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  • CARF/Partes: Fazenda Nacional x Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 18470.730637/2014-67

    Relatora: Livia de Carli Germano

    A turma, por unanimidade, não conheceu do recurso da Fazenda Nacional. Com isso, ficou mantida a decisão da turma ordinária, que considerou que não deveriam incidir o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre as receitas originárias de aluguel.

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 18470.730637/2014-67

    Relatora: Livia de Carli Germano

    A turma, por unanimidade, não conheceu do recurso da Fazenda Nacional. Com isso, ficou mantida a decisão da turma ordinária, que considerou que não deveriam incidir o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre as receitas originárias de aluguel.

    Por cinco votos a três, a 2ª turma da 1ª Câmara da 1ª Seção decidiu, em 2017, que os valores recebidos como aluguel guardam relação indissociável com a propriedade correspondente e, portanto, estes valores devem ser tributados em nome do proprietário e não da administradora, por força do artigo 43 do Código Tributário Nacional (CTN). A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decisão, entendendo que tais montantes devem ser efetivamente oferecidos à tributação.

    A turma acompanhou, por unanimidade, o voto da conselheira-relatora. Lívia de Carli Germano ponderou que o acórdão utilizado como prova de divergência pela PGFN seria relativo a cobranças feitas contra um condomínio. A análise, portanto, não se caberia a uma pessoa jurídica como a contribuinte. Com isso não haveria divergência a ser enfrentada, motivo para o recurso não ser conhecido.

     

  • CARF/Partes: Mineração Belocal Ltda x Fazenda Nacional

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 15504.723633/2011-57

    Relator: Luís Fabiano Álvares Penteado

    A Belocal recorreu à Câmara Superior por considerar que os R$ 332 milhões registrados como ágio gerado em uma operação do tipo “casa-e-separa” seriam dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 15504.723633/2011-57

    Relator: Luís Fabiano Álvares Penteado

    A Belocal recorreu à Câmara Superior por considerar que os R$ 332 milhões registrados como ágio gerado em uma operação do tipo “casa-e-separa” seriam dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

    A empresa afirmou que o principal argumento que o Fisco utilizou para manter a cobrança, a falta de laudo que atestasse a viabilidade da operação, não era previsto legalmente à época dos fatos. Para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por outro lado, os requisitos para a dedutibilidade do ágio não foram cumpridos pela contribuinte, e os laudos apresentados pela Belocal seriam extemporâneos e, portanto, imprestáveis para análise nos autos.

    O caso foi suspenso após pedido de vista ainda no conhecimento do conselheiro André Mendes de Moura. Único a votar, o conselheiro-relator Luis Fabiano Álvares Penteado deu parcial provimento ao recurso do contribuinte, não conhecendo a parte do recurso sobre a impossibilidade de cobrança de juros sobre a multa de ofício, tema sumulado em 2018. Em relação ao mérito, na parte conhecida,o julgador deu provimento ao recurso.

  • CARF/Partes: Eaton Ltda e Fazenda Nacional x As Mesmas

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 10830.723465/2014-27

    Relator: André Mendes de Moura

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Processo: 10830.723465/2014-27

    Relator: André Mendes de Moura

    No processo administrativo envolvendo a fabricante de motores se discutem três operações que geraram ágio, sendo que duas delas foram analisadas pela Câmara Superior. A operação que compõe o recurso da contribuinte é relativa a uma reorganização interna da própria Eaton. Outra foi a aquisição da Pigozzi, que gerou um ágio de R$ 1 bilhão no final de 2004 e cuja multa qualificada está presente no recurso fazendário.

    Segundo o patrono do caso, a empresa adotou um processo chamado “Legal Entity Reduction” para reduzir as mais de 400 entidades legais sob seu controle, e todos os laudos relativos às incorporações foram apresentados, de maneira que a amortização de valores é válida.

    Já a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defendeu que a contribuinte não explicou como gerou uma despesa dedutível de R$ 1 bilhão em um mês. No caso da Pigozzi, a PGFN atacou os laudos apresentados, que teriam números genéricos e não contariam com a assinatura de um responsável.

