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  • Relator apresenta hoje parecer à reforma da Previdência

    O relator da reforma da Previdência (PEC nº 6/2019), deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresenta hoje (9) seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O colegiado analisa apenas a admissibilidade do texto, o mérito será discutido por uma comissão especial.

    O texto é polêmico e divide opiniões desde sua edição. No mês passado, 13 partidos apresentaram um documento em que se posicionam contra a proposta do Executivo, devido aos eventuais impactos especialmente nos pequenos municípios.

    O relator da reforma da Previdência (PEC nº 6/2019), deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresenta hoje (9) seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O colegiado analisa apenas a admissibilidade do texto, o mérito será discutido por uma comissão especial.

    O texto é polêmico e divide opiniões desde sua edição. No mês passado, 13 partidos apresentaram um documento em que se posicionam contra a proposta do Executivo, devido aos eventuais impactos especialmente nos pequenos municípios.

    Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi à CCJ defender a reforma. Ele comparou o sistema de repartição simples – em vigor hoje e no qual os trabalhadores pagam os benefícios dos aposentados – a um avião sem combustível que se dirige para alto-mar. Guedes disse que o atual sistema previdenciário “está condenado”, mas reconheceu que cabe ao Congresso definir os pontos que permanecerão no texto da reforma da Previdência.

    Já o secretário-especial-adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse que a reforma vai reduzir o ritmo das despesas, mas não vai resolver os problemas fiscais. E o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho, anunciou que a entidade prepara uma greve nacional dos professores para 15 de maio se a PEC 6/19 for aprovada pela CCJ.

    A CCJ reúne-se às 14h30, no plenário 1.

  • Frente em defesa do ensino técnico será lançada hoje

    Será lançada nesta tarde a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante, sob coordenação do deputado Giovani Cherini (PR-RS).

    Composto por 218 deputados e 14 senadores, o grupo apoiará, entre outros temas, a criação de cursos nas áreas de agropecuária e industrial nessas modalidades de ensino.

    A solenidade ocorrerá no auditório Freitas Nobre, a partir das 13 horas.

    Será lançada nesta tarde a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante, sob coordenação do deputado Giovani Cherini (PR-RS).

    Composto por 218 deputados e 14 senadores, o grupo apoiará, entre outros temas, a criação de cursos nas áreas de agropecuária e industrial nessas modalidades de ensino.

    A solenidade ocorrerá no auditório Freitas Nobre, a partir das 13 horas.

  • José Roberto Tadros participa de sanção da Lei do Cadastro Positivo

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Roberto Tadros, participou no dia 8 de abril, em Brasília, da sanção do Cadastro Positivo, iniciativa que deve beneficiar os pequenos negócios e reduzir o custo do crédito no País. A cerimônia, no Palácio do Planalto, foi conduzida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. 

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Roberto Tadros, participou no dia 8 de abril, em Brasília, da sanção do Cadastro Positivo, iniciativa que deve beneficiar os pequenos negócios e reduzir o custo do crédito no País. A cerimônia, no Palácio do Planalto, foi conduzida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. 

    A lei torna automática a adesão dos brasileiros ao banco de dados que já existe desde 2011, reunindo informações sobre o histórico de crédito dos consumidores (pessoas físicas e jurídicas). A proposta, que estabelece pontuações para quem mantém as contas em dia, deve facilitar a concessão de financiamentos e, consequentemente, diminuir juros. Atualmente, segundo dados do Sebrae, o sistema contém dados de aproximadamente 6 milhões de clientes e deve receber o cadastro de 110 milhões de pessoas. 

    Ainda de acordo com o Sebrae, uma estimativa das entidades que compõem a Frente do Cadastro Positivo mostra que as alterações efetuadas no sistema podem injetar, a médio prazo, até R$ 1,1 trilhão na economia, promover um aumento de R$ 790 bilhões (12% do PIB) na geração de negócios e incluir 22 milhões de pessoas no mercado de crédito. O potencial de contribuição do Cadastro Positivo para a expansão do mercado de crédito já foi comprovado em países como a Bélgica, Estados Unidos, México e Reino Unido.

     

  • Guedes e Maia fazem palestra no evento “E Agora, Brasil?”

