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  • CNC defende Sistema S em evento sobre os 100 dias do governo Ibaneis Rocha (DF)

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), se reuniu com empresários do comércio, da indústria e de vários segmentos produtivos da capital federal, na noite de 10 de abril, no Unique Palace, para fazer um balanço dos 100 primeiros dias de governo. 

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), se reuniu com empresários do comércio, da indústria e de vários segmentos produtivos da capital federal, na noite de 10 de abril, no Unique Palace, para fazer um balanço dos 100 primeiros dias de governo. 

    A iniciativa foi do grupo Empresários em Ação, com apoio da Fecomércio-DF, de sindicatos e de entidades do setor. O vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Valdeci de Sousa Cavalcante, representou o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, no evento. 

    Ibaneis destacou as ações que o governo do Distrito Federal realiza em prol da cidade, como o anúncio da redução da alíquota de arrecadação do ICMS e a extinção do Diferencial de Alíquota (Difal) em operações realizadas por optantes do Simples Nacional, o que beneficia toda economia. 

    O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, enfatizou que o governo local vem se esforçando para alavancar a cidade. “O governo está fazendo um trabalho em conjunto com o empresariado, o que é muito benéfico”, disse. 

    Sistema S 

    As ações do sistema S em prol da cultura, profissionalização e saúde também foram lembradas pelo governador como uma grande ferramenta de auxílio do Estado. O primeiro vice-presidente da CNC ressaltou que a entidade está disposta a investir no Sesc e no Senac de Brasília, por enxergar na capital do País uma localidade com muito potencial. “Minha permanência em Brasília tem sido constante, junto com o presidente Tadros, e tenho convicção de que as instituições do comércio podem dar uma grande alavancada nessa região”, disse Valdeci. “O Sesc e o Senac contam com mais de 830 modalidades de cursos para formar futuros comerciários e pessoas que precisam de emprego”, complementou. O vice-presidente Administrativo da CNC, Luiz Gastão Bittencourt da Silva, também marcou presença no encontro. 

    O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra-DF), Jamal Bittar, também defendeu o Sistema S. Segundo ele, o trabalho realizado por essas instituições geram conhecimento e oportunidades. “O Sistema S tem capacidade para prover ações que o estado não consegue suprir. Temos a expertise de anos de trabalho e queremos juntar forças com o executivo”, disse. 

    O encontro teve o apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF); da Federação das Indústrias (Fibra-DF); da Fundação de Apoio à Pesquisa (Fap-DF); da Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL); da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF); do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese); do Lide Empresarial; da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi); do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista-DF) e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhobar-DF). 

  • Informe Sindical 304

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    MPV nº 873/2019 e as novas regras para o pagamento da contribuição sindical – O Poder Executivo editou a Medida Provisória (MPV) nº 873/2019, publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 1º/03/2019, que alterou e revogou dispositivos, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que tratam da contribuição sindical. O principal ponto alterado pela MPV nº 873/2019 diz respeito à impossibilidade de ocorrer qualquer tipo de desconto no salário do empregado, à título de pagamento de contribuição sindical, salvo se ocorrer sua manifestação de forma prévia, voluntária, individual e expressa, autorizando o referido pagamento, que deverá ocorrer na forma escrita, conforme dicção das novas redações dos artigos 578 e 579 da CLT. Dentro desse contexto, o Poder Executivo procurou esclarecer qual seria a correta interpretação para a expressão “autorização prévia e expressa do empregado”, evitando que, no mês de março de 2019, fosse desconsiderada a manifestação individual de cada um dos trabalhadores com relação ao pagamento da contribuição sindical. A nova regra do § 1º, do art. 579, deixa bastante claro que essa autorização não pode ser tácita ou substituída por autorização assemblear, em sede de negociação coletiva ou qualquer outro tipo de meio previsto nos estatutos das entidades. Por essa razão, a norma rejeita o exercício do direito de oposição.

    Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Economia disciplinam cooperação técnica para fins de operacionalização das atividades de registro sindical – O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Economia editaram a Portaria Interministerial de nº 1, de 28 de março de 2019, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 29/03/2019, seção 1, página 80, a fim de “disciplinar cooperação técnica entre o Ministério da Economia e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para fins de operacionalização das atividades de registro sindical”. A cooperação interministerial se restringe às logísticas de espaço físico, sistemas de informática e pessoal terceirizado e se estenderá até 31 de janeiro de 2020. A cooperação entre os referidos ministérios se dará também no âmbito das superintendências regionais do Trabalho nas unidades da Federação, conforme as normas em vigor, em especial as Portarias nº 186/2008 e 326/2013, que dispõem, respectivamente, sobre o registro sindical das entidades de grau superior e dos sindicatos em geral.

     

    JURISPRUDÊNCIA

    “LEGITIMIDADE SINDICAL. OBTENÇÃO DO REGISTRO OU CARTA SINDICAL PERANTE O MINISTÉRIO DO TRABALHO. CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL.”

  • Cetur da Fecomércio-RJ alinha ações para alavancar turismo no Rio de Janeiro

    A Fecomércio-RJ realizou, em 5 de abril, o primeiro fórum do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur-RJ) de 2019. Os principais representantes da cadeia produtiva do turismo fluminense se reuniram com o objetivo de definir pautas prioritárias para o setor. O encontro estabeleceu a agenda de prioridades dos gestores do turismo durante o ano, alinhou iniciativas conjuntas para alavancar o segmento turístico nas diversas regiões do Estado. A reunião aconteceu na sede da Federação, no Flamengo, no Rio de Janeiro.

    A Fecomércio-RJ realizou, em 5 de abril, o primeiro fórum do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur-RJ) de 2019. Os principais representantes da cadeia produtiva do turismo fluminense se reuniram com o objetivo de definir pautas prioritárias para o setor. O encontro estabeleceu a agenda de prioridades dos gestores do turismo durante o ano, alinhou iniciativas conjuntas para alavancar o segmento turístico nas diversas regiões do Estado. A reunião aconteceu na sede da Federação, no Flamengo, no Rio de Janeiro.

    O presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, abriu o encontro, acompanhado do diretor da entidade Nilton Pereira e da diretora regional do Sesc-RJ, Regina Pinho, destacando o propósito do Cetur-RJ para fortalecimento e crescimento do turismo fluminense. “Este encontro tem como objetivo compartilhar a agenda em andamento, identificar as sinergias e otimizar as ações capitaneadas pelos diversos setores produtivos para juntos alcançarmos melhores resultados para o setor”, ressaltou Antonio Queiroz.

    O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower, enfatizou a urgência de conscientização do poder público sobre questões que afetam muito a estrutura do receptivo no Estado, como os altos impostos e a quantidade de postos de trabalho fechados no setor de bares e restaurantes. Segundo Blower, nos últimos três anos o Estado fechou o equivalente à metade dos postos que foram abertos no Brasil. “Enquanto o Brasil ampliou 100 mil empregos em bares e restaurantes nos últimos três anos, o Rio de Janeiro fechou 50 mil postos de trabalho apenas nesta atividade. E a maioria são jovens entre 18 e 28 anos. Com o recente aumento do ICMS, a situação deve piorar bastante”, advertiu Blower.

    Outros temas apresentados foram a desburocratização dos processos para a realização de grandes eventos no Estado do Rio; um melhor alinhamento entre os promotores de eventos e a rede hoteleira, viabilizando estadas mais longas aos visitantes; a intensificação de ações turísticas que valorizem os roteiros gastronômicos; e uma maior interlocução com os órgãos governamentais, para as reivindicações das entidades envolvidas, além do aprimoramento da segurança.

    Sistema S no turismo fluminense

    Durante o fórum, foram apresentados os projetos que já estão em prática pelo Senac-RJ, Sesc-RJ e Sebrae-RJ, como o turismo social e o de aventura. Também foram abordados temas importantes como a qualificação profissional para quadros relacionados ao setor; formação de profissionais para funções de receptivo turístico, além da inovação dos roteiros nos principais polos turísticos. O encontro também destacou roteiros turísticos que já estão formatados, mas são pouco valorizados, como turismo histórico e natural, em áreas fora dos eixos tradicionais, como a Baixada Fluminense.

    Também participaram do encontro o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio; a presidente da Abeoc-RJ, Adriana Homem de Carvalho; a presidente do Rio Convention e Visitors Bureau (Rio CVB), Sonia Chami; o presidente da Apresenta Rio, Pedro Guimarães; o presidente da seccional Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-RJ), Roberto Maciel; o presidente da Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro (FC&VBRJ), Marco Antonio Navega; o gerente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Julio Correa; e representante da Associação Carioca de Turismo de Aventura (ACTA). A próxima reunião, que tratará apenas da questão da alíquota do ICMS no Estado, deve acontecer em junho.

