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  • Criação de autoridade nacional de proteção de dados é defendida em audiência sobre a internet

    Especialistas defenderam a criação de uma autoridade nacional de caráter independente para atuar na proteção de informações de consumidores e usuários da internet. O assunto foi debatido numa sessão temática nesta terça-feira (17/04), no Plenário, com objetivo de instruir a votação do PLS nº 330/2013, que cria um marco regulatório de proteção de dados pessoais. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o relator da matéria, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

    Especialistas defenderam a criação de uma autoridade nacional de caráter independente para atuar na proteção de informações de consumidores e usuários da internet. O assunto foi debatido numa sessão temática nesta terça-feira (17/04), no Plenário, com objetivo de instruir a votação do PLS nº 330/2013, que cria um marco regulatório de proteção de dados pessoais. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o relator da matéria, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

    Ferraço mostrou-se a favor da criação da autoridade nacional de proteção de dados, mas lembrou que o Poder Legislativo não pode invadir a competência do Executivo: “Se tivermos um marco legal e não tivermos uma autoridade que possa atuar no cumprimento dessa norma, estaremos construindo uma letra fria. De fato há a controvérsia se temos ou não iniciativa de propor uma nova estrutura administrativa, mas podemos recomendar a criação para que o Executivo adote uma medida dessa natureza”, afirmou.

    O diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Rony Vainzof, também apoiou a ideia. “Caso essa legislação nasça sem uma autoridade do setor, ela será manca e provavelmente sem eficácia. Além disso, uma lei que estabeleça sanções administrativas sem identificar quem vai aplicá-las pode ser um convite para imposição de multas injustas. A ausência de uma autoridade também impedirá o Brasil de se adequar às normas de outros países”, declarou.

    Ainda para a Fiesp, a autoridade prevista na lei deve ser única, central, dotada de independência financeira e operacional e formada por um corpo técnico especializado.

    Incentivo ao bom comportamento

    O pesquisador da Rede Latino-Americana de Estudos Sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade, Bruno Bioni, também defendeu a criação legal de uma instituição independente. Para ele, a entidade não só deveria ter poderes para aplicar a legislação e sanções aos infratores, como deveria atuar de forma preventiva e no incentivo ao bom comportamento.

    “Hoje em dia, com aumento do volume e variedade de informações, o cidadão, sozinho, não pode fazer valer seus direitos. Por isso, é necessária a criação de um órgão com expertise, que possa equilibrar essa assimetria”, afirmou.

    Limitações

    O relator Ricardo Ferraço disse que está se inspirando em normas internacionais, como a nova lei de proteção de dados da União Europeia, que entra em vigor em maio. Segundo ele, o desafio é fazer um texto que se valha da boa experiência internacional, com a preservação da privacidade sem inibir atividades econômicas e inovação tecnológica.

    “Internet não pode ser terra de ninguém. É tarefa do Congresso legislar em defesa da sociedade. Precisamos assegurar que informações pessoais não sejam contrabandeadas e caiam nas mãos de terceiros […] O acesso a internet não representa apenas diversão ou entretenimento, propicia inclusão social, conhecimento e exercício da cidadania. É ferramenta de avanço social e tecnológico. Não é razoável deixar que esta ferramenta seja alvo de limitação ou de uso inadequado”, afirmou.

    Escândalo

    O PLS nº 330/2013, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), está sendo discutido no momento em que o Facebook está no centro de um escândalo mundial causado pelo vazamento de dados de mais de 80 milhões de pessoas. Valadares afirmou que, desde agosto de 2013, quando apresentou o projeto, já havia percebido a importância de um marco legal. De lá para cá, segundo ele, o tema ganhou ainda mais relevância.

    Na opinião do senador, a lei precisa ser equilibrada, de modo a preservar a privacidade sem prejuízo de funcionamento da internet. “Sabemos hoje que banco de dados sobre gostos, hábitos e rendas de usuários da internet é um ativo valioso. O marco deve prevenir abusos e coibir o uso ilícito de dados pessoais. Por outro lado, os gestores desses dados precisam de limites seguros para seus modelos de negócios”, opinou.

    Esse equilíbrio também foi defendido por outros participantes da sessão, como o advogado e especialista em negócios digitais Márcio Cots, para quem seria infantilidade pensar que a limitação do uso de dados não vá ter impactos econômicos.

    Prazo

    O relator Ricardo Ferraço informou que pretende concluir seu voto e apresentá-lo à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) dentro de no máximo 15 dias. Os demais participantes da sessão temática desta terça-feira devem encaminhar ao relator suas contribuições.

