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  • Economia para pagar juros bate recorde



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Um aumento na arrecadação permitiu que o aperto fiscal promovido pelo setor público batesse recorde em abril. Governo federal, Estados, municípios e estatais economizaram R$ 23,5 bilhões para pagar juros de suas dívidas, maior valor já registrado desde 1991, início da série estatística do Banco Central.


    Essa economia, chamada de superávit primário, foi recorde e equivale a quase todo o investimento em obras estimado pelo governo federal para este ano, que deve ficar próximo de R$ 25 bilhões.



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Um aumento na arrecadação permitiu que o aperto fiscal promovido pelo setor público batesse recorde em abril. Governo federal, Estados, municípios e estatais economizaram R$ 23,5 bilhões para pagar juros de suas dívidas, maior valor já registrado desde 1991, início da série estatística do Banco Central.


    Essa economia, chamada de superávit primário, foi recorde e equivale a quase todo o investimento em obras estimado pelo governo federal para este ano, que deve ficar próximo de R$ 25 bilhões. Dos R$ 23,5 bilhões economizados em abril, R$ 14,9 bilhões -ou 63%- vieram do governo federal.


    Também contribuíram para o recorde as empresas estatais, que obtiveram um superávit primário de R$ 4,727 bilhões, o maior já registrado por essas companhias num mês de abril.


    De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, os resultados de abril costumam ficar acima da média devido à arrecadação de alguns tributos que comumente ocorrem nesse mês, como é o caso do Imposto de Renda de pessoas físicas. “Abril é sempre muito maior, é natural. Esse número não deve se repetir em outros meses.”


    O superávit primário recorde serviu para mudar, pelo menos por enquanto, uma característica sempre presente aos indicadores fiscais do Brasil: o aperto fiscal promovido nos primeiros quatro meses do ano conseguiu cobrir quase toda a carga de juros que incidiu sobre a dívida pública no período.


    Entre janeiro e abril, o total de juros pagos pelo setor público somou R$ 51,1 bilhões, ou 6,56% do PIB (Produto Interno Bruto). O valor é elevado -média diária de R$ 426 milhões-, mas foi quase todo coberto por um superávit primário de R$ 50,7 bilhões.


    Com a combinação desses números, foi praticamente zerado o chamado déficit nominal (diferença entre todas as receitas e todas as despesas públicas, inclusive os gastos com juros).


    Entre janeiro e abril, esse déficit ficou em R$ 405 milhões, que corresponde a 0,05% do PIB. No mesmo período de 2006, o saldo negativo foi de R$ 16,6 bilhões.


    De forma geral, os números mostram que a situação das contas públicas é mais ou menos a mesma observada recentemente: o setor público, puxado pelo governo federal, continua economizando bilhões de reais para pagar juros, e esse esforço ajuda a reduzir a dívida de União, Estados e municípios.


    Ressalvas


    Ainda assim, há algumas ressalvas em relação a esse cenário aparentemente tranqüilo. “Os números são bons, mas os problemas continuam os mesmos”, diz Alexandre Cancherini, economista do Unibanco. “Continuamos vendo um ajuste fiscal feito com base no aumento da arrecadação, e não num maior controle de gastos, e isso não se sustenta no longo prazo.”


    Segundo Cancherini, um superávit primário equivalente a 2% do PIB já seria suficiente para conter o crescimento da dívida pública -a meta do governo é economizar 3,88% do PIB neste ano. Logo, o problema não estaria no tamanho do aperto fiscal, e sim na sua composição.


    Para o economista, o ideal seria que o governo reduzisse suas despesas para, ao mesmo tempo, diminuir a carga tributária, abrindo espaço para maiores investimentos das empresas e gastos das famílias.


    Além disso, diz ele, reduções em gastos como o pagamento de aposentadorias abriria espaço para um aumento nos investimentos públicos que possam estimular a economia.


     

  • Dívida pública cai para 44,4% do PIB, o menor nível desde 1999

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-2


    Um superávit primário recorde em abril, de R$ 23,5 bilhões, e os juros em queda levaram a dívida líquida do setor público ao menor nível desde abril de 1999. Segundo o Relatório de Política Fiscal do Banco Central (BC), divulgado ontem, a dívida pública atingiu 44,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 43,7% há oito anos.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia  Página: B-2


    Um superávit primário recorde em abril, de R$ 23,5 bilhões, e os juros em queda levaram a dívida líquida do setor público ao menor nível desde abril de 1999. Segundo o Relatório de Política Fiscal do Banco Central (BC), divulgado ontem, a dívida pública atingiu 44,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 43,7% há oito anos. Em valores nominais, a dívida líquida em abril ficou em R$ 1,079 trilhão.


    O cenário fiscal positivo também contribuiu para que o setor público quase atingisse, no primeiro quadrimestre, a meta de déficit nominal zero. O déficit nominal do ano – diferença entre receitas e despesas, incluindo juros – foi de R$ 405 milhões, 0,05% do PIB. Em abril, o superávit nominal foi de R$ 11,2 bilhões, outro recorde mensal.


    A tendência, porém, é que esse resultado não se mantenha até o fim do ano porque, apesar da perspectiva de novas quedas dos juros, o superávit primário não vai continuar no nível de 6,51% do PIB (de janeiro e abril). Tanto que, considerando os dados acumulados em 12 meses, livres da sazonalidade de abril, a economia para pagamento de juros – o superávit primário – está em 4,22% do PIB e o déficit nominal, em 2,25%.


    Segundo o chefe do Departamento de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, todas as esferas – governos central, regionais e estatais – contribuíram para o desempenho de abril, normalmente um bom mês para as contas públicas, porque as receitas crescem.


    É em abril que ocorrem as declarações do Imposto de Renda da pessoa física e o governo recolhe o valor trimestral do IR da pessoa jurídica, além das compensações financeiras das estatais, que são repartidas com Estados e municípios.


    Neste ano, ainda houve a arrecadação extra de R$ 1,8 bilhão do Fundo de Telecomunicações (Fistel), que também ajudou o governo central a aumentar seu superávit primário.


    Do lado das despesas, o resultado também foi influenciado pela redução dos gastos federais com sentenças judiciais, que em março haviam sido elevados e em abril caíram substancialmente. No ano, entretanto, as despesas mantêm variação elevada, de 12,9%.


    No plano estadual, as receitas de ICMS também aumentaram 7,9% no primeiro quadrimestre, segundo o Ministério da Fazenda, ajudando os Estados a obter o melhor superávit primário do período: 1,49% do PIB. Nos municípios, o superávit foi de 0,23% do PIB, melhor que em 2006, mas inferior ao de 2005.


    Contradição


    O relatório do BC mostrou uma contradição: enquanto o indicador global de endividamento e a dívida externa caem, a dívida interna federal cresce. Em abril, a dívida mobiliária chegou a 46,3% do PIB, ante 45% no fim de 2006 e 44,1% no fim de 2005.


    Ou seja, o Tesouro vem aumentando a rolagem da dívida em títulos e o colchão de liquidez – reserva para cobrir compromissos em momentos menos favoráveis. Isso ajuda a conter eventuais pressões inflacionárias, mas reduz o ritmo de queda dos juros.


     


     


     


     


     


     


     




     


     

  • Arrecadação bate recordes, mas fisco nega carga maior

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    A arrecadação de tributos federais atingiu R$ 234,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio -novo recorde histórico.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    A arrecadação de tributos federais atingiu R$ 234,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio -novo recorde histórico. O valor é 10,8% maior que o registrado em igual período do ano passado e revela que os brasileiros pagaram R$ 1,55 bilhão em tributos em cada um dos 151 dias desses cinco meses.


    Em maio, a arrecadação cresceu 12,9% e somou R$ 45,4 bilhões, recorde histórico para os meses de maio.


    A Receita Federal nega que haja aumento da carga tributária e atribui os números à alta das importações, às decisões judiciais e à melhor dinâmica da economia.


    A despeito dos recordes seguidos de arrecadação, a avaliação da Receita é que o brasileiro tem sido agraciado com menos impostos. “Deparamo-nos com uma redução significativa da carga, seja em termos globais ou setoriais”, disse o secretário-adjunto Carlos Alberto Barreto.


    Ele citou a desoneração de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de alguns setores como exemplo.


    O professor de economia da UnB Roberto Piscitelli discorda de Barreto e diz que o peso dos tributos tem crescido por anos seguidos. Ele cita o aumento de 9% na arrecadação do IR pago no contracheque. “Esse aumento é o dobro do PIB projetado para o ano. É claro que o brasileiro vem pagando mais impostos.” Para o professor, o impacto da maior carga pode estar sendo “disfarçado” pela renda crescente.


    Os números da Receita reforçam a tese de Piscitelli. Em cinco meses, o valor obtido com o IR aumentou 14,8%, para R$ 63,3 bilhões. O que mais chama a atenção é a alta de 207% na arrecadação do IR sobre ganhos de capital na venda de bens. Ao todo, essas operações geraram receita de R$ 1,7 bilhão. Barreto diz que o órgão tem aumentado a fiscalização sobre os contribuintes que vendem imóveis e declaram valor menor para pagar menos IR.


    Importações


    Outro item que chama a atenção é o impacto das importações. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que as compras externas aumentaram 26,4% de janeiro até 17 deste mês na comparação com igual período de 2006. Essa alta fez com que o Imposto de Importação subisse 22,2%, para R$ 4,6 bilhões. Já o IPI relativo aos importados cresceu 26,7%, para R$ 2,8 bilhões.


    Barreto também destaca o crescimento mais vigoroso da economia. Ele cita o efeito na arrecadação do IPI, que aumentou 11% no período, e o IR das empresas, que cresceu 17,1%. Por fim, a arrecadação gerada por decisões judiciais favoráveis ao fisco teve alta de 323,5%. O crescimento foi gerado por depósitos judiciais e administrativos que somaram R$ 1,5 bilhão apenas em maio.


     


     

  • Redes varejistas lucram cada vez mais com oferta de serviços

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    O gasto do brasileiro com serviços privados poderá atingir R$ 160 bilhões até o ano de 2015 e abre um novo mercado para as empresas, especialmente as varejistas, que têm contato direto com o consumidor. Neste ano, as despesas das famílias com serviços privados, que incluem, por exemplo, gastos com assistência técnica, reparos de roupas, garantia estendida e seguros, entre outros, devem somar R$ 120 bilhões, ou 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    O gasto do brasileiro com serviços privados poderá atingir R$ 160 bilhões até o ano de 2015 e abre um novo mercado para as empresas, especialmente as varejistas, que têm contato direto com o consumidor. Neste ano, as despesas das famílias com serviços privados, que incluem, por exemplo, gastos com assistência técnica, reparos de roupas, garantia estendida e seguros, entre outros, devem somar R$ 120 bilhões, ou 5% do Produto Interno Bruto (PIB). De cada R$ 100 que as famílias desembolsarem, R$ 11 serão destinados a serviços privados.


    ‘Esse cálculo é muito conservador. O potencial dos serviços é maior e pode chegar a 12% do PIB em oito anos’, afirma o economista-chefe do Núcleo de Estudos e Projeções Econômicas da consultoria Gouvêa de Souza & MD, Maurício Moura. Responsável pelas projeções apresentadas ontem no 10º Fórum de Varejo da América Latina, cujo tema foi a nova era de serviços no varejo, realizado pela consultoria, Moura diz que considerou em suas projeções a taxa média de crescimento do PIB de 4,5% ao ano até 2015.


    O grande potencial desse novo filão de negócios é ratificado por uma pesquisa feita pela consultoria para avaliar os serviços do ponto de vista do consumidor. Em abril e maio deste ano, a consultoria ouviu 2.017 brasileiros das classes A, B e C nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste e constatou que o consumidor está predisposto também a comprar serviços nas lojas onde adquire produtos. De acordo com a pesquisa, 90% dos entrevistados apontaram vantagens, como praticidade, rapidez, facilidade de locomoção, entre outras, ao ‘comprar’ serviços financeiros ou de outra natureza em lojas.


    ‘O varejo tem uma grande capilaridade, com lojas muito espalhadas, o que o torna um canal estratégico para prestação de serviços’, diz o sócio sênior da consultoria, Luiz Fernando Goes. Ele argumenta que a prestação de serviço pode ser um grande negócio para o comércio que tem uma marca forte. Isso porque serviço requer credibilidade, e uma marca confiável é essencial nesse caso


    Oculto


    Para Alberto Serrentino, sócio sênior da consultoria, o varejo tem um ativo oculto que começa a ser revelado com as recentes parcerias entre comércio e bancos. Uma análise dos negócios fechados entre o varejo e o sistema financeiro na prestação de serviços nos últimos cinco anos mostra que essas transações variaram entre 40% e 100% do patrimônio líquido das empresas varejistas.


    Dados como cadastro, histórico de transações financeiras e a marca do varejo, exemplifica, são ativos que os varejistas têm em seu poder e até pouco tempo atrás desconheciam. Com essas transações, esse patrimônio oculto começa aparecer.


