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  • Trabalho aos domingos e Feriados

    A Presidência da República anunciou a Agenda de hoje (5/9) do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentre outros compromissos, o Presidente Lula participará da Solenidade de Assinatura de Atos Normativos de Reconhecimento das Centrais Sindicais e de Regulamentação do Trabalho aos Domingos e Feriados do Comércio em geral. A solenidade será às 16 horas e contará com a presença do Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Lupi.


    A Confederação Nacional do Comércio será representada pelo Vice-Presidente Luiz Gil Siuffo.


    CNC, 5 de setembro de 2007.


     

    A Presidência da República anunciou a Agenda de hoje (5/9) do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentre outros compromissos, o Presidente Lula participará da Solenidade de Assinatura de Atos Normativos de Reconhecimento das Centrais Sindicais e de Regulamentação do Trabalho aos Domingos e Feriados do Comércio em geral. A solenidade será às 16 horas e contará com a presença do Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Lupi.


    A Confederação Nacional do Comércio será representada pelo Vice-Presidente Luiz Gil Siuffo.


    CNC, 5 de setembro de 2007.


     

  • Ministros pedem prorrogação da CPMF para manter programas

    Quatro ministros do Governo Lula defenderam nesta terça-feira a manutenção nos moldes atuais da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e destacaram a necessidade da prorrogação para manter programas sociais e garantir recursos a várias áreas.


    Durante audiência na comissão especial que analisa a prorrogação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU) – PECs 50/07, 558/06 e outras -, Guido Mantega (Fazenda), José Gomes Temporão (Saúde), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Luiz Marinho (Previdência Social) alertaram que a falta do

    Quatro ministros do Governo Lula defenderam nesta terça-feira a manutenção nos moldes atuais da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e destacaram a necessidade da prorrogação para manter programas sociais e garantir recursos a várias áreas.


    Durante audiência na comissão especial que analisa a prorrogação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU) – PECs 50/07, 558/06 e outras -, Guido Mantega (Fazenda), José Gomes Temporão (Saúde), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Luiz Marinho (Previdência Social) alertaram que a falta do tributo pode comprometer o equilíbrio das contas públicas e inviabilizar financiamentos do Bolsa Família, da Previdência Social e de atendimentos de alta complexidade nos hospitais públicos.


    O relator da comissão, deputado Antonio Palocci (PT-SP), reforçou a opinião dos ministros e disse ainda que “não é recomendável” a reivindicação de parte da oposição, de governadores e de prefeitos de dividir os recursos da CPMF com estados e municípios, uma vez que isso acarretaria um aumento da carga tributária. Ele ressaltou que, caso houvesse a distribuição, a alíquota atual de 0,38% precisaria aumentar para poder manter os serviços financiados atualmente pela contribuição.


    Redução de encargos na folha

    O ministro Guido Mantega informou que já existem estudos em andamento para reduzir a alíquota patronal do INSS, pois o governo considera melhor diminuir encargos das folhas de pagamento das empresas do que reduzir ou acabar com a CPMF. Cada ponto percentual a menos na alíquota patronal do INSS, explicou, vai representar R$ 3,5 bilhões de perda de arrecadação. Mantega lembrou que já foram reduzidos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da construção civil e os impostos sobre a cesta básica, além de ter sido corrigida a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.


    Na avaliação de Mantega, a suspensão da cobrança da CPMF causaria instabilidade suficiente para comprometer o crescimento estimado da economia de 5% para o próximo ano. “Haveria um corte profundo de verbas, com sérios problemas para a população. Seria trágico para o País”, disse.


    Sem a CPMF, disse, o governo seria obrigado a reduzir o superávit primário, ficando com menos recursos para o pagamento de juros da dívida pública, o que representaria um importante fator contrário à confiança dos investidores na economia brasileira.


    Para o ministro da Fazenda, a prorrogação da DRU também é necessária porque o orçamento federal é muito rígido, com 90% dos recursos vinculados a despesas específicas. A DRU, explicou, flexibiliza essas despesas em 20%.


    Agência Câmara, 4 de setembro de 2007.

  • Governo inicia discussão sobre rendimento do FGTS

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4  


    O governo abriu ontem a discussão sobre como aumentar o rendimento pago aos trabalhadores nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Foi criado um grupo de trabalho com representantes de cinco centrais sindicais para discutir o assunto, segundo anunciou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Não são todas as centrais que estão representadas no Conselho Curador do FGTS, por isso foi solicitada uma comissão com representantes de todas as centrais”, explicou.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4  


    O governo abriu ontem a discussão sobre como aumentar o rendimento pago aos trabalhadores nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Foi criado um grupo de trabalho com representantes de cinco centrais sindicais para discutir o assunto, segundo anunciou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Não são todas as centrais que estão representadas no Conselho Curador do FGTS, por isso foi solicitada uma comissão com representantes de todas as centrais”, explicou.


    O ministro não quis adiantar qual será a linha de discussão do grupo. “Terá de ser uma solução que não prejudique os 5 milhões de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação”, comentou o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).


    Hoje, os recursos do FGTS são remunerados conforme a variação da TR, acrescida de 3% ao ano. O dinheiro é utilizado para financiar a aquisição da casa própria. Os sindicalistas querem achar uma solução que proporcione mais ganho ao trabalhador, mas não eleve o juro cobrado do mutuário. Uma possível solução, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, é reduzir a remuneração paga à Caixa Econômica Federal, que administra o FGTS.


    Carlos Lupi evitou entrar no debate quanto aos ganhos da Caixa. “Isso é algo que o grupo de trabalho vai avaliar”, disse. “A Caixa faz um excelente trabalho.” Paulinho sugeriu que seja feita uma concorrência entre os bancos públicos para reduzir as despesas de administração do fundo.


    Outra possibilidade de ampliar os ganhos do FGTS defendida pelo deputado é reabrir a possibilidade de o trabalhador investir em ações. Ele relatou que tinha R$ 36 mil em sua conta quando foi autorizada a aplicação em ações da Vale e da Petrobras. A metade que não foi aplicada hoje vale R$ 27,5 mil. A que foi aplicada está em R$ 152 mil.


    O grupo de trabalho contará com representantes de cinco centrais: CUT, Força, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central. Representantes dessas entidades se reuniram ontem com Lupi para discutir estudo feito pela organização não-governamental FGTS Fácil, segundo o qual a remuneração do fundo teria perdido 29% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde 1991.


    O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio, negou a informação. Segundo seus cálculos, o FGTS teria tido ganhos da ordem 28% acima do INPC no período.


     

     


     


     


     

  • Setor hoteleiro terá incentivos fiscais para estimular turismo

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-4  


    O governo anunciou ontem medidas de incentivo fiscal ao setor hoteleiro e de estímulo ao turismo interno. Durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de 10% para 5% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fechaduras eletrônicas. Também haverá depreciação acelerada de móveis, utensílios e máquinas utilizados pelo setor hoteleiro.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-4  


    O governo anunciou ontem medidas de incentivo fiscal ao setor hoteleiro e de estímulo ao turismo interno. Durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de 10% para 5% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fechaduras eletrônicas. Também haverá depreciação acelerada de móveis, utensílios e máquinas utilizados pelo setor hoteleiro.


    A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) informou que, com a redução do IPI, o preço de uma fechadura eletrônica deverá cair de US$ 250 para cerca de US$ 170. Já a depreciação acelerada, segundo o presidente da entidade, Eraldo Cruz, possibilitará a redução do Imposto de Renda pago pelo setor. A medida permite que as empresas acumulem créditos de PIS e Cofins, à medida em que os equipamentos são usados, e os abatam no IRPJ. O valor da depreciação será variável, de acordo com o tipo de equipamento e o grau estimado de utilização diária de cada um.


    Os incentivos só valerão para investimentos que forem feitos até 31 de dezembro de 2010. Mantega explicou que equipamentos usados pelo setor hoteleiro, como aparelhos de ar-condicionado e geladeiras, não tinham direito a depreciação acelerada por não serem considerados bens de capital. Com a medida, disse ele, o custo dos investimentos no setor será reduzido. Mantega não informou, porém, em quanto essas medidas vão diminuir a arrecadação do governo (renúncia fiscal), nem o que representarão de ganho para o setor.


    Os empresários, entretanto, não ficaram totalmente satisfeitos e esperam negociar com a equipe econômica novas medidas de desoneração fiscal. O presidente da ABIH disse que o setor quer a redução do IPI sobre bens como geladeiras, aparelhos de televisão e de ar condicionados, e a depreciação acelerada de imóveis, como prédios e terrenos. “Não faz sentido o empresário pagar o mesmo que um consumidor comum por televisões e geladeiras e não é uma vergonha falar que o setor precisa de subsídios”, afirmou.


    Ao participar do lançamento do programa “Viaja Mais – Melhor Idade”, em Brasília, Mantega disse que o desempenho do setor está sintonizado com o crescimento econômico. “Esse crescimento está sendo estimulado pelo aumento do emprego e da renda. Está implicando o aumento da massa salarial, e depende também de aumento expressivo do crédito.”


    Depois de afirmar que o País passa por um “processo de inclusão da população em atividades de consumo e lazer”, Mantega lembrou que as medidas de desoneração não começaram agora e ainda não terminaram. Ele citou a redução de alíquota de Imposto de Renda retido na fonte nas remessas para o exterior destinadas à promoção de viagens de brasileiros e do custo de investimento no setor com desoneração de IPI para insumos na construção civil, o que beneficiou a construção de hotéis e outros empreendimentos turísticos.


    Viagens


    Durante o encontro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse que terá início este mês, em São Paulo e no Distrito Federal, a venda de pacotes turísticos em condições facilitadas para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A idéia é incentivar o turismo interno nos meses de baixa temporada. Segundo Marta, 8 milhões de segurados da Previdência têm condições de utilizar o programa.


    Pelo programa, os segurados com mais de 60 anos que terão acesso a empréstimos com desconto em folha, com taxas de 1% ao mês. O crédito será de no máximo R$ 3 mil e as prestações não poderão comprometer mais que 30% da renda mensal do beneficiário. Os financiamentos serão de 12 meses, com até seis de carência. “O nosso cronograma inclui a extensão para mais oito capitais a partir de março do ano que vem e a todas as capitais até o final do ano”, disse Marta.


    Os empréstimos serão operados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Os recursos iniciais, de R$ 50 milhões, são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Informações sobre a compra de pacotes podem ser obtidas pelo site www.viajamais.com.br ou pelo telefone 0800 77 07 202.


    Mantega afirmou que o grupo de trabalho interministerial coordenado pela ministra Marta Suplicy vai ouvir outras demandas do setor.


     

  • Governo já acompanha aumento de preços em serviços e alimentos

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-4


    A demanda está aquecida, a economia está respondendo a esse fato com aumento dos investimentos e com o crescimento das importações, mas há grande preocupação, no governo, com a remarcação de preços no setor de serviços.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-4


    A demanda está aquecida, a economia está respondendo a esse fato com aumento dos investimentos e com o crescimento das importações, mas há grande preocupação, no governo, com a remarcação de preços no setor de serviços. Técnicos da área econômica estão acompanhando com lupa as pressões inflacionárias decorrentes do aumento do consumo, da pressão dos preços alimentos e, também, da forte elevação dos preços dos serviços (que reúnem itens como aluguel, cabeleireiro, mensalidades escolares, condomínio e consertos de automóveis). Estes são mais sensíveis ao aumento da demanda porque não têm como serem substituídos por bens vindos do mercado internacional. 


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo está vigilante com a inflação e tem medidas a tomar. Avisou que o sinal é “amarelo”, mas acha que o próprio desaquecimento da economia mundial, esperado como decorrência das recentes turbulências nos mercados financeiros, ajudará a dissolver os aumentos de preços de alimentos. Além do mais, lembrou o ministro, há espaço para acomodar uma inflação maior na meta de 4,5% para este e para os próximos anos. 


    “Alguns preços estão sendo afetados. Até agora, é um sinal amarelo e o governo tem medidas para tomar”, avisou Mantega, em entrevista após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A elevação dos preços da cesta básica em cerca de 16 Estados, capturada pelo Dieese, segundo ele, decorre principalmente do período da entressafra e do aumento das cotações das commodities. 


