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  • STJ nega novo pedido contra Cofins

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) evitou ontem uma tentativa de ressurreição da disputa em torno da cobrança da Cofins das sociedades de prestadores de serviços. A ministra Eliana Calmon negou um pedido da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) que pretendia reabrir o caso com base em novos argumentos, ignorando o desenrolar da disputa no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-1


    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) evitou ontem uma tentativa de ressurreição da disputa em torno da cobrança da Cofins das sociedades de prestadores de serviços. A ministra Eliana Calmon negou um pedido da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) que pretendia reabrir o caso com base em novos argumentos, ignorando o desenrolar da disputa no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de demonstrar simpatia pelo pedido, a ministra indeferiu o recurso com base em questões processuais, no que foi seguida pelos demais ministros. 


    A ministra Eliana Calmon deu esperança aos advogados ao demonstrar uma tendência a adotar a tese da OAB-RJ, uma vez superado o problema da admissão do recurso. “Eu queria abstrair essa tese (da admissão do recurso) para salvar a nossa súmula, mas não consegui”, diz. E completou: “Eu quero me sensibilizar por qualquer tese”. O problema apontado pela ministra é que a nova tese não foi pré-questionada, ou seja, o acórdão alvo do recurso não abordou a proposta apresentada pela OAB. 


    A OAB-RJ defende que a isenção da Cofins das sociedades de prestadores de serviços não foi revogada pelo governo, pois isso contraria a Lei de Introdução ao novo Código Civil. Pelo Código Civil, uma lei geral – a Lei nº 9.430, de 1996 – não poderia revogar uma lei específica – a Lei Complementar nº 70, de 1991. A tese antiga era a de que a revogação do benefício pera lei ordinária iria contra o princípio da hierarquia das leis, mas o Supremo considerou o tema constitucional e reviu o caso. O julgamento no Supremo, suspenso com oito votos em favor do fisco, começou em março. Com isso, fica ameaçada a Súmula nº 276, de 2003, do STJ, citada pela ministra ontem. 


    O entendimento proferido por Eliana Calmon deve iniciar agora uma “caça” a decisões em que a nova tese tenha sido abordada nos tribunais de segunda instância. Responsável pelo caso da OAB-RJ, o advogado Marco André Dunleu Gomes reconhece que um precedente desses é raríssimo, pois a tese da hierarquia das leis estava consolidada. No caso da OAB-RJ, a nova tese nunca foi abordada pelas primeiras instâncias porque os juízes sempre deram ganho para a Ordem com base na tese da hierarquia. 


    Mas a OAB do Distrito Federal está tentando uma nova estratégia. Com decisão transitada em julgado, a OAB foi alvo de uma ação rescisória da Fazenda Nacional no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para reabrir o caso. Aceita a rescisória, a OAB recorreu pedindo a análise do caso do ponto de vista da Lei de Introdução ao Código Civil. De acordo com o presidente da comissão de assuntos tributários da OAB-DF, Jaques Veloso de Melo, com essa estratégia o TRF será agora obrigado a apreciar a nova tese – para derrubá-la ou aceitá-la – o que deve gerar o precedente ideal para o STJ. Com isso, todo o debate seria reaberto. 


    Com mais de uma centena de ações sobre o tema, o advogado paulista Rogério Aleixo teria o ambiente ideal para ter precedentes apropriados. O TRF da 3ª Região não adotava uniformemente a súmula do STJ e por isso o advogado sempre apostou na tese alternativa. Mesmo assim o TRF se recusava a apreciar a tese. Aleixo agora aposta em uma outra estratégia no STJ: ao invés de pedir que o tribunal superior aprecie a tese nova, deve tentar obrigar o tribunal local a apreciá-la. 


     




     

  • Aumenta entrada de capital especulativo

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O fluxo de capital especulativo ao Brasil aumentou quase cinco vezes nos primeiros quatro meses do ano e se tornou a principal fonte de dólares do país, segundo dados do Banco Central. Entre janeiro e abril, o total de financiamentos de curto prazo captados por bancos no exterior somou US$ 24,147 bilhões, contra US$ 4,842 bilhões nesse período de 2006.


    Os números se referem a empréstimos com prazo inferior a um ano que os bancos conseguem no mercado internacional para aplicar no Brasil.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O fluxo de capital especulativo ao Brasil aumentou quase cinco vezes nos primeiros quatro meses do ano e se tornou a principal fonte de dólares do país, segundo dados do Banco Central. Entre janeiro e abril, o total de financiamentos de curto prazo captados por bancos no exterior somou US$ 24,147 bilhões, contra US$ 4,842 bilhões nesse período de 2006.


    Os números se referem a empréstimos com prazo inferior a um ano que os bancos conseguem no mercado internacional para aplicar no Brasil. Ou seja, é um tipo de dinheiro que pode deixar o país rapidamente em caso de forte turbulência.


    Os dados indicam que, ao contrário do que defende o BC, a valorização do real está sendo influenciada pelos elevados juros do Brasil, não só por fatores como o bom desempenho da balança comercial -o volume de dinheiro de curto prazo que entrou no país entre janeiro e abril equivale a quase o dobro do saldo da balança no período.


    “Isso a entrada de capital de curto prazo tem a ver com o nível na taxa de juros, que ainda é muito alto”, disse a economista-chefe da Mellon Global Investments, Solange Srour. Ou seja, os bancos que atuam no Brasil conseguem empréstimos de curto prazo a juros baixos no exterior e podem colocar os recursos em aplicações atreladas à taxa Selic, hoje em 12% ao ano.


    Segundo Srour, o Brasil deve receber US$ 30 bilhões em empréstimos de curto prazo ao longo de 2007, o que representaria um aumento de 54% em relação a 2006. “É um valor alto, mas não acho que isso traga muito risco. Estamos falando de um fluxo total que pode chegar a US$ 75 bilhões neste ano.”


    Ainda assim, os valores registrados até agora fizeram com que o BC obrigasse os bancos a adotar limites mais rígidos nas suas operações com câmbio. Com as mudanças, anunciadas há três semanas, as instituições financeiras passaram a ter que apresentar um volume maior de capital como garantia para suas transações com dólares.


    A idéia era desestimular as operações com capitais especulativos. “O BC tomou as medidas para tornar esses capitais o menos volátil possível. Isso traz mais sustentabilidade ao balanço de pagamentos”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.


    Em outras palavras, os limites mais rígidos buscam evitar que as contas externas dependam muito de recursos de curto prazo. Por enquanto, os números disponíveis mostram que o balanço de pagamentos continua no azul, fazendo até com que o BC aumente suas projeções para este ano.


    No mês passado, a conta de transações correntes teve saldo positivo de US$ 1,821 bilhão, levando o resultado acumulado até abril a US$ 3,515 bilhões.


    Esse indicador inclui a balança comercial, a balança de serviços e rendas (pagamento de juros, gastos com viagens internacionais, despesas com fretes, entre outros itens) e as transferências unilaterais (dinheiro enviado ao Brasil por residentes no exterior e vice-versa).


    Ontem, o BC elevou de US$ 7,7 bilhões para US$ 10,7 bilhões sua projeção para o superávit em transações correntes do ano. A revisão ocorreu por causa da alta, de US$ 37 bilhões para US$ 40 bilhões, na projeção do superávit comercial.




     


     


     


     


     

  • Mantida meta de inflação em 4,5%

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou ontem a meta de inflação para 2009 em 4,5%, mantendo a margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Mas, surpreendentemente, autorizou o Banco Central (BC) a perseguir um objetivo de inflação de 4% naquele ano, adotando assim uma espécie de “meta implícita”.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou ontem a meta de inflação para 2009 em 4,5%, mantendo a margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Mas, surpreendentemente, autorizou o Banco Central (BC) a perseguir um objetivo de inflação de 4% naquele ano, adotando assim uma espécie de “meta implícita”. Na prática, a reunião do CMN de ontem, mesmo não abandonando a fixação legal do “centro matemático” de uma meta de inflação, autorizou o Banco Central a trabalhar com o intervalo para a inflação, que vai de 2,5% a 6,5%.


    A falta de clareza na explicação dessa mudança causou confusão no mercado e dificultou o entendimento sobre os reais objetivos da política monetária do governo daqui para frente.


    Mesmo sem mudar a lei da meta da inflação, a decisão do CMN mudou a forma como o sistema é atualmente usado no País. Isso porque, até agora, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dizia que o BC mirava o centro da meta ao definir sua política monetária. Todas as atas do Comitê de Política Monetária (Copom), o órgão que decide a taxa de juro, citam, como objetivo final, a obtenção da meta de inflação fixada pelo CMN.


    A decisão do Conselho Monetário atende ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que não aceitaria mais sacrifícios no combate à inflação, numa clara indicação de que queria manter a meta de inflação em 4,5%, que é a mesma válida para este ano e para 2008.


    Divergências


    Tanto o presidente Henrique Meirelles, quanto o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, eram favoráveis à redução da meta para 4%. Apenas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia os 4,5%. Numa votação, portanto, ele seria derrotado no CMN, com o placar de 2 a 1. Mas, depois da entrevista de Lula, o CMN terminou aprovando a meta de 4,5%, com a ressalva de que o BC terá de cumpri-la.


    Mantega tentou contornar as dúvidas causadas pela decisão do CMN com o argumento de que o governo preferiu deixar a meta da inflação em 4,5% para ter “graus de liberdade” para enfrentar “eventuais choques de oferta” nos próximos anos. “Não teremos duas metas, mas apenas uma, que é de 4,5%. Mas é possível e desejável que a inflação fique abaixo do centro da meta”, afirmou. “O BC deve ter como objetivo perseguir a menor inflação possível”, acrescentou.


    Foi lembrado ao ministro, durante a entrevista, que a margem de flutuação da inflação, de dois pontos percentuais para baixo da meta e para acima, tem por objetivo justamente o de acomodar eventuais choques de oferta. Mantega não respondeu. Meirelles chegou a dizer que o objetivo do BC será o de perseguir uma inflação “em torno de 4%”, que está, segundo disse, de acordo com a estimativa do mercado para 2009 e “em linha com o objetivo de longo prazo (do Conselho Monetário)”.


    O presidente do BC foi acusado recentemente por alguns críticos, entre eles o senador petista Aloizio Mercadante (PT-SP), de trabalhar com uma “meta oculta” de inflação, inferior àquela definida pelo CMN. Ontem, Meirelles disse: “Na realidade, nós estamos trabalhando com um intervalo de 2,5% a 6,5%”. Ele chegou a citar países como a Nova Zelândia e a Austrália, que também trabalham com um intervalo, sem fixar uma meta central.


    Repercussão


    A preocupação de Meirelles e Mantega ontem foi a de evitar que a decisão de fixar uma meta de 4,5% para 2009 possa repercutir negativamente e dar a impressão ao mercado de que o governo aceita uma inflação maior. “Não há uma orientação para que a inflação venha a convergir para 4,5%”, advertiu Mantega. “A decisão de hoje (ontem) não representa nenhuma mudança na política monetária”, garantiu Meirelles.


    Na defesa da tese de que a inflação do País deve ficar abaixo da meta, o presidente do BC divulgou informações segundo as quais os países passaram 55% do tempo, desde a introdução do sistema de metas, abaixo do centro e apenas 43% acima. “Existe uma tendência consagrada de que a maior parte do tempo, a inflação se localiza abaixo do centro da meta”, disse.


    Bernardo: houve “pequeno tilt” na comunicação


    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, atribuiu a repercussão negativa no mercado sobre a fixação da meta de inflação para 2009 em 4,5% a um “pequeno tilt (falha) na comunicação”.


    “Acho que nós não conseguimos nos entender. Eu achei que estava bem claro. Agora, o mercado leu as notícias de vocês (jornalistas). Não sei como vocês transmitiram”, disse o ministro, referindo-se à veiculação das informações ao longo da tarde de ontem. “Acho que vai ficar perfeitamente claro nos próximos dias”, afirmou.


    Para Paulo Bernardo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi muito prudente e parcimonioso na sua explicação. “O BC explicou bem”, defendeu. “Nós temos uma meta de 4,5% para 2009. Entretanto, a expectativa do mercado é de uma inflação de 3,7% para este ano e de 4% para 2008. Não é de se supor que o BC vai trabalhar para aumentar esta inflação que está prevista pelo mercado e que nós achamos que está em linha com que o BC está fazendo”, completou Bernardo.


    Ao ser questionado se a meta de inflação foi definida em 4,5% em função das declarações do presidente Lula, que na semana passada defendeu a manutenção da meta, o ministro negou. “Deixar uma margem para o Banco Central atuar é normal”, disse. Paulo Bernardo devolveu a crítica do mercado à medida e afirmou “que o mercado é esquizofrênico mesmo”.


     

     


     


     

  • Com renda e emprego em alta, serviços e alimentos já pressionam taxa de 2007

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-4


    A elevação dos preços de alimentos e serviços tem pressionado a inflação ao consumidor. Os cenários de curto e médio prazo ainda são benignos, mas a recomposição da renda, o aumento do emprego e a continuidade do aquecimento da demanda internacional por algumas commodities, especialmente as agrícolas, ampliam a necessidade de um monitoramento mais atento dos preços no país. 


    Nos 12 meses até maio deste ano, a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 3,2%.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-4


    A elevação dos preços de alimentos e serviços tem pressionado a inflação ao consumidor. Os cenários de curto e médio prazo ainda são benignos, mas a recomposição da renda, o aumento do emprego e a continuidade do aquecimento da demanda internacional por algumas commodities, especialmente as agrícolas, ampliam a necessidade de um monitoramento mais atento dos preços no país. 


    Nos 12 meses até maio deste ano, a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 3,2%. O índice, que mede o preços dos serviços, na mesma comparação, já avança 5% neste ano, enquanto o que reúne alimentos e bebidas, registra elevação de 4,8%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


    Enquanto o aumento dos alimentos reflete períodos de entressafra e problemas pontuais de oferta, como o caso recente do reajuste dos preços do leite, o ramo dos serviços é impulsionado especialmente pela elevação do custo de serviços pessoais, sancionada pela maior renda disponível da economia brasileira. 


    “Não são apenas choques de oferta, nem pelo lado dos alimentos, nem pelo dos serviços”, afirma Carlos Thadeu Gomes Filho, economista do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele acredita que o país está entrando em uma fase na qual a valorização do câmbio começa a ter efeitos mais limitados. 


    No caso dos serviços pessoais, por exemplo, o maior peso na estrutura de custos está na mão-de-obra e não nos materiais. É um ramo pouco beneficiado com a redução de preços trazida pelos bens importados. “Em um cenário de renda maior, quem está nesses serviços aproveita para reajustar preços e recompor margens”, diz. 


    Manter uma empregada doméstica, por exemplo, tem ficado mais caro. Com reajustes no salário mínimo acima da inflação, esse serviço ficou, nos 12 meses acumulados até maio deste ano, 12,15% mais caro. Em dezembro de 2006, esse preço registrava alta menor, de 10,75%. “Isso faz parte da recuperação da economia. É até uma inflação boa, pois distribui renda”, comenta Luis Roberto Cunha, professor de economia da PUC-Rio. 


    Para Otávio Aidar, da Rosenberg & Associados, como os índices que reajustam uma série de contratos, os IGPs, estão cada vez mais baixos por conta do câmbio, e a própria inflação ao consumidor também caminha em patamares menos elevados, a inércia nos preços é menor. A inércia inflacionária é o mecanismo pelo qual a inflação passada alimenta a futura. Com isso, a formação dos preços está cada vez mais sensível aos movimentos da demanda. Para ele, contudo, o câmbio valorizado e sem perspectivas de desvalorização, impede pressões no curto e médio prazo. 


    Por conta disso, Aidar mantém sua expectativa de inflação para o final do ano em 3,6%, sendo que os preços livres devem subir 3,55% e os administrados, 3,57%. O economista da UFRJ, por outro lado, revisou para 3,8% sua projeção para o IPCA, que antes estava em 3,5%. 


    Essas estimativas contam com um câmbio ainda bastante apreciado. No entanto, a outra âncora verde, que é a dos preços agrícolas, já não será mais tão favorável ao bolso do consumidor. O aumento dos preços dos alimentos está muito acima do verificado nos dois últimos anos. “O efeito climático e a forte demanda externa e interna elevaram o patamar de preços de alguns itens”, diz Cunha. Segundo ele, porém, essa alta não é suficiente para tirar a inflação ao consumidor do nível de 3,5% a 4% ao ano. 




     


     

  • Otimismo do consumidor com a economia desacelera em junho

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-5




    O consumidor brasileiro ainda não percebeu os efeitos do crescimento econômico. É o que mostra o resultado do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que subiu 0,6% em junho, bem abaixo da alta de 2,6% registrada em maio.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia   Página: B-5




    O consumidor brasileiro ainda não percebeu os efeitos do crescimento econômico. É o que mostra o resultado do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que subiu 0,6% em junho, bem abaixo da alta de 2,6% registrada em maio. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem o indicador, a perda de força na confiança reflete a redução de otimismo do consumidor, que ainda espera a influência do bom momento na economia brasileira nos ganhos de sua família, como melhoras no mercado de trabalho, por exemplo.


    Para cálculo do ICC, foram pesquisados 2.000 domicílios, entre 31 de maio a 21 de junho. Segundo o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da fundação, Aloisio Campelo, houve melhora nas avaliações a respeito da situação presente, e estabilidade das expectativas em relação aos próximos meses. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que subiu 1,5% em junho, ante aumento de 1% em maio; e o Índice de Expectativas, que teve elevação de 0,15% em junho, em comparação com a alta de 3,5% em maio. Esse último resultado é considerado como estabilidade pela fundação.


    Campelo considerou que o consumidor continua confiante com os rumos da economia do País, mas não houve novas notícias nesse campo que pudessem elevar ainda mais a confiança do brasileiro. ‘Não estamos em um movimento de euforia, nem de otimismo extremo, nem de satisfação extrema. É um momento de confiança moderada (do consumidor)’, disse.


    Para ele, é preciso que ocorram novas notícias para que a confiança do consumidor se eleve em níveis maiores do que os apurados até junho.


    Isso porque, mesmo com o consenso existente entre os consumidores de que a economia está no rumo certo, esse cenário ainda não impactou diretamente o consumidor. É por isso que a avaliação dos entrevistados sobre a situação financeira familiar não apresenta melhora significativa. De maio para junho, caiu de 16,4% para 15,9% a parcela dos entrevistados para a elaboração do índice que classificam como boa a sua atual situação financeira familiar.


    Entre as principais reclamações do consumidor em junho está o cenário atual no mercado de trabalho. Do total de entrevistados, 23,4% apontaram o desemprego como principal fator limitativo para situação financeira familiar; e 20,1% citaram salários baixos como obstáculo para a melhora das finanças da família. Campelo comentou que o desemprego e os salários baixos representam menor poder aquisitivo para a população.


    ‘Os consumidores, ao longo do tempo, estão vendo que o mercado de trabalho não está melhorando. Os indicadores de emprego não estão evoluindo rapidamente, e não estão com resposta favorável (para o consumidor)’, disse, acrescentando que é como se ‘o crescimento econômico não surtisse efeito na família do brasileiro.’

  • Gasto de turistas brasileiros no exterior até abril cresce 28%


    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-3


    Impulsionados pela queda do dólar, os gastos de turistas brasileiros no exterior cresceram 28% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o ano passado.


    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-3


    Impulsionados pela queda do dólar, os gastos de turistas brasileiros no exterior cresceram 28% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o ano passado. Nesse período, as despesas passaram de US$ 1,678 bilhão para US$ 2,153 bilhões.


    “Estamos observando um aumento, o que é natural, porque o câmbio valorizado e a renda mais elevada favorecem o turismo internacional”, afirma Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC e responsável pelo cálculo dessas estatísticas.


    Com o real mais forte, as viagens ao exterior ficam mais baratas para os brasileiros, embora tenham o efeito contrário no bolso dos turistas estrangeiros. Ainda assim, os gastos dos visitantes de outros países no Brasil também têm crescido, embora com menor intensidade.


    Entre janeiro e abril deste ano, as despesas dos turistas estrangeiros somaram US$ 1,72 bilhão, 10% a mais do que nos primeiros quatro meses de 2006. O BC credita esse resultado a uma melhora na estrutura existente no Brasil para receber visitantes de outros países, o que estaria compensando o efeito negativo que a queda do dólar teria sobre as receitas do turismo internacional.


    No entanto, considerando apenas o mês de abril, houve queda de 12,88% nos gastos dos turistas de fora no país em relação ao mesmo mês de 2006.


    Como os gastos dos brasileiros no exterior crescem mais rapidamente do que os dos turistas estrangeiros no Brasil, o turismo internacional acaba se tornando uma fonte cada vez mais forte de saídas de dólares, embora seu impacto nas contas externas como um todo seja reduzido. Entre janeiro e abril, o saldo dessa conta ficou negativo em US$ 433 milhões, e a estimativa do BC é que esse número chegue a US$ 1,8 bilhão.



  • Vendas de supermercados cresceram 7,8% em maio

    Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os supermercados tiveram alta real de 7,8% em maio relação ao mesmo mês de 2006.


    A cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos de largo consumo, incluindo alimentos, higiene e limpeza, registrou aumento real de 1,97% em maio, em relação ao mesmo mês de 2006, e alta de 0,58% na comparação com abril. O valor da cesta saltou para R$ 203,76.


    No acumulado do ano, as vendas somam aumento real de 6,81%, sobre os primeiros cinco meses do ano passado.

    Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os supermercados tiveram alta real de 7,8% em maio relação ao mesmo mês de 2006.


    A cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos de largo consumo, incluindo alimentos, higiene e limpeza, registrou aumento real de 1,97% em maio, em relação ao mesmo mês de 2006, e alta de 0,58% na comparação com abril. O valor da cesta saltou para R$ 203,76.


    No acumulado do ano, as vendas somam aumento real de 6,81%, sobre os primeiros cinco meses do ano passado. A Abras considera as altas como uma recuperação do setor, que registrou perdas constantes em 2006.


     

  • Suframa: área de livre comércio não deu resultado esperado

    A responsável pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Skrobot Barbosa Grosso, afirmou hoje que as áreas de livre comércio da Amazônia, criadas em 1989 com o objetivo de integrar a região ao restante do País, não alcançaram os resultados esperados.

    A responsável pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Skrobot Barbosa Grosso, afirmou hoje que as áreas de livre comércio da Amazônia, criadas em 1989 com o objetivo de integrar a região ao restante do País, não alcançaram os resultados esperados. Segundo ela, um dos motivos pode ter sido a abertura comercial do Brasil na década de 90, que fez com que esses centros deixassem de ser atrativos como pólos de compras.


    Flávia Skrobot participa da audiência pública promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional para discutir o impacto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Zona Franca de Manaus e os incentivos para as áreas de livre comércio na Amazônia.


    Produtos locais

    A superintendente quer que os atuais benefícios fiscais dados às áreas de livre comércio sejam estendidos às indústrias de produtos locais, como prevê o Projeto de Lei 2403/03, do Senado, que tramita na comissão. A proposta estende os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus a Roraima, Amapá, Acre e Rondônia e também beneficia os bens elaborados com matérias-primas provenientes da região. A Suframa defende a criação de pólos produtivos localizados integrando as áreas de livre comércio.


    Entre as obras e projetos do Programa de Aceleração ao Crescimento que beneficiam a Amazônia, Flávia Skrobot citou a conclusão da rodovia BR-163, que liga Cuiabá a Santarém; a linha de transmissão de energia Tucuruí-Manaus; e a Medida Provisória 352/07, já aprovada pela Câmara. A MP cria incentivos para a produção de equipamentos eletrônicos usados na TV digital.


    Agência Câmara, 26 de junho de 2007.




     

  • Fecomercio Rio Grande do Norte apóia movimento “Xô CPMF”

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte recebeu, no dia 18, o deputado federal Paulo Bornhausen (PFL/SC) para falar sobre o movimento “Xô CPMF”, que visa a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte recebeu, no dia 18, o deputado federal Paulo Bornhausen (PFL/SC) para falar sobre o movimento “Xô CPMF”, que visa a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. A palestra do deputado fez parte da quinta edição do projeto Brasil em Foco, que tem o objetivo de discutir com a sociedade potiguar e personalidades do cenário político e econômico nacional temas de relevância para o desenvolvimento do país.


     


    Entidades de classe, políticos, sindicatos, empresários de diversas áreas e formadores de opinião participaram da palestra. “Após esse encontro, todas as entidades de classe se reunirão com os deputados da bancada federal para que eles votem contra a prorrogação da CPMF”, afirmou o presidente da Fecomercio do Rio Grande do Norte, Marcantoni Gadelha.


     


    O vice-presidente da entidade, Marcelo Queiroz, explicou porque a Fecomercio é contra a prorrogação da contribuição: “A CPMF eleva a taxa de juros paga pelo governo, incentivando dessa forma a informalidade e onerando o contribuinte honesto já que é um imposto em cascata, cobrado diversas vezes nas etapas de circulação de um produto”. 

  • União pode cobrar restituição de IPI

    Gazeta Mercantil  Editoria: Direito Corporativo  Página: A-11 


    Contribuinte tem que restituir crédito desde 1998; decisão livra a Fazenda de esqueleto de R$ 200 bilhões. A União comemorou ontem mais uma importante vitória na disputa que trava com empresas que reivindicavam direito a crédito de Imposto Produto Industrializado (IPI) na compra de insumos tributados com alíquota zero.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Direito Corporativo  Página: A-11 


    Contribuinte tem que restituir crédito desde 1998; decisão livra a Fazenda de esqueleto de R$ 200 bilhões. A União comemorou ontem mais uma importante vitória na disputa que trava com empresas que reivindicavam direito a crédito de Imposto Produto Industrializado (IPI) na compra de insumos tributados com alíquota zero. Na sessão plenária de ontem, por 10 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a Fazenda Nacional tem o direito de cobrar a restituição dos créditos que foram compensados pelas empresas. Ou seja, pode recuperar os impostos devidos, caso a caso, desde quando -por volta de 1998- empresas obtiveram liminares na Justiça e deixaram de pagar IPI na compra de insumos tributados com alíquota zero. O montante pode ultrapassar R$ 200 bilhões, segundo cálculos do próprio governo feitos antes da decisão.


    Em fevereiro, por 6 votos a 5, o STF já tinha decidido que o setor privado não tem tal direito, pois não há como creditar um tributo que não foi pago, desmontando um esqueleto estimado em R$ 20 bilhões por ano pelo governo. E agora concluiu que, além de não ter o direito, os contribuintes terão de pagar o valor que deixou de ser recolhido com base em decisões judiciais, inclusive, do próprio STF.


    A procuradora da Fazenda, Luciana Moreira Gomes, disse ontem que não tem condições de calcular o montante que o governo pode recuperar. A decisão foi tomada no julgamento de questão de ordem levantada pelo ministro Ricardo Lewandowski, a fim de que o STF não adotasse, como regra, a restituição desses créditos com efeito retroativo.


    Segundo o ministro, seria “admissível a modulação dos efeitos das decisões do tribunal, dadas as peculiariedades de cada caso”. A tese tinha como base a Lei 9868/99, que regulamenta essa prerrogativa do STF, aplicável a ações de inconstitucionalidade e declaratórias de constitucionalidade. Mas os demais ministros consideraram que a lei não devia ser aplicada no caso de ontem, referente aos recursos extraordinários (e não ações constitucionais) de duas empresas madereiras. Foram esses recursos que, em fevereiro último, levaram o STF à decisão de que empresas não têm direito a crédito de IPI na compra de insumos tributados com alíquota zero, numa revisão de entendimento que antes benefíciava o Fisco. Esse fora derrotado no mesmo STF, em dezembro de 2002, por 9 votos a 1, quando a composição do tribunal era bem diferente da atual.


    Segundo Luiz Roberto Peroba Barbosa, do Pinheiro Neto, os contribuintes que, com base na decisão de 2002, tomaram crédito de IPI correm o risco de serem autuados e deverão pagar multa equivalente a 75% do valor compensado. “Se o contribuinte tiver liminar favorável, apenas ganhará tempo para se regularizar porque a Fazenda deverá reverter a liminar com base na decisão do STF”, diz. Barbosa afirma que a empresa com liminar que decidir restituir o IPI compensado, poderá pagar o valor sem multa. “Só se o contribuinte tiver decisão final favorável e o governo entrar com ação rescisória, o contribuinte poderá argumentar que a reversão violaria o princípio da segurança jurídica”, diz. Já Paulo Sigaud, do Felsberg , acredita que desde 2002 muitas empresas já vinham provisionando essa perda. “A empresa que tiver liminar e optar por restituir o compensado pode requerer parcelamento. Mas elas terão que desistir da ação e pagar à Receita, além do valor devido e juros, multa de mora de 20%”.


    No julgamento anterior, por 6 votos a 5, os ministros do STF decidiram que empresas não têm direito ao crédito de IPI. A reviravolta foi possível porque ministros mudaram o voto, como Marco Aurélio de Mello e Ellen Gracie. Além disso, em 2003, houve alteração na composição do plenário. Os ministros Eros Grau e Joaquim Barbosa votaram contra os contribuintes. Já Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski ratificaram os votos dos antecessores.