    Nos cálculos do diretor-geral da consultoria, Marcos Gouvêa de Souza, a incorporação de serviços ao varejo pode aumentar em cerca de 50% o valor de mercado das empresas varejistas de eletroeletrônicos, moda (lojas de departamentos) e materiais de construção.


    Nas lojas do Wal-Mart nos EUA, por exemplo, já é possível fazer uma consulta de urgência nas clínicas montadas dentro dos supermercados a um custo inferior ao de uma consulta médica. Já existem 76 clínicas espalhadas pelas lojas, cujo pronto atendimento é realizado por enfermeiros, conta o consultor.


    No Brasil, a oferta de serviços no varejo está só começando, mas já dá sinais de vigor. No Carrefour, por exemplo, a segunda maior rede de supermercados do País, a prestação de serviços respondeu no ano passado por R$ 2 bilhões de um faturamento de R$ 12,9 bilhões. ‘A participação dos serviços no faturamento será crescente e esse é um grande diferencial entre os consumidores’, afirma o diretor de serviços da rede, Alexandre Ribeiro.


     


     


     

  • Cartões ganham mais espaço

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-6


    Pesquisa divulgada ontem pela Visa International Região América Latina e Caribe aponta mais uma vez o crescimento dos meios eletrônicos de pagamento, que conquistam gradualmente o espaço ocupado pelo dinheiro e pelo cheque. O dinheiro ainda é a principal escolha na carteira do cliente (67%), mas houve queda em relação ao ano anterior (69%). Os cartões (incluindo crédito e débito) responderam por 26% dos gastos, ante 22% do ano anterior. Já os cheques foram utilizados em 2% das compras em 2006, ante 5% em 2005.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-6


    Pesquisa divulgada ontem pela Visa International Região América Latina e Caribe aponta mais uma vez o crescimento dos meios eletrônicos de pagamento, que conquistam gradualmente o espaço ocupado pelo dinheiro e pelo cheque. O dinheiro ainda é a principal escolha na carteira do cliente (67%), mas houve queda em relação ao ano anterior (69%). Os cartões (incluindo crédito e débito) responderam por 26% dos gastos, ante 22% do ano anterior. Já os cheques foram utilizados em 2% das compras em 2006, ante 5% em 2005.


    A enquete foi realizada entre os meses de agosto e setembro de 2006 junto a cerca de 800 moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Curitiba entre os 18 e 64 anos. Os entrevistados pertenciam às classes A, B, C e C-, representando algo como 43% da população brasileira.


    Em 95% das residências pesquisadas pelo menos um dos integrantes da família tem qualquer relacionamento com um banco. Oitenta e um em cada cem pesquisados têm ao menos um tipo de cartão (débito, crédito ou múltiplo), um percentual maior que os 77% registrados em 2005.


    Comparando os dados com a primeira edição da pesquisa, realizada em 1999, o crescimento é ainda mais expressivo. Os cartões eram utilizados em apenas 14% das compras (26% em 2006). Em 1999, apenas 33% dos entrevistados tinham cartões de débito, ante 72% em 2006. Nos cartões de crédito, o aumento foi de 42% para 57%, respectivamente. As compras de passagens aéreas são as que têm maior índice de uso de cartão de crédito (64% em 2006), com alta de sete pontos percentuais em relação ao ano anterior.


     

     



  • Rio Grande do Sul realiza semana olímpica

    O Sesc Campestre, localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) promovem de hoje, até o dia 24 de junho, a Semana Olímpica.


    Na programação, atividades físicas, esportivas e de reflexão destinadas a crianças, jovens, adultos e idosos. Trata-se de uma série de eventos simultâneos que enfatizam valores como a participação, a paz, a solidariedade e a integração sócio-cultural. Com a celebração da Semana Olímpica, o COB pretende propagar o caráter educacional do esporte, mobilizando as pessoas de várias cidades do País.

    O Sesc Campestre, localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) promovem de hoje, até o dia 24 de junho, a Semana Olímpica.


    Na programação, atividades físicas, esportivas e de reflexão destinadas a crianças, jovens, adultos e idosos. Trata-se de uma série de eventos simultâneos que enfatizam valores como a participação, a paz, a solidariedade e a integração sócio-cultural. Com a celebração da Semana Olímpica, o COB pretende propagar o caráter educacional do esporte, mobilizando as pessoas de várias cidades do País.


    O evento reunirá cerca de 700 crianças de escolas públicas da capital. Na ocasião, serão promovidas oficinas de badminton, judô e ginástica olímpica. Além disso, a programação conta com um jogo de basquetebol em cadeira de rodas.

  • 37% dos brasileiros acreditam em uma boa situação econômica para os próximos meses

    A confiança do consumidor brasileiro registrou queda de dois pontos em maio, passando de 132 em abril para 130. O índice, considerado otimista, é superior ao medido há um ano, quando estava em 124 pontos. O resultado foi apurado pela Ipsos Public Affairs para medir o Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos.  


     Com 143 pontos, as regiões Norte/Centro-Oeste continuam as mais otimistas da pesquisa, seguidas da região Sudeste, que manteve os 136 pontos pelo terceiro mês consecutivo. Na região Nordeste, manteve-se os 131 pontos.

    A confiança do consumidor brasileiro registrou queda de dois pontos em maio, passando de 132 em abril para 130. O índice, considerado otimista, é superior ao medido há um ano, quando estava em 124 pontos. O resultado foi apurado pela Ipsos Public Affairs para medir o Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos.  


     Com 143 pontos, as regiões Norte/Centro-Oeste continuam as mais otimistas da pesquisa, seguidas da região Sudeste, que manteve os 136 pontos pelo terceiro mês consecutivo. Na região Nordeste, manteve-se os 131 pontos. A região Sul retornou ao pessimismo, passando de 103 para 99 pontos. A pesquisa mostra que 37% da população brasileira acredita que a situação econômica de sua região para os próximos seis meses vai continuar forte, contra 17%, que estimam o contrário.


    A confiança na manutenção do emprego teve ligeiro aumento de 39% para 40% e a falta da confiança na segurança do emprego registrou uma leve queda de 28% para 27% na comparação com o mês anterior. A pesquisa resulta de mil entrevistas realizadas em 70 cidades, o que inclui nove regiões metropolitanas brasileiras.

  • Conselho de Ética vota nesta quarta-feira relatório da representação contra Renan

    Será retomada na quarta-feira (20) a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado em que será votado o relatório sobre as representação do PSOL contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, por quebra de decoro. O senador Sibá Machado (PT-AC), que preside o Conselho de Ética, explicou que o adiamento da votação, que se daria nesta terça-feira (19), deve-se à necessidade de escolher um novo relator para a representação, que também precisará de tempo para analisar todos os documentos.

    Será retomada na quarta-feira (20) a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado em que será votado o relatório sobre as representação do PSOL contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, por quebra de decoro. O senador Sibá Machado (PT-AC), que preside o Conselho de Ética, explicou que o adiamento da votação, que se daria nesta terça-feira (19), deve-se à necessidade de escolher um novo relator para a representação, que também precisará de tempo para analisar todos os documentos. O relator original do caso, senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), licenciou-se por motivos de saúde.



    Nesta segunda-feira (18), o Conselho de Ética ouviu os depoimentos de Pedro Calmon Mendes, advogado da jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha de três anos, e de Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Júnior. Os depoimentos foram requeridos na última sexta-feira (15) para que os senadores pudessem esclarecer dúvidas quanto às denúncias de que Gontijo pagaria despesas de Renan Calheiros com a pensão alimentícia da filha.



    A condução dos trabalhos coube ao senador Adelmir Santana (DEM-DF), vice-presidente do Conselho de Ética. Sibá Machado atuou como relator ad hoc (substituto). O primeiro a depor foi Pedro Calmon Mendes. Em seguida, o conselho ouviu Cláudio Gontijo.



    Ao final dos trabalhos, Sibá afirmou que aguarda a conclusão da perícia que está sendo feita pela Polícia Federal nos documentos entregues por Renan Calheiros na última sexta-feira como parte de sua defesa. O parecer sobre a documentação deve ser entregue até o meio-dia de quarta-feira.



    Em entrevista depois da reunião do Conselho de Ética, Renan Calheiros avaliou que não havia nenhuma novidade no processo e disse que, ao final, a verdade vai prevalecer.



    – Tenho absoluta convicção, e o povo brasileiro também, de que a verdade vai prevalecer – afirmou.


    Agência Senado, 18 de junho de 2007.

  • Maria do Carmo propõe embalagens biodegradáveis para preservação do meio ambiente

    Com a finalidade de proteger a qualidade do meio ambiente e da saúde humana, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) apresentou projeto de lei que determina a substituição de embalagens plásticas convencionais por recipientes biodegradáveis.



    O projeto (PLS 259/07) dispõe sobre a instituição do Programa de Substituição de Embalagens Plásticas Convencionais por Congêneres Biodegradáveis, que terá o prazo de cinco anos para sua implementação.

    Com a finalidade de proteger a qualidade do meio ambiente e da saúde humana, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) apresentou projeto de lei que determina a substituição de embalagens plásticas convencionais por recipientes biodegradáveis.



    O projeto (PLS 259/07) dispõe sobre a instituição do Programa de Substituição de Embalagens Plásticas Convencionais por Congêneres Biodegradáveis, que terá o prazo de cinco anos para sua implementação. Depois desse prazo, haverá uma avaliação oficial dos resultados do programa, para se decidir sobre sua manutenção ou sobre a adoção de modificações.



    As pessoas jurídicas de direito privado que invistam na fabricação de embalagens plásticas biodegradáveis receberão incentivos fiscais e creditícios nos termos de legislação específica, de acordo com a proposta de Maria do Carmo.



    Visando ao cumprimento da proposta, são definidas como embalagens a serem substituídas qualquer invólucro utilizado com a finalidade de acondicionar e transportar produtos e mercadorias em geral, inclusive sacos de lixo, bem como embalagens plásticas convencionais.



    O programa de que trata o projeto tem entre seus objetivos minimizar o impacto ambiental causado pela disposição final inadequada de embalagens de plásticos convencional. Também pretende incentivar o uso de produtos ambientalmente corretos e a adoção de tecnologias ambientalmente saudáveis.



    Em sua justificação, Maria do Carmo argumenta que medidas como reciclagem não são suficientes para reverter a poluição causada pelas embalagens plásticas que levam séculos para se decompor. Segundo a senadora, a solução definitiva passa pela fabricação intensiva de plásticos biodegradáveis, combinada com um programa de substituição coercitivo dessas embalagens.



    A proposta está em tramitação na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em decisão terminativa, e tem como relator o senador Valter Pereira (PMDB-MS).






    Agência Senado, 19 de junho de 2007.

  • Meirelles: nosso índice de concentração bancária não é alto

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse, em audiência pública nesta terça-feira (19) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o índice de concentração bancária no Brasil é de 45%, enquanto na Suécia é de 95%, em Portugal, de 90%, e na Suíça, de 88%. Para Meirelles, esse índice no Brasil é “relativamente baixo”. As afirmações foram feitas em resposta a indagação formulada pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) sobre fusões de grandes bancos no Brasil.


    Meirelles disse também que a economia brasileira vai bem.

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse, em audiência pública nesta terça-feira (19) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o índice de concentração bancária no Brasil é de 45%, enquanto na Suécia é de 95%, em Portugal, de 90%, e na Suíça, de 88%. Para Meirelles, esse índice no Brasil é “relativamente baixo”. As afirmações foram feitas em resposta a indagação formulada pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) sobre fusões de grandes bancos no Brasil.


    Meirelles disse também que a economia brasileira vai bem. Ele defendeu, mais uma vez, que o país deve manter baixos os índices de inflação, afirmando que países que crescem de forma sustentada são os que têm inflação baixa e estável. A tendência do crescimento econômico é aumentar quando a inflação está sob controle, explicou o presidente do Banco Central.


    A inflação baixa, destacou também preserva a renda e o poder de compra dos salários. Observou que a inflação mais baixa e sob controle aumenta o crédito e possibilita também o aumento do prazo de financiamento.


    O quadro de estabilidade de preços está sendo consolidado no Brasil, depois dos anos de altas inflacionárias no passado, afirmou. Meirelles disse também, ao mostrar gráficos aos senadores, que a taxa Selic está caindo e ficando mais estável.


    O presidente do Banco Central registrou que a previsão de crescimento para o Brasil este ano é de 4,4%. E disse que o país está com sua estabilidade muito mais consolidada, melhorando seu consumo e investimento.


    Ao responder a questionamentos de senadores, Meirelles disse que o BC não tem a função de controlar preços, mas apenas a de criar normas macroeconômicas que tragam mais transparência ao mercado.


    Meirelles foi convidado pela CAE para fazer a prestação de contas trimestral, prestar esclarecimentos sobre medidas que estão sendo tomadas pelo Banco Central para reduzir a concentração bancária e falar sobre os valores e números de tarifas bancárias criadas nos últimos anos no Brasil.


    Agência Senado, 19 de junho de 2007.