ampliar rede de contatos, compartilhar de suas experiências e efetivar negócios, a curto, médio e longo prazos”, destacou Nadaf, sobre a missão, composta por 179 integrantes e liderada pelo vice-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa.


      


     

  • Faturamento das MPES sobe 11,4%

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-17


    Ofaturamento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do Estado do Rio de Janeiro cresceu 11,4% e a massa salarial de seus empregados foi elevada em 12%, entre julho de 2006 e julho de 2007. Os números constam de sondagem feita pelo Sebrae-RJ em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa aponta também tendência de continuidade de elevação dos indicadores de aquecimento econômico nesses segmentos de negócios. O sondagem foi feita com 145 mil empresas.

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-17


    Ofaturamento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do Estado do Rio de Janeiro cresceu 11,4% e a massa salarial de seus empregados foi elevada em 12%, entre julho de 2006 e julho de 2007. Os números constam de sondagem feita pelo Sebrae-RJ em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa aponta também tendência de continuidade de elevação dos indicadores de aquecimento econômico nesses segmentos de negócios. O sondagem foi feita com 145 mil empresas.


    As micro e pequenas empresas fluminenses movimentaram R$ 4,1 bilhões e ocuparam 1,9 milhão de trabalhadores, cuja remuneração injetou na economia um montante de R$ 991 milhões. Os segmentos também geraram 24,9 mil novos empregos naquele mês.


    “A boa notícia é que as micro e pequenas empresas estão crescendo e dinamizando a economia do Estado. Os números também demonstram um equilíbrio entre o crescimento da região metropolitana e do interior”, observou o diretor-superintendente do Sebrae-RJ, Sérgio Malta, que aponta o aumento do poder aquisitivo das camadas mais pobres da população como um dos fatores que têm contribuído para o dinamismo das MPEs fluminenses.


    O salário médio por empregado no interior do Estado passou de R$ 507,81, em julho do ano passado, para R$ 567,52, em julho deste ano, o que representou um crescimento de 7,3%. Em igual período, a elevação foi de 6,3% na região metropolitana, onde o vencimento médio dos empregados subiu de R$ 609,91 para R$ 674,77.


    Além do crescimento da massa salarial, Malta chamou a atenção para o faturamento do setor de serviços no Estado, que teve elevação de 15,6%, de julho de 2006 a julho de 2007, enquanto a indústria cresceu 11,9% e o comércio 7,4%. Os Jogos Pan-Americanos tiveram forte influência sobre os resultados, segundo o diretor-superintendente do Sebrae-RJ e do coordenador de Projetos da FGV, Sérgio Gustavo da Costa.


    Segundo Costa, em julho último, os indicadores já apontavam para um crescimento de 24,1% no faturamento dos restaurantes e estabelecimentos de bebidas, em relação a igual mês do ano passado, enquanto os hotéis faturaram 16,9% a mais no período.


    O gerente da Área de Estratégias e Diretrizes do Sebrae-RJ, Cezar Kirszenblatt, destacou a importância que as classes C,D e E estão começando a ocupar na economia fluminense. Segundo ele, recente levantamento com 412 empreendimentos indicou que 61% do total consideravam que esses novos nichos de consumidores tinham influência sobre os seus negócios.