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  • Proposta reduz imposto de renda de academia de ginástica

    Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 10.344/2018, do deputado (PSB-PE), que reduz o imposto de renda devido por academias de ginástica. A proposta inclui as academias de ginástica e estabelecimento similares entre as empresas do setor de serviços beneficiadas com percentual reduzido da base de cálculo sobre a receita bruta para definir a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

    Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 10.344/2018, do deputado (PSB-PE), que reduz o imposto de renda devido por academias de ginástica. A proposta inclui as academias de ginástica e estabelecimento similares entre as empresas do setor de serviços beneficiadas com percentual reduzido da base de cálculo sobre a receita bruta para definir a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

    Atualmente, a lei do IRPJ (Lei nº 9.249/1995) garante a hospitais, clínicas e laboratórios redução da alíquota de 32% para 8%. O texto quer garantir a alíquota menor também para as academias.

    Para Carreras, a medida vai garantir o aumento da atividade física da população em geral, com consequente redução dos custos para a saúde pública. “Desonerar e tornar as academias de ginásticas acessíveis a população, desonerará o Sistema Único de Saúde e fomentará a longevidade e a qualidade de vida do brasileiro”.

    Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2015 revelou que 74% das mortes no Brasil são por doenças não transmissíveis, sendo que 60% são por doenças cardiovasculares, respiratórias, cânceres e diabetes. Segundo a organização, a cada dólar investido em promoção de atividade física, pode-se economizar aproximadamente três dólares em saúde.

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Esporte; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania

     

     

  • Proposta suspende redução de IPI de concentrados de refrigerantes na Zona Franca

    Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 1.011/2018, dos senadores amazonenses Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Omar Aziz (PSD), que susta o decreto do Executivo que reduziu de 20% para 4% as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a produção de xaropes usados na fabricação de refrigerantes.

    Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 1.011/2018, dos senadores amazonenses Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Omar Aziz (PSD), que susta o decreto do Executivo que reduziu de 20% para 4% as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a produção de xaropes usados na fabricação de refrigerantes.

    Segundo os senadores, o Decreto nº 9.394/2018 inviabiliza a permanência da indústria de concentrados em Manaus, que responde por grande parte do faturamento do Polo Industrial. “A modificação das alíquotas acaba, na prática e sem lei, com o incentivo fiscal garantido para a zona franca”, afirma a justificativa dos senadores.

    O governo alega que o incentivo foi reduzido em nome do equilíbrio fiscal e que o decreto corrigiu uma distorção: a carga sobre o insumo (20%) era maior do que sobre o produto final (4%). Essa diferença existente antes do decreto gerava créditos na apuração do IPI pelas indústrias de refrigerantes.

    Tramitação

    A proposta tramita em regime de prioridade e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 205/2018

    DESTAQUES:

    Convocação do Conselho de Representantes da CNC para reunir-se em sessão extraordinária no dia 14 de novembro de 2018

    Alterada norma que instala e designa os conselheiros suplentes que integrarão as Turmas Extraordinárias das Seções de Julgamento do CARF, onde foram designados, entre outros, representantes dos Contribuintes (CNC)

    Alterada lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no tocante a contagem de prazo processual

    DESTAQUES:

    Convocação do Conselho de Representantes da CNC para reunir-se em sessão extraordinária no dia 14 de novembro de 2018

    Alterada norma que instala e designa os conselheiros suplentes que integrarão as Turmas Extraordinárias das Seções de Julgamento do CARF, onde foram designados, entre outros, representantes dos Contribuintes (CNC)

    Alterada lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no tocante a contagem de prazo processual

    Secex inicia revisão do direito antidumping aplicado às importações brasileiras de etanolaminas – monoetanolaminas e trietanolaminas, originárias da Alemanha e dos Estados Unidos da América, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    Secex inicia revisão do direito antidumping aplicado às importações brasileiras de tubos de aço carbono, sem costura, de condução (line pipe), utilizados para oleodutos e gasodutos, com diâmetro externo superior a 5 (cinco) polegadas nominais (141,3 mm), mas não superior a 14 (quatorze) polegadas nominais (355,6 mm), originárias da China, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    Instituído Grupo Técnico de Trabalho para a Promoção do Turismo Cinematográfico

  • PPS defende nova proposta para reforma da Previdência

    O líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (SP), garantiu nesta quarta-feira (30/10) que a bancada do partido tem compromisso com as reformas que o País necessita para superar a crise. “Defendemos, por exemplo, as reformas da Previdência e tributária. Com relação a Previdência, estamos dispostos a discutir, apresentar propostas e ajudar a aprovar uma mudança eficiente nesse sistema que garanta, no futuro, a aposentadoria do trabalhador brasileiro”, disse.

