Blog

  • Anais da CERSC – 2009

    Contempla trabalhos sobre Direito Sindical, abordando temas submetidos à apreciação da CERSC e que revelam as recentes transformações do sindicalismo brasileiro, especialmente no que tange ao enquadramento sindical e recolhimento de contribuição sindical

    Contempla trabalhos sobre Direito Sindical, abordando temas submetidos à apreciação da CERSC e que revelam as recentes transformações do sindicalismo brasileiro, especialmente no que tange ao enquadramento sindical e recolhimento de contribuição sindical

  • Dilma e Serra se enfrentam nas urnas em 31 de outubro

    Nenhum dos candidatos atingiu a maioria dos votos neste domingo e a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno. Com 99,95% dos votos apurados, a petista Dilma Rousseff, com 46,90% dos votos até o momento, enfrentará no dia 31 de outubro o segundo colocado, o tucano José Serra, com 32,62% dos votos.

    Nenhum dos candidatos atingiu a maioria dos votos neste domingo e a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno. Com 99,95% dos votos apurados, a petista Dilma Rousseff, com 46,90% dos votos até o momento, enfrentará no dia 31 de outubro o segundo colocado, o tucano José Serra, com 32,62% dos votos.

    A campanha será retomada já na terça-feira (5), quando fica liberada a propaganda dos candidatos nas ruas. O horário eleitoral gratuito de rádio e TV volta a ser transmitido no dia 16 de outubro, nos mesmos horários reservados ao primeiro turno, e será veiculado até o dia 29.

    O calendário eleitoral e a polarização na disputa para presidente podem dificultar a retomada dos trabalhos no Congresso, prevista para esta terça-feira. A pauta do Plenário traz medidas provisórias e o projeto que cria o fundo social do pré-sal (PL 5417/09), todos obstruindo as votações. Outras propostas podem ser incluídas na pauta de sessões extraordinárias por iniciativa do presidente da Câmara, Michel Temer, mediante acordo de líderes.

    Propostas
    Levantamento da Agência Câmara revela que parte das propostas dos candidatos Serra e Dilma para melhorar a saúde, a segurança pública, a geração de empregos e a educação, que são os quatro principais temas que preocupam a população (segundo levantamento do Ibope em junho), já foram transformadas em projetos de lei que tramitam no Congresso.

  • Receita Federal aplica novas regras para bagagens vindas do exterior

    As regras de bagagem para turistas vindos do exterior mudaram. Artigos como câmeras fotográficas, relógios de pulso, celulares, equipamentos reprodutores de áudio e/ou vídeo portáteis e pen drives passaram, desde 1º de outubro, a ser enquadrados em um novo conceito de bagagem, que caracteriza bens de uso pessoal. Estes itens podem ser trazidos do exterior na quantidade de um por pessoa, sem a necessidade de declaração em formulários de importação. A declaração destes itens para saídas temporárias também não é mais obrigatória.

    As regras de bagagem para turistas vindos do exterior mudaram. Artigos como câmeras fotográficas, relógios de pulso, celulares, equipamentos reprodutores de áudio e/ou vídeo portáteis e pen drives passaram, desde 1º de outubro, a ser enquadrados em um novo conceito de bagagem, que caracteriza bens de uso pessoal. Estes itens podem ser trazidos do exterior na quantidade de um por pessoa, sem a necessidade de declaração em formulários de importação. A declaração destes itens para saídas temporárias também não é mais obrigatória. Além disso, está liberado o porte de até 20 unidades de pequenos presentes que custem menos de 10 dólares, desde que não sejam mais de dez idênticos. Filmadoras e computadores pessoais, no entanto, ainda precisam ser declarados.


    Para Eraldo Alves da Cruz, chefe da Assessoria de Turismo e Hospitalidade da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), essas medidas ajudam o País no ótimo momento em que se encontra o setor. “O Brasil tem evoluído no contexto da globalização e estas medidas ajudam a facilitar o controle alfandegário, além de servirem de incentivo para o turismo interno e externo”.


    A Receita Federal considera excesso de bagagem os produtos que não se classifiquem como de uso pessoal e/ou estejam em excesso de quantidade permitida. Caso a soma destes produtos ultrapasse US$ 500, o turista precisa pagar imposto por eles. “Quanto mais se flexibiliza, maior a atração do fluxo turístico. O Brasil de hoje já permite um novo conceito no controle dos portões de entrada, o que traz maior conforto e agilidade no desembarque de passageiros”, diz Eraldo.


    A importação de peças de veículos permanece proibida, com exceção de alguns itens eletrônicos e de pequeno porte, como GPS e reprodutores de CDs. A nova regra permite também ao viajante trazer, no máximo, 12 litros de bebidas alcoólicas, dez maços de cigarros (com 20 unidades cada), 25 unidades de charutos ou cigarrilhas e 250 gramas de fumo.


     

  • Crédito barato e prazo estendido impulsionam comércio

    A oferta de crédito continua impulsionando as vendas do comércio brasileiro. A análise é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estudou os números do Indicador de Atividade do Comércio (IAC), divulgados pela Serasa Experian em 4 de outubro.


    No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a setembro, o Indicador de Atividade do Comércio (IAC) registrou alta de 10,0%, o que representa 5,6 pontos percentuais acima do crescimento registrado no mesmo período do ano passado.

    A oferta de crédito continua impulsionando as vendas do comércio brasileiro. A análise é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estudou os números do Indicador de Atividade do Comércio (IAC), divulgados pela Serasa Experian em 4 de outubro.


    No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a setembro, o Indicador de Atividade do Comércio (IAC) registrou alta de 10,0%, o que representa 5,6 pontos percentuais acima do crescimento registrado no mesmo período do ano passado.


    “Os segmentos estão crescendo no acumulado do ano, com exceção de Combustíveis e Lubrificantes, com queda de 0,7%”, destaca Fábio Bentes, economista da CNC, citando os segmentos analisados pela Serasa que dependem diretamente da concessão de crédito: Materiais de Construção (+16,8%), Móveis e Eletrodomésticos (+15,9%) e Comércio Automotivo (+14,%). “Crédito barato com prazos estendidos significa consumo”, analisa o economista. Segundo Bentes, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central, a taxa de juros ao consumidor é a mais baixa desde 2000, em 39,9%. E o prazo – 536 dias – está no nível mais alto também desde junho de 2000, quando o BC começou a apurar os números.    


    Outros resultados fortificam a ideia de que o comércio vai bem: dados da pesquisa mensal de comércio (PMC) do IBGE apontam expansão de 11,7% no acumulado até julho, 1,3 ponto acima da taxa apurada pelo Serasa. As estimativas da Divisão Econômica da CNC para 2010, com base na PMC do IBGE, são de crescimento de 11,2%.    


    Parceria CNC e Serasa otimiza oferta de crédito


    As federações e sindicatos do comércio podem oferecer consultas ao banco de dados do Serasa aos empresários de sua base territorial, por meio de uma parceria firmada com a CNC. As empresas têm a possibilidade de agilizar a concessão de crédito, reduzir riscos e ampliar suas chances de bons negócios – as consultas dão acesso a informações e análises imediatas e atualizadas de pessoas e empresas para administrar o risco de crédito nas transações comerciais. Para mais informações, entre em contato com a federação do comércio de seu estado ou envie um e-mail para projetos@cnc.com.br


     


     

  • Fecomércio/ DF homenageia empreendedores

    Brasília reviveu sua criação e seu desenvolvimento por meio de 14 histórias, na noite de 29 de setembro, durante a quinta edição do Prêmio Mercador Candango, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF – Fecomércio.

    Brasília reviveu sua criação e seu desenvolvimento por meio de 14 histórias, na noite de 29 de setembro, durante a quinta edição do Prêmio Mercador Candango, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF – Fecomércio. O prêmio é destinado a empresários pioneiros que ajudaram a construir e desenvolver a capital do país, com o objetivo de homenagear os empreendedores que deixaram suas cidades e famílias e vieram atrás do sonho chamado Brasília.

    Durante o discurso que abriu a cerimônia de entrega dos troféus, o presidente em exercício da Fecomércio/DF, Miguel Setembrino, ressaltou a importância de cultivar mais a história da capital federal. “Nossa moderna capital acaba de completar 50 anos e atingiu um patamar admirável, mas não podemos deixar de lembrar de seus filhos que ajudaram a desbravar o Planalto Central e contribuíram para a distribuição de renda do nosso País”, afirmou. “O reconhecimento da Federação do Comércio é um agradecimento aos anos de luta e dedicação. Todos são merecedores”, acrescentou.

    A condecoração que já homenageou 66 pioneiros, este ano agraciou 14 nomes: Heraldo Cunha Moll, Nelson Serafim Cagale, Raimundo Dias de Sousa, Geraldo Vasconcelos, Sebastião de Carvalho Neto, José Aparecido Guimarães, Antônio Augusto de Moraes, Fernando Bizerra, Elenita Crisci Da Valle, Álvaro José da Silveira, Edson Sebba, Walter Machado, Sebastião Lopes da Silva e Pedro Ribeiro (in memorian).

    A noite também foi marcado por uma homenagem especial ao, atualmente licenciado da entidade, senador Adelmir Santana, que recebeu a Medalha da Solidariedade Humana, por seu desprendimento em favor dos micro e pequenos empresários, por seu engajamento em prol dos empreendedores individuais e pela¬¬¬ cidadania e autoestima que oferece à população de Brasília, por meio dos serviços do SESC e Senac. 


     

  • CNC sedia seminário de comércio exterior sobre investimentos entre Brasil e Angola

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediará, no dia 4 de outubro, o “Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Angola”.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediará, no dia 4 de outubro, o “Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Angola”. O evento é organizado pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) e tem como objetivo incrementar as transações comerciais entre os dois países.


    O presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima, fará a abertura do evento, que contará com a presença do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho; do senador e consultor da presidência da CNC, Bernardo Cabral; do presidente do Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional (CCI), Theóphilo de Azeredo Santos; do embaixador de Angola, Leovigildo da Costa e Silva; do secretário de Estado da Indústria de Angola, Kiala Ngone Gabriel; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Angola, Ronaldo Chaer do Nascimento; do cônsul-geral de Angola, Sebastião Ndombashi;


    O seminário trará dois painéis de discussão. O primeiro irá abordar a balança comercial Brasil-Angola e oportunidades de negócios e investimentos. Neste painel, o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Edson Lupatini, fará um pronunciamento especial. O segundo painel irá tratar do apoio brasileiro a projetos nos setores de construção civil, energia, logística e agronegócios em Angola, e terá moderação de Marco Polo Moreira Leite, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).


    Também será prestada uma homenagem ao embaixador angolano Leovigildo da Costa e Silva, que exerce a função no Brasil desde 2007.


    O evento terá início às 14h, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, na Av. General Justo, 307, Centro, Rio de Janeiro.

  • Nota fiscal eletrônica: prazo para adesão termina em 1° de outubro

    Vai até o dia 1° de outubro o prazo para os comerciantes aderirem à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).  O processo de obrigatoriedade da NF-e para empresas está sendo feito gradualmente, conforme o ramo de atividades. Em 1° de dezembro, novos setores devem ingressar no sistema de emissão eletrônica da nota fiscal.


    Todos os comerciantes devem começar a emitir a NF-e a partir do dia 1° de outubro, com exceção dos empresários do município do Rio de Janeiro.

    Vai até o dia 1° de outubro o prazo para os comerciantes aderirem à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).  O processo de obrigatoriedade da NF-e para empresas está sendo feito gradualmente, conforme o ramo de atividades. Em 1° de dezembro, novos setores devem ingressar no sistema de emissão eletrônica da nota fiscal.


    Todos os comerciantes devem começar a emitir a NF-e a partir do dia 1° de outubro, com exceção dos empresários do município do Rio de Janeiro. Para as empresas cariocas que obtiveram um faturamento de até R$ 240 mil em 2009, o prazo vai até 1° de novembro.  A medida funciona através de uma resolução da Secretaria Municipal de Fazenda, depois que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) enviou um ofício ao prefeito da cidade, Eduardo Paes, com várias solicitações – entre elas, a alteração no prazo alegando, entre outros argumentos, que o prazo para implantação do sistema era curto.


    O projeto da NF-e Nacional pretende implantar um modelo único para todo o país, substituindo o documento impresso. A empresa emissora de NF-e gera um arquivo eletrônico contendo as informações fiscais da operação comercial, que deverá ser assinado digitalmente, garantindo a integridade dos dados, a validade jurídica e a autoria do emissor.


    A maior dificuldade que os empresários têm encontrado até o momento é a aquisição da certificação digital, que pode exigir uma validação presencial, além do processo que algumas Secretarias da Fazenda exigem para o credenciamento do emissor da NF-e.


    O fim do registro em papel da nota fiscal traz alguns benefícios implícitos, como a redução de custos de impressão, envio e armazenagem dos documentos fiscais e redução de erros na emissão da nota.

  • CNC analisa resultado das vendas nacionais dos supermercados

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) analisou o resultado das vendas nacionais do setor supermercadista, que, divulgado em 30 de setembro, pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), cresceram 1,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e foram, no acumulado do ano até agosto, 6,8% superiores às registradas no mesmo intervalo de 2009.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) analisou o resultado das vendas nacionais do setor supermercadista, que, divulgado em 30 de setembro, pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), cresceram 1,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e foram, no acumulado do ano até agosto, 6,8% superiores às registradas no mesmo intervalo de 2009.

    “A perspectiva favorável de evolução do mercado de trabalho e a expansão do crédito ao consumidor apontam para um crescimento de 10,1% do varejo em 2010 e um aumento de 9,8% do setor supermercadista”, afirma o economista Fábio Bentes.

    Clique aqui para ver a análise da CNC.

  • CNC lança Programa de Desenvolvimento ao Associativismo

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou em 23 de setembro o Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), que, previsto no Plano Estratégico 2007-2020 da entidade, disponibilizará ações estruturantes às federações e sindicatos para a maior aproximação do empresariado do comércio de bens, serviços e turismo, com vistas ao aumento da representatividade e da sustentabilidade do Sistema.


    Presidentes de 23 federações do comércio já efetivaram a adesão ao primeiro produto do Programa, o Banco de Dados da Contribuição Sindical.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou em 23 de setembro o Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), que, previsto no Plano Estratégico 2007-2020 da entidade, disponibilizará ações estruturantes às federações e sindicatos para a maior aproximação do empresariado do comércio de bens, serviços e turismo, com vistas ao aumento da representatividade e da sustentabilidade do Sistema.


    Presidentes de 23 federações do comércio já efetivaram a adesão ao primeiro produto do Programa, o Banco de Dados da Contribuição Sindical. As demais deverão enviar o documento de adesão assinado até 5 de outubro, data-limite para o ingresso à ferramenta.


    De acordo com a agenda estipulada pelo Departamento de Planejamento (Deplan) da CNC, no dia 28 de setembro, o Programa foi apresentado aos multiplicadores do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (SEGS), já que também exercerão esta função no PDA, durante encontro realizado na CNC do Rio de Janeiro. E, no dia 19 de outubro, técnicos indicados pelas entidades, chamados de facilitadores, se reunirão no Rio de Janeiro para um treinamento de capacitação no uso da ferramenta Banco de Dados.

  • Custo Brasil (Jornal Brasil Econômico, 29/09/2010)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    O chamado “Custo Brasil” é uma expressão síntese dos fatores que influenciam negativamente a competitividade do País, interna e externamente, em comparação com economias de outros países.

    Como elemento essencial do “Custo Brasil”, destaca-se a carga tributária muito elevada no Brasil – superior a 36% do PIB – sobretudo quando comparada com a de outros países.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    O chamado “Custo Brasil” é uma expressão síntese dos fatores que influenciam negativamente a competitividade do País, interna e externamente, em comparação com economias de outros países.

    Como elemento essencial do “Custo Brasil”, destaca-se a carga tributária muito elevada no Brasil – superior a 36% do PIB – sobretudo quando comparada com a de outros países. De nível similar à de Portugal e Espanha a nossa carga tributária é mais alta que a dos Estados Unidos e bem superior à da China, Coréia, Argentina, México e outros países nos quais, na relação Impostos/PIB, a carga não ultrapassa 25%.

    Contudo, como as comparações internacionais são imperfeitas, porque as políticas fiscais e os sistemas de impostos são próprios de cada país, mais do que a carga tributária, aparentemente excessiva no caso brasileiro, cabe avaliar a capacidade concorrencial do País sob uma mensuração bem objetiva: o custo administrativo de pagar impostos.

    Levantamento feito pelo Banco Mundial compara esse custo em número de horas, para uma empresa de porte médio. Mesmo que o critério de “empresa média”, de um país a outro, possa ser questionado, a diferença é gritante em desfavor do Brasil. O sistema de impostos absorveria 194 horas nos países da OECD, 517 no México, 453 na Argentina e 208 horas na Colômbia, enquanto que, no Brasil, o intrincado sistema de impostos e contribuições, nos três níveis de governo, absorveria 2.600 horas de trabalho, nesse mesmo tipo de empresa. A conclusão só pode ser uma: um sistema tributário menos complexo aumentaria a capacidade de competir do nosso País. Eis aí forte motivo para, afora a carga tributária, cogitar-se seriamente da simplificação e desburocratização do nosso Sistema Tributário. 

    Vista a questão dos custos sob outro ângulo, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, em recente estudo, destaca que a abertura de uma nova empresa requer, no Brasil, de seis a oito fases e o pagamento de doze  a dezesseis taxas, num total  R$ 2.038,00, no Brasil,  que, se comparados com os R$ 672,00 da média dos três países que formam com o Brasil o quarteto dos BRICs, significa uma diferença a maior  de 300%.

    Outra visão do tema reside na baixa propensão a inovar das empresas nacionais. No triênio 2005/2007, o País teve 288 patentes registradas no Departamento de Patentes dos Estados Unidos, enquanto a Índia teve 1.410 e a China 2.775. Nossas empresas investem menos de 1% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Em conseqüência, no ranking mundial o País está classificado em 29º lugar, em descompasso com sua dimensão econômica. Mesmo sem inovações de grande efeito, mas simplesmente incrementais, as exportações passam a ter um conteúdo maior de valor adicionado e, portanto, maiores chances de vender ao exterior, com ganhos de escala. Esses ganhos aumentam a produtividade e lucratividade das empresas e, através do rateio dos custos fixos, repercutem favoravelmente sobre os preços internos.

    Do lado das condições físicas da oferta, sem sombra de dúvida, os gargalos da infra-estrutura explicam em larga medida o “Custo Brasil”. Mas, por detrás desse conceito, existem algumas outras causas aqui não abordadas,  que têm a ver com a baixa eficácia de algumas de nossas instituições e, portanto, merecem igual atenção.




    Publicado no Jornal Brasil Econômico de 29/09/2010