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  • Faculdade Senac Pernambuco inaugura cursos de pós-graduação

    O Senac de Pernambuco realiza hoje, dia 6 de agosto, em Recife, o lançamento do programa de cursos de pós-graduação da entidade, durante a aula inaugural do segundo ano letivo da Faculdade Senac Pernambuco.


    A cerimônia de abertura será realizada pelo presidente da entidade, Josias Albuquerque, e contará ainda com a participação da diretora da Faculdade Senac Pernambuco, Helena Veras, além do coordenador de pós-graduação e extensão da entidade, Hugo Monteiro.


    Ao final do evento, o grupo de chorinho do Sesc Novos Rumos fará uma apresentação artística para alun

    O Senac de Pernambuco realiza hoje, dia 6 de agosto, em Recife, o lançamento do programa de cursos de pós-graduação da entidade, durante a aula inaugural do segundo ano letivo da Faculdade Senac Pernambuco.


    A cerimônia de abertura será realizada pelo presidente da entidade, Josias Albuquerque, e contará ainda com a participação da diretora da Faculdade Senac Pernambuco, Helena Veras, além do coordenador de pós-graduação e extensão da entidade, Hugo Monteiro.


    Ao final do evento, o grupo de chorinho do Sesc Novos Rumos fará uma apresentação artística para alunos e convidados.


     

  • Arrecadação de impostos indica maior crescimento da economia

    Levantamento feito pela Receita Federal, a pedido do Estado, sobre a arrecadação de impostos e contribuições federais pagos por setores econômicos no primeiro semestre revela um dinamismo ainda maior da economia brasileira em 2007.


    Sem que tenha havido aumento de alíquotas dos tributos, as empresas dos setores de metalurgia, automóveis, seguros, telecomunicações e comércio atacadista lideraram o ranking dos setores econômicos que apresentaram maior crescimento no pagamento de impostos, com expansão entre 18,51% e 35,83%.

    Levantamento feito pela Receita Federal, a pedido do Estado, sobre a arrecadação de impostos e contribuições federais pagos por setores econômicos no primeiro semestre revela um dinamismo ainda maior da economia brasileira em 2007.


    Sem que tenha havido aumento de alíquotas dos tributos, as empresas dos setores de metalurgia, automóveis, seguros, telecomunicações e comércio atacadista lideraram o ranking dos setores econômicos que apresentaram maior crescimento no pagamento de impostos, com expansão entre 18,51% e 35,83%. Esses valores estão bem acima do aumento de 10% da arrecadação total da Receita Federal no primeiro semestre deste ano.


    Como a arrecadação de tributos é um dos principais termômetros do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), os números setoriais sinalizam que o crescimento este ano pode ser ainda mais robusto, acima das previsões dos analistas econômicos. É que os dados por setores econômicos funcionam como uma espécie de bússola de orientação para onde caminha a economia brasileira.


    Os setores que estão apresentando bom desempenho de arrecadação neste ano ou refletem diretamente o aquecimento da atividade econômica do País, caso do comércio atacadista, ou tem efeito irradiador sobre amplas áreas da economia nacional, como a indústria de automóveis.


    Para economistas ouvidos pelo Estado, o aumento da arrecadação de vários setores econômicos reflete, sobretudo, o aumento da oferta de crédito na economia, que faz com que muitos consumidores antecipem o consumo, levando à expansão das vendas, da produção e, conseqüentemente, dos tributos pagos pelas empresas.


    É o caso, por exemplo, do setor automobilístico. Impulsionada pelo aumento de 20,4% no volume de vendas no mercado interno, a arrecadação dos fabricantes de automóveis subiu 26,91% no primeiro semestre, atingindo R$ 9,68 bilhões. Na mesma onda em que surfam as montadoras, a arrecadação de outros setores econômicos também tem aumentado com a expansão do mercado interno.


    A arrecadação das empresas de seguros teve alta de 22,35%, o terceiro maior crescimento, seguido pelo setor de telecomunicações que pagou 22,24% mais impostos no primeiro semestre. O aumento da arrecadação no setor de comércio atacadista também foi elevado: 18,51%.


    PUJANÇA DA ECONOMIA


    Enquanto as empresas do setor de combustíveis recolheram 4,69% menos tributos, refletindo o impacto da taxa de câmbio nas suas receitas, as empresas de metalurgia pagaram 35,83% mais no primeiro semestre como reflexo de preços favoráveis no Brasil e no mercado internacional. Foi o maior aumento verificado no primeiro semestre.


    ‘Os dados batem perfeitamente com outros indicadores econômicos que vêm sendo divulgados. Tivemos nos últimos quatro anos aumento do crédito. Os consumidores ficam mais otimistas e antecipam o consumo’, argumenta o economista do banco Itaú, Joel Bogdanski.


    Para o economista Amir Khair, especialista em assuntos tributários, os dados mostram uma pujança muito grande da economia brasileira. ‘Acho que vamos nos surpreender com o crescimento do PIB maior no final do ano’, aposta Khair.


    Um dos dados que mais chamou atenção do economista foi o crescimento da arrecadação dos setores de comércio atacadista, varejista e das instituições financeiras. ‘O crédito é a mola propulsora da economia’, ressalta ele.


    Khair também destaca o aumento de 17,11% da arrecadação das empresas fabricantes de produtos de informática, setor que foi desonerado pelo governo. ‘Isso mostra que a desoneração é benéfica para o crescimento’, afirma Khair, que defende um corte nas alíquotas nos principais tributos.


    Pelos cálculos do economista, cerca de 1,5 ponto porcentual do aumento da arrecadação pode ser atribuído à maior eficiência da máquina da Receita no combate à sonegação. O restante, se não houver aumento de alíquotas, é fruto do crescimento econômico.


    Com a expansão do crédito, a arrecadação do Imposto de Renda (IR), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), subiu 9,52% nos primeiros seis meses do ano, chegando a R$ 13,75 bilhões.


    As instituições financeiras lidaram o ranking das empresas que mais pagaram esses quatro tributos no primeiro semestre, ultrapassando o setor de combustíveis.


    BANCOS


    De acordo com dados da arrecadação total da Receita Federal, o setor financeiro também está na primeira colocação, mas esse número é distorcido pela arrecadação da intermediação financeira dos seus clientes com a CPMF e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).


    Para o assessor de assuntos tributários e contábeis da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, o aumento da arrecadação do setor financeiro vem da expansão das operações de crédito, que até maio chegaram a R$ 786 bilhões ante R$ 732,5 bilhões em dezembro de 2006.


    Em dezembro de 2005, as operações de crédito somavam R$ 607 bilhões. ‘O aumento do negócio em si explica esse crescimento da arrecadação nacional’, diz Vian.


    Na opinião do economista, mesmo com o aumento das operações de crédito, os dados mostram que a carga tributária que incide sobre as instituições financeiras é bastante elevada.


    Pelos cálculos da Febraban, diz Vian, 34% do total de receitas obtidas pelas instituições financeiras vão para os cofres do governo federal com o pagamento de tributos federais.

  • Supersimples não é benéfico para todos

    Dispositivo da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que estabelece a unificação da cobrança de impostos, o Supersimples vem sendo aguardado com expectativa. Mas, apesar da promessa de reduzir a carga tributária para os segmentos beneficiados, empreendedores devem ficar atentos. Consultores alertam que, para alguns casos, haverá majoração da carga, principalmente para prestadores de serviço. Por isso, é fundamental fazer simulações antes de efetuar a adesão ao sistema.

