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  • Fusões e aquisições crescem 27,9%

    As operações de fusões e aquisições cresceram 27,9%, para R$ 23,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para os setores de agronegócios, metalurgia e mineração, segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).


    Apesar do forte crescimento nos primeiros seis meses, a estimativa da Anbid para o ano gira em torno de R$ 70 bilhões, o que ficaria abaixo do montante do ano passado.

    As operações de fusões e aquisições cresceram 27,9%, para R$ 23,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para os setores de agronegócios, metalurgia e mineração, segundo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).


    Apesar do forte crescimento nos primeiros seis meses, a estimativa da Anbid para o ano gira em torno de R$ 70 bilhões, o que ficaria abaixo do montante do ano passado. “Eu diria que o ano de 2007 não deve ficar abaixo dos R$ 70 bilhões em termos de transações, podendo ter surpresas de algumas grandes transações que estão no mercado”, prevê Luiz Antônio França, coordenador da subcomissão de fusões e aquisições da Anbid.


    O crescimento do primeiro semestre foi puxado por aquisições de empresas brasileiras por estrangeiras, que subiram 190,6% frente ao igual período do ano passado, com operações como a aquisição de unidade da Votorantim Celulose pela International Paper, por R$ 2,7 bilhões e da Serasa pelo grupo Experian por R$ 2,2 bilhões.


    Em segundo lugar ficaram transações entre empresas brasileiras. Exemplo disso é a aquisição do controle do grupo Ipiranga por Braskem, Petrobras e Grupo Ultra, por R$ 2,5 bilhões.


    “O mercado está mais ativo”, observou França, citando fatores como queda do juro brasileiro, estabilidade da economia brasileira e forte liquidez internacional. O número de operações subiu de 34 para 45.


    O Citigroup foi a instituição mais atuante, ao prestar consultoria para operações que somaram R$ 9,9 bilhões, seguido por ING, que assessorou transações no total de R$ 5,4 bilhões.


    Somando-se as ofertas públicas de aquisição de ações (OPA) e reestruturações, as operações somaram R$ 35,5 bilhões no primeiro semestre, queda de 37,7% frente ao igual período de 2006, que contou com operações como Embraer e Tim Celular, no valor de R$ 12 bilhões cada uma.


    A Anbid reconhece que a crise global de crédito que afetou os mercados financeiros em julho e agosto teve repercussões no Brasil, mas avalia que a situação já está melhor.


    “As condições mudaram e obviamente quando um CEO (presidente-executivo) vai tomar uma decisão de aquisição elas vão influenciar. Mas o que a gente está vendo agora é que os mercados estão se recuperando”, disse França. “Eu não senti restrição ou aperto de recursos no mercado local com relação a debêntures ou endividamento no mercado brasileiro.”


    As ofertas de ações, no entanto, fonte importante de geração de recursos para o financiamento de fusões e aquisições, passaram por uma pausa e só agora começaram a ser retomadas.


    SEGUNDO SEMESTRE. Enquanto as operações de fusões e aquisições devem girar perto dos R$ 70 bilhões neste ano, em 2006 elas totalizaram R$ 89,7 bilhões. Considerando também as reestruturação e OPAs o montante somou R$ 131,8 bilhões.


    O ano passado foi marcado por operações grandes como a compra da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, por R$ 36 bilhões.

  • Fecomércio de Minas Gerais divulga o Índice de Pesquisas Econômicas de Belo Horizonte

    O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte, divulgado hoje pelo Departamento Econômico da Fecomércio Minas e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Adminstrativas e Contábeis de Minas Gerais, apresentou em setembro retração de 2,21% em relação ao mês de agosto. De janeiro até agora, o índice registra queda acumulada de 5,11%, e, nos últimos 12 meses, de 0,19%.


    Dos dois índices que compõem o ICC-BH, o Índice de Expectativa Econômica baixou 1,16% em relação ao mês anterior e o Índice de Expectativa Financeira caiu 2,67%.

