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  • CCJ promove na quinta-feira audiência sobre novas regras para o seguro privado

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) promove uma audiência pública na próxima quinta-feira (07/12), às 9h, para debater o projeto que altera normas do seguro privado (PLC n° 29/2017). O texto altera dispositivos do Código Civil para regular o mercado de seguros privados, abrangendo todas as negociações que envolvam consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores.

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) promove uma audiência pública na próxima quinta-feira (07/12), às 9h, para debater o projeto que altera normas do seguro privado (PLC n° 29/2017). O texto altera dispositivos do Código Civil para regular o mercado de seguros privados, abrangendo todas as negociações que envolvam consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores.

    Para a audiência, estão convidados o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Comissão Especial de Direito Securitário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Antônio Harten Filho, e o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik.

    O superintendente de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, e a presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marilena Lazzarini, também estão na lista de debatedores.

    Completam a lista de convidados o presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-RE), Paulo Eduardo de Freitas Botti, e o presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira.

    A audiência atende a requerimento do relator da matéria, senador Armando Monteiro (PTB-PE), e será realizada em caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Dúvidas, críticas e sugestões poderão ser enviadas por meio do portal e-cidadania ou pelo telefone do Alô Senado (0800 612211).

    Como acompanhar e participar:

    http://bit.ly/audienciainterativa

    www.senado.gov.br/ecidadania

  • CNC participa de premiação do Pró-Ética 2017

    O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realiza, neste dia 6 de dezembro, em Brasília (DF), a premiação das empresas aprovadas no programa Pró-Ética 2017. A iniciativa busca promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no setor empresarial brasileiro. Este ano 23 companhias, diversos portes e ramos de atuação, receberam o selo de integridade.

    O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realiza, neste dia 6 de dezembro, em Brasília (DF), a premiação das empresas aprovadas no programa Pró-Ética 2017. A iniciativa busca promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no setor empresarial brasileiro. Este ano 23 companhias, diversos portes e ramos de atuação, receberam o selo de integridade.

    Na abertura participaram o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim; a ministra Grace Mendonça, da advocacia-geral da União; e o presidente da Confederação da Indústria (CNI), Robson Andrade.

    A cerimônia, realizada na CNI, contou com a participação da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que faz parte do comitê gestor, assim como a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (EDCO), o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços MDIC, entre outros.

    Premiação

    Adelmir Santana, presidente da Fecomércio-DF e vice-presidente da CNC, bem como a chefe a Assessoria de Gestão das Representações da CNC, Wany Pasquarelli, representando a Confederação, participaram da entrega das premiações a duas empresas que receberam os troféus Pró-Ética: a Neo Energia S.A., e a empresa Nova Comunicações Ltda, ambas reconhecidas pelo segundo ano consecutivo.

    O ministro substituto da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner de Campos Rosário, declarou recorde histórico no número de empresas que manifestaram interesse em participar neste ano: “se inscreveram 375 empresas contra 195 no ano de 2016; e das que cumpriram os requisitos de admissibilidade e tiveram suas ações de compliance avaliadas (171), um número que revela 131% superior a 2016”.

    Programa Pró-Ética

    Lançado em 2010, o Pró-Ética busca incentivar nas empresas a adoção de políticas e ações que reduzam os riscos de ocorrência de fraude e de corrupção; e aumentar a confiança nas relações entre o setor público e o setor privado.

    Trata-se de um compromisso com a ética empresarial, assumido voluntariamente pelas corporações.

    Lei Anticorrupção

    A premiação tem como objetivo a promoção do diálogo e a troca de experiências entre os setores público e privado sobre temas relacionados à aplicação da Lei nº 12.846/2013 – conhecida como Lei Anticorrupção. O evento é aberto a empresários, servidores públicos, jornalistas, acadêmicos e cidadãos interessados.

  • Aumento do gás de cozinha e da gasolina é tema de debate na quinta

    A Comissão de Legislação Participativa discute nesta quinta-feira (07/12) o aumento de preços do gás de cozinha e da gasolina.

    No mês passado, a Petrobras reajustou os preços do gás de cozinha em 4,5%, em média. O aumento, segundo a estatal, foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais. Segundo a Petrobras, se o ajuste for integralmente repassado ao consumidor pelas distribuidoras, a alta será de 2%, em média.

    A Comissão de Legislação Participativa discute nesta quinta-feira (07/12) o aumento de preços do gás de cozinha e da gasolina.

    No mês passado, a Petrobras reajustou os preços do gás de cozinha em 4,5%, em média. O aumento, segundo a estatal, foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais. Segundo a Petrobras, se o ajuste for integralmente repassado ao consumidor pelas distribuidoras, a alta será de 2%, em média.

    Já a gasolina sofreu um aumento no início do mês de 2,3%, devido principalmente ao aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado internacional.

    “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor”, explica o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), que pediu a realização do debate.

    Foram convidados para discutir o assunto representantes dos seguintes órgãos:

    – Ministério Público de Proteção e Defesa do Consumidor;

    – Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP);

    – Petrobras;

    – Grupo Executivo de Mercado de Preços (Gemp);

    – Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon);

    – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

    Participação popular

    A audiência, que teve apoio do deputado Assis Melo (PCdoB-RS), será realizada a partir das 9h30, no plenário 3.

    O debate será interativo. Os interessados podem enviar perguntas e comentários por meio do portal e-Democracia.

  • Comissão de Orçamento discute situação das contas da Previdência

    A Comissão Mista de Orçamento discute nesta quinta-feira (07/12) o déficit da Previdência Social e a proposta de reforma do setor em análise na Câmara (PEC 287/2016).

    O debate foi sugerido pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). Segundo ele, o aumento da expectativa de vida, a redução da taxa de mortalidade e a contínua redução da taxa de fecundidade, implicarão em “transformações radicais no mecanismo de funcionamento atuarial da Previdência Social”.

    A Comissão Mista de Orçamento discute nesta quinta-feira (07/12) o déficit da Previdência Social e a proposta de reforma do setor em análise na Câmara (PEC 287/2016).

    O debate foi sugerido pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). Segundo ele, o aumento da expectativa de vida, a redução da taxa de mortalidade e a contínua redução da taxa de fecundidade, implicarão em “transformações radicais no mecanismo de funcionamento atuarial da Previdência Social”.

    “Tais fatores implicam em pressão adicional no sistema previdenciário atual, sugerindo a necessidade de avaliar a adequação do sistema à nova realidade demográfica. Os reflexos das contas previdenciárias sobre o orçamento público têm exigido grandes esforços para seu financiamento, reduzindo o espaço para o atendimento de outras demandas sociais igualmente relevantes”, afirma Sávio.  

    Debatedores

    Foram convidados para debater o assunto:

    – O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira;

    – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego Filho;

    – O secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano;

    – O representante da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil Floriano Martins de Sá Neto.

    A audiência será realizada a partir das 10 horas, no plenário 2.

  • Finanças aprova proposta que retoma criação de conselhos de consulta popular

    A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o Projeto de Lei n° 8048/2014, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que cria a Política Nacional de Participação Social, retomando pontos de um decreto do governo de Dilma Rousseff. Em 2014, a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que sustou os efeitos da medida.

    A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o Projeto de Lei n° 8048/2014, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que cria a Política Nacional de Participação Social, retomando pontos de um decreto do governo de Dilma Rousseff. Em 2014, a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que sustou os efeitos da medida.

    O decreto foi editado com a justificativa de permitir que a sociedade civil opinasse no processo de formulação de políticas públicas, em resposta às manifestações de rua, mas o texto acabou sendo considerado uma tentativa de aparelhamento político pelo Governo Federal.

    A análise na Comissão de Finanças ficou restrita aos aspectos financeiros e orçamentários da matéria. O relator no colegiado, deputado Enio Verri (PT-PR), concluiu pela não implicação do texto em aumento ou diminuição de receita ou despesa públicas.

    O projeto foi aprovado com uma mudança acatada anteriormente pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviços Público. Na comparação com o texto original, foi retirado o ponto que permite a celebração de parceria com administração pública de organizações da sociedade civil cujos dirigentes também participem de conselhos de participação social.

    Participação da sociedade

    O texto aprovado cria o Sistema Nacional de Participação Social, que vai organizar várias instâncias consultivas de participação da sociedade nas políticas públicas, como os conselhos de consulta popular. Esses conselhos, que são a parte mais visível do sistema, poderão participar do “processo decisório e na gestão de políticas públicas”, segundo o projeto.

    As instâncias de participação devem, pela proposta, ter presença paritária de representantes do governo e da sociedade civil, que deverão ser escolhidos de acordo com critérios transparentes e ter rotatividade.

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

  • Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial será instalada na quarta

    A Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial (PLS n° 487/2013) será instalada na quarta-feira (06/11). Na ocasião, serão eleitos o presidente e o vice-presidente. Também será escolhido o relator.

    Aumentar a segurança jurídica nas relações empresariais, modernizar e simplificar o regime contábil, atualizar a Lei de Falências, fortalecer a autorregulação e melhorar o ambiente de negócios são alguns dos objetivos da reforma.

    A Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial (PLS n° 487/2013) será instalada na quarta-feira (06/11). Na ocasião, serão eleitos o presidente e o vice-presidente. Também será escolhido o relator.

    Aumentar a segurança jurídica nas relações empresariais, modernizar e simplificar o regime contábil, atualizar a Lei de Falências, fortalecer a autorregulação e melhorar o ambiente de negócios são alguns dos objetivos da reforma.

    O texto que deu origem ao projeto foi elaborado por uma comissão de juristas, designada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, em maio de 2013.

    A reunião está marcada para começar às 14h30 no Plenário 15 da Ala Senador Alexandre Costa.

     

  • TV CNC | Reforma da Previdência é destaque na Renalegis

    A reforma da Previdência e a entrada em vigor da reforma trabalhista foram destaque na 29ª reunião da Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis), coordenada pela Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Foram convidados o consultor Econômico da CNC, Ernane Galvêas, o professor e economista Rubem Novaes, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) e a chefe da Divisão Sindical da Confederação, Patrícia Duque.

    A reforma da Previdência e a entrada em vigor da reforma trabalhista foram destaque na 29ª reunião da Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis), coordenada pela Assessoria Legislativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Foram convidados o consultor Econômico da CNC, Ernane Galvêas, o professor e economista Rubem Novaes, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) e a chefe da Divisão Sindical da Confederação, Patrícia Duque.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 223/2017

    DESTAQUES:

    Formalizada indicações de representantes da CNC para compor a Câmara de Saúde Suplementar

    Alterada Portaria que consolida as normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde

    Publicado Acórdão julgando procedente a ADIN ajuizada pela CNC, declarando inconstitucional a lei do Estado do Rio de Janeiro, que torna obrigatória a prestação de serviços de empacotamento nos supermercados

    Divulgadas alterações no regimento interno do BCB

    DESTAQUES:

    Formalizada indicações de representantes da CNC para compor a Câmara de Saúde Suplementar

    Alterada Portaria que consolida as normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde

    Publicado Acórdão julgando procedente a ADIN ajuizada pela CNC, declarando inconstitucional a lei do Estado do Rio de Janeiro, que torna obrigatória a prestação de serviços de empacotamento nos supermercados

    Divulgadas alterações no regimento interno do BCB

  • Quase mil emendas propõem mudanças na reforma trabalhista

    Boa parte das 967 emendas apresentadas à medida provisória (MP 808/17) que modifica a reforma trabalhista (Lei 13.467/17) tem o chamado trabalho intermitente como alvo. Deputados da oposição buscam revogar a novidade ou garantir mais direitos ao trabalhador nestes casos.

    Boa parte das 967 emendas apresentadas à medida provisória (MP 808/17) que modifica a reforma trabalhista (Lei 13.467/17) tem o chamado trabalho intermitente como alvo. Deputados da oposição buscam revogar a novidade ou garantir mais direitos ao trabalhador nestes casos.

    O trabalho intermitente é aquele que pode ser realizado durante alguns dias e até horas dentro de um mês, sendo remunerado proporcionalmente. A MP busca garantir o parcelamento das férias em três vezes, auxílio doença, salário maternidade e parte das verbas rescisórias ao trabalhador de jornada intermitente, embora proíba o acesso ao seguro-desemprego.

    A medida também determina que tanto o trabalho intermitente quanto a jornada parcial terão contribuição previdenciária proporcional do empregador. Ou seja, para garantir o benefício de um salário mínimo ou mais, o trabalhador terá que cobrir a diferença.

    O deputado João Daniel (PT-SE) apresentou emenda para que o empregador garanta uma remuneração mensal equivalente ao piso da categoria em questão ou o salário mínimo, independentemente do contrato. Ele afirma, porém, que as forças políticas são mais fortes para deixar tudo como está ou até flexibilizar mais a legislação. “Não nos resta outra maneira que não seja contestar, fazer emendas e ir às ruas; enfrentar dentro do Plenário e apoiar as ruas contra a implantação desta reforma. Nós também temos muita fé e muita esperança que a Justiça trabalhista não a reconheça”, disse o deputado.

    Menos encargos

    Empresário, o deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR) pretende adicionar pontos novos à reforma como o que estabelece que não incidam encargos trabalhistas sobre os prêmios de mérito e a participação nos lucros pagos ao trabalhador. Ele ainda quer mudar entendimento da Justiça do Trabalho sobre quais cargos seriam de confiança dentro de uma empresa. Isso porque quem tem cargo de confiança não tem controle de horário, ou seja, não é necessariamente beneficiado com pagamento de horas extras. “Então nossa emenda visa, por exemplo, afastar a insegurança jurídica dos cargos de confiança. Há mais cargos de confiança além de diretores e presidentes. Você pode indicar vários gerentes com cargos de confiança e a legislação deixou obscura essa situação”, afirmou Kaefer.

    A MP 808 foi negociada com o Congresso para ser editada depois que a reforma trabalhista entrasse em vigor, o que aconteceu no dia 11 de novembro. A ideia era evitar que mudanças feitas no Senado levassem a uma nova votação na Câmara. Foram alterados 17 pontos. Um deles é o que determina que as gestantes serão afastadas de atividade insalubre e exercerão o trabalho em local seguro. O trabalho em locais insalubres somente será permitido quando a gestante, voluntariamente, apresentar atestado médico, autorizando a atividade. A nova MP será analisada por comissão especial de deputados e senadores.

  • Comissões analisaram projetos que aumentam impostos sobre cigarros para custear gastos com saúde pública

    As comissões de Seguridade Social e Família (CSSF) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados realizaram audiência pública em 29 de novembro para debater projetos que propõem aumento nos impostos sobre cigarros, como forma de compensar os gastos públicos com doenças relacionadas ao tabagismo.

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), doenças relacionadas ao tabagismo custam ao País R$ 57 bilhões ao ano, mas os impostos arrecadados nesse setor não chegam a R$ 13 bilhões.

    As comissões de Seguridade Social e Família (CSSF) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados realizaram audiência pública em 29 de novembro para debater projetos que propõem aumento nos impostos sobre cigarros, como forma de compensar os gastos públicos com doenças relacionadas ao tabagismo.

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), doenças relacionadas ao tabagismo custam ao País R$ 57 bilhões ao ano, mas os impostos arrecadados nesse setor não chegam a R$ 13 bilhões.

    Nas duas comissões, estão em andamento duas propostas principais: uma que prevê que indústrias de cigarros e derivados do tabaco deverão compensar despesas da saúde pública com o tratamento de doenças relacionadas ao fumo (PL 513/99, na CCJ); e outra que cria a Cide Tabaco, uma contribuição sobre a fabricação ou importação de tabaco e seus derivados, na qual a arrecadação deverá custear ações de tratamento às vítimas de tabagismo (PLP 4/15, na CSSF).

    Contrabando

    Representante do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Delcio Sandi destacou que o aumento de tributação sobre o cigarro levou ao aumento do contrabando do produto no País. “Os aumentos da carga tributária têm aumentado enormemente a questão do contrabando, o que leva a consequências como o aumento da criminalidade”, disse Sandi.

    Já o consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gustavo Resende, lembrou que a tributação do cigarro no Brasil já é uma das mais altas do mundo por meio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo ele, o aumento de alíquotas, além de complicar o sistema tributário do País, não garante um aumento de arrecadação em cima do cigarro. “A Cide Tabaco poderia ter sido no passado uma substituição ao papel do IPI, mas se criar novos tributos ou novas obrigações, é ruim do ponto de vista da organização do sistema tributário como um todo: leva a uma complexidade do sistema tributário, que é prejudicial para toda a economia”, afirmou.

    Agricultores

    O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de fumo do mundo. Na audiência, parlamentares e prefeitos de cidades do Sul do Brasil ressaltaram que o aumento da tributação do setor pode afetar os agricultores que têm na produção de fumo a principal fonte de renda. Alguns chegaram a criticar dados apresentados na audiência, questionando a comprovação da relação entre fumo e doenças.

    No entanto, o Brasil é um dos 180 países que se comprometeram com a convenção da ONU sobre controle do tabaco. De acordo com a secretária-executiva da comissão nacional para implementação do compromisso, Tânia Cavalcanti, além de propor o aumento de impostos, esse acordo também prevê medidas de combate ao comércio ilegal e medidas de diversificação de produção para que os agricultores não sejam prejudicados. “A partir do momento em que a Receita Federal, em 2007, começa a ajustar os impostos de forma a pressionar o aumento de preço, que culminou em 2011 com a adoção de uma política de preços mínimos para cigarro, nós tivemos uma importante redução do tabagismo. Principalmente na população de menor renda e de menor escolaridade, e tivemos uma redução na iniciação de jovens no tabagismo. Esse é um instrumento poderoso para prevenir, principalmente, a iniciação entre jovens”, observou.

    Cide Tabaco

    A diretora-executiva da Aliança para o Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde (ACT), Mônica Andreis, defende que o aumento de impostos e que os recursos arrecadados, como na proposta da Cide Tabaco, sejam implementados no tratamento e na prevenção do tabagismo. “A gente tem 156 mil mortes associadas ao tabagismo no Brasil a cada ano. Isso é três vezes o número de assassinatos. Então é importante que a gente tenha uma redução nesses casos e, principalmente, que a gente tenha ações de prevenção para que crianças e jovens não comecem a fumar”, observou.

    Relator da proposta que prevê a restituição, pela indústria do fumo, dos gastos de saúde derivados do tabagismo, o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) argumentou que acabar com a produção do fumo não é a solução. Como médico, ele diz estar convencido de que o fumo faz mal à saúde, mas defende que é preciso se pensar em alternativas para que os produtores rurais não fiquem desprotegidos.