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  • Consultor da CNC diz que Código Comercial trará tranquilidade aos negócios

    O Código Comercial é uma importante iniciativa em favor da livre concorrência e traz algo novo ao investidor, na medida em que ele terá, com a entrada em vigor do Projeto de Lei (PL) nº 487/2013, a tranquilidade essencial para fazer negócios. “Esse é o espírito do Código”, afirmou o consultor Jurídico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Marcelo Barreto, ao falar na terça-feira (09/05) na Comissão Temporária do Senado Federal que estuda a modernização do Código Comercial. “Trata-se de uma agenda muito positiva do Congresso Nacional para o País.”

    O Código Comercial é uma importante iniciativa em favor da livre concorrência e traz algo novo ao investidor, na medida em que ele terá, com a entrada em vigor do Projeto de Lei (PL) nº 487/2013, a tranquilidade essencial para fazer negócios. “Esse é o espírito do Código”, afirmou o consultor Jurídico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Marcelo Barreto, ao falar na terça-feira (09/05) na Comissão Temporária do Senado Federal que estuda a modernização do Código Comercial. “Trata-se de uma agenda muito positiva do Congresso Nacional para o País.”

    O novo Código, observou, vai abrigar a estrutura principal do Direito empresarial, “mas não se transformará num indesejável e entediante vade mecum forense”, disse ele, referindo-se ao livro de referências muito usado na área de ciências jurídicas. “Incumbe ao Código regular os relevantes temas mercantis e, ao mesmo tempo, conviver em harmonia com a extensa legislação que existe no País em matéria comercial.”

    Barreto destacou que não é possível aplicar preceitos típicos da atividade empresarial quando o direito das empresas ainda está inserido no texto do Código Civil. “Isso provoca reflexos do Direito Civil em interpretações jurisprudenciais que fogem inteiramente ao espírito do direito empresarial”, explicou.

    Interpretações diferenciadas

    Para o consultor Jurídico da CNC, se o direito contratual empresarial, o direito cambial e o direito ao agronegócio requerem interpretações diferenciadas, o mesmo ocorre com o processo empresarial. Isso significa que é justo e adequado que esse processo tenha uma regulação especial, de forma a normatizar melhor o conflito empresa x empresa.

    Outra norma extremamente relevante, de acordo com Barreto, é a prevista no artigo 48 do Projeto de Lei. Ele diz que, no processo empresarial, o juiz deve sempre levar em consideração não apenas o conteúdo do conflito, mas também as externalidades econômicas de suas decisões. “Especialmente o impacto que tais deliberações possam produzir nos preços dos produtos e serviços”, disse o consultor, lembrando que se trata de uma regra saudável e moderna, que agrega qualidade ao processo empresarial.

    Outro dispositivo de grande interesse dos empresários está no artigo 952. Ele dispõe que o juiz deve dar solução compatível com a jurisprudência consolidada dos Tribunais, garantindo a estabilidade e efetividade dos negócios. “É tudo o que o empresário deseja, certeza e previsibilidade das decisões judiciais, para que possa tocar seu empreendimento conhecendo as regras do jogo.”

    Mas, do ponto de vista de interesse processual, o que mais chama a atenção no PL, na avaliação de Barreto, são as iniciativas tipicamente societária, como a ação de dissolução parcial da sociedade, a superação de impasse entre sócios, a ação de responsabilidade civil por danos causados à empresa por um sócio, a tutela específica para cumprimento de Acordo de Acionistas e a ação de invalidação de decisões de assembleias gerais.

    Outros participantes

    Também deram depoimento à Comissão Alexandre Reis Siqueira Freire, professor de Direito Processual Civil da Universidade de São Paulo e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Sávio Rafael Pereira, economista e secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Rafael Nichele, advogado tributarista que representou a Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Gustavo Ramiro Costa Neto, presidente da Comissão Especial de Análise do Novo Código Comercial do Conselho Federal da OAB.

    O relator da Comissão Temporária, senador Pedro Chaves (PSC-MS), que coordenou a reunião, confirmou que entregará seu relatório no próximo dia 26 de junho para votação.

