2ª Turma
Penhora/Concessionária
REsp nº 1.768.932/PE
Relator: ministro Herman Benjamin
2ª Turma
Penhora/Concessionária
REsp nº 1.768.932/PE
Relator: ministro Herman Benjamin
2ª Turma
Penhora/Concessionária
REsp nº 1.768.932/PE
Relator: ministro Herman Benjamin
2ª Turma
Penhora/Concessionária
REsp nº 1.768.932/PE
Relator: ministro Herman Benjamin
1ª Turma
IRPF/Auxílio-farmácia
REsp nº 1.429.448/RS
Relator: ministro Napoleão Nunes Maia Filho
1ª Turma
IRPF/Auxílio-farmácia
REsp nº 1.429.448/RS
Relator: ministro Napoleão Nunes Maia Filho
2ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Seção
IPI/Valor Tributável Mínimo
Processo nº: 13005.721188/2017-81
2ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Seção
IPI/Valor Tributável Mínimo
Processo nº: 13005.721188/2017-81
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Produtor rural
Processo nº: 19515.721429/2014-76
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Produtor rural
Processo nº: 19515.721429/2014-76
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Cooperativas
Processo nº 11070.722083/2012-26
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Cooperativas
Processo nº 11070.722083/2012-26
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Erro material
Processos nº 37324.000091/2007-15 e mais três outros
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Erro material
Processos nº 37324.000091/2007-15 e mais três outros
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Obrigação acessória
Processo nº 10167.001649/2007-83
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Obrigação acessória
Processo nº 10167.001649/2007-83
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Direitos de imagem e de arena
Processo nº 11080.728104/2011-17
2ª Turma da Câmara Superior
Contribuição previdenciária/Direitos de imagem e de arena
Processo nº 11080.728104/2011-17
Profissionais de saúde e empresários se mobilizaram diante do projeto de lei (PL nº 9482/2018) que permite supermercados e outros estabelecimentos comerciais venderem remédios que não precisam de receita. Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (27/11), os debatedores lembraram que não é a primeira vez que o Congresso discute o tema.
Profissionais de saúde e empresários se mobilizaram diante do projeto de lei (PL nº 9482/2018) que permite supermercados e outros estabelecimentos comerciais venderem remédios que não precisam de receita. Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (27/11), os debatedores lembraram que não é a primeira vez que o Congresso discute o tema.
Marcio Milan, da Associação Brasileira de Supermercados, mencionou que, em 1995, por meio de uma liminar, o comércio foi autorizado a vender os medicamentos isentos de prescrição médica, chamados tecnicamente de MIPs. “Durante o período em que os supermercados comercializaram os MIPs, houve uma drástica redução nos preços, com destaque para analgésicos e antitérmicos, cuja queda chegou a 35%.”
Os empresários afirmaram que, se aprovada a proposta, o acesso do consumidor aos remédios vai aumentar: são 82 mil farmácias em todo o país e um milhão de pontos de vendas no comércio; 5% dos municípios brasileiros não têm farmácias e 17% contam só com um estabelecimento.
O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter João, reclamou que o foco do debate era econômico. Ele apresentou dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que apontam três casos de intoxicação de medicamentos por hora no país. Alessandro Dessimoni, da Associação de Atacadistas, rebateu.
“Se a preocupação é tão grande com a intoxicação, que as farmácias sejam proibidas de vender pela internet – porque não tem nenhuma orientação de nenhum farmacêutico –, que se proíba vender pelo telefone e que também se coloque o MIP atrás do balcão. Aí sim nós vamos ter a orientação efetiva de um farmacêutico na compra do MIP”, sugeriu Dessimoni, que deu exemplos de países onde outros estabelecimentos, além das farmácias, podem vender medicamentos.
Mas a representante do Conselho Federal de Medicina, Rosylane Rocha, salientou a importância de se ter um farmacêutico por perto para orientar o consumidor inclusive a procurar um médico – a presença deles é obrigatória nas farmácias, mas o novo projeto não estende a obrigatoriedade para outros estabelecimentos.
“Todas as vezes que a gente pensar em uma febre, em uma cefaleia, em uma dor abdominal, algo que parece muito inocente, pode não ser. E a partir do momento em que a gente faz uma medicação, a gente vai mascarar um diagnóstico que o médico pode fazer.”
Já a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) chamou a atenção para outra possível consequência da aprovação do projeto: o aumento da automedicação. Cassiano Correr informou que quem se automedica corre um risco 28% maior de sofrer efeitos adversos dos remédios.
“No Brasil, 14,6 % dos atendimentos de pronto-socorro são devidos a problemas com medicamentos. Isso gera, segundo dados do Datasus de 2017, algo na ordem de 4,8 milhões de atendimentos de urgência ligados a mau uso de medicamentos, o que dá 9 atendimentos em prontos-socorros por minuto”, afirmou.
O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), também é o relator do projeto. Ele disse que pretende apresentar seu parecer na próxima semana.
“Eu, como médico, mais do que nunca tenho que pensar nas pessoas, nos pacientes, naqueles que serão usuários desse sistema. Então, procuramos construir o melhor relatório possível nesse sentido, com segurança, com cautela, com muita responsabilidade”, disse o relator.
Durante a audiência pública, a representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Andrea Takara, acrescentou que o projeto não considera que o manuseio e a conservação de medicamentos requerem cuidados especiais. O projeto está sendo analisado pelo corpo técnico da Agência e a diretoria deve se posicionar oficialmente sobre o tema nos próximos dias.
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou nesta terça-feira seu parecer aos membros da Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara (PEC nº 293/2004). Houve pedido de vista coletivo. Assim, o texto deverá estar apto para votação em breve.
“Nossa proposta é estruturante e revigorante porque vai gerar milhões de empregos, vai melhorar salários e a arrecadação. Estou consciente disso depois de mais de 30 anos estudando a matéria”, disse Hauly, relator do tema desde fevereiro de 2017.
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou nesta terça-feira seu parecer aos membros da Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara (PEC nº 293/2004). Houve pedido de vista coletivo. Assim, o texto deverá estar apto para votação em breve.
“Nossa proposta é estruturante e revigorante porque vai gerar milhões de empregos, vai melhorar salários e a arrecadação. Estou consciente disso depois de mais de 30 anos estudando a matéria”, disse Hauly, relator do tema desde fevereiro de 2017.
O texto, segundo Hauly, busca simplificar o atual sistema, permitindo a unificação de tributos sobre o consumo e, ao mesmo tempo, reduzindo o impacto sobre os mais pobres. Outro objetivo é aumentar gradativamente os impostos sobre a renda e sobre o patrimônio e melhorar a eficácia da arrecadação, com menos burocracia.
A proposta extingue nove tributos federais (ISS, ICMS, IPI, PIS, Cofins, Cide, salário-educação, IOF e Pasep), o ICMS estadual e o IISS municipal. No lugar deles, serão criados um imposto sobre o valor agregado de competência estadual, chamado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), e um imposto sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo), de competência federal.
O IBS segue o que existe em países industrializados. Como será de competência estadual, mas com uma única legislação federal, o deputado propõe que a arrecadação seja feita de forma integrada entre fiscos estaduais e municipais.
Hauly afirmou que o IBS, que será cobrado no destino da mercadoria ou serviço, redireciona a economia para “trilhos já testados”. A mudança tornaria possível, de acordo com ele, zerar a tributação sobre alimentos, remédios, transporte público coletivo, saneamento, educação e ainda a criação de outros benefícios.
Transição
A principal mudança no texto em relação à minuta apresentada em agosto de 2017 na comissão de estudos sobre o tema foi a ampliação do período de transição entre o sistema atual e o proposto. “Ao acabarmos de uma só vez com o sistema tributário antigo, estaríamos prejudicando as empresas que, com base nele, fizeram seu planejamento”, afirmou Hauly.
A mudança para o novo sistema se dará ao longo de seis anos. As alíquotas dos tributos atuais serão reduzidas anualmente em 20% enquanto os novos tributos sobem na mesma proporção.
A distribuição do IBS e do Imposto Seletivo será feita na mesma proporção dos tributos anteriores para União, estados e municípios ao longo dos últimos três anos. Nesse período serão mantidas as vinculações tributárias à seguridade social, à saúde, à educação, ao seguro-desemprego e ao abono salarial. “Com essa sistemática, ao final do quinto ano após a entrada em vigor da Reforma Tributária, o novo sistema já terá substituído integralmente o antigo”, afirmou Hauly.
O fim da transição se dará com a adequação da distribuição tributária para a nova, prevista no texto, que será feita ao longo de outros nove anos. Além da fusão ou extinção de tributos, o texto altera as competências tributárias da União, estados, Distrito Federal e municípios.
Pedido de vista
O deputado Assis Carvalho (PT-PI) foi um dos que pediu vista ao projeto. Ele adiantou, porém, que votará a favor do texto. Segundo ele, ainda não está claro o impacto da extinção do ICMS, proposta no texto. “Uma das coisas que nós não podemos abrir mão é empoderar cada vez mais os municípios, os estados”, disse. Carvalho elogiou a ampliação do IPVA para veículos aquáticos e aéreos, como previa uma proposta dele.
Para o deputado Marcondes Gadelha (PSC- PB), a proposta é uma espécie de obra magna desta legislatura. “Se nós não fizéssemos mais nada, já estaríamos plenamente justificados pela aprovação deste conjunto de ideias”, afirmou.
Intervenção federal
Se for aprovada na comissão especial, a proposta ainda precisa ser analisada no Plenário da Câmara. Para isso, porém, seria necessário interromper a intervenção no Rio de Janeiro, o que depende de outras negociações.
A Constituição não pode ser emendada durante intervenção, mas já existe um projeto em tramitação na Casa com o objetivo de suspender a operação militar (PDC nº 932/2018).