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  • Boletim Informativo Diário (BID) 211/2017

    DESTAQUES:

    Medida Provisória altera dispositivos da CLT

    Aviso de eleição do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná, Gestão 2018-2022

    Município do Rio de Janeiro estabelece nova tarifa dos ônibus

    DESTAQUES:

    Medida Provisória altera dispositivos da CLT

    Aviso de eleição do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná, Gestão 2018-2022

    Município do Rio de Janeiro estabelece nova tarifa dos ônibus

  • Sesc Pantanal investe em energia

    O Sesc Pantanal inaugurou em 13 de novembro sua primeira usina solar em uma área de 28.650 metros quadrados, localizada em Poconé, no Mato Grosso. Planejado em plataforma suspensa ante o regime das cheias na região, o projeto de sistema de geração fotovoltaica é um importante marco de sustentabilidade. A usina abastecerá o Hotel Sesc Porto Cercado, referência em hotelaria e ecoturismo no Pantanal brasileiro. O novo empreendimento faz parte das ações em comemoração aos 20 anos de atuação do Sesc no Pantanal.

    O Sesc Pantanal inaugurou em 13 de novembro sua primeira usina solar em uma área de 28.650 metros quadrados, localizada em Poconé, no Mato Grosso. Planejado em plataforma suspensa ante o regime das cheias na região, o projeto de sistema de geração fotovoltaica é um importante marco de sustentabilidade. A usina abastecerá o Hotel Sesc Porto Cercado, referência em hotelaria e ecoturismo no Pantanal brasileiro. O novo empreendimento faz parte das ações em comemoração aos 20 anos de atuação do Sesc no Pantanal.

    Com 1.260 placas e capacidade instalada de 300 kW/h, a usina passa a produzir mensalmente 49.500 kW/h, o suficiente para suprir a necessidade por energia elétrica de 60% do Hotel Sesc Porto Cercado e o equivalente ao consumo de 309 famílias de até quatro pessoas no decorrer de um mês.

    A inauguração da usina teve a presença do idealizador do Sesc Pantanal, o presidente do Conselho Nacional do Sesc e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos. “O Sesc Pantanal é história que vem da força desse povo que aqui vive. É uma alegria para nós celebrar 20 anos de Sesc Pantanal, numa região que é exemplo para o Brasil e para o mundo. A energia sustentável é para onde temos que caminhar”, declarou.

    A energia gerada irá para a rede de distribuição pública e o valor referente à produção, deduzido nas contas de energia do hotel, conforme o sistema de compensação. Hoje, a unidade Sesc Porto Cercado já conta com sistema de aquecimento solar da água para os chuveiros, entre outras iniciativas de sustentabilidade. “O hotel pode ser considerado uma espécie de modelo para o turismo sustentável, pois sua gestão contribui de diversas maneiras à sustentabilidade. Além do uso da energia renovável, a unidade também faz o tratamento de água, esgoto e resíduos sólidos, assim como a compostagem do lixo orgânico, que vira adubo e é utilizado na horta cultivada dentro das dependências do hotel”, destacou a diretora do Sesc Pantanal, Christiane Caetano.

    Toda a implantação da usina solar foi licenciada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e segue a legislação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelece as condições gerais para a microgeração de energia.

  • Síntese da Conjuntura 15/11/2017

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.

  • Comissão aprova criação do programa Empresa Parceira da Segurança Pública

    A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que cria o programa “Empresa Parceira da Segurança Pública”, com o objetivo de estimular pessoas jurídicas a contribuir para a melhoria da estrutura dos órgãos de segurança pública nacionais, estaduais e municipais.

    O Projeto de Lei nº 7069/2017, do deputado Cabo Sabino (PR-CE), prevê que a participação das empresas no programa se dará exclusivamente sob a forma de doações de materiais de expediente, realização de obras de manutenção, conservação, reforma e ampliação dos órgãos de segurança pública.

    A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que cria o programa “Empresa Parceira da Segurança Pública”, com o objetivo de estimular pessoas jurídicas a contribuir para a melhoria da estrutura dos órgãos de segurança pública nacionais, estaduais e municipais.

    O Projeto de Lei nº 7069/2017, do deputado Cabo Sabino (PR-CE), prevê que a participação das empresas no programa se dará exclusivamente sob a forma de doações de materiais de expediente, realização de obras de manutenção, conservação, reforma e ampliação dos órgãos de segurança pública.

    Segundo o texto, as empresas cooperantes poderão divulgar, com fins promocionais e publicitários, suas participações no programa. Será criada uma logomarca para as empresas certificadas fazerem a divulgação física e eletrônica da condição de “Empresa Parceira da Segurança Pública”.

    O parecer do relator, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), foi favorável à proposta. Ele citou levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, segundo o qual os estados e a União gastaram R$ 76,1 bilhões em 2015 com segurança, valor 11,6% superior a 2014, quando os gastos somaram R$ 68,2 bilhões. “E sabemos que essa cifra tende a crescer”, disse. Para ele, a proposta pode desonerar em parte os cofres públicos.

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Comissão rejeita desconto no Simples Nacional para microempresa controlada por jovens entre 18 e 25 anos

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou o Projeto de Lei Complementar nº 384/2017, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB), que concede desconto de 10% no Simples Nacional, quando o titular, administrador e sócios da microempresa forem pessoas com idade entre 18 e 25 anos.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou o Projeto de Lei Complementar nº 384/2017, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB), que concede desconto de 10% no Simples Nacional, quando o titular, administrador e sócios da microempresa forem pessoas com idade entre 18 e 25 anos.

    O texto propunha a alteração do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei complementar nº 123/2006). A lei estabelece normas para tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas como regime unificado de recolhimento de oito tributos e dispensa de algumas obrigações acessórias.

    Segundo o relator na comissão, deputado Helder Salomão (PT-ES), os incentivos fiscais devem ser, na medida do possível, os mais uniformes possíveis para evitar um comportamento de buscar simplesmente não pagar tributos. “Não deve haver discriminação entre proprietários, para o benefício ser para todas as micro e pequenas empresas, independentemente dos acionistas”, justificou.

    Salomão afirmou que, apesar da boa intenção, a proposta pode gerar mais distorções do que benefícios ao Simples. Entre as distorções, ele citou a possibilidade de as atuais micro e pequenas empresas se adaptarem às novas regras só para terem mais vantagens tributárias; e a grande dificuldade em fiscalizar a idade real dos proprietários – com possiblidade de fraudes.

    “O incentivo ao empreendedorismo da juventude pode ser exercido de maneira muito mais eficiente sem introduzir mais um fator de desequilíbrio e de distorção econômica no segmento”, disse Salomão.

    A proposta tramita em regime de prioridade e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, o texto segue para o Plenário.

     

     

     

  • STJ/Artur Roberto Coelho Gibbon X Fazenda Nacional

    1ª Turma

    Citação / Prescrição

    Resp 1.124.028

    Relatora: Regina Helena Costa

    1ª Turma

    Citação / Prescrição

    Resp 1.124.028

    Relatora: Regina Helena Costa

    A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai decidir qual é o prazo para a Fazenda Nacional apresentar embargos à execução após a sua citação. Por enquanto apenas a relatora, ministra Regina Helena Costa, votou no caso e entendeu que o prazo para os procuradores apresentarem o recurso é de 30 dias a partir da juntada do mandado de citação.

    Os ministros discutem se o prazo da Fazenda começa a contar da juntada do mandado de citação ou da vista integral dos autos, como ocorre com a notificação e intimação. O julgamento foi interrompido por pedido de vista antecipado do ministro Benedito Gonçalves.

    A ministra Regina Helena lembrou que pelo Código de Processo Civil de 1973 o prazo para a União opor embargos é de 30 dias contados da juntada dos autos do mandado de citação cumprido.

    Já em relação à forma de citação dos procuradores da Fazenda Nacional, a ministra citou o artigo 20 da Lei 11.033/2004 que prevê que as notificações e intimações de procuradores devem ser feitas pessoalmente com a entrega dos autos.

    No entanto, afirmou, há uma diferença entre citação e notificação ou intimação. Segundo a ministra, a Lei 10.033 não fala sobre a citação, mas apenas sobre notificação e intimação, e por isso não seria possível interpretar a norma de maneira extensiva ou por analogia.

    “Todos nós sabemos que notificação, intimação e citação são atos completamente diferentes. Todos são atos de comunicação processual, mas com conteúdos e efeitos absolutamente diferentes. A lei não se referiu à citação, esse é que é o fato”, disse.

    Além disso, Regina Helena afirmou que essa discussão seria “desnecessária”, já que a citação é o primeiro ato do processo e deve ser feita por mandado e acompanhada da petição inicial e dos documentos que instruíram o caso. O prazo para vista do processo faz sentido para a notificação e a intimação que ocorrem durante o processo.

    “A orientação desta Corte [STJ] e do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a intimação e a notificação do procurador da Fazenda Nacional, a partir da vigência da Lei 11.033 de 2004, ocorre com a entrega dos autos com vista. Isso serve para notificação e intimação, que são atos distintos da citação”, ressaltou.

    “A citação é o ato de chamamento do réu ao processo, quando é feita a citação no mandado já vai tudo o que tiver no processo. Por isso não faz sentido dar vista”, concluiu.

    No caso, a Fazenda Nacional foi citada no dia 27 de março de 2007 e apresentou embargos à execução apenas no dia 27 de abril de 2007, mas o prazo para a interposição do recurso expirou um dia antes, em 26 de abril de 2007.

    Os procuradores pedem que o prazo para apresentar embargos à execução seja de 30 dias a partir da entrega dos autos, como ocorre com a notificação e intimação. Além disso, no caso, a Fazenda alegou que o mandado de citação é entregue apenas com a contra-fé da execução, mas os documentos para comprovar o pedido estão no processo de conhecimento, nos autos principais, o que impossibilita os cálculos dos valores da execução.

    Como o caso ocorreu em 2007, os ministros aplicaram o Código de Processo Civil de 1973. O novo código já traz a citação, intimação e notificação no mesmo dispositivo. O artigo 183 determina que “a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal”.

    *Não houve sessão da 2ª Turma nesta terça-feira (14/11)

  • Maia defende que governo encaminhe ajustes na reforma trabalhista por meio de projeto de lei

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a defender que o governo encaminhe por meio de projeto de lei, e não por medida provisória, os eventuais ajustes na reforma trabalhista (Lei nº 13.467/2017). Segundo Maia, o envio por MP representa interferência do Executivo no Legislativo. “Quando o governo decide sozinho e depois oferece a discussão ao Parlamento, o presidente está se colocando à frente de toda sociedade”, disse.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a defender que o governo encaminhe por meio de projeto de lei, e não por medida provisória, os eventuais ajustes na reforma trabalhista (Lei nº 13.467/2017). Segundo Maia, o envio por MP representa interferência do Executivo no Legislativo. “Quando o governo decide sozinho e depois oferece a discussão ao Parlamento, o presidente está se colocando à frente de toda sociedade”, disse.

    Entre os pontos a serem ajustados pelo governo, conforme acordo com o Senado, estão a regulamentação do regime de trabalho intermitente (por hora) e das condições de trabalho para gestantes e lactantes. Rodrigo Maia também destacou que, como a MP possui efeitos imediatos, muitos juízes vão esperar sua tramitação para colocar a reforma trabalhista em prática, atrasando sua implementação.

    Ele citou como exemplo a previsão de o governo encaminhar por meio de projeto de lei a privatização da Eletrobras. “Quando encaminha por meio de projeto de lei, a gente monta uma comissão especial e debate a matéria”, afirmou.

  • Comissão aprova regulamentação do Sistema Nacional de Cultura

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou projeto do deputado João Derly (Rede-RS) que regulamenta o Sistema Nacional de Cultura previsto na Constituição (PL nº 4271/2016). A proposta estabelece que o sistema seja organizado em regime de colaboração entre a sociedade e os entes da Federação, a fim de promover políticas de cultura democráticas e permanentes.

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou projeto do deputado João Derly (Rede-RS) que regulamenta o Sistema Nacional de Cultura previsto na Constituição (PL nº 4271/2016). A proposta estabelece que o sistema seja organizado em regime de colaboração entre a sociedade e os entes da Federação, a fim de promover políticas de cultura democráticas e permanentes.

    Pelo texto, o sistema levará em consideração a diversidade das expressões culturais; a universalização do acesso aos bens e serviços culturais; o fomento à produção, à difusão e à circulação de conhecimento e de bens culturais; a transparência e o compartilhamento das informações, entre outros pontos. O relator, deputado Benjamin Maranhão (SD-PB) apresentou parecer favorável ao texto.

    “O projeto propõe uma estrutura administrativa clara, eficiente e que permite significativa participação social na formulação das políticas culturais em nível nacional e regional”, disse Maranhão.

    A estrutura do Sistema Nacional de Cultura incluirá órgãos gestores da cultura (o Ministério da Cultura e as secretarias estaduais e municipais) e conselhos de política cultural, entre outros, nos âmbitos da União, dos estados e dos municípios.

    Financiamento

    O texto aborda ainda os sistemas de financiamento público da cultura, a partir de fundos de fomento. Os recursos desses fundos serão implementados em regime de colaboração e com financiamento da União, dos estados e dos municípios e transferidos conforme critérios estabelecidos pelas instâncias apropriadas.

    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Turismo: Cenários em Debate – Conclusões 2017

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC promove o seminário Turismo: Cenários em Debate – Conclusões 2017, que vai apresentar o Relatório Mundial de Economia Compartilhada da Organização Mundial do Turismo. A apresentação será realizada por John Kester, diretor de Competitividade da OMT. O seminário também terá a palestra de Jeanine Pires, ex-presidente da Embratur e diretora da Pires e Associados Assessoria, que irá tratar sobre o tema “Destravando o Poder da Indústria de Viagens”.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC promove o seminário Turismo: Cenários em Debate – Conclusões 2017, que vai apresentar o Relatório Mundial de Economia Compartilhada da Organização Mundial do Turismo. A apresentação será realizada por John Kester, diretor de Competitividade da OMT. O seminário também terá a palestra de Jeanine Pires, ex-presidente da Embratur e diretora da Pires e Associados Assessoria, que irá tratar sobre o tema “Destravando o Poder da Indústria de Viagens”. Este será o último evento do ano da série Turismo: Cenários em Debate que debateu temas de grande relevância para o desenvolvimento do setor, abordando desafios do cenário atual que podem trazer competitividade, produtividade e investimentos ao setor de turismo no Brasil.

     

    Data: 6 de dezembro de 2017

    Horário: De 16h30 às 18h30 (Credenciamento a partir das 15h30)

    Local: Auditório da CNC/RJ – Avenida General Justo, 307, 9° andar – Centro, Rio de Janeiro.

     

    Confira a programação:

     

    Inscreva-se abaixo:

  • Missão da CNC reforça relações do Brasil com Portugal

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou na segunda-feira (13/11) da II Conferência de Lisboa sobre o Acordo União Europeia – Mercosul. O evento tratou de acordo de livre-comércio, serviços e turismo e oportunidades de negócios para o Brasil na Europa. Coordenador da missão brasileira de empresários e técnicos que participou do evento, o vice-presidente e presidente da Fecomércio-AM, José Roberto Tadros, ressaltou a importância do papel que a Confederação exerce no desenvolvimento dos negócios no Brasil.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou na segunda-feira (13/11) da II Conferência de Lisboa sobre o Acordo União Europeia – Mercosul. O evento tratou de acordo de livre-comércio, serviços e turismo e oportunidades de negócios para o Brasil na Europa. Coordenador da missão brasileira de empresários e técnicos que participou do evento, o vice-presidente e presidente da Fecomércio-AM, José Roberto Tadros, ressaltou a importância do papel que a Confederação exerce no desenvolvimento dos negócios no Brasil.

    Destacou ainda a representatividade da CNC, porta-voz de quase cinco milhões de empresas do setor terciário que respondem por cerca de 25% do Produto Interno Brasileiro (PIB – soma das riquezas produzidas dentro do País). Tadros comentou que a dificuldade observada pelos portugueses para realizar negócios ocorre devido à elevada carga tributária e à desproporcional distribuição de renda.

    O também vice-presidente da CNC deputado federal Laércio Oliveira (SD-SE) também falou no evento, explicando que “a economia do Brasil volta a se recuperar e que, cada vez mais, o País será um bom lugar para investir”. Ele também se referiu à Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção em vários segmentos, explicando que a Justiça está fazendo o seu papel “para que a política no Brasil seja mais correta”. O parlamentar afirmou ainda que, “apesar dos tempos turbulentos que o País vive, os resultados positivos desse processo proporcionarão um futuro melhor para o Brasil”.

    A CNC participou do evento a convite da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB). A conferência foi realizada em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, no Auditório Cardeal Medeiros, na universidade.

    Acordo

    Após a conferência, a missão brasileira participou de um encontro com o presidente da CIP, Antônio Saraiva, para a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica CNC-CIP. Segundo a economista Ízis Janote, o acordo tem o objetivo de aproximar as duas entidades, visando à troca de informações, experiências, suporte estatístico e apoio mútuo na recepção de delegações de empresários portugueses, e para que possam ser levados outros empresários interessados em fazer negócio com Portugal.

    Turismo

    No encontro, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, Francisco Nabo, questionou “por que o Brasil, com imenso potencial natural e cultural, só recebe seis milhões de turistas, enquanto em Portugal esse número chega a 20 milhões. O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Alexandre Sampaio, explicou que se deve à falta de prioridade orçamentária do governo federal para o turismo.

    O executivo informou, contudo, que existem aspectos em que estão sendo realizadas várias ações para melhorar o ambiente de negócios no segmento. Ele citou a flexibilização dos vistos, a criação de vistos eletrônicos, a modernização da Lei Geral do Turismo, a abertura de 100% do capital estrangeiro para as empresas aéreas e a criação das zonas de exportação turística, nas costas brasileiras, a fim de atrair investidores para instalar resorts. Sampaio destacou ainda a necessidade de incentivo às operadoras na Europa de promover o destino Brasil.