    O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte, divulgado hoje pelo Departamento Econômico da Fecomércio Minas e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Adminstrativas e Contábeis de Minas Gerais, apresentou em setembro retração de 2,21% em relação ao mês de agosto. De janeiro até agora, o índice registra queda acumulada de 5,11%, e, nos últimos 12 meses, de 0,19%.


    Dos dois índices que compõem o ICC-BH, o Índice de Expectativa Econômica baixou 1,16% em relação ao mês anterior e o Índice de Expectativa Financeira caiu 2,67%. O bem de consumo mais desejado pelos entrevistados nos próximos três meses continua sendo o automóvel. A moradia, item que se mantinha em segundo lugar na preferência dos consumidores, caiu para a sétima posição. Dentre os 400 consumidores entrevistados, 63,25% pretendem adquirir algum produto/serviço nos próximos três meses. Os itens que lideraram a lista dos bens e serviços que os consumidores desejam adquirir são: Automóvel (14,50%), Computador (13,00%), Móveis (7,25%) e Câmera Digital (6,50%). A pesquisa revela, ainda, que 36,25% dos consumidores possuíam alguma conta em atraso, em setembro.


     

  • Sesc do Ceará inaugura complexo educacional em Fortaleza

    O Sesc do Ceará inaugura amanhã, dia 28 de setembro, em Fortaleza, a nova sede da Escola Educar Sesc. O Complexo Educacional contará com uma área de mais de 14 mil m² para abrigar atividades de educação infantil e fundamental, educação de jovens e adultos, pré-vestibular, idiomas e formação de educadores, além de áreas para esporte e lazer, biblioteca, ateliê de artes, espaço lúdico para formação de leitores, sala de ciências aberta à visitação pública e um auditório com 334 lugares.


    As atividades da Escola Educar Sesc não ficarão restritas às salas de aula.

    O Sesc do Ceará inaugura amanhã, dia 28 de setembro, em Fortaleza, a nova sede da Escola Educar Sesc. O Complexo Educacional contará com uma área de mais de 14 mil m² para abrigar atividades de educação infantil e fundamental, educação de jovens e adultos, pré-vestibular, idiomas e formação de educadores, além de áreas para esporte e lazer, biblioteca, ateliê de artes, espaço lúdico para formação de leitores, sala de ciências aberta à visitação pública e um auditório com 334 lugares.


    As atividades da Escola Educar Sesc não ficarão restritas às salas de aula. A instituição disponibilizará a seus alunos o acesso a outros serviços – principalmente na área de cultura, com visitas a teatro, cinema e galeria de arte, entre outros.


    Em virtude da construção da nova sede da Escola, o Sesc do Ceará elaborou o Projeto de Aproximação das Comunidades do Entorno, para desenvolver ações em parceria com os programas da instituição, com base na nova concepção de currículo escolar.


    Sesc do Ceará


    Atualmente, o Sesc Ceará possui 10 escolas funcionando em prédios próprios, 6 escolas conveniadas através da Rede Educar Sesc e 82 salas de aula em ação nas comunidades carentes. Além disto, a entidade comanda o SescLer, que atua na alfabetização de jovens e adultos e já conta com 5 centros educacionais próprios no interior do Ceará. O número de alunos atendidos pela entidade no estado passou de 2.239, no ano 2000, para 12.439, em 2006.

  • Manobra governista reduz emendas à CPMF

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-10


    Uma manobra regimental permitiu ao governo economizar uma semana na conturbada votação da proposta de emenda à Constituição que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação dos Recursos da União (DRU) até dezembro de 2011. Com o auxílio do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os governistas derrubaram 25 das 36 emendas e destaques apresentados pela oposição para alterar o texto base da PEC.

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-10


    Uma manobra regimental permitiu ao governo economizar uma semana na conturbada votação da proposta de emenda à Constituição que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação dos Recursos da União (DRU) até dezembro de 2011. Com o auxílio do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os governistas derrubaram 25 das 36 emendas e destaques apresentados pela oposição para alterar o texto base da PEC.


    Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, cada uma dessas 36 emendas e destaques deveriam ser votadas nominalmente pelos deputados. Com o movimento de DEM, PSDB, P-SOL e PPS para obstruir as votações e retardar ao máximo a aprovação da continuidade da CPMF e da DRU, a previsão era de que a votação desses dispositivos seguisse até a próxima semana. Como restaram apenas onze, a previsão, até a noite de ontem, era de que a votação poderia terminar na madrugada ou na manhã de hoje. 


    “Vamos atravessar a noite, a madrugada e quem sabe o dia de amanhã (quinta-feira), se for necessário”, dizia ontem o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE). Na noite de ontem, duas emendas da oposição já haviam sido rejeitadas. 


    A análise dos destaques e das emendas faz parte do primeiro turno da proposta. Encerrado esse processo, o plenário partirá para o segundo turno, quando o texto base volta a ser votado e novas emendas e destaques podem ser feitos. A previsão otimista é a de que a Câmara envie a PEC ao Senado na semana do dia 7 de outubro. 


    Só ontem o governo conseguiu iniciar os embates com a oposição em plenário. Na segunda e na terça-feiras, o trabalho todo foi com a base aliada. Irritados com a indicação de dois petistas para diretorias da Petrobras, os partidos governistas ensaiaram uma rebelião contra o governo.


    E o alvo seria a votação dos destaques e das emendas à PEC da CPMF. 


    A reação surgiu por que havia um acordo da base com o Planalto: as indicações para os cargos em estatais e no segundo e terceiro escalões do governo só sairiam depois da aprovação da CPMF. O avalista do acordo havia sido o ministro da Articulação Política, Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG). 


    O mineiro vive momento delicado depois que o Ministério Público passou a cogitar a inclusão de seu nome na denúncia a ser formulada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o chamado “mensalão mineiro”. O Ministério Público Federal investiga um possível esquema de caixa 2 em campanhas eleitorais de Minas Gerais abastecido pelo empresário Marcos Valério. 


    Ao perceber o enfraquecimento momentâneo de Walfrido, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, atropelou o acordo e indicou o ex-senador José Eduardo Dutra para a presidência da BR Distribuidora e Maria das Graças Foster para a diretoria de Gás e Energia. 


    O movimento de Dilma irritou profundamente a base aliada. O PMDB esteve no Planalto na terça-feira e reclamou. Saiu com a garantia de que ficará com a diretoria internacional da Petrobras. O tom dos pemedebistas foi de ameaça. “Se o PMDB tirar 30 votos, acaba a CPMF. Sem o PMDB, não tem CPMF”, dizia ontem o presidente da sigla e deputado federal Michel Temer (SP). O partido agora espera as indicações de diretorias na Eletrosul, Eletronorte e Eletrobrás. 


    Mas a irritação não foi apenas do PMDB. PP e PR também se revoltaram. “A ministra Dilma acha que manda em tudo. Mostramos que não é assim. É preciso ter respeito aos acordos com o Congresso. Esse movimento foi didático para o Planalto”, disse um cacique dos partidos aliados. 


    No PP, havia o receio de que Paulo Roberto Costa pudesse deixar a diretoria de Abastecimento da estatal. Walfrido e Dilma se movimentavam para indicar Alan Kardec Pinto, ligado ao PT, para a vaga. Costa seria remanejado para a diretoria de Exploração e Produção, opção descartada pela sigla. 


    O PP ainda reivindica nomeações prometidas para a presidência do BB Seguros, diretorias da Cobra Informática e da Chesf, além de uma secretaria do Ministério das Cidades. 


     


     


     


     


     

  • Comissões aprovam projeto das centrais

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-10 


    As comissões de Finanças e Tributação; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovaram ontem projeto de lei que reconhece as centrais sindicais. 


    O projeto prevê que as centrais sindicais terão a prerrogativa de participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripartite, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. 


    Os deputados optaram por substitutivo a 16 projetos que t

    Valor Econômico  Editoria: Política  Página: A-10 


    As comissões de Finanças e Tributação; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovaram ontem projeto de lei que reconhece as centrais sindicais. 