    Dispositivo da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que estabelece a unificação da cobrança de impostos, o Supersimples vem sendo aguardado com expectativa. Mas, apesar da promessa de reduzir a carga tributária para os segmentos beneficiados, empreendedores devem ficar atentos. Consultores alertam que, para alguns casos, haverá majoração da carga, principalmente para prestadores de serviço. Por isso, é fundamental fazer simulações antes de efetuar a adesão ao sistema.


    O prazo para adesão ao Supersimples, que terminaria na última terça-feira, foi prorrogado para o dia 15, assim como o prazo para o cancelamento da migração automática para esse dispositivo da Lei Geral (Lei Complementar 123/06). A Receita Federal acredita que o Supersimples vá ter 3 milhões de empresas até o dia 15. A marca é 1,1 milhão superior à previsão original.


    Tabelas. Eduardo Zangerolami, advogado do escritório Barcellos Tucunduva, explica que a unificação dos tributos federais, estaduais e municipais (ISS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, ICMS e ISS) exigiu a criação de tabelas diferenciadas para cada grupo de empresas, baseadas na receita e no segmento de atuação das mesmas. Dessa forma, os cálculos tornaram-se mais complexos. “Por outro lado, após a adesão, o recolhimento de tributos centralizado, por meio de uma única guia, diminuirá o número de livros na contabilidade interna das empresas, simplificando os processos burocráticos.”


    Para o tributarista Anderson Trautman Cardoso, do Veirano Advogados de Porto Alegre (RS), esta é a primeira vez que um tributo é recolhido por um único ente e, depois, repartido para seus devidos fins. “Há muitos sistemas simplificados de tributação acontecendo em paralelo. Algumas empresas estão enquadradas no simplificado federal e não no estadual e vice-versa”, destaca. Para Cardoso, a mudança na forma de cálculo é vantagem. “Antes, a base de cálculo era a receita da empresa e, agora, a base será a receita bruta dos últimos 12 meses. Esse somatório vai se tornar mais efetivo, pois o cálculo do Simples será feito em cima do faturamento.”


    Zangerolami explica que, no Supersimples, os cálculos da quantia a ser paga em tributos pelo comércio levam em conta apenas o faturamento acumulado nos últimos 12 meses, enquanto, para prestadores de serviços é preciso incluir a folha, além da receita. “Empresas de serviços com poucos funcionários e faturamento expressivo não devem aderir ao novo programa, pois as alíquotas cobradas nesse segmento são inversamente proporcionais às contratações”, analisa o advogado.


    Irla Ferrão, sócia da IRCL, teve a ajuda de contador para avaliar a pertinência de a empresa ser inscrita na nova legislação. A prestadora de serviços de limpeza e conservação não era contemplada pelo Simples Federal, mesmo obtendo baixo faturamento. “Sempre me perguntei: se não sou simples, quem será?”, diz a empresária.


    O único entrave à adesão ao Simples Nacional eram os débitos com as cobranças tributárias do passado. A possibilidade de parcelamento garantida pela Lei encheu Irla de ânimo. Com o parcelamento especial oferecido às pequenas e microempresas que aderirem ao Supersimples, os débitos vencidos até 31 de janeiro de 2006 podem ser divididos em até 120 meses.


    Outra empresa que poderá ser contemplada pelo Simples Nacional é a Infoplano, de manutenção de computadores, em Niterói, cujo processo de abertura foi iniciado em janeiro. Segundo o sócio Alexandre Costa, a opção de formalizar a empresa antes da vigência da Lei se deu diante do fato de a adesão ao Supersimples ser possível posteriormente. “Eu e meu sócio chegamos a pensar em esperar a regulamentação da lei, mas optamos por ganhar tempo, acreditando que a formalização seria processo demorado. Felizmente, não sofremos nenhum entrave e, em março, estávamos aptos a operar, ainda que sob utilização do alvará provisório”, destaca.


    A contadora responsável pelos trâmites da Infoplano, Karina Soares Pereira, explica que falta apenas a inspeção dos Bombeiros para obter o alvará definitivo. “Mas a empresa pode emitir notas fiscais, enfim, funcionar normalmente”, diz ela, acrescentando que a adesão ao Supersimples será automática, mas que, apenas após a apresentação do faturamento mensal é que poderá perceber se a melhor opção será continuar ou desenquadrar a empresa do novo regime.


    Com a Lei, algumas categorias podem ser prejudicadas, como salões de beleza e sapateiros. “O problema é que quantidade significativa de prestadores de serviço terá que pagar a parte patronal do INSS à parte, enquanto, na legislação anterior, não havia necessidade de pagamento desse encargo”, explica Paulo César Souza Afonso, da Marcio & Paulo Assessoria Contábil.


    Essa desvantagem pode vir a ser corrigida pela Lei Complementar 43/2007, aprovada pela Câmara e em tramitação no Senado. De acordo com Silas Santiago, secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, a votação do projeto está prevista para amanhã. De acordo com o Sebrae, cerca de 500 mil empresas serão prejudicadas, caso não haja alteração na lei.


    Outra queixa de consultores diz respeito ao aumento da tributação do Simples Nacional em relação ao antigo modelo. Isso se deve à mudança na operação dos cálculos que revelam as alíquotas a serem pagas pelas pequenas. Welinton Motta, consultor tributário da Confirp Consultoria Contábil, explica que, anteriormente, os tributos aumentavam no decorrer do ano, de acordo com o acúmulo do faturamento mês a mês. Como a nova legislação determinou que a base dos cálculos será os últimos 12 meses de funcionamento, a tributação terá início com a alíquota cheia. “Cerca de 90% dos nossos clientes terão aumento da carga em relação ao antigo Simples”, revela.


    O empresário tem como opção a adesão a três modelos: o Supersimples, que tem tributos unificados, mas é exclusivo para empresas cuja receita bruta não ultrapasse R$ 2,4 milhões por ano; o Lucro Presumido, em que o empresário paga os impostos separados, com as alíquotas referentes a faturamento líquido presumido; e o Lucro Real, ideal para empresas com gasto elevado, pois só há pagamento de imposto de renda e contribuição social caso haja lucro.


    Antonio Pinheiro de Matos, diretor da Somat Contadores, ressalta que o comércio é a atividade mais privilegiada dentro do Simples Nacional. “Na maior parte dos casos, haverá redução de carga tributária”, afirma ele.


    Exemplo disso é a Get Girls. Após fazer simulações, Carlos Sahione, dono da marca, verificou que o Supersimples gerará redução de 20% na carga tributária. “Estou com planos de expansão, com a idéia de abrir mais três lojas, até dezembro de 2008.”


    Exclusão de categorias gera polêmica


    Um dos pontos da Lei Geral que gera polêmica diz respeito à exclusão de algumas categorias da possibilidade de enquadramento. Assim, antes de fazer cálculos e projeções, os gestores devem analisar se foram beneficiados. “Merece críticas o excesso de casuísmo na Lei, justamente ao relacionar as vedações de enquadramento e, sobretudo, ao estabelecer a não aplicação das vedações, configurando-se o que se chama de “exceções das exceções”, um mecanismo de difícil fundamentação jurídica”, opina o advogado Nilson Mello, sócio do escritório Braz, Mello, Baptista Martins Advogados.


