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  • Comissão aprova incentivo fiscal para microempresa que patrocinar esporte

    A Comissão do Esporte aprovou em 16/05 o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 452/2017, do deputado Flaviano Melo (MDB-AC), que permite às microempresas e empresas de pequeno porte abater até 4% do Imposto de Renda (IR) devido com patrocínio ou doação a projetos desportivos e para desportivos. A proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006) e recebeu parecer favorável do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE).

    A Comissão do Esporte aprovou em 16/05 o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 452/2017, do deputado Flaviano Melo (MDB-AC), que permite às microempresas e empresas de pequeno porte abater até 4% do Imposto de Renda (IR) devido com patrocínio ou doação a projetos desportivos e para desportivos. A proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006) e recebeu parecer favorável do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE).

    Figueiredo afirmou que a proposta estende para as micro e pequenas empresas o benefício que existe para as demais, previsto na Lei de Incentivo ao Esporte (nº 11.438/2006). A norma possibilita às empresas destinar até 1% do valor devido de IR a projetos voltados ao esporte.

    De acordo com o texto aprovado, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) regulará a dedução dos valores. O comitê é o órgão responsável por disciplinar a aplicação do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

    Tramitação

    O projeto será analisado agora pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois segue para o Plenário da Câmara.

  • Programa de incentivo ao microcrédito é tema de audiência na quinta

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira (24/05) a implementação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). O programa, instituído pela Lei 11.110/05, busca incentivar a geração de trabalho e renda entre os microempreendedores populares, disponibilizar recursos para o microcrédito produtivo orientado e oferecer apoio técnico a essas instituições.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira (24/05) a implementação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). O programa, instituído pela Lei 11.110/05, busca incentivar a geração de trabalho e renda entre os microempreendedores populares, disponibilizar recursos para o microcrédito produtivo orientado e oferecer apoio técnico a essas instituições.

    O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que pediu a realização do debate, explica que o programa é destinado a microempreendedores populares, formais e informais, com atividades produtivas de pequeno porte e faturamento anual de até R$ 120 mil. “Além da disponibilização de recursos para o segmento, o programa também tem a função de fomentar o microcrédito”, acrescenta Leite.

    Foram convidados para participar da discussão, entre outros:

    – o ministro do Trabalho, Helton Yomura;

    – o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun;

    – o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn;

    – o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Diogo Henrique de Oliveira.

    A audiência será realizada no plenário 5 a partir das 9h30.

  • Comissão Mista do Orçamento elege presidente e relator geral

    A Comissão Mista de Orçamento reuniu-se pela primeira vez neste semestre, após a indicação da maioria de seus membros pelas lideranças dos partidos com representação no Congresso Nacional. Seguindo o critério de rodízio entre a Câmara dos Deputados e o Senado, o deputado Mário Negromonte Jr (PP-BA) foi indicado e aclamado o novo presidente da CMO. Cumprindo acordo entre as lideranças, Negromonte indicou para o cargo de relator-geral do Orçamento o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), também referendado pelos parlamentares presentes.

    A Comissão Mista de Orçamento reuniu-se pela primeira vez neste semestre, após a indicação da maioria de seus membros pelas lideranças dos partidos com representação no Congresso Nacional. Seguindo o critério de rodízio entre a Câmara dos Deputados e o Senado, o deputado Mário Negromonte Jr (PP-BA) foi indicado e aclamado o novo presidente da CMO. Cumprindo acordo entre as lideranças, Negromonte indicou para o cargo de relator-geral do Orçamento o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), também referendado pelos parlamentares presentes.

    Ainda ficou vago o cargo de relator do projeto da Lei das Diretrizes Orçamentárias (PLN nº 02/2018), que deve ser votada pelo Congresso até o dia 17 de julho. A indicação do senador Dalírio Beber (PSDB-SC) ficou aguardando a aprovação de todas as lideranças. Preocupado com o prazo, Negromonte anunciou que até o dia 29 todos os relatores setoriais devem estar indicados.

    Waldemir Moka lembrou que, com o prazo determinado pela Constituição para que o Congresso vote o projeto da LDO e possa decretar o recesso, os trabalhos deverão ser corridos. Negromonte concordou com a avaliação e propôs a realização das sessões ordinárias às terças-feiras e das audiências públicas às quintas-feiras, deixando as quartas-feiras como opção para sessões extraordinárias.

    O senador Wellington Fagundes (PR-MS), que deverá ocupar uma das relatorias setoriais, acredita que a CMO conseguirá cumprir seus prazos. Indagado se o afastamento do ministro da Fazenda Henrique Meirelles para concorrer à Presidência da República pode atrapalhar o andamento interno da CMO, o senador avaliou que, no momento, não: “Na fase atual, o projeto da LDO, não. Talvez no segundo semestre, quando se discutir o orçamento de 2019 propriamente, possa haver alguma influência.”

  • Boletim Informativo Diário (BID) 094/2018

    DESTAQUES:

    Encerrada investigação com aplicação de medida compensatória definitiva, por um prazo de até 5 (cinco) anos, às importações brasileiras de produtos laminados planos, de aço ligado ou não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, laminados a quente, em chapas (não enrolados) de espessura inferior a 4,75 mm, ou em bobinas (em rolos) de qualquer espessura, originárias da República Popular da China, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    DESTAQUES:

    Encerrada investigação com aplicação de medida compensatória definitiva, por um prazo de até 5 (cinco) anos, às importações brasileiras de produtos laminados planos, de aço ligado ou não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, laminados a quente, em chapas (não enrolados) de espessura inferior a 4,75 mm, ou em bobinas (em rolos) de qualquer espessura, originárias da República Popular da China, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    CARF determina a aplicação subsidiária de Capítulos de seu regimento interno ao julgamento da representação de nulidade

    Restabelecido o registro e código sindical do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SINDILOJAS – RJ

    Representantes do Senac-RO compõem o Conselho Superior do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia

    Convocação do Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Barra Mansa para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 15 de junho de 2018

  • Relatório sobre novo Código Comercial pode ser votado

    A comissão especial que analisa a proposta de novo Código Comercial (PL nº 1572/2011) pode votar na próxima quarta-feira (23/05) o parecer do relator-geral, deputado Paes Landim (PTB-PI). A discussão e votação do texto estava prevista para o último dia 9, mas foi cancelada.

    Uma das mudanças sugeridas por Landim retira a possibilidade de uso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) ou da legislação trabalhista nas relações de micro e pequenas empresas com companhias de grande porte.

    A comissão especial que analisa a proposta de novo Código Comercial (PL nº 1572/2011) pode votar na próxima quarta-feira (23/05) o parecer do relator-geral, deputado Paes Landim (PTB-PI). A discussão e votação do texto estava prevista para o último dia 9, mas foi cancelada.

    Uma das mudanças sugeridas por Landim retira a possibilidade de uso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) ou da legislação trabalhista nas relações de micro e pequenas empresas com companhias de grande porte.

    Segundo o relator, não há relação desigual entre empresas, e a aplicação desses outros marcos legais pode prejudicar o desenvolvimento econômico como um todo e gerar insegurança jurídica. O substitutivo também propõe uma regulação específica para o comércio eletrônico, com o estabelecimento de obrigações mínimas aos contratantes.

    A reunião será realizada a partir das 14h30 em plenário a definir.

  • Comissão aprova prazo para extinção de registros de empresas

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou no dia (16/05) o projeto que dá o prazo de cinco dias úteis, após a baixa da empresa, para que todos os registros dela sejam extintos da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). A proposta é de autoria do senador Hélio José (Pros-DF).

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou no dia (16/05) o projeto que dá o prazo de cinco dias úteis, após a baixa da empresa, para que todos os registros dela sejam extintos da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). A proposta é de autoria do senador Hélio José (Pros-DF).

    O Projeto de Lei nº 8239/2017 altera a lei que criou a Redesim (nº 11.598/2007), um sistema integrado, envolvendo as três esferas administrativas do serviço público (União, estados e municípios), que possibilita ao empresário dar entrada a todos os documentos necessários para abrir, alterar ou fechar a empresa em um único local (junta comercial do estado).

    A rede foi criada para melhorar o ambiente de negócios no País. Sem ela, por exemplo, uma pessoa que deseje abrir uma empresa de venda de mercadorias precisa obter registro em órgãos diferentes como a Junta Comercial (registro legal), Receita Federal (CNPJ) e Secretaria Estadual da Fazenda (inscrição estadual).

    A lei já obriga a baixa da empresa solicitante em todos os órgãos da Redesim, mas sem impor um limite temporal. Segundo o relator do projeto, deputado Helder Salomão (PT-ES), a ausência desse limite “pode tornar [o empresário] refém da lentidão burocrática ainda presente em muitos órgãos administrativos”.

    “A proposta prevê a extinção de qualquer registro do empresário, não dando margens a intermináveis demandas administrativas que solicitem ao empresário a comprovação de sua efetiva baixa”, acrescentou Salomão.

    Tramitação

    A matéria tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Audiência discute sucessivos aumentos dos combustíveis no País

    Os aumentos diários dos preços de combustíveis atingem todos os consumidores, desde o cidadão que tem carro até as empresas que têm os combustíveis como um dos fatores que influem nos preços dos produtos. Para discutir essa alta constante de preços, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados fará uma audiência pública nesta quarta-feira (23).

    Os aumentos diários dos preços de combustíveis atingem todos os consumidores, desde o cidadão que tem carro até as empresas que têm os combustíveis como um dos fatores que influem nos preços dos produtos. Para discutir essa alta constante de preços, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados fará uma audiência pública nesta quarta-feira (23).

    Um dos parlamentares que solicitaram a audiência, o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) destaca que o tema preocupa a todos. “Você dorme com um preço, acorda com outro! A nova política de preços que a Petrobras vem adotando, está variando conforme o dólar diário, e ninguém consegue fazer um planejamento com isso. E quando o dólar sobe, o combustível sobe. Mas quando o dólar cai, o combustível não cai”, critica.

    O aumento mais recente dos combustíveis ocorreu no sábado (19/05). Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 3,85% desde o início do ano, e avança 21,28% desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços, em julho do ano passado.

    A alta de preços segue em paralelo à escalada dos preços internacionais do petróleo, agora superior a 80 dólares o barril. Esse preço é o maior desde novembro de 2014. “O preço médio da gasolina nos postos atingiu recorde no ano, com a marca de R$ 4,29 por litro, considerando os preços praticados em 3.160 estabelecimentos no País”, reclama o deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), que também pediu a realização do debate.

    Joaquim Passarinho ressalta que as consequências dos aumentos de preços dos combustíveis são imediatas porque impactam no transporte de cargas. “Isso gera inflação”, lamenta.

    Paralisações

    Ontem entidades representativas de transportadores autônomos e de caminhoneiros paralisaram as atividades em protesto contra o aumento do preço do óleo diesel. Eles afirmam que o diesel representa 42% dos custos do negócio e reivindicam isenção de impostos sobre o insumo.

    Debatedores

    Foram convidados para participar da audiência:

    – o coordenador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ravvi Augusto de Abreu Madruga;

    – o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares; e o

    – representante da Petrobras, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

    O deputado Carlos Andrade (PHS-RR) também solicitou a audiência que ocorrerá às 9h30, no plenário 14.

    Agenda

    No próximo dia 30, uma comissão geral também vai debater, em Plenário, os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis no País.

  • Qualidade da educação no País é tema de audiência pública

    A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) debate nesta quarta-feira (23/05) a qualidade da educação do País. A iniciativa é do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que no dia 9 apresentou o requerimento para realizar uma audiência com diversos especialistas com o título A Percepção Social acerca da Qualidade da Educação.

    A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) debate nesta quarta-feira (23/05) a qualidade da educação do País. A iniciativa é do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que no dia 9 apresentou o requerimento para realizar uma audiência com diversos especialistas com o título A Percepção Social acerca da Qualidade da Educação.

    Já confirmaram a participação na audiência pública os professores Ademir Almagro, da rede municipal de Novo Horizonte (SP); José Francisco Soares, do Conselho Nacional de Educação, e de João Batista Araújo e Oliveira, do Instituto Alfa e Beto. Foram convidados também representantes do Ministério da Educação, do Movimento Todos pela Educação e da Confederação Nacional da Indústria.

    O professor Ademir Almagro é um dos idealizadores de projeto pedagógico em Novo Horizonte, que possui uma das melhores colocações no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). José Francisco Soares, além de membro do Conselho Nacional de Educação, foi presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep). E João Batista Araujo Oliveira é o fundador do Instituto Alfa e Beto, ONG promotora de políticas que priorizam a alfabetização.

    A audiência está programada para começar às 10h30, em caráter interativo e com tradução para Língua Brasileira de Sinais.

    Como acompanhar e participar

    http://bit.ly/audienciainterativa

    www.senado.gov.br/ecidadania

  • Senadores tentam acordo sobre proibição de vendas de veículos a gasolina

    Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) estão negociando um acordo para permitir a votação de um projeto do senador Telmário Mota (PTB-RR) que veda gradativamente a comercialização de veículos movidos a combustíveis fósseis. Projeto com esse objetivo (PLS nº 454/2017) já recebeu voto favorável do relator Cristovam Buarque (PPS-DF).

    Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) estão negociando um acordo para permitir a votação de um projeto do senador Telmário Mota (PTB-RR) que veda gradativamente a comercialização de veículos movidos a combustíveis fósseis. Projeto com esse objetivo (PLS nº 454/2017) já recebeu voto favorável do relator Cristovam Buarque (PPS-DF).

    A proposta esteve na pauta da última reunião da CAE, mas não chegou a ser votada depois que alguns parlamentares questionaram a proposta, que pretende eliminar totalmente a partir de janeiro de 2060 a venda de novos veículos com motor a combustão. Para chegar a esse objetivo, o texto prevê limites a serem compridos ao passar dos anos.

    O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) foi um dos que pediram mais reflexão sobre o assunto. Na opinião dele, nenhum país do mundo tem uma matriz energética tão limpa quanto o Brasil, e o País não precisa ficar copiando modelos adotados em outras nações. Além disso, acrescentou, a indústria automobilística é responsável por 23% do PIB do setor industrial do Brasil e precisa ser ouvida.

    “Em primeiro lugar, a gente precisa saber de onde virá a energia que estará nos eletropostos. A China pretende ter, em 2030, 60% de sua frota eletrificada, mas a energia chinesa vem do carvão. Então é preciso uma discussão bem mais ampla. Não há matriz tão limpa quanto a brasileira e não podemos andar nos mesmos passos de outros países sem olhar para nossa realidade”, afirmou.

    O parlamentar disse ainda que o carro híbrido, embora seja uma tecnologia de transição, talvez deva ser utilizado por um período mais longo no Brasil, diante do forte agronegócio do país, capaz de produzir energia limpa, com biocombustíveis (etanol, biomassa ou biodiesel).

    “Nós precisamos valorizar o carro híbrido. É um carro de transição? Sim, mas por quanto tempo? Talvez para nós faça sentido tê-lo por mais 50 anos, pois vai ser melhor para a economia brasileira. Não estamos aqui para copiar modelos de outros países que não tem a mesma base agrícola do Brasil. Podemos construir nosso próprio modelo”, afirmou.

    Audiência

    A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) também se disse preocupada com a viabilidade da proposta. Segundo ela, não adianta o Congresso aprovar uma lei para ser vetada pelo Poder Executivo ou não executada. Diante disso, sugeriu a realização de audiência com representantes do Ministério de Minas e Energia.

    “O projeto é louvável, ninguém discute o problema da poluição, mas tenho informação que o governo federal está num processo de elaboração de um programa relacionado a isso. Me preocupa não a data final de 2060, mas a parte do texto que determina para 2030 a presença de 10% de veículos elétricos na frota. Ou seja, daqui a dez anos praticamente. Será que teremos postos e a estrutura necessária?”, disse.

    Ritmo da história

    O relator, senador Cristovam Buarque (PPS-DF), elogiou a iniciativa e disse que o autor acertou “no ritmo da história” ao apresentar uma proposta da maior importância, visto que os combustíveis fósseis não podem ser mais a principal fonte de energia para moverem os veículos. “A participação de veículos elétricos no mercado brasileiro é ínfima, mesmo se considerarmos os modelos híbridos. Determinações como essa estão em vigor em vários países. O Brasil não pode ser apenas expectador das inovações da indústria automobilística e deve tomar decisões estratégicas a esse respeito”, afirmou.

    O senador disse que até pensou em apresentar uma emenda reduzindo a data-limite de 2060 para prazo mais curto, mas, para evitar discussões sobre a viabilidade, preferiu deixar como está. Apesar de ser a favor do projeto, o relator não se opôs aos pedidos de mais tempo para discussão do texto.

  • Maia reafirma que prioridade da semana é concluir votação do cadastro positivo

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reafirmou nesta segunda-feira (21/05) que a prioridade do Plenário para esta semana é concluir a votação da proposta que torna obrigatório o cadastro positivo de consumidores – Projeto de Lei Complementar nº 441/2017. O texto-base já foi aprovado, mas o Plenário precisa analisar os destaques apresentados pelos partidos.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reafirmou nesta segunda-feira (21/05) que a prioridade do Plenário para esta semana é concluir a votação da proposta que torna obrigatório o cadastro positivo de consumidores – Projeto de Lei Complementar nº 441/2017. O texto-base já foi aprovado, mas o Plenário precisa analisar os destaques apresentados pelos partidos.

    Em entrevista coletiva à imprensa na Associação Comercial de Porto Alegre, Maia avaliou que a Casa poderá avançar também na pauta de medidas provisórias, mas reconheceu que dois temas têm contribuído para os esforços da oposição de obstruir as votações: a Medida Provisória nº 814, cujo projeto de lei de conversão proposto pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ) muda várias leis sobre o setor elétrico; e o projeto que autoriza a privatização da Eletrobras (PL nº 9463/18).

    “Tem da [medida provisória] nº 812 a nº 818 para votar, mas a nº 814 é polêmica. A oposição faz obstrução apenas a nº 814. Se não a tivéssemos, votaríamos todas as medidas provisórias e mais o cadastro positivo, a urgência do projeto de duplicata eletrônica (PL nº 9327/2017) e a urgência do projeto de distrato para resolver o problema do setor de construção civil”, disse Maia.

    O presidente da Câmara avalia que tanto a Medida Provisória nº 814 como o projeto de privatização da Eletrobras se somam ao período pré-eleitoral e criam dificuldades para que a base do governo consiga superar a obstrução. “A princípio é o cadastro positivo, a 814, que, se o governo quiser, vai ter que aprovar preferência, porque a nº 812 e a nº 813 vêm na frente. E, com isso, vamos ver se a gente consegue trabalhar nesta semana e nas próximas com essa obstrução da esquerda, que está muito forte”, disse.

    Alta dos combustíveis

    Rodrigo Maia comentou ainda a decisão de realizar um debate envolvendo Câmara e Senado sobre a recente alta de preços dos combustíveis. Segundo ele, um dos caminhos seria a redução de impostos do setor, como a Cide-combustíveis e o ICMS (estadual).

    “A redução de impostos é uma hipótese. Se é possível ou não? Vamos debater. Agora, de forma nenhuma, se deve pensar em mudar a política da Petrobras e nem congelar preço. Todos lembram o que o Brasil viveu de euforia de curto prazo e, depois, de desespero com a política de congelamentos”, disse.