  • Plástico deve ser banido de copos, pratos, bandejas e talheres descartáveis

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou nesta terça-feira (17/04) o projeto (PLS nº 92/2018) que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Pelo texto, no prazo de dez anos, o plástico deverá ser substituído por materiais biodegradáveis em itens destinados ao acondicionamento de alimentos prontos para o consumo.

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou nesta terça-feira (17/04) o projeto (PLS nº 92/2018) que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Pelo texto, no prazo de dez anos, o plástico deverá ser substituído por materiais biodegradáveis em itens destinados ao acondicionamento de alimentos prontos para o consumo.

    Segundo o texto aprovado, o plástico deverá ser substituído em 20% dos utensílios no prazo de dois anos após a eventual vigência da lei. Esta exigência subirá para 50% após 4 anos; para 60%, após 6 anos; e para 80%, após 8 anos. O plástico deverá ser totalmente banido após dez anos.

    Justificativa

    Na justificativa do projeto, a autora Rose de Freitas (PMDB-ES) afirma que “os destinos finais de grande parte dos itens que ingenuamente usamos ao fazer um lanche num fast-food ou tomar uma bebida são os rios, lagos, mares e oceanos, comprometendo o equilíbrio ecológico de maneira extremamente grave”.

    Rose acrescenta que mesmo amostras de água tratada, em diversos países do mundo, demonstram a contaminação por microplásticos. “Isto significa que os sistemas convencionais não são eficazes em retirar resíduos de plástico e que, portanto, estamos ingerindo plástico diariamente, sem saber as consequências disto para a saúde humana”.

    Relatoria

    Durante a análise na CMA nesta terça-feira, o relator da proposta, senador José Medeiros (Pode-MT), ressaltou os danos ao meio ambiente, considerando a extração do petróleo (matéria-prima) e o refino e descarte do plástico: “Os impactos das refinarias vão desde as consequências dos estudos sísmicos na exploração, até o consumo de grandes quantidades de água e energia, geração de quantias absurdas de despejo líquido, liberação de diversos gases nocivos na atmosfera, produção de resíduos sólidos de difícil tratamento, além dos frequentes vazamentos de petróleo em ambiente marinho, como ocorreu com a Chevron no Brasil”, disse Medeiros.

    O senador pontuou que o tempo de degradação dos materiais de origem petroquímica chega a centenas de anos. Isto faz com que a vida útil de aterros, destino final de toneladas de sacolas e embalagens plásticas, se reduza sensivelmente, com graves consequências econômicas.

    A análise deste projeto segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

  • Câmara aprova proposta que obriga conselhos a fornecer informações básicas sobre profissionais

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (17/04) o Projeto de Lei nº 1944/2015, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que obriga os conselhos profissionais a disponibilizar informações básicas sobre os trabalhadores registrados nessas entidades. De acordo com o texto, os conselhos devem informar o nome, o número de registro, a especialidade e o local de trabalho do profissional. A consulta poderá ser feita pela internet.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (17/04) o Projeto de Lei nº 1944/2015, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que obriga os conselhos profissionais a disponibilizar informações básicas sobre os trabalhadores registrados nessas entidades. De acordo com o texto, os conselhos devem informar o nome, o número de registro, a especialidade e o local de trabalho do profissional. A consulta poderá ser feita pela internet.

    Em parecer lido pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR), o relator na CCJ, deputado Osmar Serraglio (PP-PR), defendeu a aprovação. Durante os debates, o deputado Luiz Couto (PT-PB) ressaltou que o texto “vai atender o direito dos consumidores de terem acesso às informações básicas dos prestadores de serviço”.

    A proposta, que tramitava em caráter conclusivo, havia sido aprovada antes pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Agora o texto deve seguir para o Senado, a não ser que haja recurso para análise em Plenário.

  • Debatedores pedem mais recursos para educação básica

    Os números da educação básica no Brasil não são bons e a resposta de alguns participantes de audiência pública realizada nesta terça-feira (17/04) sobre o assunto, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, é a de que os recursos têm que aumentar e a maior fatia do bolo deve ir para os municípios.

    Os números da educação básica no Brasil não são bons e a resposta de alguns participantes de audiência pública realizada nesta terça-feira (17/04) sobre o assunto, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, é a de que os recursos têm que aumentar e a maior fatia do bolo deve ir para os municípios.

    Luana Soares, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), explicou que o atendimento à população no ensino fundamental é quase universal, mas o que preocupa é o desempenho. Hoje, o índice de reprovação já é de 12% no 3º ano do ensino fundamental, quando as crianças completam o ciclo de alfabetização. Segundo Luana Soares, os problemas se acumulam a partir daí, fazendo com que os estudantes cheguem ao 5º ano com uma idade superior à desejada. Metade dos alunos do 3º ano estão com níveis de leitura considerados insuficientes.

    Raph Alves, do Ministério da Educação, explicou que o governo vem alocando recursos no programa “Mais Alfabetização” para melhorar o ensino nos anos iniciais. 49 mil escolas devem ser beneficiadas e os professores poderão ter a ajuda de assistentes de alfabetização. Outra aposta do ministério para o ensino médio são as escolas em tempo integral que já somam 967 no País.

    Exclusão

    Mas no ensino médio, ou seja, após o 9º ano, o problema é a evasão escolar. A taxa de insucesso, que seria a soma do abandono da escola com a reprovação, vai subindo ao longo dos anos e se concentra nesse ciclo.

    Para Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a taxa não deveria ser chamada de “evasão”, mas sim de “exclusão”, porque este nome refletiria melhor o fato de que muitas vezes o jovem não decidiu sair de maneira voluntária. E isso incluiria outros problemas sociais e econômicos. Ele criticou também a falta de qualidade das escolas e citou o exemplo das creches.

    Segundo Daniel Cara, a expansão do sistema de creches é precária. “Quem conhece as periferias do Brasil sabe que essas creches que estão sendo ofertadas na realidade muitas vezes se parecem com depósitos de crianças. Os prefeitos não têm condições de investimentos, acabam conveniando com a sociedade civil e até o momento nós não temos regras claras, tanto do Ministério da Educação quanto dos sistemas municipais de ensino, para determinar quais são os critérios fundamentais para o ‘conveniamento’ de creches. Embora a lei do Fundeb aponte algumas regras, essas regras muitas vezes não são cumpridas”, disse.

    Teto de gastos

    Para Daniel Cara, há falta de recursos no sistema e ele sugeriu a revogação da emenda constitucional (EC 95/16) que estabeleceu o teto de gastos no setor público. Já o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) acredita que deve ser modificada a divisão do bolo tributário, destinando mais recursos aos municípios.

    “O governo federal faz toda a informação dos programas, mas quem banca a maior parte dos investimentos do setor público, saúde e educação, é o município. Não é só da educação, da saúde também. É a mesma forma. É quem fica com a menor parte do bolo e a maior parte da responsabilidade”, disse.

    Heleno Araújo Filho, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, disse que as condições de trabalho são precárias. Ele afirmou que 44% dos profissionais de Pernambuco têm contratos temporários. Muitas vezes, uma mesma disciplina tem quatro professores diferentes ao longo do ano.

  • Comissão especial sobre proteção de dados pessoais reúne-se nesta tarde

    A Comissão Especial da Câmara sobre Tratamento e Proteção de Dados Pessoais (PL nº 4060/2012 e apensados) reúne-se nesta quarta-feira (18/04) para votar requerimento para audiência pública com os ministérios da Ciência e Tecnologia, do Planejamento e da Justiça, além de advogados e especialistas nas áreas de Internet e Telecomunicações.

    A Comissão Especial da Câmara sobre Tratamento e Proteção de Dados Pessoais (PL nº 4060/2012 e apensados) reúne-se nesta quarta-feira (18/04) para votar requerimento para audiência pública com os ministérios da Ciência e Tecnologia, do Planejamento e da Justiça, além de advogados e especialistas nas áreas de Internet e Telecomunicações.

    O relator da comissão especial, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ainda reúne informações para escrever um substitutivo às propostas que estão em análise no colegiado. O prazo para conclusão dos trabalhos terminou e um requerimento pedindo a prorrogação ainda não foi votado.

    Orlando Silva trabalha para votar o texto diretamente em Plenário. “A minha expectativa é que nós votemos o texto diretamente em Plenário. Dados pessoais se converteram numa matéria-prima para uma grande indústria. Há uma economia de dados no mundo inteiro e isso requer um cuidado muito grande”, informou.

    Propostas

    A comissão especial analisa três propostas relacionadas ao tema. Uma delas (PL nº 5276/2016) exige que os dados só sejam usados e manipulados com autorização, além de estabelecer uma série de restrições em relação a informações consideradas sensíveis, como opção sexual e posição política. O texto também menciona um órgão com competência para fiscalizar o setor, mas não explica qual seria esse órgão.

    A outra proposta sugere a auto-regulamentação do setor no lugar de um órgão regulador centralizado (PL nº 4060/2012). E um terceiro projeto (PL nº 6291/2016) muda o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) para deixar clara a proibição do compartilhamento de dados pessoais dos assinantes de aplicações de internet.

