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  • Renda familiar cresce mais no Rio que em SP

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-15 


    A renda média familiar per capita da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 12,2% em 2006 e passou a de São Paulo, que cresceu apenas 4,4%. No ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda média familiar per capita na região metropolitana do Rio em setembro de 2006 (quando a pesquisa foi a campo) era de R$ 858 e a de São Paulo ficou em R$ 824.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-15 


    A renda média familiar per capita da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 12,2% em 2006 e passou a de São Paulo, que cresceu apenas 4,4%. No ano passado, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda média familiar per capita na região metropolitana do Rio em setembro de 2006 (quando a pesquisa foi a campo) era de R$ 858 e a de São Paulo ficou em R$ 824. Em 2005, a paulista era de R$ 790 e a do Rio de R$ 765 (todos os valores foram ajustados pela inflação).


    A região metropolitana de São Paulo é composta por 40 municípios, incluindo São Paulo, e a do Rio, por 20. O fato de a renda média metropolitana carioca ser maior que a paulista não é inédito – já tinha ocorrido em 2003 e 2004.


    Os dados da Pnad 2006 mostram que a renda média familiar per capita do conjunto das regiões metropolitanas – além de Rio e São Paulo, Belém, Salvador, Fortaleza, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre – cresceu 7,4% em 2007. Assim, São Paulo cresceu abaixo da média, e o Rio, acima. A renda do conjunto metropolitano, porém, cresceu menos do que a do País como um todo, que teve expansão de 9,3%, saindo de R$ 525 em 2005 para R$ 574 em 2006.


    Em 2006, a região metropolitana de Belo Horizonte foi a que teve o maior aumento de renda familiar per capita, de 13,2%, levando-a para R$ 733. O Rio veio em segundo lugar e Salvador, em terceiro, com aumento de 11,9%, para R$ 553. O menor aumento, de apenas 1%, foi o de Curitiba (para R$ 773), seguido de Fortaleza (4,3%, para R$ 442) e São Paulo.


    A maior renda familiar per capita metropolitana em 2006 foi a do Distrito Federal, de R$ 1.119, com crescimento de 10,9%. A menor foi a de Fortaleza (R$ 442). Os dados foram calculados, com base na Pnad, pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), do Rio.


    Estados


    Dados levantados pelo Centro de Política Social da Fundação Getúlio Vargas revelam que Alagoas, Maranhão e Piauí têm maior participação de miseráveis na população, com porcentuais, respectivamente, de 44,44%, 44,23% e 40,08%. A média no Brasil é de 19,31%. Já São Paulo (9,94%), Paraná (9,79%) e Santa Catarina (4,68%) têm as menores proporções de miseráveis.


    Em 2006, as maiores quedas na taxa de miséria foram em Mato Grosso do Sul (-29,56%) e em Santa Catarina (-26,23%). Dentre os dez Estados que tiveram quedas inferiores à média de 15%, sete estão entre os que têm a maior parcela de miseráveis.


    Salário médio tem redução de 4,4% em 5 anos


    O salário médio mensal entre 2000 e 2005 caiu 4,4% nas empresas, conforme a pesquisa Cadastro Central de Empresas, divulgada ontem pelo IBGE. A menor queda no período, de 1,2%, foi na administração pública. O recuo nas entidades sem fins lucrativos foi de 1,5% e nas empresas privadas, de 5,7%.


    Embora represente 0,4% do total de empresas, o setor de administração pública tem 24% do pessoal ocupado e 29,8% dos salários pagos. O instituto alerta, contudo, que algumas secretarias públicas concentram várias unidades.


    Os 5,7 milhões de empresas desembolsaram, em 2005, R$ 444,3 bilhões em salários e remunerações, com aumento de 22,8% ante 2000. O total desembolsado equivale a um salário médio mensal de R$ 1.060,48, ante R$ 1.044,95, em 2004. Em salários mínimos, o salário médio caiu de 5 mínimos, em 2000, para 3,7, em 2005.