  • Marinho diz que é a chance de ajustar Previdência sem avançar em direitos adquiridos

    O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse na quarta-feira (10) que o Brasil terá agora a última oportunidade de fazer um ajuste no sistema previdenciário sem avançar nos direitos adquiridos de mais de 30 milhões de brasileiros.

    O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse na quarta-feira (10) que o Brasil terá agora a última oportunidade de fazer um ajuste no sistema previdenciário sem avançar nos direitos adquiridos de mais de 30 milhões de brasileiros. A afirmação foi feita durante instalação da comissão destinada a acompanhar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6/2019 que modifica o sistema de previdência social, em tramitação na Câmara.

     

    Composta por nove membros titulares e igual número de suplentes, a comissão é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) e tem como relator o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

     

    “O que nos motivou a apresentar o projeto é para que o sistema fosse justo e sustentável, ao contrário da forma como ele se encontra hoje. Nós temos um sistema previdenciário que é injusto porque poucos ganham muito e muitos ganham pouco, e é insustentável do ponto de vista fiscal”,  disse Marinho.

     

    O secretário explicou que a ideia do projeto é que, ao longo de um período de transição, funcionários públicos federais, que ganham um pouco mais do que a média da população, vão ter as mesmas regras tanto na questão de critérios de admissibilidade para a aposentadoria como para o recebimento do benefício.

     

    “Tanto no regime geral como no regime próprio, todos se aposentarão com o teto de cinco mil e oitocentos e pouco reais e com o piso do salário mínimo”,  observou.

     

    Aposentados e pensionistas

     

    Em relação ao perfil dos beneficiários do INSS, Marinho disse que há aproximadamente 30 milhões de aposentados e pensionistas no regime próprio. Cerca de 66,5% recebem até um salário mínimo e 16,9% recebem até dois salários. O contingente de brasileiros que ganham até dois salários mínimos é de 83,4%.

     

    “Essa é a realidade do nosso sistema previdenciário do País. A União pretende, no regime previdenciário e assistencial, economizar R$ 1,1 trilhão. Caso as medidas sejam aprovadas em sua integralidade, teremos R$ 329 bilhões nos próximos dez anos, em favor dos estados; e R$ 170 bilhões em favor dos municípios”,  estimou.

     

    Marinho disse que no Brasil há 71,3 milhões de pessoas potencialmente beneficiárias do INSS, o que inclui celetistas, autônomos, microempresários e trabalhadores intermitentes que estão na ativa e ainda vão se aposentar. Aqueles que estão no topo da pirâmide vão contribuir 14 vezes mais do que quem está na base, tendo em vista a regra da proporcionalidade, afirmou.

     

    Fraudes

     

    Em relação ao combate a fraudes, Marinho lembrou que há mais de 60 dias tramita no Congresso a Medida Provisória (MP) nº 871/2019, que trata especificamente do tema.

     

    “Nós esperamos R$ 9,8 bilhões no primeiro ano, como resultado de implementação dessa MP”,  disse.

     

    Marinho apontou a fragilidade do sistema previdenciário e informou que, dos R$ 712 bilhões de reais que o governo despendeu com assistência em 2018, cerca de R$ 98 bilhões estavam relacionados à judicialização.

     

    — Ou seja, foi fruto de ações judiciais em função da fragilidade do sistema. Essa situação é atacada frontalmente pela MP, que tenta corrigir uma série de impropriedades na nossa legislação e preencher vácuos jurisdicionais.

     

    Marinho ressaltou que o sistema previdenciário é deficitário, conforme atesta o próprio Tribunal de Contas da União (TCU), ao contrário do que sustentam instituições que adotam metodologias distintas, não reconhecidas pelo governo.

     

    “O nosso deficit, em 2018, é de R$ 265 bilhões de reais. A gente pode até discutir o tamanho do deficit, mas hoje há um consenso de que ele existe e há o desequilíbrio fiscal. Essa rubrica orçamentária, ao lado da questão da dívida pública, é o elemento que mais pressiona tanto o Orçamento federal como o orçamento dos estados e municípios”,  esclareceu.

     

    Rural

     

    Atualmente, disse Marinho, 53% dos brasileiros aposentam-se por tempo de serviço aos 65 anos e meio. Ele disse que é preciso separar a assistência da Previdência Social, tendo em vista que os mais pobres aposentam-se dez anos depois dos mais ricos.

     

    O secretário apontou desencontro de dados entre os beneficiários da Previdência no meio rural. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que 16% da população mora no meio rural, mas o governo registra mais de 33% de aposentados no regime geral, garantiu.

     

    “Há fragilidade do cadastro para verificação de quem efetivamente tem direito a ser segurado especial. Não está tendo rigidez necessária. Quem tem direito tem que ser alcançado, mas quem não tem direito também está sendo alcançado. Na MP 871 mudamos a forma de convalidação do tempo por sindicatos e passamos a uma declaração do próprio trabalhador rural, que vai definir o tempo que efetivamente passou na atividade rural. A ideia é que possamos tornar o cadastro livre de fraude. Na PEC fizemos mais três alterações, propondo aumento de 55 para 60 anos na idade da mulher, o aumento do tempo de contribuição de 15 para 20 anos, e o limite mínimo de contribuição por ano, que passa a ser de R$ 600,00”,  explicou.

     

    BPC

     

    Marinho também explicou as mudanças apresentadas pelo governo em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O benefício de um salário mínimo mensal é pago à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.

     

    As regras de pagamento continuariam as mesmas para as pessoas com deficiência — algo em torno de 2,5 milhões de beneficiários. Aos idosos, o governo propõe o pagamento de R$ 400,00 a partir dos 60 anos. O valor integral do benefício seria pago a partir dos 70 anos.

     

    “O BPC tem a particularidade de duas clientelas distintas. Propusemos a antecipação para os idosos e o governo deverá investir até R$ 18 bilhões para atender em torno de um milhão de pessoas”,  afirmou.

     

    Marinho explicou que o Benefício de Prestação Continuada não entra no cálculo do deficit previdenciário, visto que é suportado pela contribuição do sistema social, e não apenas pela Previdência.

     

    Militares

     

    No caso dos militares, Marinho explicou que houve aumento do tempo de contribuição, de 30 para 35 anos, e na taxa de permanência, a depender do posto.

     

    “Um general, por exemplo, vai sair aos 70 anos de idade, e a cada gradação de posto há acréscimo de tempo, o que vai permitir que o suboficial, que normalmente se reformava abaixo dos 50 anos, fique praticamente até os 58 anos de idade. Aumenta bastante o tempo de permanência da tropa dentro das Forças Armadas. Há também a cobrança às pensionistas e aos cabos e soldados — hoje isentos — da alíquota, que vai subir de 7,5 para 10,5%, acrescido de um plano de saúde que é pago pelos militares, que vai para 14%, média em que os servidores civis são remunerados”,  esclareceu.

     

    Em contrapartida, ressaltou Marinho, foi oferecido aos militares um projeto de reestruturação das carreiras das Forças Armadas, que vai custar em torno de R$ 85 bilhões, e o saldo seria de R$ 10,5 bilhões, ao longo de dez anos.

     

    Capitalização

     

    Em relação à capitalização, a PEC 6/2019 define que o tema será tratado em projeto de lei complementar futuro, o qual estabelecerá uma espécie de “colchão social”, para que nenhum brasileiro receba menos de um salário mínimo, mesmo no sistema de capitalização, a qual não será de adesão obrigatória, mas de livre escolha pelo trabalhador, disse Marinho.

     

    A possibilidade de contribuição patronal e de trabalhadores, dos entes federativos e do servidor, vedada a transferência de recursos públicos, também está prevista em lei complementar, bem como os benefícios de idade avançada, maternidade, incapacidade temporária ou permanente, morte e risco de longevidade do segurado, explicou o secretário.

     

    Cobrança de dívidas

     

    Em março, disse Marinho, o governo apresentou projeto de lei que instrumentaliza a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para que ela possa trabalhar na recuperação de dívidas contra grandes devedores — acima de R$ 15 milhões — e fazer tratativas de cunho administrativo, sem necessidade de judicialização, com devedores de dívidas de menor valor.

     

    “O nosso perfil da dívida previdenciária é hoje em torno de R$ 500 bilhões, que a gente pode dividir grosseiramente em três partes. A primeira está ajuizada em torno de R$ 170 bilhões. Há uma recuperação anual na ordem de seis a oito bilhões, em função do próprio trâmite judicial. Um terço está em processo de negociação ou ajuizamento, e o terço remanescente é irrecuperável porque é fruto de passivos de empresas que já faliram. As mais famosas são as grandes companhias aéreas do passado, alguns bancos e grandes lojas de magazines”,  explicou.

     

    Marinho disse que o projeto de reforma previdenciária leva em consideração a preservação dos direitos adquiridos e “uma máxima estabelecida que aqueles que têm a maior capacidade contributiva contribuirão com mais, e aqueles com menor capacidade contribuirão com menos, mas todos vão contribuir”.

     

    Questão demográfica

     

    O secretário disse ainda que a questão demográfica impacta diretamente a questão previdenciária. Na década de 1980, o País saiu da média de 4,1 filhos por casal para a situação atual de 1,7, que sequer repõe a população ao longo dos próximos anos, explicou.

     

    “Isso significa que nós vamos ter um envelhecimento maior da população, ao longo do tempo, e um aumento da sobrevida, que é justamente o que interessa para o cálculo atuarial. Há uma discussão na sociedade de que é necessário trabalhar com expectativas de vida diferentes em função das regiões do País, onde elas são diferentes. Só que esse dado, para efeitos previdenciários, não é o mais importante. O que nos interessa é a sobrevida. A partir dos 65 anos de idade, que é a idade de aposentadoria, a população, em média, vive hoje 18 anos e quatro meses a mais. Em 2060 deve chegar a 21 anos e dois meses. Isso é uniforme em todo o território nacional. A diferença de sobrevida do Nordeste para o Sul é de seis meses. A expectativa de vida é impactada por outros fatores, como mortalidade infantil, falta de saneamento básico e violência, que não afetam as pessoas que conseguem chegar aos 65 anos”,  considerou.

     

    O Brasil tem hoje 13,3% da população idosa, que atingirá 42,6% em 2060, fruto da questão demográfica e do aumento da expectativa de vida, disse Marinho. O deficit da Previdência pode atingir 294 bilhões, com acréscimo de R$ 30 bilhões por ano, apenas em função do pagamento de novas aposentadorias, disse.

     

    Responsabilidade previdenciária

     

    Marinho destacou que a PEC 6/2019 também prevê a criação de uma Lei de Responsabilidade Previdenciária, a qual estabelece que os estados e municípios deverão adequar-se à realidade em determinado período, sob pena de não receberem repasses. Também permitirá aos fundos previdenciários dos estados fazer correção de débito atuarial com acréscimo de alíquotas, evitando o remanejamento de recursos para esse fim, em prejuízo da educação, saúde e infraestrutura.

     

    A partir da votação da PEC, o prazo máximo de parcelamento do Refis será de 60 meses, e não mais de 240 ou 360 meses, “para evitar a roda viva feita pelos devedores contumazes”, segundo Marinho.

     

    Discussão

     

    Durante o debate com o secretário especial da Previdência, o senador Otto Alencar explicou que a comissão do Senado pretende discutir a reforma previdenciária “ponto por ponto” em diversas audiências públicas. Disse, ainda, ser fundamental “compatibilizar o aspecto fiscal com o social” em um país com tantas desigualdades como o Brasil.

     

    “Não haverá interferências da comissão nas decisões da Câmara. O que vai acontecer é o acompanhamento dos estudos preliminares que estão sendo feitos lá para, quando chegar ao Senado, termos consciência do que está acontecendo”,  esclareceu.

     

    Otto Alencar defendeu a manutenção do BPC nos moldes atuais e sugeriu ao governo fazer um cruzamento de dados com as declarações de imposto de renda como forma de combater fraudes no pagamento do benefício. O senador ressaltou ainda que muitas cidades do interior do Nordeste dependem mais dos repasses da Previdência do que do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

     

    Tasso Jereissati sugeriu a Marinho a adesão opcional ao BPC, por meio da qual o beneficiário escolheria receber R$ 400,00, aos 60 anos de idade, ou aguardar pelo pagamento integral quando alcançasse 70 anos.

     

    A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu a necessidade da reforma, mas ressaltou que a parcela mais desprotegida da população precisa contar com a ajuda do governo para a sua sobrevivência.

     

    “O governo deveria flexibilizar na questão do BPC e do rural, na alteração da idade da mulher do campo e do tempo de contribuição. Tem muita dificuldade para a população mais pobre do País. Se o governo flexibilizar alguns pontos, teremos uma Previdência mais compatível com o País”,  considerou.

     

    A senadora Simone Tebet (MDB-MS) avaliou que as mulheres estão sendo duplamente penalizadas com a reforma da Previdência, tendo em vista o aumento do tempo da contribuição em cinco anos e da idade de aposentadoria em dois anos.

     

    O senador Cid Gomes (PDT-CE), por sua vez, criticou a reforma da Previdência, que classificou de “remendo em câmara de ar velha e ultrapassada, que é o nosso modelo de repartição, tratando de parametrizações de tempo de contribuição, idade mínima e percentuais de contribuição”.

     

    “Isso vai adiar a necessidade de se alterar e mexer de novo as parametrizações, pois a população tem ampliado o tempo de sobrevida em função da medicina e até melhoramentos genéticos. Preocupa-me dar crédito de confiança a um governo profundamente ideológico, com ministros exóticos que têm preconceitos e posições muito claras em relação à visão da economia. Hoje, o deficit no regime geral de Previdência Social é muito em função de remendos no modelo de repartição”,  afirmou.

     

    Cid Gomes defendeu a taxação sobre lucros e dividendos, bem como a implantação de um novo modelo de Previdência e a tributação dos bancos, que registram “lucros exorbitantes e recordes em todos os anos”, segundo o senador.

     

    “O poder econômico dos bancos sustenta o poder político. Precisamos mudar o sistema de Previdência, mas temos que mudar de fato, do modelo de repartição para o modelo de capitalização”,  afirmou.

     

    Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que “há certezas e muitas dúvidas” em relação à reforma da Previdência.

     

    “O Brasil precisa de uma reforma que tenha aspectos fiscais e sociais. Há que se ter uma rede de proteção social. É importante que o Brasil tenha consciência disso”,  concluiu.

     

     

     

  • Plenário rejeita envio do projeto que restringe propaganda de cigarro para a CRA

    O Plenário do Senado decidiu, na quarta-feira (10), rejeitar o envio do projeto que amplia medidas contra o tabagismo (PLS 769/2015) para a análise da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Assim, o projeto será analisado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa, como era previsto.

    O Plenário do Senado decidiu, na quarta-feira (10), rejeitar o envio do projeto que amplia medidas contra o tabagismo (PLS 769/2015) para a análise da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Assim, o projeto será analisado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa, como era previsto.

     

    A matéria já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) no dia 20 de março e seguiria para a análise final na CCJ. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), porém, apresentou um requerimento em Plenário, pedindo para que a matéria fosse também apreciada pela CRA.

     

    Do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto aumenta as restrições à propaganda, à venda e ao consumo de cigarros e outros produtos de tabaco. Serra afirmou que o projeto luta pela saúde e também pela economia, já que o Brasil gasta bilhões de reais com os problemas de saúde decorrentes do uso do tabaco. Ao pedir voto contrário ao requerimento, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) registrou que nenhuma indústria pode estar acima da saúde pública.

     

    Na mesma linha, a senadora Eliziane Gama (PPS-MA) lembrou que o impacto dos gastos com problema de saúde é enorme e que o consumo do cigarro deve ser dificultado. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também pediu a rejeição do requerimento. Para ele, o esforço para reduzir o número de fumantes é louvável.

     

    Os senadores Carlos Viana (PSD-MG), Zenaide Maia (Pros-RN) e Eduardo Girão (Pode-CE) também manifestaram apoio ao projeto de Serra e contra o requerimento de Heinze. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) destacou que o projeto não proíbe a produção do tabaco, mas dificulta a publicidade do produto. Ela lembrou que seu pai, o ex-senador Ramez Tebet (1936-2006), morreu em decorrência de um câncer causado pelo cigarro.

     

    “No Brasil, há 60 mil mortes violentas anuais, mas o cigarro mata mais de 160 mil brasileiros por ano”,  afirmou a senadora.

     

    Produtores


    Heinze disse que a matéria é importante tanto do ponto de vista econômico quanto social, pois cerca de 80 mil famílias trabalham com o plantio do fumo, principalmente na Região Sul. Ele disse que não há atividade que possa substituir a produção do tabaco dessas famílias. Heinze também argumentou que medidas que limitam a propaganda ajudariam a aumentar o contrabando de cigarro. Conforme o senador, o Brasil arrecada entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões de impostos e um valor próximo disso deixa de ser arrecadado devido aos cigarros que entram ilegalmente no país.

     

    “Eu não fumo e não recomendo que fumem, mas não é possível jogar no lixo uma atividade dessa. É uma atividade que movimenta cerca de 2 milhões de trabalhadores no Brasil”,  afirmou.

     

    O senador Otto Alencar (PSD-BA) manifestou apoio ao requerimento. Ele disse que a decisão de enviar a matéria à CRA é razoável, pela possibilidade de “ouvir o outro lado”. Após o requerimento ser rejeitado na votação simbólica, Otto e outros senadores apoiaram o pedido de verificação — quando os senadores têm que registrar o voto pelo painel eletrônico. Levado à votação, no entanto, o requerimento foi mais uma vez rejeitado, por 34 votos a 10.

  • CCJ inicia debate sobre reforma da Previdência na segunda

    Deputados da Comissão de Constituição e Justiça e líderes partidários definiram, em reunião com o presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), os procedimentos para a votação da reforma da Previdência (PEC 6/19) na próxima semana.

     

    Deputados da Comissão de Constituição e Justiça e líderes partidários definiram, em reunião com o presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), os procedimentos para a votação da reforma da Previdência (PEC 6/19) na próxima semana.

     

    Ontem relator da reforma, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), recomendou a aprovação da reforma.

     

    Debate na segunda

     

    Na segunda-feira (15), será convocada uma reunião extraordinária da comissão para iniciar o debate, a partir das 14 horas.

     

    O tempo de fala de cada parlamentar foi reduzido para permitir que mais deputados falem. Assim, os membros da CCJ terão dez minutos, e os não membros terão cinco minutos cada, limitados ao máximo de 20 deputados não membros.

     

    Votação na terça

     

    Segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), a ideia é fazer a discussão na segunda-feira, mesmo que o debate avance pela madrugada, e votar o texto já na terça-feira (16), por causa do feriado da Semana Santa, que encurtará a semana de trabalhos na Câmara. “A gente não quer correr o risco de não ter quórum por causa do feriado”, afirmou Hasselmann.

     

     

    O vice-líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), no entanto, ressaltou que não há acordo para a votação da proposta. “Inclusive vários partidos, como o PT e o PDT, apresentarão voto em separado”, informou.

  • Subcomissão vai estudar sugestões para reforma tributária

    A Comissão de Finanças de Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que pedia a criação de uma subcomissão para avaliar e propor sugestões para a reforma tributária no Brasil.

    A Comissão de Finanças de Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que pedia a criação de uma subcomissão para avaliar e propor sugestões para a reforma tributária no Brasil.

     

    “A grande dificuldade de uma reforma tributária será aliar os interesses das três partes que compõem a arrecadação fiscal no Brasil: os contribuintes, que não aguentam mais a alta carga tributária; o governo federal, que precisa aumentar a arrecadação; e estados e municípios, que não podem abrir mão de suas atuais receitas”, avalia Miranda.

     

    Subcomissões

     

    De acordo com o Regimento Interno da Câmara, cada comissão pode ter até três subcomissões permanentes e três especiais, em funcionamento simultâneo.

     

    Esses colegiados não têm poder decisório, e o número de seus integrantes é definido pelo plenário de cada comissão.

  • Medida provisória compromete a proteção de dados pessoais, dizem especialistas

    A Medida Provisória nº 869/18, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 2018), foi considerada um retrocesso por especialistas que participaram de audiência pública na quarta-feira (10) na comissão mista que analisa a MP. Para eles, a medida compromete os princípios da legislação sancionada no ano passado.

    A Medida Provisória nº 869/18, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 2018), foi considerada um retrocesso por especialistas que participaram de audiência pública na quarta-feira (10) na comissão mista que analisa a MP. Para eles, a medida compromete os princípios da legislação sancionada no ano passado.

     

    A MP 869/2018 revogou alguns dispositivos da lei, como a obrigatoriedade de prestar contas sobre o uso de dados pessoais coletados de cidadãos em algumas situações e a vedação ao compartilhamento de determinados bancos de dados com o setor privado.

     

    Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, afirmou que a medida provisória flexibilizou a legislação quanto às obrigações do Estado de tal forma que “podemos dizer que não temos mais” uma norma de proteção de dados pessoais.


    “Justamente pela assimetria de poder que tem com relação ao cidadão, o poder público precisa ter ainda responsabilidade de usar esses dados para os fins de interesse público e para os objetivos para os quais eles foram coletados. Não pode haver desvio de função”, disse.

     

    Para Bruno Bioni, fundador do instituto Data Privacy Brasil, algumas iniciativas da MP fazem retroceder o debate em relação à proteção de dados pessoais. Ele explicou que, sem um marco legal sólido, princípios fundamentais da relação do cidadão com o Estado ficam comprometidos.

     

    “Precisamos estabelecer regras e práticas informacionais justas porque, caso contrário, geramos uma paralisia. O cidadão não vai ter mais confiança para trocar dados com o gestor público. Isso gera prejuízos para a sociedade como um todo”, afirmou.

     

    Segurança

     

    O coordenador estratégico de Gestão de Segurança dos Ativos da Informação do Serpro, Ulysses Machado, rebateu a afirmação. Ele disse que a empresa está ciente da venda de bases de dados sob sua responsabilidade, mas salientou que isso é decorrência de “atividades ilegais”, que têm sido combatidas.

     

    Machado afirmou que o Serpro adota práticas de segurança que estão à frente de convenções internacionais e da própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e destacou que a empresa tem 55 anos de atuação reconhecida. Ele defendeu um “equilíbrio na lei”, que contribua para a eficiência da gestão.

     

    “Dados pessoais devem ser protegidos, mas o fluxo da informação também deve alimentar a economia e a organização do Estado”, disse.


    Autoridade


    A medida provisória em discussão também cria a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão da administração pública responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. O órgão deverá elaborar regulamentos específicos para o tratamento de dados no âmbito do governo.

     

    Moises Dionísio da Silva, coordenador-geral de Contrainteligência da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, disse que a ANPD precisa ser estabelecida “o mais rápido possível”. Ele explicou que dados estratégicos e sensíveis à segurança nacional estão vulneráveis enquanto não existir uma entidade responsável pela normatização da sua operação.


    Comissão

     

    A comissão que analisa a MP 869/2018 é presidida pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO). A medida provisória já recebeu 176 emendas. A audiência pública de quarta-feira foi a segunda de uma série de quatro programadas pelo relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). O relatório deve ser apresentado no próximo dia 23.

  • Regulamentação da profissão de educador social é aprovada na CAS

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou em decisão final, na quarta-feira (10), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 328/2015, que regulamenta a profissão de educador social. A proposta já foi aprovada pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). O senador Paulo Paim (PT-RS) foi relator em todos os colegiados.

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou em decisão final, na quarta-feira (10), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 328/2015, que regulamenta a profissão de educador social. A proposta já foi aprovada pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE). O senador Paulo Paim (PT-RS) foi relator em todos os colegiados.

     

    De autoria do senador Telmário Mota (Pros-RR), o PLS 328/2015 foi modificado por emendas de Paim. Ao definir o campo de atuação dos educadores sociais, uma das emendas procurou deixar claro que os profissionais devem exercer ações de educação e mediação no campo dos direitos e deveres humanos, da justiça social e do exercício da cidadania.

     

    Essa emenda também definiu como alvo da atenção dos educadores pessoas de “qualquer classe social, sexo, etnia, cultura, nacionalidade e outras, por meio de promoção cultural, política e cívica”. O alcance do PLS 328/2015 era restrito, originalmente, ao atendimento a segmentos sujeitos a risco de violências ou socialmente excluídos, como mulheres, crianças e adolescentes, negros, indígenas e homossexuais.

     

    Paim explicou, no parecer, que essa mudança no público-alvo do atendimento foi sugerida por profissionais e entidades que atuam na área. Ainda segundo o relator, ao se imprimir caráter universal aos atendimentos feitos pelos educadores sociais, sua emenda ampliou as próprias possibilidades de exercício profissional da categoria.

     

    Nível superior


    Outra emenda apresentada por Paim exige nível superior para quem ingressar na carreira após a transformação do projeto em lei. Mas admite nível médio como escolaridade mínima para os educadores que já estiverem em atuação na data de publicação da norma.

     

    Por fim, a terceira emenda tratou de excluir da proposta obrigações atribuídas a estados e municípios, como a imposição do uso da denominação “educador social” para os profissionais já envolvidos nesse campo de atividade. O texto original ainda determinava que estados e municípios criassem e preenchessem cargos públicos de educador social, além de elaborar planos de cargos, carreira e de remuneração da nova profissão. Tais medidas foram excluídas pelo relator por afetar a autonomia das unidades federadas, sendo, portanto, inconstitucionais.

     

    O PLS 328/2015 segue para a Câmara dos Deputados.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 064/2019

    DESTAQUES:

    Sancionada lei alterando dispositivos do cadastro positivo

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de abril de 2019

    INSS disciplina procedimentos rotinas para combate a irregularidades em benefícios previdenciários

    Publicada Chamada Pública visando habilitar pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, incluindo sociedades empresárias (empresas), associações, entidades filantrópicas e entidades sindicais, que exerçam atividade de intermediação de mão de obra, para o compartilhamento do banco de dados do SINE

    DESTAQUES:

    Sancionada lei alterando dispositivos do cadastro positivo

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    Publicada Chamada Pública visando habilitar pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, incluindo sociedades empresárias (empresas), associações, entidades filantrópicas e entidades sindicais, que exerçam atividade de intermediação de mão de obra, para o compartilhamento do banco de dados do SINE