  • Novos modelos e mercado e de atendimento

    No âmbito das tecnologias disruptivas e os novos modelos de negócios em comércio e serviços, Aldo Gonçalves, diretor da CNC e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), desenvolveu o tema considerando o surgimento dos novos negócios. Aldo foi o mediador dos debates do segundo painel do dia 9 de maio, no Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018).

    No âmbito das tecnologias disruptivas e os novos modelos de negócios em comércio e serviços, Aldo Gonçalves, diretor da CNC e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), desenvolveu o tema considerando o surgimento dos novos negócios. Aldo foi o mediador dos debates do segundo painel do dia 9 de maio, no Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018).

    “Varejo é gente. Hoje o comércio não se trata apenas de compra e venda, mas de uma experiência de compras”, ressaltou Aldo. Ele frisou que o uso de interfaces como Facebook, WhatsApp, Instagram e outras mídias sociais são formas de ajudar a alavancar o trabalho das empresas de varejo.

    Formas de atendimento

    O atendimento aos consumidores foi um assunto novamente abordado. Vanderlei Kichel, CEO da SetaDigital (sistema de loja de calçados) e idealizador da Sapati, falou da experiência da construção de um laboratório de calçados, instruindo o empresário do segmento a treinar os atendentes para serem consultores, deixando assim o cliente à vontade para fazer sua compra sozinho ou, se quiser, solicitar ajuda. “Sentir na pele a forma como o cliente deseja realizar sua compra; a importância de fazer uso da tecnologia para realizar esse tipo de atividade; como atrair novos clientes, entre outros, é fundamental”, disse Vanderlei.

    Segundo Kichel, dentre os próximos passos, a Seta deseja disseminar às empresas novas tecnologias, continuar inovando, integrar indústria e varejo e gerar indicadores de mercado. “A chave seria perceber e aceitar os problemas e a necessidade de inovação e tirar proveito das oportunidades”.

    Segundo Vanderlei, identificar os problemas, fazendo pesquisas de mercado, e coletar boas ideias, é essencial para solucioná-los. “Onde há problema, há oportunidade de inovação. É preciso captar o que se passa na cabeça do cliente”, completou.

     

  • Inovação disruptiva já é realidade para empresas

    Diretor de inteligência de mercado da GS&MD Gouvêa de Souza, Eduardo Yamashita abriu o segundo painel do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), no dia 9 de maio, abordando o tema Tecnologias Disruptivas e os novos modelos de negócios em comércio e serviços.

    Diretor de inteligência de mercado da GS&MD Gouvêa de Souza, Eduardo Yamashita abriu o segundo painel do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), no dia 9 de maio, abordando o tema Tecnologias Disruptivas e os novos modelos de negócios em comércio e serviços.

    A tecnologia disruptiva descreve a inovação tecnológica do produto ou serviço, rompendo com padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidas no mercado. Não são simples inovações ou aperfeiçoamento da tecnologia já existente. Trata-se de uma mudança de paradigmas, e Yamashita apresentou cases sobre essa revolução varejista.

    Segundo ele, no momento está acontecendo o Big Bang do varejo. “Aquela velha definição de loja, clara e muito bem definida, na qual o varejista oferecia a mercadoria e o consumidor ia comprar, simplesmente explodiu”, disse Yamashita, explicando a nova definição de uma loja. “Ela deve ser customizada, personalizada e ter curadoria, administração. Deve ser atraente, engajante e tecnológica, entre outras coisas.”

    Alguns exemplos de que esse Bing Bang é uma realidade e está se expandindo foram demonstrados na apresentação de uma lista com os dez maiores varejistas do mundo.

     

    Top 10 das empresas mundiais do varejo

     

    Em 2001, o Walmart vinha em primeiro lugar, à frente de muitas empresas renomadas, principalmente as de hipermercados. Entre 2001 e 2016, o varejo global sofreu mudanças, e muitas das empresas destacadas no primeiro ano desapareceram do ranking.

    “Houve uma bela dança das cadeiras. Após 16 anos, apenas quatro delas permaneceram na lista dos maiores varejistas conglomerados do mundo, em termos de venda”, disse Yamashita. Entre os novos integrantes, grupos de drogaria que reinventaram seus negócios e passaram a vender não somente medicamentos, mas produtos de conveniência e alimentícios.

    O diretor destacou ainda a entrada da Amazon em sexto lugar, porque “com a tecnologia, os conceitos de venda também têm mudado.” Como exemplo, Yamashita citou a Ford Motor Company, que abriu uma loja da em Nova York na qual não há carros. “Eles estão tentando comunicar para o púbico que o negócio da Ford não é mais vender carro, mas vender mobilidade”.

    Yamashita lembrou algumas declarações de Bill Ford, presidente executivo da Ford Motor Co., que definem a posição da empresa: “O futuro dos transportes pode não incluir carros” e “Por 30 anos eu me preocupei com a forma como vender mais carros e caminhões, mas hoje eu me preocupo com ‘por que tudo o que fazemos é vender mais carros e caminhões?’”.

    Focada no desenvolvimento de veículos autônomos, A Ford tem investido em uma empresa de inteligência artificial, a Argo Al, formada por ex-executivos do Google e do Uber.

     

    Varejo virtual e inovação

     

    A apresentação de Yamashita mostrou também o faturamento do Alibaba Group em apenas um dia: em 11 de novembro de 2017, o grupo de empresas de propriedade privada baseada em e-commerce na internet, com sede em Hangzhou, China, movimentos US$ 25 bilhões. Entre os serviços do Grupo Alibaba estão sites de business-to-business e serviços de varejo e pagamento online.

    Outro case apresentado foi o da loja de roupas masculinas que monta o look do cliente a partir de perguntas simples, como “no que você trabalha?”, por exemplo, enquanto o diverte oferecendo água e até mesmo cerveja.

    Além de montar os looks formal e informal do cliente no ambiente físico, a loja armazena dados do estilo de quem compra e, para fidelizar o cliente, envia por e-mail publicidades oferecendo novas compras de acordo com seu perfil.

    Yamashita deu um conselho aos empresários. “A velocidade da mudança vem impondo grandes desafios às empresas, que devem reinventar seu modo de venda. A palavra é inovação”, disse ele, fortalecendo a necessidade de inovar. “Se você, empresário, acha que as coisas vão melhorar porque a crise econômica no mercado está começando a passar, você não está entendendo nada.”

    Por último, o diretor da GS&MD Gouvêa de Souza deixou para reflexão uma frase de Doug MacMillion, CEO da Walmart Inc.: “Se você está entediado, você não está prestando atenção”.

     

  • Seminário aborda o potencial econômico do segmento de eventos

    Eventos mobilizam pessoas, economia e cidades, mas nem sempre seus resultados podem ser avaliados através de métricas objetivas, especialmente no que diz respeito às relações sociais e oportunidades empresarias. A série de encontros Turismo – Eventos em Debate, promovida pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, vai tratar justamente isso: a importância estratégica do segmento de eventos no contexto empresarial e para a cadeia produtiva do Turismo como um todo.

    Eventos mobilizam pessoas, economia e cidades, mas nem sempre seus resultados podem ser avaliados através de métricas objetivas, especialmente no que diz respeito às relações sociais e oportunidades empresarias. A série de encontros Turismo – Eventos em Debate, promovida pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, vai tratar justamente isso: a importância estratégica do segmento de eventos no contexto empresarial e para a cadeia produtiva do Turismo como um todo.

    O primeiro seminário da série, Eventos como Alavanca da Economia, terá especialistas e profissionais da área que vão abordar especificidades desse segmento, mostrando que a grandeza das oportunidades no setor alavanca uma imensa cadeia produtiva de prestadores de serviços e produtos.

    Confira a programação e inscreva-se no fim da página:

     

     

    Data: 07 de junho

    Horário: 14 às 18 horas*

    Local: CNC RJ – Avenida General Justo, 307, 9° andar, Centro – Rio de Janeiro

    *Credenciamento a partir das 13h

     

    Mais informações: conselhodeturismo@cnc.org.br

    (21) 3804-9257

     

    Compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #EventosEmDebate. Participe!

  • Boletim Informativo Diário (BID) 086/2018

    DESTAQUES:

    Governo encaminha ao Congresso projeto de alteração da lei que trata da recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário e da sociedade empresária

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de maio de 2018

    Fenacon divulga a composição da chapa única registrada para concorrer às eleições sindicais

    DESTAQUES:

    Governo encaminha ao Congresso projeto de alteração da lei que trata da recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário e da sociedade empresária

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de maio de 2018

    Fenacon divulga a composição da chapa única registrada para concorrer às eleições sindicais

  • TV CNC | Comércio eletrônico aumenta o faturamento em 2017

    Com crescimento de 7,5% no seu faturamento em 2017, o comércio eletrônico totalizou R$ 47 bilhões em vendas pela internet. Os dados são do 37° relatório Webshoppers, estudo produzido pela E-bit – empresa referência no fornecimento de informações sobre e-commerce nacional.

    O CEO da E-Bit, Pedro Guasti, e a economista da CNC Catarina Carneiro falaram à TV CNC sobre os resultados e os impactos do e-commerce no varejo em geral.

     

    Com crescimento de 7,5% no seu faturamento em 2017, o comércio eletrônico totalizou R$ 47 bilhões em vendas pela internet. Os dados são do 37° relatório Webshoppers, estudo produzido pela E-bit – empresa referência no fornecimento de informações sobre e-commerce nacional.

    O CEO da E-Bit, Pedro Guasti, e a economista da CNC Catarina Carneiro falaram à TV CNC sobre os resultados e os impactos do e-commerce no varejo em geral.

     

  • Projeto de recuperação judicial enviado ao Congresso permite que governo peça falência de empresas

    O governo federal encaminhou na quarta-feira (09/05) ao Congresso Nacional o texto de modernização da Lei de Recuperação Judicial, incluindo regras para estimular investimentos em empresas com dificuldades e permitir que governos peçam à Justiça a decretação de falência em caso de grandes dívidas tributárias.

    O governo federal encaminhou na quarta-feira (09/05) ao Congresso Nacional o texto de modernização da Lei de Recuperação Judicial, incluindo regras para estimular investimentos em empresas com dificuldades e permitir que governos peçam à Justiça a decretação de falência em caso de grandes dívidas tributárias.

     

    As receitas federal e estaduais, segundo o projeto enviado ao Congresso, podem pedir que o juiz converta em falência a recuperação judicial de uma empresa caso ela não pague tributos durante o processo, venda bens sem notificar a receita estadual ou federal, entre outros casos.

     

    O texto mantém a exigência de certidão negativa de débito com a Receita Federal para que a recuperação judicial seja aceita pela Justiça ou em processo extrajudicial.

     

    Segundo uma fonte da equipe econômica ouvida pela Reuters, o governo não espera aprovação do texto ainda neste ano, seja pela complexidade do tema, seja pela diversidade de interesses para alterar o projeto durante a tramitação no Congresso.

     

    Se aprovado, o projeto de lei substituirá o texto de 2005 e instituirá um sistema extrajudicial de recuperação, além de reduzir exigências para que bancos, investidores ou outras empresas invistam em empresas com dificuldades.

     

    O texto pode impulsionar o mercado de dívida corporativa, por permitir financiamento privado nas empresas em recuperação judicial, e mudar estruturas de garantias para empréstimos.

     

    Ao mesmo tempo, o texto dá mais força às decisões colegiadas da assembleia de credores, limitando os casos em que um único credor impede a execução do plano de recuperação judicial com decisões liminares na Justiça.

     

    O governo envia o texto ao Congresso dois dias após a Triunfo Participações pedir recuperação judicial da concessionária do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Mais cedo, o governo anunciou que publicará decreto com regras para relicitar concessões de infraestrutura.

     

     

     

     

    Fonte Portal Terra

  • Normas comerciais no agronegócio serão tema de audiência em Mato Grosso do Sul

    A atualização e a sistematização das normas comerciais e empresariais, principalmente no agronegócio, serão tema de audiência pública da Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial na sexta-feira (11/05), em Campo Grande (MS).

     

    A atualização e a sistematização das normas comerciais e empresariais, principalmente no agronegócio, serão tema de audiência pública da Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial na sexta-feira (11/05), em Campo Grande (MS).

     

    Para debater o tema, foram convidados o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul, Sérgio Longen; o presidente da Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso do Sul, Edison Araujo; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul, Mansour Elias Karmouche.

     

    Também deverão estar presentes o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, João Polidoro, e o professor de Direito Comercial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fábio Ulhoa Coelho.

     

    O agronegócio também foi tema de audiência pública na comissão, na quarta-feira (09/05), para discutir a desconsideração da personalidade jurídica, a produção de provas e os contratos do setor.

     

    A audiência de sexta será interativa, com início previsto para as 9h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

     

    Reforma do Código Comercial

    A reforma do Código Comercial tramita na forma do PLS nº 487/2013, assinado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), então presidente do Senado. O anteprojeto foi elaborado por uma comissão de juristas e agora está em exame na comissão temporária, autorizada a funcionar até o dia 21 de setembro. A comissão tem o senador Pedro Chaves (PRB-MS) como relator e o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) como presidente.

     

    COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

    http://bit.ly/audienciainterativa

     

     www.senado.gov.br/ecidadania

  • Reforma do Código Comercial não pode gerar ambiente de incerteza jurídica, diz professor

    O projeto de reforma do Código Comercial dever evitar ao máximo a sobreposição de procedimentos já previstos na legislação em vigor, como forma de evitar incertezas e a geração de um ambiente fértil de crescente judicialização.

    O projeto de reforma do Código Comercial dever evitar ao máximo a sobreposição de procedimentos já previstos na legislação em vigor, como forma de evitar incertezas e a geração de um ambiente fértil de crescente judicialização.

     

    O alerta foi feito na terça-feira (09/05) por Alexandre Reis Siqueira Freire, professor de Direito Processual Civil da Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

     

    Em audiência pública na comissão temporária para reforma do Código Comercial, Alexandre destacou que o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 487/2013 deveria conter cláusulas de remissão para evitar insegurança jurídica, fomentada especialmente pela dispersão jurisprudencial crescente no Brasil.

     

    A manutenção da liberdade contratual no ambiente de negócios, em que as partes possam saber antes as regras do jogo e a previsibilidade de sua aplicação, também foi defendida pelo representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Nichele.

     

    Ele afirmou que a redação de normas com vasta amplitude e o surgimento de princípios inexistentes na legislação vigente causam apreensão e engessam a liberdade contratual. Nichele citou como exemplo o artigo 31 do livro três do anteprojeto, segundo o qual a cadeia do agronegócio é “um bem protegido em razão do interesse nacional”.

     

    — Alguém pode ler isso como um sinal de intervenção estatal em um bem juridicamente protegido. Sua aplicação não se justifica em contratos de natureza empresarial entre entes privados, ela compromete a ideia de equilíbrio na liberdade contratual — afirmou.

     

    Presidente da Comissão Especial de Análise do Novo Código Comercial do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gustavo Ramiro Costa Neto disse que o anteprojeto tem amadurecido e em breve estará em condições de ser aprovado.

     

    Gustavo acentuou que a definição da atuação das juntas comerciais, contemplada no texto, pode ser decisiva no contexto do processo empresarial, pois contribuiria para evitar o ajuizamento de demandas que poderiam ser resolvidas administrativamente.

     

    — Deveríamos criar estrutura que regulasse o processo comercial no âmbito das juntas comerciais, pois estaríamos avançando para a desjudicialização das questões empresariais — afirmou.

     

    Representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sávio Rafael Pereira disse que o PLS nº 487/2013, do ponto de vista dos contratos agropecuários, não apresenta problemas, visto que as definições contidas no texto já estão presentes no dia a dia das normas que instituíram os títulos de financiamento do agronegócio.

     

    Consultor Jurídico da Confederação Nacional do Comércio, Marcelo Barreto disse que o texto do anteprojeto deve reestruturar o direito empresarial e conviver em estreita harmonia com a legislação comercial em vigor no país. Ele acentuou ainda que não se pode absorver todas as regras em um único diploma, dado o dinamismo do setor.

     

    A audiência pública foi presidida pelo senador Pedro Chaves (PRB-MS), que é o relator da Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial.

  • Câmara aprova projeto que muda cadastro positivo, mas falta votar destaques

    Depois de várias semanas de negociação e obstrução, o Plenário da Câmara dos Deputados iniciou na quarta-feira (09/05) a votação da proposta que torna obrigatória a inclusão de consumidores e empresas no cadastro positivo — o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 441/17.

     

    Depois de várias semanas de negociação e obstrução, o Plenário da Câmara dos Deputados iniciou na quarta-feira (09/05) a votação da proposta que torna obrigatória a inclusão de consumidores e empresas no cadastro positivo — o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 441/17.

     

    O texto-base foi aprovado com o voto favorável de 273 deputados e 150 votos contrários, mas as principais alterações ainda dependem de confirmação na próxima semana, quando serão votados os destaques e as emendas à proposta.

     

    O PT pediu que a principal mudança seja votada de forma separada: a inclusão automática dos consumidores, que serão notificados de sua inclusão em até 30 dias após a abertura do cadastro no banco de dados pelos gestores – como SPC e Serasa.

     

    O PSOL quer retirar do texto o ponto que deixa de considerar quebra de sigilo das instituições financeiras o repasse de dados financeiros e sobre pagamento às agências de crédito para a formação do histórico de crédito. Outros oito destaques estão pendentes de votação. Cada mudança só será aprovada com o voto favorável de, no mínimo, 257 deputados, por se tratar de projeto de lei complementar.

     

    O cadastro positivo já existe desde 2011, com participação voluntária. Os dados sobre pagamentos dos consumidores são repassados a empresas, que formulam uma nota com base na adimplência e inadimplência. O objetivo é permitir que bons pagadores acessem juros menores a partir da sua nota.

     

    Mudanças no texto

     

    Para tentar vencer a resistência dos opositores, o relator da proposta, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), apresentou duas mudanças de última hora. A primeira delas é que o Banco Central deverá encaminhar ao Congresso Nacional, dois anos após a vigência da lei, relatório sobre os resultados alcançados com as alterações no cadastro positivo, para fins de reavaliação legislativa. A intenção é avaliar se haverá redução dos juros oferecidos ao consumidor.

     

    A outra mudança torna responsáveis solidários, por eventuais danos morais aos consumidores, o banco de dados, a fonte da informação e a pessoa física ou jurídica que consultou os dados.

     

    Sigilo e privacidade

     

    A proposta tem como ponto mais polêmico a segurança dos dados dos consumidores. Para a oposição, haverá quebra de sigilo bancário com o repasse obrigatório de dados financeiros e sobre pagamentos. “Esse cadastro não será positivo, mas impositivo. Esse projeto de lei vai colocar no cadastro informações importantes sobre cada cidadão, que só poderá sair do banco de dados depois de 30 dias”, disse o deputado Ságuas Moraes (PT-MT).

     

    O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que irá à Justiça caso o texto seja aprovado pelo Congresso. “Se a proposta for aprovada, vamos ao Supremo Tribunal Federal entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade, porque esta proposta é violação à individualidade e à privacidade do brasileiro”, disse.

     

    Os deputados favoráveis à proposta, no entanto, afirmam que os dados serão resguardados e que haverá redução na taxa de juros aos bons pagadores. O deputado Silvio Costa (Avante-PE) destacou que o consumidor que não quiser permanecer no cadastro poderá pedir a exclusão dos seus dados. “Não há nada de antidemocrático. Hoje, os juros são altos porque o risco do crédito é alto. Como o cadastro diminui o risco da dívida, vão cair os juros”, disse.

     

     

    Vice-líder do governo, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) minimizou as críticas da oposição. “O sigilo bancário já existe hoje. Se, por acaso, Serasa e SPC vacilam, pagam uma fortuna. Esse cadastro vai beneficiar pequenos consumidores”, declarou.