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  • Boletim Informativo Diário (BID) 208/2018

    DESTAQUES:

    Decreto estabelece que a autenticação de livros contábeis de pessoas jurídicas não sujeitas ao Registro do Comércio poderá ser feita pelo Sistema Público de Autenticação

    Definida a política de comercialização do petróleo e do gás natural da União

    DESTAQUES:

    Decreto estabelece que a autenticação de livros contábeis de pessoas jurídicas não sujeitas ao Registro do Comércio poderá ser feita pelo Sistema Público de Autenticação

    Definida a política de comercialização do petróleo e do gás natural da União

  • Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – outubro 2018

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010.

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

  • Deputados defendem venda direta de etanol aos postos de combustíveis

    Em audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor, a principal preocupação foi se a população seria beneficiada com a venda direta do etanol aos postos, ainda que a diminuição no preço final do álcool não seja significativa.

    Em audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor, a principal preocupação foi se a população seria beneficiada com a venda direta do etanol aos postos, ainda que a diminuição no preço final do álcool não seja significativa.

    O representante do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ricardo de Castro, disse que a venda direta poderia melhorar a concorrência no setor. Mas as distribuidoras não concordam. Leonardo Gadotti Filho, da Associação Nacional de Distribuidoras (Plural), alertou que, com a estrutura tributária que existe hoje no país, a venda direta pode aumentar a sonegação de impostos.

    “Combustível, para todos os estados da federação, é o primeiro item de arrecadação. Nós estaremos mexendo nisso se não garantirmos que todos esses impostos vão ser pagos. Nós temos no Brasil, hoje, mais ou menos R$ 60 bilhões inscritos na dívida ativa – ou seja, sonegação de combustíveis”, afirmou Gadotti.

    Divergência entre produtores

    Representantes da indústria de cana de açúcar do Nordeste defenderam a venda direta e afirmaram que a questão tributária pode sofrer uma adequação para garantir que não haja prejuízos financeiros aos estados. Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco, enumerou as vantagens da negociação direta entre produtores e postos. “Nós teremos uma agilidade maior, uma eficiência logística maior, uma diminuição de estocagem não remunerada muito maior e, sem dúvida alguma, onde formos competentes, nós iremos levar um produto ao consumidor.”

    Já os produtores da região Centro-Sul, representados pela União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), têm posicionamento diferente. A diretora-presidente da entidade, Elizabeth Farina, argumenta que o ônus da mudança não está sendo levado em conta e que os custos de distribuição não vão desaparecer com a venda direta.

    Ela acrescenta que a vantagem no preço final do combustível será pequena. “Nós vamos fazer toda essa mudança para o consumidor na ponta ter 8 centavos de redução se tudo isso de fato for passado para frente na cadeia produtiva? Então me parece que o benefício que está se almejando está sendo superestimado”, afirmou.

    O deputado João Fernando Coutinho (Pros-PE), que sugeriu a audiência pública, lembra que as propostas de mudança não excluem as distribuidoras da cadeia produtiva do etanol e que a venda direta seria opcional. O parlamentar defende a diminuição das despesas com combustível no orçamento do cidadão. “Qualquer redução desse custo certamente vai beneficiar o consumidor. Um custo de 8, de 10, de 15 centavos, qualquer redução é benéfica ao cidadão brasileiro.”

    Propostas

    Há várias propostas em tramitação na Câmara dos Deputados para mudar uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (RANP nº 43/2009) e alterar a lei que estabelece a Política Energética Nacional (lei nº 9.478/1997) com o objetivo de permitir que os produtores de etanol possam vender o combustível diretamente aos postos, sem a intermediação das empresas distribuidoras.

    Depois da exposição dos convidados da audiência pública, a maioria dos deputados se declarou favorável à venda direta do etanol. Os parlamentares querem que o projeto de decreto legislativo (PDC nº 916/2018) seja levado ao plenário da Câmara ainda neste ano.

  • Proposta inclui turismo entre os direitos prioritários para os idosos

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou em 31 de outubro proposta que altera o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) para incluir o turismo entre os direitos prioritários a serem garantidos aos maiores de 60 anos. Atualmente o Estatuto já assegura ao idoso a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou em 31 de outubro proposta que altera o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) para incluir o turismo entre os direitos prioritários a serem garantidos aos maiores de 60 anos. Atualmente o Estatuto já assegura ao idoso a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

    Relatora no colegiado, a deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) defendeu a aprovação da proposta – Projeto de Lei nº 655/2015, do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) – na forma do substitutivo adotado pela Comissão de Seguridade Social e Família. O substitutivo não altera a proposta original, mas deixa claro que o Estatuto deve atribuir expressamente ao idoso o direito fundamental ao turismo, além de encarregar o poder público de fomentar a participação dos idosos na atividade turística.

