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  • Vendas dos lojistas cariocas aumentaram 5,2% em junho

    Jornal do Commercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


    O faturamento real do comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro cresceu 5,2% em junho em relação a igual mês de 2006, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDL-Rio, que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais da cidade. Em comparação com o mês de maio, as vendas caíram 5,9%. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano (janeiro a junho) houve aumento de 1,6%.

    Jornal do Commercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


    O faturamento real do comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro cresceu 5,2% em junho em relação a igual mês de 2006, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDL-Rio, que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais da cidade. Em comparação com o mês de maio, as vendas caíram 5,9%. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano (janeiro a junho) houve aumento de 1,6%.


    “O mês de junho foi aquecido pelo Dia dos Namorados, uma das datas fortes do comércio, e também pela chegada do inverno, principalmente no início do mês quando as temperaturas caíram bastante, colaborando para o crescimento do volume de vendas, especialmente do setor de vestuário”, explica o presidente do CDL-Rio, Aldo Carlos de Moura Gonçalves.


    Segundo a pesquisa, o ramo mole (bens não duráveis) teve um desempenho melhor do que o ramo duro (bens duráveis): 11,9% contra 2,9%. As lojas que mais venderam foram as de calçados (+45,1%), tecidos (+27,8%) e confecções e moda infantil (+12,1%). No ramo de bens duráveis foram as de eletrodomésticas (+3,5%). Nas óticas as vendas tiveram queda de 1,5%), nas lojas de móveis, de -2,5 e nas de jóias, – 23%.


    Quanto à forma de pagamento, a compra a vista, com 7,5%, foi a modalidade preferida pelos clientes, enquanto a compra a prazo registrou 3,5%.


    Localização


    Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, a pesquisa mostrou que em junho, no ramo mole, as lojas da Zona Norte venderam mais 13,7%, as do Centro mais 10,7% e as da Zona Sul com mais 10,2%. No ramo Duro, as lojas do Centro faturaram mais 23,9%, as da Zona Sul mais 4,9% e as da Zona Norte menos 0,7%.


    A pesquisa mostra também que o Serviço de Proteção ao Crédito registrou em junho um aumento de 34,7% nas consultas, 4,4% na inadimplência e 1,4% das dívidas foram quitadas, em comparação a igual mês do ano anterior. Em relação a maio, as consultas aumentaram 1,3%, a inadimplência e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 11,7% e 5,9%.


    No acumulado de janeiro/junho desse ano em comparação ao mesmo período de 2006, as consultas, a inadimplência e as dívidas quitadas subiram, respectivamente, 19,3%, 7,8% e 4,6%.


    No movimento de cheque, em junho, em relação ao mesmo mês do ano passado, as consultas, a inadimplência e as dívidas quitadas cresceram, respectivamente, 1,3%, 7,5% e 5,2%. Comparando-se com maio, as consultas e as dívidas quitadas cresceram 3,9% e 6,8% e a inadimplência diminuiu 3,3%.


    No acumulado do 1º semestre desse ano (janeiro/junho) em relação a 2006, as consultas diminuíram 7,9%, a inadimplência e as dívidas quitadas aumentaram, respectivamente, 8,3% e 9,9%.


     


     

  • FGV: confiança no maior nível desde 1995

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-3


    O Índice de Confiança da Indústria (ICI), síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 2,9% em julho ante junho, ante queda de 0,6% em junho ante maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a décima edição do indicador, calculado com base em seis quesitos da sondagem.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-3


    O Índice de Confiança da Indústria (ICI), síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 2,9% em julho ante junho, ante queda de 0,6% em junho ante maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a décima edição do indicador, calculado com base em seis quesitos da sondagem. Na comparação com julho do ano passado, o ICI avançou 15,8%, em igual mês este ano – resultado superior à de alta de 14% em junho, na mesma base de comparação.


    O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. De junho para julho, indicador subiu de 118,3 pontos para 121,7 pontos. De acordo com a fundação, esse patamar “é o maior nível da série histórica iniciada em abril de 1995”.


    Ao detalhar o resultado de julho, a FGV esclarece, em comunicado que “o resultado mostra que a indústria de transformação inicia o terceiro trimestre do ano aquecida e com boas perspectivas para os próximos meses”.


    O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que subiu 0,7% em julho ante junho, ante queda de 0,2% em junho ante maio, passando de 122,9 pontos para 123,7 pontos de junho para julho – o maior nível desde abril passado (124,4 pontos). Ainda segundo a fundação, “com ajuste sazonal, o ISA de 130,1 é o maior da série”.


    O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou aumento de 5,3% em julho ante junho, ante queda de 0 8% em junho ante maio. Com esse resultado, o indicador subiu de 113,7 pontos para 119,7 pontos, entre junho e julho, atingindo o maior nível desde julho de 2004 (119,2 pontos).


    Demanda 


    A FGV comentou ainda, em seu comunicado, que dos quesitos integrantes do índice de confiança relacionados ao presente, o maior avanço nos últimos 12 meses ocorreu na avaliação a respeito do nível de demanda. “Entre julho de 2006 e julho de 2007, a proporção de empresas que avaliam o nível atual de demanda como forte aumentou de 14% para 25%; a parcela das que o avaliam como fraco reduziu-se de 25% para 7%”, informou, em comunicado.


    Já no âmbito do Índice de Expectativas, o maior avanço ocorreu nas previsões relativas à contratação de pessoal pela indústria. Do total de 1.018 empresas consultadas para a pesquisa, 32% prevêem aumento do contingente de mão-de-obra nos próximos três meses e 7%, redução. Em julho de 2006, estas parcelas eram, respectivamente, de 28% e 13%.


    A Sondagem da Indústria Nacional de Transformação realizou a coleta de dados entre os dias 2 e 27 de julho. Realizada desde 1966, a sondagem tinha periodicidade trimestral; com a elaboração do ICC, que é mensal, a pesquisa também é anunciada todo mês. Mas somente são divulgados os resultados considerados “principais” pela FGV. Poderão ser apresentadas informações adicionais, que serão selecionadas a critério da fundação.


     

     

  • Fusões e aquisições crescem 35% até julho

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O número de fusões e aquisições cresceu 35% de janeiro a julho deste ano, em relação ao igual período do ano passado, segundo pesquisa da PricewaterhouseCooopers (PwC). No período, foram realizadas 411 transações frente a 305, em 2006. O mês de julho registrou recorde de transações no ano, com 75 negócios realizados.


    A participação dos grupos nacionais mantém o ritmo do ano passado, com crescimento de 74% em número de transações de janeiro a julho de 2007, ante o igual período de 2006.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    O número de fusões e aquisições cresceu 35% de janeiro a julho deste ano, em relação ao igual período do ano passado, segundo pesquisa da PricewaterhouseCooopers (PwC). No período, foram realizadas 411 transações frente a 305, em 2006. O mês de julho registrou recorde de transações no ano, com 75 negócios realizados.


    A participação dos grupos nacionais mantém o ritmo do ano passado, com crescimento de 74% em número de transações de janeiro a julho de 2007, ante o igual período de 2006. Em contrapartida, a participação dos estrangeiros apresenta crescimento mais moderado. Foi registrado aumento de 6% nessa participação. Até julho, os segmentos com maior número de transações foram alimentos, varejo, química e petroquímica, serviços públicos, construção, mineração e informática. Juntos, esses setores concentraram 52% do total das transações.


    O setor de alimentos foi o que apresentou o maior número de transações no ano, com destaque para a formação de joint ventures para produção de etanol e biodiesel. No segmento de varejo, destaque para as aquisições de controle e compras de participação minoritária em shopping centers.


    A principal modalidade de transação nos sete meses do ano continuou sendo a aquisição de participações controladoras. As compras de participações minoritárias e as aquisições de controle, juntas, representaram 76% dos negócios. Foram 84 compras de participações minoritárias em 2007, diante de 53 em igual período de 2006, uma expansão de 58%. As aquisições de participações controladoras foram 227 em 2007, e 163 no ano passado, um aumento de 39%. Até julho, as transações que tiveram valor divulgado somaram US$ 19 bilhões.


    Entre as transações do mês de julho, destacou-se a Vulcabrás, que adquiriu o controle da Calçados Azaléia, o BNP Paribas, que adquiriu 100% do Banco BNG, do grupo Queiroz Galvão. A Thomson, o executivo Gilberto Fischel e a Rosenberg Partners adquiriram a empresa de informações jurídicas IOB, por cerca de US$ 26 milhões. A Celera, do Grupo Produquímica, adquiriu a Cia. Agroindustrial de Igarassu, do Grupo Votorantim e a MMX adquiriu a AVG Mineração, que era da família Andrade Valadares Gontijo.