    No mesmo período, as empresas privadas apresentaram o maior aumento de pessoal ocupado (5,5%), seguidas da administração pública (5,1%) e entidades sem fins lucrativos (4,9%). Em 2000, 30,8% dos assalariados recebiam até dois salários mínimos. Cinco anos depois, essa fatia chegava a 45,2%, enquanto a dos que ganhavam mais de oito mínimos diminuiu de 14,7% para 8,4%.


    A ocupação em São Paulo foi maior do que em todo o restante do Sudeste em 2005. Enquanto São Paulo tinha 30,1% dos ocupados no País, o restante da Região Sudeste tinha 22,1%, seguida do Sul (18,5%); Nordeste (16,8%); Centro-Oeste (7,8%); e Norte (4,7%).


     


     

  • Número de cheques sem fundo recua 6,9% de janeiro a agosto

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O número de cheques devolvidos por falta de fundos, a cada mil compensados, caiu 6,9% de janeiro a agosto, em comparação ao igual período do ano passado, em todo o País. Levantamento da Serasa mostra que foram devolvidos 20,1 cheques a cada mil compensados, nos oito primeiros meses deste ano, contra 21,6 de janeiro a agosto de 2006.


    No acumulado dos oito meses de 2007, foram compensados 1,04 bilhão de cheques, dos quais 20,81 milhões devolvidos por insuficiência de fundos.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O número de cheques devolvidos por falta de fundos, a cada mil compensados, caiu 6,9% de janeiro a agosto, em comparação ao igual período do ano passado, em todo o País. Levantamento da Serasa mostra que foram devolvidos 20,1 cheques a cada mil compensados, nos oito primeiros meses deste ano, contra 21,6 de janeiro a agosto de 2006.


    No acumulado dos oito meses de 2007, foram compensados 1,04 bilhão de cheques, dos quais 20,81 milhões devolvidos por insuficiência de fundos. No mesmo período de 2006, o total de cheques compensados foi de 1,16 bilhão, e o de devolvidos, 24,96 milhões.


    Segundo analistas da Serasa, a redução na inadimplência com cheques, nas comparações anual e mensal, reflete a melhora na renda da população, decorrente do aumento do emprego, dos reajustes salariais acima da inflação, das melhores condições de crédito (crescimento da oferta, prazos mais longos e juros menores) e da expansão da atividade econômica interna.


    Além disso, complementaram os analistas, o consumidor passou a utilizar o cheque pré-datado de forma mais disciplinada, evitando o acúmulo de dívidas nessa modalidade de venda a prazo, enquanto o varejo vem adotando metodologia mais adequada para o recebimento de cheques.


    Os dados de agosto, se comparados ao mês anterior (julho), mostram que o volume de cheques sem fundos a cada mil compensados ficou praticamente estável, com ligeira queda de 0,5%. Segundo o indicador nacional da Serasa, foram devolvidos, por falta de fundos, 19 cheques a cada mil compensados em agosto, em todo o País, contra 19,1 cheques devolvidos a cada mil, em julho.


    A avaliação da Serasa mostra que houve 128,84 milhões de cheques compensados em agosto, enquanto que 2,44 milhões de cheques foram devolvidos por falta de fundos. Em julho deste ano, foram 2,51 milhões de cheques devolvidos por insuficiência de fundos e 131,68 milhões foram compensados em todo o país.


    A relação de agosto de 2007 com agosto de 2006 mostra que o número de cheques devolvidos por falta de fundos caiu 6,9% no período. No oitavo mês do ano passado, houve 20,4 devoluções de cheques sem fundos por mil compensados. Em agosto de 2006, foram devolvidos 2,91 milhões de cheques, e compensados um total de 142,88 milhões de cheques.


     

  • Faturamento do varejo paulista cai 4,1% em julho

    O faturamento das micro e pequenas empresas do comércio varejista de São Paulo caiu 4,1% em julho, na comparação com igual período de 2006. No ano, o faturamento do setor acumula queda de 1,9%. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Pequeno Varejo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.


    Dos sete segmentos que compõem o pequeno varejo, somente dois encerraram o mês com resultados positivos: Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (com alta de 13,1%) e Móveis e Decorações (alta de 9,3%).