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foram os palestrantes hoje (08/04) do evento “E agora, Brasil?”, realizado em Brasília, pelos jornais O Globo e Valor Econômico, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na presença do presidente José Roberto Tadros e outros dirigentes da entidade, ambos falaram sobre temas como a reforma da Previdência, o ajuste nas contas públicas e os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foram os palestrantes hoje (08/04) do evento “E agora, Brasil?”, realizado em Brasília, pelos jornais O Globo e Valor Econômico, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na presença do presidente José Roberto Tadros e outros dirigentes da entidade, ambos falaram sobre temas como a reforma da Previdência, o ajuste nas contas públicas e os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro.

    Paulo Guedes fez uma análise da situação econômica do País desde a redemocratização. Para ele, há um grande vilão desde então: o descontrole dos gastos públicos. “Esse descontrole causou inflação e juros altos. Além disso, o governo gasta muito e gasta mal”, afirmou.

    Ao analisar a situação da Previdência Social, o ministro declarou que o Brasil ainda não envelheceu “e já quebrou a Previdência. O excesso de gastos degenerou a democracia e a economia”.

    Segundo Paulo Guedes, a solução para o necessário equilíbrio fiscal é a reforma da Previdência, que deverá vir acompanhada da redução da dívida e dos juros dessa dívida e da melhora da estrutura e do funcionamento da máquina pública. “Vamos gerar um caixa forte este ano e, no ano que vem, mudar estruturalmente com as reformas.”

    Merval Pereira, Miriam Leitão, Paulo Guedes, José Roberto Tadros e Rodrigo Maia

    Guedes entende que a queda na popularidade, mostrada em pesquisa no final de semana, não vai paralisar o governo. “O governo foi eleito de forma legítima para fazer as coisas que defendeu na campanha. A reforma da Previdência é uma delas.”

    Na avaliação do ministro da Economia, a coordenação da reforma da Previdência está em excelentes mãos. “Não me considero coordenador político de nada. Sou um defensor de ideias e ações no campo econômico”, concluiu.

    Questão fiscal

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, garantiu que a Casa nunca chegará a ser um problema para a questão fiscal. Segundo ele, “as corporações capturaram o orçamento. O Congresso Nacional precisa restabelecer o controle, em nome de toda a sociedade”.

    A reforma da Previdência é fundamental e um tema que me empolga. Mas não há como falar em prazo. Como presidente da Câmara, estarei pronto para colocar na pauta quando o governo entender que é o momento.

    O grande desafio, na sua opinião, são as reformas estruturais. “Está na hora de um grande debate envolvendo o governo, governadores, prefeitos. Só assim vai ser possível avançar.”

    Tadros

    O presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirmou que o evento “E agora, Brasil?” é um espaço de debates que trata de temas relevantes do País com aqueles que têm protagonismo nas diversas áreas. Para ele, a presença do ministro Paulo Guedes e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mostram a importância dessa iniciativa da Confederação.

    “A CNC participa deste projeto editorial dos jornais O Globo e Valor Econômico desde o início, como mais uma forma de contribuir para o melhor encaminhamento das questões urgentes que precisam ser tratadas pela sociedade brasileira. É o caso da reforma da Previdência, tão bem defendida hoje pelos dois palestrantes.”

  • “E Agora, Brasil?” avalia os 100 primeiros dias do governo federal

    O “E Agora, Brasil?”, evento dos jornais O Globo e Valor Econômico, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebe hoje, dia 8 de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para fazer uma avaliação dos primeiros 100 dias do governo federal. O evento está sendo realizado em Brasília.

    O “E Agora, Brasil?”, evento dos jornais O Globo e Valor Econômico, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebe hoje, dia 8 de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para fazer uma avaliação dos primeiros 100 dias do governo federal. O evento está sendo realizado em Brasília.

    O ministro Paulo Guedes fez uma análise da situação econômica do País desde a redemocratização. Para ele um dos grandes vilões da economia é o descontrole dos gastos públicos. “O excesso de gastos degenerou a democracia e a economia”, afirmou.

    “Vamos gerar um caixa forte este ano e, no ano que vem mudar estruturalmente com as reformas”, defendeu o ministro da Economia.

    Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a Câmara não chegará a ser um problema para a questão fiscal. “As corporações capturaram o orçamento. O Congresso precisa restabelecer o controle em nome de toda a sociedade”, disse.

    “O grande desafio são as reformas estruturais. Está na hora de um grande debate envolvendo o governo, governadores e prefeitos. Só assim vai ser possível avançar”, acredita o presidente da Câmara dos Deputados.

    O presidente da CNC, José Roberto Tadros, presente no evento, falou sobre a importância de todos os entes públicos e também da iniciativa privada participar da solução para que o país volte a crescer. “O E Agora, Brasil? é um espaço de debates que trata os temas relevantes do país com aqueles que tem protagonismo nas diversas áreas. A presença do ministro Paulo Guedes e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mostram a importância deste evento. A CNC participa deste projeto editorial do jornal O Globo desde o início, como mais uma forma de contribuir para o melhor o encaminhamento das questões urgentes que precisam ser tratadas pela sociedade brasileira. Como é o caso da reforma da Previdência, tão bem defendida hoje aqui, pelos dois convidados”, concluiu o presidente da CNC.

  • Informe Representações 536

    Assessoria de Gestão das Representações 08/04/2019 – nº 536

     

    MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (MDR)

    Agência Nacional de Águas (ANA)

    Assessoria de Gestão das Representações 08/04/2019 – nº 536

     

    MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (MDR)

    Agência Nacional de Águas (ANA)

    A Agência Nacional de Águas (ANA) publicou, no dia 25 de março, a abertura da Audiência Pública nº 01/2019, modalidade não presencial, com o objetivo de obter contribuições e subsídios para a minuta de resolução que trata dos procedimentos operacionais da cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União.

    As contribuições e sugestões fundamentadas poderão ser enviadas até o dia 2 de junho pela plataforma eletrônica disponível.

    Mais informações pelo e-mail audienciapublica@ana.gov.br

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

     (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.org.br

  • Boletim Informativo Diário (BID) 063/2019

    DESTAQUES:

    ANP regulamenta a exportação e importação de combustíveis

    Nomeado o novo Ministro de Estado da Educação

    DESTAQUES:

    ANP regulamenta a exportação e importação de combustíveis

    Nomeado o novo Ministro de Estado da Educação

  • Sistema de capitalização da Previdência gera questionamentos em audiências da CCJ

    As audiências públicas feitas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com juristas deram mais detalhes sobre o que será o sistema de capitalização imaginado pelo governo.

    As audiências públicas feitas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com juristas deram mais detalhes sobre o que será o sistema de capitalização imaginado pelo governo. A reforma da Previdência (PEC 6/19) autoriza a criação do novo sistema, que será regulamentado por lei complementar.

     

    A ideia é que o novo modelo, de contas individuais, substitua gradualmente o sistema atual, de repartição. Atualmente, o sistema é chamado de solidário porque quem contribui hoje está pagando os benefícios de quem já está aposentado. O valor é dado por uma média dos salários de contribuição.

     

    No novo sistema, cada um contribui para si. O valor depende de quanto a pessoa acumulou. O sistema calcularia qual valor mensal é possível garantir com o montante em função do tempo que a pessoa ainda poderá viver.

     

    Na CCJ, os deputados abordaram os especialistas com várias perguntas. O deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), por exemplo, mostrou preocupação com a questão demográfica. “O sistema de repartição vai aguentar daqui a alguns anos? Talvez tenha que ter a capitalização mesmo, mas as contas se sustentam sozinhas? Vai ter contribuição patronal? Ou fica só com a contribuição individual?”, questionou.

     

    Já a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) ressaltou que o sistema atual é solidário e de repartição. “Os trabalhadores atuais pagam hoje para o sistema de benefícios atuais. Se eu tiro os trabalhadores atuais do sistema de repartição e de solidariedade e os coloco na capitalização, cada um vai ser responsável pela sua previdência. E quem vai pagar os benefícios da atualidade? De onde sairá o dinheiro?”, perguntou.

     

    Possibilidade de escolha

     

    O ministro Paulo Guedes tem afirmado que os jovens poderão escolher entre os dois sistemas. Se a escolha for maciça pelo sistema de capitalização, o sistema antigo seria custeado pela própria economia gerada pela reforma da Previdência.

     

    “Entre os contemporâneos, vamos fazer a transição. Tem um custo de transição? Tem. Por isso que eu preciso desse R$ 1 trilhão [economia prevista com a reforma da Previdência]. Esse trilhão bota gasolina no tanque. Porque, para os jovens que começarem a migrar para o sistema novo, a perda é muito pequena. Você tem o suficiente para essa geração nova criar um novo mundo para eles sem abandonar a turma daqui”, disse Guedes.

     

    O secretário adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, acrescentou que o sistema novo ainda poderá ser usado para custear o sistema antigo. “Ele vai ter sua conta e seu valor individualizado. Mas o dinheiro da conta pode ser usado para retroalimentar os outros sistemas”, declarou.

     

    Isso aconteceria porque a ideia é que o dinheiro da capitalização seja registrado em nome de cada trabalhador, mas não necessariamente ficaria em uma conta física, como em uma poupança. É a chamada capitalização “nocional”.

     

    Valor mínimo

     

    Em outro momento, porém, Paulo Guedes afirmou que também será garantido um valor mínimo para o trabalhador no futuro, caso a capitalização não renda conforme o esperado.

     

    O ministro lembrou que alguns países voltaram atrás na capitalização por conta disso. “Podemos perder a solidariedade? Não. Então bota o nocional aí. Se a capitalização não for potente o suficiente, bota o nocional. Sabe por que que, dos 30 países que lançaram, 18 saíram? Porque, como teve o crash lá fora, os juros caíram para zero. Os juros ficaram 10 anos, 15 anos em zero. Claro, pode acontecer aqui. Se acontecer aqui, a gente bota a camada de proteção e acabou.”

     

    Contribuição patronal

     

    Sobre a manutenção ou não da contribuição patronal, Paulo Guedes explicou que a ideia é acabar com ela tanto no sistema novo quanto no antigo e substituir por outras fontes.

     

    “Nós vamos tentar trocar de base de tributação. E, quando a gente começou a falar que ia tributar transação financeira, começou a [ter reclamações]. Nós não gostamos, e eu anuncio sempre. Nós não gostamos de incidências sobre folha de pagamentos”, disse o ministro.

     

    O assessor especial da Presidência da República, Arthur Bragança, disse que o sistema de capitalização permitirá ao trabalhador escolher como o seu dinheiro vai render.

     

    “Cada um que contribuir vai poder puxar o seu extratinho e ver o quanto já contribuiu. E aí o governo vai falar assim: você contribuiu com tanto e o seu benefício vai estar refletido nessa contribuição. E vai poder escolher como render esse dinheiro. Uma plataforma similar ao Tesouro Direto. A ideia é não cobrar taxa de administração e dar inclusive isenções tributárias para incentivar. Como acontece no resto do planeta”, explicou.

     

    Alguns juristas classificaram a capitalização como inconstitucional por ferir princípios fundamentais, como o da construção de uma sociedade solidária.

  • Remédios podem passar a ter venda fracionada obrigatória

    A venda fracionada de remédios pode se tornar obrigatória. O projeto que trata do assunto (PLS 98/2017) está na pauta da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), que tem reunião marcada para a próxima terça-feira (9), às 11h30. Se aprovado na CTFC, o projeto seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

    A venda fracionada de remédios pode se tornar obrigatória. O projeto que trata do assunto (PLS 98/2017) está na pauta da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), que tem reunião marcada para a próxima terça-feira (9), às 11h30. Se aprovado na CTFC, o projeto seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

     

    O projeto, da senadora Rose de Freitas (Pode-ES), permite que o consumidor possa comprar a quantidade certa de medicamento receitada pelo médico. Para a autora, além de evitar a automedicação, o texto corrige uma agressão à economia popular.

     

    “O fracionamento de medicamentos existe no mundo inteiro. Não tem sentido o consumidor precisar tomar um medicamento por dois dias e ser obrigado a comprar uma cartela com 24 comprimidos. É uma falta de sensibilidade e um desrespeito à economia popular”,  argumenta Rose de Freitas.

