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  • Câmara aprova MP que aumenta prazo para empresas de tecnologia investirem em pesquisa e inovação

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (08/05) a Medida Provisória (MP) nº 810/17, que concede mais prazo para empresas de tecnologias da informação e da comunicação investirem recursos vinculados à isenção de tributos em atividades de pesquisa e desenvolvimento. A matéria ainda será analisada pelo Senado.

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (08/05) a Medida Provisória (MP) nº 810/17, que concede mais prazo para empresas de tecnologias da informação e da comunicação investirem recursos vinculados à isenção de tributos em atividades de pesquisa e desenvolvimento. A matéria ainda será analisada pelo Senado.

     

    Foi aprovado o projeto de lei de conversão do deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), que tem como uma das novidades a concessão dos benefícios somente com a comprovação, pelas empresas, da regularidade de suas contribuições para o sistema de seguridade social.

     

    A MP permite a recuperação de débitos com investimentos não realizados ou não aprovados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Isso valerá para os passivos acumulados até 31 de dezembro de 2016.

     

    Segundo a legislação, as empresas precisam entregar ao governo, anualmente, demonstrativos detalhando a aplicação de um mínimo de 5% de seu faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento do setor.

     

    As mudanças ocorrem nas leis 8.248/91 e 8.387/91. A primeira se refere ao Brasil todo, e a segunda, especificamente à Zona Franca de Manaus (ZFM).

     

    Plano de reinvestimento

     

    O plano alternativo de reinvestimento em P&D, a ser executado em até 48 meses, com 20% a cada ano, no mínimo, contemplará cinco destinações:

     

    – mínimo de 30% dos débitos alocados em programas e projetos de interesse nacional nas áreas de tecnologias da informação e da comunicação, considerados prioritários pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati);

     

    – mínimo de 25% em convênios com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs);

     

    – mínimo de 15% com ICTs situadas nas áreas de atuação da Sudam, Sudene e Centro-Oeste, sendo um mínimo de 30% disso em ICTs públicas;

     

    – mínimo de 10% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT);

     

    – o restante, em fundos de investimento que apliquem em empresas de tecnologia, em projetos aprovados pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia (Capda), ou em organizações sociais do setor que mantenham contratos de gestão com o ministério.

     

    Zona Franca

     

    Na Zona Franca de Manaus, de forma semelhante, os débitos gerados pela desaprovação de demonstrativos de aplicações em P&D poderão ser reinvestidos, contanto que apurados até 31 de dezembro de 2016.

     

    Nesse caso, entretanto, 30% do total deverão ser aplicados em programas prioritários definidos pelo Capda.

     

    O projeto de lei de conversão prevê ainda a aplicação de 20% dos recursos em convênios com ICTs públicas com sede na Amazônia Ocidental ou no estado do Amapá.

     

    Já o dinheiro que poderá ser direcionado às organizações sociais atuantes perante o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços deverá financiar projetos de pesquisa na área de bioeconomia (desenvolvimento e uso de produtos e processos biológicos nas áreas da biotecnologia industrial, da saúde humana e da produtividade agrícola e pecuária).

     

    As empresas poderão reinvestir o montante pendente em P&D por meio de convênio com ICTs ou instituições de pesquisa e ensino superior mantidas pelo poder público, localizadas na Amazônia Ocidental ou no estado do Amapá e credenciadas pelo Capda.

     

    Outras finalidades, incluídas pela MP na lei e às quais as empresas também poderão destinar recursos pendentes para pesquisa, são:

     

    – aplicação em fundos de investimento para capitalizar empresas de base tecnológica com sede na Amazônia Ocidental ou no Amapá;

     

    – depósitos no FNDCT;

     

    – aplicação em programas prioritários definidos pelo Capda;

     

    – implantação ou operação de incubadoras ou aceleradoras credenciadas por esse comitê.

     

    Ações e processos

     

     

    Tanto as empresas situadas na Zona Franca quanto as de outras localidades terão de desistir de ações na Justiça e de processos administrativos relacionados aos débitos de investimento em pesquisa e desenvolvimento, se aceitarem reinvestir os recursos na forma definida pela MP.

  • CARF/Fazenda Nacional x Nufarm Indústria Química e Farmacêutica S.A.