    Facebook

    O tema ganhou destaque depois do escândalo de vazamento de dados do Facebook, que enviou dados de milhões de pessoas à empresa de consultoria política Cambridge Analytica, que trabalhou com a equipe responsável pela campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, nas eleições de 2016. Os dados coletados podem ter sido usados para traçar o perfil de milhões de eleitores e para influenciar o resultado final das eleições norte-americanas.

    O consultor legislativo Claudio Nazareno, especialista nesse tema, explica que o País já conta com legislação para punir o vazamento de dados, mas que uma lei específica poderá fortalecer o combate a essa prática. “Há um dispositivo do Marco Civil da Internet que determina o uso dos dados só para o fim para os quais foram efetivamente coletados, mas o projeto de lei de proteção de dados vai dar uma roupagem muito mais robusta a essa questão da proteção da privacidade, da intimidade, proteção inclusive dos direitos humanos”, explicou.

    A reunião da comissão especial foi convocada para às 14h30, em plenário a definir.

  • Instituto Fecomércio​-PE​ oferece capacitações gratuitas de empreendedorismo

    Para montar um negócio é preciso estar atualizado no que diz respeito ao mercado de trabalho e formas de gerir o empreendimento. Pensando nisso, o Instituto Fecomércio​-PE​ promove, em parceria com o Sebrae-PE, o Programa de Formação Empreendedora (Forme), que capacita​,​ gratuitamente​,​ empreendedores informais e formais para o mercado, além de jovens egressos do ensino médio, ampliando sua visão nos negócios. 

    Para montar um negócio é preciso estar atualizado no que diz respeito ao mercado de trabalho e formas de gerir o empreendimento. Pensando nisso, o Instituto Fecomércio​-PE​ promove, em parceria com o Sebrae-PE, o Programa de Formação Empreendedora (Forme), que capacita​,​ gratuitamente​,​ empreendedores informais e formais para o mercado, além de jovens egressos do ensino médio, ampliando sua visão nos negócios. 

    Neste semestre, o programa abre duas turmas em Camaragibe e três no Recife: na comunidade do Chié, na Prefeitura d​a Cidade d​o Recife​ (PCR)​ e na Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação (Sempetq), conforme programação detalhada. De acordo com a diretora​-executiva​ do Instituto Fecomércio​-PE​, Brena Castelo Branco, as palestras de sensibilização acontecem no fim de abril. “Elas objetivam propiciar aos participantes o conhecimento de informações sobre o programa, para que possamos envolver e comprometer os participantes. A sensibilização tem como foco informar a metodologia, antes que ela seja aplicada nas capacitações”, explica.

    As formações começam durante o mês de maio, em horários e datas específicos de cada turma, e serão compostas por temas como desenvolvimento pessoal, capacitação empresarial e acesso aos serviços financeiros. 

     

     

  • Intenção de consumo recua 1,3% em abril após seis meses de crescimento

    Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 86,9 pontos em abril de 2018, registrando queda de -1,3% em relação ao mês passado. É a primeira vez desde setembro de 2017 que ocorre variação negativa no índice. Já na comparação anual, houve alta de 11,7%. A variação foi influenciada por alguns subitens como o momento para aquisição de duráveis e pela percepção das famílias quanto à perspectiva profissional.

    Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 86,9 pontos em abril de 2018, registrando queda de -1,3% em relação ao mês passado. É a primeira vez desde setembro de 2017 que ocorre variação negativa no índice. Já na comparação anual, houve alta de 11,7%. A variação foi influenciada por alguns subitens como o momento para aquisição de duráveis e pela percepção das famílias quanto à perspectiva profissional.

    “Enquanto as projeções para o desempenho da economia em 2018 apontam uma taxa do PIB de +2,8% e de +3,0% para 2019, ao longo de 2018 pode-se esperar que a ICF total se mantenha em crescimento ante os mesmos meses do ano passado. No curto prazo, poderá continuar apresentando oscilações por causa da lenta recuperação do mercado de trabalho e da cautela do consumidor quanto ao consumo”, explica o economista da CNC Antonio Everton Chaves Junior.

    Mercado de trabalho

    O componente Emprego Atual registrou 112,9 pontos e queda de 0,5% em relação ao mês passado. Já o percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual reduziu 0,2 ponto percentual, passando de 33,6% em março para 33,4% em abril. Também houve queda em relação às perspectivas de mercado de trabalho. O indicador reduziu -2,1% na comparação com março, mas se manteve 2,9% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Desde abril de 2017, é a terceira vez que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 103,4 pontos.

    Consumo

    Tanto na comparação mensal como na anual, o Nível de Consumo Atual registrou aumento: 0,5% em relação ao mês passado e 23,7% em abril de 2017. Já o componente Momento para Duráveis apresentou queda de -6,2% no comparativo mensal, mas em relação ao ano passado a alta registrada foi de 24,0%. O estudo aponta que o índice segue abaixo da zona de indiferença, com 63,0 pontos.

    O levantamento mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,1 pontos e o componente Acesso ao Crédito teve queda de -0,5% na comparação mensal e aumento de 15,2% em relação a abril de 2017. E, apesar da melhora de todos os subíndices em relação ao ano passado, a maior parte das famílias, 52,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que em 2017.

    Perspectivas para 2018

    Apesar dos problemas decorrentes do desequilíbrio fiscal do setor público, as condições macroeconômicas deverão contribuir para que sejam formadas bases para a retomada do investimento e do consumo, fazendo com que o crescimento fique acima do realizado ano passado.

    A expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano é de até 2,8%, combinada com uma taxa de inflação esperada abaixo de 4,0 %, taxa de juros primários de 6,25% e câmbio praticamente estável em R$ 3,30. Neste contexto, a CNC projeta crescimento de 5% nas vendas do varejo ampliado para 2018.

    Clique aqui para acessae a análise, os gráficos e a série histórica da ICF

  • Intenção de consumo recua 1,3% em abril após seis meses de crescimento

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 86,9 pontos em abril de 2018, registrando queda de -1,3% em relação ao mês passado. É a primeira vez desde setembro de 2017 que ocorre variação negativa no índice. Já na comparação anual, houve alta de 11,7%. A variação foi influenciada por alguns subitens como o momento para aquisição de duráveis e pela percepção das famílias quanto à perspectiva profissional.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 86,9 pontos em abril de 2018, registrando queda de -1,3% em relação ao mês passado. É a primeira vez desde setembro de 2017 que ocorre variação negativa no índice. Já na comparação anual, houve alta de 11,7%. A variação foi influenciada por alguns subitens como o momento para aquisição de duráveis e pela percepção das famílias quanto à perspectiva profissional.

    “Enquanto as projeções para o desempenho da economia em 2018 apontam uma taxa do PIB de +2,8% e de +3,0% para 2019, ao longo de 2018 pode-se esperar que a ICF total se mantenha em crescimento ante os mesmos meses do ano passado. No curto prazo, poderá continuar apresentando oscilações por causa da lenta recuperação do mercado de trabalho e da cautela do consumidor quanto ao consumo”, explica o economista da CNC Antonio Everton Chaves Junior. 

    Mercado de trabalho

    O componente Emprego Atual registrou 112,9 pontos e queda de 0,5% em relação ao mês passado. Já o percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual reduziu 0,2 ponto percentual, passando de 33,6% em março para 33,4% em abril. Também houve queda em relação às perspectivas de mercado de trabalho. O indicador reduziu -2,1% na comparação com março, mas se manteve 2,9% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Desde abril de 2017, é a terceira vez que o indicador fica acima da zona de indiferença, alcançando 103,4 pontos. 

    Consumo

    Tanto na comparação mensal como na anual, o Nível de Consumo Atual registrou aumento: 0,5% em relação ao mês passado e 23,7% em abril de 2017. Já o componente Momento para Duráveis apresentou queda de -6,2% no comparativo mensal, mas em relação ao ano passado a alta registrada foi de 24,0%. O estudo aponta que o índice segue abaixo da zona de indiferença, com 63,0 pontos.

    O levantamento mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,1 pontos e o componente Acesso ao Crédito teve queda de -0,5% na comparação mensal e aumento de 15,2% em relação a abril de 2017. E, apesar da melhora de todos os subíndices em relação ao ano passado, a maior parte das famílias, 52,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que em 2017. 

    Perspectivas para 2018

    Apesar dos problemas decorrentes do desequilíbrio fiscal do setor público, as condições macroeconômicas deverão contribuir para que sejam formadas bases para a retomada do investimento e do consumo, fazendo com que o crescimento fique acima do realizado ano passado.

    A expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano é de até 2,8%, combinada com uma taxa de inflação esperada abaixo de 4,0 %, taxa de juros primários de 6,25% e câmbio praticamente estável em R$ 3,30. Neste contexto, a CNC projeta crescimento de 5% nas vendas do varejo ampliado para 2018.

  • Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – abril de 2018

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 071/2018

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que altera o regulamento do FGTS para autorizar a aquisição de órtese e prótese pelo trabalhador com deficiência

    Ibama altera norma que regulamenta o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que altera o regulamento do FGTS para autorizar a aquisição de órtese e prótese pelo trabalhador com deficiência

    Ibama altera norma que regulamenta o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais