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  • Rio Grande do Sul promove mais uma edição do Prêmio Equifax

    A Federação do Comércio do Rio Grande do Sul realizará, em novembro, a segunda edição do Prêmio Equifax, criado para estimular as vendas dos produtos da parceria no estado. Serão contemplados os sindicatos e respectivos vendedores que tiverem os melhores desempenhos dentro das metas estabelecidas pela Fecomércio-RS.

    A avaliação será feita no período entre 1 de agosto e 14 de novembro e os vencedores receberão computador, DVD, impressora, televisor e máquina fotográfica, dentre outros prêmios.

    A Federação do Comércio do Rio Grande do Sul realizará, em novembro, a segunda edição do Prêmio Equifax, criado para estimular as vendas dos produtos da parceria no estado. Serão contemplados os sindicatos e respectivos vendedores que tiverem os melhores desempenhos dentro das metas estabelecidas pela Fecomércio-RS.

    A avaliação será feita no período entre 1 de agosto e 14 de novembro e os vencedores receberão computador, DVD, impressora, televisor e máquina fotográfica, dentre outros prêmios.

  • Câmara aprova criação de cadastro positivo de crédito

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 7 de agosto, por unanimidade, o projeto de lei que regulamenta a criação de cadastros positivos de crédito.

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 7 de agosto, por unanimidade, o projeto de lei que regulamenta a criação de cadastros positivos de crédito. Como a decisão foi em caráter conclusivo, o texto será encaminhado diretamente para aprovação no Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

    Considerado uma ferramenta fundamental para a redução dos juros cobrados nos empréstimos do sistema financeiro, o cadastro positivo deverá reduzir o nível de inadimplência nos empréstimos bancários, hoje uma das justificativas para as altas taxas dos bancos, sobretudo para pessoas físicas e pequenas empresas. Quando a medida entrar em vigor, os clientes terão classificações de risco (rating) semelhantes às utilizadas pelas agências internacionais para avaliar países e empresas, uma vez que o cadastro positivo vai explicitar o histórico de crédito dos consumidores.

    Na Equifax, o cadastro positivo não é novidade. A empresa já administra o bureau positivo de empresas no Brasil desde a década de 70. A troca de informações está organizada em 19 segmentos, que compartilham dados sobre os mesmos parceiros comerciais.

    Para elaborar o cadastro positivo de pessoas físicas, a Equifax utilizará a experiência adquirida no Brasil com pessoas jurídicas e em mais de 60 anos no mercado internacional. A empresa vai atuar em conjunto com parceiros dos setores financeiro, de telecomunicações, varejo e outros, estabelecendo uma estratégia de aproximação com os segmentos que atuam diretamente com os consumidores.

  • Cheques devolvidos aumentam 4,8% em julho

    Segundo pesquisa da Equifax, o volume de cheques devolvidos cresceu 4,8% no mês passado ante junho. Na comparação com julho de 2006, no entanto, foi registrada queda de 19,7%.

    O número de títulos protestados em julho também avançou (11,79%) ante junho. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve recuo de 2,66%.


     




    Você sabia que a parceria CNC/Equifax atingiu a meta de mil convênios assinados? Atualmente, 1.008 empresas já utilizam os produtos da parceria.

    Segundo pesquisa da Equifax, o volume de cheques devolvidos cresceu 4,8% no mês passado ante junho. Na comparação com julho de 2006, no entanto, foi registrada queda de 19,7%.

    O número de títulos protestados em julho também avançou (11,79%) ante junho. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve recuo de 2,66%.


     




    Você sabia que a parceria CNC/Equifax atingiu a meta de mil convênios assinados? Atualmente, 1.008 empresas já utilizam os produtos da parceria.

  • Supersimples vai ser discutido no Confaz

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comprometeu ontem a fazer um apelo

    aos Estados para que eles reeditem os antigos benefícios de ICMS destinados

    às micro e pequenas empresas e que foram revogados com a entrada em vigor do

    Supersimples, em 1º de julho deste ano.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comprometeu ontem a fazer um apelo

    aos Estados para que eles reeditem os antigos benefícios de ICMS destinados

    às micro e pequenas empresas e que foram revogados com a entrada em vigor do

    Supersimples, em 1º de julho deste ano. A promessa foi feita em uma reunião

    do ministro com o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do

    Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri.


