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  • Vendas de Natal terão maior avanço em cinco anos

    Em nova análise, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,9 bilhões, o que representa um avanço de +5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior desde 2013. A estimativa anterior da CNC para o crescimento do volume de vendas era de +4,8%.

    “A nova expectativa se baseia no cenário de inflação baixa, queda de juros e, principalmente, retomada gradual e contínua do emprego”, explica Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

    Em nova análise, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,9 bilhões, o que representa um avanço de +5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior desde 2013. A estimativa anterior da CNC para o crescimento do volume de vendas era de +4,8%.

    “A nova expectativa se baseia no cenário de inflação baixa, queda de juros e, principalmente, retomada gradual e contínua do emprego”, explica Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

    Os segmentos de hiper e supermercados (R$ 11,8 bilhões), lojas de vestuário (R$ 9,0 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,1 bilhões) deverão responder por 74% do faturamento das vendas natalinas deste ano. Em termos relativos, o maior aumento nas vendas deverá ocorrer nas lojas de móveis e eletrodomésticos (+17,8% na comparação com 2016). Apesar de 27,4% dos varejistas considerarem o nível corrente dos seus estoques acima do adequado, o percentual é menor do que aquele encontrado em 2016, de 30,4%.

    Queda na inflação gera otimismo

    Um dos principais motivos por trás do maior otimismo dos lojistas é a deflação. A cesta composta por 214 bens ou serviços mais consumidos nesta época do ano mostra que, na média, os preços medidos através do IPCA-15 apresentaram recuo de 1,2% nos 12 meses encerrados em novembro – resultado inédito desde o início desse levantamento, em 2001.

    Aparelhos de TV, som e equipamentos de informática registraram variação média de -6,8% nos últimos 12 meses. Em seguida, destacam-se as quedas nos preços dos alimentos (-5,8%) e eletrodomésticos (-1,7%).

    Taxa de efetivação aumenta

    O “efeito adiamento” na oferta de vagas por parte dos varejistas – ocasionado pela crise econômica – postergou a temporada de oferta de vagas, entre setembro e novembro para agora, no mês de dezembro. Os Estados de São Paulo (20,1 mil), Minas Gerais (8,0 mil) e Rio de Janeiro (6,4 mil) deverão concentrar 47% das contratações.

    A taxa de efetivação dos trabalhadores no início do próximo ano também deve passar dos 15% observados em 2015/2016, para aproximadamente 30% após o Natal de 2017.

    Os motivos, segundo o economista Fabio Bentes, se dão pela “perspectiva de retomada lenta e gradual da atividade econômica e do consumo, bem como eventuais impactos positivos sobre o emprego, decorrentes da reforma trabalhista”.

    Alta nos salários

    O salário médio de admissão deverá registrar aumento real de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1.185. O maior pagamento deve se dar pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.430), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.392). No entanto, estes segmentos devem responder por apenas 2,0% do total de vagas oferecidas.

  • CNC revisa previsões para o Natal de 2017

    Em nova análise, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,9 bilhões, o que representa um avanço de +5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior desde 2013. A estimativa anterior da CNC para o crescimento do volume de vendas era de +4,8%.

    Em nova análise, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,9 bilhões, o que representa um avanço de +5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior desde 2013. A estimativa anterior da CNC para o crescimento do volume de vendas era de +4,8%.

  • Sumário Econômico 1511

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Comércio impulsionou economia no 3º trimestre – Regeneração das condições de consumo levou o setor a registrar o melhor desempenho entre todas as atividades econômicas analisadas no terceiro trimestre. CNC revisa de +0,8% para +1,1% previsão para 2017 e projeta alta de 2,6% para 2018. A economia brasileira cresceu 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2017 de acordo com dados das Contas Nacionais divulgados em 1º de dezembro pelo IBGE. Apesar da pequena taxa de variação, essa foi a terceira alta consecutiva nessa base comparativa ‒ comportamento inédito desde 2013. A recente recessão econômica brasileira foi a mais longa e profunda já registrada pelas contas nacionais. Nos oito trimestres compreendidos entre os três primeiros meses de 2015 e o quarto trimestre de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou perda de 7,8%.

    Percentual de famílias com contas em atraso recua pelo segundo mês consecutivo em novembro de 2017 – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,2% em novembro de 2017, o que representa uma alta em relação aos 61,8% observados em outubro de 2017. Houve alta também em relação a novembro de 2016, quando o indicador alcançava 59,6% do total de famílias. Apesar da alta do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também diminuiu em novembro de 2017 na comparação mensal, passando de 26,0% para 25,8% do total. Entretanto, houve alta do percentual de famílias inadimplentes em relação a novembro de 2016, quando esse indicador alcançava 24,4% do total.

    Crédito representa 46,9% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro teve aumento de 0,1% em outubro deste ano contra o mês imediatamente anterior, após estabilidade nos dois meses anteriores. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 46,9% do PIB, o menor nível de representatividade desde abril de 2012, quando foi de 46,6% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro de 2017, a variação foi de -1,4%, 0,6 p.p. acima da variação de -2,0% observada no mesmo período anterior.

    Ação coordenada combaterá desmatamento – Ação coordenada do Ministério Público Federal (MPF) com os órgãos ambientais federais identificou 1.262 áreas de desmatamento ilegal na Amazônia, com mais de 60 hectares de extensão cada, registradas por monitoramento de satélite realizado de agosto de 2015 a julho de 2016. Por meio de cruzamento com bancos de dados públicos, 1.155 pessoas e/ou empresas foram relacionadas aos grandes desmatamentos. Ao todo, os polígonos mapeados somam 176.761 hectares de corte raso ilegal de vegetação na Floresta Amazônica. O trabalho já resultou na instauração de 757 ações civis públicas (ACPs) pelo MPF contra 725 réus.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 225/2017

    DESTAQUES:

    Publicada a reformulação orçamentária para o exercício de 2017 e a proposta orçamentária para 2018 da CNC

    Registrada Chapa Única para concorrer à eleição do Sindicato do Comercio Varejista de Combustíveis Derivados de Petróleo Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná

    Promulgado o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a República Árabe do Egito

    Designados representantes do Sesc para o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

    DESTAQUES:

    Publicada a reformulação orçamentária para o exercício de 2017 e a proposta orçamentária para 2018 da CNC

    Registrada Chapa Única para concorrer à eleição do Sindicato do Comercio Varejista de Combustíveis Derivados de Petróleo Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná

    Promulgado o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a República Árabe do Egito

    Designados representantes do Sesc para o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

  • Carta Mensal 749

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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  • Câmara Temática do Ministério do Turismo traça diretrizes para o turismo social

    A Câmara Temática de Turismo Responsável instituída pelo Conselho Nacional de Turismo, do Ministério do Turismo, se reuniu em 4 de dezembro, em Brasília, para apresentar e debater documento de diretrizes para a construção de políticas públicas de turismo social. O turismo social trata do acesso universal dos vários segmentos da população ao mercado de turismo e é o primeiro dos subtemas que serão abordados no âmbito da Câmara, que vai tratar ainda de temas como sustentabilidade, acessibilidade, proteção à infância, entre outros.

    A Câmara Temática de Turismo Responsável instituída pelo Conselho Nacional de Turismo, do Ministério do Turismo, se reuniu em 4 de dezembro, em Brasília, para apresentar e debater documento de diretrizes para a construção de políticas públicas de turismo social. O turismo social trata do acesso universal dos vários segmentos da população ao mercado de turismo e é o primeiro dos subtemas que serão abordados no âmbito da Câmara, que vai tratar ainda de temas como sustentabilidade, acessibilidade, proteção à infância, entre outros.

    Segundo o secretário executivo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Eraldo Alves, o documento é uma primeira contribuição das entidades que compõem a Câmara. “Buscamos delinear políticas que contribuam ao maior alcance do direito às viagens, com ênfase nas práticas corporativas de responsabilidade social e o apoio do poder público para sua execução”, destacou Eraldo, que coordena os trabalhos da Câmara Temática de Turismo Responsável.

    Entre as premissas estabelecidas na proposta apresentada na Câmara “o turismo social deve ser visto como instrumento de inclusão social, que se dá pela ampliação do acesso à atividade turística por parte dos diferentes segmentos da sociedade”, e também pela geração de benefícios para as populações do destino turístico.

    Eraldo destacou a colaboração do Serviço Social do Comércio, o Sesc, pioneiro em turismo social no Brasil e na América do Sul, no trabalho de elaboração das diretrizes. “Contamos com a expertise do Sesc, principal operador de turismo social do Brasil, que atua com a missão de favorecer a incorporação de pessoas de baixa renda ao movimento turístico, em especial os trabalhadores do comércio de bens e serviços e seus dependentes”, afirmou.

    Entre os assuntos detalhados nas diretrizes para o turismo social está a promoção da educação para entendimento e engajamento, a utilização de tecnologias, promoção da inovação e estabelecimento de mecanismos de incentivos e geração de benefícios que estimulem uma atuação mais responsável da iniciativa privada.

     

  • Carta Mensal 748

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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  • Carta Mensal 750

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

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  • Cetur conclui debates sobre perspectivas do turismo

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, na quarta-feira (6), o último seminário da série Turismo – Cenários em Debate, que ao longo de 2017 apresentou temas atuais e da agenda do setor como impactos da economia colaborativa – na hotelaria, alimentação, transporte e agências de viagem –, turismo esportivo e a aviação comercial no Brasil.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, na quarta-feira (6), o último seminário da série Turismo – Cenários em Debate, que ao longo de 2017 apresentou temas atuais e da agenda do setor como impactos da economia colaborativa – na hotelaria, alimentação, transporte e agências de viagem –, turismo esportivo e a aviação comercial no Brasil.

    Convidada a analisar o comportamento do setor nos últimos anos e apontar tendências para 2018, a ex-presidente da Embratur e diretora da Pires e Associados Assessoria, Jeanine Pires, defendeu a importância de um turismo sustentável, que conviva com o mercado já existente, e formule propostas que agradem a diferentes stakeholders.

    A executiva também falou sobre a necessidade de monitoramento e cooperação no mercado, uma forma de manter transparentes as relações entre diferentes agentes do setor e assim promover as mudanças necessárias. “As empresas do turismo e de hotelaria querem pagar menos impostos e seus concorrentes também. Sendo assim, a política tributária do País deve ser revista. A hotelaria tem que trabalhar para pagar menos impostos, o que vai possibilitar que ela gere mais empregos”, disse.

    Pesquisa mundial sobre novas plataformas de serviços turísticos

    Em participação on-line, o diretor de Competitividade da Organização Mundial do Turismo (OMT), John Kester, apresentou o Relatório Mundial Novos Serviços de Turismo de Plataformas (ou a chamada Economia Compartilhada) – Compreender, repensar e se adaptar. O documento, realizado em âmbito global, consultou 250 destinos turísticos e teve 114 respondentes sobre os novos serviços de plataforma de turismo. De acordo com o executivo, o turismo conta com um mercado que atingiu mais de 1,2 bilhão de chegadas internacionais, com um crescimento de 4% em 2016, que foi o sétimo ano consecutivo de crescimento do setor. Ou seja, o turismo é uma atividade econômica que impacta substancialmente a sociedade e tem efeito multiplicador, por refletir em outros setores da economia. Mas esse mercado está mudando, principalmente pelos avanços tecnológicos. “O que precisamos fazer neste momento é entender o que está acontecendo. Em todo o mundo, os governos, os destinos e o setor privado precisarão avaliar o desenvolvimento desses serviços no turismo”, afirmou Kester.

    Segundo John Kester, as novas plataformas de serviços turísticos (a chamada economia colaborativa ou compartilhada) podem ser encontradas em cinco principais áreas, abordadas na pesquisa: informação, acomodação, transporte, alimentação e atividades turísticas. No levantamento, 80% do público consultado afirmou que hoje o maior impacto dessa economia está no setor da informação, que se refere a plataformas como Yelp e TripAdvisor, por exemplo. A acomodação é a segunda área mais impactada, com 53%, e em seguida os transportes, com 44% de impacto.

    A pesquisa revelou ainda que os serviços de alojamento ofertados pelas plataformas foram percebidos negativamente por 16% dos respondentes, que indicaram que geravam impactos “muito negativos” ou “mais negativos que positivos”. “Estes são os serviços considerados mais controversos, reflexo de um intenso debate sobre o impacto dessas novas plataformas especificamente no setor de alojamento”, destacou.

    John Kester disse que a grande maioria dos entrevistados avaliou que as novas plataformas de serviços turísticos tendem a crescer em importância nos próximos cinco a dez anos, mas também que as oportunidades parecem superar os desafios e os efeitos negativos.

    Como conclusão, ele apontou três direções necessárias: a realização de pesquisas para avaliar os impactos desses serviços; adaptar-se às novas plataformas de serviços de turismo, que são uma realidade, e para isso destacou a necessidade de diálogo entre todas as partes interessadas; e, por último, rever o quadro regulamentar de acordo com as diferentes realidades e necessidades locais.

    Conclusões

    O presidente do Cetur/CNC, Alexandre Sampaio, manifestou a busca pelo diálogo por parte do Conselho e das entidades que o compõem, como demonstram os seminários realizados em 2017, em que as plataformas de serviços turísticos foram convidadas a tomar parte dos debates e não aceitaram. “Não vemos disposição para o diálogo, inúmeras tentativas foram feitas. Sendo assim, estamos trabalhando para buscar condições de equilíbrio no mercado, e isso depende da gente”, defendeu Sampaio.

    Sampaio lembrou ainda que o conteúdo dos debates realizados em 2017 vai fazer parte de um documento com sugestões e propostas para o turismo, o que demonstra a intenção de diálogo e de construção conjunta do setor. “Queremos transformar essas conclusões em propostas de políticas públicas para entregar ao Legislativo, Executivo e lideranças do trade turístico nacional. Até porque o turismo está cada vez mais organizado e precisa apresentar suas bandeiras aos candidatos, em 2018”, destacou o presidente do Cetur.

    Ao finalizar o encontro, a mediadora do debate, Maureen Flores, reforçou a necessidade de atualização do setor turístico. “Nós realmente temos que nos adaptar, isso não vem sem sofrimento, mas é o caminho e requer uma visão disruptiva que abra espaço para a criatividade e a inovação. Acredito que é preciso fazer um estudo brasileiro com o olhar das desigualdades, pois os impactos não acontecem por igual no território brasileiro”, alertou.


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  • Câmara aprova novas regras de parcelamento de dívidas de micro e pequenas empresas

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 332 votos a 1, o Projeto de Lei Complementar (PLP) n° 171/2015, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que estabelece novas regras de parcelamento de dívidas das micro e pequenas empresas perante o Simples Nacional (Supersimples). A matéria será enviada ao Senado.

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 332 votos a 1, o Projeto de Lei Complementar (PLP) n° 171/2015, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que estabelece novas regras de parcelamento de dívidas das micro e pequenas empresas perante o Simples Nacional (Supersimples). A matéria será enviada ao Senado.

    Aprovado na forma do substitutivo do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), o texto garante o parcelamento de débitos com o regime especial de tributação vencidos até a competência de novembro de 2017, aplicando-se inclusive para aqueles parcelados inicialmente pela Lei Complementar n° 123/2006 e pela Lei Complementar n° 155/2016, que reformulou regras do regime e permitiu parcelamento em 120 meses.

    Por meio do Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN), as empresas devedoras terão de pagar 5% do valor da dívida consolidada, sem reduções, em até cinco parcelas mensais e sucessivas.

    O restante poderá ser parcelado com descontos de 100% dos encargos legais e honorários advocatícios da seguinte forma:

    – integralmente, com redução de 90% dos juros de mora e de 70% das multas;

    – parcelado em 145 meses, com redução de 80% dos juros de mora e de 50% das multas;

    – parcelado em 175 meses, com redução de 50% dos juros de mora e de 25% das multas.

    O valor mínimo das prestações será de R$ 300,00, exceto para os microempreendedores individuais (MEI), cujo valor será estipulado pelo Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN).

    Correção

    Os interessados poderão aderir ao parcelamento em até 90 dias após a data de publicação da futura lei complementar. O pedido implicará a desistência de parcelamento anterior.

    As prestações mensais serão acrescidas da taxa Selic e de 1% relativo ao mês de pagamento.

    Quanto ao impacto orçamentário e financeiro, o projeto prevê que caberá ao Poder Executivo estimar o montante da renúncia fiscal e incluí-lo na lei orçamentária do próximo ano.

    Alcance da medida

    Relator do projeto, o deputado Otavio Leite afirmou que o texto vai permitir que cerca de 600 mil empresas inadimplentes permaneçam no Simples Nacional. Ele disse que é justo estender às micro e pequenas empresas as mesmas condições de refinanciamento de dívidas concedidas às outras pessoas jurídicas, objeto de um Refis aprovado anteriormente.

    “Se é fato que o Congresso aprovou Refis para grandes empresas, é indispensável que também alcance as micro e pequenas empresas. São as mesmas condições oferecidas às empresas grandes”, disse o deputado, ressaltando os impactos positivos que a medida trará para a geração de emprego e renda.