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  • Comissão mista aprova MP dos fundos patrimoniais

    A comissão mista sobre a medida provisória que trata da criação de fundos patrimoniais no País (MP nº 851/2018) aprovou nesta terça-feira (27/11) o parecer final da relatora, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP). O texto, aprovado após acordo que teve aval do Poder Executivo, segue agora para análise do Plenário da Câmara. Se aprovado, vai ao Senado.

    A comissão mista sobre a medida provisória que trata da criação de fundos patrimoniais no País (MP nº 851/2018) aprovou nesta terça-feira (27/11) o parecer final da relatora, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP). O texto, aprovado após acordo que teve aval do Poder Executivo, segue agora para análise do Plenário da Câmara. Se aprovado, vai ao Senado.

    Bruna Furlan fez modificações no relatório preliminar, apresentado na semana passada. Ela retirou todo o capítulo que pretendia instituir o chamado Programa de Excelência. O trecho causava polêmica entre os integrantes da comissão mista e havia sido criticado durante audiência pública. Além disso, como queriam as universidades, o texto aprovado autoriza a participação das chamadas fundações de apoio na gestão dos fundos patrimoniais.

    Em resposta a pleito dos potenciais financiadores privados, a relatora manteve os incentivos fiscais, com a possibilidade de dedução no Imposto de Renda dos valores doados aos fundos patrimoniais, mas somente a partir de 2021 e por um período de cinco anos. Esse prazo foi definido, conforme Bruna Furlan, em decorrência do atual cenário de deficit fiscal.

    No parecer, o alcance da MP foi ampliado às áreas de educação, ciência, tecnologia, pesquisa e inovação, cultura, saúde, meio ambiente, assistência social, segurança pública, direitos humanos e demais finalidades de interesse público. A proposta original englobava instituições federais, e agora estão incluídas também as estaduais, as distritais e as municipais.

    Agradecimentos

    A relatora agradeceu aos demais integrantes da comissão mista pelo apoio na elaboração do parecer, assim como ao presidente da República, Michel Temer. “Ele me deu condições para negociar e chegar a esse entendimento, concordou com tudo. Se nós conseguimos, [é porque] o presidente Temer foi um grande entusiasta, sem ele não teria sido possível.”

    O texto final foi elogiado pelos deputados Milton Monti (PR-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e Celso Pansera (PT-RJ), que foi ministro da Ciência e Tecnologia no governo Dilma Rousseff e se opunha à criação do Programa de Excelência – ele e outros argumentavam que uma ideia original da pasta havia sido desvirtuada na MP e merecia ser analisada em outra oportunidade. Na busca do consenso, Bruna Furlan, que defendia o programa, concordou em suprimir o trecho.

    Paulo Teixeira lembrou que o formato final da proposta deverá ajudar os museus brasileiros, como era o objetivo inicial, além de várias outras instituições. Combinada com a MP nº 850/2018, que cria a Agência Brasileira de Museus, a ideia do governo ao editar a MP nº 851 foi reagir à carência de recursos públicos após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

    Perpetuidade

    A intenção do Executivo foi ampliar os recursos disponíveis para entes públicos de várias áreas por meio de fundos patrimoniais – ou endowment funds, como são conhecidos em outros países – formados por doações privadas, de pessoas e empresas.

    O montante obtido com as doações é em geral investido no mercado financeiro e em bolsa de valores, de modo a gerar uma receita contínua para aplicação em ações específicas. Podem ser perpétuos, caso somente os rendimentos venham a ser sacados.

    No Brasil, segundo dados do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), atualmente há no País dez fundos patrimoniais privados com mais de R$ 100 milhões – a maior parte ligada a bancos privados. Outro grande fundo é ligado à Fundação Renova, criada para as reparações em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

  • Audiência debaterá contratação de pessoas com deficiência pelas empresas

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (28/11) audiência pública para debater o dispositivo da legislação que exclui o aprendiz com deficiência para o fim de cumprimento da cota de contratação de pessoas com deficiência pelas empresas.

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (28/11) audiência pública para debater o dispositivo da legislação que exclui o aprendiz com deficiência para o fim de cumprimento da cota de contratação de pessoas com deficiência pelas empresas.

    A Lei nº 8.213/1991 obriga as empresas com 100 ou mais empregados a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. Essa lei foi modificada pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015), que incluiu dispositivo para deixar claro que o aprendiz com deficiência não compõe essa cota.

