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  • Impostômetro agora terá dados municipais

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    Depois de saber quanto a União e cada Estado arrecadam em tributos por ano, mês, dia, minuto e segundo, cada brasileiro poderá saber quanto seu município recebe em impostos diretos e transferências constitucionais por meio do Impostômetro.


    A cidade de São Paulo, por exemplo, deve arrecadar cerca de R$ 20,3 bilhões em 2007 em impostos diretos, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS), mais transferências da União e do Estado.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    Depois de saber quanto a União e cada Estado arrecadam em tributos por ano, mês, dia, minuto e segundo, cada brasileiro poderá saber quanto seu município recebe em impostos diretos e transferências constitucionais por meio do Impostômetro.


    A cidade de São Paulo, por exemplo, deve arrecadar cerca de R$ 20,3 bilhões em 2007 em impostos diretos, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS), mais transferências da União e do Estado. E, de acordo com a projeção dos dados disponíveis até agora, cada habitante da Capital paulista já pagou R$ 1.365,00 em tributos.


    O projeto, lançado em abril de 2005 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), com o apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), teve sua ampliação anunciada ontem, na sede da ACSP. Também estarão disponíveis no site www.impostometro.com.br informações como o valor arrecadado individualmente por tributo e a evolução da carga tributária brasileira, com o total de impostos arrecadados em anos anteriores e projeções para o futuro em termos de arrecadação.


    Somente a CPMF, por exemplo, se prorrogada, deverá arrecadar R$ 35,5 bilhões em 2007. Individualmente, cada brasileiro terá pago R$ 186 somente em CPMF, o que significa sete dias de trabalho apenas para pagar o tributo. E, em 2010, a previsão é que o governo arrecade R$ 47 bilhões somente com o tributo.


    Outra novidade do Impostômetro é a conversão dos valores arrecadados para itens como estradas, postos de saúde e casas populares. Até as 11h30 de ontem, por exemplo, União, Estados e Municípios arrecadaram R$ 580 bilhões. O valor equivale a cerca de 43 milhões de casas populares, 790 mil quilômetros de rodovias, 48 milhões de salas escolares, 12 milhões de postos policiais e 2,3 milhões de postos de saúde.


    Segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, o objetivo do Impostômetro é conscientizar a população sobre o valor dos impostos, taxas e tributos arrecadados pelos entes federativos. ‘É importante que a população saiba o que poderia ser feito com esse dinheiro arrecadado ou desviado devido à corrupção’, completou o presidente do IBPT, Gilberto Amaral.


    De acordo com Amaral, 75% dos impostos são pagos por empresas e 25% por pessoas físicas. Porém, todo o valor é repassado às pessoas físicas, já que os tributos estão embutidos no preço das mercadorias. O presidente do IBPT promete lançar, ainda este ano, o Gastômetro, que informará o quanto União, Estados e Municípios gastam.


    Já o Corruptômetro, projeto com fins educativos cuja idéia é tornar disponíveis todas as informações, valores e pessoas envolvidas em casos de corrupção da história do País, continua sem patrocínio, o que inviabiliza o seu desenvolvimento.


    Outro projeto das entidades, já aprovado no Senado e em tramitação na Câmara, é a lei que obriga o comércio a esclarecer nas etiquetas o preço real de uma mercadoria e os impostos que incidem sobre ela. ‘Estamos lutando pela aprovação desse projeto’, disse Burti.

         


     


     

  • Importação faz superávit comercial recuar 9,2% no ano

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2  


    As importações continuam em um ritmo de crescimento superior ao das exportações e o saldo da balança comercial está em queda no acumulado do ano.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2  


    As importações continuam em um ritmo de crescimento superior ao das exportações e o saldo da balança comercial está em queda no acumulado do ano. O superávit comercial – diferença positivas entre as vendas ao exterior e as compras – até a quarta semana de agosto é de US$ 26,386 bilhões, uma queda de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 29,058 bilhões), segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.


    Esse resultado é a diferença entre as exportações, que somam US$ 98,952 bilhões e as importações, que totalizam US$ 72,566 bilhões, em alta de 15% e 27,5%, respectivamente.


    A expectativa do ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) é que o saldo neste ano fiquei entre US$ 45 bilhões e US$ 46 bilhões, ou seja, uma queda em relação ao ano passado, quando foi registrado recorde histórico em US$ 46,457 bilhões.


    Se essa projeção se confirmar, será a primeira queda no superávit após sete anos de resultados positivos crescentes. A projeção do mercado financeiro é ainda menor, US$ 42,8 bilhões.


    Agosto


    A balança comercial apresentou saldo positivo de US$ 738 milhões na quarta semana do mês (entre 20 e 26 de agosto). No período, as exportações totalizaram US$ 3,232 bilhões e as importações, US$ 2,494 bilhões.


    No acumulado do mês, o superávit comercial (saldo positivo entre exportações e importações) está em US$ 2,401 bilhões, com vendas de US$ 11,618 bilhões e compras de produtos importados de US$ 9,217 bilhões.


     

  • Crise freia queda nos juros ao consumidor

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Dados preliminares do Banco Central mostram que a tendência de queda dos juros nos empréstimos bancários, verificada desde o começo deste ano, pode ter sido interrompida.

    Nos 15 primeiros dias de agosto, as taxas deixaram de cair, quebrando trajetória registrada desde fevereiro. A média praticada na quinzena foi de 35,9% ao ano, idêntica à vista em julho.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Dados preliminares do Banco Central mostram que a tendência de queda dos juros nos empréstimos bancários, verificada desde o começo deste ano, pode ter sido interrompida.

    Nos 15 primeiros dias de agosto, as taxas deixaram de cair, quebrando trajetória registrada desde fevereiro. A média praticada na quinzena foi de 35,9% ao ano, idêntica à vista em julho.


    Analistas afirmam, porém, que esse fenômeno pode ser passageiro, e ainda é cedo para falar no fim dos cortes de juros aos consumidores.


    A constatação de que as taxas deixaram de cair coincide com o período de forte turbulência no mercado internacional causada pela crise imobiliária nos Estados Unidos. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, entende que os dois fatos têm relação. “Isso [a crise] acabou freando qualquer movimento das taxas”, diz.


    Na quinzena, a média dos empréstimos para empresas teve juro de 23%. Para pessoas físicas, de 47%. Os números são iguais aos praticados em julho.


    Lopes disse que o que levou o nervosismo internacional para os empréstimos foram os juros futuros. Nesse mercado, são projetadas taxas para os próximos meses. Essa é uma das principais referências quando bancos estabelecem o quanto vão cobrar nos empréstimos.


    “No ambiente turvo do início de agosto, as taxas futuras subiram fortemente. Era de se esperar que isso chegasse ao crédito”, diz o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira.


    Segundo o BC, o que mais subiu foi a taxa de captação -custo do dinheiro usado pelo banco nos empréstimos. Na quinzena, a taxa subiu 0,2 ponto, para 11% anuais, na primeira alta desde abril de 2005.


    Mas a taxa futura não é a única influência. O professor do Ibmec São Paulo Marcelo Moura diz que situações de turbulência são acompanhadas por operações conservadoras dos bancos.


    Isso, segundo ele, pode ter reduzido a oferta de dinheiro no mercado. “Se o mercado estima que o risco aumentou, a concessão de empréstimos é dificultada, seja para outros bancos [médios e pequenos] ou para clientes.”


    Mas especialistas avaliam que a interrupção da redução dos juros pode ter sido temporária e que o mês pode fechar com recuo . A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) não comentou a interrupção do corte de juros dizendo se tratar de número preliminar do mês.


    Crédito tem expansão de 21% em 12 meses


    O volume de empréstimos no sistema financeiro continua em alta e superou os R$ 800 bilhões em julho. O número foi divulgado ontem pelo Banco Central. Conforme relatório mensal, o mercado de crédito teve expansão de 1,7% no mês passado na comparação com junho. Em 12 meses, a carteira teve crescimento de 21,5%. Ao todo, o Brasil tem R$ 813,3 bilhões em empréstimos.


    Com o aumento das operações em julho, o crédito já representa 32,7% do PIB. O percentual é 0,4 ponto percentual maior que o observado em junho e o mais alto desde novembro de 1995, quando essas operações representavam 33% do PIB. Apesar do crescimento, a marca está longe do recorde histórico de 36% visto em janeiro de 1995 e de patamares de países mais desenvolvidos.


    O próprio presidente do BC, Henrique Meirelles, disse ontem à noite, em São Paulo, considerar o percentual baixo em relação a outros emergentes, o que mostraria potencial de crescimento. Citou os casos do Chile, em que a proporção chega a 70%, e da Malásia (117%).

    “O crescimento tem sido bastante disseminado, seja entre as empresas ou nas pessoas físicas”, diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Segundo ele, a indústria e o comércio têm liderado a expansão no segmento empresarial. Já nas operações pessoais, o financiamento de veículos e o crédito consignado -com desconto em folha de pagamento- lideram.


    “Os resultados dão indicação de que a boa conjuntura verificada ao longo dos últimos dois anos ainda persiste, mesmo contando com uma base comparativa mais forte”, avalia estudo do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Para os economistas da entidade, um ponto positivo é que o crédito para as empresas tem apresentado ritmo de crescimento parecido com a evolução dos empréstimos para as famílias, o que não acontecia nos anos anteriores. Apesar da alta no volume de crédito neste ano, a inadimplência nos empréstimos teve um pequeno recuo entre dezembro do ano passado e julho, passando de 5% para 4,7%.


    Com a maior concessão de empréstimos, o BC também apurou a queda das taxas em julho, ao contrário do que ocorreu na primeira quinzena de agosto. O juro médio caiu de 36,7% para 35,9%. Para empresas, foi de 23,7% para 23%, no menor nível desde junho de 2000. Para as pessoas físicas, queda de 47,8% para 47%, a mais baixa desde julho de 1994. “Os números são positivos.


    Ainda assim, as taxas são muito altas. Houve queda, mas ainda é muito pouco para levar os juros brasileiros ao patamar internacional”, ressalta o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira.


    No cheque especial, por exemplo, o juro caiu meio ponto percentual, para 139,2% ao ano. Na comparação com o cheque, o crédito pessoal tem custo menor, de 65,1%. Oliveira avalia que o ritmo de cortes praticado pelo sistema financeiro está aquém do que poderia ser realizado. Para ele, é preciso reduzir o chamado “spread” bancário -parcela que compõe juros e é cobrada nos empréstimos para cobrir os custos do banco e ajudar a compor suas margens de lucro. Na média, o “spread” caiu 0,7 ponto em julho, para 25,1 pontos.


     


     


     


     


     

  • Fiesp quer rever regra do Conselho de Contribuintes

    Valor Econômico  Editoria: Legislção  Página: E-2


    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai encaminhar um ofício ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedindo que o novo regimento do Conselho de Contribuintes seja revisto. Pelas novas regras, os advogados que representam os contribuintes no conselho devem se declarar impedidos de votar nos casos em que atuem como advogados.

    Valor Econômico  Editoria: Legislção  Página: E-2


    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai encaminhar um ofício ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, pedindo que o novo regimento do Conselho de Contribuintes seja revisto. Pelas novas regras, os advogados que representam os contribuintes no conselho devem se declarar impedidos de votar nos casos em que atuem como advogados. A vice-presidente do terceiro conselho, Susy Gomes Hoffman, disse que se o ofício não surtir efeito, a federação já pensa em entrar com uma ação na Justiça questionando a legalidade do regulamento.  


    A conselheira, que é representante dos contribuintes, diz que o novo regimento fere a lei porque tira a paridade entre os representantes dos contribuintes e os da Fazenda. A decisão de se enviar um ofício foi tomada ontem em uma reunião do conselho superior de assuntos jurídicos e legislativos da Fiesp. A reunião foi um encontro fechado com empresários e tributaristas onde se discutiu justamente os possíveis impactos que as mudanças feitas no regimento do Conselho de Contribuintes podem ter sobre a participação dos especialistas em direito tributário nas atividades do órgão. O primeiro e o terceiro conselho estão praticamente paralisados. Também participou do debate o presidente da sétima câmara do primeiro conselho, Marcos Vinicius Neder de Lima, que é representante da Fazenda.  


    A grande questão em torno dos advogados tributaristas que são ao mesmo tempo juízes no conselho se dá pelo fato de eles não serem remunerados. Por isso, consideram natural que assumam causas ligadas ao direito tributário. Sem remuneração, a nova regra praticamente inviabiliza a participação destes advogados no órgão. Por isso o governo já discute a remuneração. Mas, segundo a conselheira Susy, os advogados não querem esta solução. O Conselho de Contribuintes é uma esfera administrativa importante para os contribuintes porque, quando saem vitoriosos, a Fazenda não pode recorrer ao Judiciário.  


     


     


     

  • União não convence Estados a unificarem ICMS

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-6


    A um mês do prazo estipulado para o envio da emenda constitucional da reforma tributária ao Congresso, o governo federal ainda não convenceu os Estados e os municípios a aceitar sua proposta de unificar quatro tributos federais, o ICMS estadual e o ISS municipal em um único e novo imposto, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA).


    Além da resistência dos prefeitos, pelo menos 22 dos 27 secretários estaduais de Fazenda concordam em acabar com o ICMS e substituí-lo por novo imposto, mas não abrem mão da autonomia

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-6


    A um mês do prazo estipulado para o envio da emenda constitucional da reforma tributária ao Congresso, o governo federal ainda não convenceu os Estados e os municípios a aceitar sua proposta de unificar quatro tributos federais, o ICMS estadual e o ISS municipal em um único e novo imposto, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA).


    Além da resistência dos prefeitos, pelo menos 22 dos 27 secretários estaduais de Fazenda concordam em acabar com o ICMS e substituí-lo por novo imposto, mas não abrem mão da autonomia formal sobre o tributo.O governo paulista, apurou o Estado, é um dos poucos – senão o único – que nas reuniões fechadas do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) chegou inclusive a defender a preservação do atual ICMS, restringindo as mudanças a convênios e acordos infraconstitucionais. Nos bastidores, atribui-se a resistência a uma tentativa de evitar que o governo Lula conquiste um feito inédito, como seria a simplificação do sistema de tributação do consumo.No entanto, até os aliados mais próximos do Planalto, entre os secretários, estão querendo garantias para concordar com a criação do IVA. “A divergência está no grau de autonomia para legislar sobre esse imposto. Na medida em que o governo apresente regras claras sobre o compartilhamento de atribuições, aceitamos discutir a adoção do IVA dual”, disse o secretário da Fazenda do Pará, José Raimundo Trindade.Os secretários chamam de “IVA dual” a proposta do governo federal: um único imposto, com uma única legislação e base de cálculo, que seria recolhido simultaneamente pela União e pelos Estados.


    Para as empresas, seria uma “mão na roda”, pela simplificação que proporcionaria, mas os secretários estaduais de Fazenda temem ficar reféns nesse tipo de configuração, pois qualquer mudança dependeria de aval da Receita Federal.”Achamos que o País está preparado para um passo mais ousado, mas, se o resultado da negociação só der para harmonizar o IVA estadual, então estamos dispostos a avaliar a hipótese”, afirmou André Paiva, assessor do Ministério da Fazenda.Procurado para falar sobre a proposta do IVA , o secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, disse apenas que aguarda a apresentação formal da proposta de emenda constitucional para tomar posição.


     

     


     

  • Fecomércio-RJ lança hoje movimento “Rio, Como Vamos”

    A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro lança hoje, no Rio de Janeiro, o movimento Rio, Como Vamos, com o objetivo de mobilizar a sociedade carioca a fiscalizar a evolução da qualidade de vida na cidade.


    O projeto é inspirado na iniciativa Bogotá, Como Vamos, desenvolvida há 9 anos na capital da Colômbia.

    A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro lança hoje, no Rio de Janeiro, o movimento Rio, Como Vamos, com o objetivo de mobilizar a sociedade carioca a fiscalizar a evolução da qualidade de vida na cidade.


    O projeto é inspirado na iniciativa Bogotá, Como Vamos, desenvolvida há 9 anos na capital da Colômbia. São Paulo também tomou como base a experiência de Bogotá, e lançou, em 15 de maio, a Nossa São Paulo: Outra Cidade, com a meta de propor ações capazes de promover o desenvolvimento equilibrado e sustentável, em parceria com instituições públicas e privadas.


    Indicadores de qualidade de vida


    No Rio, o movimento, que já conta com uma lista de 20 participantes, entre pessoas físicas e jurídicas, usará indicadores de qualidade de vida para apontar aos responsáveis quais as áreas da cidade e os setores da administração que necessitam maior atenção e investimentos. A chamada Cesta Básica de Indicadores do projeto engloba 10 temas: Saúde, Educação, Segurança Pública e Violência, Pobreza e Desigualdade Social, Meio Ambiente, Lazer e Esportes, Habitação e Saneamento, Inclusão Digital e Trabalho e Emprego e Renda.


    A cerimônia de lançamento acontece de 9h às 12h, no auditório da Fecomércio-RJ, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Para maiores informações: www.fecomercio-rj.org.br ou www.riocomovamos.org.br.

  • Audiência debate o papel do comércio no desenvolvimento

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência pública na quarta-feira (29) para debater o papel do comércio no desenvolvimento do Brasil, atendendo requerimento do deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP).


    Foram convidados para a audiência o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini; o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos; o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Carlos Levandowski; o presidente da Confederação das A

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência pública na quarta-feira (29) para debater o papel do comércio no desenvolvimento do Brasil, atendendo requerimento do deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP).


    Foram convidados para a audiência o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini; o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos; o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Carlos Levandowski; o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alencar Burti; o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda; e o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Geraldo Eduardo da Silva Caixeta.


    O debate está marcado para as 14 horas, no plenário 10.


    Agência Câmara, 27 de agosto de 2007.

  • Câmara aprova prazo de 5 dias no registro de microempresa

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quinta-feira (23), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2055/03, do deputado Giacobo (PR-PR), que estabelece prazo de até cinco dias para concessão de registro comercial de micro ou pequena empresa. A votação seguiu o parecer do relator, deputado José Pimentel (PT-CE). O projeto segue agora para análise do Senado.


    Atualmente, o registro de uma empresa no Brasil leva entre 6 e 73 dias, de acordo com o estado.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quinta-feira (23), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2055/03, do deputado Giacobo (PR-PR), que estabelece prazo de até cinco dias para concessão de registro comercial de micro ou pequena empresa. A votação seguiu o parecer do relator, deputado José Pimentel (PT-CE). O projeto segue agora para análise do Senado.


    Atualmente, o registro de uma empresa no Brasil leva entre 6 e 73 dias, de acordo com o estado. O prazo de cinco dias fixado pelo projeto servirá para que a Junta Comercial analise os documentos apresentados pela pequena ou microempresa e se pronuncie sobre o pedido de registro. Em caso de não efetivação do registro, as exigências complementares precisam ser efetivadas imediatamente. O não-cumprimento da medida acarretará abertura de processo administrativo disciplinar para apuração de responsabilidades.


    Segundo o autor da proposta, “não há necessidade de prazos dilatados nos casos de documentação simplificada”, como nas micro e pequenas empresas. Para ele, não há, portanto, necessidade de longo tempo para a análise dos documentos de tais empresas.


    Demora

    Dados preliminares de uma pesquisa que está sendo desenvolvida pelo Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostram que a demora para registrar um empreendimento no Brasil pode levar até 73 dias – caso do Mato Grosso. Os dados iniciais ainda mostram Alagoas como o estado com melhor média para registro de empresas nas juntas comerciais. O empreendedor alagoano leva seis dias para conseguir esse registro.


    A pesquisa do DNRC é feita em todas as juntas comerciais, com abrangência de 97% das empresas abertas no País. No que diz respeito aos custos na Junta Comercial para registro de empresas, o estudo revela que o Distrito Federal apresenta o menor valor, que é o de R$ 22,45. Rondônia é o estado onde essa despesa fica mais cara, custando R$ 300,06.


    Melhora

    Apesar de o prazo estar acima do estipulado pelo projeto, os dados indicam que o tempo médio de abertura de negócios no País está caindo. De acordo com levantamento de 2004 do Banco Mundial, levavam-se 152 dias para registrar um empreendimento no País. Na pesquisa do Banco Mundial, o Brasil ocuparia o 73º lugar em uma lista de 133 países. O primeiro lugar ficou com a Austrália, onde as empresas são abertas em dois dias.


    Agência Câmara, 27 de agosto de 2007.

  • Classe C busca produto popular. Mas nem tanto

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-18


    Há uma segunda onda de consumo popular em curso, mas de itens não tão populares quanto os vendidos entre 1994 e 1996. No lugar de geladeira de uma porta, a classe C quer agora a dúplex ou com compartimento de água na porta. O tanquinho, que só bate a roupa e não torce, é coisa do passado. Os mais pobres desejam lavadora semi-automática e celular com máquina fotográfica, tocador de MP3, além de acesso do computador à internet por banda larga.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-18


    Há uma segunda onda de consumo popular em curso, mas de itens não tão populares quanto os vendidos entre 1994 e 1996. No lugar de geladeira de uma porta, a classe C quer agora a dúplex ou com compartimento de água na porta. O tanquinho, que só bate a roupa e não torce, é coisa do passado. Os mais pobres desejam lavadora semi-automática e celular com máquina fotográfica, tocador de MP3, além de acesso do computador à internet por banda larga. Neste ano, o consumo da classe C deve atingir R$ 365 bilhões, cerca de um quarto do gasto total das famílias brasileiras, segundo projeções da consultoria Target. Em cinco anos, o consumo da classe C quase dobrou.


    Analistas analisam que não se trata de um novo boom de consumo popular, mas de um ciclo de expansão de vendas mais duradouro, porque tem pilares mais sólidos. A massa real de rendimento dos trabalhadores deve aumentar neste ano 5,5%, segundo projeções da RC Consultores, depois de ter crescido 4,7% em 2005 e 4,6% em 2006.


    A massa real de rendimentos é o resultado do pessoal ocupado, multiplicado pela renda real do trabalhador, descontada a inflação. Há dez anos, o consumo popular não contava com esse fator estrutural de ganho de renda. A explosão de venda dos itens populares, naquela época, aconteceu por causa da queda da inflação, que passou de 40% ao mês para próximo de zero.


    “A demanda popular por produtos mais sofisticados é uma tendência que começou no ano passado e está se consolidando fortemente”, diz Ana Calderon, diretora da Consul, marca para o segmento de menor renda da fabricante de eletrodomésticos Whirlpool. Segundo ela, o poder aquisitivo desse consumidor cresceu impulsionado não só pela massa de rendimentos, mas também pelo crédito. “De 60% a 70% dos nossos produtos são vendidos a prazo.”


    O prazo alongado do crediário fez a prestação ser compatível com a renda. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) revela que em julho o prazo máximo do crediário era de 36 meses, ante 24 em janeiro de 1999.


    Ana diz que o preço ainda é um fator importante para vender produtos para a classe C, mas observa que esse consumidor quer itens com características antes reservadas para as camadas mais ricas. Ela cita como exemplo o refrigerador com água na porta. Lançado no ano passado pela companhia, com preço abaixo de R$ 1 mil, é sucesso de vendas. Quem compra o produto é geralmente o consumidor que já tem uma geladeira adquirida há mais de dez anos, no início do Plano Real.


    A geladeira de duas portas é outro indicador importante de sofisticação. Em 2003, 70% das vendas eram de refrigeradores de uma porta, produto que hoje representa menos de 20%, diz Ana. Dos 20 lançamentos que a marca planeja para o ano, mais da metade é de produtos populares, com toque de sofisticação.


    É o mesmo caminho seguido pela Arno, fabricante de eletroportáteis e eletrodomésticos. A empresa acaba de lançar uma lavadora semi-automática com um diferencial: compartimentos para roupas delicadas e pesadas, que podem ser usados simultaneamente.


    Segundo a diretora de Marketing da empresa, Eliana Leonhardt, o produto foi desenhado a partir do desejo do consumidor da classe C e custa perto de R$ 500. “Cada dia se vende menos tanquinho.” No primeiro semestre, a Arno cresceu 15% e o desempenho foi puxado pelos produtos mais sofisticados.


    A Esmaltec, segunda maior fabricante de fogões do País e especializada em vender para as classes C, D e E, percebeu a onda do consumo popular sofisticado. Neste mês, todos os fogões passarão a ter acendimento automático no forno. E a fabricante vai colocar no mercado a linha de fogões, microondas e geladeiras na cor prata. A superintendente da empresa, Annette de Castro, diz que o produto acompanha a tendência do aço escovado das marcas sofisticadas, só que é pintado. “As classes C e D têm as mesmas aspirações de consumo das demais classes. A indústria tem que fazer com que esse desejo seja alcançado.”


    Annette diz que a companhia, com fábricas no Ceará, tem de fazer uma ginástica financeira para compatibilizar a sofisticação do produto com preço atraente. “Os custos, que envolvem aço, plásticos e compressores, têm subido. E o varejo não aceita repasses.”


    A demanda por produtos sofisticados engloba eletrônicos, como celulares, e serviços, como acesso à internet por banda larga e TV a cabo. A coreana LG diz que a classe C está adquirindo o segundo celular, que tem de ser melhor que o primeiro, situação diferente de dois anos atrás. “Eles estão no momento de trocar de aparelho”, afirma o diretor, Alexandre Jesus.


    Os produtos mais procurados por essa faixa da população custam entre R$ 200 e R$ 250. Os celulares mais sofisticados representam 60% dos aparelhos da empresa. Com a evolução tecnológica, o barateamento do produto e o subsídio das operadoras, em pouco tempo a classe C vai demandar conectividade e cartão de memória no celular como as classes mais ricas, prevê o diretor da LG.


    “A demanda da classe C por serviços de telefonia, banda larga e TV a cabo é crescente”, afirma o diretor de Produtos e Serviços da Net, Márcio Carvalho. O pacote mais barato, de R$ 69,90, com TV a cabo, banda larga e telefone fixo, lançado em maio do ano passado responde por 15% das vendas da companhia, enquanto o mais caro, de R$ 300, representa 1%. “Estamos conhecendo o consumidor da classe C, que tem potencial bastante significativo.” Hoje, menos de 10% dos domicílios da classe C têm computador.


     


     


     


     


     

  • Inserção no atendimento em comércio e serviços

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-6


    A contratação de profissionais da terceira idade já é uma prática antiga das empresas de varejo e serviços, especialmente para o atendimento nas lojas. Em 1997, o Grupo Pão de Açúcar foi pioneiro ao lançar um programa para inserção de idosos no mercado de trabalho. “O projeto começou estimulado pelos próprios clientes que mostraram interesse em trabalhar em nossos supermercados”, afirma Eliana Ponzio, gerente de atratividade e seleção do grupo.


    O programa passou a fazer parte da cultura da rede.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-6


    A contratação de profissionais da terceira idade já é uma prática antiga das empresas de varejo e serviços, especialmente para o atendimento nas lojas. Em 1997, o Grupo Pão de Açúcar foi pioneiro ao lançar um programa para inserção de idosos no mercado de trabalho. “O projeto começou estimulado pelos próprios clientes que mostraram interesse em trabalhar em nossos supermercados”, afirma Eliana Ponzio, gerente de atratividade e seleção do grupo.


    O programa passou a fazer parte da cultura da rede. “A maior demanda é para as lojas, mas contratamos para diversas áreas da empresa”, afirma a executiva, ressaltando que a rede conta com 1,5 mil profissionais com idade acima de 50 anos, entre seus 62 mil funcionários. “O varejo é um ambiente democrático para inserção social porque a exigência é pequena.”


    Com a meta de investir em uma ação social consistente, a Pizza Hut também desenvolveu um programa de contratação de idosos. “Fizemos pesquisa no mercado e um piloto com público de terceira idade para entender se nossa atividade não era incoerente a esse modelo de contratação”, diz o diretor Reynaldo Zani. O que a empresa buscava eram pessoas dinâmicas, extrovertidas e que, principalmente, gostassem de servir ao público.


    A performance surpreendeu. A rede descobriu que, além da questão econômica, os novos funcionários buscavam se manter ativos socialmente, ter a oportunidade de ensinar e também de continuar aprendendo.


    Metade das vagas vão para os centros de reintegração social das prefeituras para atingir a população mais carente. A rede oferece vários benefícios como convênio médico e odontológico, vale alimentação e seguro de vida. “Só não oferecemos vale transporte porque eles já não precisam”, explica Zani.


    No entanto, o que mais atrai esse público é o horário maleável. “Eles podem escolher quantas horas querem trabalhar e os dias de folga, para não atrapalhar sua vida social.” Atualmente, 8% de seus 700 funcionários têm acima de 60 anos. A meta é que essa participação chegue a 10% até o final do ano. E com um diferencial: a rede vai expandir o projeto para a área administrativa, cujo processo de seleção deve começar na próxima semana, e para a área de manutenção.