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  • Cartões de Crédito. Crescimento se mantém acima de 20%

    Julho pode desbancar maio como o mês de maior faturamento do setor no ano. Pelo segundo mês consecutivo, o faturamento da indústria de cartões de crédito no Brasil crescerá a uma taxa superior a 20%. Em julho, os portadores dos quase 84 milhões de cartões de crédito em circulação no mercado deverão movimentar R$ 15,6 bilhões, faturamento 20,1% superior ao registrado em igual período de 2006. Em junho, o faturamento já havia crescido 20,2%, chegando a R$ 14,8 bilhões. Os dados constam do estudo “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, realizado mensalmente pela Itaucard.

    Julho pode desbancar maio como o mês de maior faturamento do setor no ano. Pelo segundo mês consecutivo, o faturamento da indústria de cartões de crédito no Brasil crescerá a uma taxa superior a 20%. Em julho, os portadores dos quase 84 milhões de cartões de crédito em circulação no mercado deverão movimentar R$ 15,6 bilhões, faturamento 20,1% superior ao registrado em igual período de 2006. Em junho, o faturamento já havia crescido 20,2%, chegando a R$ 14,8 bilhões. Os dados constam do estudo “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, realizado mensalmente pela Itaucard.


    Julho também poderá ser marcado como o melhor mês deste ano em faturamento para a indústria de cartões de crédito. Caso confirme a expectativa de R$ 15,6 bilhões movimentados, ultrapassará maio – mês de fortes vendas puxadas pelo Dia das Mães – quando o faturamento chegou a R$ 15,5 bilhões. “Esse dado, juntamente com o aumento do número de plásticos, reflete o bom momento vivido pela indústria de cartões e reforça nossa projeção anterior de crescimento de 20% para o fim do ano”, avalia Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú.


    Para o fechamento dos sete primeiros meses do ano, a previsão é que sejam realizadas mais de 1 bilhão e 100 milhões de transações na indústria de cartões. O faturamento do mercado entre janeiro e julho atingirá R$ 101,4 bilhões, uma expansão de 18,87% sobre igual período do ano passado. Ao final do mês de julho, o número de plásticos nas mãos dos brasileiros também deverá atingir 83,8 milhões de cartões.


    Fernando Chacon aponta dois principais fatores como determinantes no crescimento forte e contínuo do setor. “A baixa renda tem puxado o desempenho do setor, mais em relação ao número de plásticos no mercado do que em faturamento, e deve continuar sendo assim”, diz o executivo. “Além da venda de cartões para esta faixa da população, a capacidade de embandeiramento dos cartões private label também contribui para a base maior de plásticos em circulação no mercado brasileiro.”


    Já na alta renda, segundo Chacon, a disputa entre os emissores é para adicionar plásticos na carteira do brasileiro, o que é conseguido com a adoção de estratégias que diferenciam este público. “Os emissores criam planos de benefícios voltados para a alta renda, para cativá-los com programas de milhagem e um tratamento diferenciado em salas vips de aeroportos, por exemplo”, explica Chacon.


    O diretor do Itaú manteve a previsão de que ao final do ano o setor registrará um faturamento de R$ 188 bilhões, um aumento de 20% sobre 2006. No entanto, este número pode ser revisado. “A partir de agosto, vamos utilizar a base de dados da Abecs, associação que concentra informações dos bancos emissores, e pode haver uma alteração em nossas previsões”, diz Chacon. A parceria com a Abecs foi necessária por conta da dificuldade em conseguir informações das duas maiores bandeiras de cartão, a MasterCard, que abriu capital em 2006, e a Visa, que prepara sua oferta inicial de ação (IPO, na sigla em inglês). As duas bandeiras têm mais de 90% do mercado brasileiro de cartões de crédito.


     

  • Vendas pela internet sobem 49%

    No primeiro semestre deste ano, as vendas pela internet totalizaram R$ 2,6 bilhões, com crescimento nominal de 49% sobre o mesmo período de 2006. A pesquisa da e-bit, que acompanha o comércio eletrônico nacional, não inclui as vendas de passagens aéreas, automóveis e sites de leilão.


    Um dos motivos foi o maior volume de vendas, que teve crescimento de 45%, impulsionado pelos novos consumidores. No final do ano passado, 7 milhões de pessoas já tinham feito pelo menos uma compra pela internet.

    No primeiro semestre deste ano, as vendas pela internet totalizaram R$ 2,6 bilhões, com crescimento nominal de 49% sobre o mesmo período de 2006. A pesquisa da e-bit, que acompanha o comércio eletrônico nacional, não inclui as vendas de passagens aéreas, automóveis e sites de leilão.


    Um dos motivos foi o maior volume de vendas, que teve crescimento de 45%, impulsionado pelos novos consumidores. No final do ano passado, 7 milhões de pessoas já tinham feito pelo menos uma compra pela internet. Até o mês passado, já eram 8 milhões.


    Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, afirma que a confiança no canal vem aumentando, e a indicação de amigos influencia nessa percepção. Outro fator importante foi o aumento da freqüência de compras pelos consumidores usuais, que também passaram a escolher produtos mais caros. A média do valor gasto nas lojas virtuais no semestre foi de R$ 296, 3% a mais do que em 2006.


    Maio aparece como o melhor mês do período, por causa do Dia das Mães, respondendo por 19% do faturamento.


    Para todo o ano, a projeção é de que a movimentação chegue a R$ 6,4 bilhões, com alta de 45% sobre 2006. No segundo semestre está concentrada a maioria das vendas, em parte por causa do Natal. No ano passado, o período de 15 de novembro a 23 de dezembro respondeu por 18% do faturamento.


     

  • Produção industrial cresce, mas dólar reduz faturamento

    Pelo segundo mês consecutivo, a indústria de transformação apresentou queda no faturamento, provocada pela valorização do real em relação ao dólar. Os indicadores industriais de maio, divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o valor real das vendas não acompanha a expansão da produção e do emprego na indústria.


    As horas trabalhadas, indicador mais diretamente atrelado à produção física, cresceram pelo quarto mês seguido. Na comparação com abril, a alta foi de 1,1%.

    Pelo segundo mês consecutivo, a indústria de transformação apresentou queda no faturamento, provocada pela valorização do real em relação ao dólar. Os indicadores industriais de maio, divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o valor real das vendas não acompanha a expansão da produção e do emprego na indústria.


    As horas trabalhadas, indicador mais diretamente atrelado à produção física, cresceram pelo quarto mês seguido. Na comparação com abril, a alta foi de 1,1%. No acumulado de janeiro a maio, o crescimento é de 3,6% em relação ao mesmo período de 2006. Já as vendas reais da indústria, que apuram o faturamento das empresas, recuaram 0,5% em maio, depois de queda de 2,4% em abril.


    Apesar dos dois resultados negativos, as vendas reais ainda acumulam alta de 4% no ano. ‘As vendas tiveram um arrefecimento bastante importante nos últimos dois meses’, afirmou o economista da CNI Paulo Mol. Segundo ele, o real valorizado tem provocado queda no faturamento das empresas exportadoras, que ganham menos em reais com as vendas externas. Mol destaca, porém, que a indústria voltada para o mercado doméstico também sofre as conseqüências do câmbio pois precisa reduzir a margem de lucro para competir com os importados mais baratos.


    Entre maio de 2006 e maio de 2007 o real valorizou-se 9% ante o dólar. Para a CNI, essa alteração mês a mês explica por que a produção industrial cresce e o valor das vendas cai. ‘A gente esperava que a expansão da demanda interna aumentasse a produção e o faturamento das empresas, mas o faturamento não está acompanhando esta melhora’, diz o economista.


    Já a geração de emprego e renda e o nível de utilização da capacidade instalada das indústrias têm acompanhado o crescimento da produção. O número de postos de trabalho subiu 0,5% na comparação com abril e acumula alta de 3,4% de janeiro a maio. A utilização da capacidade instalada foi de 82,7%, ante 82,5% em abril. Em maio do ano passado, estava em 80,8%.


    Segundo Mol, a utilização do parque fabril este ano está 2 pontos porcentuais, em média, acima do nível de 2006. O economista, no entanto, não vê riscos ao atendimento da demanda. Ele acredita que o aumento dos investimentos nos últimos meses, que devem maturar brevemente, dará mais folga à produção industrial.


    A CNI destaca que a valorização do real, embora dificulte as vendas do setor, colabora com um aumento das importações de máquinas e equipamentos, indicando investimentos e possibilitando reduzir gargalos na produção. Mol alerta, porém, que o desempenho da indústria continua heterogêneo e os sinais de melhoria estão concentrados em poucos setores.




     

  • Custo da cesta básica cai em nove capitais

    O custo médio da cesta básica ficou mais barato em junho em nove das 16 capitais que fazem parte da pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas foram apuradas em Belém (-5,94%), Natal (- 4,24%) e João Pessoa (-3,68).

    O custo médio da cesta básica ficou mais barato em junho em nove das 16 capitais que fazem parte da pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas foram apuradas em Belém (-5,94%), Natal (- 4,24%) e João Pessoa (-3,68). Já entre as sete cidades que apresentaram aumento, os destaques foram Recife (3,29%), Brasília (2,4%), São Paulo (1,36%) e Vitória (1,15%).


    Porto Alegre, cuja cesta subiu 0,51%, continuou a apresentar o maior custo para a cesta básica (R$ 193,90), enquanto São Paulo registrou o segundo maior valor (R$ 187,45). Os menores valores para a cesta foram verificados em João Pessoa (R$ 134,07), Fortaleza (R$ 136,85) e Salvador (R$ 137,05).


    De acordo com o levantamento, entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta básica em junho estão o feijão e o leite. Pelo segundo mês consecutivo, estes dois itens apresentaram alta no maior número de capitais: 14 e 12, respectivamente. As maiores altas do feijão foram registradas em Belo Horizonte (18,16%), Brasília (16,76%) e São Paulo (14,90%). Já o leite, produto que se encontra na entressafra, ficou mais caro, principalmente, em Porto Alegre (15,53%), Curitiba (11,96%) e Florianópolis (10,08%)


    Dos produtos que apresentaram retração na maioria das capitais o destaque fica para o açúcar, cujo preço caiu em 13 cidades. Em Belo Horizonte, a queda foi de 10,13%.


    Salário. Com base no maior valor apurado para a cesta, em Porto Alegre, o Dieese estima que o salário mínimo deveria corresponder, em junho, a R$ 1.628,96, 4,28 vezes o mínimo vigente (R$ 380).


    O tempo médio de trabalho necessário para que o trabalhador que ganha salário mínimo pudesse adquirir o conjunto de bens essenciais reduziu-se em junho. Na média das 16 cidades, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir uma jornada 91 horas e 33 minutos para realizar a mesma compra que em maio exigia a execução de 92 horas e 3 minutos.




     

  • Câmara aprova aumento de benefícios ao Supersimples

    Movida pelo lobby das micro e pequenas empresas, a Câmara aprovou ontem, em tempo recorde e praticamente por unanimidade, um projeto que amplia os benefícios tributários e o programa de parcelamento de dívidas do setor.

    O texto, que também deve ter aprovação tranqüila no Senado, prorroga de janeiro de 2006 para maio deste ano o prazo-limite para a inclusão de dívidas tributárias no refinanciamento criado pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

    Também são incluídas no Supersimples -o regime simplificado de tributação criado pela nova lei, que começou a vigorar nesta semana- empres

    Movida pelo lobby das micro e pequenas empresas, a Câmara aprovou ontem, em tempo recorde e praticamente por unanimidade, um projeto que amplia os benefícios tributários e o programa de parcelamento de dívidas do setor.

    O texto, que também deve ter aprovação tranqüila no Senado, prorroga de janeiro de 2006 para maio deste ano o prazo-limite para a inclusão de dívidas tributárias no refinanciamento criado pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

    Também são incluídas no Supersimples -o regime simplificado de tributação criado pela nova lei, que começou a vigorar nesta semana- empresas de transporte de cargas e passageiros, cosméticos, sorvetes e fogos de artifício.

    O projeto ainda tira parte do setor de serviços da tabela de alíquotas mais altas previstas no Supersimples, para evitar que haja aumento de carga fiscal com a nova lei. “São ajustes que não elevarão a renúncia fiscal”, disse o relator do texto, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), com o argumento de que esses benefícios já estavam previstos na concepção da Lei Geral.

    Proposto há menos de duas semanas, o projeto foi aprovado por 353 votos a favor, nenhum contra e apenas uma abstenção. Embora houvesse consenso, os deputados fizeram questão de fazer a contagem nominal de votos.


    Metade não migrou


    Quase metade das empresas optantes do Simples federal não migrou automaticamente para o Supersimples. Dívidas com Estados, municípios e a União foram os principais motivos que impediram a mudança. O balanço não surpreendeu o Sebrae. A entidade argumenta que é comum que os microempresários tenham dívida.

    Números apresentados ontem pela Receita Federal mostram que 1,3 milhão de empresas tiveram o regime tributário alterado automaticamente na segunda-feira, o equivalente a 52,2% das firmas ativas no Simples federal. O dado também revela que 1,2 milhão de empresas que estavam no antigo sistema tinham pendências, principalmente dívidas, e não as resolveram nos seis meses que antecederam o início da Lei Geral das Microempresas.

    O secretário-executivo do Comitê Gestor do Supersimples, Silas Santiago, disse que a não migração foi causada por uma série de motivos, mas que os débitos em aberto foram os principais impeditivos.

    Das empresas que ficaram de fora do novo sistema, 82,1 mil pediram a inclusão ontem e anteontem. Dessas, segundo a Receita Federal, 4.200 também solicitaram parcelamento de dívidas com a União.


     

  • Saem novas normas para o Supersimples

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    Novas regulamentações relativas ao Supersimples – em vigor desde domingo – foram publicadas ontem e no fim de semana pelo governo de São Paulo e pela Receita Federal.

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    Novas regulamentações relativas ao Supersimples – em vigor desde domingo – foram publicadas ontem e no fim de semana pelo governo de São Paulo e pela Receita Federal. Tanto as regras de São Paulo quanto as do comitê gestor do programa e da Receita não trouxeram inovações, apenas esclarecimentos ou ratificações de informações já previstas na Lei Complementar nº 123, de 2006, que prevê, em um de seus capítulos, o Supersimples. 


    No caso de São Paulo, o Comunicado CAT nº 29 repete as regras de migração do Simples Federal para o Simples Nacional ou Supersimples, previstas na lei complementar. O advogado Marcos Tavares Leite, assessor jurídico do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), diz que o comunicado sana dúvida sobre a validade do Simples paulista com o surgimento do Supersimples. Segundo ele, pelo comunicado está clara a revogação da norma estadual. O comunicado também prevê o lançamento, nos próximos dias, do parcelamento estadual para dívidas de ICMS. Conforme Leite, a boa notícia é que o parcelamento vai atingir débitos vencidos até 31 de dezembro de 2006. O parcelamento da lei do Supersimples abrange débitos até 31 de janeiro do ano passado. 


    Além do comunicado, foram publicadas ontem a Resolução nº 10 do comitê gestor e duas instruções normativas da Receita. Segundo tributaristas, o que é ressaltado pela resolução é a não-possibilidade de aproveitamento de créditos do ICMS, assim como de outros tributos, de mercadorias vendidas por empresas optantes do Supersimples. A medida também prevê os cuidados que devem ser tomados pelos empresários em relação às obrigações acessórias. “É muito importante que os empresários mantenham seus livros atualizados e regulares”, diz.


    Segundo ele, qualquer erro fiscal pode ser motivo para exclusão do programa. As instruções tratam do parcelamento – a data do fato gerador continua a mesma – e do pagamento mínimo de R$ 50,00, quando o contribuinte parcelar ao mesmo tempo débitos com a Receita e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

  • CRE discute relações comerciais com a Guiana e criação do Fundo Mundial Ambiental

    A embaixadora da Guiana no Brasil, Marilyn Cheryl Miles, comparece nestaquinta-feira (5), a partir das 10h, à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) para falar sobre os resultados da recente visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez àquele país.

    A embaixadora da Guiana no Brasil, Marilyn Cheryl Miles, comparece nestaquinta-feira (5), a partir das 10h, à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) para falar sobre os resultados da recente visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez àquele país. Ela também irá fazer um balanço das relações comerciais entre o Brasil e a Guiana.


    Após a audiência pública com a embaixadora, os membros do colegiado devem votar proposta do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) sugerindo à CRE que, em conjunto com as comissões de Assuntos Econômicos (CAE), e do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), inicie estudos visando a criação do Fundo Mundial Ambiental (FMA).


    O objetivo do fundo, de acordo com a proposta de Mercadante (Indicação 00001/06), é financiar programas, projetos e ações destinados à promoção do desenvolvimento sustentável e do meio ambiente equilibrado em todo planeta. O FMA seria bancado com receitas oriundas da cobrança de uma taxa de até 1% sobre as importações de todos os países, e seria gerido e fiscalizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).


    A CRE, presidida pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), também deve examinar, na reunião desta quinta-feira, requerimento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que pede a aprovação de voto de censura e repúdio à decisão da Promotoria Pública da Coroa Britânica, que inocentou os oficiais da Scotland Yard envolvidos no assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes.


    Jean Charles foi morto brutalmente com oito tiros à queima-roupa em julho de 2005, no metrô de Londres, ao ser confundido pela polícia com um terrorista árabe. O erro chegou a ser admitido pela própria Scotland Yard, quando afirmou que o brasileiro não tinha nenhuma relação com qualquer grupo terrorista.


    Agência Senado, 2 de julho de 2007.

  • Grupo discute navegação de cabotagem e greve em portos

    O grupo de trabalho conjunto de competitividade (criado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio) se reúne hoje para discutir as perspectivas da navegação de cabotagem, relativa ao transporte de mercadorias.

    O grupo de trabalho conjunto de competitividade (criado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio) se reúne hoje para discutir as perspectivas da navegação de cabotagem, relativa ao transporte de mercadorias. Na reunião, também serão abordados os fatores que comprometem a competitividade do setor; os impactos da greve de servidores públicos nos portos; e o balanço das atividades do subgrupo de trabalho sobre dragagem.


    Foram convidados para a reunião:

    – o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Antônio Brito Fialho;

    – o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes, Paulo de Tarso Carneiro;

    – a diretora do Departamento do Fundo de Marinha Mercante (vinculado ao Ministério dos Transportes), Débora de Melo Martins Teixeira;

    – o gerente de Infra-Estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antônio Carlos de Andrada Tovar;

    – um representante da Secretaria Especial de Portos do governo federal.


    Agência Câmara, 3 de julho de 2007.

  • Exportações e saldo comercial recordes

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-3


    O desempenho das exportações surpreendeu no primeiro semestre e levou o governo a estudar a revisão da meta de US$ 152 bilhões para 2007. Mesmo com o real valorizado em relação ao dólar e outras moedas, as exportações cresceram 19,9% e totalizaram US$ 73,21 bilhões de janeiro a junho, valor recorde para o período.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia  Página: A-3


    O desempenho das exportações surpreendeu no primeiro semestre e levou o governo a estudar a revisão da meta de US$ 152 bilhões para 2007. Mesmo com o real valorizado em relação ao dólar e outras moedas, as exportações cresceram 19,9% e totalizaram US$ 73,21 bilhões de janeiro a junho, valor recorde para o período. Por outro lado, o câmbio favorável às importações não foi suficiente para reduzir o superávit da balança comercial, que chegou a US$ 20,66 bilhões, com alta de 5,7% em relação ao ano passado e também um recorde. As importações chegaram a US$ 52,55 bilhões (mais 26,6%).


    Os números do primeiro semestre, divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostram que os produtos básicos aumentaram a participação na pauta exportadora em detrimento dos manufaturados, que perderam espaço. Do lado das importações, o destaque é o crescimento das compras de bens de consumo, sobretudo de automóveis.


    O secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, avaliou que o ideal seria o aumento da participação dos manufaturados nas exportações, mas observou que não houve queda nas vendas destes produtos. “As exportações de básicos estão crescendo mais do que as de manufaturados”, explicou. A participação dos básicos subiu de 27,9% no primeiro semestre de 2006 para 30,6% em 2007. A fatia dos manufaturados caiu de 56% para 53,5%.


    “O mercado internacional está positivo para os produtos básicos. O Brasil está aproveitando o aumento dos preços, mas também tem aumentado a quantidade embarcada”, disse o secretário. Segundo Meziat, está havendo uma mudança de tendência. No ano passado, as vendas foram sustentadas pelo aumento dos preços internacionais. Neste ano, o volume embarcado está tendo peso maior.


    Os dados do ministério, que neste caso têm mês de defasagem, mostram que as exportações cresceram 10,9% em volume, de janeiro a maio, enquanto que o aumento dos preços dos produtos foi de 9,4%. “Isso significa que nós fincamos as nossas bandeirinhas no mercado internacional com o crescimento de novos clientes, novos países. Isso é uma garantia de que, mesmo que os preços se revertam, nós já teremos conquistado novas parcelas de mercado e vamos, de alguma maneira, blindar um pouco todo esse ganho já obtido”, avaliou Meziat.


    Importações de bens de consumo aumentaram 34,3% no semestre


    As compras externas de bens de consumo cresceram 34,3% no primeiro semestre. Com isso, a participação destes produtos nas importações subiu de 12,6%, em 2006, para 13,3%, neste ano. O destaque foram as importações de automóveis, que aumentaram 53,7%, principalmente do México e da Argentina. As compras de máquinas e equipamentos, por sua vez, aumentaram 24,3% e as de matérias-primas e produtos intermediários, 29,4%.


    Para o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, as importações brasileiras continuam com um perfil virtuoso, já que mais de 70% se referem a bens de capital, matérias primas e produtos intermediários.


    “As importações de bens de capital revelam investimentos e perspectivas de crescimento da economia, bem como as importações de produtos intermediários e matérias primas, e permitem que a indústria brasileira tenha produtos mais baratos e melhores. Com isso, ela pode competir internamente com os importados e, externamente, ganhar novos mercados”, disse o secretário.


    Tanto importações quanto exportações devem continuar crescendo no segundo semestre, na avaliação do governo. O ritmo, no entanto, deve ser menor porque o resultado do segundo semestre do ano passado foi expressivo, o que aumentou a base de comparação.


    Meziat não informou qual será a nova meta de exportações para este ano, mas observou que a previsão de US$ 152 bilhões já está superada, uma vez que nos últimos 12 meses as vendas externas atingiram quase US$ 150 bilhões, com alta de 19,9%. A projeção até agora em vigor previa crescimento de 10,9% em relação a 2006.


    “Estamos fazendo esta revisão com cautela, porque não sabemos o que vai acontecer ao certo no segundo semestre”, explicou Meziat.


     

     


     


     


     


     


     

  • Projeção de IPCA aumenta para 3,64%

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O mercado financeiro aumentou de 3,6% para 3,64% a projeção para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, de acordo com a pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC). A estimativa é a mais alta desde os 3,67% do início de maio. Para o economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Thadeu Filho, a expectativa poderá aumentar mais nas próximas pesquisas. “Elevamos nossas projeções de IPCA neste ano de 3,5% para 3,81% há cerca de um mês”, disse.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O mercado financeiro aumentou de 3,6% para 3,64% a projeção para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, de acordo com a pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC). A estimativa é a mais alta desde os 3,67% do início de maio. Para o economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Thadeu Filho, a expectativa poderá aumentar mais nas próximas pesquisas. “Elevamos nossas projeções de IPCA neste ano de 3,5% para 3,81% há cerca de um mês”, disse. Mesmo assim, o resultado fechado do ano ficaria abaixo da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


    Os efeitos da alta de preços dos alimentos, segundo o economista, não deverão se esgotar em junho, ao contrário do que mostram os dados da pesquisa para os demais meses do ano. “O problema é que as projeções da pesquisa demoram para ser alteradas por fatores estruturais. Elas respondem mais rapidamente aos dados da inflação efetivamente ocorrida”, comentou.


    Para 2008, a projeção do mercado para o IPCA é de 4%. Mais pessimista, o economista já trabalha com estimativa de 4,6%, percentual um pouco acima da meta central de 4,5%. “Aumentamos nossas projeções logo depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu acelerar o ritmo de corte de juros para 0,5 ponto percentual em sua última reunião”, disse.


    As previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, por sua vez, subiram de 4,30% para 4,34% na pesquisa do BC. Foi a terceira elevação consecutiva das projeções, que ainda se encontram distantes dos 4,70% estimados pelo próprio BC no Relatório de Inflação divulgado na semana passada.


    IPC-S


    Pressionada por aumentos nos preços de frutas (1,58%) e de laticínios (7,45%), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu levemente, com alta de 0,42% na última semana de junho, ante aumento de 0,40% na semana anterior. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou ontem a taxa, o próximo resultado do índice deve ser bem parecido com o divulgado ontem, visto que não há previsão de pressões novas na inflação do varejo, no curto prazo.


    De acordo com o economista da fundação e coordenador do IPC-S, André Braz, a alta nos preços das frutas decorre de influências sazonais na oferta. É o caso das elevações de preços mais intensas em mamão papaya (de 11,84% para 25,64%) e manga (de 5,54% para 14,11%). “Esses produtos sempre sobem de preço nessa época do ano”, disse o economista.