    O relator do caso, conselheiro André Mendes de Moura, afirmou em seu voto que não discute a ocorrência de operações, mas sim a regularidade dos fatos. André negou o recurso do contribuinte pelo reconhecimento da dedutibilidade de despesas de ágio, e deu provimento ao recurso da Fazenda para reinstaurar a qualificação da multa, no percentual de 150% dos tributos devidos.

    A turma debateu longamente sobre a conduta considerada dolosa da contribuinte. “É difícil ver dolo e qualificar a multa numa circunstância onde o contribuinte acha que está fazendo tudo certo”, afirmou a conselheira Livia de Carli Germano. Apesar da posição dos representantes dos contribuintes, a cobrança da multa qualificada, no montante de 150% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devidos, foi mantida pelo voto de qualidade. Por sete votos a um o recurso da contribuinte foi negado, vencida a conselheira Livia. 

  • CARF/Partes: Condor S.A. x Fazenda Nacional

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Valores foram utilizados na amortização de multa e juros incluídos no Refis

    Processo: 13974.000190/2005-12

    Relator: André Mendes de Moura

    1ª TURMA DA CÂMARA SUPERIOR

    Valores foram utilizados na amortização de multa e juros incluídos no Refis

    Processo: 13974.000190/2005-12

    Relator: André Mendes de Moura

    Nos autos, Condor e o Fisco discutem se a empresa incorreu em suposta omissão ao não contabilizar, em sua conta de resultado, o deságio na aquisição de saldos de prejuízos fiscais de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e base negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de terceiros. Os valores foram utilizados para saldar multas e juros incluídos no Refis instituído pela lei 9.964/00.

    O caso foi analisado em 2015 pela 1ª Turma da 3ª Câmara da 1ª Seção do Carf, que entendeu que o deságio “se constitui em acréscimo patrimonial a ser reconhecido e tributado pelo IRPJ e, por decorrência, também pelas contribuições sociais (CSLL)”.

    Segundo a advogada do caso, a empresa apresentou o recurso à Câmara Superior não mais buscando discutir a dedutibilidade ou não dos valores de ágio, mas sim uma questão de recomposição dos valores: mesmo levando à tributação o deságio, a empresa argumenta que os efeitos seriam absorvidos por despesas incorridas por conta de adesão ao Refis. Assim, sustentou a Condor, a ausência desse registro do deságio, nas contas de receita, não faria diferença, uma vez que as despesas com juros e multas não afetariam o resultado do exercício. Haveria, então, uma neutralização fiscal.

    O relator do caso foi o conselheiro André Mendes de Moura, que negou provimento ao recurso. Com o placar em dois a um pela manutenção da cobrança o caso foi suspenso para vista do conselheiro Demetrius Nichele Macei.

     

  • Boletim Informativo Diário (BID) 045/2019

    DESTAQUES:

    Publicadas Portarias que designam representantes para a função de membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.

    Alterado o Manual de Registro de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI.

    Divulgado a relação dos municípios que concluíram o termo de aceite referente ao aumento das metas de atendimento do Programa Criança Feliz/Primeira Infância no SUAS.

    Ministério da Educação publicou Portaria que dispõe sobre a emissão e o registro de diploma de graduação, por meio digital, pelas Instituições de Ensino Superior (IES).

    DESTAQUES:

    Publicadas Portarias que designam representantes para a função de membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.

    Alterado o Manual de Registro de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI.

    Divulgado a relação dos municípios que concluíram o termo de aceite referente ao aumento das metas de atendimento do Programa Criança Feliz/Primeira Infância no SUAS.

    Ministério da Educação publicou Portaria que dispõe sobre a emissão e o registro de diploma de graduação, por meio digital, pelas Instituições de Ensino Superior (IES).

    Alterados os Decretos para instituir o Cadastro de Pessoas Físicas – CPF como instrumento suficiente e substitutivo da apresentação de outros documentos.

     

  • Comando das comissões é definido pelo critério da proporcionalidade partidária

     

    Nos próximos dias, os deputados vão escolher as presidências das 25 comissões permanentes da Câmara. O comando das comissões é distribuído entre os partidos pelo critério do tamanho das bancadas de cada legenda ou do bloco partidário, a chamada proporcionalidade partidária.

     

    Nos próximos dias, os deputados vão escolher as presidências das 25 comissões permanentes da Câmara. O comando das comissões é distribuído entre os partidos pelo critério do tamanho das bancadas de cada legenda ou do bloco partidário, a chamada proporcionalidade partidária.

     

    O bloco liderado pelo PSL, partido do governo, conta com 302 deputados (PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC, PMN) e ficará com a presidência de 15 comissões.

     

    Esse bloco terá direito a escolher as 10 primeiras comissões; e as 15 escolhas seguintes serão alternadas entre os demais blocos e partidos. Normalmente, os partidos buscam a presidência de comissões mais adequadas à sua linha de atuação.

     

    Proporcionalidade

     

    O consultor legislativo Roberto Carlos Pontes destaca que a composição das comissões tenta reproduzir a representação partidária na Casa.

     

    “Assim como o Plenário é composto por diversos partidos e blocos, formando ali um espelho do que seria o mosaico social, essa divisão do Plenário também deve ser refletida no âmbito das comissões para que fique o mais representativo possível”, explicou.

     

    Segundo ele, esse princípio da proporcionalidade partidária é observado no âmbito das comissões “porque são esses colegiados que às vezes examinam as matérias de modo conclusivo”, ou seja, sem passar pelo Plenário.

     

    Caráter conclusivo

     

    Nas comissões, são analisadas as propostas em tramitação. A maioria pode ir diretamente para o Senado ou para a sanção presidencial após passar por cerca de três ou quatro comissões; mas algumas ainda serão analisadas pelo Plenário.

     

    A Comissão de Constituição e Justiça analisa todas as propostas sob o ponto de vista jurídico; e a de Finanças e Tributação se concentra nos aspectos orçamentários dos textos. Entre 2015 e 2018, tramitaram 11.010 proposições, sendo que 8.727 receberam parecer pela aprovação, e 2.283 foram rejeitadas. A comissão de Constituição e Justiça foi a que recebeu o maior volume, 2.390 propostas.

     

    Participação 

     

    Além de discutir e votar projetos de lei, as comissões também realizam audiências públicas, um dos meios de participação da sociedade no debate das propostas. Segundo o Departamento de Comissões da Câmara, em 2018, 359 pessoas representantes da sociedade civil, empresas e autoridades do governo participaram de audiências.

     

    O consultor Roberto Pontes acrescenta que grande parte do trabalho das comissões ainda é desconhecida pela sociedade, mas é fundamental no processo legislativo. “É onde está a oportunidade de se aprofundar nas matérias, fazer o debate. A sociedade pode não só comparecer, todas as sessões são públicas, mas ali são realizadas muitas audiências públicas onde as entidades representativas da sociedade civil têm a oportunidade de se manifestar”, esclareceu.

     

    Outra forma de acesso é o programa e-democracia. A iniciativa encerrou o ano passado com 65 mil pessoas cadastradas que podem participar, via internet, de qualquer audiência pública, enviando perguntas e comentários.

     

  • Reforma da Previdência desconsidera realidade do campo, dizem debatedores

    Tanto a reforma da Previdência, instituída pela PEC 6/2019, quanto a Medida Provisória nº 871/2019, que muda regras para concessão de benefícios do INSS, impactam negativamente a vida do trabalhador rural. Essa é a conclusão de representantes do setor que participaram de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na segunda-feira (11).

    Tanto a reforma da Previdência, instituída pela PEC 6/2019, quanto a Medida Provisória nº 871/2019, que muda regras para concessão de benefícios do INSS, impactam negativamente a vida do trabalhador rural. Essa é a conclusão de representantes do setor que participaram de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na segunda-feira (11). Desta vez, o ciclo de debates teve foco na Previdência rural, atendendo a requerimento do presidente da comissão, o senador Paulo Paim (PT-RS).

     

    Pela lei atual, os homens se aposentam com 60 anos e as mulheres, com 55. Com a reforma, todos passarão a se aposentar com 60 anos. Na avaliação do assessor jurídico para assuntos previdenciários da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Evandro José Morello, caso o texto seja aprovado como está, 70% das produtoras rurais atualmente ocupadas terão que trabalhar entre 41 e 46 anos para alcançar a idade de aposentadoria, enquanto a expectativa média de vida em muitos municípios não supera os 65 anos.

     

    — Além de muitas começarem a trabalhar ainda antes dos 14 anos de idade, precisamos levar em conta as condições de trabalho da mulher no campo: é uma atividade penosa, insalubre, intensa, que leva de 12 a 14 horas de jornada.

     

    Considerados segurados especiais no sistema de aposentadoria rural, os trabalhadores rurais terão que contribuir anualmente com R$ 600 por pelo menos 20 anos para se aposentar. Evandro ressalta, no entanto, que a atividade agropecuária é de alto risco, sendo comum a perda da produção devido a fatores como condições climáticas e ataques de pragas. Segundo o especialista, também é comum o agricultor vender sua produção por um preço que não cobre os custos.

     

    — Tudo isso precisa ser observado. Ao tempo em que se afirma haver uma Previdência rural deficitária, o sistema de arrecadação se mostra ineficiente, e isso é algo que esperamos seja corrigido durante toda essa discussão aqui no Congresso.

     

    Economia



    A coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) no Rio Grande do Sul, Cleonice Back, disse que as trabalhadoras rurais estão preocupadas com a reforma. Ela apontou que a maioria das propriedades rurais ainda é administrada por homens e, por esse motivo, a autonomia financeira de muitas mulheres só acontece com a aposentadoria.

     

    — Essa é outra preocupação nossa, porque o sonho dessas mulheres será ainda mais adiado, caso essa medida seja aprovada.

     

    Ao se posicionar contrariamente à reforma, Cleonice ponderou que as mudanças propostas pelo governo são “uma tentativa de acabar com a aposentadoria rural”.

     

    — Pelo menos 60% dos agricultores do nosso país não terão condições de contribuir e acabarão sendo excluídos da Previdência e da seguridade especial. Além disso, alterar a idade para a aposentadoria das mulheres deixa claro que esse governo não tem noção do que é o dia a dia de uma mulher agricultora.

     

    Cleonice Back ressaltou ainda que, em muitos períodos do ano, os agricultores trabalham com saldo negativo e só não desistem da produção porque não têm alternativas econômicas. Para ela, a reforma não pode ser aprovada como está, porque “o trabalhador rural é digno de continuar se aposentando aos 55 anos”.

     

    — Além disso, o que vai ser dos pequenos municípios do nosso país? A economia se movimenta nessas cidades em dias de pagamento da Previdência Social, quando o trabalhador recebe seu benefício e se dirige ao supermercado, à farmácia, e nós não podemos nos esquecer disso.

     

    Mundo do trabalho

    Diretor da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Paulo da Cunha Boal disse que a reforma da Previdência desconsidera a realidade social do País, especialmente no que se refere à vida do trabalhador do campo. Para ele, os critérios propostos são “destoantes do dia a dia dessas pessoas”, já que se trata de profissionais liberais, sem renda fixa mensurável e ainda maltratados pelas más condições do trabalho.

     

    — Todas essas características específicas foram desconsideradas no texto. O engessamento da legislação que se propõe em relação às mulheres, por exemplo, terá um reflexo absurdo daqui a alguns anos. Nós teremos gerações e gerações de pessoas impedidas de se aposentar ou com grandes dificuldades de manutenção de seu núcleo familiar.

     

    Ao afirmar que os parlamentares precisam estar atentos às alterações, Paulo Boal considerou que “a reforma da Previdência não dá tratamento igualitário a todos”. Para ele, o texto, se for aprovado como está, poderá aumentar as diferenciações que já existem entre os pobres, os muito pobres e os muito ricos da nossa nação.

     

    — É preciso, em vez disso, que se dê uma revitalização à Previdência Social para evitarmos o aprofundamento do fosso social atual.

     

    Paulo Paim defendeu que o debate sobre a reforma deve ser feito repetidamente, em todas as esferas públicas do País, no intuito de aumentar a conscientização sobre a seriedade do assunto.

  • Projeto proíbe cobrança em fins de semana e feriados de dívidas de consumidores

     

    O Projeto de Lei nº 752/19 proíbe a cobrança, aos sábados, domingos, feriados e fora do horário comercial (entre 8 horas e 18 horas), de dívidas de consumidores.

     

     

    O Projeto de Lei nº 752/19 proíbe a cobrança, aos sábados, domingos, feriados e fora do horário comercial (entre 8 horas e 18 horas), de dívidas de consumidores.

     

    A cobrança realizada em dias e horários inapropriados, de modo a constranger e atormentar o consumidor em momentos que convencionalmente são reservados ao descanso e ao lazer, além de ofender a dignidade, viola o direito constitucional à intimidade e à vida privada”, justifica a deputada Renata Abreu (Pode-SP), autora do texto.

     

    A proposta, que acrescenta a medida ao Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), tramita na Câmara dos Deputados.

      

    Tramitação

     

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

  • Votação da Previdência ainda depende de projeto sobre aposentadoria de militares, dizem líderes

    Líderes partidários decidiram, na segunda-feira (11), que a análise da reforma da Previdência (PEC 6/19) só avançará na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) após o governo federal enviar à Câmara dos Deputados o projeto que promove mudanças no sistema previdenciário dos militares. A decisão já havia sido antecipada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, na sexta-feira (8).

    Líderes partidários decidiram, na segunda-feira (11), que a análise da reforma da Previdência (PEC 6/19) só avançará na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) após o governo federal enviar à Câmara dos Deputados o projeto que promove mudanças no sistema previdenciário dos militares. A decisão já havia sido antecipada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, na sexta-feira (8).

    Segundo os líderes, a instalação da CCJ, com a eleição do presidente e dos vice-presidentes do colegiado, está mantida para quarta-feira (13), conforme anunciou Maia, mas o início da análise da reforma da Previdência fica condicionado ao envio, pelo governo, do projeto dos militares.

    O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), defendeu o compromisso assumido por Maia. “Se o governo não enviar o projeto de lei de reforma dos militares, a PEC da Previdência não terá a admissibilidade apreciada pela CCJ”, sustentou Molon, após reunião de todos os líderes com Maia na residência oficial da Presidência da Câmara.

    Cabe à CCJ analisar se a PEC da reforma da Previdência está de acordo com a Constituição e com as leis do País, o que é chamado de exame de admissibilidade. Somente depois disso é que o texto poderá ser analisado por uma comissão especial e depois votado em dois turnos pelo Plenário.

    O líder do partido do presidente da República, deputado delegado Waldir (PSL-GO), defendeu que as propostas tramitem juntas, para que ninguém se sinta prejudicado. “Pelo princípio da equidade, da igualdade, todo cidadão quer saber qual reforma da Previdência [haverá] e se terá privilegiados ou não. Então essa foi a decisão tomada hoje pelo colégio de líderes e vai ser procedido desta forma”, reiterou.

    Já o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), acredita que o governo enviará em breve o projeto dos militares sob pena de não cumprir a palavra empenhada. “O próprio presidente da República, o ministro Paulo Guedes e o secretário da Previdência, todos foram claros ao afirmar que a reforma também incidirá sobre os militares. Se eles disserem e isso não acontecer, isso põe em jogo a palavra deles, e não a reforma da Previdência”, ressaltou.

  • Fecomércio-BA recebe vice-governador João Leão

    O vice-governador da Bahia, João Leão, recém-nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, foi recebido pelo presidente da Fecomércio-BA, Carlos Andrade, no dia 11 de março, na sede da Federação, na capital baiana. Também participaram do encontro os presidentes das Federações da Agricultura, Humberto Miranda, e da Indústria, Ricardo Alban. 

    O vice-governador da Bahia, João Leão, recém-nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, foi recebido pelo presidente da Fecomércio-BA, Carlos Andrade, no dia 11 de março, na sede da Federação, na capital baiana. Também participaram do encontro os presidentes das Federações da Agricultura, Humberto Miranda, e da Indústria, Ricardo Alban. 

    No encontro, Leão afirmou que deseja trabalhar em parceria com os representantes dos setores produtivos baianos, segmentos de importância fundamental para a Secretaria que assumiu. Na reunião, foram apresentados projetos em desenvolvimento no Estado, com destaque para o da construção da Ponte Salvador – Ilha de Itaparica, que o vice-governador deu início quando estava à frente da Secretaria de Planejamento do Estado. Considerada o próximo grande indutor de desenvolvimento do Estado, a Ponte faz parte de um plano que alavancará o crescimento da Bahia e melhorará a qualidade de vida dos habitantes das regiões próximas.