     

    A relatora da matéria, senadora Juíza Selma (PSL-MT), aponta que sob a perspectiva da defesa do consumidor é certo que a venda fracionada o beneficia, pois pode diminuir a despesa com medicamentos, que consome fatia considerável da renda dos cidadãos brasileiros, em especial dos mais idosos. Juíza Selma, no entanto, apresentou um substitutivo para corrigir o que considerou vícios de técnica legislativa e promover ajustes redacionais.

     

    Fiscalização


    A CTFC também votará requerimentos. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) quer promover uma audiência pública para debater o projeto que torna obrigatória, nas embalagens dos produtos cosméticos e alimentícios, a inserção de informações sobre a presença de substâncias comprovadamente cancerígenas (PLS 215/2017).

     

    O outro requerimento, da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), pede a convocação do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Alberto dos Santos Cruz, para explicar à comissão a produção de um vídeo que faz apologia ao golpe militar de 1964, divulgado a partir de 31 de março nas redes sociais.

  • Não trato de número de votos nem de prazos, diz Rodrigo Maia sobre reforma da Previdência

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que a Casa não tem prazo definido nem ele trata de número de votos para aprovar a reforma da Previdência. Maia participou de evento sobre esse tema promovido pelo Fórum Empresarial Lide, em Campos do Jordão (SP), na sexta-feira (5). Participaram também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que a Casa não tem prazo definido nem ele trata de número de votos para aprovar a reforma da Previdência. Maia participou de evento sobre esse tema promovido pelo Fórum Empresarial Lide, em Campos do Jordão (SP), na sexta-feira (5). Participaram também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

     

    “A gente tem que trabalhar para ter um bom ambiente na Câmara, bons debates para que a gente consiga mostrar a sociedade que a reforma é fundamental”, disse.

     

    Maia reafirmou que cabe ao governo a comunicação correta para convencer a população sobre a necessidade da reforma. Ele destacou a idade mínima, a aposentadoria especial para professores e para a polícia militar e alíquota progressiva para servidores como pontos mais polêmicos e essenciais da proposta.

     

    “Esses temas que são os mais polêmicos, e vão sobreviver na reforma da Previdência, e a gente precisa que a sociedade compreenda a sua importância e esteja a favor. Sem esses itens, não há reforma da Previdência e não haverá economia necessária para o Estado brasileiro”, afirmou.

     

    A reforma da Previdência prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres e prevê a unificação das alíquotas de contribuição dos trabalhadores ativos dos setores público e privado. Além disso, professores e policiais continuarão tendo regras especiais de aposentadoria em função da atividade caso a reforma da Previdência seja aprovada (PEC 6/19). O governo, no entanto, propôs acabar com a diferença entre homens e mulheres na idade de aposentadoria.

     

    Despesas públicas

     

    Na palestra, Maia destacou que a sociedade espera que, com o crescimento econômico do País, ela possa ter acesso aos serviços públicos de qualidade, com a garantia de emprego e renda. Para isso, explicou o presidente, é preciso repensar as despesas públicas do Estado brasileiro.

     

    “Cuidar das despesas públicas é duro e trabalhoso porque há muitos interesses dentro disso, do setor público e do setor privado. A Previdência é um deles, o tamanho do Estado é outro deles, por exemplo, o salário do setor público é 67% maior do que o setor privado”, disse.

     

    “Nos últimos 30 anos, construímos uma estrutura do Estado brasileiro onde as corporações públicas e privadas capturam o orçamento público”, afirmou.

     

    Servidores

     

    O presidente afirmou ainda que as corporações dos servidores públicos têm um viés de defesa do interesse da categoria.

     

    “Eu brinco que sou o deputado que mais defende o servidor público, embora eles não acreditem, porque, se eu quero organizar a despesa e o pagamento em dia do salário deles, eu me considero um dos seus maiores defensores”, explicou.

     

    Diálogo

     

    Em entrevista coletiva concedida junto com o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre destacou a disposição do presidente Jair Bolsonaro para dialogar com o Congresso para aprovar a reforma da Previdência. Bolsonaro tem recebido diversos líderes partidários e presidentes das legendas para debater o texto.

     

    “O certo é que esse sinal de aproximação, de diálogo e entendimento é o que o Parlamento aguardava do governo federal e do presidente da República”, disse.