Blog

  • Câmara de Serviços avança na defesa de interesses

    As ações judiciais contra a modernização das relações de trabalho, as regras impostas para a contratação de aprendizes pelas empresas e as proposições legislativas de interesse em tramitação no Congresso Nacional centralizaram os debates da reunião da Câmara Brasileira de Serviços (CBS), em 4 de julho, em Brasília. “Tratamos, mais uma vez, de temas muito delicados, alguns polêmicos, mas sempre conseguimos avançar na defesa dos interesses do setor”, disse o coordenador da CBS, Jerfferson Simões.

    As ações judiciais contra a modernização das relações de trabalho, as regras impostas para a contratação de aprendizes pelas empresas e as proposições legislativas de interesse em tramitação no Congresso Nacional centralizaram os debates da reunião da Câmara Brasileira de Serviços (CBS), em 4 de julho, em Brasília. “Tratamos, mais uma vez, de temas muito delicados, alguns polêmicos, mas sempre conseguimos avançar na defesa dos interesses do setor”, disse o coordenador da CBS, Jerfferson Simões.

    O advogado Guilherme Köpfer, da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), falou sobre várias Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contra pontos da modernização da legislação trabalhista (Lei nº 13.467/2017), que entrou em vigor em novembro passado.

    A primeira foi a ADI nº 5.794, cuja decisão, tomada na última sexta-feira (29/06), declarou constitucional, por 6 votos a 3, a extinção da obrigatoriedade da contribuição sindical. A maioria dos ministros concluiu que o fim da obrigatoriedade não ofende a Constituição.

    Os dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) alterados, referentes à contribuição sindical, haviam sido questionados em 19 ADIs e em uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), que buscava o reconhecimento da validade da mudança na legislação. Como as ações tramitaram de forma conjunta, a decisão aplica-se a todos os processos, explicou Köpfer.

    Ainda sobre a modernização das leis do trabalho, ele comentou a ADI nº 5.826, ajuizada pela Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro), questionando a nova redação do Art. 443, caput e § 3º, e a inclusão do Art. 452-A na CLT, que disciplinam o trabalho intermitente. Köpfer informou que a Advocacia Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestaram-se pela constitucionalidade dos dispositivos.

    O advogado da CNC revelou que o Direito do Trabalho sempre permitiu a pactuação de jornadas (diária ou semanal) reduzidas com vantagens trabalhistas proporcionalmente ajustadas. Ele destacou, como exemplo, a Orientação Jurisprudencial nº 358, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo a qual, havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida inferior à previsão constitucional de oito horas diárias ou 44 horas semanais, é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado.

    Honorários periciais e indenizações

    Köpfer falou também sobre a ADI nº 5.766, de autoria da PGR, questionando o pagamento de honorários periciais e de sucumbência pelo trabalhador, além da responsabilidade pelas custas caso o reclamante se ausente à audiência inaugural. A PGR alegou violação do acesso à Justiça, conforme o Art. 5º da Constituição Federal. No julgamento, apenas dois ministros haviam votado quando o ministro Luiz Fux pediu vista.

    Já a ADI nº 5.867, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), vai de encontro à expressão “com os mesmos índices de poupança”, do Art. 899, § 4º, da CLT, que prevê a forma de atualização do depósito recursal. A entidade classifica a caderneta de poupança como “o pior investimento existente” e pede a adoção da taxa Selic, que é aplicada aos depósitos judiciais de verbas não tributárias da União, estados e municípios. O processo foi distribuído ao relator, ministro Gilmar Mendes.

    A mesma Anamatra, na ADI nº 5.870, igualmente distribuída ao ministro Gilmar Mendes, questiona dispositivos da CLT que preveem parâmetros para a quantificação da indenização por danos morais na Justiça do Trabalho. Alegando violação ao Art. 5º da Constituição, a entidade pede interpretação conforme a Lei Maior para permitir que os órgãos jurisdicionais fixem, eventualmente, indenizações superiores aos limites previstos.

    Köpfer esclareceu que a nova legislação não especifica quais tipos de ofensas se encaixam em cada uma das quatro faixas de indenização – leve, média, grave e gravíssima –, cabendo aos magistrados trabalhistas defini-las, à luz de critérios fixados pela nova lei.

    Ações em ministérios

    Os participantes discutiram ainda regras impostas para a contratação de aprendizes pelas empresas. Jerfferson Simões citou especificamente a Instrução Normativa (IN) nº 5, “que traz muitos transtornos às empresas”. Editada pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a IN entrou em vigor em setembro de 2017. Sua adoção é obrigatória em qualquer contratação de prestação de serviço contínuo ou não, com ou sem mão de obra residente.

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem obrigado à contratação de aprendizes, em número equivalente a 5% do total de empregados, e ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. Segundo o coordenador da CBS, muitas empresas têm dificuldade de se encaixar nas diretrizes, “mas os fiscais não entendem e simplesmente multam as infratoras, sem conhecer cada caso”.

    Na reunião, a chefe da Assessoria junto ao Poder Executivo (Apex), Marjolaine do Canto, disse que, em nome da CNC, agendará reuniões com os ministros do Trabalho e do Planejamento. Será a oportunidade, adiantou, para que os dirigentes das entidades que compõem a Câmara mostrem suas dificuldades, apresentando também argumentos para cumprir a lei dentro de condições razoáveis e reduzir o impacto da rigidez da norma.

    ISS no cálculo do PIS/Cofins

    O advogado Fernando Mello, da Divisão Jurídica da CNC, falou sobre o Recurso Extraordinário (RE) nº 592616, em que o STF discute a constitucionalidade da inclusão do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) na base de cálculo do PIS e da Cofins, que pode ter reflexos sobre a carga tributária das empresas. O RE, ajuizado pela Viação Alvorada, tem como relator o ministro Celso de Mello.

    Fernando Mello lembrou que, em julgamentos no ano passado (Recursos Extraordinários nº 240.785 e nº 574.706), a Suprema Corte reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do valor do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. “Isso não significa que o STF tomará igual decisão sobre o ISS, mas pode ser um indicativo do futuro comportamento dos ministros”, observou o advogado. Celso de Mello intimou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a recorrente a se manifestarem nos autos sobre a decisão envolvendo o ICMS.

    O advogado da CNC falou ainda sobre o Cadastro Positivo, matéria votada e aprovada na forma do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 441/2017, que visa aperfeiçoar a Lei nº 12.414/2011, que dispõe sobre banco de dados com informações sobre adimplência de pessoas físicas e jurídicas. Segundo Mello, a matéria é de interesse de toda a sociedade, “pois é inegável que o crédito é um dos motores da economia”. Ademais, acentuou, as informações são importantes para quem oferece o crédito, bem como para aquele que pretende tomá-lo, proporcionando ao bom pagador a possibilidade de taxas de juros menores, considerando seu bom histórico.

    O PLP, destacou o advogado, pretende aprimorar a legislação. Uma das principais alterações propostas é a que permite ao gestor de banco de dados abrir o cadastro da pessoa física ou jurídica sem a atual necessidade de sua prévia autorização. Apesar de dispensado dessa prévia autorização, terá o gestor do banco de dados que comunicar tal fato ao cadastrado por meio físico ou eletrônico. Após ter ciência, poderá o cadastrado solicitar, a qualquer momento, o cancelamento de seu cadastro.

    Finalmente, comentou o PLP nº 341/2017, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), que cria a Empresa Simples de Crédito (ESC), aprovado em Comissão Especial da Câmara dos Deputados e que, agora, vai a Plenário. A iniciativa visa estimular o acesso e a oferta de crédito para micro e pequenas empresas.

    De acordo com a proposta, a ESC poderá realizar operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito perante pessoas jurídicas, sempre exclusivamente com recursos próprios. Ela será remunerada somente pela taxa de juros praticada, não se admitindo a incidência de quaisquer outros encargos, mesmo sob a forma de tarifas. Sua atuação será restrita ao município onde sua sede será estabelecida e a municípios vizinhos.

    Proposições legislativas

    O assessor legislativo Reiner Leite expôs o estágio de tramitação de proposições de interesse do setor de Serviços, começando com o Projeto de Lei (PL) nº 1292/1995, que cria a nova Lei de Licitações e tem o apoio da CNC. A intenção do PL é modificar toda a legislação, fazendo com que o preço não seja mais o fator decisivo para a definição do vencedor de uma licitação. O assessor enfatizou que o agente público, responsável pela licitação, precisa ter condições técnicas e políticas para escolher melhor a proposta, “e não ficar na posição confortável por força da atuação burocrática do Tribunal de Contas da União de contratar somente pelo menor preço”.

    Outro projeto com posição favorável da CNC é o Substitutivo nº 6/2016 ao Projeto de Lei do Senando (PLS) nº 135/2010, o qual cria o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras. A CNC faz ressalva à supressão do Art. 29, § 5º, que constava do texto aprovado na Câmara dos Deputados, em que o cumprimento da cota era vinculado ao quadro administrativo da empresa, não a todo o contingente efetivo da organização.

    A CNC também é favorável ao PL nº 5.100/2013, do deputado Laércio Oliveira (SD-SE), estabelecendo que a atualização financeira dos contratos de serviço passa a ser obrigatória na data-base da categoria. Com isso, busca-se manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, diante das constantes mudanças do cenário econômico do País.

    Já o PL nº 2.694/2015, resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário Brasileiro, dispõe sobre a execução indireta de atividades desenvolvidas nos estabelecimentos penais e tem parecer favorável da CNC. Segundo Reiner Leite, a matéria é oportuna, pois a prática de gestão por meio de iniciativas privadas é comum e razoável nos sistemas prisionais, tanto em regime de cogestão quanto de parceria público-privada.

    Por fim, o assessor legislativo falou sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 30/2015, do ex-deputado Sandro Mabel, dispondo sobre os contratos de terceirização e as relações de trabalho decorrentes. Reiner explicou que o relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), aprovou o PLC nº 195/2015, que tramitava em conjunto, rejeitando os demais, pois perderam o objeto após a sanção da Lei de Terceirização. O texto aprovado aumenta o tempo limite para os contratos de prestação de serviços entre empresas terceirizadas.

    Para a CNC, concluiu o assessor, não existe qualquer interesse das empresas em se limitar o prazo contratual, na medida em que um prazo contratual maior poderá obter um retorno financeiro compensatório para a execução dos seus serviços.

    Avaliação

    Ao avaliar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Câmara, o coordenador Jerfferson Simões disse que, como órgão consultivo da presidência da CNC, a CBS tem apoio muito forte da entidade para defender os interesses do segmento. “Isso se dá tanto na sustentação técnica oferecida por especialistas da entidade, que esclarecem os integrantes do colegiado mostrando caminhos sobre a melhor forma de atuação, como de executivos, que dão suporte a ações junto ao Executivo, especialmente Ministérios”, analisou.

    “A Câmara Brasileira de Serviços é ativa e zelosa com os interesses empresariais, abrange segmentos importantes e trabalha focada no objetivo de apoiar os empreendedores e dar dinamismo aos negócios num setor fundamental para a economia do Brasil”, concluiu Simões.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 126/2018

    DESTAQUE:

    Divulgado os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de julho de 2018

    DESTAQUE:

    Divulgado os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de julho de 2018

  • Proibição a propaganda de cigarros será debatida em audiência

    Um projeto de lei que proíbe a propaganda de cigarros e intensifica as medidas de combate ao tabagismo será debatido em audiência pública na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) nesta quarta-feira (11/07). A discussão do PLS nº 769/2015 foi solicitada pela senadora Ana Amélia (PP-RS) e pelo relator da matéria na comissão, senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

    Um projeto de lei que proíbe a propaganda de cigarros e intensifica as medidas de combate ao tabagismo será debatido em audiência pública na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) nesta quarta-feira (11/07). A discussão do PLS nº 769/2015 foi solicitada pela senadora Ana Amélia (PP-RS) e pelo relator da matéria na comissão, senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

    Além da proibição de qualquer forma de propaganda, publicidade, promoção ou patrocínio de produtos fumígeros, o texto determina a padronização das embalagens de cigarros. Os rótulos deverão manter as advertências quanto aos riscos e prejuízos do fumo, conforme regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A proposta, do senador José Serra (PSDB-SP), também proíbe o uso de substâncias sintéticas e naturais que possam intensificar, modificar ou realçar sabor ou aroma de cigarros e de outros produtos fumígeros. O texto ainda estabelece a punição, com multa e pontos na carteira, do motorista que fumar ou permitir que passageiro fume em veículo que esteja transportando menores de 18 anos.

    Cristovam foi favorável à proposta e em seu relatório final fez apenas ajustes de técnica legislativa. O projeto ainda deverá ser analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    Ana Amélia chegou a solicitar que a matéria fosse analisada também pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), por se preocupar com o impacto das medidas no trabalho dos produtores de fumo e na cadeia do cigarro. Porém, o pedido não foi aprovado em Plenário.

    Convidados

    Para participar do debate foram convidadas Paula Johns, diretora-presidente da Associação de Controle do Tabagismo, Promoção da Saúde e dos Direitos Humanos, e Alessandra Trindade Machado, representante da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco. A lista de participantes inclui ainda Marcos Rochinski, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul.

    A comissão se reunirá às 9h30, na sala 2 da Ala Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado. A audiência será realizada em caráter interativo, com possibilidade de participação popular pelo Portal e-Cidadania e pelo Alô Senado (0800-612211).

    Como acompanhar e participar

    http://bit.ly/audienciainterativa

    senado.leg.br/ecidadania

  • Comissões debatem comercialização direta de etanol hidratado

    As comissões de Minas e Energia; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural debatem nesta quarta-feira (11/07) mecanismos de comercialização direta de etanol hidratado no País. De acordo com o deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que propôs o debate, os mecanismos de comercialização do etanol hidratado no País têm sido objeto de acaloradas discussões em inúmeras arenas sociais brasileiras, especialmente após as intercorrências resultantes da última greve dos caminhoneiros.

    As comissões de Minas e Energia; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural debatem nesta quarta-feira (11/07) mecanismos de comercialização direta de etanol hidratado no País. De acordo com o deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que propôs o debate, os mecanismos de comercialização do etanol hidratado no País têm sido objeto de acaloradas discussões em inúmeras arenas sociais brasileiras, especialmente após as intercorrências resultantes da última greve dos caminhoneiros.

    “A intensidade do debate tem levantado importantes indagações acerca da possibilidade da comercialização direta das usinas produtoras junto aos postos revendedores de combustíveis”, afirma.

    Foram convidados, entre outros:

    – o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Décio Fabrício Oddone;

    – o presidente da Federação do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, Paulo Miranda Soares;

    – o presidente da Associação das Distribuidoras de Combustíveis, Maurício Chicre Abou Rejaile.

    O debate será realizado às 10 horas, no plenário 11.

  • Comissão deve votar regulamentação da profissão de guarda-vidas

    A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) pode votar nesta quarta-feira (11/07), a partir das 9h, a regulamentação da atividade profissional de guarda-vidas, com os requisitos para o exercício da profissão. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 66/2011 é um dos sete itens que estão na pauta do colegiado.

    A proposta define as características do exercício da profissão, as regras para credenciamento e as atribuições do guarda-vidas. O projeto também delimita a responsabilidade pela contratação do profissional e de seguro por parte do empregador.

    A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) pode votar nesta quarta-feira (11/07), a partir das 9h, a regulamentação da atividade profissional de guarda-vidas, com os requisitos para o exercício da profissão. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 66/2011 é um dos sete itens que estão na pauta do colegiado.

    A proposta define as características do exercício da profissão, as regras para credenciamento e as atribuições do guarda-vidas. O projeto também delimita a responsabilidade pela contratação do profissional e de seguro por parte do empregador.

    Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 17 pessoas morrem afogadas por dia no Brasil, sendo essa a segunda maior causa de morte acidental do país, ficando atrás apenas dos acidentes de trânsito.

    A relatora na CDR, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), é favorável ao projeto e apresentou um substitutivo em que acrescenta alguns pontos, como a discriminação da profissão em três especializações (piscinas e brinquedos aquáticos, águas abertas e águas internas) e a obrigatoriedade de conhecimentos básicos sobre o funcionamento do corpo humano, a serem adquiridos no curso de formação profissional.

    O texto ainda será analisado pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS). No ano passado, a proposição chegou a ir a votação em Plenário. Na oportunidade, porém, foi aprovado requerimento do senador Dário Berger (MDB-SC) para exame da proposta pelas comissões.

    Após a parte deliberativa da reunião, o senador Elmano Férrer (Pode-PI) deve apresentar o plano de trabalho para avaliação da Política Nacional de Segurança de Barragens. A proposta prevê realização de audiências públicas em Cocal (PI), Teresina (PI) e Natal (RN).

  • Tributação sobre insumos de refrigerantes está na pauta do Plenário

    O primeiro item da pauta de votações do Plenário nesta terça-feira (10/07) é o projeto de decreto legislativo que susta o decreto presidencial que alterou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente no extrato concentrado (xarope) usado na produção de refrigerantes. A sessão do Plenário está marcada para as 14h.

    O primeiro item da pauta de votações do Plenário nesta terça-feira (10/07) é o projeto de decreto legislativo que susta o decreto presidencial que alterou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente no extrato concentrado (xarope) usado na produção de refrigerantes. A sessão do Plenário está marcada para as 14h.

    O PDS nº 57/2018 é de autoria dos senadores representantes do estado do Amazonas e tem por objetivo cancelar o Decreto nº 9.394/2018, editado em maio, que reduziu de 20% para 4% a alíquota de IPI incidente sobre o extrato concentrado para elaboração de refrigerantes. O problema é que o produto final, que é o refrigerante, é tributado em 4%. Essa diferença existente antes do decreto gerava créditos na apuração do IPI pelas indústrias de refrigerantes.

    O governo alega que o incentivo foi apenas reduzido para maior equilíbrio fiscal e que o decreto corrigiu uma distorção: a carga sobre o insumo (20%) era maior do que sobre o produto final (4%). Mas os senadores amazonenses Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) argumentam que o decreto prejudica o estado do Amazonas por interferir na Zona Franca de Manaus ao diminuir incentivos fiscais.

    O assunto divide até mesmo entidades representantes do setor, como ficou evidenciado na audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Os representantes dos fabricantes regionais acusam os grandes produtores, como Coca-Cola e Ambev, de usarem as fábricas de concentrados no Amazonas para distribuir descontos na forma de compensação fiscal nas suas diversas filiais pelo Brasil. Além disso, segundo eles, há concorrência desleal com empresas instaladas longe de Manaus que não têm acesso a esse crédito tributário.

    Economia

    Também está na pauta do Plenário o PLC nº 76/2018, que permite a readmissão dos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, excluídos do regime especial em 1º de janeiro por dívidas tributárias, ao Simples Nacional. O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e ganhou urgência para votação no Plenário após pedido do senador José Pimentel (PT-CE), relator da matéria na comissão.

  • GTSO debate capacitação de trabalhadores em saúde e segurança

    Uma nova proposta de metodologia e consequente certificação de treinamentos em saúde e segurança do trabalho (SST) foi um dos temas em discussão na 55ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho em Saúde Ocupacional (GTSO) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada em 5 de julho, no Rio de Janeiro.

    Uma nova proposta de metodologia e consequente certificação de treinamentos em saúde e segurança do trabalho (SST) foi um dos temas em discussão na 55ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho em Saúde Ocupacional (GTSO) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada em 5 de julho, no Rio de Janeiro.

    Segundo o assessor especial da Gerência de Saúde da CNC, Luís Mamari, a nova metodologia prevê a realização de treinamentos diversos e a certificação dos mesmos. Outra novidade é que o conteúdo do treinamento passa a pertencer ao trabalhador, e não à empresa. Atualmente, os certificados dos treinamentos, que têm carga horária variável, são vinculados às empresas, não aos trabalhadores, fazendo, portanto, com que o trabalhador tenha de repetir os mesmos treinamentos ao ingressar em outra empresa. “Cada novo treinamento gera custos às vezes desnecessários para a empresa, além de desviar um trabalhador já capacitado da sua função por algumas horas”, afirmou Mamari. Existem hoje vários treinamentos que podem ser realizados em uma única etapa, trazendo, com isso, uma diminuição da carga horária em relação à carga de quando são feitos isoladamente.

    Para ajustar essas questões, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) do Ministério do Trabalho, da qual a CNC faz parte, propõe uma reestruturação por unidades curriculares, como o desenvolvimento por competências específicas, entregando ao trabalhador exatamente o que ele precisa saber sobre as Normas Regulamentadoras (NRs).

    Além disso, a CTPP sugere a criação de um banco de dados nacional com o cadastro dos trabalhadores certificados. Dessa forma, ao terem a necessidade de contratação de um profissional com treinamentos específicos, as empresas o fariam através do banco de dados. Mamari destacou que a medida é benéfica para ambas as partes, pois reduziria os custos e o tempo de afastamento do trabalhador do posto de trabalho, bem como facilitaria a inserção do mesmo no mercado de trabalho.

    Norma sobre agentes cancerígenos

    Outro tema em debate no GTSO foi a reunião realizada pelo Grupo de Estudos Tripartite (GET) do Ministério do Trabalho que estuda a criação de uma NR específica para a exposição ocupacional a agentes cancerígenos.

    Mamari apresentou os pontos discutidos na reunião, como normas, portarias e estudos existentes sobre o tema, como a NR 15, que traz uma lista dos agentes químicos cancerígenos e seus graus de periculosidade, e a Portaria Interministerial n° 9 de 2014, que publica a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH).

    “O assunto precisa ser tratado com muita seriedade, dada a sua importância e os riscos para a saúde do trabalhador. As discussões sobre o tema no GET devem ser fundamentadas e embasadas em estudos e laudos técnicos de institutos de referência internacionais e nacionais, como o Instituto Nacional do Câncer”, disse o chefe da Divisão de Saúde e Recursos Humanos (DSRH) da CNC, Alexandre de Marca.

    O GTSO também abordou o desdobramento da NR 24, que trata das condições sanitárias e do conforto nos locais de trabalho. Embora tivesse o novo texto sido aprovado por consenso pelas bancadas empresarial, do governo e de trabalhadores, formadoras do GTT, a NR ainda não pode ser aprovada de forma definitiva pelo Ministério do Trabalho, em função do surgimento de dúvidas por parte de membro da bancada de trabalhadores da CTPP. O governo deve agendar uma próxima reunião para, de forma definitiva, aprovar o texto.

     

  • CARF/Açucareira Quatá S/A e Fazenda Nacional x As Mesmas

    1ª Turma da 3ª Câmara da 2ª Seção

    Contribuição Previdenciária / Decisão do STF

    Processo nº: 15889.000252/2008-23

    1ª Turma da 3ª Câmara da 2ª Seção

    Contribuição Previdenciária / Decisão do STF

    Processo nº: 15889.000252/2008-23

    A contribuinte se insurgiu contra cobrança de contribuição previdenciária, por omissão do pagamento para autônomos e cooperativas de frete para transporte. O patrono do caso, em breve exposição, arguiu que tais obrigações ou já teriam sido canceladas em instâncias anteriores (no caso dos pagamentos a autônomos) ou seriam inexequíveis, como no caso das cobranças sobre cooperativas de frete, já consideradas irregulares pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    A turma entendeu, por unanimidade, que a decisão da Suprema Corte pela inconstitucionalidade da cobrança, já transitada em julgado e convertida em resolução pelo Senado Federal, afastaria a cobrança do auto, dando provimento ao contribuinte.

  • Potencial turístico da Arábia Saudita é tema de palestra na CNC

    A Associação Brasileira de Agentes de Viagem no Rio de Janeiro (ABAV-RJ) realizou a palestra Turismo na Arábia e suas novas fronteiras, com o objetivo de apresentar oportunidades de negócios em turismo, o patrimônio da Arábia Saudita, as perspectivas de investimentos e a política saudita para o desenvolvimento do turismo. O evento teve o apoio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    A Associação Brasileira de Agentes de Viagem no Rio de Janeiro (ABAV-RJ) realizou a palestra Turismo na Arábia e suas novas fronteiras, com o objetivo de apresentar oportunidades de negócios em turismo, o patrimônio da Arábia Saudita, as perspectivas de investimentos e a política saudita para o desenvolvimento do turismo. O evento teve o apoio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O palestrante, Eduardo Mielke, é consultor sênior e professor associado da Universidade do Rei Abdulaziz, onde coordena as pesquisas aplicadas ao mercado turístico. Mielke é o único brasileiro a trabalhar na estrutura governamental saudita.

    Segundo o palestrante, a Arábia Saudita está implementando uma nova política de incentivo ao turismo, com o plano Vision 2030, que projeta cerca de US$ 1 trilhão em investimento público em infraestrutura turística. Atualmente, o país recebe 18 milhões de desembarques externos por ano, em função da peregrinação de muçulmanos de todo o mundo para as cidades de Meca e Medina (Hajj a Umrah), viagens que fazem parte dos compromissos religiosos, em função do Islã. “Esses peregrinos, por conta do Hajj, por exemplo, não tinham vistos de turistas, e era permitida a permanência apenas durante aquele período. Agora, em uma das frentes, trabalha-se para que eles possam também estender a permanência e visitar todo o país”, disse Mielke.

    Após a nomeação do príncipe Mohammed bin Salman como herdeiro do trono saudita, o país começa a demonstrar uma abertura a negócios com estrangeiros, incluindo o turismo receptivo. O poder de consumo elevado do povo saudita, em função da economia aquecida e do sistema monarquista de governo, também favorece as negociações, embora elas devam acontecer de forma gradual. “Algumas mudanças culturais já estão surtindo efeito, mas elas são gradativas. O povo saudita é muito preocupado em manter suas tradições, com uma cultura baseada na família e no Alcorão. No entanto, o príncipe enxerga com muita clareza essa necessidade de modernização como algo benéfico para o país”, afirmou o professor.

    A nova proposta de captação de turistas está apoiada em uma aposta no patrimônio natural e cultural, na arquitetura, na tradição e na gastronomia do povo árabe. O ecoturismo e o turismo de mergulho, em áreas pouco exploradas do Golfo Pérsico, também devem ser o foco. O PIB do turismo na Arábia Saudita deve fechar 2018 em US$ 64 bilhões de dólares. A previsão é de que em 2028 esse total deve chegar a US$ 106,5 bilhões.

    No entanto, operadoras de turismo brasileiras que desejam fazer negócios no país devem ficar atentas às questões culturais do ambiente de negócios saudita. Atualmente, o turismo de lá funciona com suas próprias operadoras de turismo, uma vez que somente por meio delas um visitante pode entrar no país. “É sempre necessário alguém que faça a ponte. Porém, esse momento de mudanças é uma grande oportunidade, pois as operadoras sauditas não estão acostumadas com o turismo receptivo, então devem ter maior interesse em fechar parcerias”, concluiu Mielke.

  • Senac firma acordo com Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa

    Foi assinado na última quinta-feira, 5 de julho, na Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica entre a CNC, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (Sempe) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

    Foi assinado na última quinta-feira, 5 de julho, na Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica entre a CNC, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (Sempe) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

    O acordo firmado tem como objetivo oferecer cursos de formação inicial e continuada (FIC) e de extensão, ofertadas na modalidade à distância (EAD), do Senac, com descontos especiais às entidades vinculadas ao Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e a seus associados.

    Os focos são a ampliação do acesso à capacitação qualificada aos empreendedores, empresários e colaboradores; a promoção do compartilhamento de informações por meio de redes de relacionamento; e o estímulo da construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento local e à competitividade das micro e pequenas empresas.

    O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho Nacional do Senac, Antonio Oliveira Santos, e pelo secretário especial da Sempe, José Ricardo de Freitas Martins da Veiga. Representando a CNC, estiveram presentes na cerimônia Antonio Everton Chaves, economista da CNC; e Daniela Papelbaum, gerente de Desenvolvimento Educacional da Diretoria de Educação Profissional do Senac Nacional.

    José Ricardo destacou que a assinatura decorre de uma ação proposta pela CNC e pelo Senac ao Fórum Permanente. “Hoje, temos a validação desse trabalho do Comitê de Capacitação, liderado por Flávio Martins Pimentel e Mauro Leônidas”, disse o secretário, referindo-se ao coordenador de Capacitação, Tecnologia e Inovação do Departamento de Apoio a Micro e Pequena Empresa e ao representante da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud), respectivamente. “Esse trabalho tem sido realizado com dedicação da nossa parte. Temos certeza de que será útil para nossas entidades, mas principalmente para as micro e pequenas empresas.”

    Daniela Papelbaum explicou que a concretização do acordo tem sido trabalhada há mais de um ano. “É com alegria que podemos colocar a nossa linha de educação à distância à disposição de todos os empregados e empreendedores das micro e pequenas empresas, concedendo desconto de 20% da nossa programação”, afirmou a gerente, explicando que, como os cursos são inteiramente à distância, todos os funcionários das empresas signatárias do Fórum poderão fazer jus a esse desconto. “Assim, acreditamos que estaremos fomentando o segmento e o trabalho de ampliar o sucesso dessas empresas.”

    Por fim, Daniela exaltou seu desejo de que “essa seja a primeira de uma série de ações que possamos levar para um público maior, com valores cada vez mais acessíveis, dentro das promoções de cursos do Senac”.

    Antonio Everton, por sua vez, afirmou que a nova dinâmica pode render bons frutos para as micro e pequenas empresas. “Sabemos de todo o esforço para organizar a secretaria no MDIC, e todas as entidades que participam do fórum ensejam que, a partir desse acordo, o avanço desejado venha a acontecer”, disse o economista. “Para isso, a CNC apresentou à Receita Federal uma proposta de fornecer informações e estatísticas que nos permitam enxergar melhor esse público que estamos representando.”.

    As responsabilidades e competências

    No que diz respeito às responsabilidades das partes, destacam-se como competências da Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa (Sempe) do MDIC: fornecer a relação de entidades veiculadas ao Fórum e empresas de pequeno porte passiveis de recebimento dos cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); e divulgar os cursos disponibilizados por meios de comunicação utilizados pelo MDIC.

    Ao Senac compete a disponibilização dos cursos e a posterior entrega de certificados eletrônicos de conclusão aos empreendedores de demais contemplados.

    Além disso, a coordenação das ações de articulação e do acordo será exercida pela Secretaria do MDIC. O prazo de vigência do acordo foi definido em 48 meses a partir da data de sua assinatura.

    Senac

    Desde 1946, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) é o principal agente de educação profissional voltado para o comércio de bens, serviços e turismo do País. Atualmente, está presente em mais de 2.200 municípios, de Norte a Sul do Brasil, onde mantém infraestrutura de ponta composta por mais de 600 unidades escolares, empresas pedagógicas e unidades móveis.

    Seu portfólio contempla cursos presenciais e à distância em diversas áreas do conhecimento, que vão da Formação Inicial e Continuada à Pós-graduação e permitem ao aluno planejar sua carreira profissional em uma perspectiva de educação continuada.

    Sempe

    A atuação da Sempe e de seus departamentos é direcionada à melhoria do ambiente de negócios para micro e pequenas empresas (MPEs), microempreendedores individuais (MEIs) e artesãos. É o órgão do Governo Federal responsável pela elaboração da Política Nacional de Desenvolvimento da Micro e Pequena Empresa no Brasil.

    A Secretaria tem a premissa de implementar medidas em parceria com Ministérios, Sistema S, instituições financeiras, entidades representativas das micro e pequenas empresas e demais atores públicos e privados que estimulem o desenvolvimento dos pequenos empreendimentos no Brasil.