    A inflação, antes, estava nos 3,5% e o centro da meta é 4,5%. Estávamos num patamar de inflação um pouco baixo. Essa aproximação ao centro não chega a ser trágica. Temos de ver se persiste por um ou dois meses”, avaliou o ministro. Ele acha, também, que a turbulência financeira “está na direção oposta à do aumento de preços” e aguarda uma retração do consumo nas economias internacionais e, consequentemente, dos preços nos mercados externos de alimentos e demais commodities. “Isso é algo esperado, não temos de nos precipitar”, assinalou. 


    O aumento dos serviços revelado pelo IPCA-15 foi de 0,51% em agosto, em comparação com os 0,27% em julho e avalia-se, no governo, que parte das pressões sobre esse segmento da economia estaria sendo produzida pelo aumento dos salários sobretudo da mão-de-obra mais qualificada. 


    Junta-se a isso o aumento da oferta de crédito para pessoas físicas e a redução da taxa média de juros cobrada pelo crédito direto ao consumo, para configurar um cenário de ressurgimento de focos de inflação preocupantes. A participação do crédito no produto interno saltou 3,7 pontos percentuais de junto para julho, situando-se, agora, em 32,7% do PIB. 


    Como reação às pressões inflacionárias vindas dos alimentos, anunciou a redução da tarifa de importação do trigo, para baratear o preço do produto ao consumidor final. Mas sabe que essa é uma medida de eficácia limitada, já que boa parte do trigo importado vem da Argentina, com tarifa zero de importação. O que encarece o produto, para os moinhos brasileiros, é o imposto de exportação cobrado pelo governo do país vizinho. Ao colocar esse produto na lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC), o ministro Guido Mantega estaria criando alternativas para o país importar de outros mercados. 


    Há espaço para o aumento das importações no balanço de pagamentos, mas técnicos da área econômica lembram que para manter as contas externas sadias, o ideal é que as importações cresçam na mesma medida que o aumento das exportações, no longo prazo. Não é sinal de problema, por um curto período de tempo, o país conviver com importações mais elevadas que o ritmo de crescimento das vendas externas e que isso se transforme até em déficit em conta corrente num ano, para virar superávit no outro. 


    Se essa, porém, for uma trajetória duradoura, aí sim, avaliam esses economistas, o país estará entrando numa seara perigosa. 


     

  • Custo da Cesta de Compras sobre 1,85% em agosto, aponta Fecomércio-RJ

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro revela que a Cesta de Compras da cidade subiu 1,85% em agosto – de R$ 313,36 em julho para R$ 319,16 no mês passado.

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro revela que a Cesta de Compras da cidade subiu 1,85% em agosto – de R$ 313,36 em julho para R$ 319,16 no mês passado. O levantamento foi realizado em 200 estabelecimentos comercias e reflete as variações de 6.440 preços, referentes a 39 itens (32 de alimentação, 4 de higiene e 3 de limpeza) de maior peso no orçamento das famílias, divididas em 10 faixas diferentes de renda.


    Entre as famílias que recebem até 8 salários mínimos verificou-se, em agosto, um aumento de 1,83% nos gastos; para as que ganham acima desse valor o reajuste foi de 1,87%. Na última semana do mês (de 24 a 31 de agosto), o custo com a Cesta de Compras sofreu alta de 0,59%. No acumulado do ano, o reajuste nos preços dos itens da cesta foi de 6,63%. E nos últimos doze meses, o aumento foi de 12,06%.


    O tomate foi o item que apurou a maior inflação (18,64%), seguido pela laranja pêra (13,27%) e cenoura (13,06%). Os preços do leite e alguns de seus derivados, como o leite em pó e o queijo prato, que vinham subindo, já apresentaram desaceleração em agosto em relação a julho, com altas de 4,22%, 10,25% e 3,04% contra aumentos de 17,98%, 12,61% e 11,52%, respectivamente. Em contrapartida, os produtos que tiveram as maiores quedas nos preços foram a cebola (-25,49%), a alface (-6,65%) e a batata (-6,64%).


     

  • Negócios cresceram 67% no Brasil até agosto

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças  Página: B-2


    As fusões e aquisições no Brasil continuaram exibindo fôlego em agosto: segundo levantamento da Thomson Financial, nos primeiros oito meses deste ano os negócios completados somaram R$ 20,6 bilhões, 66,8% acima do mesmo período do ano anterior. Já as operações anunciadas mas ainda não concluídas somaram US$ 32 bilhões – um crescimento de 56,2%.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças  Página: B-2


    As fusões e aquisições no Brasil continuaram exibindo fôlego em agosto: segundo levantamento da Thomson Financial, nos primeiros oito meses deste ano os negócios completados somaram R$ 20,6 bilhões, 66,8% acima do mesmo período do ano anterior. Já as operações anunciadas mas ainda não concluídas somaram US$ 32 bilhões – um crescimento de 56,2%. Considerando todos os negócios em que empresas brasileiras estão envolvidas (na ponta de compra ou na de venda, aqui ou no exterior), o total completado sobe para US$ 26,8 bilhões, 86% mais do que nos primeiros oito meses de 2006. Já o volume anunciado ficou estável em US$ 40,8 bilhões.

    No mundo, as operações completadas também cresceram, para US$ 2,3 trilhões (25,5% mais do que entre janeiro e agosto do ano passado); e as anunciadas, para US$ 3,4 trilhões (aumento de 59,3%). Já na América Latina, os negócios efetivamente concluídos ficaram em US$ 80,2 bilhões (um aumento de nada menos do que 154,1% no período) e os anunciados, em US$ 65,3 bilhões (44,3% acima do mesmo período ano passado).


    Crise ajuda


    Para executivos dos bancos mais ativos no mercado de fusões e aquisições, a turbulência internacional provocada pelos problemas com crédito em hipotecas de alto risco nos Estados Unidos vem ajudando a acelerar os negócios. “O mercado não está sentindo os efeitos da volatilidade”, nota Matheus Villares, responsável pela área de fusões e aquisições do Citi. O banco liderou os negócios no período, no Brasil e na América Latina; no mundo, ficou em terceiro lugar. “Temos muitos mandatos em andamento”, afirma. Entre os negócios que o banco assessorou, estão a compra do Atacadão pelo Carrefour, em abril, por US$ 1,1 bilhão.


    Segundo ele, de modo geral as operações que dependem de financiamento ficaram um pouco mais difíceis, mas ainda assim o executivo afirma que não teve problema para obter recursos nos negócios dos quais participou.


    “A queda dos preços facilitou a viabilização de operações de qualidade, aquelas em que as empresas compradoras estão capitalizadas, com bom plano de negócio”, acrescenta João Teixeira, vice-presidente do ABN Amro, que aparece em segundo no ranking de operações anunciadas no Brasil da Thomson. Segundo Teixeira, nos últimos três anos o banco esteve sempre entre os três primeiros no ranking brasileiro.


    Apesar do otimismo, os executivos evitam fazer previsões: para ambos, podem surgir transações gigantes, que sempre desequilibram o ranking.


     

  • Indústria recua após nove meses de alta

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3 


    A produção industrial registrou queda de 0,4% em julho ante junho e interrompeu uma trajetória de nove meses seguidos de crescimento. O resultado surpreendeu analistas ouvidos pela Folha, que previam um crescimento da ordem de 0,6% a 0,8%.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3 


    A produção industrial registrou queda de 0,4% em julho ante junho e interrompeu uma trajetória de nove meses seguidos de crescimento. O resultado surpreendeu analistas ouvidos pela Folha, que previam um crescimento da ordem de 0,6% a 0,8%. Nos primeiros sete meses do ano, a indústria acumula alta de 5,1%.


    Para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), trata-se de uma “acomodação” do setor, e analistas mantêm as previsões de crescimento da ordem de 5% para este ano.

    “É normal ter uma queda após meses de crescimento”, afirmou Solange Srour, economista-chefe da Mellon Global Investments. Srour destacou a queda da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos), de -1,3%, e dos bens de consumo não-duráveis (alimentos e roupas), de -3,3%. Já os bens intermediários (insumos) recuaram 0,2%.


    “Os resultados devem ser interpretados antes como um freio parcial do processo de evolução industrial em curso do que como um retrocesso da indústria brasileira, que vinha experimentando crescimento ininterrupto”, afirma boletim do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).


    As principais quedas em julho na comparação com junho ocorreram nos setores de alimentos (-2,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,5%) e máquinas e equipamentos (-2,7%).

    Para Silvio Sales, coordenador de Indústria do IBGE, a queda foi concentrada em produtos de forte oscilação na produção, e não existem problemas de demanda.


    Para especialistas, o fim da safra foi o fator responsável pela queda na produção de açúcar e álcool em julho. Além disso, o refino de petróleo foi afetado por paralisações técnicas.


    “Parada técnica”


    Na avaliação de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o resultado de julho mostra uma “parada técnica” da indústria, que, segundo ele, deve voltar a se aquecer em agosto com a preparação para a entrega de pedidos do comércio varejista no fim do ano. “Os resultados mostram que a indústria continua em expansão, não a taxas robustas, mas com a experiência de quem viveu anos de baixo crescimento.”


    Segundo Marcela Prada, da consultoria Tendências, não existem sinais de reversão da tendência de alta. “Projetamos um cenário positivo, com crescimento de 5% neste ano”, afirmou. O cenário estimado por especialistas é baseado na alta da demanda doméstica e dos investimentos.


    A única categoria que se manteve em expansão em julho foi a dos bens de consumo duráveis (veículos e móveis), com alta de 0,8%, impulsionada pela produção de automóveis. Para Douglas Uemura, da LCA Consultores, categorias como bens de capital e duráveis devem liderar a expansão da indústria neste ano. “Esperamos que ocorra ainda alguma acomodação na produção de alimentos. Com preços em alta, isso afeta o consumo e a produção”, disse.


    Em relação a julho do ano passado, houve crescimento de 6,8% na produção. Segundo Sales, isso reflete o aumento do crédito e a ampliação de prazos, além do ânimo das empresas para realizar novos investimentos. Os bens de capital tiveram alta de 19% na comparação com julho de 2006, e os bens duráveis, de 15,1%.


     




     


     

  • A coisa julgada e o Poder Público

    Gazeta Mercantil   Editoria: Direito Corporativo  Página: A-9 


    Ives Gandra da Silva Martins  


    Desde o momento em que o governo federal obteve o direito de apropriar-se dos depósitos judiciais, como renda própria, nas discussões em que há contestação da legalidade dos tributos lançados, os recordes de arrecadação têm superado todas as expectativas, sempre, inclusive, maiores do que as próprias previsões governamentais. Tal receita, mesmo quando resta judicialmente demonstrado que foi impropriamente recebida, raramente é devolvida.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Direito Corporativo  Página: A-9 


    Ives Gandra da Silva Martins  


    Desde o momento em que o governo federal obteve o direito de apropriar-se dos depósitos judiciais, como renda própria, nas discussões em que há contestação da legalidade dos tributos lançados, os recordes de arrecadação têm superado todas as expectativas, sempre, inclusive, maiores do que as próprias previsões governamentais. Tal receita, mesmo quando resta judicialmente demonstrado que foi impropriamente recebida, raramente é devolvida. É que assenhorando-se a União Federal dos recursos dos contribuintes, sempre que estes ganham na Justiça, o governo passa a utilizar-se de estratagemas protelatórios, que raramente permitem que a coisa julgada tenha eficácia e gere direitos aos vitoriosos no litígio judicial.


    Em outras palavras: recebe os valores discutidos antes do julgamento e quando, perde o direito de retê-los, passa a opor à decisão embargos de declaração, com efeitos infringentes ou não, com dois objetivos: primeiro, protelar a entrega do que detém indevidamente, contando com a lentidão do Poder Judiciário, que demora anos para apreciar os embargos; segundo, impedir que a questão jurídica transite em julgado, contando com a possibilidade de, no futuro, o Tribunal venha a mudar seu entendimento sobre a matéria, e aí não precisará mais devolver os recursos que mantém em seu poder.


    Desta forma, com embargos protelatórios de declaração, quase sempre buscando efeitos modificativos, a Receita, que já se apropriou de recursos do contribuinte na fase dos depósitos judiciais ou das “penhoras on-line”, não devolve o que recebe, e pereniza o estado de insegurança jurídica, impedindo que decisões favoráveis aos contribuintes sejam executadas, ou pelo menos, retardando ao extremo sua execução pela oposição de expedientes processuais protelatórios, que não são atalhados prontamente, pois, com a carga de trabalho que têm, os tribunais superiores levam anos para julgá-los.


    Argumentam os áulicos do Poder Público que o interesse público está sempre acima do interesse privado da sociedade. A argumentação é falsa, pois o interesse público primário envolvido é a segurança jurídica que advém do cumprimento da lei e da Constituição, e não, que o Estado se aproprie de recursos que não lhe pertencem.


    Ademais, é público e notório que grande parcela dos tributos são destinados apenas a manter no poder políticos e burocratas – concursados estes ou não – sendo a máquina administrativa do Brasil considerada entre as três mais ineficientes do mundo, segundo relatórios de instituições internacionais. Em outras palavras, o “interesse” que no caso se sobrepõe ao interesse privado é, fundamentalmente, o interesse dos próprios detentores do poder, que não criam riquezas, nem desenvolvimento, muitas vezes mais atrapalhando a sociedade do que incentivando a geração de empregos e progresso.


    À luz de legislação que o governo consegue fazer aprovar por meios espúrios, sempre contra o cidadão, tanto autorizando a Fazenda Pública a receber sem ter direito assegurado, quanto dificultando a devolução dos recursos, sempre que a isso é obrigada pelo Poder Judiciário, justificam-se todos os recursos protelatórios. Vêem-se, pois, os contribuintes, privados de processo administrativo digno deste nome – após a desfenestração dos conselheiros versados em direito tributário, que os representavam nos Colegiados Administrativos – a suportar a pior das ditaduras fiscais que a história do Brasil já presenciou, ditadura esta que possibilita recordes de arrecadação, que superam 1/3 do PIB e não 2/5, visto que, em sua nova fórmula, é este composto pela integração dos próprios tributos indiretos na sua determinação!!!


    Não sem razão, no último dia 23 de abril, a ex-vice presidente do Fundo Monetário Internacional, Ana Krueger, formulou diversas críticas ao governo brasileiro, que impõe pesada carga tributária sobre os brasileiros, com notórios desperdícios, crítica esta estendida à CPMF, considerado por ela o “pior tributo do mundo”.


    Percebe-se, pois, que o instituto da coisa julgada, que veria garantir os resultados favoráveis aos contribuintes, propiciando-lhes a devolução daquilo que o Fisco, sem causa legítima, tenha recebido previamente, mediante depósitos judiciais e “penhoras on-line” – foi nulificado, quando a parte perdedora é o Poder Público. Tornou-se um instituto a ser objeto de discussões nas academias de direito ou em tertúlias intelectuais, mas nada garante, na atualidade, em que os processos a favor do contribuinte levam anos para que sejam realmente encerrados – ou, pura e simplesmente, nunca o são.


    Como se percebe, a Emenda Constitucional 45, que veio introduzir o inciso LXXVIII ao artigo 5º da CF, para garantir a celeridade processual, tornou-se, talvez, a mais romântica e lírica das formulações da Lei Maior, devendo ingressar no terreno da ficção científica do direito, concorrendo com a saga do “Senhor dos Anéis”, sem, todavia, ter o final feliz, que Tolkien formulou para sua obra.


    Não só o sertanejo de Euclides da Cunha era, antes de tudo, um forte. O contribuinte brasileiro merece, certamente, idêntico elogio.




     


     

  • Dornelles pede revogação de alteração nas regras do Conselho de Contribuintes

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) manifestou seu apoio a ofício encaminhado pelas confederações nacionais do Comércio (CNC) e da Indústria (CNI) ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedindo a revogação ou flexibilização de parte da portaria que alterou as regras do Conselho de Contribuintes.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) manifestou seu apoio a ofício encaminhado pelas confederações nacionais do Comércio (CNC) e da Indústria (CNI) ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedindo a revogação ou flexibilização de parte da portaria que alterou as regras do Conselho de Contribuintes.


    A CNC e a CNI não concordam com o dispositivo que impede os conselheiros indicados pelos contribuintes de participar de julgamento de processos nos quais tenham interesse econômico ou financeiro direto ou indireto, ou naqueles em que figurem como representante ou mandatário em ação judicial que discuta a mesma matéria objeto do recurso em julgamento.


    – A conseqüência desta restrição é que o Conselho está paralisado. Parou em virtude das restrições impostas pelo regimento aos conselheiros representantes dos contribuintes serem amplas e pouco definidas – explicou Francisco Dornelles.


    Agência Senado, 3 de setembro de 2007.