    O projeto prevê que as centrais sindicais terão a prerrogativa de participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripartite, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. 


    Os deputados optaram por substitutivo a 16 projetos que tramitavam. O projeto tramita em regime de urgência, como já havia sido analisada antes pela Comissão de Constituição e Justiça, será votada pelo plenário. A expectativa do governo é que a proposta seja aprovada pelo Congresso ainda neste ano, para que passe a vigorar em 2008. 


    A Comissão de Finanças fez uma estimativa de redução de receita do governo federal, que deixará de receber uma parcela de imposto sindical. Atualmente, 20% do valor arrecadado com o imposto sindical vai para a Conta Especial Emprego e Salário do Ministério do Trabalho. O projeto reduz esse percentual para 10% e repassa outros 10% para as centrais sindicais. Já a distribuição do restante da contribuição permanece com os índices atuais: 80% para os sindicatos, 15% para a federação e 5% para a confederação. 


    Na Comissão de Trabalho, o projeto foi aprovado com uma emenda que modifica os índices de sindicalização necessários à criação de central sindical. 


    Em setembro do ano passado, a Câmara havia rejeitado a medida provisória que legalizava as centrais sindicais.


     


     






     

  • Alteração de jornada fica sujeita a acordo coletivo

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-2 


    Uma portaria do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) estabeleceu novas condições à jornada de trabalho nos regimes de turnos ininterruptos de revezamento, sujeitando as empresas a multas em caso de descumprimento. De acordo com a Portaria n° 412, de 21 de setembro de 2007, as empresas que, devido à sua atividade, exerçam o sistema de revezamento, a partir de agora somente poderão alterar os horários de trabalho de seus funcionários por meio de convenção ou acordo coletivo.

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-2 


    Uma portaria do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) estabeleceu novas condições à jornada de trabalho nos regimes de turnos ininterruptos de revezamento, sujeitando as empresas a multas em caso de descumprimento. De acordo com a Portaria n° 412, de 21 de setembro de 2007, as empresas que, devido à sua atividade, exerçam o sistema de revezamento, a partir de agora somente poderão alterar os horários de trabalho de seus funcionários por meio de convenção ou acordo coletivo. A medida possibilita uma maior atuação dos sindicatos nas decisões das empresas. 


    A restrição atinge várias empresas que costumam realizar mudanças em suas jornadas de trabalho sem a intervenção sindical. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho, a portaria foi motivada por reclamações como as de representantes do setor de siderurgia, que alegaram que algumas empresas estavam alterando o regime ininterrupto para fixo, o que aumentava a jornada dos empregados de seis horas para oito horas, como prevê a legislação. “A Portaria nº 412 é o reconhecimento da importância das negociações de trabalho”, diz o advogado José Eduardo Duarte Saad, que trabalhou na fundamentação da nova regra junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 


    A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 7º, inciso XIV, que a jornada de trabalho ininterrupto de revezamento deve ser de seis horas e pode ser ampliada mediante negociação coletiva. Os acordos coletivos já são bastante utilizados em algumas atividades que exigem jornadas de revezamento, como a do setor elétrico. Segundo Antônio Carlos dos Reis, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, foi feito um acordo entre o sindicato e as empresas que determina o turno de revezamento de oito horas, mas com um sistema de folgas que permite a totalização de 30 horas semanais. “Além de nos fortalecer, a portaria é um ganho para trabalhadores de outros setores que não possuem acordos e trabalham mais do que o devido”, diz. 


    A edição da portaria gerou questionamentos a respeito do pagamento de horas extras. Como a Constituição não define se a ampliação da jornada por acordo é passível de remuneração extraordinária, muitas empresas passaram a alterar suas jornadas de revezamento para turnos fixos, temendo possíveis contestações judiciais que poderiam pleitear até cinco anos de horas extras retroativamente, conforme a regra de prescrição de ações trabalhistas. Para a advogada Cristina Buchignani, do escritório Emerenciano, Baggio e Advogados Associados, a redação da portaria é controversa, pois disciplina apenas o tempo da jornada de trabalho, mas não estabelece se o regime de trabalho – de jornadas ininterruptas ou turnos fixos – também será objeto da negociação. Mas, de acordo com a assessoria do Ministério do Trabalho, apesar de não estar discriminado na portaria, o regime de trabalho também não poderá ser alterado sem que haja a concordância dos sindicatos. 


