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  • Empresários pedem teto para a carga tributária

    Folha de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-3


    Empresários pediram ontem a criação de instrumento para conter o avanço da carga tributária. Em reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), foi entregue documento que cobra redução do peso dos impostos e limite de 26% do PIB para a carga.


    Hoje, o número é de 34,5%. O ministro Guido Mantega (Fazenda) rejeitou a idéia.

    O documento divulgado tem 14 propostas.

    Folha de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-3


    Empresários pediram ontem a criação de instrumento para conter o avanço da carga tributária. Em reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), foi entregue documento que cobra redução do peso dos impostos e limite de 26% do PIB para a carga.


    Hoje, o número é de 34,5%. O ministro Guido Mantega (Fazenda) rejeitou a idéia.

    O documento divulgado tem 14 propostas. Elaborado pelo grupo que acompanha a reforma tributária no Conselhão, o plano segue dois princípios: teto para a carga e eliminação da cumulatividade dos tributos.


    “De tão elevada, a carga tira a competitividade das empresas brasileiras e estimula a sonegação”, destaca a proposta apresentada ao presidente Lula e ao ministro. O consultor Antoninho Marmo Trevisan, que detalhou o documento, diz que o teto deveria ser criado após a redução do peso dos impostos para patamar semelhante ao observado em países emergentes. O número poderia ser entre 22% e 26% do PIB. Em 2006, a carga ficou em 34,5%.


    Trevisan explica que, com a carga mais baixa e o teto estabelecido, o governo teria de devolver recursos na forma de redução de alíquotas toda vez que o indicador ultrapassar o limite. “Assim como temos uma trava no gasto, queremos uma trava na receita.”


    Do CDES, participam 90 líderes da sociedade civil, entre eles grandes empresários como Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, Horacio Lafer Piva, da Klabin, e Paulo Skaf, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de de São Paulo).


    Minutos após a apresentação, o ministro da Fazenda descartou as idéias dos empresários. “A arrecadação tem subido porque o país cresce mais, há formalização. Portanto, [o teto] é uma coisa artificial.”


    Mantega argumenta que o poder público depende dos recursos arrecadados para funcionar. Por isso, todo corte deve ser gradual. “Não podemos, de repente, modificar a carga. Ela pode até ter vários defeitos, mas dependemos dela para as ações do governo.”


    Na estratégia de cortar impostos gradualmente, Mantega diz que as decisões serão tomadas “de forma racional” para ajudar o plano de desenvolvimento adotado pelo Planalto.


     


     

  • Ipea questiona o mínimo contra pobreza

    Folha de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    O salário mínimo já vale cerca de 41% da renda média obtida pelos brasileiros em todo o país. Ele também já corresponde aproximadamente a duas vezes mais o que ganham, em média, os 20% dos brasileiros mais pobres que têm algum tipo de rendimento mensal.


    No Nordeste, o salário mínimo atual de R$ 380,00 já se aproxima de valer cinco vezes mais que o rendimento médio dos 20% mais pobres na região.


    Nos últimos 13 anos, a política de aumentos reais do mínimo dobrou seu valor (acima da inflação acumulada).

    Folha de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-4


    O salário mínimo já vale cerca de 41% da renda média obtida pelos brasileiros em todo o país. Ele também já corresponde aproximadamente a duas vezes mais o que ganham, em média, os 20% dos brasileiros mais pobres que têm algum tipo de rendimento mensal.


    No Nordeste, o salário mínimo atual de R$ 380,00 já se aproxima de valer cinco vezes mais que o rendimento médio dos 20% mais pobres na região.


    Nos últimos 13 anos, a política de aumentos reais do mínimo dobrou seu valor (acima da inflação acumulada). No mesmo período, o rendimento médio mensal dos ocupados (formais e informais), ou dos que têm outros rendimentos, caiu mais de 10% até 2005.


    Os dados são de novo trabalho do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Planejamento. Como diz o título (“O Esgotamento do Papel do Salário Mínimo como Mecanismo de Combate à Pobreza Extrema”), o texto sugere que a política de reajustes reais do mínimo passou a ter impacto muito reduzido sobre distribuição da renda.


    Entre aposentados e pensionistas que recebem exatamente um mínimo por mês, por exemplo, só 12% se encontram entre os 30% mais pobres.