    Outra crítica relacionada à questão das restrições de ajuste à Lei é feita por Ricardo Lodi, professor da FGV Direito Rio. A limitação de inclusão no novo sistema também abarca os sócios de empresas optantes do Simples, os quais não podem constituir outra sociedade. Lodi explica que esse dispositivo tem o objetivo de evitar que grande empresa seja fatiada em várias organizações pequenas. “A intenção é louvável, mas isso pode inibir que verdadeiras pequenas empresas sejam constituídas, prejudicando a geração de empregos”, afirma o advogado.


    De acordo com Lodi, até a introdução da nova lei, os prestadores de serviços não podiam optar pelo Simples, independentemente do porte da empresa. “Isso melhorou, pois alguns foram contemplados, mas médicos, advogados e profissionais liberais, por exemplo, continuam de fora. Pela Constituição esse benefício deveria ser dado a todos, já que a missão de prestar serviços é de todos”, ressalta ele.


    Entre as categorias excluídas estão aquelas que exploram atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, asset management e factoring. Também estão vedadas empresas que tenham sócio vivendo no exterior; de cujo capital participe entidade da administração pública; que preste serviço de comunicação; que possua débito com o INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, entre outras.

  • CPMF – Doze anos de debate sem avanços expressivos

    Proposta deverá ser enviada ao Congresso até setembro, mas sem incluir a CPMF. Enquanto mais uma renovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é colocada em votação urgente no Congresso, a reforma tributária, em debate há mais de doze anos sem avanços expressivos em termos de consenso, está voltando à cena mais discretamente e, por enquanto, nos bastidores.

    Proposta deverá ser enviada ao Congresso até setembro, mas sem incluir a CPMF. Enquanto mais uma renovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é colocada em votação urgente no Congresso, a reforma tributária, em debate há mais de doze anos sem avanços expressivos em termos de consenso, está voltando à cena mais discretamente e, por enquanto, nos bastidores.


    Uma proposta que deverá ser enviada ao Congresso em setembro – e que não toca na CPMF – é negociada em vários fóruns de interlocução do governo federal com o setor produtivo, partidos e, especialmente, governadores e prefeitos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá se envolver pessoalmente nessa engenharia política, que tem tudo para ser transformada em queda-de-braço entre oposição e governo.


    Amanhã, no Palácio do Planalto, as três entidades que representam os governos municipais no Comitê de Articulação e Pactuação Federativa (CAF) vão manifestar posição contrária ao fim do Imposto sobre Serviços (ISS).


    Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), “é praticamente certo que depois de ouvir os municípios, o Planalto vai recuar da idéia inicial de incluir o ISS na proposta”, acrescenta Ziulkoski, que lidera 3,5 mil prefeituras.


    Na sexta-feira, o projeto foi discutido em dois encontros, em São Paulo: Guido Mantega (Fazenda) ouviu, a portas fechadas, o Grupo Temático da Reforma Tributária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), do qual participam, entre outros, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB); o consultor tributário Antoninho Marmo Trevisan; o presidente da Anfavea, Jackson Schneider; e o presidente da Associação de Sindicatos da Micro e Pequena Indústria, Joseph Couri.


    Mantega, inclusive, confirmou na sexta-feira que a reforma tributária pode ser enviada ao Congresso até o começo de setembro. “Já temos uma espinha dorsal, só falta definir algumas questões”, disse o ministro a jornalistas em São Paulo após a reunião. Ele afirmou ainda que o governo não pode deixar de contar com a cobrança da CPFM.


    Integrantes da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf) também conversavam sobre a proposta na sexta-feira, na capital paulista. “O governo precisa prorrogar a CPMF e a Desvinculação das Receitas da União, a DRU, e não conseguirá fazer isso sem uma discussão mais ampla sobre o sistema fiscal vigente. Estados e municípios não abrem mão de uma participação maior nas receitas tributárias”, afirma o secretário de Finanças da Prefeitura de Belo Horizonte, José Afonso Bicalho da Silva.


    Com a arrecadação crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB) e batendo recorde a cada mês, as bancadas estaduais na Câmara e no Senado já se movimentam para abocanhar uma fatia dos R$ 35 bilhões ao ano que a CPMF manda para os cofres da União.

    Assim como a reforma tributária se transformou em objeto de desejo dos contribuintes e políticos de todos os matizes, a divisão da receita da CPMF já ganhou status de bandeira política, principalmente da oposição.


    O governador Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, é um defensor dessa partilha. Ciente da dificuldade de o governo federal abrir mão, de repente, de uma receita dessa dimensão, o tucano propõe que a fatia da arrecadação aos estados e municípios seja vinculada a investimentos na área da saúde.


    O tucano está mobilizando prefeitos e governadores em busca de apoio. “Quem sabe, não é esse o momento de iniciarmos, mesmo progressivamente, a refundação da Federação, com uma participação mais expressiva dos municípios e estados”, sublinhou o governador mineiro.

    Muitos pontos ainda estão em aberto, mas está próximo o momento de transformar em nova modelagem as negociações preliminares. “Estamos buscando o máximo de convergência possível”, disse a este jornal o assessor especial do Ministério da Fazenda e futuro secretário-adjunto de Política Econômica, André Paiva. Junto com o titular da Secretaria, Bernard Appy, ele comanda a agenda dessas conversações.


    A negociação precisa ser ampla porque, além da necessidade de compatibilizar os inúmeros conflitos de interesse envolvidos na questão, a proposta está centrada em tributos indiretos. E o principal deles, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), corresponde, em média, a 83% das receitas próprias dos estados, e em boa medida dos municípios (que ficam com 25% desse tributo).


    Dentre os conflitos que teriam de ser superados estão a manutenção da divisão das receitas entre União, estados e municípios; setor público querendo tirar das empresas privadas e contribuintes pessoas físicas, e esses lutando para reduzir a carga tributária.


    Ao lado do prazo restrito que o presidente Lula tem para aprovar reformas estruturais neste mandato – o calendário eleitoral que tem à frente as eleições municipais em 2008 e a antecipação da corrida presidencial de 2010 -, as alterações em estudo são defendidas como condição relevante para o País obter das agências internacionais de avaliação de risco o tão famigerado “investiment grade”, que tornaria o Brasil território mais confiável aos investidores estrangeiros.


    A criação de um super-Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que substituiria o ICMS e quatro tributos federais – PIS, Cofins, IPI e Cide Combustíveis – e, eventualmente o ISS municipal, equipararia o Brasil ao padrão internacional.


    Entretanto, o discurso da ampliação dos investimentos e do crescimento econômico, entretanto, esconde um dos objetivos imediatos das mudanças focadas nos tributos indiretos, considerados regressivos por incidir igualmente sobre consumidores ricos e pobres, que pagam por meio dos preços embutidos nas mercadorias e serviços. Outro alvo é sanar um “gargalo” da atual tributação de bens e serviços, que é o acúmulo estimado em R$ 15 bilhões de créditos dos exportadores de ICMS retirado das vendas ao exterior. O curioso é que hoje se repete a situação de dez anos atrás, quando o ICMS foi eliminado das exportações justamente para atender ao pleito do setor – uma compensação ao câmbio desfavorável com o real sobrevalorizado.


    A complexidade do sistema é de tal ordem que as empresas não conseguem se beneficiar da nova legislação e, a cada ano, cresce o montante de créditos que não pode ser abatido de outros impostos e contribuições federais. “Nossa meta é criar um ambiente de negócios mais seguro para os investidores, pois a existência dos créditos acumulados interfere nas decisões das empresas”, acentua André Paiva. Os R$ 15 bilhões correspondem ao total de insumos adquiridos por ano pelas empresas exportadoras.