     

     


     

  • Anais da CERSC – 2001

    Contempla trabalhos sobre Direito Sindical, abordando temas submetidos à apreciação da CERSC e que revelam as recentes transformações do sindicalismo brasileiro, especialmente no que tange ao enquadramento sindical e recolhimento de contribuição sindical.

    Contempla trabalhos sobre Direito Sindical, abordando temas submetidos à apreciação da CERSC e que revelam as recentes transformações do sindicalismo brasileiro, especialmente no que tange ao enquadramento sindical e recolhimento de contribuição sindical.

  • Fecomércio de Santa Catarina realiza Encontro Estadual de Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

    A Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina realizará, entre os dias 8 e 9 de agosto, no Sesc Pousada Rural, no município de Lages, o Encontro Estadual de Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, cujo tema será Novos Caminhos do Comércio Catarinense.


    No primeiro dia, o jornalista Maurício Kubrusly fará a palestra de abertura do evento, seguida de coquetel. Na manhã do dia 9, palestras sobre turismo e a importância da tecnologia para o sucesso dos negócios movimentarão os debates.

    A Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina realizará, entre os dias 8 e 9 de agosto, no Sesc Pousada Rural, no município de Lages, o Encontro Estadual de Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, cujo tema será Novos Caminhos do Comércio Catarinense.


    No primeiro dia, o jornalista Maurício Kubrusly fará a palestra de abertura do evento, seguida de coquetel. Na manhã do dia 9, palestras sobre turismo e a importância da tecnologia para o sucesso dos negócios movimentarão os debates. À tarde, o senador Raimundo Colombo abordará o tema Os Rumos da Conjuntura Política. Com a mediação do presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Antonio Edmundo Pacheco, os presidentes da Fecomércio do Rio Grade do Sul, Flávio Sabbadini, e do Paraná, Darci Piana, debaterão com os empresários a importância do associativismo para o crescimento econômico. Ao fim do dia, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, falará sobre o Cenário Econômico para o Comércio. Haverá ainda a apresentação do Teatro da Cia Seres Humanos, sobre o tema Os Novos Caminhos do Atendimento, que precederá a solenidade de encerramento.


    Mais informações no site da Fecomércio de Santa Catarina: www.fecomercio-sc.org.br.

  • Supersimples eleva carga de empresas

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    O empresário Pedro Rivaben, proprietário Amazon Tropical, empresa produtora de óleos vegetais para cosméticos, será obrigado a demitir os quatro funcionários da microempresa para continuar a funcionar. Por incrível que pareça, a drástica decisão decorre das mudanças de tributação trazidas pelo Supersimples. Ao contrário de beneficiar a empresa, o sistema de pagamento simplificado de tributos complicou a situação financeira da Amazon e, aparentemente, de inúmeras outras micro e pequenas empresas no país.

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    O empresário Pedro Rivaben, proprietário Amazon Tropical, empresa produtora de óleos vegetais para cosméticos, será obrigado a demitir os quatro funcionários da microempresa para continuar a funcionar. Por incrível que pareça, a drástica decisão decorre das mudanças de tributação trazidas pelo Supersimples. Ao contrário de beneficiar a empresa, o sistema de pagamento simplificado de tributos complicou a situação financeira da Amazon e, aparentemente, de inúmeras outras micro e pequenas empresas no país. “Não vejo outra saída a não ser demitir”, afirma Rivaben, que fundou a Amazon Tropical em 2003. 


    As complicações ocorrem em razão do artigo 23 da Lei Complementar nº 123, que institui o Supersimples. O dispositivo impede o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas optantes pelo novo sistema. No entendimento de muitos tributaristas, a vedação valeria também para créditos de PIS e Cofins. Na prática, a medida pode tornar as mercadorias das empresas que estão no Supersimples menos competitivas do que as de empresas enquadradas em outros sistemas de apuração, como o lucro presumido ou o lucro real. 


    A Amazon era optante do antigo Simples Federal, mas não do Simples paulista e, por isso, obtinha os benefícios do programa federal e ainda podia gerar créditos de ICMS para seus compradores. Mas no Supersimples, além dos tributos federais, também estão incluídos os estaduais e municipais e, com isso, a vedação do uso e transferência de créditos do ICMS.


    Segundo Rivaben, com a mudança, os produtos de sua empresa ficam menos competitivos. O empresário afirma que seus três compradores – todos grandes empresas – exigiram que ela ofereça descontos de 18% em suas mercadorias. O percentual corresponde ao valor de créditos de ICMS que elas deixarão de aproveitar em função da adesão ao Supersimples. O microempresário aceitou o pedido, mas terá que demitir para manter a empresa viva e ainda ter alguma margem em seu negócio. A saída para continuar a funcionar, diz, será a automação de toda a produção e a busca por novos mercados. 


    O problema vivido pela Amazon afeta outras micro e pequenas empresas que não vendem para o consumidor final. O assessor jurídico do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Marcos Tavares Leite, conta que tem recebido inúmeras consultas e os relatos não têm sido dos mais animadores. De acordo com o advogado, os clientes têm exigido das empresas que aderiram ao Supersimples descontos proporcionais aos valores que deixarão de usar de créditos de impostos nas mercadorias que compra delas. Há também as empresas que, mais radicais, preferem não contratar outras que estão no Supersimples. “Essas empresas dizem que está muito complicado agora ter empresas do Supersimples como fornecedoras”, afirma. Para ele, ou as empresas concedem os descontos ou perdem mercado. 


    De acordo com o consultor tributário da ASPR Consultoria Empresarial, Pedro Cesar da Silva, com a vedação do uso de créditos, para as empresas compradoras poderá ser mais interessante e barato comprar de uma empresa optante do lucro presumido ou lucro real (ver quadro acima). Uma empresa do Simples que vende um produto a R$ 1 mil, por exemplo, com a inclusão dos tributos terá um preço final de R$ 1.063,00. Já a do lucro presumido, como o mesmo valor de mercadoria, terá um preço final de R$ 1.276,32. Mas com a possibilidade de uso de créditos pelo comprador, a mercadoria sai por R$ 928,53. Se a empresa do Supersimples pudesse usar os créditos do ICMS – possibilidade permitida anteriormente, se não estivesse no Simples paulista – a mercadoria final sairia por R$ 715,00. 


    Além das questão dos créditos, o Supersimples tornou-se uma dor de cabeça também para as empresas prestadoras de serviços, cuja carga tributária mais do que dobrou de uma hora para outra. É o caso da prestadora de serviços da área administrativa Carolina Rocha, que pagava uma alíquota de 5% e agora vai recolher 15% no Supersimples. Carolina, que apenas ontem – a um dia do fim do prazo para a adesão ao sistema -, descobriu o aumento, recolhia mensalmente R$ 200,00 e pagará R$ 600,00 no Supersimples. Segundo tributaristas, para os prestadores de serviço, estar no sistema simplificado será vantagem apenas para quem tem uma folha de salários expressiva – algo em torno de 40% em relação ao faturamento. 


    A Receita Federal anunciou ontem a prorrogação para 15 de agosto do prazo – que terminaria hoje – de adesão ao Supersimples, assim como de cancelamento de migração automática. A adesão ao parcelamento especial de 120 meses e o respectivo pagamento da primeira parcela também foram prorrogados para a mesma data. A Resolução nº 16 do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), que alterou as datas, será publicada no Diário Oficial de hoje. Até ontem foram recebidos 1.474.480 pedidos de adesão ao Supersimples e outras 1,33 milhão de micro e pequenas empresas migraram automaticamente do Simples federal para o novo sistema.


    O cadastro do antigo regime têm cerca de 4,8 milhões de empresas, mas muitas estão inativas. Considerando as 2,56 milhões que entregaram a última declaração anual em maio, apenas 240 mil novas empresas teriam se interessado pelo sistema. 


    Projeto de lei amplia rol de empresas aptas ao Simples


    A Receita Federal anunciou ontem à noite uma ampliação de 15 dias no prazo de adesão ao Supersimples. A data limite para pedir o ingresso no novo regime tributário das micro e pequenas empresas seria, inicialmente, hoje. A mudança foi decidida pelo Comitê Gestor Simples Nacional. O cancelamento da migração automática também pode ser pedido até 15 de agosto. O mesmo se aplica aos pedidos de adesão ao parcelamento especial de dívidas em 120 meses e ao pagamento da primeira parcela. 


    O novo prazo é igual ao previsto no Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 43, de 2007, aprovado pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal. Outras mudanças foram alvo do mesmo acordo, porém dependem de aprovação do projeto, que corre risco de perder objeto caso não seja votado até o próximo dia 7. O alerta foi feito ontem pelo senador Adelmir Santana (DEM-DF), relator da proposta. O texto amplia o leque de atividades empresariais passíveis de enquadramento no novo regime. Mas para que haja tempo de sanção do projeto e implementação das mudanças antes de 15 de agosto, a aprovação precisa se dar, no máximo, até a próxima terça-feira, explica o relator. Mesmo sem as mudanças, mais de 1,47 milhão de empresas já pediram adesão ao Supersimples até agora, além daquelas 1,33 milhão que migraram automaticamente para o novo sistema. 


    O Projeto de Lei Complementar nº 43 chegou a entrar na pauta da última sessão feita pelo Senado antes do recesso parlamentar de julho, mas não pôde ser votado porque havia na frente cinco medidas provisórias, que tampouco foram votadas e, portanto, continuam a obstruir a pauta. O senador Adelmir Santana acredita que, tão logo as atividades parlamentares sejam retomadas, nesta quarta-feira, dia 1º, seja possível selar um acordo para votação rápida das medidas provisórias. Segundo ele, os líderes partidários, tanto governistas quanto de oposição, “assumiram o compromisso ” de viabilizar a votação das alterações do Supersimples, em torno das quais já existe acordo de mérito. 


    As sorveterias são um dos segmentos empresariais que dependem da aprovação do projeto para poder entrar no regime tributário que substituiu o antigo Simples Federal, passando a englobar tributos estaduais e municipais. Na mesma situação estão os pequenos fabricantes de cosméticos e ainda os de fogos de artifício. Os três estavam no Simples federal, o sistema anterior ao Supersimples, mas ficaram de fora do novo regime na versão original da lei, aprovada em dezembro de 2006 e em vigor desde 1º de julho. Outras segmentos que também estavam no antigo Simples federal não foram proibidos de entrar no Supersimples mas, na prática, não estão aderindo porque a transferência para uma faixa mais alta de tributação tornou a adesão desvantajosa. É o caso dos salões de beleza, pousadas, hotéis, gráficas, borracharias e chaveiros, por exemplo, que, por isso, também são alvo do projeto de lei em tramitação. O projeto recoloca-os num nível de tributação semelhante ao do antigo Simples, no caso dos impostos federais. 


     


     


     


     


     

  • Arrecadação sobe 13% e garante superávit primário



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-1


    Mesmo com todas as desonerações tributárias anunciadas pelo governo, as receitas do Tesouro Nacional explodiram no primeiro semestre. O crescimento nominal foi de 13,1% ante o mesmo período do ano passado ou R$ 26,8 bilhões a mais, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em termos reais (descontada a inflação), o aumento superou 8,5%.



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-1


    Mesmo com todas as desonerações tributárias anunciadas pelo governo, as receitas do Tesouro Nacional explodiram no primeiro semestre. O crescimento nominal foi de 13,1% ante o mesmo período do ano passado ou R$ 26,8 bilhões a mais, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em termos reais (descontada a inflação), o aumento superou 8,5%. De janeiro a junho de 2006, o crescimento nominal tinha sido de 11,1% ante o mesmo período de 2005.


    Essa grande arrecadação permitiu que o governo aumentasse muito suas despesas e, ao mesmo tempo, elevasse seu superávit primário (a economia para pagar os juros das dívidas públicas).


    No primeiro semestre, o superávit atingiu R$ 43,78 bilhões – R$ 5,2 bilhões a mais do que em igual período do ano passado. Já as despesas cresceram 12,7% ante o mesmo período de 2006, em termos nominais – um ritmo de crescimento superior ao do Produto Interno Bruto (PIB), que, segundo estimativa apresentada ontem pelo Tesouro, teria subido 9,8% de janeiro a junho.


    O superávit primário em junho foi de R$ 5,3 bilhões, ante R$ 4,7 bilhões em maio. Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, o superávit de R$ 43,8 bilhões no primeiro semestre já é igual ao previsto para o período de janeiro a agosto. No ano, a meta de superávit do governo é de R$ 53 bilhões.


    A arrecadação bruta do Tesouro inclui as receitas com impostos, contribuições, taxas, concessões de serviços públicos, dividendos e demais receitas. De janeiro a junho de 2006, as receitas representaram 18,89% do PIB, enquanto de janeiro a junho atingiram 19,39% do PIB – ou seja, cresceram 0,5 ponto porcentual do PIB.


    Augustin considerou ‘positiva’ a trajetória dos gastos do governo, apesar de a despesa ter crescido em velocidade superior à da economia. Segundo ele, ‘o ritmo’ caiu em relação ao ano passado. O secretário apresentou uma tabela que mostra que os gastos cresceram, de janeiro a junho, 2,7% acima do PIB, enquanto no mesmo período do ano passado o aumento foi de 6,2%. Além disso, observou, as receitas estão crescendo em ritmo mais forte que as despesas.


    Essa evolução é positiva, pois mostra que, no médio prazo, temos uma tendência de ajuste, de estabilidade.’ O crescimento da arrecadação divulgado ontem projeta novo aumento da carga tributária este ano, mas Augustin não quis comentar o fato.


     

  • Investimento avança 22%, mas fica longe da meta do governo

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-3


    O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que a ‘evolução positiva’ das contas públicas no primeiro semestre pode ser avaliada também pelo fato de que os investimentos cresceram 22% em relação a igual período do ano passado, enquanto as despesas totais subiram 12,7%.


    De janeiro a junho de 2006, os investimentos pagos pelo Tesouro somaram R$ 6,01 bilhões; no mesmo período deste ano, ficaram em R$ 7,34 bilhões.


    O valor gasto com investimentos representa, no entanto, apenas 29,9% do total de R$ 2

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-3


    O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que a ‘evolução positiva’ das contas públicas no primeiro semestre pode ser avaliada também pelo fato de que os investimentos cresceram 22% em relação a igual período do ano passado, enquanto as despesas totais subiram 12,7%.


    De janeiro a junho de 2006, os investimentos pagos pelo Tesouro somaram R$ 6,01 bilhões; no mesmo período deste ano, ficaram em R$ 7,34 bilhões.


    O valor gasto com investimentos representa, no entanto, apenas 29,9% do total de R$ 24,4 bilhões previsto pelo governo para este ano. Os gastos do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que podem ser descontados do superávit primário, totalizaram R$ 1,18 bilhão no primeiro semestre – o que representa apenas 10% do valor programado para 2007, que é de R$ 11,3 bilhões. Augustin disse que, no segundo semestre, os gastos com o PPI deverão aumentar.


    Todas as despesas do governo aumentaram no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, com destaque para as vinculadas ao salário mínimo, como a Lei Orgânica da Previdência Social (Loas), que subiram 19,2%, e as despesas com abono salarial e seguro desemprego, que aumentaram 16%.


    Os gastos com salários do funcionalismo subiram de 4,39% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre de 2006 para 4,51% do PIB no primeiro semestre deste ano.


    Turbulência


    O secretário afirmou que o Brasil tem condições de enfrentar turbulências ainda mais fortes do que as que chacoalharam o mercado financeiro na semana passada. ‘O que ocorre são acomodações no mercado internacional motivadas pela questão do subprime nos Estados Unidos, que acaba por afetar todo o mundo. Mas o Brasil está tranqüilo e vai enfrentar os problemas com muita tranqüilidade’, disse.


    Augustin ressaltou ainda que a turbulência não tem afetado de forma importante o lado real da economia, e frisou que o Brasil vai sair desse processo melhor que os outros emergentes.


    O secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, disse que o colchão de liquidez do governo, superior a R$ 100 bilhões, é suficiente para honrar o pagamento de títulos que vencem nos próximos três a quatro meses e, desta forma, enfrentar as eventuais turbulências.


    O chamado ‘colchão de liquidez’ é formado pelos recursos em caixa que podem ser usados para o pagamento de títulos em momentos de volatilidade do mercado, sem que o Tesouro precise fazer leilões de venda. ‘O Tesouro vem fazendo captações líquidas’, lembrou Valle .

  • Endividamento é baixo, diz pesquisa

    Valor Econômico Editoria: Finanças Página: C-7


    Ainda há espaço para expansão do crédito, sobretudo nas camadas da mais baixa renda da população. É o que mostra pesquisa encomendada pela Fecomércio-RJ ao Instituto Ipsos: de mil pessoas ouvidas no fim de maio em 70 cidades de nove regiões metropolitanas, 61% afirmam que não estão pagando financiamentos, mas quando se observa apenas o grupo com renda de até R$ 1 mil, o percentual aumenta para 66%.

    Valor Econômico Editoria: Finanças Página: C-7


    Ainda há espaço para expansão do crédito, sobretudo nas camadas da mais baixa renda da população. É o que mostra pesquisa encomendada pela Fecomércio-RJ ao Instituto Ipsos: de mil pessoas ouvidas no fim de maio em 70 cidades de nove regiões metropolitanas, 61% afirmam que não estão pagando financiamentos, mas quando se observa apenas o grupo com renda de até R$ 1 mil, o percentual aumenta para 66%. Ou seja, apenas pouco mais de 30% das pessoas de renda mais baixa estão pagando empréstimos no momento. 


    Segundo o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, a instituição costuma contratar pesquisas para observar onde estão os potenciais e gargalos para que oportunidades possam ser mais bem exploradas. “Essa pesquisa, feita em âmbito nacional, mostra um potencial para expansão do crédito, principalmente para famílias de baixa renda”, diz. 


    Para o executivo, o juro em queda deve contribuir elevar o número e o montante de empréstimos feitos e defende também o cadastro positivo. “Vai ser uma grande contribuição também nesse sentido”. 


    Na visão da Fecomércio-RJ, os dados da pesquisa mostram há um grande espaço para que bancos e financeiras sigam um caminho que já vem sendo traçado por redes de varejo, que é o de focar os clientes da baixa renda. 


    Os dados mostram que 55% das pessoas que estão pagando financiamentos tomaram o crédito direto na loja. Na faixa de renda até R$ 1 mil, o percentual sobe para 62%. Também o empréstimo pessoal é tomado em lojas por 4% do total, chegando a 5% entre os integrantes da baixa renda. 


    De acordo com os entrevistados, o principal motivo de escolha do tipo de crédito foi a rapidez na aprovação (41%) seguido pelo prazo do parcelamento (26%) e a taxa de juro (22%). O valor das parcelas a serem pagas foi mencionado por 16% dos entrevistados, mas na faixa de renda mais baixa esse percentual cresce para 21%, sendo que nessa faixa apenas 14% optam pela menor taxa de juro. 


    O motivo para tomar o crédito ainda é bastante focado nos bens de consumo como compra de eletrodoméstico – 30% na renda abaixo de R$ 1 mil e 24% para a faixa acima desse valor – e itens de vestuário – 20% na faixa de renda menor e 24% na mais alta. A compra de imóvel motiva apenas 3% dos financiamentos. A tomada de crédito para pagar dívidas ainda aparece com percentual alto, de 18% em média, sendo que entre os que ganham acima de R$ 1 mil o percentual é de 20%. 


    Em dois itens a diferença entre a baixa renda e os de maior poder aquisitivo se acentuam. Enquanto 9% das famílias que ganham até R$ 1 mil tomam crédito para usar na reforma da casa, apenas 4% com renda acima de R$ 1 mil fazem empréstimos com o mesmo fim. Por outro lado, 18% das pessoas no segmento de renda maior usam crédito para comprar veículo, o que só ocorre com 2% da baixa renda. 


    A pesquisa sugere que os brasileiros podem estar mais propensos a se endividar do que a poupar. Embora 41% tenham declarado que só compram à vista, 34% já tomaram empréstimo, embora não tenham dívida no momento. Apenas 4% dizem dispensar o financiamento e guardar dinheiro para comprar à vista. Só 1% poupa para dar como entrada. 


    O economista-chefe da Febraban, Nicola Tingas, observa que a economia brasileira ainda está amadurecendo. “Ainda há pouca cultura de poupar e o crédito ainda está focado em compras mais imediatas e não envolve tanto planejamento de longo prazo”. Para ele, a redução de juros, o aumento da renda e do emprego formal e a inflação menor também ajudam. 


    Segundo ele, por um fator cultural, as classes De E ainda estão mais ligadas às redes de varejo mesmo na hora de tomar crédito. Mas avalia que os bancos e financeiras já vêm investindo na busca desses novos clientes. “Até porque as grandes empresas têm cada vez mais acessando o mercado de capitais; então os bancos partem para outros nichos”, diz. 


     


     




     

  • Senado retoma atividades na quarta com votação de projetos

    O Congresso retoma os trabalhos legislativos a partir da próxima quarta-feira (1º), depois de um recesso de 14 dias – de 18 a 31 de julho. No Senado, está prevista sessão deliberativa a partir das 14h, paradiscussão e votação de uma pauta com 32 proposições, além de outros 51 requerimentos.

    O Congresso retoma os trabalhos legislativos a partir da próxima quarta-feira (1º), depois de um recesso de 14 dias – de 18 a 31 de julho. No Senado, está prevista sessão deliberativa a partir das 14h, paradiscussão e votação de uma pauta com 32 proposições, além de outros 51 requerimentos. Entre as matérias estão duas medidas provisórias (MPs) e três projetos de conversão (PLVs), que,pela ordem de prioridade determinada pela Constituição, devem ser apreciados antes das demais proposições.


    Segundo a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, durante todo o recesso, a Secretaria Geral da Mesa (CGM) trabalhou para colocar em dia o expediente recebido durante o recesso, além de realizar estudos sobre os projetos que estão na pauta de votação e proceder a análise de pareceres.


    – Também avançamos no estudo para modernizar as pesquisas legislativas nos bancos de dados da CGM e disponibilizá-los na Internet, para a sociedade- afirmou Cláudia Lyra nesta segunda- feira (30), à Agência Senado.


    Segundo ela, a SGM, que também assessora o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar,ainda foi a responsável, administrativamente,por receber e encaminhar, ao Ministério da Justiça, para perícia, durante todo o recesso, os documentos que chegaram de vários órgãos relativos às transações comercias do presidente da Casa, Renan Calheiros, que responde a processo, no Conselho de Ética, por suposta quebra de decoro parlamentar.


    Também ficou a cargo da Secretaria, como órgão de assessoramento das comissões em geral, receber todas as matérias durante o recesso, entre as quais a indicação de novos ministros para compor o Tribunal Superior do Trabalho (TST).


    – São expedientes que ainda deverão ser lidos em Plenário – explicou Cláudia Lyra.


    Comissões


    Das comissões permanentes da Casa, duas já têm reuniões agendadas para esta semana. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza uma audiência pública na quinta (2), a partir das 9h, para discutir projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) destinado a alterar a Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A matéria inclui na legislação os crimes de discriminação e preconceito em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.


    Outra comissão que tem reunião agendada também para esta quinta, a partir das 10h30, é a de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Na pauta, estão 13 proposições, entre as quaisprojeto de lei de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que regulamenta a assistência judiciária internacional em matéria penal, nos casos de investigação, instrução processual e julgamento de delitos, e estabelece mecanismos de prevenção e bloqueio de operações suspeitas de lavagem de dinheiro (PLS 326/07).


    Já a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cujo presidente, senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), faleceu no último dia 20 de julho, deve realizar eleições para a escolha do novo titular da pasta. Segundo o Regimento Interno (artigo 88), a comissão tem cinco dias úteis, a partir da vacância, para realizar a votação. Como o Senado encontrava-se em recesso quando ocorreu a morte do senador, o prazo começa a contar a partir desta quarta (1º), com a retomada oficial dos trabalhos legislativos. Enquanto não for escolhido o novo presidente, a CCJ ficará sob o comando do senador Valter Pereira (PMDB-MS), vice-presidente do colegiado.


    Posse


    Também está prevista para este segundo semestre a posse de Antonio Carlos Peixoto Magalhães Júnior, que assume a cadeira deixada por seu pai, Antonio Carlos Magalhães. ACM, que completaria 80 anos no dia 4 de setembro, estava internado no Instituto do Coração (Incor) de São Paulo desde o dia 13 de junho, devido a uma insuficiência cardíaca que ocasionou falência múltipla de órgãos.


    Antonio Carlos Junior, como é conhecido politicamente, tem 60 dias, prorrogáveis por mais 30 (por motivo justificado), a partir do dia do falecimento de ACM, para assumir o mandato a que tem direito até o dia 31 de janeiro de 2011, quando termina a 53ª legislatura.


    Agência Senado, 30 de julho de 2007.