    Até a entrada em vigor do novo sistema simplificado de recolhimento de

    tributos, vários Estados do país mantinham programas de incentivo fiscal às

    micro e pequenas empresas. Com a revogação dos dispositivos, até ontem,

    apenas quatro deles já contavam com novas leis garantindo isenções e

    reduções de base de cálculo de ICMS para as empresas que aderirem ao

    sistema, segundo um estudo realizado pela consultoria tributária Fiscosoft a

    pedido do Valor. Com exceção de Alagoas, Amazonas, Bahia e Paraná, nenhum

    outro Estado do país concede hoje benefícios de ICMS atrelados ao

    Supersimples – e, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária

    (Confaz), ao que tudo indica, não há vontade política da maioria de seus

    integrantes para que isto ocorra.


    “Se os benefícios de ICMS não forem reeditados pelos Estados, o Supersimples

    será catastrófico”, afirma Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto

    Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Segundo ele, sem os incentivos

    o novo sistema aumenta a carga tributária de uma série de micro e pequenas

    empresas que antes estavam inseridas no Simples Federal e que além disso

    aproveitavam as vantagens estaduais.


    Os Estados estão discutindo o assunto isoladamente ou em conjunto e na

    última reunião do Confaz, em 6 de julho, alguns governos estaduais

    levantaram a questão, que deve ser retomada no próximo encontro, no dia 21

    de agosto em Brasília. Os secretários de Fazenda dos Estados do Nordeste

    fecharam em conjunto uma proposta para dar fim à guerra fiscal que inclui

    temas relacionados ao Supersimples.


    O Paraná é um dos Estados que já reeditou benefícios de ICMS destinados às

    micro e pequenas empresas – isenção para aquelas com faturamento de até R$

    360 mil anuais e reduções que vão deste valor até R$ 2,4 mil anuais. Mas, de

    acordo com Francisco de Assis Inocêncio, inspetor geral de arrecadação da

    Fazenda paranaense, há dúvidas sobre se este tipo de benefício precisa ser

    aprovado pelo Confaz. A Constituição Federal prevê que qualquer benefício

    deve passar pelo crivo do conselho, mas a Lei Complementar nº 123 dá aos

    Estados a possibilidade de criarem incentivos.


    Santa Catarina, que antes do Supersimples contava com um sistema de

    benefícios de ICMS considerado o mais vantajoso do país – com um valor fixo

    de recolhimento e outras seis alíquotas para diferentes faixas de

    faturamento de até R$ 2 milhões anuais – pretende propor a retomada da

    possibilidade de aproveitamento de créditos de ICMS pelas companhias que

    adquirem mercadorias das micro e pequenas empresas, vetada pela Lei

    Complementar nº 123. De acordo com o diretor de administração tributária da

    Fazenda catarinense, Almir Gorges, das 120 mil empresas que faturam até R$

    2,4 milhões anuais no Estado, 16 mil geravam créditos de ICMS que eram

    aproveitados pelos clientes, sendo que 5.500 eram as responsáveis por 90%

    desses créditos – e que perdem competitividade com a vedação do

    aproveitamento. “A Fazenda está sensível a isso, mas amarrada pela lei do

    Supersimples”, diz Gorges.


    A questão da vedação do aproveitamento de créditos de ICMS tem sido apontada

    como um dos principais problemas do Supersimples. Advogados tributaristas já

    colecionam casos de micro e pequenas empresas que estão sofrendo com o

    impedimento. Isto porque, sem o direito de aproveitamento de créditos, os

    compradores das empresas que ingressaram no novo regime estão fazendo

    pressão para que elas reduzam preços. A advogada Juliana Ono, consultora

    tributária da Fiscosoft, conta o caso de uma indústria de grande porte que,

    com o ingresso de seus habituais fornecedores no Supersimples, perdeu R$ 100

    mil ao mês de créditos do tributo – e trocou de fornecedores. Joseph Couri,

    do Simpi, diz continuar em negociação com o governo federal para retomar a

    possibilidade de uso dos créditos de ICMS.