    Segundo a advogada Eliane Ribeiro Gago, do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, a maior novidade da Portaria nº 412 é em relação à aplicação de multa caso a empresa modifique a jornada de trabalho sem ter feito um acordo prévio com o sindicato da categoria. “As empresas que vêm observando a legislação em vigor não sentirão seus efeitos”, diz. 


     


     


     

  • Dívida pública recua para o menor nível desde 1998

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    A alta da inflação deve colaborar para uma melhora na situação das contas públicas do Brasil.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    A alta da inflação deve colaborar para uma melhora na situação das contas públicas do Brasil. O aumento dos preços vai ajudar na redução da relação entre dívida pública e PIB (Produto Interno Bruto), um dos indicadores mais utilizados para avaliar a capacidade do país em continuar pagando em dia os seus compromissos.


    Nas contas do Banco Central, essa proporção deve encerrar o ano em 44,0% -ou seja, essa será a participação que a soma das dívidas de governo federal, Estados, municípios e estatais terá sobre o total de riquezas produzidas pelo país.


    Em dezembro de 2006, essa relação ficou em 44,9%, e a expectativa inicial do BC era que ela continuasse caindo até chegar a 44,5% ao final de 2007. Essa previsão foi modificada por causa do aumento, acima do esperado, da inflação: previa-se que a alta do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) no ano fosse de 4,2%, mas já se fala em 5,2%.


    O IGP-DI, que reflete o comportamento dos preços no varejo, no atacado e na construção civil, é usado pelo BC para corrigir os valores do PIB. Logo, quanto mais alta a inflação, maior é o PIB -e menor é a relação entre dívida e PIB.


    Ao anunciar a nova projeção, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, minimizou o impacto que a alta dos preços tem sobre o indicador. “O ponto importante é a dinâmica da dívida, que continua sendo de queda”, afirmou.


    No mês passado, a relação entre dívida e PIB estava em 43,1%, a mais baixa desde dezembro de 1998. Conseqüentemente, o resultado também é o menor já registrado desde a maxidesvalorização do real, em janeiro de 1999, quando a disparada do dólar provocou um forte aumento na dívida pública corrigida pelo câmbio.


    Curiosamente, a redução da dívida no mês passado ocorreu justamente por causa do câmbio.


    Atualmente, as reservas em moeda estrangeira do Brasil superam o valor dos compromissos em dólar assumidos pelo país. Por isso, sempre que o dólar sobe, a dívida cai. Em agosto, com a crise nos mercados internacionais, o dólar subiu 4,5%, e isso respondeu por uma redução de R$ 8,6 bilhões na dívida pública, que encerrou o mês em R$ 1,096 trilhão.


    Neste mês, como o dólar já voltou aos patamares de antes da crise, a previsão do BC é que a relação entre dívida e PIB volte para algo em torno de 44%.


    Para o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, a dívida pública tem apresentado um comportamento positivo nos últimos meses. “Mais importante que o nível em si (da relação entre dívida e PIB) é garantir que a tendência de médio e longo prazos continue sendo de queda”, disse.


    Segundo Salomon, essa garantia vem sendo dada pelo aperto fiscal conduzido pelo setor público, que entre janeiro e agosto já economizou R$ 87,7 bilhões -ou 5,31% do PIB- para pagar os juros que incidem sobre suas dívidas. O valor é maior que os 5,05% registrados no mesmo período de 2006.


    A maior preocupação, na avaliação do economista, está no aumento dos gastos do governo, que só não tem prejudicado o ajuste fiscal por causa do crescimento da arrecadação de impostos. “Não se vê o governo fazer desonerações fiscais importantes nem aplicar recursos em outra coisa que não seja em custeio da máquina, em vez de priorizar investimentos.”


     


     




     

  • Desemprego cai apenas 0,1 ponto em agosto

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas em que a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Funjdação Seade é realizada caiu para 15,6% em agosto ante 15,7% em julho. Na região metropolitana de São Paulo, a taxa não variou em relação a julho, permanecendo em 15%. Em Salvador, cresceu 1,4%.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas em que a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Funjdação Seade é realizada caiu para 15,6% em agosto ante 15,7% em julho. Na região metropolitana de São Paulo, a taxa não variou em relação a julho, permanecendo em 15%. Em Salvador, cresceu 1,4%. Em Recife, houve queda de 3,9%; em Porto Alegre, recuou 2,9%; em Belo Horizonte, 4,1%; e no Distrito Federal, houve alta de 2,3%.


    O desempenho positivo do nível ocupacional em agosto deveu-se, principalmente, ao crescimento da indústria, com 97 mil postos de trabalho sobre julho, seguido por construção civil (11 mil). O comércio eliminou 34 mil vagas, enquanto os serviços cortaram 8 mil ocupações nas regiões pesquisadas.


    Rendimentos


    Em julho, a massa de rendimentos reais dos ocupados caiu 0,4% ante junho, enquanto a massa de renda dos assalariados ficou inalterada na mesma base de comparação. Em relação a agosto de 2006, o nível de ocupação nas seis regiões cresceu 3,6%. Essa variação refletiu desempenho positivo em todas as regiões pesquisadas, com destaque para 7,3% em Salvador e 2,7% em São Paulo.


    Entre agosto de 2007 e agosto de 2006, os serviços criaram 255 mil postos, a indústria, 189 mil, o comércio, 106 mil e a construção civil, 25 mil vagas. A massa de rendimento dos ocupados cresceu 1,9% e a dos assalariados, 2,5% no mesmo período.


    A atividade de serviços prestados a empresas vem ganhando, em ritmo acelerado, participação no mercado de trabalho das seis regiões metropolitanas. O segmento passou de 13,3% em agosto de 2002 para 15,3% em agosto de 2007.


     


     


     

  • Cartão: parcelamento passa compras à vista

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O volume de compras parceladas no cartão de crédito passou o montante de transações realizadas à vista com o cartão pela primeira vez na história do mercado. A conclusão faz parte do estudo “Pagamentos parcelados: acesso ao crédito sem juros”, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada pela Itaucard. Segundo o levantamento, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as compras parceladas responderam por faturamento de R$ 64,9 bilhões, ou 50,5% do volume total.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O volume de compras parceladas no cartão de crédito passou o montante de transações realizadas à vista com o cartão pela primeira vez na história do mercado. A conclusão faz parte do estudo “Pagamentos parcelados: acesso ao crédito sem juros”, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada pela Itaucard. Segundo o levantamento, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as compras parceladas responderam por faturamento de R$ 64,9 bilhões, ou 50,5% do volume total.


    Desse número, o parcelamento sem juros responde pela maior parte, 49,1%, e o parcelamento com juros participa com apenas 1,4%. Até dezembro, a projeção é que as compras parceladas no cartão somem R$ 93,6 bilhões, um avanço de 23,4% em relação a 2006. As compras à vista também crescerão, devendo atingir R$ 87,9 bilhões. “Confirmada a estimativa, este será o primeiro ano na história do mercado de cartões que o parcelamento sem juros superará o pagamento à vista”, diz Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú.


    Do total de portadores de cartões de crédito no País, 65% utilizam o parcelamento nas compras. Para Chacon, essa mudança de comportamento decorre da forte disseminação do parcelamento entre clientes e lojistas e, especialmente, pelo fato do cartão ter se tornado um facilitador do acesso ao crédito, notadamente para as classes de renda mais baixa.


    De janeiro a este mês, 55% das compras realizadas pela baixa renda foram parceladas, com um tíquete médio de R$ 181. Na alta renda, que utiliza o parcelamento de pagamento em 42% das compras, o tíquete médio é de R$ 336. Segundo entrevistas realizadas com portadores de cartões, a maior parte prefere parcelar as compras em até três vezes. Já em relação ao valor para as compras parceladas, 29% dos entrevistados disseram que o parcelamento é mais utilizado para compras entre R$ 100 e R$ 200.


    No ano, até este mês, a participação do parcelamento no cartão em compras de eletrônicos, construção e móveis foi de 86%. No segmento de vestuário, lojas de departamento e calçados, o percentual também é expressivo e chega a 82%. As compras parceladas em drogarias, farmácias e ópticas aparecem na seqüência, respondendo por 73% do total.


    O estudo mostra que o Norte e o Nordeste do País apresentam maior concentração das compras parceladas nos cartões de crédito. Na região Norte, elas respondem por 65% do faturamento com cartões de crédito, e o tíquete médio nesta modalidade chega a R$ 229. No Nordeste, as compras parceladas representam 62% do faturamento na região, e o tíquete médio é de R$ 189.


    Em termos de compra média, as regiões Centro-Oeste e Sul respondem pelo maior valor transacionado em compras parceladas, R$ 278 e R$ 258 respectivamente. Em todos os casos, a modalidade parcelamento sem juros predomina.


     

     


     




     

  • Serasa aponta novo aumento na inadimplência das empresas

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    A inadimplência das empresas aumentou 2,1% nos oito primeiros meses deste ano, em comparação a igual período de 2006. No mês passado, o aumento foi de 7,6% em relação a agosto do ano passado. Já a variação mensal de agosto sobre julho apontou estabilidade na inadimplência, com apenas 0,2% de elevação.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    A inadimplência das empresas aumentou 2,1% nos oito primeiros meses deste ano, em comparação a igual período de 2006. No mês passado, o aumento foi de 7,6% em relação a agosto do ano passado. Já a variação mensal de agosto sobre julho apontou estabilidade na inadimplência, com apenas 0,2% de elevação. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.


    Os títulos protestados foram os que tiveram maior participação na inadimplência das pessoas jurídicas, no acumulado de janeiro a agosto, com participação de 40,1% no indicador. Em igual período de 2006, os eventos representaram 40,5% da inadimplência.


    Os cheques sem fundos ficaram em segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência, com participação de 38,3% nos oito primeiros meses deste ano, abaixo da registrada de janeiro a agosto de 2006, quando foi de 39,8%. Por último, ficaram as dívidas com os bancos, responsáveis por 21,5%. De janeiro a agosto de 2006, as dívidas com o sistema financeiro representaram 19,7%a.


    O valor médio dos títulos protestados subiu para R$ 1.474,15 nos oito primeiros meses de 2007, alta de 6,1% sobre período equivalente do ano passado. Já os cheques sem fundos tiveram valor médio de R$ 1.146,86 no acumulado de janeiro a agosto deste ano, queda de 7,4% em relação a 2006. No acumulado de janeiro a agosto de 2007, o valor médio das dívidas com as instituições financeiras foi de R$ 4.124,99, com 15% de aumento na comparação anterior.


    Segundo os técnicos do Serasa, as empresas mais dependentes do capital de terceiros, como empréstimos e financiamento de capital de giro, ainda enfrentam dificuldades em relação às altas taxas de juros, com reflexos negativos sobre a própria rentabilidade.


    Outro fator preocupante, para o Serasa, são as dificuldades que as empresas exportadoras, principalmente as de médio porte, têm em garantir rentabilidade frente ao real valorizado. Há as que competem diretamente com produtos importados e que encontram problemas para manter suas receitas, e outras que sofrem com a inadimplência dos clientes quando concedem crédito sem metodologia adequada. Em todos esses casos, as empresas enfrentam problemas na administração do fluxo de caixa e dificuldades para cumprir seus compromissos dentro do prazo, resultando em aumento na inadimplência.


    O volume de crédito para as empresas tem crescido a taxas superiores à da inadimplência. Segundo os dados do Banco Central, até agosto de 2007 o crédito para a pessoa jurídica cresceu 15,4%, definindo uma relação favorável para o crédito, aumentando assim, as chances de reduzir a inadimplência.