    O faturamento das micro e pequenas empresas do comércio varejista de São Paulo caiu 4,1% em julho, na comparação com igual período de 2006. No ano, o faturamento do setor acumula queda de 1,9%. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Pequeno Varejo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.


    Dos sete segmentos que compõem o pequeno varejo, somente dois encerraram o mês com resultados positivos: Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (com alta de 13,1%) e Móveis e Decorações (alta de 9,3%). As maiores quedas foram registradas em Lojas de Autopeças e Acessórios (22%) e Alimentos e Bebidas (19,8%). O segmento Farmácias e Perfumarias registrou queda de 14,6%, Eletroeletrônicos, 12,3% e Lojas de Materiais de Construção, 7,5%.


    A pesquisa, realizada mensalmente, envolve 600 estabelecimentos comerciais do estado de São Paulo.

  • CNC reúne Diretoria em Brasília

    A Confederação Nacional do Comércio reúne hoje, em Brasília, presidentes das federações nacionais e estaduais filiadas ao Sistema CNC, diretores e assessores da entidade para debate sobre assuntos relacionados ao comércio de bens, serviços e turismo.

    A Confederação Nacional do Comércio reúne hoje, em Brasília, presidentes das federações nacionais e estaduais filiadas ao Sistema CNC, diretores e assessores da entidade para debate sobre assuntos relacionados ao comércio de bens, serviços e turismo.

  • CCJ aprova fim do voto secreto no Congresso

    O Plenário do Senado pode votar nesta quarta-feira (19) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 50/06, que acaba com o voto secreto em qualquer deliberação feita no Congresso Nacional.

    O Plenário do Senado pode votar nesta quarta-feira (19) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 50/06, que acaba com o voto secreto em qualquer deliberação feita no Congresso Nacional. Essa matéria foi aprovada no início da tarde desta quarta pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), exatamente uma semana após a absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros, por meio de votação secreta.



    O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que “o voto secreto muitas vezes significa farsa, engodo, e seu fim é, inclusive, uma forma de evitar a corrupção, por não permitir negociações esdrúxulas”.



    O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), havia apresentado restrições à proposta para que as votações de determinadas autoridades e de vetos presidenciais, entre outros itens, continuassem secretas. Mas decidiu retirar suas alterações, desde que a PEC entrasse na pauta do Plenário já nesta quarta-feira.

    Agência Senado, 19 de setembro de 2007.

  • Plenário vota hoje prorrogação da CPMF e da DRU

    O Plenário vota hoje a prorrogação da CPMF e da DRU até 2011. Estão previstas duas sessões para a discussão e a votação da matéria – às 9h30, em sessão extraordinária, e a partir das 16 horas, na Ordem do Dia da sessão ordinária. O presidente Arlindo Chinaglia também não descartou a possibilidade de convocação de sessão extraordinária à noite, caso não seja possível concluir a votação nas duas sessões previstas.


    A prorrogação da CPMF e da DRU é objeto de várias propostas de emenda à Constituição (50/07, 558/06 e outras).

    O Plenário vota hoje a prorrogação da CPMF e da DRU até 2011. Estão previstas duas sessões para a discussão e a votação da matéria – às 9h30, em sessão extraordinária, e a partir das 16 horas, na Ordem do Dia da sessão ordinária. O presidente Arlindo Chinaglia também não descartou a possibilidade de convocação de sessão extraordinária à noite, caso não seja possível concluir a votação nas duas sessões previstas.


    A prorrogação da CPMF e da DRU é objeto de várias propostas de emenda à Constituição (50/07, 558/06 e outras). A comissão especial que analisou o assunto aprovou na semana passada substitutivo do relator, deputado Antonio Palocci (PT-SP). O substitutivo mantém a alíquota de 0,38%, mas permite sua redução por lei, preservando a destinação de 0,20% ao Fundo Nacional de Saúde.


    O Executivo decidiu ontem revogar três das quatro MPs que trancavam a pauta (379/07, 380/07 e 382/07). O governo já enviou ao Congresso as medidas provisórias (390/01 e 391/07) que revogam as duas primeiras, e, segundo o líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), a MP para revogar a medida provisória 382/07 deve ser enviada hoje à Câmara. Com a revogação dessa MP, a pauta estará liberada para a votação da prorrogação da CPMF.


    Obstrução

    Desde agosto, a proposta de prorrogação da CPMF tem mobilizado a Câmara, tanto na comissão especial quanto no Plenário. Os partidos de oposição têm obstruído as reuniões. Ontem, os parlamentares de oposição usaram todos os instrumentos regimentais disponíveis, durante mais de nove horas de debate, para atrasar a análise do único item votado ontem – a MP 381/07.


    A oposição argumenta que o imposto onera demasiadamente os mais pobres, e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2008 é inconstitucional, pois inclui a receita de uma contribuição com previsão de extinção em dezembro deste ano. Já o governo sustenta que não pode prescindir dos R$ 38 bilhões de arrecadação previstos para 2008, mas admite discussões futuras para a redução gradativa da contribuição, que serve também para o cruzamento de informações financeiras na fiscalização de crimes tributários, como lavagem de dinheiro.


    Agência Câmara, 19 de setembro de 2007.

  • Governo revoga MPs para votar a CPMF

    Folha de São Paulo  Editoria: Brasil  Página: A-6


    Com a revogação de duas medidas provisórias, o governo Lula iniciou uma estratégia para tentar colocar em votação hoje na Câmara dos Deputados a prorrogação da CPMF por mais quatro anos, enquanto prepara um acordo com a oposição no Senado que pode reduzir gradualmente a alíquota da contribuição provisória.


    A idéia, segundo a Folha apurou, é fazer o acordo usando uma brecha no texto da proposta de emenda constitucional, que permite a queda da alíquota de 0,38% por meio de lei ou medida provisória.

    Folha de São Paulo  Editoria: Brasil  Página: A-6


    Com a revogação de duas medidas provisórias, o governo Lula iniciou uma estratégia para tentar colocar em votação hoje na Câmara dos Deputados a prorrogação da CPMF por mais quatro anos, enquanto prepara um acordo com a oposição no Senado que pode reduzir gradualmente a alíquota da contribuição provisória.


    A idéia, segundo a Folha apurou, é fazer o acordo usando uma brecha no texto da proposta de emenda constitucional, que permite a queda da alíquota de 0,38% por meio de lei ou medida provisória.


    Ou seja, a emenda seria aprovada no Senado, onde o governo não tem maioria segura, mediante a promessa à oposição de uma lei posterior reduzir a alíquota.


    A vantagem é que o texto da Câmara não seria modificado pelos senadores e não precisaria retornar à apreciação dos deputados. Líderes governistas acreditam que o PSDB pode aceitar a idéia.


    Ontem, uma manobra heterodoxa, embora não inédita, ajudou a acelerar o processo. O governo revogou duas das quatro medidas provisórias que, editadas há mais de 45 dias, tinham preferência obrigatória na pauta de votações da Câmara dos Deputados.


    A artimanha dá uma idéia dos temores do Planalto com o atraso na aprovação da emenda constitucional que estende a cobrança da CPMF até 2011, pois as duas MPs revogadas não poderão mais ser reeditadas neste ano.


    Uma modificava o Estatuto do Desarmamento, e outra, que vai virar projeto de lei, criava um regime tributário para formalizar sacoleiros que atuam no Paraguai.


    Outra MP, que dá benefícios tributários e creditícios para os setores calçadista, têxtil e moveleiro, só não teve o mesmo destino por interferência direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -cujo vice, José Alencar, é empresário do setor têxtil. A medida foi anunciada com destaque em junho como compensação aos setores mais prejudicados pela valorização do real em relação ao dólar.


    Também ficou garantida, por motivos óbvios, a Medida Provisória que autorizou novas despesas de mais de R$ 6 bilhões no Orçamento deste ano, basicamente para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


    Às 23h foi aprovado o texto base da MP sobre o PAC, mas até às 0h40 a aprovação final dela não tinha sido concluída. Por esse motivo, a MP do setor calçadista passou a correr o risco de também ser revogada hoje, para não comprometer a votação da CPMF. Para aprovar uma emenda constitucional, são necessárias votações em dois turnos na Câmara e no Senado, com aprovação mínima de três quintos das duas Casas. O governo precisa aprovar o texto até o final do ano -do contrário, a CPMF será extinta e, mesmo se recriada, só poderá voltar a ser cobrada 90 dias depois, com perda de arrecadação na casa dos R 10 bilhões, no mínimo.


    Acordo


    Apesar da pressa, não avançaram ainda as negociações no Senado, onde governo e oposição se enfrentam pela permanência ou não do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).


    No cenário ideal para o Palácio do Planalto, o acordo com os senadores não envolveria a CPMF, mas a redução de algum outro tributo, como a contribuição previdenciária patronal.


    “Se a decisão for pela CPMF, poderemos até acatar, mas só depois de aprovada na Câmara e no Senado”, disse o ministro Guido Mantega (Fazenda).


    “Depois de aprovada, existe na própria emenda autorização para que a gente faça uma lei ordinária que possa reduzir a alíquota. Mas isso vamos discutir num segundo momento”, complementou.


    Uma redução gradual da alíquota, que hoje é de 0,38% em cada movimentação, não seria um grande estorvo para as contas do governo. Em valores atuais, uma queda de 0,02 ponto percentual resultaria em uma perda próxima dos R 2 bilhões anuais, para um Orçamento total de mais de R 600 bilhões.


     


     


     

  • Rigotto reclama da falta de vontade do Planalto

    Gazeta Mercantil  Editoria: Política  Página: A-9


    O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. “O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária”, afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Política  Página: A-9


    O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. “O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária”, afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.


    Coordenador do comitê que estuda uma proposta para a reforma tributária ligado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) – por sua vez vinculado à Presidência da República -, o ex-governador, em seminário ontem na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, listou pelo menos três etapas que devem ser cumpridas pelo governo além daquelas que constam da proposta tributária. “Primeiro é preciso estabelecer um limite para a carga tributária na Constituição, para evitar o seu crescimento constante, obviamente que deve ser acompanhada de uma limitação de despesa”, disse Rigotto.


    O segundo ponto, ainda de acordo com o ex-governador passa pela desoneração da folha de pagamento. “O terceiro diz respeito à CPMF que precisa voltar a ser apenas fiscalizatória com alíquota menos já a partir do próximo ano”, acrescentou o presidente do comitê do CDES.


    O ex-governador, juntamente com outros integrantes do CDES deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, para expôr a proposta de reforma tributária formulada pelo comitê.


    Ainda sob o ponto de vista de Rigotto, os setores econômicos do governo temem perder o poder de controle da máquina arrecadatória e de fiscalização. “Esses setores não querem ver diminuído o poder da máquina arrecadadora e fiscalizadora concretizada nos governos”, disparou o ex-governador do Rio Grande do Sul.


    Rigotto afirmou que “até agora” não viu vontade política do Planalto suficiente para levar adiante a reforma tributária no Congresso. “Uma reforma só irá adiante se houver uma decisão política, pois o governo tem maioria e condições de fazer uma reforma acontecer”, acrescentou Rigotto.


    O ex-governador, depois de lembrar atitude semelhante durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando foi líder de governo nos dois anos primeiros da administração do tucano, disse que o Planalto não pode apenas “cumprir tabela” ao enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso. “A primeira previsão era é de que o projeto seria enviado ao Congresso ainda em agosto, foi adiado por duas vezes e agora ficou para o final deste mês”, reclamou Rigotto.


    Nos próximos dias, Rigotto vai se encontrar com o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, de quem quer escutar a opinião sobre a proposta do comitê do CDES. “Estamos escutando os principais personagens dentro da reforma tributária, quase sempre com os governadores o ponto principal é a questão do IVA estadual”, acrescentou Rigotto.


    O ex-governador encontrou resistências principalmente entre aqueles que fazem previsões de prejuízos para as contas estaduais com a cobrança do IVA no destino. “Um dos estados mais atingidos seria São Paulo, mas o governador Serra (o tucano José Serra) disse que não colocaria obstáculos diante da nossa proposta, que é a cobrança do IVA-E no destino”, salientou Rigotto. Ele disse ainda que a preocupação de Serra esbarra no período de transição para o fim do ICMS e a adoção do IVA-E. “Sem São Paulo esta reforma tributária não sai”, finalizou Rigotto.


    ICMS seria extinto em cinco anos


    A proposta enviada pelo Ministério da Fazenda para ser discutida, e melhorada, no comitê do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) tem por base a substituição dos tributos sobre bens e serviços (ICMS, IPI, PIS, Cofins, CIDE-Combustíveis) por dois impostos, sobre o valor adicionado: um estadual (IVA-E) e um federal (IVA-F). “O IVA-E observaria o princípio do destino o que poderia por fim à guerra fiscal entre os estados, mas ainda seria necessário a discussão com os prefeitos sobre a integração do ISS à base do IVA”, explicou o coordenador do comitê, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.


    O esboço do governo traz ainda a necessidade de formulação de uma política de desenvolvimento regional como “alternativa efetiva e transparente à guerra fiscal”.


    As principais características dos novos IVA seriam a uniformidade nacional, a implementação por uma lei complementar única e uma regulamentação nacional, a exemplo do Simples Nacional. Quanto às alíquotas, os estados teriam autonomia na fixação dentro de parâmetros definidos nacionalmente, não teriam efeito cumulativo, além de prover um sistema de débito e crédito (imposto x imposto), com créditos para bens de capital. “Temos que nos adequar ao que ocorre nos países desenvolvidos que simplesmente isentam de impostos os bens de capital”, sugeriu o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.


    Ainda de acordo com a proposta do governo, nas operações interestaduais, o imposto (IVA) seria integralmente cobrado no estado de origem, mas apropriado pelo estado de destino, reduzindo o risco de sonegação.


    Já na proposta que será apresentada pelo comitê ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, Rigotto e os outros integrantes do comitê do CDES a substituição do ICMS pelo IVA-E aconteceria em cinco anos.


    “Há uma etapa de transição para adequar os estados não só à nova legislação como quanto a seu planejamento financeiro e de investimentos”, acrescentou Rigotto. O ICMS, portanto seria mantido por um prazo de transição (em torno de 5 anos), sendo em seguida substituído pelo IVA-E.


    As alíquotas interestaduais do IVA-E seriam progressivamente reduzidas, migrando a cobrança para o destino. “Essa proposta tem resistência, obviamente de alguns governadores mas é uma fórmula que pode ser acertada”, disse o ex-governador gaúcho.


    A princípio, o IVA-F iniciaria sua vigência num prazo de 2 a 3 anos. Os benefícios fiscais já concedidos no ICMS, aqueles de caráter geral, seriam extintos com o ICMS, já os de caráter subjetivo, com o prazo e condições observando os limites temporais, seriam recepcionados no IVA-E, mediante negociação dos estados com beneficiários em função da nova legislação com homologação pelo Confaz.


     

  • Fecomércio-RJ registra estabilidade no orçamento do consumidor

    Os consumidores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro conseguiram manter o orçamento equilibrado em agosto deste ano, na comparação com igual período de 2006, mesmo com a pressão inflacionária do mês passado. A informação consta do Perfil Econômico do Consumidor, aferido pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).


    Em agosto do ano passado 27,0% das famílias não teriam dinheiro para pagar todas as despesas no mesmo mês; este ano, a parcela caiu para 22,8%.

    Os consumidores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro conseguiram manter o orçamento equilibrado em agosto deste ano, na comparação com igual período de 2006, mesmo com a pressão inflacionária do mês passado. A informação consta do Perfil Econômico do Consumidor, aferido pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).


    Em agosto do ano passado 27,0% das famílias não teriam dinheiro para pagar todas as despesas no mesmo mês; este ano, a parcela caiu para 22,8%. O índice passou de 43,2% para 49,6%, no caso das famílias que teriam a quantia certa para pagar todas as contas. As famílias que tiveram sobra depois de quitar as contas diminuíram de 29,8% para 27,6%.


    As famílias concentradas nas faixas de renda acima de 8 salários mínimos foram as responsáveis por impedir uma queda maior na sobra do dinheiro no fim do mês: 27,6% conseguiram ter um excedente. As famílias que recebem até 8 salários tiveram um peso significativo na queda do percentual de pessoas com sobra de dinheiro, já que dentro deste grupo o volume de famílias com dinheiro a mais no fim do mês caiu 4,5 pontos percentuais.


     

  • Ipea revisa estimativas para o PIB e inflação

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no País – para este ano, mas prevê que os consumidores também terão de arcar com preços um pouco maiores.


    Segundo o Boletim de Conjuntura divulgado ontem pelo Ipea, o PIB deste ano deve ficar em 4,5%, superando a última previsão, de 4,3%, divulgada em junho pelo órgão.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no País – para este ano, mas prevê que os consumidores também terão de arcar com preços um pouco maiores.


    Segundo o Boletim de Conjuntura divulgado ontem pelo Ipea, o PIB deste ano deve ficar em 4,5%, superando a última previsão, de 4,3%, divulgada em junho pelo órgão.


    “O que nós estamos constatando é que houve um dinamismo na economia no que se refere aos indicadores de consumo e de investimento”, explicou Fábio Giambiagi, economista do Ipea . “O mais importante é que as previsões indicam uma manutenção desse dinamismo para o ano que vem”, acrescentou.


    A previsão de crescimento do consumo das famílias em 2007 foi revisada de 5,7% para 6,2%, e a Formação Bruta de Capital Fixo, correspondente aos investimentos, elevada de 9% para 10% . Já a taxa de crescimento do PIB em 2008 também é estimada em 4,5% pelo Ipea. Segundo Giambiagi, esse terceiro Boletim do ano fez uma projeção conservadora para o crescimento da economia devido às incertezas do setor agropecuário, que teve reduzida, de 4,5% para 3,0%, sua estimativa de crescimento.


    “O PIB poderá crescer mais de 4,5%. As notícias que estão sendo veiculadas nos jornais apontam otimismo para o setor agropecuário”, disse o economista. “Mas nós levamos em consideração que o crescimento do PIB do segundo trimestre foi bom, em linhas gerais, para o conjunto da economia, mas bastante ruim para a agropecuária. Isso nos deixou em dúvida em relação ao desempenho do setor no ano como um todo e optamos por ser conservadores”, justificou. Ainda segundo o Boletim de Conjuntura do Ipea, o crescimento previsto para a indústria aumentou de 4,3% para 4,8% e para o setor de serviços, de 4,0% para 4,2%.


    “É razoável concluir que se os problemas da economia internacional não suscitarem uma crise de graves proporções, o País poderá dar continuidade ao ciclo expansivo iniciado em 2004, confirmando uma taxa de crescimento robusta também no ano de 2008”, afirmou o Ipea.


    A estimativa do Instituto para o desempenho da economia neste ano é inferior ao projetado pelo Banco Central (BC), que espera um avanço do PIB de 4,7%, de acordo com o Relatório de Inflação de junho.


    Inflação


    Para a inflação, os cálculos do Ipea indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano com alta de 4,0%, também acima da previsão passada, que apontava inflação de 3,4%. Para 2008, o índice deve subir 4,3%, também acima dos 4,0% projetados anteriormente pelo Ipea.


    Os técnicos do Ipea ressaltam que a inflação vem subindo no País nos últimos meses, com destaque para a pressão vinda dos alimentos, o que justifica a revisão para cima das estimativas. “A aceleração dos alimentos principalmente no bimestre julho-agosto anulou os efeitos positivos do controle inflacionário oriundos da queda dos preços administrados e do bom comportamento dos bens comercializados beneficiados pelo câmbio.”