    1ª Turma da Câmara Superior

    IRPJ e CSLL / Ágio – empresa veículo

    Processo: 10380.730581/2013-67

    1ª Turma da Câmara Superior

    IRPJ e CSLL / Ágio – empresa veículo

    Processo: 10380.730581/2013-67

    Por voto de qualidade, o colegiado vedou a amortização do ágio gerado em uma operação societária envolvendo a subsidiária brasileira do grupo australiano Nufarm. A companhia nacional havia recebido um aporte de capital da estrangeira e, após adquirir os ativos, deduziu o ágio da base tributável pelo Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A cobrança relativa aos anos de 2006 a 2008 totaliza R$ 35,3 milhões, em valores de 2013.

    A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) argumentou que o grupo usou a subsidiária como empresa veículo para viabilizar a operação, sem que houvesse confusão patrimonial entre a investidora e a companhia adquirida. Desta forma, segundo a PGFN, o planejamento tributário seria abusivo, com o único objetivo de usufruir os benefícios fiscais.

    Por outro lado, o contribuinte argumentou que a empresa considerada veículo era a verdadeira compradora dos ativos, por constar no contrato de aquisição e por ter pago os custos da operação. Ainda, o conselheiro Luís Flávio Neto argumentou que a manutenção da cobrança criaria uma discriminação contra o investimento estrangeiro, que não consta na legislação. Ainda segundo o julgador, a vedação negaria eficácia à decisão do legislador e aumentaria a insegurança jurídica.

     

  • Relator tenta acordo com governo para votar na próxima semana a proposta que altera Lei Kandir

    A comissão mista especial que analisa mudanças na Lei Kandir — Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 221/98 — voltará a se reunir na próxima terça-feira (15/08), quando será feita nova tentativa de votar a proposta que obriga a União a compensar estados e Distrito Federal por perdas decorrentes da desoneração do ICMS nas exportações.

    A comissão mista especial que analisa mudanças na Lei Kandir — Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 221/98 — voltará a se reunir na próxima terça-feira (15/08), quando será feita nova tentativa de votar a proposta que obriga a União a compensar estados e Distrito Federal por perdas decorrentes da desoneração do ICMS nas exportações.

     

    Nesta de terça-feira (08/05), após se reunir com a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, o relator do colegiado, senador Wellington Fagundes (PR-MT), informou que houve avanços na negociação, mas que ainda não existe  compromisso do governo federal de não vetar o que for aprovado.

     

    “Se a gente não fizer a mínima pressão possível, por meio dos secretários de fazenda, dos governadores, se a gente não tiver algo que seja possível de ter a sanção presidencial, nós vamos voltar à estaca zero. E isso será pior para todos”, alertou o relator, lembrando que o prazo de funcionamento da comissão mista se encerra na quinta-feira (17/08), não cabendo mais prorrogação.

     

    Compensação


    A proposta do relator obriga a União a entregar anualmente R$ 39 bilhões a estados e ao Distrito Federal, como compensação por perdas de arrecadação em função da não incidência do ICMS sobre exportações de bens primários e semielaborados e sobre aquisições para compor o ativo permanente de empresas.

     

    Em 2015, segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), os estados deixaram de arrecadar R$ 48,2 bilhões com a Lei Kandir e só receberam da União, como forma de compensação financeira, R$ 4,3 bilhões – parte deste valor por meio do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX).

     

    Segundo Fagundes, o governo já concorda com duas alterações previstas no relatório: tornar o FEX obrigatório; e corrigir os repasses compensatórios pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

     

    Realidade fiscal

     

    Assessor parlamentar da Presidência da República, Raul Garcia informou à comissão que o governo já trabalha em uma proposta alternativa. “Esperamos mobilizar toda a base do governo para aprovar essa nova proposta, considerando o que é factível dentro da nossa realidade fiscal”, informou Garcia, sem detalhar o valor da compensação defendido pelo governo.

     

    Secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, Luiz Antônio Bins lembrou que a perda de arrecadação provocada pela Lei Kandir traz uma série de consequências para atendimentos básicos nas áreas de saúde, educação, segurança e logística. Ele defendeu a aprovação de uma proposta possível. “O ideal seria realmente que se pudesse recuperar todas as perdas, mas entre ideal e o possível nós temos uma distância muito grande. E temos que construir um consenso político aqui que viabilize um novo federalismo fiscal nesse país”, disse.