    O trabalho alerta que a política de aumentos reais para o mínimo onera cada vez mais a Previdência, em que milhões de benefícios considerados assistenciais (pois não tiveram a contrapartida da contribuição) são indexados aos reajustes do salário-base do país.


    Os gastos do INSS, que equivaliam a 4,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 1995, devem atingir 7,3% do PIB em 2007.


    “Em termos de redução da pobreza, a política atual para o mínimo já deu o que tinha que dar. O ideal seria focalizar o gasto público em programas mais direcionados, como o Bolsa Família”, afirma Fabio Giambiagi, que produziu o trabalho com Samuel Franco.


    Ele sugere a desvinculação do salário mínimo desses benefícios do INSS a partir de 2012.

    Até lá, a política para o mínimo deverá ser guiada por um projeto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que tramita no Congresso.


    Pelo projeto, o reajuste do mínimo, entre 2008 e 2011, será com base na variação anual da inflação mais o crescimento médio do PIB de dois anos imediatamente anteriores.


    O trabalho do Ipea mostra ainda que, por causa dos reajustes reais, o percentual de trabalhadores com rendimento inferior a um salário mínimo no Nordeste (que concentra a pobreza) subiu de 34% para 42,3% em dez anos.


    Já o economista Frederico Melo, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), defende a manutenção do mínimo como indexador de benefícios previdenciários e a política de reajustes reais.


    Melo afirma que o forte aumento desses gastos como proporção do PIB nos últimos anos ocorre porque as despesas foram apenas recentemente incorporadas à Previdência.


    “Não se pode imaginar que a velocidade de aumento desses gastos (previdenciários e vinculados ao mínimo) continuará a mesma. Além disso, como o principal problema do Brasil continua sendo a desigualdade social, é natural que se enfrente isso de várias maneiras. O salário mínimo e os programas sociais não devem ser excludentes entre si”, defende.


     




     


     

  • Emprego cresce 0,22% em junho, diz Ciesp

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-5


    O emprego na indústria paulista cresceu 0,22% em junho na comparação com maio, o que representou a abertura de 4,680 mil postos de trabalho, segundo informações do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgadas ontem. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4,39%, o que significa a criação de 92,843 mil vagas. Nos últimos 12 meses a criação de postos de trabalho acumula alta de 2,14%, o que representa 44,970 mil novas vagas.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-5


    O emprego na indústria paulista cresceu 0,22% em junho na comparação com maio, o que representou a abertura de 4,680 mil postos de trabalho, segundo informações do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgadas ontem. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4,39%, o que significa a criação de 92,843 mil vagas. Nos últimos 12 meses a criação de postos de trabalho acumula alta de 2,14%, o que representa 44,970 mil novas vagas.


    “É um resultado surpreendentemente bom”, disse o economista chefe da Ciesp, Carlos Cavalcanti. “Mas está completamente amparado no mercado doméstico. O que mostra que estamos com um grande dinamismo interno, a ponto de compensar a defasagem no setor externo”.


    Frente ao desempenho apresentado, o Ciesp revisou para cima as expectativas de crescimento na oferta de empregos de 2007 na indústria paulista. O novo cálculo prevê uma margem entre 2,18% e 3%, chegando a 65 mil novas vagas. Antes a previsão era de um aumento entre 1,17% e 1,83%. Em 2006, o aumento foi de 0,05%, equivalente a 10 mil postos de trabalho.


    Segundo o Ciesp, houve desaceleração no crescimento mensal da geração de empregos, o que é comum nesta época do ano, devido às menores contratações no setor sucroalcooleiro. Em maio o índice variou 0,54% positivos.


    Os setores que puxaram o aumento de vagas em junho foram materiais de transporte (1,17%); máquinas e equipamentos (1,52%) e metalúrgico (0,63%).


     


     

  • Projeto aumenta taxação de lucro extra de bancos

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 251/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que aumenta em 18% o valor da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, no caso de lucros extraordinários. Segundo o deputado, a medida é necessária porque o crescimento dos lucros das instituições financeiras decorrem de políticas governamentais de estabilização fiscal.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 251/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que aumenta em 18% o valor da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, no caso de lucros extraordinários. Segundo o deputado, a medida é necessária porque o crescimento dos lucros das instituições financeiras decorrem de políticas governamentais de estabilização fiscal. Para o autor, “o setor bancário é um dos que mais se beneficiam dessas políticas, mas raramente repassam tais benefícios para os correntistas”.


    De acordo com o projeto, o cálculo do lucro legítimo será feito pela média do crescimento do Produto Interno Bruto (que indica o desempenho dos setores produtivos) e da taxa de remuneração da caderneta de poupança (que indica o lucro razoável do setor financeiro). A aplicação desse percentual obtido sobre o patrimônio líquido da instituição financeira apontará o lucro razoável daquelas empresas, explica Sandes Júnior. “Os recursos que superarem esse volume serão os lucros extraordinários”, sobre os quais deverá incidir a tributação adicional de 18% da CSLL, explica o deputado.


    Solidariedade

    Com o adicional, a expectativa do parlamentar é que o Tesouro Nacional passe a arrecadar cerca de R$ 2,4 bilhões dos 100 maiores bancos do País. Para o autor, exigir uma contribuição extra das instituições financeiras “é questão de solidariedade e de justiça social”. Pela proposta, os recursos arrecadados serão utilizados para cobrir os reajustes das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social, cuja média de custo dos últimos anos foi de R$ 2,3 bilhões por ano. “A medida reveste-se de um caráter de justiça fiscal inequívoco, pois a cobrança das entidades financeiras mais lucrativas seria utilizada para complementar o pagamento das aposentadorias dos cidadãos de menor renda”, avalia Sandes Júnior.


    O projeto já tinha sido apresentado na legislatura anterior, pelo então deputado Paulo Delgado, mas não teve a tramitação concluída.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 17 de julho de 2007.


     

  • Deputado solicita desarquivamento do Código de Combustíveis

    O Deputado Enio Bacci (PDT-RS) apresentou, em 12 de julho de 2007, o Requerimento nº 1.348/2007 solicitando o desarquivamento do Projeto de Lei nº 2316/ 2003, que estabelece o Código Brasileiro de Combustíveis. Somente após a aprovação desse Requerimento poderá ser criada uma nova comissão especial destinada a analisar a matéria na legislatura atual (53a.). Novos presidente, vice-presidentes e relator serão escolhidos.


    Histórico

    A proposição, de autoria do Deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), foi analisada em comissão especial criada em 27 de maio de 2005.

    O Deputado Enio Bacci (PDT-RS) apresentou, em 12 de julho de 2007, o Requerimento nº 1.348/2007 solicitando o desarquivamento do Projeto de Lei nº 2316/ 2003, que estabelece o Código Brasileiro de Combustíveis. Somente após a aprovação desse Requerimento poderá ser criada uma nova comissão especial destinada a analisar a matéria na legislatura atual (53a.). Novos presidente, vice-presidentes e relator serão escolhidos.


    Histórico

    A proposição, de autoria do Deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), foi analisada em comissão especial criada em 27 de maio de 2005. Teve como presidente o deputado Simão Sessim (PP-RJ) e como vice-presidentes os deputados Nélio Dias (PP-RN), Moreira Franco (PMDB-RJ) e José Carlos Araújo (PL-BA). A comissão elegeu o deputado Daniel Almeida (PcdoB-BA) relator e criou, ainda, uma Sub-relatoria composta pelos Deputados Luciano Zicca (PT-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Carlos Meles (PFL-MG) com o objetivo de projetar um roteiro de trabalho.


    Ao término da 52a. Legislatura, a comissão especial foi extinta.


    CNC, 17 de julho de 2007.


     

  • Adesão ao Supersimples ainda é baixa

    Valor Econômico   Editoria: Legislação  Página: E-1 


    Faltando apenas duas semanas para o fim do prazo de adesão ao novo regime tributário das micro e pequenas empresas, em 31 de julho, o número de firmas que aderiram ou que ao menos entraram com pedidos de adesão ao Supersimples ainda é inferior ao universo das que estavam no antigo Simples Federal.

    Valor Econômico   Editoria: Legislação  Página: E-1 


    Faltando apenas duas semanas para o fim do prazo de adesão ao novo regime tributário das micro e pequenas empresas, em 31 de julho, o número de firmas que aderiram ou que ao menos entraram com pedidos de adesão ao Supersimples ainda é inferior ao universo das que estavam no antigo Simples Federal. Além das 1,33 milhão que foram automaticamente transferidas para o novo regime até o fim de junho, somente 656 mil apresentaram pedidos até a semana passada, o que soma menos de 2 milhões, segundo a Secretaria da Receita Federal do Brasil. 


    O cadastro do antigo regime contém cerca de 4,8 milhões de micro e pequenas empresas. Mas como muitas se desequadraram ou estão inativas, o mais correto é considerar somente as que apresentaram a última declaração anual do antigo Simples, em maio – 2,56 milhões de firmas -, pondera o secretário executivo do comitê gestor do Supersimples, Silas Santiago. Nem este número, entretanto, foi atingido até agora, apesar de o novo regime permitir a adesão de empresas que antes não estavam no Simples Federal, como as de construção civil e as academias de ginástica. O secretário executivo acredita que, mesmo faltando mais de dez dias úteis para o fim do prazo, ainda é cedo para se falar em baixa adesão. Ele acredita que, quando o processo acabar, o número de empresas beneficiadas será maior no novo regime, pois, pelo movimento dos últimos dias, espera-se perto de 50 mil novos pedidos de adesão por dia. 


    É possível, diz ele, que muitas empresas estejam esperando as mudanças previstas em um projeto de lei já aprovado pela Câmara dos Deputados e que aguarda votação pelo Senado Federal. Além de prorrogar o prazo de adesão até 15 de agosto, o projeto transfere algumas atividades, entre elas a de hotelaria, para uma tabela de tributação mais favorável do que a atualmente em vigor. “Muitas podem ainda não ter optado por achar que, na tabela atual, não é vantajoso”, explica Silas. Outro ponto do projeto que pode estar provocando espera é a ampliação da possibilidade de parcelamento de débitos em atraso para fatos geradores ocorridos até 31 de maio de 2007. Pela lei em vigor, só podem ser parcelados débitos gerados até 31 de janeiro de 2006. Mas a empresa pode pedir o parcelamento de todos os tributos abrangidos pelo Supersimples – federais, estaduais ou municipais -, ainda que a dívida tenha sido gerada pela falta de recolhimento fora do antigo regime. Portanto, quem não estava no Simples Federal também tem direito ao parcelamento. Basta que tenha direito de ingressar no novo sistema. 


    Das 656 mil empresas que pediram para aderir ao Supersimples desde o início de junho, 75% têm pendências a resolver. No âmbito federal, a necessidade de regularização para aderir ao Supersimples gerou uma arrecadação de R$ 40,18 milhões em tributos atrasados até semana passada. O valor corresponde ao que foi recolhido por 6.340 firmas que tiveram ou preferiram pagar seus débitos à vista. No mínimo outras 28.187 empresas pediram parcelamento dos débitos. Esse foi o número de pedidos relativos a tributos não previdenciários. Os pedidos de parcelamento de débitos previdenciários somaram, até a semana passada, 13.714, mas uma parte deles pode ter sido apresentada pelas mesmas empresas que pediram para parcelar os demais tributos. Para todas as empresas que pediram a adesão desde o início de julho, a certeza de entrar no Supersimples só virá em agosto, quando a Receita Federal vai disponibilizar via internet o resultado final da análise dos pedidos. 


     


     


     


     

  • Alíquota do PIS/Cofins pode subir a 10,75%

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro  Página: B-2 


    O governo terá que aumentar a alíquota do PIS/Cofins dos atuais 9,25% para até 10,75% se quiser compensar a queda na arrecadação causada pela estudada desoneração da folha de pagamentos.


    As estimativas do governo mostram que, no pior cenário, cada ponto percentual de queda na contribuição patronal ao INSS, hoje em 20%, exige um aumento de 0,3 ponto percentual no PIS/Cofins.

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro  Página: B-2 


    O governo terá que aumentar a alíquota do PIS/Cofins dos atuais 9,25% para até 10,75% se quiser compensar a queda na arrecadação causada pela estudada desoneração da folha de pagamentos.


    As estimativas do governo mostram que, no pior cenário, cada ponto percentual de queda na contribuição patronal ao INSS, hoje em 20%, exige um aumento de 0,3 ponto percentual no PIS/Cofins. No melhor cenário, o aumento é de 0,2.


    Hoje, as empresas recolhem uma contribuição de 20% sobre o valor da folha de salários para financiar a Previdência Social. O governo quer reduzir o pagamento sobre a folha e transferir para o faturamento das empresas, de modo a estimular os setores que empregam mais mão-de-obra.


    A dificuldade em aprovar no Congresso Nacional um aumento de impostos, mesmo que para compensar a queda na tributação em outro setor, somada ao impacto inflacionário que o aumento do PIS e da Cofins teriam no curto prazo fizeram com que o governo adiasse os planos de desoneração da folha por tempo indefinido.


    O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse, em junho, que uma desoneração inferior a cinco pontos percentuais não faria diferença para a economia. Portanto, o aumento do PIS/Cofins, com base nos estudos oficiais, tem que ser de 1 ponto percentual a 1,5 ponto percentual. Isso para fazer o que o governo considera a desoneração mínima. A arrecadação a ser compensada, nesse caso, é de R$ 17 bilhões.


    Os estudos técnicos para a desoneração da folha já foram concluídos e o que falta é uma decisão política sobre como evitar a perda de arrecadação.


    No curto prazo, o governo acredita que os setores que se beneficiarem de uma redução na carga tributária – leia-se aqueles intensivos em mão de obra – irão engordar suas margens de lucro com o ganho. Já os que tiverem aumento de tributação – setores intensivos em tecnologia – repassarão esse custo aos preços.


    O tributarista Ilan Gorin estima que a relação estabelecida entre a desoneração da folha e o aumento do PIS/Cofins prejudicará todas as empresas cujos gastos com salário forem inferior a 30% do faturamento.


     

  • Superávit acumula US$ 22,4 bilhões até a 2ª- semana de julho

    Gazeta Mercantil    Editoria: Nacional   Página: A-4


    A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 779 milhões na segunda semana de julho, entre os dias nove e 15, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O montante refere-se à soma de US$ 2,94 bilhões em exportações (com média diária de US$ 587,6 milhões) e de US$ 2,16 bilhões em importações (US$ 431,8 milhões por dia) e é inferior ao saldo de US$ 927 milhões da semana anterior.

    Gazeta Mercantil    Editoria: Nacional   Página: A-4


    A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 779 milhões na segunda semana de julho, entre os dias nove e 15, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O montante refere-se à soma de US$ 2,94 bilhões em exportações (com média diária de US$ 587,6 milhões) e de US$ 2,16 bilhões em importações (US$ 431,8 milhões por dia) e é inferior ao saldo de US$ 927 milhões da semana anterior.


    No mês, o superávit está acumulado em US$ 1,71 bilhão, decorrente da diferença entre exportações de US$ 6,32 bilhões e importações de US$ 4,62 bilhões. No ano, o superávit soma US$ 22,37 bilhões, 0,4% abaixo do resultado registrado em igual período do ano passado (US$ 22,46 bilhões). É a primeira vez, desde abril, que o saldo deste ano fica inferior ao acumulado do ano passado. Diante de diferença tão pequena, no entanto, ainda é cedo para afirmar que já começou o processo de reversão do superávit – a estimativa mais otimista para o saldo de 2007 chega a US$ 45 bilhões; em 2006 esse montante foi de US$ 46 bilhões. As exportações acumulam no ano US$ 79,54 bilhões e as importações, US$ 57,17 bilhões.


    As projeções do mercado financeiro para o superávit comercial mudaram pouco, de acordo com o relatório de mercado produzido pelo Banco Central em 13 de julho. A previsão média para o saldo da balança comercial em 2007 subiu de US$ 42,60 bilhões para US$ 43 bilhões. Para 2008, houve ajuste de US$ 36,05 bilhões para US$ 37 bilhões.


     

  • CNI eleva previsão de alta do PIB de 4,2% para 4,5%, este ano

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a previsão de crescimento da economia para este ano de 4,2% para 4,5%. Essa nova estimativa se deve, principalmente, à perspectiva de expansão mais forte nos serviços e nos impostos, em especial, sobre produtos importados.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a previsão de crescimento da economia para este ano de 4,2% para 4,5%. Essa nova estimativa se deve, principalmente, à perspectiva de expansão mais forte nos serviços e nos impostos, em especial, sobre produtos importados.


    No Informe Conjuntural do segundo trimestre, divulgado ontem, a CNI prevê que a composição do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de riquezas do País) neste ano deve ter comportamento semelhante ao de 2006: expansão da indústria menor do que a média da economia e o setor externo contribuindo negativamente para o crescimento econômico.


    A previsão da entidade é de que os serviços cresçam 4,2%, contribuindo em 2,7 pontos percentuais na composição total do PIB. Já os impostos cobrados sobre produtos devem aumentar 6,8% este ano e contribuir em 4,5 pontos percentuais para o crescimento do PIB. Segundo a CNI, sem a arrecadação dos tributos, a expansão da economia este ano seria de 4,1%. A indústria, por sua vez, deve crescer 4% este ano, abaixo do crescimento geral da economia brasileira. Com isso, a participação do setor na formação do PIB global deve ser de 1,3 ponto percentual.


    A indústria de transformação é a que terá menor dinamismo com uma expansão de 3,7%. A construção civil, por outro lado, deve o melhor desempenho, com um crescimento de 4,5%. A CNI estima ainda que o volume exportado deve crescer somente 5%, enquanto que as importações devem ter alta de 21%. Com isso, a contribuição líquida do setor externo na formação do PIB deste ano deve ser negativa em 1,7 ponto percentual.


    O documento destaca também o impacto do aumento do consumo das famílias e dos gastos do governo no crescimento da economia este ano. A demanda deve crescer 5,8% e o consumo do governo, 4,7%. A agropecuária deve ter um bom desempenho e apresentar crescimento de 4,5%, impulsionada pelo aumento da produção de grãos e da pecuária.


    A CNI manteve a estimativa de expansão dos investimentos em 10,5% em função da tendência de queda dos juros, do aumento da utilização da capacidade instalada do parque industrial e da expansão dos gastos em infra-estrutura.

  • Número de fusões e aquisições cresce 54,1% no primeiro semestre

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


    O número de fusões e aquisições cresceu no Brasil no primeiro semestre deste ano, mas o valor total dos negócios caiu na comparação com os seis primeiros meses de 2006, segundo a empresa Dealogic.


    Apesar do aumento de 54,1% no número de transações, de 135 para 208 operações, o volume financeiro negociado no país não acompanhou o mesmo ritmo e caiu 56,6%, de US$ 36,4 bilhões para US$ 15,8 bilhões.


    O valor total dos negócios entre janeiro e junho, de acordo com a Dealogic, ficou abaixo dos obtidos no primeiro

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


    O número de fusões e aquisições cresceu no Brasil no primeiro semestre deste ano, mas o valor total dos negócios caiu na comparação com os seis primeiros meses de 2006, segundo a empresa Dealogic.


    Apesar do aumento de 54,1% no número de transações, de 135 para 208 operações, o volume financeiro negociado no país não acompanhou o mesmo ritmo e caiu 56,6%, de US$ 36,4 bilhões para US$ 15,8 bilhões.


    O valor total dos negócios entre janeiro e junho, de acordo com a Dealogic, ficou abaixo dos obtidos no primeiro e no segundo trimestre de 2006, quando foram transacionados US$ 16,2 bilhões e US$ 20,2 bilhões, respectivamente.


    Assim, o Brasil, que liderou o ranking da América Latina em número de negócios e em volume, ditou o ritmo da região. Nos seis primeiros meses de 2007, foram realizadas 578 fusões e aquisições nos países latino-americanos, contra 430 no mesmo período de 2006 -avanço de 34,1%. Já o valor total obtido com essas transações caiu 25,1%, de US$ 57,1 bilhões para US$ 42,7 bilhões.


    No México, que foi o segundo colocado nos dois itens, as transações se expandiram em 13,2% (de 76 negócios para 86) e o volume cresceu 236,7%, para US$ 11,1 bilhões. O resultado foi em parte impulsionado pela compra de ativos no golfo do México para exploração de petróleo pela companhia italiana Eni, por US$ 4,8 bilhões, a maior transação realizada na América Latina no primeiro semestre de 2007.


    O principal negócio realizado no Brasil -e o terceiro na região- foi a compra do grupo Ipiranga por Petrobras, grupo Ultra e Braskem. O valor total da aquisição foi de cerca de US$ 4 bilhões, mas, como cada uma delas teve que desembolsar um valor, o estudo leva em conta apenas a maior oferta: aproximadamente US$ 1,7 bilhão.