    Prorrogado prazo de adesão


    O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou ontem, pela segunda vez, o

    prazo final para a adesão das micro e pequenas ao Supersimples. A nova data

    passou a ser o dia 20 de agosto e pode facilitar a decisão das empresas de

    ingressar ou não no novo sistema. Até o fechamento desta edição, a previsão

    era a de que o Projeto de Lei Complementar nº 43, de 2007, aprovado pelo

    Senado na semana passada e que altera a tributação de alguns setores – em

    especial das empresas prestadoras de serviços – seria sancionado à noite

    pelo presidente Lula e publicado na edição de hoje do Diário Oficial da

    União. O projeto altera a Lei Complementar nº 123 e teve o objetivo de dar

    um fim a alguns dos principais problemas do Supersimples apontados por

    entidades de micro e pequenos empresários.


    De acordo com a resolução do comitê gestor do Supersimples, que será

    publicada hoje no Diário Oficial da União, o prazo de adesão ao novo sistema

    fica prorrogado para o dia 20 “principalmente para os setores incluídos no

    projeto de lei complementar, como os de fabricação e distribuição de

    sorvetes, cosméticos e fogos de artifício.

  • Governo permitirá crédito de PIS/Cofins

    O governo deverá editar uma norma para permitir a utilização de créditos de

    PIS e Cofins de empresas enquadradas no Supersimples. O compromisso foi

    assumido ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma reunião com

    representantes de micro e pequenas indústrias. A mudança deverá favorecer

    pequenos fornecedores que, pelas regras atuais, acabariam tendo de arcar com

    um aumento de carga tributária ao aderir ao Simples.

    O governo deverá editar uma norma para permitir a utilização de créditos de

    PIS e Cofins de empresas enquadradas no Supersimples. O compromisso foi

    assumido ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma reunião com

    representantes de micro e pequenas indústrias. A mudança deverá favorecer

    pequenos fornecedores que, pelas regras atuais, acabariam tendo de arcar com

    um aumento de carga tributária ao aderir ao Simples. A regra para a

    compensação de PIS e Cofins ainda não tem prazo para sair e também não se

    sabe como ela sairá – se por lei complementar, medida provisória ou decreto.


    Segundo o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de

    São Paulo (Simpi), Joseph Couri, na reunião no Ministério da Fazenda também

    estava presente o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, que teria

    admitido que o veto à compensação de créditos de PIS e Cofins aumentaria a

    carga tributária de algumas empresas. No antigo Simples federal havia a

    possibilidade de uso dos créditos, diz o assessor jurídico do Simpi, Marcos

    Tavares Leite, pois nem as leis do PIS e Cofins não-cumulativo nem a do

    Simples faziam previsão em contrário.


    Ainda na reunião, a entidade paulista conseguiu que o Comitê Gestor do

    Simples Nacional se comprometesse a reavaliar a Classificação Nacional de

    Atividades Econômicas (Cnae) para enquadrar novas atividades no

    Supersimples. Joseph Couri não revela quais são as novas atividades

    candidatas – diz apenas que a alteração não equivale a uma mudança na Lei

    Complementar nº 123, mas sim à obtenção de uma avaliação caso-a-caso de

    algumas atividades específicas que estão fora do regime.


    Outra possível mudança sinalizada pela Fazenda foi a recuperação de créditos

    fiscais pelas empresas que contribuíram com alíquotas mais altas de julho a

    agosto, antes das alterações aprovadas pelo Senado e em vias de entrarem em

    vigor (leia matéria ao lado). O Simpi pediu também para que o ministério se

    manifeste quanto à proibição feita de que gestores, administradores ou

    equiparados sejam proprietários de empresas enquadradas no Supersimples. De

    acordo com Marcos Tavares Leite, dependendo do que o termo “equiparados”

    quiser dizer, mesmo gerentes podem ficar impedidos de abrir pequenos

    negócios. Outra reclamação levada ao ministério foi a documentação exigida

    para se provar a regularidade fiscal, da qual depende a inclusão no sistema.

    Em alguns municípios, segundo Joseph Couri, a demora entre o parcelamento ou

    pagamento do débito e a exclusão do Cadastro de Inadimplentes (Cadin) pode

    levar quatro ou seis meses. O ideal seria a Fazenda aceitar o próprio pedido

    de parcelamento como prova de regularidade fiscal.

  • Governo derruba partilha da CPMF

    O governo obteve ontem a primeira vitória na longa caminhada a ser enfrentada para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). No debate da constitucionalidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, os líderes governistas conseguiram demover o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator do texto, de aprovar seu substitutivo que previa a partilha da arrecadação da CPMF com Estados e municípios. 


    A vitória é mais significativa do ponto de vista político do que técnico.

    O governo obteve ontem a primeira vitória na longa caminhada a ser enfrentada para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). No debate da constitucionalidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, os líderes governistas conseguiram demover o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator do texto, de aprovar seu substitutivo que previa a partilha da arrecadação da CPMF com Estados e municípios. 


    A vitória é mais significativa do ponto de vista político do que técnico. A CCJ apenas analisava a constitucionalidade das sete propostas de emenda à Constituição (PEC). Depois de aprovada a admissibilidade dos textos, será criada uma comissão especial que terá 40 sessões para decidir sobre o mérito da proposta. Lá, a batalha será muito mais complicada. “O recuo do Eduardo Cunha leva a briga toda para a comissão especial”, disse ontem o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), integrante da CCJ. Cunha pretendia repassar 29% da arrecadação da CPMF para Estados e municípios. 


    O texto foi debatido até, aproximadamente, 18h00, quando a reunião foi interrompida para a ordem do dia da Câmara. Ainda há 23 inscritos para falar e a votação só deve terminar hoje à noite, com certeza de aprovação tranqüila pela base governista. 


    A certeza de aprovação apareceu logo pela manhã, quando Cunha recuou da proposta de divisão do bolo da CPMF. O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) levantou questão de ordem contra o substitutivo apresentado pelo pemedebista. O maranhense argumentou que o fato de o relator apresentar um substitutivo implicava fazer juízo de valor sobre o conteúdo das propostas. “Se é por causa dessa questão, eu retiro o substitutivo e aprovo a admissibilidade de todas as PECs”, disse Cunha. 


    Derrubado o empecilho criado pelo relator, o governo não teve mais dificuldade. Havia um acordo com a oposição: não haveria rolo compressor. Todos que quisessem se manifestar, poderiam fazê-lo. Mas a votação não poderia ser obstruída por DEM ou PSDB. Mais de 40 deputados falaram até a noite de ontem. 


    A vitória na CCJ, porém, foi mais difícil do que a aparente tranqüilidade de ontem. Eduardo Cunha demorou semanas para liberar seu relatório. Nesse período, seu grupo político no Rio de Janeiro exigiu do governo a indicação do ex-prefeito da capital carioca Luiz Paulo Conde para presidir Furnas. Ontem, surgiu a informação, na bancada do Rio, de que Eduardo Cunha indicaria outro aliado: Lutero de Castro Cardoso, ex-presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), pode assumir a diretoria financeira da estatal. Mais ainda do que Conde, Cardoso seria da “cota pessoal” de Cunha. O governo negou a informação na noite de ontem. 


    Na comissão especial, o governo pode esperar mais problemas. A base aliada não se entende sobre o assunto. O “bloquinho” formado pelos aliados PSB, PDT e PCdoB, que conta com 77 deputados, se reuniu para fechar questão sobre a CPMF. Não houve acordo. O bloquinho tem sido bastante leal ao governo, mas o tema é tão espinhoso que foi convocado novo debate para a terça-feira, quando se tentará fechar questão. 


    O próprio líder do bloco, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), quer evitar a prorrogação pura e simples do imposto. Pretende aprovar a diminuição da alíquota até torná-la meramente fiscalizatória. 


    Na comissão especial, a PEC precisa ser aprovada em 40 sessões. O governo quer votá-la em dez. O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), crê que essas dez sessões servirão para “afinar” o discurso da base aliada. Ele reconhece que alguns aliados estão pressionando o governo em busca de cargos e emendas, cientes de que o Planalto precisa de 308 votos para aprovar a PEC na Câmara e no Senado, em dois turnos. “Eles têm de ter a noção de que, se uma votação como essa pode garantir cargos, também pode fazer com que algumas pessoas percam espaço no governo”, ameaçou Beto. 


    Durante reunião da coordenação política, ontem, o governo mostrou confiança em aprovar a PEC da CPMF, “sem alteração de conteúdo”. Na análise dos ministros presentes, as concessões a Estados e municípios já estão acontecendo nos recursos destinados ao PAC, em negociações isoladas de ampliação de limite das dívidas e serão aprofundadas na reforma tributária. “O governo concorda em conversar com a sociedade civil e a oposição sobre um tema que reconhece ser complexo”, afirmou um assessor palaciano. O otimismo é tanto que até um cronograma foi estabelecido: aprovação na Câmara até o final de setembro. No Senado, a tramitação ocorre em outubro e novembro. 




     

  • Turbulência encarece o custo da dívida

    O Tesouro Nacional está sendo obrigado a pagar juros mais altos nos títulos que vende ao mercado financeiro em razão da crise que atinge os mercados financeiros mundiais.


    Nas últimas duas semanas, as taxas cobradas pelos investidores na compra dos papéis que têm os juros definidos no momento do leilão, os chamados prefixados, voltaram para percentuais próximos ao que o governo vinha pagando em maio.


    No início de julho, o governo conseguia ofertar títulos prefixados com vencimento em 2009 pagando juros de 10,76% ao ano.

    O Tesouro Nacional está sendo obrigado a pagar juros mais altos nos títulos que vende ao mercado financeiro em razão da crise que atinge os mercados financeiros mundiais.


    Nas últimas duas semanas, as taxas cobradas pelos investidores na compra dos papéis que têm os juros definidos no momento do leilão, os chamados prefixados, voltaram para percentuais próximos ao que o governo vinha pagando em maio.


    No início de julho, o governo conseguia ofertar títulos prefixados com vencimento em 2009 pagando juros de 10,76% ao ano. Na semana passada, a taxa havia subido para 11,31% ao ano. O mesmo aconteceu nos títulos de dez anos: os juros pré-crise eram de 10,75% ao ano e subiram para 11,45% ao ano. Já nos títulos de três anos, o aumento foi de 10,8% ao ano para 11,42% ao ano.


    Na prática, isso significa que o governo terá uma despesa maior com juros no futuro. Segundo os cálculos feitos pela Mauá Invest, o custo adicional nos dois últimos leilões é de R$ 24,7 milhões, considerando o prazo final do vencimento dos títulos. É um valor baixo, considerando que a dívida total do governo alcançava em junho R$ 1,198 trilhão. Mas a mudança interrompe a trajetória de queda dos juros que o país paga para financiar sua dívida.


    Para evitar um prejuízo ainda maior, o Tesouro Nacional mudou a sua estratégia desde o dia 25 de julho, quando a crise nos mercados mundiais se agudizou. Em 26 de julho, por exemplo, não houve leilões.


    Nas duas últimas semanas, com a turbulência, o governo decidiu reduzir os valor de títulos ofertados. Na semana pré-crise, por exemplo, foram colocados à venda R$ 4 bilhões em papéis com vencimento em outubro de 2009. Nos dois últimos leilões, a oferta caiu para R$ 1 bilhão e, num deles, o Tesouro aceitou vender apenas R$ 210 milhões.


    Permanecer no mercado


    “Consideramos importante que o Tesouro permaneça no mercado. É uma forma de dar tranqüilidade aos investidores e de mostrar que temos demanda. O que fazemos é adotar uma posição mais conservadora no volume vendido”, disse o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Paulo Valle.


    Mas, enquanto agosto foi um mês com vencimentos muito baixos na dívida pública -só R$ 3,7 bilhões-, permitindo ao Tesouro reduzir a oferta de títulos, eles crescerão significativamente nos próximos meses: cerca de R$ 50 bilhões em setembro e R$ 30 bilhões em outubro.


    As vendas semanais do Tesouro, mesmo com juros mais elevados, são consideradas importantes pelo economista Caio Megale, da Mauá Invest. Segundo ele, o custo ainda é muito baixo diante da sinalização de que o governo continuará seguindo a estratégia de longo prazo, que é aumentar a participação dos prefixados na dívida pública, mesmo em momentos de volatilidade.