    “O problema é que esse número cresce em torno de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano”, acrescenta o secretário do Ministério da Fazenda. Uma das alternativas seria permitir o abatimento, no recolhimento de tributos federais, do ICMS pago indevidamente pelos exportadores nas matérias-primas. O que exigiria um nada simples sistema de compensação entre governos federal e estaduais.


    Com a substituição do PIS, Cofins, IPI e Cide Combustíveis, mais o ICMS e eventualmente o ISS, no IVA – que será dual, com uma alíquota federal e outra estadual, garantindo assim a manutenção das receitas atuais para todas as esferas de governo –, a idéia é simplificar e racionalizar o sistema nacional de tributação indireta, por meio de legislação e alíquotas uniformes em todo o País.


    Embora reconheçam ser esta a primeira vez que o governo busca o diálogo antes de encaminhar a proposta de reforma tributária ao Legislativo, o vice-presidente da Abrasf e secretário de Finanças do Recife, Elísio Soares de Carvalho, sem incorporar o ISS ao super-Iva, o Planalto terá o apoio em massa dos 5,5 mil prefeitos. Reformulado há quatro anos para abranger também os novos serviços de informática e financeiros surgidos no País, o ISS é o tributo que mais cresce no Brasil, ao ritmo de 11% ao ano em termos reais.


    “Os municípios estão dispostos a colaborar para aperfeiçoar o ISS no sentido de reduzir seu poder de guerra fiscal entre as cidades e tirar seu caráter cumulativo, mas ninguém concorda em perder a autonomia financeira conquistada na Constituição de 1988”, enfatiza Elísio Soares.


    Não é por menos. O ISS representa atualmente uma receita de R$ 17,6 bilhões ao ano no total das prefeituras, ressalta o diretor técnico da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Augusto Braun. Por isso, está praticamente descartada a possibilidade de o ISS ser eliminado ou incorporado à parcela representada pelo IVA estadual no novo modelo, mesmo que em troca fosse criado um novo tributo municipal, o Imposto sobre Vendas a Varejo (IVV).

    A CNM, que congrega 3,5 mil prefeituras, junto com a Abrasf e a Associação Brasileira de Municípios (ABM), são os interlocutores dos prefeitos nessa discussão.


    Outro fórum de discussão que começa a funcionar é a subcomissão de reforma tributária da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que prepara uma série de mesas-redondas, a começar por uma tratando da nota fiscal eletrônica e da escrituração eletrônica – procedimentos considerados facilitadores da junção de vários tributos no super-IVA.


    Dúvidas sobre a modificação do ICMS


    Mesmo que a nova proposta tenha reduzido em muito as pretensões em torno da reforma tributária – uma volta de 180 graus em relação às tentativas feitas durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e inclusive da primeira Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que o presidente Lula despachou para o Congresso, em 2003 -, analistas continuam achando difícil algum passo definitivo nesta matéria.


    “Não acredito que uma modificação dessa magnitude no ICMS possa passar no Congresso, nesse e em qualquer outro governo sem uma maioria bastante sólida na Câmara e Senado. E olha que a maioria do presidente Lula é a melhor possível”, sublinha o professor Fernando Zilveti, da Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).


    Para ele, os pontos favoráveis à aprovação da reforma tributária neste momento, como a expansão da economia, que ameniza as resistências sobre eventuais perdas de arrecadação decorrentes das mudanças no sistema vigente, a definição de um foco para as mudanças – a reestruturação dos tributos indiretos para desonerar a produção – não são suficientes para zerar as controvérsias. Por isso, na opinião de Zilveti, o secretário Bernard Appy, “uma pessoa séria, está com imenso voluntarismo” por pressupor que os governadores aceitarão uma das mais polêmicas mudanças pretendidas: a mudança da cobrança do ICMS, hoje centrado na origem da produção, para o destino das mercadorias e serviços, ou seja, onde ocorre o consumo final.

    Isso significa que estados mais industrializados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, perderiam receitas em prol dos menos desenvolvidos. Em recente debate com o meio acadêmico, Appy foi questionado sobre o que o governo federal oferecerá aos governos estaduais para superar esse conflito. “Appy disse que estaria disposto a estudar formas de compensação dessas perdas. Mas isso é pouco, pela experiência anterior”, conta o tributarista. Resta saber, na prática, se faz alguma diferença a declaração recente do governador paulista José Serra (PSDB), de que São Paulo seria o estado mais prejudicado com essa mudança.

    De olho na corrida presidencial de 2010, o presidenciável tucano disse que aceitaria a tributação do ICMS no destino, pois essa seria a forma de acabar com a famigerada guerra fiscal. Hoje, os estados e prefeituras usam o poder que têm de fixar alíquotas do ICMS e ISS para conceder incentivos fiscais – desconto nesses tributos – às empresas e, com isso, atrair novos investimentos. Com a alteração proposta, essa possibilidade seria eliminada, pois a arrecadação do ICMS passaria a pertencer aos estados onde ocorrer a venda final, ou seja, no destino da produção e não na sua origem. O impacto também seria diminuído pela transição de cinco anos prevista entre o atual e o novo sistema, garantindo também o cumprimento dos atuais contratos dos governos estaduais e empresas, de concessão de isenção do imposto.


    Para o especialista em finanças públicas Amir Khair, o debate em torno de novas mudanças no sistema tributário só acontecerá se o governo colocar números na proposta, com apresentação de simulações do impacto das alterações nas receitas e não apenas linhas gerais. “Ninguém é contra reformar o sistema tributário, mas quando os princípios começam a ser desdobrados em medidas concretas, começam a aparecer as divergências”, comenta Khair. Segundo ele, para convencer os congressistas da importância de retirar a cumulatividade do ISS, incluindo o tributo na base do IVA – este recairia somente sobre o valor agregado ao longo da cadeia produtiva -, seria necessário provar como o IVV proporcionaria a mesma arrecadação”, argumenta Khair. Além disso, existem muitas dúvidas no ar. “Por exemplo, o que vai acontecer com o Supersimples, que acaba de ser aprovado?”, questiona o consultor. Segundo o assessor especial do Ministério da Fazenda, o Supersimples sobreviveria à reforma, porém com alguns ajustes.


    Os empresários, por sua vez, evitam se manifestar sobre o que até agora é um esboço da proposta do governo, e centram fogo em combater o fim da CPMF, que já está em discussão. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apóiam a campanha “Xô CPMF”, criada pelo Democratas (ex-PFL). O movimento é sintomático. O receio é de que, como nas várias tentativas do passado, a reforma tributária, cantada em verso e prosa, acabe em tão somente a prorrogação da CPMF e da DRU. A última foi em 2003, quando o governo Lula enviou ao Congresso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 228-A, em tramitação na Câmara dos Deputados.


    Arrecadado com CPMF soma R$ 201 bi


    Imposto provisório criado para a saúde ajuda o governo a fazer caixa e a manter o superávit. Criada em 1996 para engordar os investimentos na saúde pública – setor vital na política social – a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) completa 11 anos sob protestos de vários segmentos da sociedade e de dentro do próprio governo. Com o respaldo da Desvinculação de Receitas da União (DRU), o governo passou a não enviar para a saúde bilhões de reais por ano a fim de fazer caixa e manter o superávit.


    Os empresários e a classe média, maiores vítimas do sistema, clamam pelo fim imediato da contribuição em dezembro, quando vence o prazo desde a última prorrogação.


    De 1996 para cá, a CPMF cresceu 0,18% e aumentou a receita gerada na década em 216,1% – nesse período, o governo ficou com R$ 33 bilhões só para manter o superávit. Ano passado, a saúde recebeu apenas 40% do que foi arrecadado.


    “O governo tem R$ 150 bilhões nos cofres. Não precisa mais disso”, reclama Onyx Lorenzoni (RS), líder do DEM, que promete peitar os governistas na batalha prevista para o plenário da Câmara dentro de um mês, quando a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 50/2007, que prorroga a CPMF até 2011, entra em discussão.


    A grita não é só da oposição e dos empresários.


    O tributarista Ives Gandra Martins, um dos mais conceituados do país, endossa o deputado democrata: o governo já tem dinheiro o suficiente para se livrar da CPMF, desonerar a carga tributária, mas não deseja nem o fim da contribuição tampouco reforma.


    O motivo: a CPMF é a fonte para bancar o preço da coalizão governista e manter a máquina da burocracia inchada pelos aliados do governo.


    O mesmo ponto de vista do líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio (SP):

    “O governo arrecada cada vez mais, mas não apresentou em nenhum momento uma forma de gastar menos ou fazer um aperto no setor público”.


    Independentemente do partido à frente do poder, nos últimos anos a CPMF tornou-se vital para manter o equilíbrio das contas dos governos, que se vêem diante de um dilema.

    Um alto preço que se reflete no mal serviço nos hospitais públicos pelo país. Se abre mão do recolhimento, estimado em R$ 35 bilhões este ano, o Planalto não cobre o rombo que pode resultar numa desestabilização econômica nos próximos anos e não sabe de onde tirar recursos para a saúde.


    “Gordo bolo”


    Atentos ao gordo bolo financeiro que vai para o Tesouro, os governadores e prefeitos, não satisfeitos com os repasses públicos, cobram parte da fatia – o que só aumentou a tensão entre o Planalto e o Congresso, numa batalha em que entrarão em campo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


    Parte de seu gabinete a ordem para a base não arrefecer o discurso pró-CPMF. Em jogo, uma contribuição que já arrecadou, em uma década, R$ 201 bilhões.


    Enquanto dura o impasse e os políticos se preparam para a batalha no Congresso, a saúde mingua. A dotação orçamentária autorizada para o ministério esse ano é de R$ 3,76 bilhões.

    Deste valor, entre janeiro e março, só R$ 93,6 milhões foram empenhados e R$ 9,7 milhões foram de fato executados. A pasta tem mais de R$ 400 milhões de restos a pagar.


    Pessoa física ainda longe de ser beneficiada


    Não será desta vez que os contribuintes – pessoas físicas, especialmente – serão contemplados diretamente na discussão da reforma tributária. E também não haverá, de imediato, uma redução da carga tributária, se as mudanças em estudo no atual sistema de impostos e contribuições federais chegarem a virar lei.


    O projeto, em elaboração no Ministério da Fazenda, deveria ter sido apresentado ao Congresso em julho, passou para agosto e foi adiado novamente para setembro.


    Neste ano, a carga total de impostos e contribuições federais chegará a 35,70% do PIB, contra 34,53% de 2006, segundo estimativas do especialista em finanças públicas, Amir Khair. Isso significa que o setor público do País vai retirar da sociedade – empresas e contribuintes pessoas físicas – R$ 901 bilhões, incluindo a Previdência Social, para custear os gastos dos Executivos, Legislativos e Judiciário da União, estados, distrito federal e municípios. Dessa carga pesada, o governo federal responde por 70% (R$ 635 bilhões), os estados arrecadam outros R$ 227 bilhões e os municípios, R$ 39 bilhões. A evolução da carga tributária ocorre em ritmo galopante. Em 1991, correspondia a 23,31% do PIB, passando para 32,44%, em 2002, final do governo FHC. No acumulado dos quatro anos do governo Lula, subiu para 34,53%, no final de 2006, e neste ano dará mais um salto, chegando a 35,70%.


    “Antes de discutir reforma tributária é preciso reformar o pacto federativo. Nenhuma esfera de governo, legislativo e judiciário quer perder nada, então como reduzir a carga tributária sem rever também o sistema de despesas públicas e, principalmente, quem arca com elas?”, questiona o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. “Que reforma tributária é essa onde todo mundo quer ficar no mesmo patamar de receitas?”, continua, lembrando que a cada mês ocorre uma mudança no sistema tributário. “O Fundeb é uma tremenda reforma tributária, pois tira verbas de 3 mil municípios e transfere para outros e para os estados”, completa.


    Com esse raciocínio concorda o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral. “Isso acontece porque o Brasil só tem política de arrecadação tributária e não política tributária”, afirma, lembrando que em quase 19 anos desde que a Constituição de 1988 foi implementada, já ocorreram doze mudanças constitucionais em matéria tributária, num universo total de 50 emendas à Carta Magna aprovadas no Congresso nesse período.


    Segundo Amaral, os sucessivos remendos na legislação tributária, inclusive a desoneração de tributos concedida a diversos setores da economia, acabam se traduzindo em ônus para o consumidor final. “Não adianta desonerar tributos do feijão e arroz e aumentar da energia e combustíveis. No final tudo é repassado para a população”, argumenta.

    Na opinião do professor Fernando Zilveti, da Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, a simplificação pretendida com a reforma tributária, da forma como está sendo colocada, é boa somente para as máquinas arrecadadoras, tanto da União como dos estados e municípios.


    Supersimples

    “O contribuinte não ganha nada com a simplificação tributária, a baixa adesão ao Supersimples é muito sintomática”, afirma Zilveti. Segundo ele, o fenômeno observado na gestão de Everardo Maciel na Receita Federal, no governo FHC, está sendo reforçado agora pela equipe do Ministério da Fazenda por tornar mais previsível a arrecadação tributária.


    “A legislação está sendo simplificada para as receitas e não para os contribuintes. Ao colocar o máximo de empresas em uma modelagem como o Supersimples, o setor público fica mais tranqüilo com a obtenção de recursos para cobrir suas despesas”, diz Zilveti.


    Medida estritamente de macroeconômica voltada ao reforço da política fiscal do governo ou não, o fato é que a carga tributária brasileira vem crescendo ao ritmo de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) somente por conta do aumento da arrecadação decorrente da maior eficiência das máquinas arrecadadoras, cada vez mais informatizadas. “Enquanto a reforma tributária não sai, o mais viável seria reduzir a carga com a diminuição das alíquotas de alguns tributos federais”, defende Khair.


    Sempre polêmica, a reforma tributária deverá render muita discussão, especialmente se forem acrescentados nesse cardápio de conflitos alguns que dificilmente vêm à tona, como o fato de até agora não ter sido regulamentado o Imposto sobre Grandes Fortunas, previsto na Constituição.


    Menos radical do que isso, questões fundamentais do sistema tributário permanecem intocadas, como a decrescente participação dos impostos diretos na arrecadação total, a alta regressividade do sistema, a crescente disputa de base tributária entre estados e municípios, observa o ex-secretário de Fazenda de São Paulo e consultor tributário, Clóvis Panzarini.


    Mobilização contra o tributo


    A mobilização popular será a principal estratégia da poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em sua campanha pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).


