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  • Projeto altera punições a Poder na LRF

    O governo anunciou ontem intenção de enviar ao Congresso projeto de lei complementar para punir apenas o Poder que desrespeitar os limites de gastos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O objetivo é evitar que o Executivo deixe de ter acesso a novas linhas de crédito quando o Legislativo ou o Judiciário ultrapassarem os tetos estabelecidos para despesas.


    “Hoje, está todo mundo no mesmo barco. Vamos responsabilizar o órgão que não cumprir a lei, não o Estado.

    O governo anunciou ontem intenção de enviar ao Congresso projeto de lei complementar para punir apenas o Poder que desrespeitar os limites de gastos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O objetivo é evitar que o Executivo deixe de ter acesso a novas linhas de crédito quando o Legislativo ou o Judiciário ultrapassarem os tetos estabelecidos para despesas.


    “Hoje, está todo mundo no mesmo barco. Vamos responsabilizar o órgão que não cumprir a lei, não o Estado. O governador não tem responsabilidade se o Legislativo gastou mais”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


    O governador do Distrito Federal , José Roberto Arruda (DEM), reuniu-se ontem com Mantega para pedir mais compreensão do Tesouro Nacional. Ele quer acesso a linhas de financiamento do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Caixa Econômica Federal. Apesar de o Distrito Federal ter reduzido gastos no primeiro semestre, Arruda ainda depende da diminuição dos gastos com pessoal da Câmara Legislativa. A LRF prevê que as despesas com pessoal sejam inferiores a 3% da receita corrente líquida.


    A LRF estabelece limites diferentes para União, Estados e municípios. Os gastos da União com pessoal podem chegar a 50% da receita corrente líquida. Nessas despesas, 2,5% são para o Legislativo (incluindo Tribunal de Contas da União), 6% para Judiciário, 0,6% para o Ministério Público da União, 3% para o custeio das despesas do Distrito Federal e ex-territórios e 37,9% para o Executivo.


    Para os Estados, o limite de despesas com pessoal é de 60% da receita corrente líquida. A distribuição, segundo a LRF, é a seguinte: 3% para o Legislativo (com Tribunal de Contas), 6% para o Judiciário, 2% para o Ministério Público e 49% para demais despesas do Executivo. Os municípios também têm de respeitar o máximo de gastos com pessoal até 60% da receita corrente líquida. Nesse caso, 6% para o Legislativo e 54% para o Executivo.




     

  • Equipe econômica do governo teme desaceleração mundial

    Economistas do governo revelam que o medo da equipe econômica, se a turbulência financeira internacional permanecer, é uma desaceleração da economia mundial, o que inclui a China. E quando o assunto é a China, o temor é ainda maior pela falta de informações seguras sobre a economia daquele país. Apesar disso, a postura do governo é a de passar serenidade ao mercado. “Estamos tranqüilos, mas atentos. É cedo para saber se vai haver uma desaceleração global”, diz uma das fontes.

    Economistas do governo revelam que o medo da equipe econômica, se a turbulência financeira internacional permanecer, é uma desaceleração da economia mundial, o que inclui a China. E quando o assunto é a China, o temor é ainda maior pela falta de informações seguras sobre a economia daquele país. Apesar disso, a postura do governo é a de passar serenidade ao mercado. “Estamos tranqüilos, mas atentos. É cedo para saber se vai haver uma desaceleração global”, diz uma das fontes. Estes também vêem aspectos positivos na turbulência, entre eles a valorização do dólar frente ao real e a redução dos juros americanos.


    A equipe econômica também procura destacar que as condições do Brasil estão muito mais sólidas que no passado, mesmo se o pior dos cenários tornar-se realidade. “Há alguns anos, o país operava no limite, com água batendo no nariz. Agora, temos uma política econômica mais cuidadosa que suporta choques”, pondera um influente assessor. Exemplos são o saldo comercial – deve encerrar 2007 acima dos US$ 40 bilhões -, a evolução do perfil das dívidas interna e externa e o volume de reservas internacionais, perto dos US$ 160 bilhões.


    Esses economistas do governo ainda enxergam como benéficas algumas possíveis conseqüências de um eventual agravamento da turbulência, decorrentes da desaceleração da economia americana. Os exemplos “benéficos” citados são a valorização do dólar frente ao real e a redução dos juros americanos.


    Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou, mais uma vez, tranqüilizar o mercado afirmando que a turbulência financeira internacional apresenta, neste momento, movimentos de curto prazo, sem que seja possível prever tendências. Mas admitiu que, em tese, poderá haver uma desaceleração da economia mundial com alteração no preço das commodities. Ele citou o caso de alguns metais que já tiveram queda em suas cotações.


    Mantega também ponderou que no ano retrasado já houve uma desaceleração moderada da economia americana sem reflexo na economia mundial. Ele afirmou que o restante da economia mundial está com crescimento maior, o que é “compensatório”. Para Mantega, a turbulência não provocou uma contaminação geral que afetasse a solidez das empresas. “Não é todo mundo que está bichado. Nem todas as empresas estão em dificuldade. A crise está circunscrita no setor imobiliário”, comentou.


    No final de julho, surgiram os primeiros sinais da turbulência internacional causada pela crise de inadimplência no mercado de crédito imobiliário de alto risco (subprime) nos EUA. Nessas três semanas, o dólar vem se valorizando, mas a atual cotação, próxima dos R$ 2,00, ainda não alcança a média de janeiro deste ano: R$ 2,13.


    O governo sabe que muito dinheiro já deixou a bolsa na turbulência, mas acredita que isso não é uma fuga de capitais, mas mera acomodação de posições. Afinal de contas, com o câmbio encontrando um ponto mais equilibrado, as exportações ganham competitividade e a taxa básica de juros – a Selic está atualmente em 11,5% ao ano – continua sendo muito atrativa apesar da trajetória de redução. “Nem o subprime compete com a Selic”, ironiza um desses economistas.


    A pressão inflacionária que uma valorização do dólar poderia provocar também não assusta a equipe econômica. Mesmo que a cotação da moeda americana vá para um patamar mais alto que o atual, essa pressão inflacionária seria apenas temporária. Ela duraria enquanto ocorrer a variação. A partir da estabilização em algum patamar, os preços se acomodam. Se o pior dos cenários tornar-se realidade – desaceleração global que arraste até mesmo a China -, esses economistas do governo admitem que os prejuízos não causariam estragos apenas no Brasil, mas no mundo inteiro sem exceção. “A China vai desacelerar? Eles estão enfrentando um processo inflacionário? Ninguém sabe. É uma caixa-preta”, disse uma das fontes.


     

  • BNDES tem maior lucro em 20 anos entre bancos

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lucrou R$ 4,430 bilhões no primeiro semestre do ano. É o maior resultado de todo o mercado bancário nos últimos 20 anos, para o mesmo período de comparação, conforme levantamento feito pela Economática Consultoria, a pedido do Estado. A recuperação de créditos e de receitas de participações em empresas foi o principal motivo do resultado.


    O lucro do banco estatal de fomento cresceu 34% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 3,317 bilhões.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lucrou R$ 4,430 bilhões no primeiro semestre do ano. É o maior resultado de todo o mercado bancário nos últimos 20 anos, para o mesmo período de comparação, conforme levantamento feito pela Economática Consultoria, a pedido do Estado. A recuperação de créditos e de receitas de participações em empresas foi o principal motivo do resultado.


    O lucro do banco estatal de fomento cresceu 34% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 3,317 bilhões. Esse crescimento foi conseqüência, basicamente, de eventos “extraordinários” (que não deverão se repetir nos próximos anos). Um deles foi a melhora da carteira de crédito, que levou ao ganho de R$ 1,2 bilhão, bem superior às reversões de R$ 350 milhões do ano anterior. As receitas de participações societárias somaram R$ 2,259 bilhões, 10% abaixo do valo de registrado em 2006.


    O levantamento da consultoria mostra que o resultado do BNDES superou as marcas de R$ 4,016 bilhões do Itaú e de R$ 4,007 bilhões do Bradesco no primeiro semestre deste ano. Outro banco de grande porte que já divulgou o resultado do ano foi o Banco do Brasil, que teve lucro de R$ 2,477 bilhões. Excetuando o resultado do BNDES, o maior lucro em 20 anos para um primeiro semestre também é de instituição estatal: o Banco do Brasil, em 2006, com R$ 4,032 bilhões.


    “O resultado foi extraordinariamente favorável, com a melhoria da recuperação de crédito, que gerou ótimo ganho de rentabilidade”, afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.


    DIVIDENDOS


    Por causa de uma decisão judicial, o banco recebeu dividendos de R$ 424 milhões em ações da Southern Electric Brasil, detentora de ações da Cemig (SEB), que haviam sido dadas em garantia ao banco. A dívida original da SEB é de US$ 1 bilhão e ainda está sendo negociada pela banco. O consórcio, cujo líder é a AES, pediu o empréstimo para a compra da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O valor dos dividendos havia sido depositado em juízo.


    Além do ganho extraordinário no primeiro semestre, o banco aumentou a receita com operações de crédito, apesar da redução dos spreads básicos (diferença entre o custo de captação dos bancos e o juro cobrado dos clientes) este ano. O crescimento no total de financiamentos compensou essa redução.


     


     

  • Descompasso entre produção e consumo diminui no trimestre

    O descompasso observado entre o crescimento da produção industrial brasileira e o das vendas do varejo se reduziu no segundo trimestre deste ano. Enquanto o comércio avançou a passos mais lentos, a indústria ganhou ritmo. Entre abril e junho, o aumento das vendas em relação ao mesmo período do ano passado foi de 10%, quase igual aos 9,8% vistos no primeiro trimestre.

    O descompasso observado entre o crescimento da produção industrial brasileira e o das vendas do varejo se reduziu no segundo trimestre deste ano. Enquanto o comércio avançou a passos mais lentos, a indústria ganhou ritmo. Entre abril e junho, o aumento das vendas em relação ao mesmo período do ano passado foi de 10%, quase igual aos 9,8% vistos no primeiro trimestre. Já a indústria produziu 5,8% mais nos meses de abril, maio e junho, número bem mais forte do que os 3,8% do três primeiros meses de 2007, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para os dois indicadores.


    A explicação para este movimento ainda não está clara. Uma hipótese é que a produção interna conseguiu abocanhar uma fatia do mercado que antes estava sendo abastecida pelas importações. Outra análise que pode ser feita é a de que indústria estava passando por um processo de ajuste de estoques no começo do ano e só a partir de abril aqueceu os motores. O crescimento da produção também pode ter sido motivado pela demanda aquecida. Neste caso, as indústrias teriam produzido mais já pensando na segunda metade do ano.


    A importação continua forte, pelo menos nos dados agregados. O quantum importado subiu 22,7% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses do ano, nesta mesma comparação, a alta foi de 22,9%. A análise por categorias de uso, no entanto, aponta que a compra externa de bens não-duráveis, que são alimentos e bebidas cresceu, mas perdeu fôlego. Enquanto no primeiro trimestre a expansão chegou a 27,4%, no segundo ela ficou em 12,1%.


    Maurício Moura, economista e professor do Ibmec-SP, acredita, porém, que com o cenário atual de forte incremento da massa salarial e do crédito, há espaço para a continuidade da expansão tanto das importações quanto da produção doméstica. “Do ponto de vista da inflação é bastante saudável que se tenha esses dois crescimentos, pois assim evitam-se fortes repasses de preços”, explica Moura.


    Foram os produtos não-duráveis, segundo Bráulio Borges, economista da LCA Consultores, que frearam o ritmo de alta das vendas do varejo. No segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, segundo dados que já descontam os efeitos sazonais, houve estabilidade nas vendas dos hiper e supermercados (voltados principalmente para alimentos e bebidas). Como este segmento tem um peso de 40% no indicador de vendas do varejo do IBGE, impediu que o varejo mantivesse o mesmo ritmo.


    Nesta mesma comparação com ajuste sazonal, as vendas totais do setor subiram 2% no segundo trimestre, após terem crescido 2,5% no primeiro em relação aos três últimos meses do ano passado. Na indústria, a produção do segundo trimestre foi 2,5% superior a do primeiro, um ritmo mais intenso do que o 1,4% registrado na passagem do final de 2006 para os primeiros três meses de 2007.


    Apesar da análise trimestral mostrar um fôlego um pouco menor no comércio, os resultados isolados de junho indicam que este segmento da atividade econômica vai muito bem. Em relação ao mesmo mês de 2006, o incremento foi de 11,8%. Quatro setores encabeçaram este movimento. O item outros artigos de uso pessoal e doméstico teve alta de 28,9%, seguido por equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, com elevação de 24,3%. Em seguida vieram tecidos, vestuário e calçados (16,6%) e móveis e eletrodomésticos (16,2%).


    Com a alta de 11,8% em junho, o varejo fechou o primeiro semestre de 2007 com expansão acumulada de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Este foi o semestre de maior crescimento do setor desde o começo de 2001, quando a pesquisa começou a ser realizada. O número supera até os 9,4% registrados nos primeiros seis meses de 2004, considerado ano da recuperação do comércio varejista.


    De acordo com o gerente da pesquisa, Reinaldo Pereira, o resultado alcançado pelo setor é reflexo das condições favoráveis da economia ao longo de 2007. “Esse desempenho de 9,9% tem a ver com o estado geral da economia brasileira, em que se sobressaem o crédito farto, o aumento da renda, o controle da inflação, a diminuição do desemprego, as exportações crescendo, a indústria que voltou a crescer gerando mais renda para o consumo. Enfim há um cenário hoje bem mais favorável que havia sido no último semestre do ano passado, e isso explica esse crescimento acelerado do setor em 2007”, avalia.


    Para Zeina Latif, economista-chefe para o Brasil do ABN Amro Real, é preciso lembrar que o atual crescimento da demanda e, conseqüentemente do varejo, se dá em cima de bases muito mais elevadas do que as de 2004 (ano em que o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 5,7%). Para ela, a luz amarela já acendeu e o Banco Central reduzir o ritmo de corte dos juros. Do contrário, a demanda poderá se expandir muito e pressionar os preços. “A política monetária tem um efeito defasado. Este aquecimento já é resultado dos cortes mais antigos”, diz. Ela pondera que os destes ano ainda vão mostrar seus efeitos na economia real.


    A economista do Unibanco, Giovanna Rocca, não está preocupada com um possível descompasso entre demanda e oferta. Pelos seus cálculos, nos três primeiros meses deste ano a média de crescimento mensal das vendas do varejo foi de 1,5% (em relação ao mês imediatamente anterior). De abril a junho, esta média caiu para 0,5%. “Se continuasse naquela toada, o crescimento seria insustentável. Agora está mais condizente com uma projeção de aumento do PIB de 4,5% para o ano”, explica.




     

  • Comércio cresce 9,9% no 1º semestre

    As vendas do comércio varejista fecharam o primeiro semestre de 2007 com crescimento de 9,9% -mais do que os 5,7% registrados em igual período de 2006. Foi a melhor marca semestral desde o início da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2001, e supera a expansão de 9,3% dos seis primeiros meses de 2004, ano de forte expansão econômica (5,7%).


    Para Reinaldo Pereira, economista da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, a “conjuntura econômica favorável” impulsionou o varejo.

    As vendas do comércio varejista fecharam o primeiro semestre de 2007 com crescimento de 9,9% -mais do que os 5,7% registrados em igual período de 2006. Foi a melhor marca semestral desde o início da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2001, e supera a expansão de 9,3% dos seis primeiros meses de 2004, ano de forte expansão econômica (5,7%).


    Para Reinaldo Pereira, economista da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, a “conjuntura econômica favorável” impulsionou o varejo. Entre fatores positivos, citou juros mais baixos, prazos mais longos de financiamento, renda, emprego e massa salarial em alta e inflação controlada.


    Segundo ele, a desvalorização do dólar também teve “papel importante” para estimular o setor, ao baratear produtos importados.


    Com tal cenário, o comércio varejista cresceu em todos os seis primeiros meses do ano na comparação livre de influências sazonais com os meses imediatamente anteriores. Em junho, a expansão foi de 0,4% -em maio, havia sido de 0,6%. Na comparação com junho de 2006, as vendas subiram 11,8%.


    Entre os setores com mais peso no varejo, o melhor desempenho ficou com móveis e eletrodomésticos, beneficiado por prazos mais longos de financiamento e crédito em expansão. As vendas subiram 16,5% no primeiro semestre.


    No caso de híper e supermercados e demais lojas de alimentos, setor que segue o comportamento da renda, a expansão ficou em 7%, abaixo da média.


    De acordo com o economista Carlos Thadeu de Freitas, da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o “descompasso” entre os dois setores acontece porque o crédito se expandiu a uma taxa superior à massa salarial no primeiro semestre -13,1%, ante 6,4%.


    Os dados do comércio, diz, surpreenderam positivamente e vão impulsionar o PIB do segundo trimestre. No começo do ano, as previsões indicavam uma expansão de 6,5% do varejo. Agora, indicam crescimento de 9% em 2007.


    O câmbio favorável às vendas de importados, segundo Freitas, explica, em parte, esse desempenho melhor do que o previsto. Justifica ainda o descolamento entre a produção de indústria -alta de 4,8% no primeiro semestre- e as vendas do comércio, cuja demanda está sendo atendida parcialmente por importações.


    Para o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), os dados do varejo mostram que o consumo interno cresce a uma velocidade maior do que a produção, porque a valorização do real retirou “competitividade” da indústria. A solução, diz, é buscar ganhos de produtividade para conviver com o câmbio.


    Freitas, da CNC, avalia que apenas um fator é capaz de brecar o comércio no segundo semestre: a turbulência no mercado financeiro mundial causada pela “bolha imobiliária” e suas conseqüências na política monetária brasileira.

  • Plenário da Câmara aprova a fidelidade partidária

    O Plenário da Câmara aprovou na noite desta terça-feira, por 292 votos a 34 e 3 abstenções, o Projeto de Lei Complementar 35/07, do deputado Luciano Castro (PR-RR), para tornar inelegíveis por quatro anos os detentores de mandatos que tenham mudado de partido fora de uma “janela” de 30 dias antes de um ano das eleições seguintes.

    O Plenário da Câmara aprovou na noite desta terça-feira, por 292 votos a 34 e 3 abstenções, o Projeto de Lei Complementar 35/07, do deputado Luciano Castro (PR-RR), para tornar inelegíveis por quatro anos os detentores de mandatos que tenham mudado de partido fora de uma “janela” de 30 dias antes de um ano das eleições seguintes. Os destaques para votação em separado (DVS) devem ser analisados em sessão extraordinária convocada para as 19 horas desta quarta-feira.


    A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), relator pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). No projeto original, não havia esse período para que os políticos pudessem mudar de legenda sem se tornarem inelegíveis.


    A regra atinge eleitos para mandatos tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo (integrantes do Congresso Nacional; das assembléias legislativas; da Câmara Legislativa; das câmaras municipais; o presidente e o vice-presidente da Republica; o governador e o vice-governador de estado e do Distrito Federal; o prefeito e o vice-prefeito).


    Exceções

    Em contrapartida a essa flexibilização da fidelidade partidária, o substitutivo permite, aos partidos políticos, pedirem à Justiça Eleitoral a cassação do mandato daquele que se desligou da agremiação se eleito por ela. A legenda deve pedir a cassação até 15 dias depois do desligamento, e ao mandatário serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, assim como a produção de provas.


    As exceções incluídas no projeto pelo relator, para que o político não sofra as sanções previstas, são: demonstração de descumprimento, pelo partido, do programa ou estatuto registrados na Justiça Eleitoral; prática de atos de perseguição política no âmbito interno do partido contra o ocupante de cargo eletivo; filiação para criar novo partido; renúncia do mandato; e filiação no período de “janela” para concorrer à eleição na mesma circunscrição eleitoral.


    Para o relator Mendes Ribeiro Filho, é justo que o deputado mude de partido quando o estatuto da legenda for desrespeitado. “Esse projeto não tem o defeito de ser contrário à voz das ruas e não surge de cima para baixo. Talvez não agrade a todos, mas disciplina questões necessárias”, afirmou.


    Sem efeitos retroativos

    Outra medida do substitutivo convalida todas as mudanças de filiação partidária ocorridas até 30 de setembro de 2007, não incidindo qualquer restrição de direito ou sanção. Da mesma forma, o texto impede o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de aplicar, retroativamente, interpretações legais feitas pelo TSE em resposta a questionamentos feitos, em tese, por partidos políticos.


    Segundo o autor, a fidelidade partidária é um dos temas mais debatidos na reforma política e tem de receber uma solução por parte do Congresso Nacional. “É clara a necessidade de se prever uma fidelização do eleito ao partido pelo qual foi consagrado nas urnas, mas de resguardar o mandato e suas prerrogativas”, afirmou.


    Já o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), argumenta que o projeto tem como única finalidade contemplar aqueles que mudaram de partido. “É um projeto de inelegibilidade e não de fidelidade partidária; é mais um projeto de redação dúbia que irá parar no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.


    Agência Câmara, 14 de agosto de 2007.




     

  • CAE aprova regras mais simples para registro de empresas

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (14) projeto de lei da Câmara que se destina a simplificar o processo de registro das empresas com o objetivo de estimular as ações empresariais e uma maior formalização das atividades econômicas. O relator da matéria foi o senador Sibá Machado (PT-AC), que ofereceu parecer favorável ao texto.


    O PLC 115/06 cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que institui normas padronizadas, em escala nacional, para o registro das pessoas jurídicas.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (14) projeto de lei da Câmara que se destina a simplificar o processo de registro das empresas com o objetivo de estimular as ações empresariais e uma maior formalização das atividades econômicas. O relator da matéria foi o senador Sibá Machado (PT-AC), que ofereceu parecer favorável ao texto.


    O PLC 115/06 cria a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que institui normas padronizadas, em escala nacional, para o registro das pessoas jurídicas. O texto original, do deputado Francisco Rodrigues, encampou, na Câmara, idéias constantes em vários outros projetos, inclusive sugestões do governo, com o objetivo de reduzir a burocracia para abertura, incorporação, cisão e fusão de empresas, bem como para a alteração do capital societário.


    Integração


    A Redesim será integrada por órgãos federais (entre os quais, a Receita Federal), estaduais (secretarias de Fazenda ejuntas comerciais) e municipais envolvidos no processo de registro de empresas. O texto determina uma única entrada de documentos e dados, o que deve evitar a duplicidade de processos e reduzir custos, prazos e entraves burocráticos. A previsão é de que todo o processo de abertura de empresa seja concluído em 15 dias.


    Estão sujeitas a vistoria prévia para autorização de funcionamento somente as empresas que atuam com atividades de alto risco. A comprovação da regularidade fiscal dos sócios também não será mais cobrada no ato da inscrição da empresa, mas fica mantida a responsabilidade de cada um por eventuais débitos.


    Agência Senado, 14 de agosto de 2007.




     

  • Gratuidade do Equifax Cobrança é prorrogada

    A gratuidade do Equifax Cobrança, que se encerraria no dia 30 de novembro, foi prorrogada em mais 13 meses, até o dia 31 de dezembro de 2008. Até esta data, será cobrado das empresas apenas o custo com postagem, atualmente em R$ 0,98.

    É importante lembrar que a empresa que registrar débito pendente de clientes inativos será responsável pelos dados de negativação informados e deverá manter arquivados os documentos comprobatórios da informação fornecida.

    A gratuidade do Equifax Cobrança, que se encerraria no dia 30 de novembro, foi prorrogada em mais 13 meses, até o dia 31 de dezembro de 2008. Até esta data, será cobrado das empresas apenas o custo com postagem, atualmente em R$ 0,98.

    É importante lembrar que a empresa que registrar débito pendente de clientes inativos será responsável pelos dados de negativação informados e deverá manter arquivados os documentos comprobatórios da informação fornecida. No prazo de até 90 dias a partir da assinatura do contrato de prestação de serviços, o cliente poderá enviar informações sobre o comportamento comercial de seus clientes ativos durante os últimos 12 meses e inativos inadimplentes durante os últimos três anos. A Equifax, obrigatoriamente, enviará carta de notificação de débito para os consumidores inadimplentes, avisando sobre a inclusão do débito, caso não seja pago, no banco de dados da Equifax.

    Mais informações com Renata Balthazar e/ou Miguel Nicoletti, na Gerência de Projetos, nos telefones (21) 3804-9344 ou (21) 3804-9200, ramal 468.

  • Senac recupera débitos com Equifax Cobrança

    O Departamento Regional do Senac no Rio Grande do Sul já conseguiu reaver 25% dos débitos pendentes de alunos com a utilização do sistema de recuperação de créditos Equifax Cobrança. A entidade, que registra mensalmente uma média de inadimplência de aproximadamente 8%, está utilizando o produto nas 40 unidades que possui no estado.

    De acordo com Marco Valadares, gerente administrativo do Senac-RS, com o Equifax Cobrança foi possível reaver antigos débitos já dados como definitivamente perdidos.

    O Departamento Regional do Senac no Rio Grande do Sul já conseguiu reaver 25% dos débitos pendentes de alunos com a utilização do sistema de recuperação de créditos Equifax Cobrança. A entidade, que registra mensalmente uma média de inadimplência de aproximadamente 8%, está utilizando o produto nas 40 unidades que possui no estado.

    De acordo com Marco Valadares, gerente administrativo do Senac-RS, com o Equifax Cobrança foi possível reaver antigos débitos já dados como definitivamente perdidos. “Investimos aproximadamente R$ 800,00 na postagem dos avisos de cobrança e o retorno foi inestimavelmente maior”, conta.

  • Paraná incrementa as vendas da parceria CNC/Equifax

    A Federação do Comércio do Paraná adotou uma nova estratégia para a comercialização dos produtos da parceria CNC/Equifax. Desde junho, os consultores de venda reportam-se diretamente à federação, em substituição à empresa terceirizada que promovia as vendas até então.

    A Federação do Comércio do Paraná adotou uma nova estratégia para a comercialização dos produtos da parceria CNC/Equifax. Desde junho, os consultores de venda reportam-se diretamente à federação, em substituição à empresa terceirizada que promovia as vendas até então. O novo sistema reduziu custos e já está gradativamente aumentando o volume de contratos.

    O treinamento dos novos consultores começou em junho, em Curitiba, e, em julho, foi iniciado o processo de nomeação e treinamento dos profissionais de venda no interior do estado, contemplando as cidades de Santo Antônio da Platina, Cornélio Procópio, Londrina e Maringá. A segunda fase do treinamento está sendo realizada esta semana, em Toledo, Cascavel, Medianeira e Foz do Iguaçu. A terceira fase contemplará os municípios de Paranavaí, Umuarama e Campo Mourão, entre os dias 27 e 30 de agosto.