    A alternativa aos juros mais altos pedidos pelo mercado é o governo usar as reservas internacionais que tem em caixa -superiores a US$ 150 bilhões- para quitar a dívida que vence enquanto durar a turbulência ou dar preferência aos títulos pós-fixados, cuja taxa de juros varia diariamente.


    “Não há a menor necessidade de reduzir as emissões de prefixados. Se olharmos a taxa atual, mesmo com a crise, ela é menor do que o governo pagava no começo do ano. Esse é ainda um estresse moderado para padrões brasileiros”, disse o economista Joel Bogdanski, do Banco Itaú.


    Instabilidade ameaça afetar comércio mundial, diz OMC


    As turbulências nos mercados mundiais podem afetar o crescimento da economia e do comércio global neste ano, segundo relatório da OMC (Organização Mundial do Comércio). Além disso, o estudo aponta os desequilíbrios nas balanças comerciais como fator para a possível desaceleração.


    Para o organismo, as estimativas que apontam que a economia mundial crescerá cerca de 3% neste ano podem fazer com que o comércio global avance 6% em 2007, ante expansão de 8% no ano passado. E, caso o mercado de crédito imobiliário americano -causa original da atual instabilidade nas Bolsas- continue com problemas, ele prevê uma cenário ainda pior.


    “Caso os problemas no “subprime” [mercado de crédito de alto risco] continuem ou se agravem, nós teremos provavelmente um impacto maior no crescimento econômico e na expansão do comércio no próximo ano”, afirmou Robert Teh, diretor do organismo que é palco das negociações da estagnada Rodada Doha de liberalização do comércio mundial.

    As Bolsas mundiais, alvo da preocupação da OMC, tiveram um dia de queda ontem, afetadas pelos resultados de empresas como o Wal-Mart e os temores em relação aos mercados globais de crédito.


    A rede varejista Wal-Mart, maior empresa do mundo segundo a “Fortune”, teve um lucro de US$ 3,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 49% em relação ao mesmo período de 2006. Mas a empresa disse que o resultado anual poderá ser menor que o previsto por analistas. Já o lucro da Home Depot, de materiais de construção, caiu 15% no segundo trimestre, para US$ 1,59 bilhão. Os dois resultados geraram temores de que o consumo americano, maior motor da economia dos EUA, também possa estar em queda.


    O balanço do banco suíço UBS, o maior da Europa, também ajudou a derrubar os mercados. O seu lucro avançou 79% no segundo trimestre com venda de ativos, mas ele disse que a turbulência deve piorar seu resultado neste semestre.


    Outra má notícia veio do fundo americano Sentinel Management Group -que administra US$ 1,6 bilhão. Ele informou a clientes que queria bloquear resgates para evitar liquidação forçada de papéis, medida negada pelas autoridades.


    Mas o dia também teve bons índices dos EUA, que não derem respiro aos mercados. O núcleo da inflação ao produtor ficou em 0,1% em julho. E o déficit comercial ficou em US$ 58,1 bilhões em junho, o menor em quatro meses.


     


     


     

  • IGP-10 surpreende e avança 0,66%

    Com a forte aceleração nos preços do atacado (de 0,10% para 0,83%), a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou, e subiu 0,64% em agosto – bem acima da taxa de julho (0,22%) e o maior resultado em nove meses A elevação do indicador surpreendeu o mercado financeiro, que esperava alta de no máximo 0,49%. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem o índice, o avanço do IGP-10 é só o começo.


    Na prática, a taxa sinaliza o início de uma onda de acelerações nos Índices Gerais de Preços (IGPs) deste mês.

    Com a forte aceleração nos preços do atacado (de 0,10% para 0,83%), a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou, e subiu 0,64% em agosto – bem acima da taxa de julho (0,22%) e o maior resultado em nove meses A elevação do indicador surpreendeu o mercado financeiro, que esperava alta de no máximo 0,49%. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem o índice, o avanço do IGP-10 é só o começo.


    Na prática, a taxa sinaliza o início de uma onda de acelerações nos Índices Gerais de Preços (IGPs) deste mês. “O ciclo dos IGPs este mês deve apresentar taxas mais elevadas do que as do mês passado, puxadas principalmente pelo atacado”, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. A família dos IGPs é composta pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI) indexador das dívidas dos estados com a União; e o Índice Geral de Preço – Mercado (IGP-M) usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica.


    Quadros admitiu que o IGP-10 deste mês – que vai do dia 11 de julho a 10 de agosto -, se posicionou em patamar elevado. Mas considerou que resultados em torno de 0,6% a 0,65% “são passageiros”. Na avaliação do economista, não há nenhum fator, no cenário atual, que possa conduzir a uma seqüência de aceleração de preços sustentável. Segundo ele, o que ocorreu em agosto foi a combinação de dois fatores: forte aceleração nos preços dos produtos agrícolas (de 0,93% para 2 64%); e fim da deflação nos produtos industriais (de -0,16% para 0,25%).


    Porém, ao se detalhar a influência desses dois setores, nota-se que o impacto do setor agrícola foi preponderante na arrancada de preços no atacado. “Dessa elevação de 0,83%, dos preços do atacado, 0,64 ponto percentual foi originado da agricultura”, disse Quadros. De julho para agosto, houve acelerações de preços em bovinos (de 3,56% para 7,15%) e aves (de 5,17% para 8 92%). Já no caso do setor industrial, houve o fim da deflação nos preços dos combustíveis e lubrificantes (de -1,38% para 0 33%) no atacado, devido à aceleração nos preços de óleos combustíveis (de 0,23% para 4,45%.


    A FGV informou ainda que, no mesmo período, houve desacelerações de preços no varejo (de 0,40% para 0,28%) e na construção civil (de 0,56% para 0,29%). Até agosto, o IGP-10 acumula elevações de 2,35% no ano e de 4,48% em 12 meses.


    LEITE. O recente ciclo de alta nos preços do leite no atacado e de derivados pode estar chegando ao fim. De julho para agosto, foram registradas desacelerações importantes nos preços do leite e de seus derivados, no âmbito do IGP-10. Entre as desacelerações de preços no período, estão as de leite in natura (de 8,42% para 8,35%); e leite e derivados (de 12,34% para 7, 01%).




     

  • Lucro de empresas abertas cresceu 37% no 1º semestre

    O bom desempenho da economia brasileira no primeiro semestre turbinou o lucro das empresas de capital aberto e elevou a rentabilidade sobre o patrimônio líquido para os maiores níveis da história. Segundo levantamento feito pela Economática com 147 companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o ganho entre janeiro e junho apresentou crescimento real (descontada a inflação) de 37,3% comparado a igual período de 2007.


    A soma dos lucros atingiu a cifra de R$ 21,5 bilhões e o retorno sobre o patrimônio, 18,3%.

    O bom desempenho da economia brasileira no primeiro semestre turbinou o lucro das empresas de capital aberto e elevou a rentabilidade sobre o patrimônio líquido para os maiores níveis da história. Segundo levantamento feito pela Economática com 147 companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o ganho entre janeiro e junho apresentou crescimento real (descontada a inflação) de 37,3% comparado a igual período de 2007.


    A soma dos lucros atingiu a cifra de R$ 21,5 bilhões e o retorno sobre o patrimônio, 18,3%. Para não distorcer o resultado, os números do estudo não incluem os balanços da Petrobrás e Eletrobrás, que lucraram R$ 10,9 bilhões e R$ 82,8 milhões, respectivamente.


    Desta vez, a Economática também decidiu não somar os números da Companhia Vale do Rio Doce, que lucrou R$ 10,9 bilhões no semestre. A explicação está na aquisição da canadense Inco, no fim do ano passado, por US$ 13,4 bilhões. ‘O avanço das receitas seria muito grande’, justifica o presidente da empresa de informação financeira, Fernando Exel.


    Ele classifica de ‘fabuloso’ o resultado das companhias no primeiro semestre. ‘Basta olhar o avanço das receitas líquidas, que refletem de forma mais fiel a atividade econômica do País’, destaca Exel. O faturamento desse grupo de empresas teve aumento real de 13,1% e bateu R$ 194 bilhões. A dívida financeira subiu um pouco, mas não representa problema. Isso porque as empresas estão com folga para honrar seus compromissos.


    Exemplo disso é o avanço da relação dívida/lucro operacional (antes de juros e impostos), também conhecido como Ebit. No primeiro semestre, o indicador, que mostra a capacidade das empresas de honrar o pagamento dos serviços da dívida, subiu de 19,9% para 23,8%. Isso significa que, para cada R$ 100 de dívida, as empresas lucraram R$ 23,8 no primeiro semestre, explica Exel. ‘É uma folga expressiva.’


    SETORES


    Diferentemente dos últimos anos, em que os lucros eram impulsionados pelas exportadoras, desta vez os bons resultados se estenderam por quase todas as áreas da economia. Dos 16 setores avaliados pela Economática, apenas dois apresentaram desempenho negativo (ver quadro). Os demais tiveram elevados índices de crescimento real comparado a igual período do ano passado.


    No setor de energia elétrica, por exemplo, o avanço foi de 61,5%. Segundo o gerente de Renda variável da Máxima Asset Management, Denilson Duarte, uma das principais explicações é o aumento do consumo no País acima das expectativas, o que acabou compensando algumas reduções de tarifas.


    Até maio, o consumo de eletricidade havia atingido 5,2%, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O consumo industrial, que representou 44% do mercado, teve crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2006. No residencial, o avanço foi de 6,8% e, no comercial, 7%.


    Outro setor de destaque no semestre foi o de alimentos e bebidas, cujo aumento real ficou em 65,2%. Mas, nesse caso, o crescimento também é explicado pela gripe aviária, que no ano passado reduziu as vendas de Perdigão e Sadia para o mercado internacional.


    Os dados do primeiro semestre mostram uma recuperação das receitas perdidas em 2006, explica o analista de consumo do Unibanco, Marcio Kavassaki. Segundo ele, as empresas que atuam no mercado interno, especialmente aquelas do setor de consumo, tiveram bons resultados no primeiro semestre por causa do aquecimento da economia, crescimento do crédito e melhora da renda.


    No setor de siderurgia, o crescimento da demanda na área de aços planos ficou acima do esperado, impulsionado pelo avanço das atividades do setor automotivo. Segundo o analista da Brascan Corretora, Rodrigo Ferraz, até agora o aumento da demanda no segmento de aços planos está em 17% em relação a igual período de 2006. No mercado externo, diz ele, os preços estão bastante elevados, o que acaba balizando os preços por aqui. Ou seja, as empresas ganham dos dois lados, completa o analista.




     

  • Anefac aponta queda nos juros para pessoas físicas

    A taxa de juros para pessoa física atingiu em julho o menor índice em 12 anos, segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O resultado é reflexo do corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros no mês passado. Os juros de todas as linhas de crédito concedidas para pessoa física e jurídica recuaram após a medida do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) no mês passado, apontou a pesquisa divulgada ontem.

    A taxa de juros para pessoa física atingiu em julho o menor índice em 12 anos, segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O resultado é reflexo do corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros no mês passado. Os juros de todas as linhas de crédito concedidas para pessoa física e jurídica recuaram após a medida do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) no mês passado, apontou a pesquisa divulgada ontem. Nas operações de crédito para pessoa física, a taxa média caiu 0,04 ponto percentual, de 7,32% ao mês em junho para 7,28% ao mês em julho.


    A taxa de juros média para pessoa jurídica recuou 0,05 ponto percentual no mês. “A taxa de 4,11% ao mês em julho é a menor taxa de juros desde maio de 2001”, afirmou o coordenador da pesquisa, Miguel José Ribeiro de Oliveira.


    Segundo Oliveira, a maior redução para pessoa física ocorreu na linha do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), por intermédio dos bancos, com destaque para os financiamentos de automóveis – queda no mês de 2,56%. O cheque especial teve baixa no mês de 0,77% e a linha de empréstimo pessoal, por financeiras, recuou 0,61% em julho.


    Para pessoa jurídica, o empréstimo por meio de desconto de cheques caiu 2,16%, seguido das linhas de empréstimos de desconto de duplicatas (recuo de 1,72%) e de capital de giro (1,25% menor).