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto é idêntico ao PL nº 7534/2014, do ex-deputado Helcio Silva, que foi arquivado ao final da legislatura passada. Outro projeto idêntico (PL nº 682/2015), do deputado Chico D’Angelo (PDT-RJ), foi rejeitado pela Comissão de Turismo.

     

  • Sem consenso, mudança no Estatuto do Desarmamento deve mobilizar senadores em 2019

    Uma das promessas de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, a revisão do Estatuto do Desarmamento, que completa 15 anos em 2018, será um dos temas polêmicos a serem enfrentados pelos senadores em breve.

    O assunto é controverso e divide os parlamentares. Além de divergências quanto ao mérito — se o acesso às armas aos cidadãos deve ou não ser facilitado —, há discordância também quanto ao melhor momento para se discutir e votar possíveis mudanças, visto que faltam menos de 50 dias para o fim dos trabalhos legislativos deste ano.

    Uma das promessas de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, a revisão do Estatuto do Desarmamento, que completa 15 anos em 2018, será um dos temas polêmicos a serem enfrentados pelos senadores em breve.

    O assunto é controverso e divide os parlamentares. Além de divergências quanto ao mérito — se o acesso às armas aos cidadãos deve ou não ser facilitado —, há discordância também quanto ao melhor momento para se discutir e votar possíveis mudanças, visto que faltam menos de 50 dias para o fim dos trabalhos legislativos deste ano.

    A maioria dos senadores ouvidos pela Agência Senado acredita que o tema deve ficar somente para o ano que vem, já que na última eleição, das 54 vagas em disputa, 46 serão ocupadas com novos nomes. É o que pensa, por exemplo, Cristovam Buarque (PPS-DF).

    “Não acredito que em 2018 ainda se consiga modificar qualquer coisa minimamente substancial. Primeiro porque muitos de nós, eu inclusive, não estaremos aqui no próximo ano. Não vejo problema em votar, por exemplo, a aprovação de um embaixador. Mas na hora de votar Previdência e Estatuto do Desarmamento, não me sinto com legitimidade. Além disso, é algo que leva tempo, vai render muitos debates e passar por comissões. Não vejo como aprovar isso este ano”, afirmou o parlamentar, que se diz “radicalmente contra armar a população civil”.

    Outro parlamentar que disse ser muito difícil deliberar definitivamente sobre a questão este ano é Lídice da Mata (PSB-BA), que assumirá um mandato na câmara dos Deputados a partir de 2019. “Acho quase impossível. Duvido que deputados e senadores que não se reelegeram queiram mexer num vespeiro desse. Da mesma forma que existe um grupo radicalizado querendo armar o Brasil, existe também um grande número de pessoas que são contra a liberação total das armas”, opinou a senadora, que também é contra mudança no Estatuto.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) vai mais longe. Para ele é impossível o atual Congresso tratar do assunto. Segundo o representante reeleito do Amapá, trata-se de uma pauta exaustivamente debatida durante a última campanha eleitoral e que tem de ser tratada pela próxima legislatura. “Se o presidente eleito quer mesmo enfrentar essa matéria, ele que encaminhe para o Legislativo a partir do ano que vem. Nós não temos delegação para tratar desse assunto. O governo eleito no último domingo tem que enfrentar as pautas que ele mesmo apresentou durante a campanha”, afirmou.

    Opiniões parecidas têm dois representantes do Rio Grande do Sul no Senado: o senador Paulo Paim (PT), que é contra facilitar o acesso da população às armas, e o senador Lasier Martins (PSD), que é a favor de modificações na legislação. Ambos continuarão no Senado no próximo ano e acham difícil votação agora em 2018.

    “Acho complicado mexer no Estatuto neste ano com o atual Congresso. Poderíamos fazer isso no começo do ano que vem. Mas, seja agora ou depois, sou a favor da flexibilização. As pessoas têm o direito de ter uma arma em casa ou no campo que pelo menos lhes dê condições de se defenderem dos bandidos”, afirmou Lasier.

    Vontade política

    Já para os senadores Magno Malta (PR-ES), José Medeiros (PSD-MT) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a questão está relacionada pelo tempo exíguo até o fim da legislatura, mas pelo interesse dos parlamentares. “Tempo há, sim. Desde que haja vontade política. Quando o Parlamento quer e define, as coisas andam”, afirmou Flexa Ribeiro.

    Cotado para ser ministro do novo governo e um dos parlamentares mais próximos de Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES), que não foi reeleito, lembra que até a votação do Orçamento em dezembro, o Congresso Nacional estará em amplo funcionamento. “Se tiver boa vontade, eu já vi texto constitucional ser mudado sem respeitar prazo, tempo e passando por cima de tudo. A gente não viu o Lewandowski rasgar a Constituição e dar direito político para Dilma Rousseff aqui na frente de todo mundo? Então, quando eles querem, as coisas acontecem”, disse.

    Projetos

    Para Magno Malta, que defende alterações na legislação, há propostas na Câmara dos Deputados mais adiantadas — prontas para o Plenário — e que podem servir de base para votações. Na opinião dele, seria melhor, por exemplo, do que insistir no Projeto de Decreto Legislativo (PDS nº 175/2017), que já recebeu voto favorável do relator Sérgio Petecão (PSD-AC) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta, de autoria do senador Wilder Morais (DEM-GO), convoca plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento.

    “Fazer outro plebiscito é gastar tempo e dinheiro. Acho que o Brasil está muito maduro em relação ao assunto. Estamos num país com alto índice de violência. Não estamos no país de Alice, nem no fantástico mundo de Bobby. O Brasil sabe o que quer”, afirmou.

    Novatos

    A participação da população ao opinar sobre o PDS nº 175/2017 no e-Cidadania, canal direto de comunicação do Senado com o público, reflete a divisão da sociedade brasileira em relação ao assunto: mais de 1,5 milhão de pessoas já opinou, sendo que 894 mil se mostraram contra a iniciativa, e 656 mil ficaram a favor.

    A divisão de opiniões deve persistir na próxima legislatura. Foram eleitos para o Senado candidatos notoriamente são a favor de mudanças na lei, como Major Olimpío (PSL-SP) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em contrapartida, também haverá vozes contrárias, como Rogério Carvalho Santos (PT-SE). “Sou totalmente contra armar o cidadão e contra o uso de arma de forma irrestrita. Uma sociedade não se faz com arma, se faz com educação. Por isso sou pela manutenção do Estatuto do Desarmamento e vou trabalhar para desarmar a sociedade”, afirmou.

  • Cumprimento de cotas para jovens aprendizes foi tema de audiência

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) debateu na segunda-feira (05/11) os desafios enfrentados pela juventude, pelo setor empregador e pelo governo, visando a efetividade da chamada Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097), que junto com o decreto nº 5.598/2005, determina cotas para as empresas na contratação de trabalhadores como jovens aprendizes, entre 14 e 24 anos de idade.

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) debateu na segunda-feira (05/11) os desafios enfrentados pela juventude, pelo setor empregador e pelo governo, visando a efetividade da chamada Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097), que junto com o decreto nº 5.598/2005, determina cotas para as empresas na contratação de trabalhadores como jovens aprendizes, entre 14 e 24 anos de idade.

    Para estes casos, o contrato de trabalho pode durar até dois anos e, durante o período, o jovem é capacitado na instituição formadora e na empresa, combinando formação teórica e prática. As empresas de médio porte devem possuir uma porcentagem equivalente a 5% de jovens aprendizes, enquanto para as de grande porte, esta cota sobe para 15%.

    Ainda segundo a legislação, no setor de comércio e serviços, são consideradas empresas de médio porte as que tem entre 50 e 99 empregados. Já na indústria, são as que possuem entre 100 e 499 contratados. No caso das empresas de grande porte, no setor de comércio e serviços são as com mais de 100 funcionários; e no setor industrial, as com mais de 500 empregados.

    Lei não é cumprida

    Diversos participantes da audiência chamaram atenção para a dificuldade que as empresas tem tido para cumprirem a legislação na íntegra. A própria representante do Ministério do Trabalho, Tatiane Padilha, admitiu que hoje existem apenas cerca de 500 mil jovens aprendizes contratados no país, número que poderia ser o dobro caso a lei tivesse a efetividade esperada.

    Ainda segundo os levantamentos atualizados do ministério, a maioria dos jovens aprendizes atuam em funções administrativas, como auxiliares de escritório (42,24%) e assistentes administrativos (17,22%). Outras funções que se destacam são as de vendedores no comércio varejista (5,51%), repositores de mercadorias (5,07%), mecânicos de manutenção de máquinas (3,81%) e alimentadores na linha de produção (2,73%).

    E com base em dados de 2016, Padilha demonstrou que a taxa de aproveitamento dos aprendizes no mercado de trabalho formal, após o desligamento, é de cerca de 43%. “Estes dados mostram que o país está longe de atingir o potencial da lei. A taxa de contratação a nosso ver está baixa, está abaixo da metade. É necessário aprofundar a discussão no Fórum Nacional de Aprendizagem, talvez devamos alterar os conteúdos pedagógicos, tornando-os mais sincronizados com o mercado de trabalho. O Ministério do Trabalho está aberto para sugestões de todos os setores, inclusive dos empresários, para que aumentemos a inserção do aprendiz. O ideal é que ele seja aproveitado dentro da empresa após o término do contrato”, defendeu Padilha.

    Demanda empresarial

    O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Felipe Morgado, informou que a entidade vem trabalhando em estudos prospectivos sobre o mercado de trabalho, com cenários desenhados para os próximos cinco a dez anos. Um dos objetivos do estudo, cuja metodologia já foi exportada para mais de 20 países, é identificar quais competências serão requeridas dos jovens, que já num futuro próximo, deverão estar entrando no mercado de trabalho industrial.

    “Acertando isso, com certeza oferta e demanda se alinham. E a CNI considera a aprendizagem como a principal porta de entrada pro mercado. É do interesse da empresa efetivar o aprendiz, desde que se cumpra o perfil profissional. Acreditamos que os indicadores de contratação serão melhores num futuro próximo”, disse Morgado, explicitando ao final que a aprendizagem “necessita ser boa para todos, inclusive para quem contrata, reconhecendo valor de fato no aprendiz”. Para que o objetivo seja atendido, ele também defendeu que governo, Ministério Público e o setor empresarial dialoguem mais profundamente.

    Riscos para a aprendizagem

    Também participou da audiência o representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Francisco Correa. Ele acredita que a sociedade necessita estar atenta para que a Lei da Aprendizagem não seja na prática revogada. “O País vem passando por um período muito difícil nos últimos anos, de retirada de direitos. Esta lei tem um caráter social, busca a inserção no mercado de trabalho. Já existem 22 projetos de lei no Congresso Nacional tratando da Lei da Aprendizagem, alguns deles na prática esvaziando ainda mais sua efetividade”, alertou Correa.

  • Câmara de Gêneros Alimentícios conhece modelo de reforma tributária

    Em palestra na reunião da Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGal), em 29 de outubro, o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), uma organização não governamental, apresentou proposta para simplificar o modelo tributário nacional, visando melhorar o ambiente de negócios. Na sua avaliação, o Brasil tem hoje um sistema tributário de bens e serviços extremamente complexo.

    Em palestra na reunião da Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGal), em 29 de outubro, o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), uma organização não governamental, apresentou proposta para simplificar o modelo tributário nacional, visando melhorar o ambiente de negócios. Na sua avaliação, o Brasil tem hoje um sistema tributário de bens e serviços extremamente complexo.

    Em sua apresentação, Appy lembrou que o sistema em vigor é composto por cinco tributos diferentes: os federais PIS, Cofins e IPI; o estadual ICMS; e o municipal ISS. “Cada um deles segue uma legislação extremamente complicada, cheia de distorções, benefícios fiscais muito mal calibrados, uma quantidade enorme de alíquotas e tratamentos que variam entre setores e entre empresas e geram muitas distorções na hora de operar a economia, além de dificuldades para o contribuinte e, claro, um volume elevado de contencioso”, afirmou.

    Para ele, o sistema tributário em vigor é um empecilho ao crescimento do Brasil. Diante disso, o CCiF está propondo substituir os cinco tributos por um único imposto, do tipo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), denominado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita seria compartilhada entre a União, os estados e os municípios.

    O IBS é não cumulativo, ou seja, em cada etapa do processo de produção e comercialização, tudo o que foi pago nas etapas anteriores é recuperado na forma de crédito, o que significa que, na prática, o imposto incide apenas nas vendas. No Imposto sobre Bens e Serviços, as exportações e os investimentos são completamente desonerados. Dessa forma, ainda que o imposto seja cobrado ao longo da cadeia de produção e comercialização, quem de fato paga é o consumidor, é um imposto sobre consumo.

    Imposto sobre consumo

    “E por que é melhor um imposto sobre consumo do que um sobre investimentos e exportação? Em primeiro lugar, porque tributar investimentos leva a economia a crescer menos. Na medida em que onera as empresas, o crescimento de longo prazo é menor. E o consumidor acaba pagando a conta, não na forma de mais imposto, mas de menos crescimento, o que, no longo prazo, é muito pior. E, em segundo lugar, porque tributar a exportação tira competitividade do Brasil e, como consequência, a economia cresce menos.”

    Segundo Bernard Appy, todos os países relevantes do mundo, exceto os Estados Unidos, têm um imposto do tipo IVA e é assim que eles tributam o consumo. Para migrar para esse modelo, o CCiF propõe duas transições. Uma para as empresas e os consumidores, que levará 10 anos. Nesse período, as alíquotas dos tributos atuais seriam reduzidas e a alíquota do novo imposto seria progressivamente elevada. O modelo é feito de forma a manter a carga tributária constante.

    Como esse imposto é cobrado no destino, nas operações entre estados o imposto pertence ao estado de destino, diferentemente do que existe hoje no Brasil. Haverá, de acordo com o economista, um impacto de redistribuição de receitas entre estados. Para mitigar esse impacto, o CCiF está propondo uma segunda transição, de 50 anos, na distribuição da receita entre estados e municípios. Com isso, será amenizada a resistência dos estados perdedores à mudança que está sendo proposta.

    “Quando se considera o impacto positivo da mudança sobre o crescimento do PIB, muito provavelmente não haverá perdedores entre estados e municípios, pois a perda de participação na receita total de alguns estados e municípios seria compensada pelo PIB maior”, comentou.

    Em relação ao projeto de reforma tributária em discussão no Congresso Nacional, Appy afirmou que a sugestão do CCiF foi apresentada como emenda à proposta. As duas iniciativas têm itens convergentes e divergentes. A principal divergência é que proposição no Legislativo sugere uma transição muito mais rápida e um imposto seletivo sobre combustíveis, eletricidade e telecomunicações, que são insumos importantes – o CCiF considera ruim ter um imposto cumulativo em cima deles – e estados e municípios não têm autonomia na gestão do imposto. “Em nossa proposta, estados e municípios têm gestão na fixação da alíquota”, explicou.

    Debate permanente

    Para o coordenador da CBCGal, João Francisco Micelli Vieira, as questões tributária e trabalhista são temas muito importantes para os empresários e exigem debate permanente sobre propostas de avanços para os negócios em geral e para o segmento em particular. “Queremos saber o que pensa o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre os assuntos que interessam aos empresários de gêneros alimentícios e, no Congresso, o que os parlamentares estão propondo que possa afetar nossa atividade”, ressaltou.

    Reforma trabalhista

    O advogado Guilherme Köpfer fez longa intervenção na reunião para detalhar aos empresários diversos pontos da reforma trabalhista (Lei nº 13.467/2017), que completa um ano agora em novembro.

    Ele começou destacando o papel dos sindicatos nas várias modalidades de acordo coletivo. A reforma alterou o art. 620 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para dispor que “as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho”.

    Isso significa que o acordo, por ser mais específico e apanhar a realidade da empresa mais de perto, sempre terá primazia sobre a convenção coletiva. “Os sindicatos empresariais, portanto, devem estar atentos a essa particularidade, se aproximando das empresas para que eventuais acordos coletivos não prejudiquem a pactuação de futuras convenções coletivas”, informou.

    Em relação à questão do intervalo intrajornada, previsto no art. 71 da CLT, é o espaço de tempo para alimentação e repouso que deve ser concedido durante a jornada de trabalho, com duração mínima de uma hora, para os empregados que trabalham mais de seis horas por dia. A reforma trouxe duas mudanças bastante significativas.

    A primeira, no art. 611-A, foi incluída a possibilidade de a convenção ou o acordo coletivo reduzir o intervalo intrajornada para 30 minutos. O instrumento coletivo, portanto, terá prevalência sobre a lei. No campo jurídico, essa nova regra deve importar o cancelamento do item II da Súmula nº 437 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considera inválida a redução do intervalo intrajornada por negociação coletiva.

    A segunda foi a alteração da redação do § 4º do art. 71 da CLT, que disciplina os efeitos decorrentes da não concessão ou redução do intervalo. Isso significa que, não concedida ou suprimida parte do intervalo, é devida a remuneração desse período com acréscimo de 50%, a exemplo do pagamento de horas extras trabalhadas. Com a reforma trabalhista, o parágrafo 4º do art. 71 da CLT prevê textualmente que a parcela tem natureza indenizatória, sem repercussão nas demais verbas trabalhistas (13º salário, férias acrescidas de 1/3, etc.), e que o pagamento será apenas do período suprimido.

    No que se refere à rescisão contratual por acordo, o legislador, segundo Köpfer, oficializou prática encontrada no mercado de trabalho. Não raro, explicou, o empregado precisa pedir demissão por motivos pessoais e perde praticamente todos os direitos a que faria jus pela rescisão contratual. Então, esse empregado “pedia para ser mandado embora”, o que é, à luz do direito dos contratos, um enorme contrassenso.

    Vários embaraços surgem a partir dessa dinâmica, tais como a exigência da empresa para que o empregado “devolva” a multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou ainda, que cumpra o aviso prévio para treinar outro empregado para o posto. Enfim, a confusão estava armada.

    Equacionando esse cenário, a reforma trabalhista prevê a extinção do contrato de trabalho por acordo entre empregado e empregador, com o pagamento das seguintes verbas: metade do aviso prévio indenizado e indenização sobre os depósitos do FGTS (que passa a ser de 20%); e integralmente as demais verbas trabalhistas, como 13º salário proporcional e férias proporcionais acrescidas de 1/3. Em contrapartida, não faz jus ao benefício do seguro-desemprego.

    Em relação à jornada de 12hx36h, Guilherme Köpfer destacou que a reforma reconheceu, de modo amplo, essa escala de trabalho, que antes estava prevista na jurisprudência trabalhista e na legislação esparsa. Diferentemente do entendimento do TST, contido na Súmula nº 444, que exigia previsão legal ou em instrumento normativo, o novo art. 59-A da CLT permite a pactuação dessa jornada mediante acordo individual escrito, diretamente, entre empregado e empregador.

    Além disso, conforme o advogado, a reforma considerou que os feriados já estão embutidos na compensação da jornada 12×36, não sendo devido o pagamento em dobro. E foi mais abrangente também ao prever a supressão da hora noturna reduzida e a possibilidade de indenização do intervalo intrajornada, para que as 12 horas sejam mantidas intactas e o turno seguinte entre na sequência, sem oscilação.

    A reforma trabalhista também vedou a chamada ultratividade, segundo a qual as normas coletivas passavam a integrar o contrato de trabalho e somente poderiam ser modificadas ou suprimidas mediante outra negociação coletiva de trabalho, conforme a redação da Súmula nº 277 do TST, em vigor desde 2012.

    A reforma alterou a redação do § 3º do art. 614 da CLT para proibir a ultratividade. Para Köpfer, o entendimento da Súmula 277 do TST merece ser revisto, por contrariar a legislação em vigor.

    Ele falou ainda sobre as alterações na legislação no que diz respeito a férias, feriados e domingos. No tocante às férias, a principal alteração trazida pela Lei nº 13.467/2017 foi a possibilidade de fracionamento em até três períodos, sendo um deles não inferior a 14 dias, e os demais não inferiores a cinco dias.

    Quanto aos feriados, a reforma trabalhista permitiu textualmente que os instrumentos coletivos de trabalho estabeleçam a troca do dia de feriado. Não houve qualquer alteração em relação ao trabalho aos domingos.

    O coordenador João Vieira comentou que, na área trabalhista, já são conhecidas as dificuldades que as empresas têm que enfrentar, mas que, com a reforma, houve muitos avanços para o setor empresarial. “Fala-se muito em desoneração, mas não se observa isso na prática. É um problema muito sério que estamos enfrentando agora e sem solução no curto prazo, pelo que se viu até agora.”

    Proposições legislativas

    O assessor legislativo Reiner Leite falou sobre várias proposições em tramitação no Congresso Nacional que afetam a atividade empresarial. Ele destacou inicialmente o Projeto de Lei (PL) nº 353/2011, do deputado Vicentinho (PT-SP), que dispõe sobre as atividades dos caixas de supermercado. A CNC manifestou-se pela rejeição da matéria, pois proíbe o caixa de supermercado de exercer a função de empacotador, concomitantemente. O advogado da Assessoria Legislativa (Apel) explicou que, na prática, o empacotamento é apenas o prolongamento da atividade de operador de caixa.

    Quanto ao PL nº 7.001/2017, de autoria do deputado Cabo Sabino (PR-CE), Leite considerou que foge à razoabilidade por determinar a supermercados e estabelecimentos congêneres a discriminação dos preços em braile. “Trata-se de medida de difícil e onerosa execução, transferindo-se para o empresário um ônus que acabaria por ser repassado ao consumidor”, observou.

    Já o PL nº 4.906/2016, de autoria do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), obriga os shoppings e os hipermercados a disponibilizarem área de lazer com brinquedos para crianças, sem cobrança de taxas. Reiner Leite ressaltou que o legislador impõe ao empreendedor uma obrigação sem ponderar o alto custo operacional para disponibilização dos chamados espaços kids.

    O especialista executivo da Apel também criticou o PL nº 699/2015, de autoria do deputado Rômulo Gouvea (PSD-PB), que proíbe a venda direta ao consumidor de carne previamente moída. A maior preocupação, segundo o assessor, são as sanções fixadas, que vão desde advertência e multa até suspensão de vendas de produto e cancelamento de autorização para funcionamento de empresa.

    Por fim, falou sobre o Projeto nº 8.565/2017, do senador Dário Berger (PMDB-SC), que dispõe sobre a obrigatoriedade de gôndola específica para a exposição à venda de alimentos para fins especiais em autosserviços, mercearias, supermercados, hipermercados e estabelecimentos similares. “A proposta fere o princípio da livre-iniciativa, previsto no artigo 170 da Constituição Federal, e trará ônus elevado ao estabelecimento comercial”, definiu Reiner Leite.

    Iniciativas ruins

    “Nos preocupam as questões legislativas, principalmente por conta de iniciativas de certos parlamentares, que fazem leis absurdas, sobre as quais não dá nem para conversar. São mais de 40 projetos que temos para discutir, e já pedi aos membros da Câmara que cobrem o envolvimento de parlamentares de sua região”, declarou João Vieira.

    “Fazer leis para prejudicar todo mundo faz. Quero ver fazer legislação para ajudar os micro, pequenos, médios e grandes empresários. Ninguém parece estar preocupado com a rentabilidade das organizações, com a geração de riqueza e renda que as empresas proporcionam. Só pensam em tributar, esquecendo do amanhã, que a cada dia é mais difícil de lidar”, protestou o coordenador da CBCGal.

    Logística reversa

    Em sua participação na reunião, o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, fez um relato sobre a conclusão da primeira etapa do Acordo Setorial de Logística Reversa de Embalagens em Geral. Nos relatórios enviados ao Ministério do Meio Ambiente, está informado que os objetivos foram atingidos, principalmente em termos de Pontos de Entrega Voluntária (PEV) instalados, resíduos não descartados nos aterros sanitários e apoio a cooperativas de catadores, que estão aumentando a capacidade de triagem com melhorias nos equipamentos, na capacitação e na formalização de várias cooperativas.

    A grande questão agora, segundo Milan, é a segunda fase do Acordo Setorial. A Abras decidiu sair da Coalizão de Embalagens, que conta hoje com 22 entidades de classe com centenas de empresas. A Abras está reavaliando sua participação na segunda fase.

    Dentro das legislações, a questão da Instrução Normativa 02, conjunta entre Anvisa e Ministério da Agricultura, que trata da rastreabilidade de frutas, legumes e verduras, é um assunto importante porque, por serem produtos consumidos diariamente pela população, existe uma preocupação da Anvisa com o fato de que os defensivos agrícolas utilizados estejam dentro dos limites permitidos pela legislação. Foi um alerta geral porque a fiscalização será mais exigente a partir de 2019.

    No encerramento da reunião, o coordenador João Micelli Vieira lembrou que vários parlamentares de diversos partidos e de diferentes bancadas Câmara de Comércio convidou foram convidados para falar em reuniões da CBCGal e ouvir os argumentos e questionamentos do setor. “Vamos fazer isso agora com ainda maior intensidade, na medida em que há grande número de novos parlamentares, para mostrar o que estamos observando, as expectativas que temos, e levando nossas sugestões para o desempenho deles”, concluiu.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 207/2018

    DESTAQUES:

    Aprovada a reestruturação da Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (CICTAF), para o exercício do mandato de 2016 a 2018, composta, entre outros representantes, pela CNC

    DESTAQUES:

    Aprovada a reestruturação da Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (CICTAF), para o exercício do mandato de 2016 a 2018, composta, entre outros representantes, pela CNC

    Alterado o Regimento Eleitoral para as eleições do Conselho Nacional de Saúde do mandato do triênio 2018/2021, que tem por objetivo regulamentar a eleição, entre outras, das entidades empresariais nacionais com atividades na área da saúde, sendo estas as Confederações Nacionais da Indústria, do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, da Agricultura e do Transporte que tenham atuação e representação em, pelo menos, um terço das unidades da Federação e três Regiões geográficas do País

    Designada à Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho (CIRHRT/CNS), garantida a participação das entidades profissionais da área da saúde, o acompanhamento permanente do controle/participação social na formalização e execução da política pública de Residências em Saúde, onde a CNC possui representante

    Publicado o Extrato do Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre a União e em parceria, entre outras entidades, com o Sesc/DN, visando a realização da 11ª Edição do Prêmio Professores do Brasil

  • Defesa do Consumidor debate benefícios ao produtor e ao consumidor da venda direta de etanol

    A Comissão de Defesa do Consumidor debate nesta tarde a venda direta de etanol hidratado e os benefícios ao produtor e ao consumidor final. O debate atende a requerimento do deputado João Fernando Coutinho (Pros-PE).

     

    A Comissão de Defesa do Consumidor debate nesta tarde a venda direta de etanol hidratado e os benefícios ao produtor e ao consumidor final. O debate atende a requerimento do deputado João Fernando Coutinho (Pros-PE).

     

    O parlamentar afirma que o incentivo à venda direta permite a concessão de mais créditos ambientais para o produtor, por permitir que o produto precise de um deslocamento menor para chegar ao destino. “Além disso, com a possibilidade de comprarem etanol de mais de uma fonte, os postos economizarão com menos fretes e com mais rapidez e segurança de abastecimento”.

     

    Para Coutinho, a venda direta traz como benefício adicional adequação na tributação e redução de importações desnecessárias. Ele argumenta que, no entanto, ainda “há ainda uma robusta regulação protetora dos mecanismos privados e contratuais de ‘embandeiramento’ entre distribuidora e posto”.

     

    Foram convidados para discutir o assunto:

     

    – O coordenador do Departamento de Estudos Econômicos do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), Ricardo Medeiros de Castro;

     – O presidente do Sindicato da Indústria do Açucar e do Álcool em Pernambuco, Renato Augusto Pontes Cunha;

     – O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, Alexandre Lima;

    – A diretora-presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar, Elizabeth Farina;

     – O presidente-executivo da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), Leonardo Gadotti.

     

    A reunião será realizada às 14h30, no plenário 8.

     

    O público poderá participar o debate pela internet.

     

     

     

     

  • Defesa do Consumidor debate benefícios ao produtor e ao consumidor da venda direta de etanol

    A Comissão de Defesa do Consumidor debate nesta tarde a venda direta de etanol hidratado e os benefícios ao produtor e ao consumidor final. O debate atende a requerimento do deputado João Fernando Coutinho (Pros-PE).

    O parlamentar afirma que o incentivo à venda direta permite a concessão de mais créditos ambientais para o produtor, por permitir que o produto precise de um deslocamento menor para chegar ao destino. “Além disso, com a possibilidade de comprarem etanol de mais de uma fonte, os postos economizarão com menos fretes e com mais rapidez e segurança de abastecimento”.

    A Comissão de Defesa do Consumidor debate nesta tarde a venda direta de etanol hidratado e os benefícios ao produtor e ao consumidor final. O debate atende a requerimento do deputado João Fernando Coutinho (Pros-PE).

    O parlamentar afirma que o incentivo à venda direta permite a concessão de mais créditos ambientais para o produtor, por permitir que o produto precise de um deslocamento menor para chegar ao destino. “Além disso, com a possibilidade de comprarem etanol de mais de uma fonte, os postos economizarão com menos fretes e com mais rapidez e segurança de abastecimento”.

    Para Coutinho, a venda direta traz como benefício adicional adequação na tributação e redução de importações desnecessárias. Ele argumenta que, no entanto, ainda “há ainda uma robusta regulação protetora dos mecanismos privados e contratuais de ‘embandeiramento’ entre distribuidora e posto”.

    Foram convidados para discutir o assunto:

    – O coordenador do Departamento de Estudos Econômicos do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), Ricardo Medeiros de Castro;

    – O presidente do Sindicato da Indústria do Açucar e do Álcool em Pernambuco, Renato Augusto Pontes Cunha;

    – O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, Alexandre Lima;

    – A diretora-presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar, Elizabeth Farina;

    – O presidente-executivo da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), Leonardo Gadotti.

    A reunião será realizada às 14h30, no plenário 8. O público poderá participar o debate pela internet.