    “O principal objetivo da aprendizagem é o de possibilitar aos jovens entre 14 e 24 anos e às pessoas com deficiência de qualquer idade o acesso ao primeiro emprego e à concomitante qualificação inicial para o mundo do trabalho. Já a cota de contratação de pessoas com deficiência, prevista no artigo 93 da Lei nº 8.213/1991, tem a finalidade de garantir a inclusão no mundo do trabalho de pessoas com deficiência, muitas delas já qualificadas”, explica a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que foi relatora do Estatuto da Pessoa com Deficiência e propôs a audiência.

    “Ambas as ações afirmativas são, portanto, de extrema importância, complementares – e, por vezes, sequenciais –, com vistas à plena inclusão profissional e social da pessoa com deficiência. Assim não é possível fazer a compensação dessas duas cotas de emprego”, diz a deputada.

    Convidados

    Foram convidados para a audiência:

    – o secretário nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Marco Pelegrinni;

    – a procuradora do Trabalho Maria Aparecida Gurgel;

    – o auditor fiscal do Trabalho João Paulo Reis;

    – o 2º diretor financeiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio de Barros.

    A audiência está marcada para as 15 horas, no plenário 13.

  • Cancelada votação da nova lei de licitações

    A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de nova lei de contratações públicas (PLs nº 1.292/1995 e 6.814/2017 e outros 230 apensados) cancelou a votação do parecer do relator, deputado João Arruda (MDB-PR). A análise do texto já foi adiada várias vezes.

    O substitutivo apresentado pelo relator revoga a atual Lei de Licitações e Contratos (nº 8.666/1993), a Lei do Pregão (nº 10.520/2002) e o Regime Diferenciado de Contratações (RDC, Lei nº 12.462/2011).

    A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de nova lei de contratações públicas (PLs nº 1.292/1995 e 6.814/2017 e outros 230 apensados) cancelou a votação do parecer do relator, deputado João Arruda (MDB-PR). A análise do texto já foi adiada várias vezes.

    O substitutivo apresentado pelo relator revoga a atual Lei de Licitações e Contratos (nº 8.666/1993), a Lei do Pregão (nº 10.520/2002) e o Regime Diferenciado de Contratações (RDC, Lei nº 12.462/2011).

    O texto de Arruda cria o Portal Nacional de Contratações Públicas e a figura do agente de licitação, responsável na administração pública por conduzir o processo licitatório e acompanhar a execução contratual.

    A comissão ainda não remarcou nova data para votar o parecer.

     

  • Comissões voltam a analisar desempenho do eSocial

    As comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados discutem, nesta quinta-feira (29/11), como melhorar o eSocial – sistema que possibilita o recolhimento unificado de tributos e do FGTS para os empregados. A ideia é reduzir a burocracia e cobrar a mudanças dos prazos para aderir à plataforma.

    As comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados discutem, nesta quinta-feira (29/11), como melhorar o eSocial – sistema que possibilita o recolhimento unificado de tributos e do FGTS para os empregados. A ideia é reduzir a burocracia e cobrar a mudanças dos prazos para aderir à plataforma.

    Essa é a segunda vez que os dois colegiados se reúnem para avaliar o andamento do programa. Em junho deste ano, o representante da Previdência Social Jarbas Félix explicou aos parlamentares a ampliação do eSocial, que estava em andamento. O debate foi sugerido pelos deputados Celso Pansera (PT-RJ) e Odorico Monteiro (PSB-CE).

    Desde janeiro deste ano, as empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais passaram a ser obrigadas a usar o programa. “Esse grupo representa 13.707 mil empresas e cerca de 15 milhões de trabalhadores, o que representa aproximadamente 1/3 do total de trabalhadores do País”, calcula Pansera.

    A partir de julho, a obrigação foi estendida às demais empresas privadas (incluindo pequenas e microempresas e os MEI). O setor público, que inclui cerca de 2 milhões de trabalhadores, deve migrar para o programa em 2019.

    Odorico Monteiro lembra que o eSocial envolve vários órgãos, como a Receita Federal, a Caixa Econômica e a Previdência Social. “A audiência quer mensurar como está sendo a adesão dos atores envolvidos no programa”, explica o parlamentar.

    “Diversos representantes de grupos de interesse da sociedade brasileira questionaram os prazos dados pelo governo para a utilização do eSocial”, adianta Pansera.

    Debatedores

    Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares, entre outros, o coordenador-geral de Administração de Informações de Segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Roberto Dalcol Filho; a gerente-executiva da Gerência Nacional de Passivo do FGTS da Caixa Econômica Federal, Viviane Lucy de Andrade; auditores fiscais; contadores; e representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal e de empresas de tecnologia da informação.

    A audiência está marcada para as 10 horas, no plenário 11.

  • Renalegis debate atuação legislativa e perfil dos novos parlamentares

    A Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis) fez, no dia 26 de novembro, em Brasília, a sua última reunião de 2018, que teve como destaque o histórico de Atuação Parlamentar da Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e um panorama de proposições de grande impacto para a nova legislatura, com a perspectiva do perfil parlamentar.

    A Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis) fez, no dia 26 de novembro, em Brasília, a sua última reunião de 2018, que teve como destaque o histórico de Atuação Parlamentar da Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e um panorama de proposições de grande impacto para a nova legislatura, com a perspectiva do perfil parlamentar.

    A reunião foi aberta com a palestra do jurista Ives Gandra Martins, realizada na Câmara de Comércio de Produtos Farmacêuticos e transmitida por videoconferência para a Renalegis. Ele fez uma análise sobre o cenário político brasileiro.

    Na sua opinião, Jair Bolsonaro venceu a eleição para a Presidência da República em parte por seus méritos, mas muito pela nova visão da sociedade em relação ao que pretende para o futuro do Brasil. Martins enumerou circunstâncias da campanha pelas quais o presidente eleito não deveria estar sequer entre os primeiros colocados: Bolsonaro era do chamado “baixo clero” da Câmara dos Deputados; integra um partido, o PSL, que tinha apenas um deputado federal; praticamente não tinha tempo de propaganda política na TV; era chamado de fascista pela imprensa e por outros partidos; e, por último, não conseguiu fazer alianças fortes.

    Tudo isso, conforme o jurista, evidenciava uma derrota. “E ele ganhou por quê? Porque foi o único candidato coerente com as propostas que o povo brasileiro queria ouvir. Na questão da segurança, algo que não temos no Brasil, falou em combater a corrupção. E mostrou que todo o discurso socialdemocrata dos governos anteriores descambou no elevado número do desemprego, no aparelhamento do Estado e no dinheiro de tributos usado para sustentar o corporativismo e a burocracia. ”

    Para Martins, com o apoio do voto, Bolsonaro começou a construir o seu ministério pondo em prática a sua principal promessa: o combate à corrupção. Para isso, anunciou que o futuro ministro da Justiça será o juiz Sérgio Moro, “um cidadão que é símbolo nesse quesito”. Outra promessa, investir no conhecimento, se materializou com a escolha de um cientista reconhecido mundialmente para o Ministério da Ciência e Tecnologia: o astronauta Marcos Pontes. Para o Ministério da Agricultura, trouxe a experiente deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS). No Ministério da Economia, Bolsonaro terá o economista Paulo Guedes, “que está montando uma equipe capacitada nos Estados Unidos, com visão de economia de mercado”.

    Neoliberalismo

    O jurista lembrou que todos os escolhidos até agora têm a visão do neoliberalismo. “Todos os países que adotaram essa doutrina são bem-sucedidos, e não cabem a Bolsonaro as críticas que recebe de opositores”, sustentou. Segundo Martins, com a escolha de profissionais com essa visão para a economia, o Brasil passa a ter oportunidade de crescer.

    “A sensação que tenho é que houve um avanço. Estamos em busca de um projeto que pretende inserir o Brasil na economia mundial, diminuindo o tamanho do Estado, acabando com a burocracia e o corporativismo e corrigindo a carga tributária.”

    Paralelamente, enfatizou, é preciso combater fortemente a corrupção, diminuir o tamanho do Estado e inserir o Brasil numa evolução econômica com desenvolvimento célere, sem burocracia. Martins acredita que Bolsonaro encontrará algumas dificuldades para fazer a sua trajetória.

    “A burocracia que emperra os avanços terá que ser muito simplificada, diminuindo a estrutura pesada das estatais. Será preciso uma disciplina militar, dentro da democracia, com respeito absoluto à Constituição, com o auxílio de civis com visão de inserção do Brasil no século XXI, não no século XIX.”

    No aspecto político, Martins acredita que o presidente eleito vai conseguir trabalhar bem com o Congresso porque tem ao seu lado uma bancada muito grande de evangélicos – “políticos que defendem valores familiares, como Bolsonaro” –, além do fato de o seu partido provavelmente vir a ser o maior no Legislativo. Com isso, poderá trabalhar em projetos com o apoio de deputados e senadores.

    Impactos para o Sistema S

    Reiner Leite e Douglas Pinheiro, da Assessoria Legislativa (Apel), mostraram o cenário no Congresso em relação às oito principais proposições que, na 56ª Legislatura (2019/2023), podem impactar financeiramente o Sistema S. Ambos destacaram que as iniciativas comprometem a estrutura do Sesc e do Senac, “instituições que vêm preenchendo lacunas deixadas pelo Estado em vários segmentos, como educação, qualificação profissional, saúde, esporte e lazer, cultura e turismo”. Leite alertou que, caso prosperem, essas proposições vão ferir o princípio constitucional da proibição do retrocesso social, porque vão de encontro aos interesses da sociedade.

    Dentre esses Projetos de Lei (PLs), prioritários no trabalho da Assessoria Legislativa, cinco continuarão tramitando. O PL nº 10.372/2018 prevê a destinação de 25% do total de recursos arrecadados para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Na avaliação da Apel, a matéria não será apreciada neste ano, devendo acontecer nova constituição da comissão especial na próxima legislatura, com indicação de novos membros, presidente e relator, para que o projeto seja apreciado e votado.

    O PL nº 559/2016 cria o chamado “S da área de Saúde”: Serviço Social da Saúde e Serviço Nacional de Aprendizagem em Saúde. Para isso, retirará 10% da arrecadação do Sesc e do Senac. O projeto permanecerá na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, sob a possível relatoria do deputado Laercio Oliveira (PP-SE).

    O PL nº 10.762/2018 também prevê a destinação de outros 10% da receita das entidades autônomas do Sistema S para a criação do “S da tecnologia”: Serviço Social e Serviço de Aprendizagem da Tecnologia da Informação e Comunicação. O projeto permanecerá na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. A matéria será redistribuída a um novo relator, visto que o deputado Sandro Alex (PSD-PR), relator do projeto, atuará com secretário no governo do Paraná.

    No Senado tramita o PLS nº 171/2017, do senador Romário (PSB-RJ), que cria o Serviço Nacional de Aprendizagem da Pessoa com Deficiência. Para sua operacionalidade, o projeto prevê a retirada de 0,5% da receita originalmente destinada às entidades do Sistema S. A iniciativa vai permanecer na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), sob a possível relatoria da senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

    Finalmente, os assessores citaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 423/2018, que regulamenta a regra de ouro, segundo a qual as operações de crédito da União não podem ser maiores que as despesas de capital (essencialmente investimentos). Isso serve para evitar que o governo aumente sua dívida para pagar despesas correntes. Pela proposta, 10% das contribuições sociais do Sistema S serão redirecionadas para a Previdência Social. A PEC continuará tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

    Entre as matérias que serão arquivadas está o PL nº 9.509/2018, devido a não reeleição do seu autor, o deputado João Gualberto (PSDB-BA). O projeto, que tornava facultativas as contribuições sociais destinadas ao Sistema S, teve o mesmo destino do PL nº 10.568/2018, que criava o Serviço Nacional de Aprendizagem da Educação e o Serviço Social da Educação. Seu autor, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), não se reelegeu.

    Por último, será arquivado o PLS nº 386/2016, de autoria do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que também não foi reeleito. A proposição redirecionava 30% dos recursos destinados ao Sistema S para financiar a Seguridade Social.

    Ações Legislativas

    Assessor legislativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Enio Zampieri apresentou levantamento sobre as ações da entidade no Congresso Nacional, com números sobre o monitoramento e o acompanhamento das proposições. Quando iniciou o seu trabalho, em 1981, criada por Roberto Velloso, seu atual chefe, a Assessoria junto ao Poder Legislativo (Apel) monitorava apenas 2% das matérias em tramitação.

    Duas décadas depois, e já com a ajuda do Sistema de Informação Parlamentar (SIP) da Assessoria, o índice subiu para 60%. Atualmente, a equipe da Apel acompanha 100% das proposições. Nesse período, um marco desse trabalho ocorreu no ano passado, com a integração de todas as Federações de Comércio do País.

    Em 2011, foi criada a Rede Nacional de Assessorias Legislativas. Zampieri lembrou que em 2018 houve vários avanços tecnológicos para dar suporte ao trabalho dos assessores. Entre eles, estão o Sistema Renalegis 2 e o lançamento do aplicativo 3AP, de apoio à ação parlamentar.

    Para 2019, por causa do resultado das eleições deste ano, ele espera uma renovação promovida no Congresso, tendo em vista o grande número de novos projetos apresentados. Zampieri disse que não é possível prever, dado o grande número de novos parlamentares, se a grande maioria dos projetos continuará sendo na área de relações do trabalho, que têm dominado a pauta nos últimos anos. No acompanhamento feito pela Apel, a maior parte das proposições está concentrada nos segmentos de serviços, normatização comercial, comércio de bens e política econômica. 

    Perfil parlamentar

    O assessor Felipe Oliveira apresentou o trabalho realizado pela Apel com o perfil parlamentar e as perspectivas para a próxima legislatura (56ª). O fato marcante dessas eleições, segundo ele, foi a grande renovação no Legislativo, especialmente no Congresso Nacional.

    Do total de 1.354 candidatos que tentaram a reeleição no País, apena 825 (61%) foram bem-sucedidos. Na Câmara dos Deputados, 243 estarão em primeiro mandato, com 51,07% de renovação. No Senado, das 54 vagas que estavam em disputa (dois terços do total), 46 serão ocupadas por novos nomes. Apenas oito (15%) dos senadores foram reeleitos, nove são estreantes na política, e 16 eram deputados federais.

    O perfil profissional (declarado) dos deputados federais mostra que a grande maioria (253) é de políticos. Seguem-se empresários (99), professores (48), advogados (39) e servidores públicos (26). No Senado, 12 são políticos; 11, empresários; sete, advogados, que têm o mesmo número de servidores públicos: e cinco, professores.

    Em relação às bancadas na Câmara dos Deputados, a maior continua sendo a do PT, com 56 parlamentares. Seguem-se PSL, com 52; PP, 37; PSD e MDB, ambos com 34. No Senado, o MDB lidera com 12, seguido do PSDB, que tem nove; PSD, sete; DEM e PT, seis; e PODE, PP e Rede, com cinco cada.

    Quanto às perspectivas de governabilidade, Felipe Oliveira informou que quase a metade (49%) do novo Congresso é de parlamentares de apoio ao governo, e 21% são de oposição declarada.

    Projetos prioritários

    No encerramento da reunião, os integrantes da Renalegis debateram várias proposições de interesse, começando com o PL nº 10.372/2018. A CNC é favorável ao projeto, com a ressalva de que seja suprimido o dispositivo que desvia 25% das contribuições sociais compulsórias para custear o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

    Outra proposição considerada oportuna é o PL nº 5.100/2013, que estabelece a atualização financeira obrigatória dos contratos de serviço na data-base da categoria.

    Também foram debatidos o substitutivo da Câmara dos Deputados nº 6/2016 ao PLS nº 135/2010, que institui o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras; e o PL nº 2.694/2015, que dispõe sobre a execução indireta de atividades desenvolvidas nos estabelecimentos penais.

    Outras proposições avaliadas foram o PL nº 3.401/2008, que disciplina o procedimento de declaração judicial de desconsideração da personalidade jurídica, e o PLS Nº 487/2013, sobre a reforma do Código Comercial.

  • CBCPave alinha ações para 2019

    A Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPave) reuniu seus membros no Rio de Janeiro, no dia 21 de novembro, para a última reunião do ano. Na pauta do encontro, a análise e o debate de diversos temas de interesse recorrente do segmento representado pelo órgão consultivo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    A Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPave) reuniu seus membros no Rio de Janeiro, no dia 21 de novembro, para a última reunião do ano. Na pauta do encontro, a análise e o debate de diversos temas de interesse recorrente do segmento representado pelo órgão consultivo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O vice-presidente Administrativo da Confederação, Gastão Bittencourt, participou da reunião. “Nosso intuito é fortalecer e dar continuidade aos trabalhos já realizados por esta Câmara”, disse Bittencourt, enfatizando a importância de mobilizar a representatividade dos membros do grupo para agir de forma estratégica na defesa dos interesses do segmento. “Comprometo-me com os senhores para fortificar o elo junto à Presidência da Confederação.”

    Ele destacou ainda que tem interesse em participar do planejamento das reuniões da CBCPave, bem como em subsidiar o setor com dados e análises para que a atuação da CNC esteja cada vez mais alinhada com as necessidades do setor de peças e acessórios para veículos. “Agradecemos o apoio”, respondeu o coordenador da CBCPave, Wanderley Nogueira, que conduziu os trabalhos da reunião.

    Rota 2030

    Entre os temas debatidos, estava o Rota 2030 – Mobilidade e Logística, programa de políticas de fomento para o setor automobilístico. Representante da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da Confederação, Rita de Cássia do Nascimeto informou que, no dia 8 de novembro, foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto nº 9.557/2018, que regulamenta a Medida Provisória (MP) nº 843/2018. O texto estabelece requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos no País, instituindo o Programa Rota 2030 e dispondo sobre o regime tributário de autopeças não produzidas.

    De acordo com o Decreto, o Programa Rota 2030 terá vigência de 1º dezembro de 2018 até 30 de novembro de 2023, tendo como diretrizes incrementar a eficiência energética, o desempenho estrutural e a disponibilidade de tecnologias associadas à direção dos veículos comercializados no Brasil; aumentar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no País; estimular a produção de novas tecnologias e inovações, de acordo com as tendências tecnológicas globais; automatizar o processo de manufatura e incrementar a produtividade das indústrias para mobilidade e logística; promover o uso de biocombustíveis e de formas alternativas de propulsão, valorizando a matriz energética brasileira; e integrar a indústria automotiva brasileira às cadeias globais de valor.

    Rita ressaltou que está previsto no art. 31 do Decreto a instituição do Conselho Gestor dos recursos a serem alocados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de programas prioritários de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnológico para o setor automotivo e sua cadeia de produção. Segundo ela, a CBCPave pode contribuir com o processo. “O Conselho Gestor será regulamentado através de Portaria, cuja minuta será colocada em consulta pública, para contribuições da sociedade. As contribuições da CBCPave poderão ser encaminhadas à Assessoria das Câmaras Brasileiras do Comércio (ACBC), para estruturação e posterior envio à AGR, que encaminhará para consulta.” O coordenador da Câmara, Wanderley Nogueira, se comprometeu a reunir as sugestões da Câmara para colaboração na iniciativa.

    Incentivos fiscais via ICMS

    A Lei Complementar nº 160/2017, que convalida os incentivos fiscais relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedidos pelos Estados a empresas, foi um dos temas abordados na reunião. Ary Jorge, da Divisão Jurídica da Confederação, falou sobre o andamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5902, ajuizada pelo governador do Amazonas, Amazonino Mendes, para questionar a compatibilidade com a Constituição Federal de dispositivos da Lei Complementar 160/2017; e também abordou as cláusulas do Convênio ICMS 190/2017, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

    A ADI aponta como inviável a convalidação de benefícios concedidos por outras unidades da Federação sem a observância do disposto no art. 155, § 2º, incisos VI e XII, alínea “g”, da Constituição Federal; e destaca a inconstitucionalidade da previsão de remissão dos créditos decorrentes do reconhecimento da inconstitucionalidade de benefícios fiscais no âmbito do ICMS. Além disso, ataca o art. 2º da Lei Complementar nº 160/2017 e, em consequência, o Convênio ICMS 190/2017, que não observou o critério eleito pela Constituição Federal como indispensável à preservação do federalismo fiscal, qual seja, e a necessidade de que todos os entes federados estejam concordes na concessão de benefícios fiscais.

    Placas Mercosul

    Izis Ferreira, economista da CNC, falou aos membros da CBCPave sobre a decisão e as resoluções do Conselho de Ministros (CMC) e do Grupo Mercado Comum (GMC), órgãos máximos do Mercosul que definem as características, especificações técnicas, prazos e demais medidas para adoção da nova placa veicular pelos países membros do bloco sul-americano.

    Segundo Izis, no Brasil, é a Resolução Contran nº 729/2018 que propõe a unificação do processo de distribuição das placas e contempla regras e requisitos de credenciamento das empresas responsáveis pela produção das placas. “As novas placas deverão ser implementadas no Brasil até 1º de dezembro deste ano, em veículos de carga e passageiros a serem registrados, ou que estejam em processo de transferência de município/propriedade. Para veículos já emplacados, no momento a troca é opcional. Toda a frota nacional deverá estar no padrão Mercosul até dezembro de 2023”, apontou a economista.

    Sobre a adoção pelos estados, Izis informou que o Rio de Janeiro foi o único onde as placas começaram a ser instaladas, voluntariamente, desde 11 de setembro, e que apenas os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detran) de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal apresentam alguma informação sobre o novo padrão das placas em seus endereços eletrônicos. “Uma das premissas do novo padrão da placa é facilitar o fluxo de veículos e cargas na região do Mercosul, e um detalhe importante é que elas apresentam um QR Code que possibilita a identificação dos veículos em movimento, aumentando a segurança no transporte”, destacou Izis, entre outras informações. 

    Indústria 4.0

    Carlos Cunha, da Gerência de Tecnologia da Informação da CNC, falou sobre a Indústria 4.0 e sobre a necessidade de adaptação e qualificação dos empresários para otimizar, em seus negócios, o aproveitamento dos avanços que a tecnologia possibilita atualmente. “Até 2025, uma em cada três vagas será substituída pela tecnologia”, disse o assessor técnico. Entre as mudanças trazidas pela transformação digital, Carlos destacou que hoje o poder passou para o indivídu, e a informação é o combustível da transformação, entre outros pontos, exemplos e conceitos. “Investir em inovação e em educação é uma das principais formas de reverter o cenário brasileiro, até mesmo para aumentar a compreensão do que é digitalização.”

    Ainda durante a reunião da CBCPave, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e Acessórios no Município do Rio de Janeiro (Sincopeças-RJ), Rodrigo Otávio Carvalho Moreira, relatou a participação, em nome da Câmara, na reunião da Câmara Temática Veicular do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ele destacou que foram debatidos temas como a adaptação de produtos para a diminuição de acidentes e o aumento da segurança no trânsito; e a comercialização de produtos de origem duvidosa, bem como retorno destas peças ao mercado de forma clandestina. 

  • Boletim Informativo Diário (BID) 220/2018

    DESTAQUES:

    TCU rejeita agravos interpostos pelo Ministério Público de Contas e pela Fecomércio-DF contra despacho que indeferiu pedido de concessão de medida cautelar para suspender as eleições da CNC

    Sancionada lei que reajusta o subsídio dos Ministros do STF

    DESTAQUES:

    TCU rejeita agravos interpostos pelo Ministério Público de Contas e pela Fecomércio-DF contra despacho que indeferiu pedido de concessão de medida cautelar para suspender as eleições da CNC

    Sancionada lei que reajusta o subsídio dos Ministros do STF

  • Parecer da reforma tributária pode ser votado hoje na comissão especial

    A Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara (PEC nº 293/2004) reúne-se hoje (27/11) para votar o parecer do relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

    Hauly acredita que o texto atual, que começou a tramitar há 14 anos, não vai sofrer a resistência de propostas anteriores. Segundo ele, na década de 90 e nos anos 2000, as tentativas de aprovação da reforma esbarraram na questão da partilha. “É onde eu estou tomando o maior cuidado de não mexer com a arrecadação dos entes federados”, explicou.

    Imposto único

    A Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara (PEC nº 293/2004) reúne-se hoje (27/11) para votar o parecer do relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

    Hauly acredita que o texto atual, que começou a tramitar há 14 anos, não vai sofrer a resistência de propostas anteriores. Segundo ele, na década de 90 e nos anos 2000, as tentativas de aprovação da reforma esbarraram na questão da partilha. “É onde eu estou tomando o maior cuidado de não mexer com a arrecadação dos entes federados”, explicou.

    Imposto único

    A ideia do relator é acabar com ISS, ICMS, IPI, PIS, Cofins, Cide, salário-educação, IOF e Pasep, substituindo tudo por um imposto único sobre o consumo chamado de IVA, Imposto sobre Valor Agregado. Isso simplificaria o sistema e tornaria mais fácil o fim da incidência cumulativa da tributação, pois em cada fase da produção seria descontado o imposto pago na fase anterior.

    A mudança tornaria possível, segundo Luiz Carlos Hauly, zerar a tributação sobre alimentos e remédios e a criação de outros benefícios.

    Imposto seletivo

    Um imposto seletivo se encarregaria de taxar produtos sensíveis ou que devem sofrer uma tributação maior para desestimular o consumo, como energia, combustíveis, telecomunicações, cigarros, bebidas e veículos.

    Intervenção federal

    Se for aprova na comissão especial, a proposta ainda precisa ser analisada no Plenário da Câmara. Para isso, porém, seria necessário interromper a intervenção no Rio de Janeiro, o que depende de outras negociações.

    A Constituição não pode ser emendada em caso de intervenção, mas já existe um projeto em tramitação na Casa com o objetivo de suspender a operação militar (PDC nº 932/2018). A votação do parecer está marcada para as 14h30, no plenário 5.

  • CARF/Operadora São Paulo Renaissance Ltda x Fazenda Nacional

    1ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção

    PIS/Cumulatividade x Não Cumulatividade

    Processo nº 10880.675272/2009-08 e mais 15 outros

    1ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção

    PIS/Cumulatividade x Não Cumulatividade

    Processo nº 10880.675272/2009-08 e mais 15 outros

    A contribuinte do ramo de hotelaria recorre para compensar valores de PIS recolhidos de maneira equivocada. O Renaissance explica que sua atividade principal, de hotelaria, deve ser apurada sob o regime da cumulatividade, enquanto as outras atividades presentes em seu contrato social – eventos, restaurantes e aluguel de espaços – deveriam migrar para o regime da não cumulatividade.

    O lote de processos repetitivos tem como relator o conselheiro Cássio Schappo. Em seu voto, Schappo levou em consideração as provas apresentadas pela contribuinte nos autos, e votou por converter o julgamento em diligência, retornando os documentos para a entidade fiscalizatória. Agora, a autoridade tributária deve confirmar se os valores presentes no documento apresentado conferem com a contabilidade da empresa para determinar se a empresa possui créditos a serem apurados. O entendimento do relator foi seguido por unanimidade.

    Fonte: Jota.info

  • Comissão avalia venda de remédios em supermercados

    A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta terça-feira (27/11) para discutir proposta (PL nº 9.482/2018) que permite a venda em supermercados de medicamentos isentos de prescrição.

    Esses remédios, que obedecem a classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não precisam de receita médica para serem comprados, são vendidos atualmente só em farmácias e drogarias. Pela proposta, esses produtos poderiam ser comercializados também em supermercados.

    A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta terça-feira (27/11) para discutir proposta (PL nº 9.482/2018) que permite a venda em supermercados de medicamentos isentos de prescrição.

    Esses remédios, que obedecem a classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não precisam de receita médica para serem comprados, são vendidos atualmente só em farmácias e drogarias. Pela proposta, esses produtos poderiam ser comercializados também em supermercados.

    O autor do projeto, deputado Ronaldo Martins (PRB-CE), afirma que, como esses medicamentos já são amplamente conhecidos e utilizados pela população, não representam elevado risco sanitário e por isso poderiam ser vendidos também em outros estabelecimentos comerciais.

    O presidente da comissão, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), que é médico, explicou que o objetivo da audiência é ouvir os representantes do setor farmacêutico, da Anvisa, dos supermercados e dos médicos para discutir a viabilidade da proposta, uma vez que o Brasil já enfrenta o problema da automedicação praticada por boa parte da população.

    “Uma desvantagem é que hoje um dos grandes problemas do Brasil é a automedicação. As pessoas que ainda se automedicam não procuram a orientação médica e que têm alguns efeitos que podem causar danos aos pacientes”, afirma Juscelino Filho, que propôs a realização da audiência e é também o relator da proposta.

    Os produtos isentos de prescrição são destinados a tratar problemas mais simples como febre, tosse, assaduras, prisão de ventre, e sintomas de gripes e resfriados, por exemplo.

    Debatedores

    Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares, entre outros, o diretor-presidente da Anvisa, Wiliam Dib; a presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marilena Lazarini; e representantes do Conselho Federal de Medicina, do Conselho Federal de Farmácia e dos supermercados.

    A audiência será realizada a partir das 14 horas no plenário 7. Os interessados poderão acompanhar a audiência ao vivo e enviar perguntas, críticas e sugestões aos convidados.