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  • Vendas do varejo sobem 9,8% de janeiro a julho

    O volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 9,8% de janeiro a julho deste ano, em comparação com igual período de 2006, segundo a pesquisa Indicador Serasa de Atividade do Comércio, divulgada ontem. De acordo com a entidade, somente em julho último, o aumento verificado foi de 7,7%, ante igual mês do ano passado.

    O volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 9,8% de janeiro a julho deste ano, em comparação com igual período de 2006, segundo a pesquisa Indicador Serasa de Atividade do Comércio, divulgada ontem. De acordo com a entidade, somente em julho último, o aumento verificado foi de 7,7%, ante igual mês do ano passado.


    Com base no levantamento, as lojas de varejo especializado (eletroeletrônicos, veículos, materiais de construção etc.) registraram alta de 12,5% nos sete primeiros meses deste ano, enquanto setor varejista de alimentos e bebidas (mercearias, açougues, quitandas e distribuidoras de bebidas), supermercados e hipermercados apontou alta de 7,2%.


    A Serasa informou que as vendas do varejo, em julho deste ano, permaneceram praticamente estáveis quando comparadas a junho, com recuo de apenas 0,7%. No varejo composto pelos hipermercados, supermercados e o restante do setor de alimentos e bebidas, a alta foi de 0,4%, diferentemente do varejo especializado, que registrou queda de 1,3%.


    Na comparação de julho deste ano com igual mês de 2006, as vendas do varejo especializado cresceram 9,6%, e dos supermercados, hipermercados e o dó restante do setor de alimentos e bebidas, 4,8%. Segundo especialistas, o aumento só não foi maior devido ao fato de julho deste ano ter tido um sábado a menos do que julhodo ano passado.


    Os técnicos da Serasa informaram que o desempenho do comércio varejista, no acumulado de janeiro a julho de 2007, reflete a evolução do crédito, a redução das taxas de juros, a baixa inflação e a melhora da renda e do emprego. O aumento das vendas nas lojas do varejo especializado é explicado, principalmente, por facilidades de pagamento e alongamento nos prazos de financiamento.

  • Vendas do Dia dos Pais confirmam expectativas, apura Fecomércio-SC

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Santa Catarina revelou que mais de 50% dos empresários otimistas com as vendas do Dia dos Pais confirmaram um incremento de 10% nos negócios. O resultado positivo se deu em parte ao avanço da renda dos últimos meses, somada, no parecer do presidente da Fecomércio-SC, Antônio Edmundo Pacheco, às campanhas promocionais relativas ao período, estratégia usada por 61,6% dos entrevistados.


    A pesquisa ouviu 227 empresários do comércio, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages.

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Santa Catarina revelou que mais de 50% dos empresários otimistas com as vendas do Dia dos Pais confirmaram um incremento de 10% nos negócios. O resultado positivo se deu em parte ao avanço da renda dos últimos meses, somada, no parecer do presidente da Fecomércio-SC, Antônio Edmundo Pacheco, às campanhas promocionais relativas ao período, estratégia usada por 61,6% dos entrevistados.


    A pesquisa ouviu 227 empresários do comércio, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages. Os resultados mostram que a modalidade de pagamento à vista foi usada pelos consumidores em 53,7% dos estabelecimentos comerciais consultados. A média de gasto foi de R$ 83,51 e, segundo o levantamento, 60,4% dos empresários disseram que as vendas foram maiores que as realizadas em 2006. Para 34% dos comerciantes os negócios foram iguais e apenas 5,6% afirmaram ter vendido menos.    

  • Fecomércio-PB recebe presidente do Sebrae e o líder da Frente Parlamentar na Câmara Federal

    O presidente da Federação do Comércio da Paraíba, Marconi Medeiros, o presidente Nacional do Sebrae, Paulo Okamotto, e o líder da Frente Parlamentar na Câmara Federal, deputado José Pimentel, estiveram reunidos este mês, na sede da Fecomércio-PB, em João Pessoa, capital do estado. O grupo – que contou ainda com vários deputados estaduais e empresários – participou de um almoço oferecido pela Fecomércio-PB.

    O presidente da Federação do Comércio da Paraíba, Marconi Medeiros, o presidente Nacional do Sebrae, Paulo Okamotto, e o líder da Frente Parlamentar na Câmara Federal, deputado José Pimentel, estiveram reunidos este mês, na sede da Fecomércio-PB, em João Pessoa, capital do estado. O grupo – que contou ainda com vários deputados estaduais e empresários – participou de um almoço oferecido pela Fecomércio-PB.


    Antes, os empresários e políticos participaram de uma sessão especial na Assembléia Legislativa do estado, para debater a lei que amplia os benefícios da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. A manutenção do ParaíbaSIM (programa que reduziu a carga tributária das micro e pequenas empresas paraibanas) foi um dos assuntos analisados.


    As atividades fazem parte de uma série de encontros regionais promovidos pela caravana da Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional. A caravana tem o objetivo de sensibilizar os poderes locais sobre a necessidade da Lei Geral se tornar uma legislação efetivamente prática.

  • Subcomissão dos Marcos Regulatórios debate saneamento básico nesta segunda (20)

    A Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios, que funciona no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), promove audiência pública, nesta segunda-feira (20), às 17h, para debater o setor de saneamento básico do país.


    Para o encontro foram convidados o diretor-presidente da Empresa de Águas e Saneamento Básico da Bahia (Embasa), Abelardo de Oliveira Filho; o vice-presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Newton de Lima Azevedo; o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Arn

    A Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios, que funciona no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), promove audiência pública, nesta segunda-feira (20), às 17h, para debater o setor de saneamento básico do país.


    Para o encontro foram convidados o diretor-presidente da Empresa de Águas e Saneamento Básico da Bahia (Embasa), Abelardo de Oliveira Filho; o vice-presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Newton de Lima Azevedo; o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Arnaldo Luiz Dutra; o coordenador do Plano Diretor da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Jeconias Rosendo Júnior; e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, João Paulo Lima e Silva.


    Os palestrantes devem discutir incertezas jurídicas que inibem o investimento da iniciativa privada no setor e quais aperfeiçoamentos seriam necessários para atraí-los. Também deve ser debatida a Lei de Saneamento Básico, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano.


    O debate integra a pauta de 15 audiências a serem realizadas até setembro, em setores como energia elétrica, telecomunicações, transportes e até parcerias público-privadas (PPPs). A audiência ocorre na sala 19 da ala Alexandre Costa.


    Agência Senado, 17 de agosto de 2007.


     

  • Comissão aprova proibição de carne com anabolizante

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (15) o Projeto de Lei 2358/03, que proíbe a importação, o comércio e o consumo de carne que contenha anabolizante. Proposta pelo deputado Cezar Silvestri (PPS-PR), a medida prevê que o produto irregular será apreendido pelos órgãos de defesa agropecuária e vigilância sanitária.


    O relator, deputado Luiz Carlos Setim (DEM-PR), apresentou parecer favorável.

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (15) o Projeto de Lei 2358/03, que proíbe a importação, o comércio e o consumo de carne que contenha anabolizante. Proposta pelo deputado Cezar Silvestri (PPS-PR), a medida prevê que o produto irregular será apreendido pelos órgãos de defesa agropecuária e vigilância sanitária.


    O relator, deputado Luiz Carlos Setim (DEM-PR), apresentou parecer favorável. Ele lembra que a utilização de anabolizantes em animais destinados ao consumo humano é proibida em vários países pelos riscos que representa à saúde humana. A carne com anabolizante pode provocar esterilidade, dependência física e psíquica e câncer.


    O uso de substâncias anabolizantes, que aumentam a massa corporal de animais de abate para consumo humano, é proibido no rebanho nacional desde 1991, por meio de portaria do Ministério da Agricultura. Segundo Cezar Silvestri, a proibição por meio de lei terá maior força coercitiva e desestimulará os infratores.


    Tramitação

    A matéria tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Economia, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de agosto de 2007.


     

  • Comissão rejeita treinamento contra incêndio em condomínio

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano rejeitou na quarta-feira (15) o Projeto de Lei 3702/04, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que institui o treinamento de proteção contra incêndio para zeladores e porteiros de condomínios residenciais, comerciais e corporativos.

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano rejeitou na quarta-feira (15) o Projeto de Lei 3702/04, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que institui o treinamento de proteção contra incêndio para zeladores e porteiros de condomínios residenciais, comerciais e corporativos. A proposta também obriga os condomínios a treinarem esses profissionais em técnicas de resgate e primeiros socorros.


    Ao justificar a rejeição da proposta, o relator do parecer vencedor na comissão, deputado José Airton Cirilo (PT-CE), lembrou que o socorro às vítimas de acidentes é atividade de grande responsabilidade e que, mal conduzida, pode agravar o estado do paciente. “Por recomendação das autoridades da área de saúde, a manipulação dos acidentes deve ser feita, preferencialmente, por pessoal especializado”, disse.


    Outro argumento usado pelo relator é o aumento de custos que a implantação da medida prevista no projeto acarretaria para os condomínios. “Quem arcaria com os custos?”, indagou o deputado. O temor dele é que, aprovada a lei, os condomínios passassem a exigir a qualificação como pré-requisito para a contratação de zeladores e porteiros, recaindo sobre os trabalhadores o ônus pelo treinamento.


    O projeto também exige que os condomínios disponham de cadeiras de rodas, macas fixas e caixas de primeiros socorros, em quantidade proporcional ao número de usuários do prédio. Antes de ser rejeitado, o texto havia sido relatado pelo deputado Laurez Moreira (PSB-TO), que deu parecer favorável. Ele considerou que a proposta daria maior segurança aos moradores de condomínios.


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para as comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de agosto de 2007.


     

  • Garantia de creche por empregador é aprovada em comissão

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na última quarta-feira (15) o Projeto de Lei 574/07, do Senado, que obriga as empresas com mais de 70 empregados a oferecer assistência gratuita em creches e pré-escolas aos filhos e dependentes dos seus funcionários, até os 5 anos de idade. Pela proposta, a assistência poderá ser direta, no próprio ambiente de trabalho, ou indireta, por meio de convênio com creches ou pré-escolas ou do pagamento mensal de auxílio-creche, no valor de pelo menos 2/3 do salário mínimo (atualmente R$ 253).

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na última quarta-feira (15) o Projeto de Lei 574/07, do Senado, que obriga as empresas com mais de 70 empregados a oferecer assistência gratuita em creches e pré-escolas aos filhos e dependentes dos seus funcionários, até os 5 anos de idade. Pela proposta, a assistência poderá ser direta, no próprio ambiente de trabalho, ou indireta, por meio de convênio com creches ou pré-escolas ou do pagamento mensal de auxílio-creche, no valor de pelo menos 2/3 do salário mínimo (atualmente R$ 253).


    O relator, deputado Roberto Santiago (PV-SP), defendeu a aprovação do texto. “O projeto fará com que os empregadores se conscientizem da função social de suas empresas no processo de desenvolvimento econômico e social do País”, avaliou.


    Renúncia fiscal

    A proposta, que regulamenta dispositivo constitucional, determina que o empregador poderá deduzir até R$ 1,4 mil anual por criança beneficiada com o auxílio-creche no pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, quando apurado com base no lucro real. Quando pai e mãe trabalharem na mesma empresa, o benefício será pago a apenas um deles. Em caso de divórcio ou separação judicial, o benefício será concedido ao empregado que mantiver os filhos e dependentes sob sua guarda.


    Segundo o projeto, o benefício não tem natureza salarial, não constitui base de incidência previdenciária ou de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, nem se configura como rendimento tributável do trabalhador, quando concedido em moeda corrente.


    Tramitação

    A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de agosto de 2007.


     

  • Comissão aprova contribuição sindical para microempresa

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou, na quarta-feira (15), substitutivo ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 3/07, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que acaba com a isenção do pagamento da contribuição sindical dos empregadores para micro e pequenas empresas.


    O relator, deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), consolidou no substitutivo a proposta principal com o PLP 4/07, que tramita apensado e também é de autoria de Mendes Thame.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou, na quarta-feira (15), substitutivo ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 3/07, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que acaba com a isenção do pagamento da contribuição sindical dos empregadores para micro e pequenas empresas.


    O relator, deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), consolidou no substitutivo a proposta principal com o PLP 4/07, que tramita apensado e também é de autoria de Mendes Thame. Esse outro projeto prevê a simplificação de declarações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


    O relator diz que, como argumenta o autor das propostas, a contribuição sindical tem um impacto baixíssimo sobre as empresas, de 0,56% do capital social, pago anualmente. Ele destaca que, se para cada empresa individualmente isso é muito pouco, para os sindicatos, que recebem de muitas empresas, os valores fazem a diferença entre a autonomia e a dependência financeira.


    Jurandil Juarez também ressalta que pesquisas apontam a burocracia como um dos principais entraves ao pleno florescimento do setor privado no Brasil. Ele argumenta que, se o preenchimento dos relatórios pouco representa para as empresas que empregam contadores e pessoal técnico qualificado, o mesmo não ocorre com as empresas de pequeno porte. Na maior parte dos casos, observa, as pequenas empresas contam com um ou dois empregados, geralmente voltados para a atividade-fim, sem nenhuma habilidade específica para o preenchimento de “sofisticados relatórios”.


    Veto do presidente

    A cobrança da contribuição sindical foi instituída pela Lei Complementar 123/06, mas acabou vetada pelo presidente Lula. Na justificativa do veto, a Presidência da República argumentou que a cobrança da contribuição prejudicaria o princípio de tratamento tributário diferenciado para micro e pequenas empresas.


    Mendes Thame considera o veto injustificado e argumenta que a Constituição “consagra a autonomia dos sindicatos”, cuja manutenção, no entanto, depende da existência de receitas que garantam seu perfeito funcionamento.


    Tramitação

    O PLP 3/07, que tramita em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a Plenário.


    Agência Câmra, 17 de agosto de 2007.


     

  • Sistema S fora de mira, mesmo com o provável revés na CPMF

    Em resposta ao engajamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no movimento Xô, CPMF, o presidente Lula advertiu que o governo, na falta dos R$ 38 bilhões anuais do imposto sobre cheques, buscaria recursos de outras fontes. Os descontos para entidades sindicais patronais e o chamado sistema S (Sesc, Sesi, Senai, Senac, Sebrae e assim por diante) de fato movimentam volumes expressivos. Só os repasses à Fiesp, quartel-general do “Xô,CPMF” e situada a poucos metros dos redutos do “Cansei”, ultrapassam R$ 1,5 bilhão.

    Em resposta ao engajamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no movimento Xô, CPMF, o presidente Lula advertiu que o governo, na falta dos R$ 38 bilhões anuais do imposto sobre cheques, buscaria recursos de outras fontes. Os descontos para entidades sindicais patronais e o chamado sistema S (Sesc, Sesi, Senai, Senac, Sebrae e assim por diante) de fato movimentam volumes expressivos. Só os repasses à Fiesp, quartel-general do “Xô,CPMF” e situada a poucos metros dos redutos do “Cansei”, ultrapassam R$ 1,5 bilhão. Montante invejável, porém modesto diante do arrecadado pelas confederações nacionais da indústria e do comércio (R$ 4 bilhões cada).


    Risco afastado. A maioria dos dirigentes de entidades patronais, contudo, não aposta em um risco de a ameaça do Planalto traduzir-se em ações concretas. Essa crença deriva de dois motivos principais: a dificuldade de mobilizar a base parlamentar do governo para avançar sobre o orçamento do Sistema S e a influência do Planalto na escolha de alguns dos principais cargos, independente da autonomia formal desses órgãos. Os casos mais evidentes são de Paulo Okamotto, ex-tesoureiro do PT que ocupa a direção executiva do Sebrae, e de Jair Meneguelli, ex-presidente da CUT e ex-deputado federal que dirige o Senai.


    À época em que respondia pelo Ministério do Trabalho, o atual ministro da Previdência, Luiz Marinho, tentou dar seqüência ao projeto da paridade, pelo qual as verbas do sistema S seriam geridas em acordo pelo governo, os sindicatos e as entidades patronais. A idéia não prosperou, por despertar resistências na própria base governista, reforçada por nomes como o atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, e seu antecessor, Fernando Bezerra.


    Crescimento. Os levantamentos do Departamento Intersindical de Assistência Parlamentar (Diap), uma espécie de Diesse para a ação congressual dos sindicatos, revela que os empresários, urbanos e rurais, foram o segmento que mais cresceu no Congresso, no pleito do ano passado. Embora nem todos concordem com a incidência de taxas sobre a folha de pagamento para sustentar a máquina de serviços assistenciais e educacionais gerida pelas federações e confederações patronais, é razoável supor que os empresários eleitos dificilmente se poriam espontaneamente à disposição do governo para uma mudança de regras que não resultasse em redução dos ônus fiscais sobre a atividade produtiva.


    O mais provável, portanto, é que a única novidade na partição dos recursos gerados pela cobrança de adicionais sobre a folha de pagamento seja mesmo a transferência de parte da contribuição sindical para as centrais. Os recursos, da ordem de R$ 100 milhões, superam por larga margem o atual orçamento das centrais, inclusive das maiores e mais influentes, a CUT e a Força Sindical.


    Partilha tentada na CPMF tem precedente


    O exemplo do imposto sobre combustíveis, a Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico (Cide) ilustra bem o risco que o governo federal mais teme na votação da CPMF, a partilha compulsória. A não-prorrogação pura e simples, para obrigar o setor público a cortar gastos desnecessários, é pouco provável. Nem no partido Democratas, autor da proposição mais radical, essa possibilidade é levada ao pé da letra, dada a dificuldade de interromper programas federais sem conseqüências políticas e eleitorais que se espraiaraiam além da base governista.


    A Cide transfere a estados e municípios 29% do que é arrecadado, exatamente o percentual constante no relatório do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), derrotado no plenário da Comissão de Constituição e Justiça, mas ainda nas cogitações da oposição e de dissidentes governistas, cujo poder de fogo no Senado é bem maior que na Câmara.


    As transferências este ano, descontados os 20% retidos pela DRU, devem chegar a R$ 1,38 bilhão, pelas projeções da Associação Nacional das Empreiteiras de Obras Rodoviárias (Aneor), uma das entidades patronais mais ativas no monitoramento das dotações e execuções orçamentárias. Desse total de 20% para os estados e 9% para os municípios, as maiores fatias vão para São Paulo (R$ 290 milhões) e Minas Gerais (R$ 260 milhões), seguidos pelo Paraná (R$ 98 milhões), a uma distância expressiva do Estado do Rio (R$ 75 milhões), defasado ainda como reflexo das disputas entre o governo federal e os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.


    A partilha de recursos da Cide, nas bases atuais, é prevista desde 2002, por efeito de uma discussão já conturbada pela iminente alternância do poder, com a ascensão de Lula. Até 2004, atrasos eram comuns, em parte por força do intenso arrocho fiscal que permitiu aos ortodoxos da equipe de Lula debelar a crise de confiança com que os mercados premiaram a ascensão petista. De 2005 em diante, os recursos vem sendo transferidos em dia, de acordo com os levantamentos da Aneor.


    As empreiteiras, aliás, tem um motivo extra para comemorar, no rastro da Cide: além das transferências para estados e municípios, a União pretende empregar R$ 2,5 bilhões em conservação de rodovias, complementando os R$ 6 bilhões de dotação orçamentária original, vinda de outras fontes. Se confirmados, os R$ 8,5 bilhões são o maior valor destinado a estradas desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso.


    CNI tenta incentivar a retomada das reformas


    A garantia de recursos estáveis para o sistema S atende, mas não esgota os interesses das entidades patronais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por iniciativa de seu presidente, Armando Monteiro Neto, tenta incentivar a retomada das reformas estruturais na economia, que perdeu espaço na agenda do governo. O trabalho se divide em suas frentes principais: a defesa da reforma trabalhista e sindical, coordenada pelo empresário gaúcho Dagoberto de Lima Godoy, que visa a desonerar a folha de pagamento, e a discussão sobre uma nova estrutura tributária, mais racional, coordenada pelo próprio presidente da CNI.


    O pacote apresentado ao governo para ajudar setores mais castigados pela defasagem cambial,como têxteis e calçados, combina benefícios emergenciais mais longos para desempregados com regras temporariamente mais flexíveis para incentivar contratações. Essa combinação, negociada passo-a-passo com as centrais, é um exemplo da lógica pretendida pela CNI para romper o imobilismo recente nessa área.


    Na reforma tributária, com o governo federal absolutamente focado na defesa da prorrogação da CPMF e da Desviculação de Receitas da União (DRU), o esforço da CNI é concentrado na discussão com os governadores de estado. Amanhã, a entidade promove uma discussão em Cuiabá com os governadores do Centro-Oeste, a convite de Blairo Maggi, que governa o Mato Grosso. No dia 3 de setembro, é a vez do Nordeste, em encontro no Recife, tendo como anfitrião Eduardo Campos, de Pernambuco. Campos integra a comissão de articulação dos governadores, e foi o único a faltar na primeira reunião, que uniu os tucanos Aécio Neves (Minas), Ieda Crusius (Rio Grande do Sul) e Marconi Perillo (Goiás) a Eduardo Braga (Amazonas, PPS).


    Conciliação. O cardápio dos encontros, à parte os óbvios temperos regionais como a Zona Franca de Manaus no caso do Norte, privilegia uma receita até agora impossível de encontrar, a da conciliação entre a necessidade de arrecadação para financiar as obrigações do Estado e o imperativo de reduzir a carga tributária. O atalho defendido por Aécio Neves, com audiência crescente entre seus pares, mas à espera das batalhas do Senado para conferir o impacto junto à bancada governista, é de revisão do pacto federativo. Por esse conceito, os governos estaduais recebem repasses adicionais em troca de responsabilidades. O exemplo citado com freqüência por Aécio é da malha federal de rodovias em Minas: o governo estadual está disposto a assumir a conservação, desde que os repasses das verbas da Cide (Imposto sobre combustíveis) sejam integrais.

  • CPMF: Comissão pode ser instalada amanhã

    O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), acredita que pode instalar amanhã a Comissão Especial, onde os embates políticos sobre a proposta da prorrogação da vigência da CPMF por mais quatro anos, a partir de 2008 até dezembro de 2011, serão mais intensos. Chinaglia reiterou, no entanto, que o processo depende das indicações feitas pelos líderes. Ele lembrou que a própria oposição pode atrasar o início dos trabalhos se não entregar os cinco nomes no prazo de 48 horas, que já venceu. “Nem todas as bancadas conseguem indicar no prazo.

    O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), acredita que pode instalar amanhã a Comissão Especial, onde os embates políticos sobre a proposta da prorrogação da vigência da CPMF por mais quatro anos, a partir de 2008 até dezembro de 2011, serão mais intensos. Chinaglia reiterou, no entanto, que o processo depende das indicações feitas pelos líderes. Ele lembrou que a própria oposição pode atrasar o início dos trabalhos se não entregar os cinco nomes no prazo de 48 horas, que já venceu. “Nem todas as bancadas conseguem indicar no prazo. Isso é tradicional, assim como é tradicional uma tolerância por parte do presidente nesses casos,” afirmou Chinaglia.


    O PT ficará com o desgaste perante a opinião pública na defesa da prorrogação do imposto, já que o relator na Comissão Especial será um petista, pois na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) coube a um peemedebista emitir o parecer pela legalidade da continuidade da cobrança. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) será o responsável por apresentar o parecer que apenas prorroga a vigência do chamado imposto do cheque sem acatar as demais Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que foram incorporadas à principal.


    Entre as sugestões estão a redução da alíquota da CPMF para 0,20% e a divisão do tributo com estados e municípios. Antonio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, tinha sido o escolhido para relatar a PEC da CPMF, mas recusou a missão, que também não foi aceita pelo deputado Carlito Mers (PT-SC). “O desgaste é muito grande,” resumiu Mers.


    O presidente da Comissão será um deputado do PMDB. Dos 18 integrantes, a base aliada tem 13. O PT e o PMDB terão o direito de indicar três deputados cada um. O chamado bloquinho (PSB, PDT, PC do B e PMN) terá duas nomeações. O PP, o PR, o PTB, o PV e o PHS vão ter um representante cada. Já o PSDB e o DEM terão dois representantes cada um na Comissão Especial. E o PPS também terá o direito de indicar um representante.


    Ainda durante a discussão da PEC da CPMF na CCJ da Câmara, os líderes partidários fecharam um acordo para que a discussão na Comissão Especial dure o mínimo necessário, no caso, 10 sessões plenárias e não 40, como prevê o regimento interno. A oposição aceitou essa tramitação porque temia que o governo manobrasse e levasse a PEC direto para o plenário, o que impossibilitaria um desgaste político contra o governo.


    O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio (PTB-PE), convocou uma reunião com os colegas para amanhã, quando espera já ter todos os nomes dos 13 representantes aliados na Comissão Especial. “O relator será alguém do PT, essa já é uma definição. A outra é que levaremos 10 sessões para aprovarmos o parecer na Comissão Especial,” comentou Múcio.


    Diante da questão matemática de ser a minoria (possui cinco dos 13 integrantes da Comissão), a oposição promete mobilizar a sociedade contra a prorrogação a CPMF por mais quatro anos. O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) criou um site (www.xocpmf.com.br) para que a população pressione seus representantes. “Vamos fazer essa luta chegar à população brasileira, porque os eleitores vão cobrar de seus deputados a defesa da diminuição da carga tributária e não a manutenção da CPMF,” afirmou.


    Admitindo que a oposição não tem votos na Comissão Especial e nem no plenário, Paulo Bornhausen não acredita que DEM, PSDB e PPS conseguirão derrubar a PEC na Câmara. Mas destacou que no Senado o governo não tem uma maioria confortável. “No Senado, teremos condições de montar uma maioria que permita que esse imposto seja extinto,” disse.


    Caso os governistas dêem quorum (no mínimo 51) de segunda a sexta-feira no plenário, a base aliada deverá aprovar o mérito da prorrogação da CPMF até o fim de agosto. Em seguida, a PEC deverá ser submetida a duas votações no plenário, onde, para ser aprovada, precisa de 309 votos.