    O líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (SP), garantiu nesta quarta-feira (30/10) que a bancada do partido tem compromisso com as reformas que o País necessita para superar a crise. “Defendemos, por exemplo, as reformas da Previdência e tributária. Com relação a Previdência, estamos dispostos a discutir, apresentar propostas e ajudar a aprovar uma mudança eficiente nesse sistema que garanta, no futuro, a aposentadoria do trabalhador brasileiro”, disse.

    O deputado ponderou, no entanto, que não há condições de se votar a Reforma da Previdência na Câmara ainda neste ano. “Um novo governo, que foi eleito para mudar a jeito de se fazer política, não pode começar sua gestão com remendo, com uma reforma que não resolve definitivamente o problema da Previdência”, afirmou o líder.

    Manente defende uma reforma elaborada pelo novo governo. “Com a autoridade de quem venceu as eleições, o novo governo pode propor, inclusive, a diminuição das injustiças que existem na atual proposta que está vigorando aqui na Câmara”, sugeriu.

    Ontem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a reforma da Previdência é urgente, mas que é preciso avaliar se há clima para aprovação do texto neste ano. A proposta está pronta para ser votada pelo Plenário da Câmara, mas enquanto durar a intervenção federal no Rio de Janeiro o Congresso não pode votar propostas de emenda à Constituição.

  • Câmara aprova projeto que regulamenta regime de multipropriedade

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (31), o Projeto de Lei nº 10287/2018, do senador Wilder Morais (DEM-GO), que regulamenta o regime de multipropriedade de imóveis, uma nova modalidade de condomínio. A proposta altera o Código Civil (Lei nº10.406/2002).

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (31), o Projeto de Lei nº 10287/2018, do senador Wilder Morais (DEM-GO), que regulamenta o regime de multipropriedade de imóveis, uma nova modalidade de condomínio. A proposta altera o Código Civil (Lei nº10.406/2002).

    O regime prevê que um mesmo imóvel possa ser utilizado por vários proprietários, que vão compartilhar os custos de aquisição e de manutenção. A cada coproprietário será concedido um tempo de uso, que não poderá ser inferior a sete dias seguidos ou intercalados. Com o término do período, ele terá que desocupar o imóvel, sob pena de ter de pagar multa diária, a ser fixada pelos condôminos.

    Cada multiproprietário pagará as taxas normais de moradia, como água, luz, IPTU e condomínio, conforme o seu tempo de permanência no imóvel. Ou seja, quem usar mais, pagará mais. A cobrança das obrigações será realizada por documentos individualizados para cada multiproprietário.

    Também conhecido como time sharing, o regime de propriedade compartilhada surgiu na Europa e, inicialmente, focou na exploração de imóveis para fins turísticos, como casas, chalés e apartamentos.

    O relator da proposta na CCJ, deputado Herculano Passos (MDB-SP), apresentou parecer favorável ao texto, apenas com emenda de redação. Segundo ele, “presente em outros países, a multipropriedade, ou time sharing, é modalidade do direito real que se ajusta à dinâmica da economia, permitindo que os proprietários exerçam sobre determinado imóvel o condomínio em frações de tempo pré-definidas”.

    Tempo de uso

    Conforme o projeto, o período de uso será registrado em cartório, junto com a certidão do imóvel. O coproprietário poderá, inclusive, alugar o imóvel durante a sua fração de tempo. Poderá também vender a sua parte de tempo, desfazendo-se do bem. Para isso, não precisará da anuência dos demais coproprietários.

    Todos os multiproprietários terão direito a uma mesma quantidade mínima de dias seguidos durante o ano, podendo haver a aquisição de frações maiores que a mínima (sete dias). O período de uso poderá ser fixo (sempre no mesmo período do ano), flutuante (de forma periódica) ou um misto das modalidades anteriores.

    Convenção

    A convenção de condomínio determinará, entre outros pontos, os poderes e deveres dos multiproprietários, o número máximo de pessoas que podem ocupar simultaneamente o imóvel, a criação de fundo de reserva para reposição e manutenção de instalações e mobiliário, e as multas aplicáveis ao multiproprietário que não cumprir com seus deveres.

    Entre estes deveres estão a responsabilidade por danos causados ao imóvel, e a proibição de modificar o mobiliário, os equipamentos e as instalações.

    Tramitação

    O projeto foi analisado em caráter conclusivo e poderá seguir diretamente para sanção presidencial, a não ser que haja recurso para votação pelo Plenário.

  • Aprovado na CDR, registro de veículos de turismo busca evitar confusão com transporte irregular

     

    Projeto aprovado nesta quarta-feira (30/10) pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) determina que o guia de turismo que usa carro próprio para trabalhar precisa cadastrar o veículo no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O registro deve ser feito também no município e no Estado onde a atividade for organizada e onde circula.

     

    Projeto aprovado nesta quarta-feira (30/10) pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) determina que o guia de turismo que usa carro próprio para trabalhar precisa cadastrar o veículo no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O registro deve ser feito também no município e no Estado onde a atividade for organizada e onde circula.

    A ideia é evitar que o guia seja confundido como um motorista de transporte irregular de passageiros, por exemplo. A proposta (PLC nº 23/2014) já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e agora segue para votação no Plenário.

    Na votação desta terça na CDR, o texto ganhou uma pequena mudança de redação. Originalmente dizia que o veículo não poderia ter duas portas. Os senadores entenderam que o sentido poderia ser deturpado, abrindo brecha para veículos de uma porta apenas. Com isso, a proposta passou a exigir veículos com três ou mais portas, sem contar o acesso ao porta-malas.

     

  • CNC eleva previsão de vendas e empregos para o Natal

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,5 bilhões, o que representa um avanço de +2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A previsão de contratação de trabalhadores temporários também aumentou de 72,7 mil para 76,5 mil vagas. 

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,5 bilhões, o que representa um avanço de +2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A previsão de contratação de trabalhadores temporários também aumentou de 72,7 mil para 76,5 mil vagas. 

    “Além da menor pressão sobre a inflação, nos meses de agosto e setembro de 2018, o mercado de trabalho, lastro do consumo no País, registrou os maiores saldos de geração vagas formais em cinco anos. Naturalmente, com a melhora nas expectativas de vendas, a demanda por trabalhadores temporários no varejo deverá crescer”, aponta Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação. 

    O maior aumento nas vendas deverá ocorrer nos segmentos de hiper e supermercados (R$ 12,3 bilhões), lojas de vestuário (R$ 8,3 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,2 bilhões), ramos que juntos deverão responder por cerca de 75% das vendas natalinas deste ano. O maior aumento real das vendas, contudo, deverá se dar no segmento de cosméticos e perfumarias (+4,3% em relação à mesma data de 2017). 

    Mais contratações, ainda que tardias 

    Segundo a CNC, os destaques na oferta de vagas ficarão a cargo dos segmentos de vestuário e calçados (49,6 mil vagas), seguidos por hiper e supermercados (14,1 mil) e pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8,9 mil). Historicamente, vendedores (43%) e operadores de caixa (11%) costumam ser os profissionais mais procurados para o preenchimento das vagas temporárias. Regionalmente, as vagas ofertadas em São Paulo (19,0 mil), Minas Gerais (8,7 mil), Rio de Janeiro (7,6 mil) e Rio Grande do Sul (6,8 mil) vão corresponder a 55% do total de postos a serem criados no Natal de 2018. 

    “Embora a temporada de contratações no varejo costume ocorrer entre os meses de setembro e dezembro, o agravamento da crise vivida pelo setor nos últimos anos provocou um ‘efeito adiamento’ na demanda por trabalhadores”, comenta o economista. Antes da crise, em média, 24% das vagas eram preenchidas nos meses de setembro e outubro. A partir de 2015, esse percentual caiu para 14%. Em contrapartida, o mês de dezembro, que costumava concentrar cerca de 14% das vagas temporárias até 2014, passou, nos três últimos anos, a responder por 26% dos postos de trabalho criados para o Natal. A maior parte das contrações continua ocorrendo em novembro, mês em que o varejo preenche cerca de 60% das vagas oferecidas. 

    De acordo com a Confederação, 22% dos trabalhadores contratados de forma temporária devem ser efetivados após o período de festas – um percentual abaixo do observado no início de 2018 (23,8%), porém acima das taxas observadas durante a recessão (14,4% em 2015 e 15,2% em 2016). 

    Salários 

    O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.211,00, avançando, portanto, 2,4% em termos nominais na comparação com o mesmo período do ano passado. O maior salário de admissão deverá ser pago pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.479), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.453). Esses segmentos, contudo, deverão ofertar apenas 1,5% das vagas totais a serem criadas no varejo. Acesse abaixo o estudo na íntegra.  

     

  • Comissão discutiu custos e arrecadações gerados pelo tabagismo

    Os custos totais da assistência médica e da perda de produtividade geradas pelo tabagismo são mais de quatro vezes maiores que a arrecadação gerada pelos cigarros no Brasil. Os dados foram apresentados pela representante da Comissão Nacional Para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ) durante audiência pública da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), desta quarta-feira (31/10).

    Os custos totais da assistência médica e da perda de produtividade geradas pelo tabagismo são mais de quatro vezes maiores que a arrecadação gerada pelos cigarros no Brasil. Os dados foram apresentados pela representante da Comissão Nacional Para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ) durante audiência pública da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), desta quarta-feira (31/10).

    A audiência foi marcada para debater o PLS nº 769/2015, que propõe novas restrições à produção, apresentação e comercialização de fumígenos. O texto veda a propaganda de cigarros e outros produtos para o fumo e proíbe o uso de aditivos de sabor e aroma a esses produtos. Além disso, padroniza as embalagens de cigarro, consideradas uma forma de publicidade, e prevê como infração de trânsito o ato de fumar em veículos quando houver passageiros menores de dezoito anos.

    Defensores da indústria do tabaco são contrários ao texto com o argumento de que haverá perda de arrecadação e prejuízo à economia dos municípios produtores. Já representantes da área de saúde, lembram os males causados pelo tabaco, inclusive a crianças e adolescentes.

    Arrecadação

    De acordo com a representante do CONICQ, Alessandra Trindade Machado, os custos totais da assistência médica de doenças associadas ao tabagismo, somados aos custos de perda de produtividade associada ao consumo de tabaco, é de quase R$ 57 bilhões ao ano, enquanto a arrecadação dos impostos gerada pelo cigarro é de R$ 13 bilhões. “A arrecadação tributária é muito inferior ao que se gasta, o que representa um prejuízo de R$ 44 bilhões por ano”, alertou.

    Para ela, crianças e adolescentes são os principais alvos da indústria do tabaco, que tenta garantir o mercado futuro. A diretora Executiva da ACT Promoção da Saúde, organização de combate ao tabagismo, Monica Andreis, concorda.

    Para ela, mesmo com a lei que proibiu a propaganda de cigarros na TV e em veículos de comunicação de massa, essa publicidade ainda existe na prática nos expositores, nos locais de venda, muitas vezes próximos de balas e chicletes, nas embalagens, nas redes sociais e em eventos. “Esse tipo de estratégia estimula a experimentação e a iniciação. As crianças acabam se sentindo atraídas pelos produtos. Combinados, todos esses fatores do posicionamento, dos grandes painéis, do uso de aditivos de sabores e aromas e das embalagens atrativas, acabam, de fato, atraindo o público jovem para o consumo”, lamentou.

    Ela citou vários países em que já foram implementadas iniciativas previstas no projeto, como a padronização das embalagens. Em alguns deles, a constitucionalidade da medida já foi confirmada pelas Supremas Cortes. A proibição de fumo dentro do carro quando houver crianças também já é uma realidade em muitos países.

    Economia

    A senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu à comissão que fosse votado outro requerimento de audiência pública, dessa vez, com pessoas contrárias ao projeto. Deputados que não estavam entre os convidados para o debate pediram palavra para falar contra o texto. “O tabaco é uma fonte de renda extremamente importante para muitas famílias e os prefeitos que estão aqui sabem o que significa para os seus municípios. Se tirar essa atividade, praticamente acaba a economia desses municípios”, argumentou o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que previu prejuízos especialmente aos estados da Região Sul.

    Ele e o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) sugeriram também medidas para combater o contrabando de cigarros. Para Moreira, ainda que não se plantasse nenhum pé de fumo no país, ainda haveria fumantes, mas muito mais prejudicados por cigarros de má qualidade.

    “Será que não temos outra coisa mais rápida para fazer e mais eficiente do que ficar fazendo “leizinhas” que não têm nenhum resultado final, nada, zero, absolutamente nenhum? Não terá nenhum fumante a menos depois de fazermos as leis, nenhum”, disse, exaltado.

    Oferta e demanda

    O autor do projeto, senador José Serra (PSDB-SP), lembrou que o texto não ataca a oferta de cigarro, ou seja, a indústria, mas sim a demanda pelo produto. Para ele, a questão econômica não pode se sobrepor à saúde dos brasileiros. “Não é porque uma atividade gera emprego que ela necessariamente é boa para a sociedade. Se o cigarro faz mal, independentemente de gerar emprego, não faz sentido nós deixarmos de combater o tabagismo”, argumentou o senador.

    O relator, senador Cristovam Buarque (PPS-DF), também frisou que o texto não proíbe a produção e o consumo, apenas reduz o incentivo ao fumo. O senador se disse convencido de que o projeto é “extremamente positivo”.

    No comando da audiência, o vice-presidente da comissão, senador Airton Sandoval (MDB-SP), leu várias mensagens enviadas por internautas pelo e-Cidadania, todas favoráveis a medidas de combate ao tabagismo.

  • Relator apresenta parecer sobre MP das Loterias, e comissão mista volta a se reunir na terça

    O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), relator na comissão mista que analisa a medida provisória das loterias (MP nº 846/2018), apresentou seu parecer nesta quarta-feira (31/10). Ele acolheu parcial ou totalmente 12 das 41 emendas apresentadas ao texto, que regula a transferência de recursos das loterias para áreas como segurança pública, cultura e esporte.

    O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), relator na comissão mista que analisa a medida provisória das loterias (MP nº 846/2018), apresentou seu parecer nesta quarta-feira (31/10). Ele acolheu parcial ou totalmente 12 das 41 emendas apresentadas ao texto, que regula a transferência de recursos das loterias para áreas como segurança pública, cultura e esporte.

    Após acordo entre os parlamentares, o presidente da comissão mista, deputado Evandro Roman (PSD-PR), e o relator concordaram com um pedido de vista coletivo. Assim, a sessão foi encerrada, e o colegiado volta a se reunir na terça-feira (06/11), às 14h30, no plenário 2 da Ala Senador Nilo Coelho, no Anexo 2 do Senado, para analisar o parecer.

    O presidente Evandro Roman e o relator Flexa Ribeiro esperam concluir os trabalhos da comissão mista na próxima semana. A MP das Loterias tem de ser votada pelos plenários da Câmara e do Senado até 28 de novembro ou então perderá a validade.

    A MP nº 846 foi editada em agosto como uma nova versão da MP nº 841/2018, que perdeu eficácia. O novo texto resultou de uma articulação dos ministérios da Cultura e do Esporte após a pressão de entidades desses setores. Ao mesmo tempo em que aumentava repasses das loterias ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), a MP nº 841 cortava verbas para cultura e esporte.

    Parecer e emendas

    Em seu relatório, Flexa Ribeiro recomenda a aprovação do texto, com alterações. Além das emendas, ele também promoveu ajustes na medida provisória.

    As mudanças incluem a vedação ao contingenciamento dos recursos do FNSP, além de elevar, de 25% para 50%, o piso das transferências obrigatórias destinados à segurança pública nos estados e no Distrito Federal a partir dos recursos decorrentes das loterias destinados ao fundo.

    Também foram incluídas novas hipóteses de aplicação desses recursos, como programas de polícia comunitária e de perícia móvel. O relator sugere ainda mudança na composição do Conselho Gestor do FNSP, para conciliar a participação da sociedade civil com a presença de representantes dos ministérios e dos estados e Distrito Federal.

    Entre outros itens, o parecer prevê a criação de novos produtos lotéricos. Um deles seria voltado a incentivos para que escolas alcancem os resultados propostos pelo Ministério da Educação. Outra emenda prevê que, a cada ano, a renda líquida de três novos concursos de loterias esportivas seja revertida à Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi).

  • Síntese da Conjuntura 31/10/2018

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.