    A federação está no comando de uma campanha que pretende divulgar o peso do tributo sobre o bolso do consumidor através de palestras e atos públicos contra a CPMF, e já conseguiu emplacar uma frente parlamentar contra a contribuição na Assembléia Legislativa do Estado.

    No Congresso, onde o debate sobre a prorrogação da CPMF é prioridade número um do governo, a situação é bastante diferente. Entre os principais obstáculos à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a validade do tributo para 2011 estão os governos estaduais que querem, sim, a prorrogação, mas a um preço muito mais alto do que o governo federal quer pagar – a partilha da arrecadação da contribuição, estimada em R$ 38 bilhões em 2008. Sem poder contar com o pleno poder de influência no parlamento, a indústria vai apelar para a pressão popular.


    “O brasileiro não conhece de fato a CPMF. Temos um estudo que demonstra claramente o peso desse tributo no bolso do consumidor, e ele prejudica sobretudo o trabalhador que ganha menos de dois salários mínimos”, afirma o Chefe de Relações Institucionais e Governamentais da Fiesp, Sérgio Barbour.


    “São pessoas esquecidas porque não têm conta corrente, mas que sofrem o peso da contribuição que está escondido nos produtos que elas consomem todos os dias.

    Menos radical, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) advoga a redução imediata da alíquota da CPMF, dos atuais 0,38% para 0,20%, a partir de janeiro, mais um cronograma para a extinção gradual do tributo. O crescimento da receita proveniente da contribuição permitiria a redução imediata da alíquota, argumenta.


    A posição da entidade, cujo presidente, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), é da base aliada do governo, mostra que o setor produtivo é capaz de oferecer uma incômoda resistência, dentro do Congresso, ao Palácio do Planalto, que se mostra indisposto a qualquer concessão sobre a prorrogação do tributo.


    “A carga tributária no Brasil cresce, quase que continuamente, há mais de dez anos e hoje alcança cerca de 35% do PIB. Iniciar já em 2008 a eliminação gradual da CPMF é a oportunidade de se proceder a um processo de contenção dos gastos públicos, passo crucial para a redução da carga tributária”, diz nota divulgada pela confederação.


    “CPMF é usada para bancar aliados”


    Para o tributarista Ives Gandra, como o governo tem 60% da receita de impostos, não quer reforma. Professor emérito de duas universidades paulistas e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, o tributarista Ives Gandra da Silva Martins é conhecedor a fundo da carga tributária brasileira, a ponto de ser taxativo: Lula não vai deixar passar uma reforma tributária em seu governo. Foi assim nas gestões de Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, lembra.

    Dona de uma fatia de 60% da receita dos impostos, a União quer mais, e por um simples motivo, acusa Gandra: bancar a numerosa estrutura do governo, com as portas cada vez mais abertas para acomodar aliados do Palácio do Planalto. O custo da coalizão e do aumento da burocracia, reforça Gandra, será pago pela sociedade. Daí o porquê de o governo não abrir mão da CPMF, que continuará sendo usada com o propósito de manter o superávit e a estabilidade do governo. A seguir, os principais trechos de sua entrevista à Gazeta Mercantil.

    Gazeta Mercantil – O governo precisa prorrogar a CPMF?

    Ives Gandra Martins – Estou convencido de que o governo não precisa da CPMF. A arrecadação deste ano já superou a previsão orçamentária; foi 5% superior à previsão do primeiro semestre e 10% maior na comparação com a arrecadação do mesmo período do ano passado. O próprio presidente Lula disse que tem dinheiro em caixa. O governo prometeu não promover aumento da carga tributária e houve.

    Gazeta Mercantil – A que o senhor atribui esse anseio do governo pela CPMF?

    Ives Gandra – Quanto mais dinheiro, mais possibilidade tem o governo de criar novas secretarias, ministérios e acomodar aliados para manter a governabilidade. Se o governo enxugasse a máquina, já estaríamos avançados no desenvolvimento. Quando o governo engorda a máquina com a intenção de acomodar aliados, tem-se o custo da burocracia. O Brasil aparece como o terceiro país entre 60 com a burocracia mais esclerosada. Só perdemos para a Tailândia e a Irlanda. O que amarra a economia é a criação de pastas. Por isso, no Brasil, nada anda nas repartições públicas. Temos excesso de normas para acomodação de aliados. Nos meus livros, tenho procurado mostrar o que isso representa e como impede que o Brasil entre no primeiro mundo.

    Gazeta Mercantil – Então, na opinião do senhor, a CPMF é para bancar a coalizão?

    Ives Gandra – Sim, a CPMF está sendo usada para bancar as acomodações dos aliados. O governo arrecadou bem, está sangrando em recursos. O Brasil tem o dobro da média da carga tributária dos outros países. O brasileiro é um forte, parodiando Euclides da Cunha, quando diz que o “sertanejo é um forte”.

    Gazeta Mercantil – É preciso então uma reforma tributária urgente?

    Ives Gandra – O governo não precisa de uma reforma tributária. Quando o governo tem 60% do bolo tributário, não precisa mais disso. Ele diz que quer a reforma mas o que mais deseja é postergar a reforma. Fernando Henrique Cardoso tentou e ele mesmo torpedeou depois. O governo Fernando Collor criou uma comissão para estudar a reforma e a inviabilizou, e o mesmo aconteceu com Itamar Franco. Lula, em 2003, reuniu os governadores para discutir e não fez nada. Por que o governo consegue todas as reformas e menos a tributária? Porque não interessa, como disse, ele tem 60% do bolo, e tem uma vantagem: os Estados não se entendem sobre o ICMS, e os municípios continuam brigando sobre o ISS.

    Gazeta Mercantil – E se houver partilha da contribuição, como querem os governadores? Isso não ameniza a briga e distribui melhor a receita?

    Ives Gandra – A contribuição é um mau tributo, porque uma parte dos juros elevados se deve à CPMF. Ou seja, para um investidor, se seu custo de dinheiro é acrescido pelo valor dos juros, mais a CPMF e o IOF, o lucro tem que ser acima disso. Como o governo é o maior devedor do mercado, ele é um dependente químico. É viciado então em CPMF, e quando termina a droga, o seu organismo paga o preço. Como é o maior devedor do mercado, a CPMF está pagando os custos dos juros. Assim, o governo tem euforia de fazer caixa, mas aumenta o seu endividamento.




     

  • Inflação da Fipe cai para 0,27%

    A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 0,27% em julho, praticamente metade da taxa apurada em junho (0,55%). A inflação também recuou significativamente em relação à taxa de 0,36% da terceira quadrissemana.


    O coordenador da Fipe, Márcio Nakane, reduziu a previsão para a inflação na capital paulista para o final de 2007.

    A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 0,27% em julho, praticamente metade da taxa apurada em junho (0,55%). A inflação também recuou significativamente em relação à taxa de 0,36% da terceira quadrissemana.


    O coordenador da Fipe, Márcio Nakane, reduziu a previsão para a inflação na capital paulista para o final de 2007. Em entrevista coletiva ontem, ele informou que revisou a estimativa de 4,20% para 4,10%, resultado que ainda assim seria superior ao de 2006, de 2,55%.


    De acordo com Nakane, a alteração foi feita por causa basicamente de dois fatores: uma inflação mais baixa que a esperada para julho e a estimativa de deflação para agosto. “É uma pequena revisão, totalmente em função desses melhores cenários de julho e agosto.”


    A projeção inicial de Nakane para julho era de uma alta de 0,54%, número depois revisto duas vezes para 0,30% e 0,31%.


    Segundo o coordenador, a taxa menor do mês passado tem ligação, principalmente, com a desaceleração da alta do grupo alimentação, de 1,90% em junho para 1,06% em julho. “Esperávamos uma alta maior para os alimentos, em torno de 1,60%. Veio, no entanto, com uma cara bem melhor”, comentou. “O aluguel também foi uma boa surpresa, já que estava com uma alta em torno de 0,25% e fechou o mês com elevação de 0,05%”, acrescentou.”


    Para agosto, Nakane aguarda uma variação negativa de 0,04% para o IPC, o que representaria a menor taxa de 2007, marca que pertence atualmente ao mês de março. Para o oitavo mês do ano, a principal influência será a redução, anunciada em 3 de julho pela Eletropaulo, de 12,66% para a tarifa de energia elétrica.


     

  • Omissão na previdência

    Épreciso atenção redobrada na hora de fazer o plano de previdência privada. Levantamento feito pelo GLOBO em 12 agências bancárias do Rio constatou que em nove delas (75% dos casos) os gerentes não informam, num primeiro momento, que é possível aplicar parte da contribuição em ações, ou renda variável, como esse investimento é chamado pelo mercado. Assim, a maioria dos clientes é levada a aplicar integralmente em renda fixa, cuja rentabilidade tem se mostrado menor que à da variável, apesar dos solavancos da Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) nas últimas semanas.

    Épreciso atenção redobrada na hora de fazer o plano de previdência privada. Levantamento feito pelo GLOBO em 12 agências bancárias do Rio constatou que em nove delas (75% dos casos) os gerentes não informam, num primeiro momento, que é possível aplicar parte da contribuição em ações, ou renda variável, como esse investimento é chamado pelo mercado. Assim, a maioria dos clientes é levada a aplicar integralmente em renda fixa, cuja rentabilidade tem se mostrado menor que à da variável, apesar dos solavancos da Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) nas últimas semanas.


    De acordo com a Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as empresas oferecem três faixas de risco. Do total investido em previdência, os clientes podem optar pela mais conservadora, que destina até 15% da aplicação em ações; a intermediária, que tem como teto 35%; e a mais agressiva, cujo limite é 49%. Mesmo com a volatilidade da Bolsa, a rentabilidade dos fundos de aposentadoria que investem em renda variável chega a 12,78% no acumulado deste ano, contra um ganho de 7% dos planos com aplicação só em renda fixa, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).


    Associação vê ganho maior de instituições


    Apesar da falta de informação nas agências, a previdência privada que tem parte dos recursos investida em ações não pára de crescer. Em maio, a renda variável estava presente em 25% das aplicações. Há um ano atrás, a fatia era de apenas 5%, diz a FenaPrevi. Segundo especialistas, o crescimento ganhou impulso com a queda na taxa básica de juros, a Selic, hoje em 11,50% ao ano, que tem tornado a renda fixa cada vez menos atrativa.


    A pesquisa, feita nas duas últimas semanas, revelou ainda que todos os bancos omitiram informações sobre a cobrança de tarifas. Já o desconto tributário sobre os diferentes planos de previdência, que indica o valor a ser resgatado no futuro, foi tratado como “simples detalhe” por alguns gerentes. Com a falta de informação para o cliente, cerca de 60% dos contratos do setor são cancelados após dois anos.


    Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), destaca a falta de informação sobre a aplicação em ações. Ele diz que os gerentes já partem do princípio de que o investidor é conservador e não vai perguntar sobre a opção pelo plano com renda variável:


    — Para o investidor, aplicar no mercado de capitais é arriscado, apesar de as ações registrarem valorização a longo prazo. Além disso, há uma maior flexibilidade para o banco reaplicar em outros fundos quando o dinheiro está investido em renda fixa, gerando assim maiores ganhos para as instituições financeiras.


    Segundo Luiz Roberto Latini, sócio-diretor da G5 Solution, os gerentes não informam corretamente os clientes porque não conhecem todos os pontos dos planos de previdência.


    — Os gerentes têm de vender vários tipos de produtos por dia, o que torna mais difícil a especialização. Mas a grande responsabilidade é de quem compra o plano de previdência. O consumidor deve perguntar e tirar todas as dúvidas antes de assinar — explica Latini.


    Antes de a nutricionista Irene Santos e a publicitária Juliana Valentim escolherem o plano de previdência privada, há alguns anos, elas decidiram pesquisar as principais opções.


    — Os gerentes não sabem informar. Por isso, fizemos aplicação só em renda fixa porque aplicar em ação demanda confiança. Estamos pensando em investir parte da previdência em ações. Mas vamos começar com cautela — diz Juliana.


    Advogados alertam para taxas e IR


    Segundo advogados, o cliente deve ficar atento à “taxa de carregamento” (encargo cobrado pela instituição) — o percentual oscila de 2% a 5% sobre o valor de cada depósito. E a taxa de administração? Segundo especialistas, o consumidor paga, em média, 2% ao ano sobre todo o patrimônio líquido do fundo. Outro detalhe “esquecido” por gerentes é o período de carência. A legislação prevê que, só após 60 dias, o cliente pode sacar o dinheiro dos planos ou migrar para fundos mais conservadores ou agressivos.


    Em todas as 12 agências pesquisadas, os gerentes também não levaram em conta, na hora de calcular o retorno mensal do cliente, a escolha entre os dois tipos de plano existentes no mercado. E as diferenças são grandes. O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é indicado para quem declara Imposto de Renda no formulário completo. Já o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é voltado para quem é isento ou declara pelo modelo simplificado.


    Os bancos pesquisados foram Itaú, Real, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, HSBC e Unibanco. Osvaldo Nascimento, diretor-executivo da Itaú Seguros Previdência e Capitalização, diz que pode haver falhas no atendimento dos gerentes. Mas qualquer erro de informação será corrigido, depois, por consultores. Marcelo Teixeira, diretor-superintendente de Seguros do HSBC, afirma que o banco também tem consultores que analisam os contratos. Já a Caixa acredita que o episódio foi isolado. O BB e o Real, por sua vez, dizem que fazem treinamento constante dos funcionários.

  • Nota fiscal eletrônica será compulsória em 2008

    A adesão nota fiscal eletrônica (NF-e) é voluntária, segundo a Receita Federal, mas um acordo assinado entre 21 secretarias de Fazenda, no início de julho, tornará compulsório a partir de 1º de abril de 2008 o uso dessas notas nas operações para fabricantes e distribuidores de cigarros, e para o setor de combustíveis.


    O plano da Receita Federal, porém, é estender a outros setores da economia o uso do meio eletrônico, que neste final de semana já supera 1 milhão de emissões.

    A adesão nota fiscal eletrônica (NF-e) é voluntária, segundo a Receita Federal, mas um acordo assinado entre 21 secretarias de Fazenda, no início de julho, tornará compulsório a partir de 1º de abril de 2008 o uso dessas notas nas operações para fabricantes e distribuidores de cigarros, e para o setor de combustíveis.


    O plano da Receita Federal, porém, é estender a outros setores da economia o uso do meio eletrônico, que neste final de semana já supera 1 milhão de emissões. Por enquanto, o sistema já pode ser utilizado nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A expectativa é de que até outubro a NF-e passe a ser adotada também nos estados do Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Sergipe.


    O documento eletrônico, segundo a Receita, não é um avanço apenas na utilização da nota fiscal. Além da NF-e estão previstos, entre outros, a escrituração contábil digital, escriturações financeiras, o Livro de Apuração do Lucro Real (e-Lalure), a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), balancetes diários e balanços diários com escrituração resumida.


    Todos fazem parte de um conjunto de avanços tecnológicos que se tornaram necessários a partir da emenda constitucional 42, de dezembro de 2003, que prevê o funcionamento integrado das receitas tributárias dos estados, município e União, com padronização e compartilhamento de dados fiscais e cadastrais. Entre os envolvidos na implantação da nota fiscal eletrônica estão o Banco Central, Receita Federal , Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Abrasf (Associação Brasileira de Secretarias de Finanças), CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e as secretarias de Fazenda dos estados. Já emitem a NF-e empresas como a Ambev, Banco do Brasil, Seguros Caixa Econômica Federal, Cervejarias Kaiser, Cia. Ultragaz, Eurofarma , Fiat Automóveis, Ford, General Motors do Brasil, Gerdau Aços Longos, Petrobras, Pirelli Pneus, Siemens, Souza Cruz, Varig Logística e Volkswagen.


     

  • Produção industrial cresce pelo nono mês consecutivo

    Em relação a junho de 2006, a expansão foi de 6,6%, a maior alta desde dezembro de 2004. Os índices da produção industrial para o mês de junho registraram um maior ritmo da atividade fabril. O setor teve aumento de 1,2% na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais. Foi o nono aumento consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando 6,8% de crescimento entre setembro de 2006 e junho de 2007, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em relação a junho de 2006, a expansão foi de 6,6%, a maior alta desde dezembro de 2004. Os índices da produção industrial para o mês de junho registraram um maior ritmo da atividade fabril. O setor teve aumento de 1,2% na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais. Foi o nono aumento consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando 6,8% de crescimento entre setembro de 2006 e junho de 2007, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Em relação a junho de 2006, a expansão foi de 6,6%, a maior desde dezembro de 2004 (8,3%), mesmo sob a influência de um dia útil a menos neste ano. O indicador acumulado para o primeiro semestre do ano chegou a 4,8%. A taxa anualizada – acumulado nos últimos 12 meses – (3,9%) registrou aceleração frente ao resultado de maio (3,3%).


    O crescimento da produção industrial resultou do predomínio de taxas positivas, que atingiram 20 das 27 atividades pesquisadas, com a maior contribuição positiva de máquinas e equipamentos (17,5%), com aumento em aproximadamente 80% dos 81 produtos acompanhados. Houve desempenhos positivos também na produção de veículos automotores (8,9%), metalurgia básica (8,2%), alimentos (3,3%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (21,2%), outros produtos químicos (5,3%) e indústria extrativa (5,7%).


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a divulgação do dados para criticar os “pessimistas”. “O crescimento não é tanto como eu gostaria mas não é como os pessimistas diziam”, disse Lula em discurso na cerimônia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Saneamento Básico e Urbanização.


    Os índices por categorias de uso confirmaram o padrão de crescimento ao longo do ano, com o maior dinamismo do setor de bens de capital (16,7%), que vem registrando expansão a dois dígitos desde o início de 2007. O ambiente de ampliação da demanda interna, apoiada sobretudo no aumento da ocupação, na inflação reduzida e na manutenção da oferta de crédito, vem favorecendo os investimentos, tanto na indústria como em outros setores, o que se reflete na dinâmica do segmento de bens de capital.


    As demais categorias registraram índices abaixo da média industrial. Bens de consumo duráveis assinalou taxa de 4,4%, com acréscimo de 5,3% na fabricação de automóveis e de 13,3% na de eletrodomésticos da ‘linha branca’; enquanto a produção da ‘linha marrom’ (–20,9%) e a de celulares (–6,2%) pressionaram negativamente.


    Bens intermediários registrou expansão de 4,1%, com destaque para insumos industriais elaborados (4,0%). O grupamento de insumos para a construção civil, que acumula acréscimo de 6,1% no primeiro semestre do ano, também contribuiu para a performance positiva do segmento. O subsetor de combustíveis e lubrificantes elaborados (–2,4%) foi o único que caiu, reflexo do recuo na produção de óleo diesel e óleos lubrificantes. A indústria de bens de consumo semi e não-duráveis (2,9%) teve resultado influenciado por alimentos e bebidas elaborados (4,5%), com destaque para os itens refrigerante e carnes e miudezas de aves.

    Lula crítica Tesouro


    Durante a cerimônia do PAC do Saneamento Básico e Urbanização, Lula pediu aos governadores e prefeitos que não façam o jogo do Tesouro (Nacional) e gastem em obras o dinheiro oferecido pelo Executivo ao setor. Lula afirmou não entender por que “diabo as pessoas gostam tanto de ter dinheiro debaixo do travesseiro”.

  • Sesc do Amazonas lança Sesc Cultural – Sala Vip

    O Sesc do Amazonas lançará, no próximo dia 8 de agosto, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado, o Sesc Cultural – Sala Vip, um projeto musical que oferecerá à comunidade da região uma oferta variada de produções locais e nacionais.


    A cerimônia de abertura do Sesc Cultural – Sala Vip será realizada no auditório do Tribunal de Justiça do Amazonas e contará com a participação do violonista Sebastião Tapajós. A entrada é gratuita e o concerto terá início às 20 horas.

    O Sesc do Amazonas lançará, no próximo dia 8 de agosto, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado, o Sesc Cultural – Sala Vip, um projeto musical que oferecerá à comunidade da região uma oferta variada de produções locais e nacionais.


    A cerimônia de abertura do Sesc Cultural – Sala Vip será realizada no auditório do Tribunal de Justiça do Amazonas e contará com a participação do violonista Sebastião Tapajós. A entrada é gratuita e o concerto terá início às 20 horas.

  • Fecomércio do Amapá realiza curso de Aperfeiçoamento de Dirigentes Sindicais

    O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amapá, Ladislao Pedroso Monte, realizará, nos dias 13 e 14 de setembro, em Macapá, o treinamento de Aperfeiçoamento de Dirigentes Sindicais (ADS), que, ministrado pela Confederação Nacional do Comércio, levará aos líderes empresariais da região conhecimentos para o aprimoramento de suas atividades no âmbito das entidades sindicais.


    O treinamento é feito pelos assessores da Divisão Sindical da CNC, com o objetivo de transmitir informações sobre temas administrativos, políticos e sindicais por meio de uma li

    O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amapá, Ladislao Pedroso Monte, realizará, nos dias 13 e 14 de setembro, em Macapá, o treinamento de Aperfeiçoamento de Dirigentes Sindicais (ADS), que, ministrado pela Confederação Nacional do Comércio, levará aos líderes empresariais da região conhecimentos para o aprimoramento de suas atividades no âmbito das entidades sindicais.


    O treinamento é feito pelos assessores da Divisão Sindical da CNC, com o objetivo de transmitir informações sobre temas administrativos, políticos e sindicais por meio de uma linguagem simples, com foco na prática da rotina de um sindicato patronal. O ADS é dividido em três módulos: Político-Constitucional, Sindical e Prático.


    A Fecomércio-AP oferecerá apenas 80 vagas, e os interessados podem entrar em contato com a entidade pelo telefone (96) 3223-1140 ou pelo e-mail fecomercio@fecomercio-ap.com.br.