     

    Recompor Inflação

     

    Já o secretário de Fazenda do Mato Grosso, Rogério Gallo, defendeu um texto que recomponha a inflação. “Nós trabalhamos com uma expectativa de, pelo menos, R$ 9 bilhões, que é a correção R$ 3,9 bilhões de 2006 até 2017”, disse. Gallo ainda criticou a tentativa do governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), de tentar no Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo de mais dois anos para regulamentar as compensações aos estados.

     

    O deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), por sua vez, sugeriu uma audiência urgente com o presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, para tentar acordo em torno de uma proposta. Na falta de acordo, segundo Heinze, o Congresso deve votar. “Nós precisamos votar o relatório. Ganhando ou perdendo, nossa parte está feita. Não podemos é perder prazo”, disse.

     

    Em 2016, ao julgar recurso do governo do Pará, o STF deu ao Congresso Nacional prazo de um ano para aprovar uma lei fixando novos critérios para compensação.

     

     

    Como a súmula da decisão foi publicada em agosto de 2017, o presidente do Congresso, Eunício Oliveira, estabeleceu o mês de agosto de 2018 como prazo limite para a aprovação da regulamentação da Lei Kandir.

  • Setor calçadista teme que redução da taxa de importação provoque desemprego

    Durante audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quinta-feira (08/05), representantes da indústria e de trabalhadores do setor calçadista se uniram contra a redução de 10% do imposto de importação sobre calçados esportivos, feitos de tecidos, em discussão pelo governo federal. Se aprovado, o benefício fiscal solicitado pelos importadores valeria por um ano.

    Durante audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quinta-feira (08/05), representantes da indústria e de trabalhadores do setor calçadista se uniram contra a redução de 10% do imposto de importação sobre calçados esportivos, feitos de tecidos, em discussão pelo governo federal. Se aprovado, o benefício fiscal solicitado pelos importadores valeria por um ano.

    Representantes dos trabalhadores garantem que a redução provocará uma onda de desemprego. Para Rogério Jorge Aquino, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, os maiores prejudicados serão as pessoas que buscam o primeiro emprego.

    No mesmo sentido, o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé–RS, Pedro Grendene Bartele, também teme que a redução provoque o corte de milhares de empregos.

    Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, falou que o setor é responsável hoje por 285 mil empregos diretos e mais de dois milhões de indiretos. As exportações brasileiras chegam a R$ 3,5 bilhões e se destinam a mais de 150 países.

    “Nossa competitividade pode ser prejudicada. O pleito dos importadores está ameaçando a indústria nacional e exige um posicionamento forte por parte de quem tem o comando do país para que seja alcançada a almejada meta dos US$ 3 bilhões em exportações.”

    A senadora Ana Amélia (PP-RS) advertiu que o tema é delicado e reconheceu que os maiores prejudicados podem ser os trabalhadores, com a redução de emprego.

    Contraditório

    Por sua vez, Maria Carvalho, presidente da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo, entidade que pediu a redução, explicou que os importadores reivindicam a redução da alíquota para ganhar mais competitividade no mercado interno e assim alavancar as vendas, que caíram 28% desde 2014.

    Ela garante que o retorno à alíquota vigente em 2007 não vai gerar impacto de desindustrialização ou redução do setor no país. A medida, segundo ela, será válida apenas para tênis esportivos fabricados de tecidos, deixando de fora os de couro e de borracha.

    Atualmente, a sobretaxa de importação é de 35%, mas se o calçado for originário da China há ainda um adicional de US$ 10,25 por par, como forma de compensar a concorrência praticada pelos exportadores chineses.

    O representante do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Pedro Henrique Reckziegel, explicou que o Brasil não é o único país membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) a impor alíquotas e lembrou que em alguns países esse percentual é de 40%. Ele explicou que, entre 2001 e 2007, a sobretaxa era de 25%, passando a 35% a partir de 2007. O aumento visava conter as importações, que no período de 2001 a 2007 tiveram um incremento de 303% — de 3,8% em 2001 para 15,3% em 2007.

    A Câmara de Comércio Exterior (Camex), da qual fazem parte oito ministros, deve tomar uma decisão em junho. A presidente da entidade, Marcela Carvalho, explicou que a complexidade do assunto não permite antecipar uma decisão porque não existe consenso.

  • CARF/Fazenda Nacional x Brazil Trading Ltd

    1ª Turma da Câmara Superior

    Multa qualificada / crédito de terceiros

    Processo: 15578.720005/2011-56

    1ª Turma da Câmara Superior

    Multa qualificada / crédito de terceiros

    Processo: 15578.720005/2011-56

    Por voto de qualidade, o colegiado manteve a qualificação da multa aplicada contra a empresa porque a companhia tentou compensar uma dívida tributária com valores que tinha a receber da União e não eram administrados pela Receita Federal. Neste caso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devia um montante ao contribuinte devido a uma desapropriação. Ao impedir a compensação, a fiscalização se baseou na lei nº 9.430/1996 para aplicar a multa de 150%.

    Os conselheiros representantes da Fazenda Nacional consideraram que a empresa tentou fraudar o fisco ao solicitar a compensação mesmo sabendo que o crédito não era tributário. Diante disso, mantiveram a multa qualificada. Por outro lado, os julgadores representantes do contribuinte entenderam que a conduta deste contribuinte não seria suficiente para caracterizar o dolo, de forma que votaram para reduzir a multa para 75%.

  • MP autoriza criação de fundo e promove inovações na legislação ambiental

    O Senado aprovou nesta terça-feira (08/05) a medida provisória que autoriza a criação de um fundo formado pelos recursos arrecadados com a compensação ambiental (MP nº 809/2017). A compensação ambiental é prevista na lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC – Lei nº 9.985/2000) e é paga pelos responsáveis por empreendimentos com significativo impacto ambiental, como a construção de grandes fábricas ou hidrelétricas.

    O Senado aprovou nesta terça-feira (08/05) a medida provisória que autoriza a criação de um fundo formado pelos recursos arrecadados com a compensação ambiental (MP nº 809/2017). A compensação ambiental é prevista na lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC – Lei nº 9.985/2000) e é paga pelos responsáveis por empreendimentos com significativo impacto ambiental, como a construção de grandes fábricas ou hidrelétricas.

    Equivalente a um percentual do valor do empreendimento, essa quantia é usada para criar ou administrar unidades de conservação de proteção integral — compostas por áreas com restrição ou proibição de visitação pública. A MP segue agora para sanção presidencial.

    A ideia por trás da compensação é que o empreendimento custeie o abrandamento ou o reparo de impactos ambientais relacionados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e/ou no Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Pela MP, se o empreendedor obrigado a pagar a compensação depositá-la diretamente no fundo, ele será dispensado de executar medidas em valor equivalente.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirma que essa medida destravará a aplicação dos recursos da compensação ambiental. Pelas regras atuais, para o cumprimento das exigências do licenciamento, os empreendedores são obrigados a executar diretamente as atividades de compensação nas unidades de conservação indicadas. Essa execução direta é considerada de difícil aplicação.

    Uso em unidade sustentável

    O relator do texto na comissão mista, senador Jorge Viana (PT-AC), incluiu a possibilidade de uso dos recursos da compensação ambiental também em unidades de conservação públicas de uso sustentável, se for de interesse público. Atualmente, a lei permite o uso dos recursos apenas em unidades de proteção integral. Em razão dessa abertura, poderão ser beneficiadas as florestas nacionais, as reservas extrativistas, as reservas de fauna, as reservas de desenvolvimento sustentável, as áreas de relevante interesse ecológico e as áreas de proteção permanente. A prioridade será para aquelas localizadas na Amazônia Legal.

    Turismo e recreação

    Com a possibilidade de concessão de unidades de conservação à iniciativa privada, essas áreas e instalações poderão ser exploradas para atividades voltadas à educação ambiental, à preservação e conservação do meio ambiente, ao turismo ecológico, à interpretação ambiental e à recreação. O texto de Jorge Viana também prevê a dispensa de chamamento público para a celebração de parcerias com associações representativas das populações tradicionais beneficiárias de unidades de conservação, com o objetivo de explorar atividades relacionadas ao uso público. O instrumento de parceria deverá definir a repartição dos recursos obtidos com essa exploração.

    Além de o edital de concessão da área para visitação pública poder prever o custeio, pelo concessionário, de ações e serviços de apoio à conservação, à proteção e à gestão da unidade, o ICMbio poderá exigir um número de acessos gratuitos e encargos acessórios. Os custos desses encargos deverão ser considerados nos estudos elaborados para constatar se é viável economicamente o modelo de uso público pretendido. Já as gratuidades deverão promover a universalização do acesso às unidades de conservação, incentivar a educação ambiental e integrar as populações locais a essas áreas.

    Contratação temporária

    A MP também autoriza o ICMBio e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a contratarem pessoal por tempo determinado pelo período de dois anos, prorrogável por um ano. O texto original previa apenas um ano, renovável por igual período. Antes da MP, o prazo máximo de contratação era de seis meses. Uma das finalidades é o combate a incêndios, que não estará mais restrito a unidades de conservação.

    Já os funcionários contratados temporariamente para atuar na preservação poderão agir em caráter auxiliar em ações de conservação, manejo e pesquisa de espécies ameaçadas; em projetos de preservação, uso sustentável, proteção e apoio operacional à gestão das unidades de conservação; na identificação, demarcação e consolidação territorial de unidades de conservação; e em ações de uso sustentável, monitoramento, manejo e pesquisa de espécies nativas de interesse econômico.

  • CARF/Fazenda Nacional x Perto S.A. Periféricos para Automação

    1ª Turma da Câmara Superior

    IRPJ, CSLL, PIS e Cofins / Subvenção

    Processo: 11080.731977/2013-79

    1ª Turma da Câmara Superior

    IRPJ, CSLL, PIS e Cofins / Subvenção

    Processo: 11080.731977/2013-79

    O processo debate a incidência de tributos federais sobre incentivos fiscais concedidos pelos estados e ratificados nos termos da lei complementar nº 160/2017. É a primeira vez que, ao discutir a matéria no Carf, uma empresa trouxe o decreto estadual publicado. Apesar de ter sido cumprido o primeiro requisito para a análise de mérito, ainda não houve o depósito da ratificação no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Por maioria, a turma decidiu sobrestar o processo administrativo para aguardar o registro das concessões no Confaz. A resolução se assemelha àquela aplicada aos casos em que nenhum dos elementos – a publicação do decreto e o protocolo no Confaz – estava presente.

    A turma ainda discutiu se caberia ao contribuinte comprovar o depósito no Portal Nacional da Transparência Tributária, que ainda será disponibilizado no site do Confaz para publicação de documentos comprobatórios de concessões. Os conselheiros Luís Flávio Neto e Daniele Souto Rodrigues Amadio lembraram que o acesso ao portal será restrito às administrações tributárias dos estados e do Distrito Federal. Por isso, propuseram que a unidade de origem requeira a informação ao Confaz.

    Porém, a maioria dos julgadores entendeu que a comprovação caberá ao contribuinte. A empresa pode solicitar, por exemplo, que o estado emita uma certidão declarando o protocolo no portal.

    Neste processo, o Rio Grande do Sul concedeu créditos presumidos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como subvenção de investimento, para que a empresa expandisse um empreendimento no setor de tecnologia. A Receita Federal reconheceu que os critérios foram atendidos para a companhia usufruir o benefício, mas argumentou que o valor dos subsídios ultrapassou o investimento realizado em ativo fixo. Diante disso, cobrou o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS e a Cofins sobre o excedente, por considerar que esta parcela se caracterizou como subvenção de custeio.

     

  • Histórias de sucesso

    O contexto do empreendedorismo feminino foi debatido em mais um painel do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), promovido pela Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mediado pela diretora Executiva do Instituto Fecomércio-DF, Elizabet Campos, o painel trouxe cases de duas empreendedoras que falaram sobre o sucesso dos seus negócios.

    O contexto do empreendedorismo feminino foi debatido em mais um painel do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), promovido pela Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mediado pela diretora Executiva do Instituto Fecomércio-DF, Elizabet Campos, o painel trouxe cases de duas empreendedoras que falaram sobre o sucesso dos seus negócios.

    “Nossa intenção aqui é apresentar histórias de mulheres que chegaram lá e que querem mais. Mulheres que passaram por muitas coisas na vida, mas que batalharam, perseveraram e conseguiram vencer”, comentou Elizabet.

    O primeiro case apresentado foi o da trajetória da empresária Cida Aguilar, proprietária da Pousada Pedra Torta, em Itacaré (BA), e de outros três empreendimentos. Ela foi a vencedora do Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora 2017.

    A empresária contou sua história de vida, da infância pobre aos primeiros trabalhos como vendedora, ramo em que se destacou, primeiro como vendedora de roupas independente, depois numa concessionária. E foi o bom desempenho na concessionária que lhe deu a motivação inicial para construir o próprio negócio. “Sempre soube vender muito bem. Crise nunca existiu para mim. Enquanto todos reclamavam que a situação estava ruim, eu fui atrás dos meus clientes. Assim, eu entendi que, para vencer, precisava estabelecer metas”, contou Cida.

    Após se firmar com a primeira pousada, Cida conseguiu parcerias de negócio com operadoras de turismo em todo o País, e seu crescimento fez com que ela criasse outras duas pousadas e um restaurante. A empresária afirma que esse crescimento ainda estimulou o turismo local e sua indústria, pois incentivou a concorrência e, consequentemente, o turismo em Itacaré. “É preciso sempre lutar e perseverar no caminho, mesmo que apareçam dificuldades. Olhar sempre para a frente e confiar que o trabalho bem feito trará muitos resultados”, disse.

    Outra história de sucesso compartilhada foi a de Daiana Doraci, proprietária da Loja Nice, em Campo Grande (MS). Ela contou que a loja foi herdada da mãe, que a fundou junto com seu pai em 1979. Depois de muitas transformações, o desempenho caiu, e, com a morte da mãe, Daiana precisou pagar todas as dívidas da loja. Foi assim que, ao lado do marido, resolveu recomeçar. “Não tinha outra opção. Precisava arregaçar as mangas e reconstruir a loja, pois era a única maneira que eu tinha de quitar as dívidas”, afirmou Daiana.

    A empresária investiu todas as suas economias e conseguiu reerguer o estabelecimento, que hoje tem um espaço de 600 m² e vende mais de 20 mil peças de roupa por semana. “Queríamos uma loja que vendesse coisas bonitas, mas que também tivesse um preço acessível para que todos pudessem comprar”, disse. Hoje, por entender que valorizar o negócio local é bom para todos, a Loja Nice faz parceria com profissionais locais e dá visibilidade a outros empreendedores em busca de uma oportunidade. “Também apostamos muito no consumidor de Campo Grande e numa equipe comprometida que veste a camisa da empresa”, finalizou Daiana.

    Veja a galeria de fotos do primeiro dia do evento:

     


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  • Boletim Informativo Diário (BID) 084/2018

    DESTAQUES:

    Divulgado o valor médio dos benefícios pagos pelo INSS em abril

    Arquivado o pedido de registro sindical de interesse do Sindicato dos Revendedores de Gás da região de Montes Claros

    Convocação do Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas e Medicamentos do Estado do Rio de Janeiro para a Assembleia a ser realizada no dia 18 de maio de 2018

    DESTAQUES:

    Divulgado o valor médio dos benefícios pagos pelo INSS em abril

    Arquivado o pedido de registro sindical de interesse do Sindicato dos Revendedores de Gás da região de Montes Claros

    Convocação do Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas e Medicamentos do Estado do Rio de Janeiro para a Assembleia a ser realizada no dia 18 de maio de 2018

  • Empreendedores precisam dialogar com o novo consumidor

    Encontrar a motivação certa é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Este foi o ponto central da palestra do empresário Facundo Guerra, que abriu o primeiro bloco do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ) Sebrae na terça-feira (08/05), em Brasília.

    Encontrar a motivação certa é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Este foi o ponto central da palestra do empresário Facundo Guerra, que abriu o primeiro bloco do Movimento para Inovação em Comércio e Serviços (Movin 2018), realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ) Sebrae na terça-feira (08/05), em Brasília.

    No painel “Sua empresa está preparada para o novo mundo?”, Facundo Guerra falou da sua trajetória profissional como empresário da noite paulistana e de outros segmentos. Ele disse que buscou encontrar uma “identidade paulistana” que ficou perdida ao longo do tempo por conta do desenvolvimento da cidade. “São Paulo é uma cidade que ficou esquecida pelos habitantes. Para desenvolver a cidade foi preciso abrir mão dos espaços públicos”, disse.

    E foi justamente essa retomada de espaços públicos, em busca de uma identidade, que o incentivou a investir em negócios que estimulassem a convivência e novas experiências em São Paulo. Ele destacou que a motivação pessoal foi certeira para o seu sucesso. “Se você investiga as perguntas certas na sua vida e percorre seu caminho em busca da resposta, você está no rumo certo”, afirmou.

    Facundo destacou também a importância para o novo empreendedor em buscar, para o seu negócio, valores que não estão apoiados somente no lucro. “Se eu estou alinhado com um propósito, um objetivo, se eu sei o que faço, o lucro acontece, eu não o forço a acontecer. Quando o empreendedor começa a entender que o lucro não pode ser o orientador do negócio, outras variáveis começam a existir.”

    O palestrante também criticou a falta de estímulo ao empreendedorismo no País, não apenas por ações governamentais, mas também pela própria formação da sociedade. “Empreendedorismo no Brasil não é estimulado. Somos projetados para procurar desde sempre um bom emprego, que garanta uma casa, estabilidade, um carro, uma família. Essa é uma narrativa que muitos não querem mais, e o empreendedorismo é um caminho para essas novas narrativas”, disse Facundo Guerra.

    Ao fim, Facundo afirmou que é preciso estar antenado ao que o consumidor necessita e devolver em qualidade o produto ou serviço pelo qual ele paga. “O valor tem que ser duas vezes maior do que o preço que a pessoa paga. Dinheiro gasto é tempo de vida. Se esse tempo for desrespeitado, o consumidor não volta ao estabelecimento”, garantiu o palestrante, reafirmando que o empreendedorismo é uma das chaves para o desenvolvimento. “Não podemos superar a crise atual, que tem várias vertentes, com soluções do velho mundo. É preciso olhar para frente.”

    O novo consumidor

    No debate que se seguiu à palestra de Facundo Guerra, mediado pela diretora técnica do Sebrae, Heloísa Menezes, a gerente de Contas Governamentais do Euromonitor, Mariana Schwartzman, traçou um perfil do consumidor atual e das tendências para 2018. Ela destacou o crescimento do mercado de países emergentes, mesmo com a força do poder de compra que países amadurecidos possuem.

    Mariana destacou que, por conta do envelhecimento da população, aumentou o número de consumidores com mais de 30 anos que são chefes de família, ou seja, daqueles que estão economicamente ativos e tem poder de compra e de decisão. “Por conta disso, também devem crescer os gastos com educação, por causa desse perfil do consumidor mais maduro”, afirmou.

    A gerente do Euromonitor também falou que a pesquisa divide o novo consumidor em três perfis: “Detetives” (consumidores que possuem muitas informações sobre o produto e pesquisam criteriosamente antes de realizar uma compra), “Vida Limpa” (consumidores que propagam um estilo de vida saudável e responsável, que estão interessados em debater os problemas da atualidade), e “I-Designer” (clientes que querem ser os criadores dos seus produtos, unindo a experiência de criação com a compra).

    A gerente de Desenvolvimento Educacional do Senac, Daniela Papelbaum, falou sobre o papel da instituição na formação de profissionais que vão lidar com esse novo perfil do consumidor. “As pessoas demandam processos eficientes e eficazes de atendimento, e a educação faz parte de todo esse movimento que temos visto”, afirmou.

    Ela mostrou como é feito o trabalho do Senac para a criação de modelos direcionados para essa formação, um processo dividido em duas etapas. O Senac realiza fóruns setoriais para identificar as reais necessidades do mercado. “É uma metodologia de escuta do mercado para desenvolver cursos e ações educacionais alinhadas às expectativas e necessidades do segmento”, disse Daniela. Após esse diagnóstico, são implementadas ações efetivas para a formação dos profissionais que ela categorizou como “marcas formativas do Senac”: visão crítica, domínio técnico-científico e atitude empreendedora, colaborativa e sustentável.

    O diretor do Departamento de Políticas de Comércio e Serviços (DECOS) na Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Douglas Finardi Ferreira, mostrou o trabalho do Fórum de Competitividade do Varejo (FCV), composto por 17 entidades representativas, entre elas a CNC e o Sebrae. “O fórum foi criado para discutir ações convergentes de interesse de diversos setores do varejo”, afirmou Douglas.

    Ele mostrou as principais entregas do Fórum para o setor varejista, como a participação nas discussões sobre a Lei de Modernização Trabalhista, sobre a regulamentação dos meios de pagamento e também sobre as perspectivas para o e-commerce no Brasil. “No Fórum, procuramos olhar nosso trabalho sempre com duas perspectivas: uma é focada no dia a dia do varejo, e a outra, olhando também para o futuro”, completou Douglas.

    Para assistir a transmissão ao vivo do evento acesse: http://movin2018.com.br

    Veja a galeria de fotos do primeiro dia do evento: